N.A.: Twilight não me pertence.

Ecutem, tem uma música que eu queria que vocês ouvisse enquando leem o capítulo. O link tá no meu perfil, assim como uma foto do estúdio que a Bella trabalha.

Me perdoooem o atraso, mas com estágio e faculdade eu to sem tempo nenhum pra postar.

Mas tá aqui o capítulo. 24 páginas de Word e 14.506 palavras!^^

Ele é inteiro do ponto de vista do Edward!

Espero que vocês gostem do capítulo.

~*~

Edward Cullen

Cheguei na casa dos meus pais depois de uma exaustiva conferência que não me serviu de nada a não ser ouvir um bando de velhos falarem de aparelhos novos que cardiologistas poderiam usar para ter sucesso em mais cirurgias. Como se isso ajudasse alguém que realmente merecesse ajuda. Odeio o fato de que a medicina é uma ciência pra elite. Odeio saber que estava perdendo meu tempo lá, naquele coquetel cheio de pompa pra prestigiar um marca-passo que traria riscos menores na cirurgia e tinha uma validade maior. Aparelho medíocre que só seria útil pra quem tivesse dinheiro, digo, muito dinheiro pra pagar.

Eu vim aqui porque meu pai me pediu, implorou pra ser preciso. Ele também estava cansado dessa vida e por isso decidiu botar a mão na massa. Ele é a cabeça de uma ONG que presta serviços médicos básicos em campos de refugiados de guerra, majoritariamente na África, mas existem no Oriente médio também. Convocou-me pra ir com ele pra um dos campos em Burundi, na África. Ele nunca me pediu isso, pois diz que apesar de ser uma experiência essencial pra qualquer pessoa que queira crescer como ser humano ainda assim é traumatizante; mas eu sempre demonstrei interesse em ir e agora, já que precisava de bastante gente uma vez que chegou a ele que muitas pessoas estão desnutridas - apesar das tropas da ONU entregarem comida - e por conta disso pegando muitas doenças. Aceitei sua convocação sem nem pensar duas vezes. Talvez por estar cansado de viver num lugar onde as pessoas só se importam com seu próprio nariz e são incapazes de olhar pra outros senão eles mesmos. Eu estava louco pra chegar o dia dessa viagem que seria precisamente no dia 02 de dezembro. Daqui há 1 mês e um dia.

Meu pai pretendia ficar lá cerca de 2 semanas pra ajudar nas negociações com os rebeldes que insistiam em não aceitar a nossa ajuda. Eu, em contrapartida fiz questão de afirmar que não teria prazo pra voltar; não havia nada que me prendesse em NY.

Ao entrar na sala da casa dos meus pais fui correndo pra cozinha assim que senti o cheiro do delicioso talharim que só a minha mãe sabia fazer. Envolvi meus braços em sua cintura por trás e dei um beijo estalado no seu rosto.

- Um Eddie! Tava morrendo de saudade do meu pimpolinho! – ela virou e me abraçou com força.

- Eu também mãe! Esses foram os piores 10 dias da minha vida. Eu mal consegui dormir com o barulho estrondoso que saia da garganta do meu pai enquanto ele dormia. Como você conseguiu fazer isso por todos esses anos? – ela gargalhou e bagunçou meus cabelos

Meus irmãos, Alice e Emmett chegaram na casa dos meus pais na hora do jantar e acabaram comendo conosco. Depois da janta assisti um jogo dos yankees com Emm e meu pai enquanto Alice ajudava a minha mãe a arrumar a cozinha.

- Onde está a Rose, Emmett?

- Ela quis dormir cedo porque amanhã de manhãzinha tem um ensaio fotográfico.

- Hum! E seus planos pra hoje?

- Ahá! Deixa isso comigo! – eu ouvi a voz fina daquela pulguinha de cabelo arrepiado atrás de mim. Tive que sorrir de seu jeito hiper-ativo.

- Pimpolha, quantos energéticos você tomou hoje? – ela me olhou ultrajada.

- Que absurdo, Eddie! – odiava quando elas me chamavam assim. Tânia, minha ex-"namorada" me dava nos nervos quando me chamava assim achando que eu gostava; então as mulheres da minha vida, Esme e Alice, sempre faziam isso pra implicar comigo – Quase não tomei energético. Ah! Tomei umas cinco xícaras de café até a hora do almoço e depois mais uma e de tardinha UM redbull, mas só isso.

- Respira piolha e fala mais devagar se não nem eu nem o Edward vamos conseguir acompanhar!

Meu pai riu e pediu licença pra se retirar da sala; ia provavelmente passar um tempo com a minha mãe.

- Bom, eu. Estive. Pensando. Em. Aproveitar. O. Ringue. De. Patinação. No. Gelo. O. que. Vocês. Acham. Queridos. Irmãozinhos?

Tive que rir alto da maneira pausada que ela falou.

- Tô dentro. - Emmett falou visivelmente empolgado. – Vou só avisar a Rosie, mas ela nem deve ir com a gente.

- Nem precisava perguntar. - concordei

- Yaay!

Fomos no meu carro pro ringue e assim que chegamos lá fiz uma bola de neve e taquei nas costas do Emmett que por sua vez foi tacar na Alice, mas como se ela soubesse que ele faria isso, correu se escondendo e a bola foi direto no meu cabelo. Ríamos iguais a loucos e depois de me limpar pedi pro Emmett alugar os patins pra mim. Alice foi comprar algo pra beber, possivelmente café e eu me joguei num dos bancos de lá, causando uma garota de cabelo levemente ondulado e grande soltar um leve gritinho de susto. Ri daquilo mais uma vez, mas parei quando seu cheiro inebriante chegou a mim.

- Te assustei? - perguntei sem conseguir parar de rir do olhar malicioso que Alice me lançou antes de tomar uma direção oposta a que eu estava.

- Não ta tu-- eu acho que ela parou de falar, mas estava tão perdido a fitando que se ela estivesse falando aquilo não passaria de um murmúrio. Seu cabelos agora caiam sobre o ombro, seus olhos eram amendoados e seus cílios grandes compunham aquela jóia cor de chocolate, seu nariz era fino e delicado e sua boca... ah sua boca era simplesmente maravilhosamente... carnuda e vermelha. Me perderia naqueles lábios. Tudo nela parecia se encaixar perfeitamente. Quando parei a minha análise as suas feições dirigi meu olhar pra ela e notei que ela também me olhava profundamente, quando nossos olhares se encontraram notei que ela rapidamente ruborizou. Instintivamente sorri daquilo. Até seu rubor se encaixava perfeitamente em seu rosto angelical. E então me lembrei que ela ia falar alguma coisa.

- Você vai concluir a frase?

- Uhn? – será que ela realmente não falou nada e eu enlouqueci enquanto me perdia nela? Achei melhor deixar pra lá.

- Esquece... – sorri pra ela – Sou Edward Cullen. – estendi minha mão para ela apertar. Estava morrendo de ansiedade pra sentir sua pele.

- Uhn... é um pra-prazer. – ela gaguejou? E novamente corou? Ela estava nervosa? Comigo? Não... certamente estava só desconcertada com a situação.

Ela olhou pra minha mão por alguns segundos e eu estava ávido para que ela a apertasse, estava quase segurando a dela na minha, obrigando-a a isso. E então, de repente ela fez exatamente o que eu não imaginaria que ela fizesse. Levantou-se e deu um passo pra longe de mim, mas suas pernas pareciam não agüentar seu corpo completamente esbelto e ele inclinou-se para o chão; levantei rapidamente e a segurei pela cintura. Não ia me atrever a trazê-la mais pra perto de mim, esse é o tipo de desrespeito que não toleraria se um estranho fizesse com Alice, mas senti-la em meus braços fez meu coração dar um pulo no meu peito e minha garganta ficar seca. Trouxe-a para perto, contrariando todos meus planos anteriores, e a segurei firmemente contra meu peito; ela ainda de costas pra mim. O cheiro cítrico delicioso invadiu a minha narina e eu inclinei minha cabeça pra cheirar seus cabelos, fechei os olhos com o prazer. Afrouxei o aperto na sua cintura com o intuito de fazê-la virar para me encarar pra que eu a tomasse nos meus braços e atacasse seus lábios num beijo devastador enquanto minha mão percorreria todo o seu corpo.

Ela me agradeceu, mas não chegou a se virar pra mim. Então dei um passo pro lado para poder olhar seu rosto e vi que ela fazia uma careta estranha enquanto mudava seu peso de um pé pro outro. Fiquei completamente de frente pra ela agora.

- Aconteceu alguma coisa??

- Meus pés estão queimando! – instantaneamente olhei para os seus pés e vi que ela usava... meias! Não consegui evitar que a minha risada escapasse de minha boca. Meias!? Estávamos no inverno, numa pista de gelo, com um chão se não congelado, numa temperatura extremamente baixa e ela tinha apenas meias em seus pés!

- Por que você está só de meias numa pista de gelo? – não pude evitar que meus pensamentos tomassem corpo com a minha voz...

- Eu tava... ern... esperando meu patins. – por que tão corada? Retirei a minha mão esquerda de sua cintura e mantive a minha direita abraçando-a enquanto nos guiava de volta as cadeiras pra que ela pudesse tirar o pé do chão

- E você esperava que eles viessem sozinhos até você? – piadinha infame, mas precisava vê-la rir novamente.

Ela não me respondeu e eu fiquei tentando entender o motivo enquanto a fitava curioso. Ela me olhou e respondeu rindo. Deu certo!

- Na verdade não.

- Oh! Você ri! – mais uma tentativa de mantê-la rindo...

