No capitulo anterior
Não pensei duas vezes e esse foi meu erro, eu abri a porta e vi uma senhorita Rodrigues me olhando com um tanto de satisfação.
- Ahn... senhorita Rodrigues? – disse estranhando aquele olhar
- Senhorita Rodrigues! É uma honra...
- Chega desse teatrinho. Chegou a hora de vocês, semi-deusas.
_Continua...
- Como é que é? Semi-deusas?
Então senhorita Rodrigues se tornou uma criatura negra com dois metros de altura, garras afiadas e asas de morcego. Ela me olhou com aqueles olhos cor de sangue e me pegou pela gola da camisa.
- Já cansei desse joguinho – então Luna fez algo que me surpreendeu, desde que morávamos com nosso "tio" ele nos obrigou a fazer karatê, kung fu, ginástica olímpica e esgrima, ela simplesmente pegou uma faca e ficou em posição de ataque.
Ela golpeou a senhorita Rodrigues no braço em que ela me segurava, pareceu não doer muito, mas foi o suficiente para me soltar com um rugido de dor.
- Quer ir primeiro, querida?
- Pode vir... – ela parecia confiante e com medo, pegou mais uma faca e jogou para mim, eu a peguei e fiquei em posição de ataque.
- Acho que no fundo sempre quis fazer isso – então eu lhe dei um chute no braço e lhe cortei raspando.
Nós continuamos com os chutes fortes e cortes de raspão, não adiantava quanta força botássemos, as facas pareciam não cortar realmente a pele daquela coisa, ainda bem que a cozinha era grande.
Tudo bem que ela estava uma bagunça tal, mas resistia bravamente. Aquela coisa tentou agarrar meus pés, eu rapidamente esquivei e então aquelas garras fizeram uma rachadura na parede com o impacto.
Ela tentou agarrar e provavelmente arrancar minha cabeça, eu obviamente desviei e invés da minha cabeça ela pegou a cafeteira com o café ainda quente.
Não sei ao certo, mais em uma tentativa desesperada finquei a faca na barriga daquela coisa. Ela rugiu e me encarou furiosa, tentei puxar a faca de volta mais ela não saía, ela tentou cortar minha garganta e eu tentei desviar, mas ela foi em cheio no meu rosto, caí no chão e minha visão ficou embaçada.
Eu apenas pude ver Luna em uma expressão de desespero, ela hesitou por um segundo e isso foi o suficiente para aquela coisa agarrar seu braço que tinha a faca, ela deu um chute forte na mão do monstro, ele grunhiu de dor e torceu a mão de Luna... eu podia vê-la chorar sem forças para resistir, então o monstro lhe deu um tapa, raspando as garras no rosto de Luna.
Ela caiu com força no chão, apoiada no braço da faca e ele parecia torcido. Isso não era bom...
Aquela coisa sorriu como se ela apenas estivesse se divertindo com aquilo, então sua expressão sumiu e ela virou cinzas. De trás dela pude ver John e nosso professor de Mitologia Grega, Nicolas, segurando dois arcos grandes.
- John... – eu consegui murmurar.
- Vai ficar tudo bem, somos seus protetores.
Então tudo apagou e eu tive a visão de uma garota correndo no meio de uma... floresta?
Ela tinha cabelos como os meus, eu tentei falar, mas minha voz não saía. Então ela começou a olhar para os lados como se procurasse algo e vi seus olhos. Caramelos escuro. Era Luna.
Ela parecia desesperada e corria a toda velocidade
- Aléxis! – ela me chamou, – Aléxis! – minha visão foi sumindo – ALÉXIS! – e eu só pude ouvir sua voz
Tudo apagou e eu acordei em uma cama ofegante e toda suada.
- Onde...
- Acampamento meio-sangue – foi então que o vi. Um garoto de olhos verdes mar, cabelos pretos e sorriso simpático. Eu acho que corei um pouco... – Bem-vinda – ele sorriu de novo.
- ...
- Bem, acho que talvez você não saiba... e eu até não seja a melhor pessoa para te dizer isso... mas... acho que posso tentar.
Eu apenas assenti. Devia parecer uma idiota vermelha, como um pimentão! Mas eu estava numa cama e ele em uma cadeira ao meu lado, ele era tão bonitinho e educado que eu nem prestei atenção no fato de estar quase morta há algum tempo.
- Bem... sabe as historias de deuses gregos e tal?
- ...
- Então... É tudo real
- Como é?
- É eu estou dizendo que é tudo real!
- Está bem
- Está bem?
- E eu sou o Papai noel!
- Essa não...
- É serio, eu sou o Papai noel!
- Chega, já entendi!
- É, eu também, agora me diz... Quem é você?
- Eu sou Percy Jackson
- Muito bem e... Onde estou? E por que estou aqui? Onde está minha irmã? E John e o professor Nicolas...?
- Calma, calma... Ahn... uma coisa de cada vez.
- Não! – já estava ofegante de novo – Se você não vai me ajudar, então caia fora!
Ele me olhava nos olhos curioso
- Talvez Ares...
- Do que está falando?
- Você sabe algo sobre seus pais?