- É, eu sei fazer isso as vezes. – a admirei por mais alguns instantes ponderando se deveria levá-la pra patinar comigo ou não. Se a levasse ela teria que conhecer meus irmãos; Alice jamais deixaria eu ter um encontro, ainda que seja de sopetão, num mesmo ambiente que ela sem ser apresentada à garota e Emmett não me deixaria ter um encontro sem ao menos me envergonhar. Decidi que nada disso importava. Precisava sentir seu toque novamente.

- Quando você calça? – ia pegar patins pra ela.

- Hun? Pra que quer saber?

- Pra pegar seu patins...

- Oh não. Jake já foi pegar... – é claro que ela não estava sozinha. Quão idiota eu sou em achar que uma mulher como ela estaria sozinha numa sexta-feira à noite?

Ela desviou seu olhar do meu e começou a olhar pelas pessoas como se tivesse procurando por alguém, certamente era por Jake. Então ela se levantou e começou a tentar correr na direção de algumas pessoas; ela novamente quase caiu e eu mais uma vez a amparei com meus braços trazendo-a, de novo pra perto de mim. Mas o que diabos era aquilo que estava acontecendo comigo? Por que eu simplesmente não conseguia tirar minhas mãos?! Suspirei involuntariamente quando reconheci seu cheiro: morango...

Quando notei vinha um homem muito grande na nossa direção com um olhar nada amigável, supus que era ele que ela procurava. Bufei pesadamente quando a vi sendo retirada do meu abraço com força. Senti o meu sangue subindo assim que notei o olhar de pavor que ela lançava a ele e depois ela dizendo que ele estava machucando-a. Nem ouvia o que o indivíduo balbuciava, só a fitava, procurando uma brecha pra tirá-la daqueles braços e trazê-la pra mim, em segurança. Notei que ela tentava se desvencilhar dele e prontamente perguntei se ela precisava de alguma coisa, ela negou uma possível ajuda; ouvi o cara chamando-a de minha mulher e meu peito se contraiu de uma maneira estranhamente dolorosa.

Era pena, certamente. Só podia ser isso... Depois de ouvi-la reclamando por ele tê-la chamado de mulher me acalmei e decidi dar-lhes um pouco de espaço, não muito para que ela se sinta em perigo, mas o suficiente para ela estar a vontade com ele. Decidi sair dali quando ela – andando pra trás – encostou em mim. A vontade que eu tive era de jogá-la no meu ombro e sumir com ela daquele lugar, mas não me intrometeria em sua vida assim; talvez ela quisesse falar com o cara. Fui até a pista de gelo e fiquei parado ali.

Não desgrudei meus olhos dela um só segundo. Alice veio a mim e fez dezenas de perguntas sobre a garota, que eu prontamente ignorei, então ela puxou meu braço, me deu meus patins e disse que eu ficar secando-a estava deixando-a desconfortável. Calcei os patins e comecei a patinar no ringue, sempre perto da saída, pronto pra qualquer coisa que ela precise. Estava detestando deixá-la tão perto do alcance do imbecil e tão longe do meu. Estranho como eu já tinha um extinto tão protetor sobre ela.

Enquanto patinava ouvi o cara chamá-la de Bella e ele oferecendo para que ele a levasse pra casa ou ao ponto de taxi. Supus que ela queria ir embora. Voei pra saída do ringue, tirei meus patins, troquei um olhar com Alice que a fez entender que estaria indo embora, notei Emmett patinando como um profissional no meio do ringue, enquanto várias mulheres o cercava - ah se Rose visse isso... -, calcei meu sapato e andei rapidamente até um muro perto da saída e a esperei sair.

Assim que ela saiu vi que ela olhava para o chão e andava bem rápido xingando baixinho enquanto trocava seu peso de um pé pro outro. Ri ao notar que não era o chão que ela fitava, e sim seus pés na meia. Ela estava indo numa direção mais deserta então a puxei pelo pulso e a trouxe a mim. Consciente ou inconscientemente acabei a pressionando no muro contra o meu corpo. Seu corpo se encaixava perfeitamente sobre o meu e o calor que exalava dela me fazia respirar pesado. Precisava senti-la melhor, tocar sua pele, sentir sua língua na minha, ouvi-la suspirar. Levantei minha mão para levá-la até seu angelical rosto, mas meus devaneios e planos foram interrompidos quando ela soltou um gritinho ainda de olhos fechados.

Muito bem Edward! Segunda vez em menos de 20 minutos que você assusta a garota! Seu pai ficaria orgulhoso de você! - Aquela voz no meu subconsciente começava a me irritar.

Então ela abriu os olhos e eu mergulhei naquela piscina de chocolate completamente perdido em meus pensamentos. Até que ela me questionou o que eu estava fazendo ali e eu disse que não a deixaria ir sozinha pra casa, ofereci carona e ela prontamente aceitou. Deus como era crédula. Ela devia tomar cuidado, era um perigo pra si mesma.

No carro conversamos um pouco, banalidades majoritariamente, mas cada vez que ela falava eu me encantava mais com a sua capacidade de ser surpreendente. Descobri que aquele imbecil era seu namorado, e que eles provavelmente dormiam juntos.

O que é isso? Essa vontade súbita de afundar aquele nariz achatado?

Nada Edward... só preocupação por ele ter a machucado.

Ela disse que não podia ir pra casa e eu sugeri que fizéssemos outra coisa, ela se assustou com a minha sugestão e eu me amaldiçoei por não conseguir segurar minha língua na minha boca. Ela disse que não seria uma boa companhia. Que garota absurda... acredito que no pior dos seus dias ela seria a melhor companhia.

Mais uma vez não consegui segurar a minha língua ao dizer que achava a sua suposição ridícula. Percebi ainda que ela tinha uma baixa autoestima; o que me fez vagar por possíveis justificativas, inútil dizer que não achei nenhuma. Como seria possível algo assim? Ela era uma das pessoas mais bonitas que eu vira em muito tempo e aquele seu olhar que mexia com cada átomo do meu ser? Fora que ela era extremamente simpática e cada palavra que fluía da sua linda e carnuda boca me fazia querer dar a ela o mundo. Aquela desconhecida era perfeita. Desde o seu cheiro à sua voz, aquela doce e melodiosa voz...

Comecei a tentar demonstrar, por meio de palavras o quão incrível ela já era pra mim em tão pouco tempo.

- Sei que você é sarcástica, se preocupa com os sentimentos dos outros, é completamente crédula e muito, mas muito desastrada! - Se ela tivesse alguma idéia de como adoro mulheres sarcásticas e que são capazes de se preocupar com outras coisas se não o próprio nariz...

- Oh! desastrada? Você notou? - Ela perguntou por entre risadas. Bella, Bella... foi sua maneira desastrada que me deu a oportunidade de tocar em você, como não notaria? Logicamente controlei minha língua pra não deixar esses pensamentos saírem de dentro de mim. - Crédula Edward? - perguntou com um pingo de dúvida quando eu só continuei rindo do seu comentário anterior.

- Você está dentro do carro de um completo desconhecido confiando plenamente nas minhas ações, - respondi suas dúvidas sem evitar sorrir, ainda olhando pra estrada.

- Oh -, ela exclamou e não disse mais nada. Olhei pra ela que estava com os olhos esbugalhados olhando pra trava da porta.

- Deixa de ser boba, Bella. Eu seria incapaz de te fazer mal -, respondi rindo da sandice que ela tava pensando.

- Obrigada Edward -, ela simplesmente respondeu. Olhei pra ela e novamente me vi perdido naquele olhar. Comecei a sentir um frio na barriga e minhas mãos suando, instantaneamente agarrei com mais força o volante. Voltei a olhar a estrada tentando distanciar minha mente daquele olhar que exercia um poder tão forte sobre mim.

- Pra onde vamos, passageira? - perguntei porque precisava mudar de assunto.

- Ahn... Eu tenho meu estúdio, se quiser a gente pode ir pra lá, se quiser, claro...

- Claro, Bella! É uma ótima idéia! Mas estúdio de que?

- Ah... fotografia. - ela afirmou de forma descontraída.

- Você é fotógrafa? - Perguntei realmente curioso.

- Mmmhmm... não é meu estúdio... é o estúdio onde eu trabalho. É do Pedro Marchinelli, e acho que ele não vai se incomodar se a gente for; eu sempre fico lá de noite. - Pedro Marchinelli... de onde eu conheço esse nome? Oh! Rosalie, ela dizia que era louca por ser fotografada por ele e sempre que passávamos em frente ao estúdio ela fazia menção de ir lá e mostrar seu book.

- Ok, eu sei onde é esse estúdio, tem um letreiro luminoso gigante! - Sempre achei engraçado um estúdio fotográfico ter seu nome em letras neon!

- Esse mesmo. - Ela respondeu enquanto eu ouvi a mais maravilhosa das músicas que me lembrava muito uma gargalhada. Instantaneamente eu sorri.

- Pronto! Temos um destino! - Suspirei aliviado.

- Edward... Eu definitivamente vou ser uma péssima companhia hoje... - Por que ela continuava insistindo nesse absurdo? Impossível ela ser uma companhia ruim. Me fez rir até quando tinha acabado de brigar com aquele imbecil.

- Eu acho difícil - sussurrei pra mim mesmo. O que diabos estava acontecendo comigo?!

- Edward, você nem me conhece. Não faz idéia se sou agradável ou não. Tudo o que sabe de mim é que tenho um namorado irritantemente ciumento, to completamente estressada e prestes a perder os dedos do meu pé! - Ela nunca esteve tão certa e tão errada ao mesmo tempo.

- Sua auto-avaliação foi maravilhosa - comentei enquanto ria; ela me olhou e me acompanhou rindo. Ficamos num silêncio relativamente confortável.

Minha mãe costumava dizer que você só sabe que é realmente íntima de alguém quando consegue ficar em silêncio ao lado dessa pessoa sem se sentir constrangido, e eu definitivamente não estava constrangido com o nosso silêncio. Principalmente porque eu conseguia ouvir a sua respiração tranqüila, que acabava me tranqüilizando também.

Continuei dirigindo por pouco tempo até que estacionei em frente ao estúdio com letras neon, desliguei o carro, saí e me encaminhei para abrir a porta pra Bella, mas ela já estava fora do carro. Bufei daquilo.

- Edward, ta tudo bem? - Perguntou me olhando preocupada.

- Tá... só que você nem esperou eu abrir a porta pra você... - foi apressadinha demais pra me deixar ser cortês. Completei mentalmente.

- Edward, em que década você vive? - Perguntou entre risadas...

- Eu preciso ser do passado pra saber como tratar uma mulher como você? - realmente não a entendia.

- Como eu? - Bella perguntou completamente abismada. Ela realmente não fazia idéia de que merecia o melhor dos tratamentos...

- Você realmente não faz idéia da mulher que é né? - perguntei enquanto me aproximava do seu corpo com a intenção de imprensá-la na porta do carro. Eu não conseguia reagir à força de atração que seu corpo exercia sobre o meu.

- Eu tenho alguma noção há 22 anos... Você é que não faz a mínima idéia! Edward, você não sabe nem meu sobrenome! - Gargalhei da veracidade da sua afirmação e continuei gargalhando mais ainda quando percebi que não me importava com isso. - Você sabe que eu podia ser uma traficante de órgãos e estar te levando pra roubar os seus, né? - Absurda, já disse o quão absurda e linda ela era? Ela estava corando mais uma vez.

- Bella, eu duvido que você consiga sequer ver sangue! - precisava puxar outra assunto pra continuar me aproximando.

- Você é maluco... - ela murmurou entre risadas enquanto esquivava-se da minha aproximação.

- Então... Eis que eu vou conhecer o consultório da tão temida traficante de órgãos Dra...- agora seu sobrenome teria alguma importância pra mim. Quão patético eu estou sendo na frente dela? Nessa hora eu tive que rir de mim mesmo.

- Swan. Edward... Swan. - ela rapidamente completou minha sentença enquanto cantava aquela melodia deliciosa também conhecida como risada.

- Isabella Swan! Hun - precisava ouvir seu nome saindo de minha boca.

- Edward Cullen! Hun - ela disse numa tentativa tosca de imitar meu tom de voz, fazendo-me rir mais uma vez.

- Entra logo Edward. Tá frio aqui fora. - Seu pedido é uma ordem. Respondi mentalmente e entrei no estúdio que estava completamente escuro. Travei logo depois da porta sem saber pra onde ir. Depois que ela fechou a porta eu não fui capaz de enxergar nem mais um palmo a minha frente já que era da rua que vinha o único foco de luz daquele estúdio.

- Só preciso acender as luzes... me dá só um minuto. - Ela falou enquanto eu ouvia seus passos cada vez mais distantes.

- Bella, Bella. Como uma pessoa como você se arrisca a andar no escuro? - Esperava que ela pedisse a minha companhia.

- Pessoa como eu? - Perguntou com a voz cada vez mais distante; pareceu realmente não entender.

- Ahan... Completamente avoada e desastrada! - Ela riu e não disse mais nada. Aquele lugar não estava tão silencioso, ouvia o barulho dos carros passando, mas nada de Isabella.

- Bella? - Chamei algumas vezes e como ela não respondeu achei melhor procurá-la. Sei lá, né? Vai que ela caiu num buraco ou algo assim...

- BÚ! - Caralho! Pulei de susto, mas depois que percebi que era ela me acalmei um pouco, pelo menos por fora.

É guerra que ela quer? Virei rapidamente em sua direção e levei minhas mãos na direção do que eu imaginei que fosse o seu pulso. Por sorte deu certo. Levei seus braços pras suas costas e com isso ficamos perigosamente perto. A vontade de tomá-la agora estava me matando e eu precisava sentir sua pele, estava tentando bravamente resistir. Levei minha boca até a sua orelha passando pelo ombro e pescoço antes, usando toda a minha força pra não tocá-la. Deixem os jogos começarem...

- Você definitivamente brincou com fogo, Bella. - Precisava deixar claro que isso não ia passar em branco. Esperei a sua resposta, mas da sua boca só saiu um som que me excitou de uma maneira absurda. Bella gemeu e eu não fui capaz de resistir mais a mim mesmo.

Beijei a parte de seu corpo que estava ao alcance dos meus lábios; naquela hora era o lóbulo da sua orelha. Precisava sentir sua boca, mas não estava com pressa, aproveitaria qualquer "obstáculo" que se interpusesse entre nossas bocas. Rocei meu nariz em seu maxilar e beijei seu queixo enquanto um calor quase insuportável tomava o meu corpo. Estava ofegando com a ansiedade de beijá-la. Aproximei meus lábios dos seus enquanto acariciava seu nariz com a ponta do meu. Meu corpo inteiro gritava por ela como nunca gritara por mulher nenhuma em toda a minha vida. O efeito que ela tinha em mim era quase insuportável.

- Você tem alguma idéia do efeito que tem em mim?

- Edward...- Ela sussurrou na forma de um gemido. Preciso me lembrar de fazê-la gritar meu nome quando estiver dentro dela.

- Hum? O que você quer? - rocei meus lábios nos seus.

- Ern... ah... eu...- Então ela se afastou de mim. O que?!? Tentei puxá-la mais pra perto, mas suas mãos foram pro meu peito me parando. Ela estava ofegante. - Vou pegar alguma coisa pra gente beber. Gosta de cerveja?

- Claro - respondi.

MERDA!

- Sinta-se em casa, já volto - ouvi o som distante da sua voz dizer. Me encaminhei pro sofá de couro que vi. Precisava tomar um banho gelado, muito gelado. Como era possível eu estar tão acordado com a antecipação de um beijo? Quantos anos eu tinha? 14, 15. Era exatamente assim que essa completa estranha me fazia sentir... um adolescente ansiando seu primeiro beijo. Levantei e fui procurar um banheiro, achei uma espécie de lavabo e lavei meu rosto. Fechei a pia e respirei fundo tentando, mais uma vez tirar aqueles pensamentos de tomá-la naquele sofá agora da minha cabeça.

Então ouvi chamá-la meu nome. Abri a porta do lavabo delicadamente e vi que ela estava no sofá, aquele que eu estava pensando em fazer de suporte pro nosso sexo selvagem que duraria até o amanhecer... Chega Edward!

Resolvi que era a hora de dar o troco. Fui furtivamente até as costas do sofá, no caminho as luzes se apagaram - o que eu achei estranho. Continuei me movendo até chegar ao braço do sofá. Senti que ela estava se mexendo então voei pra cima dela com as mãos em sua cintura.

- Eu falei que você não devia brincar com fogo - ela ficou assustada e aquilo acabou comigo, não imaginei que ela reagiria dessa forma, achei que levaria na brincadeira... Precisava ouvi-la rindo. Afrouxei o aperto em sua cintura e comecei a fazer cócegas.

Bella já respirava com dificuldade e seu rosto, que agora eu conseguia ver por conta da luz que voltou a ascender – imagino que a luz seja ativada por sensor de movimento – estava completamente vermelho, eu conseguia ver uma veia no centro da sua testa. Sua gargalhada me embriagava e me estimulava a fazer cada vez mais cócegas intercaladas com discretos carinhos na sua cintura e barriga. Minha blusa estava completamente molhada por conta de uma garrafa de cerveja que ela insistia em ficar balançando...

- Por favoooor... Edwaaaard. Eu preciso de ar! - Ela gritava ao mesmo tempo que tentava recuperar o ar. - Por favooor... - Eu apenas neguei com a cabeça e continuei as cócegas.

Ao perceber que eu não ia parar ela começou a tentar lutar contra mim. Balançava-se como um macaco na selva. Completamente selvagem... Aquilo só me estimulava a continuar até que abaixei meu corpo de modo a tentar prender seus pulsos – eu estava sentado em seu quadril, prendendo suas pernas e ela estava deitada de barriga pra cima no sofá. Quando aproximei mais meu rosto dela senti uma dor aguda no meu olho esquerdo. Ela me deu uma cotovelada. E forte, bem forte. Fiz uma careta de dor e soltei sua cintura na hora.

- Oh meu deus Edward! Olha o que você fez! - Ela ta maluca? Como assim o que EU fiz?

- Eu? Ah claro! Eu joguei meu rosto no seu cotovelo ossudo! - Eu sei que fui grosso, mas porra... aquilo doeu. Eu saí de cima dela e sentei numa extremidade do sofá enquanto tocava, bem sutilmente, o meu rosto.

- Me desculpa... - Ele disse tão baixo que pareceu um murmúrio enquanto engatinhava na minha direção.

- Desculpa não passa dor! - Precisava aproveitar pra fazer um charme.

- Ooown! - Viu? Deu certo! - Quantos anos você tem? - Ela perguntou e eu realmente percebi que ela não sabia a minha idade... - 10? - Ela me interrompeu quanto eu ia responder. Impressionante. Bella era completamente diferente de tudo o que eu já conheci. Tive que rir dela... ou da situação, não sei agora direito.

- Você ficou com pena de mim? - Perguntei fazendo bico, era uma questão de honra fazê-la ficar com pena de mim.

- Lógico Edward. Sua bochecha tá tão vermelha. Me desculpa, mesmo... - Ela falou enquanto acariciava minha bochecha. Sua mão estava tão gelada que aquilo me deu um certo alívio; fechei os olhos enquanto aproveitava a carícia.