Aquilo me deixou estática. Meus pais... eu podia ignorar a senhorita Rodrigues e tudo que saía da boca daquela cobra... mas aquilo de um jeito me abalou...
- Eu sou órfã e não sei de nada – já não o olhava.
- Nada?
- Só que... – eu respirei fundo - um deles morreu... e o outro sumiu...
- Você... sabe qual?
- Não...
- ...
Então uma mecha do meu cabelo que sempre ficava caindo no meu rosto caiu sobre o mesmo, e eu sorri.
- Mas sabe, - eu sorri para ele – dizem que tenho os cabelos de minha mãe e os olhos...
Ele então sorriu, tentei sentar, mas isso me deu um cansaço mortal e de repente tudo ficou escuro, eu apenas ouvi uma voz...
- Às vezes... eu queria que tudo fosse como antes...
Eu acordei novamente, toda suada e ofegante. Procurei o garoto com meus olhos... o tal Percy, mas ele não estava no quarto.
Eu levantei com cuidado, ainda estava meio zonza.
Sai do quarto em direção a qualquer lugar, podia ver pela janela um local todo aberto, eu adentrei mais a tal casa e comecei a ouvir vozes.
- Então meu caro centauro – de repente toda a historia grega passou pela minha cabeça "Centauro? Só pode ser brincadeira..." – de quem acha que elas podem ser?
- Ainda não há como concluir nada, Senhor D. – "Senhor D?", Demeter, Dionísio... "Céus, o que estou pensando?"
Então eu pude ouvir passos rápidos.
- Quiron. – uma voz feminina disse
- Ah! Olá, cara Rachel.
- Desculpe-me incomodar, mas é que... – eu olhei pela fechadura da porta e ela estava com uma certa expressão, uma névoa verde tomou conta de seu corpo e seus olhos já não eram os mesmo e ela parecia me encarar.
- "As filhas do deus grande irão surgir
E juntas, o destino irão cumprir
Atrás do monstro que sozinho fugiu
Sete deverão ir
Com a ajuda de um amigo contarão
Que será aquele que os deixou em uma missão"
Então a névoa a abandonou e já ia cair se não fosse por um... CENTAURO?
Eu sem querer abri a porta e caí de quatro no chão. O tal Senhor D ficou me olhando sem parecer surpreso.
- Quiron? - ela parecia confusa – Bem, como eu estava dizendo...
- Esqueça...
- Mas Quiron esta uma confusão lá no... – então ela me viu – entendo – e foi embora.
Eu comecei a me levantar e o Senhor D me olhava com curiosidade.
- Não parece tão surpresa...
- O garoto...
- Percy nos falou sobre seus pais, vai ser difícil descobrir qual dos deuses...
- É tudo real...
O Senhor D parecia normal diante do meu estado de choque.
- Bem, eu sou Quiron e este é Senhor D – eu o olhava chocada – Bem-vinda ao acampamento – ele sorria.
- Quiron o centauro...
- Sim, sim, sou o próprio.
- Chega disso, Alexandra, não é?
- Aléxis – corrigi.
- Muito bem Alexandra, - ele olhou para Quiron - creio que seja melhor manda-la ao chalé 11.
Ele assentiu.
- Espera ai! Tudo bem, essa coisa de deuses é difícil de digerir, mas onde está minha irmã?
Então Senhor D interveio.
- Tem certeza de que ela é sua irmã?
- Como assim? É claro que tenho certeza!
- Você pode provar?
- Eu... eu...
- Foi o que pensei
Então a raiva chegou a mim, eu criei Luna e a mim mesma! É claro que ela é minha irmã, ela tem os cabelos de nossa mãe, tudo bem que não tem os olhos, mas e daí?
- Luna é minha irmã! Sou tudo que ela tem! Nós duas num mundo enorme desse, sempre foi assim!
E ele me olhava com interesse, logo me ignorou e a raiva tomava cada vez mais conta de mim.
- Segundo quarto a direita – Quiron sorria simpático e minha raiva se foi.
- Obrigada
Eu segui até a casa novamente.
"Segundo a direita...".
Eu adentrei o quarto com o maior silêncio possível e lá estava Luna. O braço enfaixado, os olhos fechados e uma expressão de medo nos lábios.
Eu sentei em uma cadeira perto dela e peguei sua mão. Seus olhos se abriram e tomaram cor com o tempo. Então ela sorriu.
- Aléxis... – ela passou a mão pelo meu rosto e doeu um pouco, só então percebi que tinha sido lá em que a senhorita Rodrigues tinha me acertado – é culpa minha.
Eu apenas a abracei com força e cuidado por medo de machucá-la.
- Cale a boca
- Aléxis...
- O que?
- Para o que der e vier, não?
- Sim, - eu podia sentir uma lágrima escorrer pelo meu rosto – Para o que der e vier.
Flash Back off_
E esse foi nosso primeiro dia no acampamento meio-sangue...
*;*
iai pessoas? Nao demorei tanto assim demorei?
Bom,
eu espero que voces tenhao gostado
e lembrem-se: Escrever apenas 1 reviewzinho nao doi ok?
_Sinceramente,
_Isabella