- Sem problemas Bella... Vai ficar roxo e dolorido, mas eu supero. - Deus, onde eu aprendi a ser tão dramático? Estava realmente me segurando pra não gargalhar da carinha de preocupação dela.

- Coloca aí enquanto eu vou pegar o gelo. - Ela me entregou uma garrafa de cerveja, que eu posicionei no meu rosto, mas depois bebi, não podia desperdiçar uma cerveja tão gelada com um machucadinho de nada. Isso aí Edward. Macho!

- Rainha do drama! - Ela disse rindo enquanto se levantava do sofá e me dava uma visão privilegiada da sua bunda. Foco Edward! Ok, meu drama não foi tão bem sucedido...

Continuei tentando faze-la sentir pena de mim depois que voltou com a bolsa de gelo, mas depois percebi que ia ser inútil; achei melhor usar nosso tempo pra coisas mais úteis.

- Então Bella, quando você vai me dizer como conseguiu aquilo? - Puxei um assunto aleatório lembrando da arte ninja dela de andar no escuro tão silenciosamente.

- Hum? - Ela perguntou.

- Andar no escuro sem bater sua cabeça ou quebrar um osso, andar furtivamente e ainda conseguir me assustar! - Expliquei.

Ela gargalhou do meu comentário e eu me deleitei com isso...

- Táticas de cegos Edward. Aprendi a contar os passos... Cada um se vira como pode... - Ela mais uma vez riu e eu não consegui me manter sério por muito tempo, seu sorriso era simplesmente contagiante. - Brincadeira, mas é que eu tô tão acostumada a andar aqui no escuro que nem sinto muita dificuldade com isso... Passo tanto tempo aqui que mesmo que eu ficasse 10 anos longe e um dia voltasse saberia exatamente como me achar aqui no escuro.

- Me fala do seu trabalho Bella. - Perguntei por que eu realmente precisava saber mais dela...

- Sabe quando você busca por muito tempo algo sem saber nem o que é? - Ela perguntou suspirando e continuou logo depois que eu concordei com ela. Sabia exatamente do que ela tava falando, essa busca... Eu procurava pelo meu foco há tempos e ainda não encontrei. - Essa é a minha história com a fotografia. - Ela continuou falando e eu sorri encorajando-a a continuar. - Eu morava em Washington com meus pais e eles quiseram que eu fosse advogada pra um dia assumir o escritório do meu pai. E não é que eu não gostasse, eu realmente gostava de vê-lo "atuando", mas quando eu me vi obrigada a fazer aquilo, simplesmente fiquei com nojo de mim mesma... Eu detestaria ter que criar histórias ou sustentar mentiras pra salvar a pele de alguém. Não que eu não fosse cuidar de pessoas que realmente estivessem com a razão, mas sabe como é né? Ossos do ofício... - Ela conclui.

- Advogada, hun?! - Perguntei sorrindo...

- Então, continuando... - Ela me cortou fazendo uma careta irritada que só me fez alargar meu sorriso. - Eu já tinha me decidido a não cursar advocacia e fazer belas artes... - Belas Artes? Wow! - Ahan... eu também pinto. - Ela pareceu entender o meu espanto e logo continuou falando... - Mas enfim, eu estava certa e já tinha discutido muito com meu pai sobre isso, muito mesmo. Teve uma vez que eu tava tão irritada com ele que eu fugi com o Jake pra casa dele e me refugiei uma semana, mas como o pai dele sempre foi amigo do meu pai, era de se esperar que no minuto que eu pisasse lá ele ligaria pro Swan! - Ela sorriu com este último comentário e olhou pro chão, como se estivesse pensando. Aquele rosto nostálgico me deixava agoniado.

- Você vai continuar? - Perguntei ligeiramente ansioso; eu realmente queria ouvir a história da vida dela...

- Claro, claro. Então, eu acabei optando por fazer belas artes aqui em NY, mas depois que eles... depois do que...- Sua voz era quase um sussurro tremido e parecia estar engasgada em sua garganta, como se ela fosse chorar. - Eu tinha que fazer o que eles me pediram, definitivamente...- Uma lágrima escorreu de seus olhos enquanto ela falava e ela rapidamente a limpou. O que pode ter acontecido com ela? Os pais dela brigaram com ela e eles perderam o contato? Isso? Uma viagem ou telefonema poderia resolver...

- Bella? - A chamei enquanto tocava seu ombro.

- Sinto muito, Edward. Eu queria continuar falando... mas dói demais. A gente pode mudar de assunto? - Ela perguntou ainda sem me encarar.

- Eu também sigo um plano de carreira do meu pai, mas a diferença é que eu realmente gosto. - Falei a primeira coisa que veio na minha cabeça enquanto levantava seu rosto para olhar em seus olhos.

Ela me encarou e eu notei que seus olhos estavam extremamente vermelhos e seu rosto com uma expressão de dor, como se ela estivesse tentando engolir o sofrimento. Meu peito se encolheu quando a vi daquela maneira. Ela desviou seu olhar do meu.

- Vou ao banheiro. - Ela disse tentando se desvencilhar de mim. Eu apenas segurei suas mãos a impedindo de fugir... Segurei seu queixo fazendo-a me olhar de novo.

- Nunca Bella, nunca tenha vergonha de chorar na minha frente. Ouviu? Nunca... - Eu disse e logo fui surpreendido por um abraço forte. Bella rapidamente se aconchegou no meu colo e chorou; acariciava seus cabelos e suas costas. Vê-la daquela maneira estava, aos poucos, destruindo as minhas barreiras que eu fortemente levantei. O aperto no meu peito doía cada vez mais. Eu comecei a soltá-la para ir buscar um copo de água quando percebi os soluços diminuírem de intensidade e a sua respiração ficar um pouco mais regular, mas ela envolveu meu pescoço fortemente me impedindo de sair dali. Voltei a abraçá-la e só soltaria quando ela quisesse. Definitivamente precisava do seu calor no meu, mesmo que fosse egoísmo da minha parte estar me aproveitando da sua fragilidade.

- Eu sinto muito por isso, mesmo...- Ela disse baixinho ainda com o rosto do meu peito.

- Você sabe que é maluca né? - Perguntei pra tentar amenizar o clima.

- Hum? - Ela não entendeu, mas me olhou.

- Você tá agarrada a um desconhecido. Eu posso ser um traficante de mulheres... - Acabei rindo de mim mesmo ao lembrar que ela sugeriu ser uma traficante de órgãos.

- Você é um idiota! - Ela reclamou rindo enquanto me dava um tapa no ombro. Respirei aliviado ao vê-la sorrindo de novo.

- Eles morreram num incêndio há 6 anos, e ainda dói lembrar deles...- Ela disse suspirando enquanto eu, levemente acariciava seus cabelos e a mantinha aninhada a mim.

- A gente não precisa falar sobre isso, Bella.- Afirmei tentando deixá-la confortável enquanto limpava os últimos resquícios de lágrimas do seu rosto.

- Eu sei. Acho que foi exatamente por isso que eu falei. - Ela falou me olhando com olhos extremamente sinceros. Sorri para ela e beijei a linha do seu cabelo.

- Vem. Ofereci minha mão a ela pra sairmos do chão e irmos sentar no sofá.

- Vou pegar mais alguma coisa pra gente beber, Edward. Ainda vai de cerveja? - Ela perguntou um pouco mais animada. Confirmei com a cabeça e a segui com os olhos até que ela saiu da minha linha de visão.

Pela primeira vez desde que entrei naquele estúdio parei para observar o lugar. A sala onde estávamos era grande e o chão era de um piso escuro, quase grafite. Encostado na parede leste tinha uma estante enorme cheia de livros e, ao lado dela uma televisão de plasma de umas 42 polegadas. No meio da sala, uma mesa de centro com tampo de vidro e pés de madeira escura. Quatro poltronas e o sofá de couro preto de três lugares que estávamos antes. Atrás disso uma mesa com quatro cadeiras e uma escrivaninha com um telefone. Em frente a mim tinha um corredor, que foi o qual Bella entrou, e atrás duas portas, uma era o lavabo que eu tinha ido antes e a outra estava trancada. As paredes eram claras, contrastando com os móveis e o piso e nela tinham diversas fotografias emolduradas. Encarei algumas e parei observando uma em particular, incrivelmente bela.

- Essa é minha. - Ela sussurrou atrás de mim fazendo-me estremecer. - Não sei a razão, mas Pedro gostou tanto dela que quis emoldurar e pendurar na sala de espera do seu estúdio. É Las Vegas. - Ela concluiu pondo-se ao meu lado e observando a fotografia como eu.

- Não que eu entenda muito, Bella... - Ia dizer que a fotografia é maravilhosa, mas quando me perdi naqueles olhos que me encaravam profundamente, não consegui formar uma frase muito coerente. - Mas é realmente linda. - Definitivamente linda e tentadoramente sensual. Fixei meu olhar em seus lábios carnudos e não fui capaz de controlar meu corpo que se aproximava mais e mais dela. Seu cheiro cada vez mais forte me puxava cada vez mais pra perto dela... - Eu realmente diria que hoje o dia foi perfeito, adorei te conhecer Bella, apesar das circunstâncias... - Precisava dizer, aquilo precisava sair de dentro de mim. Fechei meus olhos e inalei mais uma vez seu aroma inebriante.

Me aproximei mais dela e quando ia tocar meus lábios nos seus não senti sua boca, e nem nada. Abri meus olhos e ela estava relativamente longe estendendo a cerveja pra mim. Completamente corada e olhando pro chão. Merda. Essa mulher tira qualquer controle que eu tenha. Eu não sei se vou conseguir me segurar por muito mais tempo, mas aparentemente, ela não me quer. Lógico que não, imbecil! Ela tem namorado. Tomei a cerveja de sua mão da maneira mais sutil que eu consegui e dei um longo gole. Tentei sorrir pra fingir que não estava sem graça com o pequeno fora que levei...

- Sabe... eu realmente acho que você é fotogênico. - Ela disse. Aparentemente tão desconcertada como eu. Definitivamente eu sou um idiota! Precisava consertar esse clima.

- Bonito Bella, você quis dizer bonito. - Afirmei com a intenção de deixá-la sem graça enquanto sorria. Bom, ela corou.

- Topa ser fotografado pela famosa fotógrafa Isabella Swan? - Ela perguntou rindo de algo que devia ser uma piada interna.

- Só se ela topar ser fotografada comigo. - Provoquei-a piscando. Meu Deus. Eu acabei de levar um fora! Que diabos essa mulher está fazendo com o meu orgulho?

- Ela não é fotogênica, Edward! - Ela respondeu corada, entrando na minha brincadeira...

- Ela é maravilhosa... - Murmurei...

Observei-a de canto de olho, uma vez que virei meu rosto e vi que ela estava vermelha e bebendo a sua cerveja, sem me encarar também.

- Porque você faz isso? - Perguntou quando, finalmente me olhou.

- O que? - Fingi inocência. Não daria o braço a torcer...

- Isso Edward. - Bella disse apontando seu dedo de mim pra ela.

- Não sei Bella. Eu não costumo ser assim. - Afirmei sinceramente e sem o tom de brincadeira. Desviei nossos olhares e senti meu rosto quente.

- O que foi? - Perguntou enquanto se aproximava de mim.

- Nada Bella... Então, fotos? - Tentei desviar a sua atenção pra outro assunto. Ela não precisava saber do efeito que tinha sobre mim se não queria ou poderia retribuir.

Ela depois de alguns segundo me encarando saiu de perto e foi pegar um tripé e mais algumas coisas. Olhei para ela quando estava se aproximando, ela sorriu pra mim e eu retribuí. Ela chegou ainda mais perto...

- Tem certeza que vai querer que eu apareça nas fotos? Eu fico tãao melhor por trás das câmeras. - Ela perguntou corada, muito corada.

- Se você não aparecer eu me negarei a tirar essas fotos, senhorita. Chamarei meu advogado pra ele cancelar nosso contrato. - Ela riu de mim e eu a acompanhei.

- Pronto? - Ela perguntou enquanto chegava cada vez mais perto de mim. Passou as mãos em meu cabelo e aquele mínimo carinho me fez tão bem, mas tão bem que eu percebi que precisava dela...

Passei meu braço direito pela sua cintura colando nossos corpos e segurei seu rosto com a minha mão esquerda enquanto roçava meus lábios nos seus. Sua boca parecia tão macia, tão convidativa... Mas não. Não faria isso de novo; por isso me afastei alguns milímetros. Foi o máximo que eu consegui uma vez que aquele seu cheiro me prendia junto à ela, que apenas me encarou; esperei mais alguns segundo e ela não se moveu.

Passei a minha mão que estava no seu rosto pra sua nuca e a trouxe mais pra perto colando nossos lábios que, surpreendentemente começaram a se mover em sincronia, como se já fizéssemos isso há muito tempo. Aprofundei nosso beijo e ela correspondeu. Foi um beijo doce e lento, uma dança sensualmente inocente de nossas línguas. Trouxe o seu corpo mais pra perto do meu e ela levantou seu braço, contornou minha nuca acariciando-a, mas separou seu corpo do meu. E então, eu voltei à realidade.

- Oh Bella,me desculpa! Eu... não... desculpa. É só porque eu realmente não... consegui... resistir. Você causa um efeito em mim assustador, é como se nós fossemos imãs. - E agora, não bastando eu levar fora atrás de fora, estava abrindo-me pra ela, me humilhando... as palavras não pareciam parar de sair da minha boca! Achei melhor dar o espaço que ela tanto pedia, soltei sua cintura e ela lentamente fechou os olhos. Quando afastei ainda mais nossos corpos ela caiu no chão, desmaiada.

Coloquei seu corpo no chão e dei pequenos tapinhas no seu rosto. Ok. Sinais vitais estáveis, coloração voltando ao normal, boca branca e pele ligeiramente pálida. Peguei-a nos meus braços, a deitei no sofá com a cabeça em cima do meu colo e fiquei acariciando seus cabelos. Aproveitando-me do seu momento de "inconsciência" pra poder tocá-la. Completamente pervertido, sei; mas não me importo nem um pouco. Depois de alguns segundos ela começou a se mexer.

- Bella, acorda! - Disse enquanto acariciava seu rosto.

- Hum? - Murmurou baixinho enquanto abria os olhos.

- Você ta bem? Nossa como eu fiquei preocupado. - Ok. Sei que não parece nada, mas as pessoas não saem desmaiando de graça. Precisava levá-la ao médico.

- Eu... desmaiei? - Perguntou.

- Uhum... - Disse sem dar muita atenção enquanto olhava a parte de dentro dos seus olhos pra ver se era anemia, depois checando se ela estava com febre. - Você ta sentindo alguma coisa, Bella? - Perguntei enquanto a trazia mais pra perto de mim, encostando sua cabeça em meu peito.

- Enjôo só... e to me sentindo um pouco fraca. - Hum, muito vago, isso pode ser muita coisa...

- Fome? - Perguntei começando pelo mais lógico.

- Não. Deve ser bebida. Já jantei com o Jake a lá a gente tomou vinho e depois misturei cerveja.

- Hum... - Pode ser isso mesmo então, seu organismo não suporta bem o álcool. Bom, vou ter que ficar com ela mais um tempo pra ver como ela vai reagir.

- Oh! Eu preciso ligar pra ele... - Ela disse levantando-se do sofá. Levantei junto dela e a abracei com um dos meus braços dando suporte ao seu corpo. Ela me olhou cheia de dúvida.

- Bella, você está com a boca completamente branca. Acha que eu vou deixar você andar por si só? Vem, senta aqui que eu vou pegar a sua bolsa pra você.

Andei pelo estúdio procurando sua bolsa e achei em cima da escrivaninha onde tinha um telefone. Peguei a bolsa e voltei pro sofá onde Bella estava.

- Aqui Bella. - Entreguei a bolsa a ela e sentei na extremidade oposta do sofá, olhando fixamente pra prateleira de livros tentando não ouvir a conversa dela...

Ela discou o telefone e começou a falar.

"Não estou em casa, mas estou bem. Só liguei pra dizer que ainda estou viva."

"A gente conversa depois. Vou desligar agora. Não me ligue; espere que eu faça isso."

Então ela desligou o telefone e chegou mais perto de mim no sofá.

- Sinto muito por isso, Edward. - Ela disse suspirando.

- Para de se desculpar por tudo Bella! - Ela não tem que se sentir obrigada a me dar satisfação da sua vida amorosa. Não que eu não quisesse, mas não tem... - Você já ta melhor? - perguntei segurando sua mão gelada.

- Ahan... acho que sim. - Ela disse dando um aperto leve na minha mão.

- Então, fotos? - Perguntei. Ela sorriu e me guiou até uma sala – as porta ao lado do lavabo que estava trancada - de parede branca com tripés e máquinas fotográficas.

- Qual vai ser o tema, Bella? - Perguntei enquanto observava vários figurinos pendurados numa arara no canto da sala.

- Não vai ter tema, Edward. Vão ser espontâneas. - Ela respondeu atrás de mim me fazendo virar para olhá-la. No segundo que a olhei ela bateu uma foto minha.

Sorri dela e tomei o controle de sua mão. Nem sei onde a máquina estava, mas me preocupei em fazer cócegas nela e tirar fotos.

Fiquei com o controle da máquina nas minhas mãos tirando as "fotos espontâneas" até perceber ela relaxar na frente da lente, depois entreguei a ela e deixei ela se divertir com o que ela fazia muito bem. Tiramos fotos das maneiras mais bizarras possíveis. Pulando, dançando, gargalhando, conversando... as vezes eu via o flash sendo disparado e notava que até Bella, que comandava as fotos, se assustava com aquilo. Depois de algum tempo, que eu não sei nem ao certo quanto ela largou o controle no chão e nos levou de volta pra sala do sofá preto. Ela sentou nele e eu fiquei no chão com meu corpo encostado no sofá entre suas pernas. Olhei as fotografias dela que estavam ali na mesa expostas num álbum de fotografia, enquanto ela acariciava meus cabelos.

- Você e minha mãe se dariam tão bem. - Senti suas mãos pararem as caricias por um segundo quando eu disse aquilo, mas logo retornaram seu ritmo.

- Hum. Ela deve ser maravilhosa.

- Ela é. Mas devo avisar, fique longe dos meus irmãos. - Ela riu e deu um tapinha leve na minha cabeça.

- Me fala da sua família? - Ela perguntou suspirando.

~*~

Então eu contei que meus pais se conheceram no hospital que meu pai tinha começado a trabalhar recentemente. Minha mão tinha sofrido um aborto de seu bebê de 4 meses depois que ela tentou suicídio ao descobrir que seu namorado da época não aceitou sua gravidez e sumiu de sua vida, literalmente. Meu pai não cuidou do seu caso por ser cardiologista, mas sempre que podia escapulia pro seu quarto pra saber mais da vida dela, e então eles se apaixonaram da maneira mais inocente e veloz que eu já ouvi na vida. Até então...

Contei que meu irmão é um pervertido e minha irmã é compulsiva por comprar e é hiper-ativa. Bella pareceu estar realmente aliviada por saber que era Alice, minha irmã, que estava no ringue de patinação comigo. Contei que a gente cresceu em Chicago depois mudamos pra Pine City, Minnesota. Quando dei por mim estava perdido falando do meu pai. Eu realmente o tinha como ícone.

Contei da minha viagem pra Burundi e quando notei, estava falando das minhas vontades de correr o mundo com uma mochila nas costas sem casa fixada ou passagem de volta pra casa. Estranho com esses meus sonhos de sempre pareciam exercer um peso tão pequeno no futuro que eu imaginava pra mim. Pra falar a verdade, não via a hora de ir pra África pra poder voltar logo pra... casa... Estranho como Bella me fazia rever tudo o que eu fui e pretendia ser, ela me fazia olhar o mundo mais uma vez, repensar tudo.

Ela me falou muito da sua vida também, falou da sua família e como foi a morte dos seus pais. Falou como se agarrou ao Jacob e seu pai, pois eram as únicas pessoas que ainda existiam na sua vida. Contou como eles se envolveram romanticamente e passou um tempo, tempo demais, falando dele. De como eles eram amigos e como ela podia confiar nele. Mas, pra minha surpresa falou de defeitos que incomodavam como o ciúme excessivo e a falta de habilidade de lhe dar prazer. Imagino que ela tenha falado isso sob o efeito do álcool. Isso me fez rir e a fez corar.

O clima ficou mais relaxado depois que ela falou da suas amizades e do seu trabalho. Disse que as vezes se sentia presa no estúdio, mas que não podia pedir por um chefe melhor, mais atencioso e companheiro. Dizer que morri de ciúmes seria eufemismo, mas depois ela me disse que Pedro, seu chefe, era gay.

- Você definitivamente deveria se preocupar mais com a maneira que ele te tratará, Edward. Mas pq isso? Ciuminho? - Ela me perguntou e eu nem me dei ao trabalho de respondê-la.

- Por que deveria me preocupar?

- Bom, ele é gay e você faz o tipo dele. - Disse gargalhando.

Conversamos por tanto tempo, mas tanto tempo que quando dei por mim estávamos em silêncio, de mãos dadas. Eu acariciava seus dedos e ouvia atentamente o barulho da sua respiração.

- Eu vou viajar com meu pai por 20 dias, Bella. Mas quero tanto te ver de novo quando eu voltar. - Nessa hora ela nós dois já tínhamos empurrado a mesa de centro e estávamos deitados olhando pro teto.

- Eu vou estar aqui, Edward. - Sorri sem pudor ao ouvir sua voz soando tão sincera. - Te esperando... - Ela completou sussurrando. Fiquei estático nessa hora e virei meu corpo pra observá-la. Ela estava olhando para o teto, respirando profundamente fazendo pequenos círculos na minha mão com seu polegar. Sem conseguir parar de sorrir aproximei meu rosto do dela e inalei profundamente seu perfume. Seu cheiro pra mim, já era um vício. Minha boca clamava pela sua, minha língua estava sedenta, meu coração completamente descompassado. Ela olhou pra minha boca quando eu a umedeci e fechou seus olhos soltando um longo suspiro.

- Eu simplesmente não consigo evitar Bella, tentei a noite inteira, mas não consigo... preciso te beijar mais uma vez... Por favor, não desmaie. - Eu falei essa última parte sem pensar e acabei estragando o momento. Merda! Mas minha angústia foi rapidamente aplacada pelo seu sorriso e pelo olhar que ela me lançou cheio de desejo antes de fechar seus olhos. Apreciei mais um pouco essa divindade deitada aqui, tão perto e tão entregue e então ela abriu os olhos mais uma vez.

Quando nossos olhares se encontraram senti um frio na barriga como não sentia há muito tempo. Eu não sabia se a beijava ou não. Não conseguiria lidar com mais uma rejeição, mas ao mesmo tempo não conseguiria lidar com a falta dos seus beijos, corpo, carícias, dela. Precisava tomar uma decisão, agora sobre o que fazer; então, como se entendesse o meu dilema ela tocou meu rosto levemente e sorriu. Era tudo o que eu precisava. Mais uma vez a beijei e, mais uma vez senti o mundo girar e se fechar numa redoma onde só existíamos Bella e eu.

Foi um beijo apaixonado, transparente e envolvente... Não acreditei que depois de tudo que passei seria capaz de sentir isso tudo de novo.

Tânia me fez desacreditar no amor, me fez desconfiar das pessoas e não me entregar, me fez construir barreiras que eram até hoje, até Bella, intransponíveis... Eu devia esse beijo à ela, devia esse beijo a mim. Eu estava completamente apaixonado por ela e a maneira que ela me tocava, me respondia e me puxava mais pra si me fez acreditar que ela pudesse estar sentindo o que eu sentia. Eu estava numa bola de neve: quando mais demonstrava o que estava sentindo, mais ela me respondia na mesma intensidade, o que me fazia tê-la de forma cada vez mais "enlouquecidoramente apaixonada", fazendo-a sempre seguir meu ritmo. Estávamos numa batalha onde não haveria perdedor, só vencedores.

Meu tronco estava por cima do seu corpo, uma mão minha em cada lado de sua cabeça enquanto atacava seus lábios com uma paixão avassaladora. Bella enterrou seus dedos no meu cabelo e hora acariciava hora puxava; mas sempre, sempre me mantinha perto o suficiente pras nossas bocas não se descolarem. Precisava sentir mais do seu corpo do que sua boca. Tirei uma das mãos do chão e acariciei seu rosto. Ao perceber que ela estremeceu com o meu toque continuei a descobrir seu corpo com minhas mãos; acariciei sua nuca, pescoço, ombro, colo seio e cintura. Ao chegar à extremidade da sua blusa não pensei duas vezes em sentir a sua pele ao tocar sua barriga completamente lisa, quente e suave por debaixo daquela grossa blusa de lã. Nessa hora ela estremeceu novamente e achei melhor parar com as carícias, ela demonstrou o tempo inteiro que não me queria e esse nosso momento poderia ser só mais um erro – na sua cabeça – mas então ela puxou minha boca pra mais perto da sua e atacou meus lábios e língua com uma sede inenarrável. Tomei isso como aceitação e continuei minhas carícias até chegar em seus seios. Sim, seios... Não fui parado por um sutiã... Ela não usava nada por debaixo daquela blusa. Ao sentir aquele seio macio, cheio e muito quente cabendo quase que perfeitamente na minha mão não pude deixar de soltar o gemido que há muito estava preso na minha garganta. Minha excitação preso pela cueca e calça jeans estava começando a latejar a machucar. Meu deus, essa mulher ainda ia me matar de tanto prazer.

- Você ta tentando me matar Bella? - Sussurrei gemendo enquanto acariciava seu mamilo já ereto, roçava minha excitação evidente em sua perna e atacava seu pescoço com beijos molhados e fortes... E então, do nada ela ficou inerte, suas carícias pararam juntamente com sua boca e língua...

- Bella? - Perguntei me afastando, ainda ofegante, para olhar seu rosto. "Eu achei que você quisesse tanto quanto eu. - Merda, merda, merda! Como eu fui cair nisso de novo?! Eu sou mesmo um idiota por pensar que ela ia querer alguma coisa comigo. Merda.

Eu me afastei dela se não, não poderia largá-la. No estado que estou, se ficasse mais um segundo tão perto dela a amarraria na mesa e a tomaria a força. Merda! Até maluco e psicopata ela me deixou. Merda, merda! Puta que pariu!

Mas então, me tirando dos meus devaneios veio a mão da Bella agarrando forte o colarinho da minha blusa e me trazendo mais pra perto. Ok, se concentra Edward. Não! Não olhe pra sua boca, não olhe!

- Não é que eu não queria - Aquela voz suave e melodiosa falou me fazendo arfar e estremecer... - Eu quero... muito... há muito tempo não me sentia do jeito que você me sinto quando estou com você. Pode parecer apressado, mas é assim que eu me sinto... - Ela disse suspirando. Deus Bella, me sinto exatamente da mesma maneira. É como se estivéssemos amarrados por uma corda de adamantium... Lógico que isso não saiu da minha cabeça. Então eu sorri ao perceber que ela só precisava de um encorajamento e voltei a me aproximar dela, minha mão em seu rosto acariciando-a suavemente. - Mas eu simplesmente não posso... não agora. - O que? Ela tá maluca? Ok... de volta às amarras!

- Claro que pode. – afirmei.

Então a beijei, mais uma vez. E de novo aquela corrente passou pelo meu corpo e como se soubesse o que estava acontecendo dentro de mim, Bella soltou um gemido e abraçou minha cintura me trazendo fortemente pra cima dela. Não hesitei em roçar a minha ereção no seu centro; ela apertou a minha cintura e roçou o seu centro no meu como resposta. Ela mordeu meu lábio e aquela dor se transformou rapidamente em prazer e eu comecei a me mexer por cima dela, tentando aliviar a dor da minha ereção... minhas bolas devem estar roxas. Passei a dar beijos molhados em seu pescoço e o mordi, sem nem entender o porquê. Quando estava me preparando pra me desculpar ouvi um gemido alto saindo da boca da mulher que estava roçando seu quadril freneticamente no meu. Suas mãos começaram a viajar pelo meu corpo, senti apertarem minha bunda por cima da calça e eu dei uma leve risadinha em sua boca enquanto nos beijávamos, depois ela subiu para minhas costas, peitoral, cintura e então ela começou a tirar a minha blusa. Bella estava arfando e gemendo e aquilo me fazia enlouquecer. Eu precisava dela como nunca precisei de algo na minha vida.

- Bella, eu preciso de você... agora! - Eu disse, precisava da sua permissão... que não veio. Ela me afastou do seu corpo e eu arregalei os olhos assustado. Merda! Eu fiz de novo. Pro bem dela, ela precisava ficar longe de mim... Eu era um monstro que não cansava de atacá-la!

- Bella, eu... me perdoa! Eu juro que não costumo me comportar desse jeito. Oh me... - Comecei a me lamentar, mas fui cortado por um beijo rápido e estalado que ela me deu na boca e então meu mundo voltou a ter cor depois que ela sorriu.

- Acho que você me entendeu mal Edward. Eu só quero sair desse chão duro e frio e ir pra um lugar mais confortável com você. - Então as palavras que mais queria ouvir saíram de sua boca. Não pude conter o sorriso. Levantei do chão e a puxei comigo.

Ela olhou pra mim por alguns segundos e sorriu fechando os olhos. Não contive o meu sorriso ao ver uma das imagens mais belas que meus olhos, em 24 anos, captaram. Toquei seu rosto e acariciei todo o seu contorno até chegar em seus lábios que estavam vermelhos e bastante inchados.

Ver como eu a machuquei trouxe um incômodo dentro de mim e eu queria saber se estava doendo. Toquei-os com a ponta do meu polegar e os contornei delicadamente. Ela suspirou e eu notei o canto do seu lábio se levantar sutilmente num genuíno sorriso.

Sorri junto dela e me aproximei. Rocei meus lábios nos seus e ela suspirou. Ela me segurou pela nuca e ombro, me trazendo mais pra perto de si e assim, percebi que ela estava bem. Aprofundei nosso beijo mais não fui selvagem e rápido como antes, fui completamente carinhoso explorando cada canto da sua boca com a minha língua e do seu corpo, com as minhas mãos. Não estava forçando nada, simplesmente fazia com o meu corpo o que meu coração sentia...

Bella descolou nossos lábios e eu ronronei baixinho a trazendo pra mim de novo. Ela riu baixinho e eu encostei nossas testas enquanto fazia pequenos círculos na sua mão com meus dedos e acariciei seu rosto com a minha outra mão. Honestamente, não sei o que estava acontecendo comigo; tinha uma desconfiança, mas não queria admitir pra mim, não agora, não com tanta coisa acontecendo na vida dela. Ela tinha um namorado que amava e deixou muito claro na noite passada ou foi durante a madrugada. Odiava pensar que ela estivesse me usando como suporte, como se eu fosse alguém pra ela descarregar tudo o que tava sentindo enquanto se acalmava pra voltar pra ele. Bizarro dizer isso, mas parecia que eu a conhecia o suficiente pra afirmar que ela não faria isso com ninguém, mas não podia evitar meus pensamentos que insistiam em ir praí. Pensar que o que estamos tendo não voltaria a acontecer me causava uma coisa estranha dentro de mim, quase a mesma coisa que eu senti quando saí de casa, ou melhor, da casa da Tânia, quando ela me contou que estava tendo um caso há 3 meses com um companheiro de trabalho. Um sentimento de perda, rejeição... era exatamente isso que estar com a Bella me fazia sentir. Mas ao mesmo tempo a garota me fazia tão bem, como eu não me sentia há tanto tempo. Ela quase me fez desistir da viagem, mas qual é o ponto disso se ela iria, inevitavelmente, cair nos braços do Jacob? Eu precisava dela pra mim, mas definitivamente não estava disposto em dividir... Se ela fosse minha, seria só minha. Eu não podia admitir pra mim que já traçava um futuro pra nós dois, já pensava em levá-la pra jantar na casa dos meus pais, de cozinhar pra ela no dia de ação de graças.

Não queria admitir que estava perigosamente apaixonado por ela. Tanto que se eu vivesse na idade média diria que ela é uma bruxa e que me enfeitiçou. Bella exercia um poder sobre mim quase insuportável, como uma droga nas mãos de um viciado. Ou melhor, o melhor vinho nas mãos de um enólogo. Este trataria o vinho como um tesouro, apreciaria desde o buquê ao sabor, o viciado não se preocuparia em apreciar... Eu precisava aproveitar então cada segundo com ela, aproveitaria tudo o que ela me desse e depois a deixaria ir se fosse de sua vontade.

Não. Eu não seria capaz de deixá-la ir... Fui retirado dos meus devaneios pelo barulho estridente do telefone. Na mesma hora Bella soltou um gritinho de susto e eu sorri daquilo, ainda de olhos fechados. Ela me deu um selinho e se afastou. Mas não, eu definitivamente não estava pronto pra deixá-la ir... Nem mesmo ao telefone.

- Fica aqui. Não deve ser nada, Bella.

- Eu sei que é o Pedro, Edward. Só ele ligaria pro estúdio sábado de manhã esperando que eu estivesse aqui! Preciso atender. Pode ser importante, mas eu volto logo. - Ok, eu estava sendo ridículo. Soltei ela do meu aperto e fui pro sofá.

Fiquei observando cada movimento dela. Observei o gracioso movimento do seu quadril, a maneira que ela se apoiou no balcão e como ela tocou a secretária eletrônica ao ouvir a voz grossa saiu dali.

"Rodei o mundo atrás de você e não te encontrei. Espero que você esteja aí, sua workahoolic. Tô aqui no ensaio fotográfico do campus da faculdade e esqueci um monte de coisas no estúdio. To sem a chave. Me liga, preciso de você urgentemente! Por favor, esteja no estúdio."

Bella riu de algo que deveria ser uma piada interna, veio na minha direção, sentou ao meu lado no sofá enquanto eu estendia o braços no encosto deste, atrás de seu corpo enquanto ela encostava sua cabeça no meu peitoral e suspirava.

- Você vai ter que ir, né? - Por favor, diga que não...Mas ela suspirou e assentiu com a cabeça.

A trouxe mais pra perto de mim, desesperado pra sentir seu calor e cheiro mais uma vez... ela estava sentada com as pernas em cima do sofá e deitada com a cabeça no meu peito. Abracei a sua cintura e a trouxe mais pra perto, sentando-a no meu colo. Não propus com isso nada sexual, só precisava tê-la mais perto.

Ela pareceu não se incomodar com a posição nova, então envolvi sua cintura com meus braços, dei um beijo no topo da sua cabeça apoiando meu rosto na mesma, em seguida. Depois de algum tempo em total silêncio ela se mexeu no meu colo e me deu um beijo no pescoço; um beijo molhado e demorado enquanto trazia meu rosto pra olhar pra ela. Depois de nos olharmos por alguns segundo ela me beijou.

O beijo começou relativamente calmo e delicado. Quase como se aquilo que estivéssemos fazendo estivesse completamente certo. Por pior que isso seja pra mim, era assim que eu me sentia com Bella. Era como se nós fossemos certos. Eu queria que fosse. Queria muito, precisava disso...

Nossas carícias começaram a esquentar e eu a segurava muito forte pra não deixá-la sair de perto de mim. Não mais, nunca mais. Não se isso dependesse de mim.

Ela se mexeu, com muita dificuldade por que eu não dava à ela muita mobilidade, com medo de que, mais uma vez ela fugisse. Quando dei por mim ela estava sentada no meu colo de frente pra mim com uma perna em cada lado do meu corpo, completamente entregue. Desci minha mão até as curvas do seu quadril e a trouxe mais pra perto do meu corpo e da minha masculinidade. Quando ela percebeu o quão excitado eu já estava me beijou com violência e muita vontade, quase como se sua vida dependesse do toque da minha língua. Gemíamos entre os beijos, nos apertávamos... ela rebolava com maestria em cima do meu pau. Quando eu ia arrancar sua roupa vi que ela já estava fazendo isso comigo...

Puxou minha camisa, arrebentando os botões e arranhou de leve o meu peito, aquele seu toque suave contrapondo-se ao nosso beijo abrasador fez-me sentir um forte calafrio e eu comecei a arfar.

Quando achei que a tortura não podia ser pior, Bella acariciou meu pau e o apertava levemente. Não consegui conter o gemido sofrido que saiu dos meus lábios. Ela gemia e cavalgava em cima de mim.

Eu a tomaria agora, não tinha mais jeito. Meu corpo pedia por seu corpo, minha alma urrava pela sua. Merda!

Esse era o tipo de coisa que eu jamais conseguiria. Bella já oferecera sua alma e coração pra outro homem que ela fez questão de ligar pra dar satisfação mesmo tendo dito que não o faria... ainda fez na minha frente. Homem este que foi palco de metade das nossas conversas, homem este que a amava e tinha seu amor. Bella nunca seria minha e eu não a forçaria a tal. O problema é que se eu transasse com ela, se fizéssemos amor agora eu não seria capaz de vê-la correr para os braços de outro homem. Preferia morrer a tal. Bella não poderia ser minha agora, eu não poderia fazê-la mulher ou não seria mais capaz de viver comigo. Isso que estava acontecendo é só uma tentativa de extravasar a raiva que ela está sentindo do seu homem; é isso, ela só está extravasando.

Eu fui tirado dos meus devaneios quando senti Bella descer o zíper do meu jeans e roçar seus dedos no meu pau. Ela estava tão perigosamente perto. Respirei fundo e fiz a única coisa que eu não queria ter feito... Parei suas mãos e a tirei do meu colo. Ainda de olhos fechados, respirei fundo mais algumas vezes pra não engasgar com as palavras...

- Você tem um compromisso, Bella. Não acredito que vá conseguir deixar você ir se continuarmos com isso. - E eu não falava do telefonema do seu chefe.

Vi seu rosto ficando vermelho, mas ela não parecia estar envergonhada. Quando percebi ela estava sentada novamente no meu colo tentando me beijar. Segurei seu rosto entre minhas mãos pra mostrá-la que eu não queria que ela me beijasse... Ah se ela soubesse...

- Bella, por favor.

Tão rápido como subiu em cima de mim, ela saiu. Andou rápido até o banheiro e eu ouvi a fechadura da porta sendo trancada. Merda, merda, merda! Se ela tivesse alguma noção de como todo o meu ser pedia, clamava, urrava por ela... Se ela imaginasse, talvez até saísse correndo de medo que eu seja um psicopata. Precisava explicá-la por que a afastei, por que impedi que o melhor momento da minha vida acontecesse... Bati levemente na porta mas ela não respondeu...

- Não me entenda mal Bella. Eu queria... muito. Mas talvez seja melhor pra mi-- interrompi o que estava saindo sem a minha permissão da minha boca, quando o que eu mais queria dizer era que seria melhor pra mim não viver o resto dos meus dias imaginando como seria se você nunca tivesse voltado pro seu namorado e tivesse ficado comigo – eu pensei... Me matava saber que ela nunca teria sido minha, inteiramente minha... Então tentei uma abordada diferente: - pra você se não continuarmos com isso. - Eu sei que ela morreria de remorso se dormisse comigo. Bella era moralmente correta demais.

- Ok. Você sabe o caminho da porta de saída. - Bella disse sem mostrar nenhuma emoção em sua voz. Wow, isso foi muito duro...

- Bella, não faz assim. Por favor. Tenta me entender. - Por favor, entenda que eu não seria capaz de te dividir. Eu aproveitaria demais o momento que seu corpo estivesse no meu, mas morreria ao saber que ele estaria com outro. – completei mentalmente...

Bella destrancou o banheiro e andou a mina direção como uma bala.

- Ok. Faça-me entender. - Foi tudo o que ela disse.

- Eu não sou o tipo de cara que dá uns amassos com uma mulher e vai embora, Bella. Emmett costuma falar que eu não sou dessa época, que eu devia ter nascido, pelo menos, no século passado. Não sou o cara que vai pra uma boate e pega 10. Não durmo com uma mulher e não ligo no dia seguinte. Eu simplesmente não consigo ser assim. Quando eu to com uma pessoa... - disse enquanto chegava mais perto dela, sem conseguir segurar a mim mesmo. -...É porque eu estou, ou quero estar envolvido com ela e bom, eu sei que com você isso não vai acontecer. - Porque você já é comprometida e moralmente correta!

Bella não falou nada, dei alguns passos pra trás. Estava de cabeça baixa mas eu notei algumas lágrimas escorregarem pelo seu rosto. Eu não conseguia entender o motivo dela estar chorando. Não conseguia mesmo.

- Ok, Edward. - Respondeu sem elevar um tom da sua voz.

- Ok?! - Que merda tava acontecendo aqui? Era eu que deveria estar puto! Era eu que estava de quatro por uma mulher comprometida. Eu fui o usado aqui!

- É. Ok. Você já pode ir embora. - Bella falou no mesmo tom monótono de antes.

- Bella... Acho que você--

- Acho melhor você ir embora logo. O dia já clareou e eu tenho que trabalhar. - Ela falou me cortando... simplesmente assim.

- Bella? - Por favor! Que as coisas não acabem assim. Por favor. Preciso do som da sua voz, do cheiro cítrico do seu cabelo, do calor do seu corpo, do som das suas risadas... Bella, por favor, conversa comigo. Por que eu não conseguia simplesmente abrir minha boca pros meus pensamentos fluírem? Eu não conseguia reagir olhando aquele olhar cheio de ódio e faísca que Bella não cansava de lançar a mim.

Que merda eu fiz? O que eu fiz de errado além de ter deixado todas as barreiras que eu construí serem destruídas num intervalo de algumas horas? O que eu poderia ter feito pra receber tanto rancor da Bella?

- Vai Edward... - Ela disse num tom duro.

Respirei fundo e achei melhor fazer o que ela tanto pedia; talvez ela só tivesse percebido o erro que cometeu. Talvez suas lembranças felizes com Jacob voltaram a sua mente, talvez ela só queria se ver livre de mim pra ligar pra ele. Ela percebeu que eu era pouco, muito pouco pra ela. Bella estava de costas pra mim e isso, me deixava relativamente aliviado. Encarar aqueles olhos seria doloroso demais. Fui até o sofá, coloquei minha camisa – sem abotoar o resto dos botões remanescentes e saí do estúdio, não antes de olhá-la mais uma última vez, que, surpreendentemente voltou a se virar na minha direção e sustentou meu olhar. Seus olhos brilhavam de um jeito diferente, talvez fossem lágrimas, talvez não.

~*~

Puxei a chave do meu carro, destravei o alarme e entrei nele. Respirei fundo algumas vezes e o liguei. Notei meu celular piscando no chão. Então foi por isso que ninguém me ligou ontem; não estive com meu celular em momento algum e sequer percebi. Vi que tinham 6 ligações perdidas do meu pai, 14 da Alice, 3 do hospital, uma de um número desconhecido e dois correios de voz. Disquei para a caixa postal para ouvir o primeiro recado enquanto colocava o carro em movimento.

"Edward. Houve uma emergência essa madrugada no hospital e eu preciso que você venha o mais rápido. Estamos precisando de mão-de-obra."– era a voz do meu pai num tom muito preocupado. Rapidamente tomei a direção do hospital. Enquanto ouvia o segundo recado da caixa postal.

"Hey baby, sua irmã me ligou procurando por você e eu fiquei preocupada. Você está bem? Me retorna assim que ouvir essa mensagem. Te dou até meio-dia, se não acionarei a polícia." – essa era a voz da Tânia. Porque diabos essa mulher estava me ligando? Porque, em sã consciência, Alice ligaria pra ela?

Tânia foi a melhor e pior coisa que me aconteceu há dois anos. Ela era uma prima distante, morava no Alasca e quando minha mãe fez uma festa pra comemorar os seus 25 anos de casamento com meu pai, ela foi com meus tios. Eu não a via desde nossos 12 anos, ela tinha a mesma idade que eu, 22 anos. Nossa diferença de idade era de 4 meses. Eu era o mais velho.

Conversamos muito naquela festa e ela disse que queria tentar a carreira de atriz então perguntou se não poderia ficar conosco. Na época eu ainda morava com meus pais e eles não se opuseram, até gostaram da idéia.

Um mês depois ela se mudou pra nossa casa e começou a se esforçar mesmo pra procurar emprego. Ela não admitia que meus pais a sustentasse, ela insistia em ajudar com as contas e compras. Ninguém em casa foi capaz de coagi-la do contrário e assim sucedeu. Aos poucos eu ia me apaixonando pela garra de Tânia. Sempre que ela queria alguma coisa ela conseguia. Ela definitivamente era uma das mulheres mais fortes que eu já conheci na vida... Depois que percebi que estava perdidamente apaixonado por ela não medi esforços pra tê-la pra mim. Em poucos dias estávamos juntos e dois meses depois – ela já morava conosco há 6 meses – decidimos ir morar juntos. Não houve protesto em casa, todos adoravam Tânia e diziam que ela seria uma maravilhosa influência pra mim. Aos 22 anos já levava uma vida de casado e estava completamente encantado com isso. Éramos muito felizes, dividíamos tudo, desde problemas à contas. No começo passamos dificuldades por que nós dois nos recusávamos em pedir qualquer coisa a meus pais, mas com o tempo fomos nos acostumando. Ganhei uma bolsa de estudos muito boa na minha faculdade por conta das minhas constantes notas altas, e Tânia começou a atuar numa peça. Estava tudo muito tranqüilo até que um dia, há três meses especificamente, encontrei Tânia e um cara na nossa cama, gemendo o nome dele ao invés do meu. Voltei pra sala e esperei até aquilo terminar, sem dizer uma palavra. Nunca achei que eu pudesse ser tão sangue frio.

Algum tempo depois ela saiu do quarto, completamente nua e com um sorriso descarado no rosto e me viu sentado no sofá. Começou a tentar se explicar, mas eu não deixei. Mandei ela e o cara saírem de casa e só voltarem a noite.

A noite eu já não estava mais lá, estava na casa de um amigo. Minha família já sabia o que aconteceu. Mudei o número do meu celular e não permiti que ninguém desse a ela, nem que sua vida dependesse do meu número. Nunca mais a vi ou ouvi sua voz. Em uma semana já tinha alugado um apartamento pequeno, de um quarto, perto do hospital que eu trabalhava. Meus pais insistiram pra eu voltar a morar com eles, mas já não sabia viver sob as asas deles. Minha mãe me fez prometer que almoçaria com eles todos os dias, e assim minha vida seguiu tranquilamente. Até hoje, até Bella.

A vagabunda me fez fechar completamente pro mundo durante algum tempo. Ela me causou uma das piores decepções possíveis. Eu confiava a ela a minha vida, e ela amassou e jogou no lixo junto com o seu caráter. Eu não me vingaria. não sou o tipo de pessoa que acredita que vingança seja bom,vingança fere mais quem a planeja do que a própria vítima; mas não me submeteria mais a uma vida cheia de mentiras e traições, não me submeteria a Tânia.

Porque ela tinha meu telefone? Alice me deve muitas respostas...

~*~

Gostaram do capítulo?

Então comentem (reviews) - gostando ou não!

hauahauhauhauha

Sem as reviews eu não sei se tem gente lendo, sem pessoas lendo não tem pq eu continuar postando, certo?

Beijos, amores!

=)