Obrigada ao três reviews ao capitulo anterior. São pouquinhos, mas já é muito bom. Mas claro, se alguém quiser fazer uma criança feliz, pode sempre deixar um review'zito, claro se não se importar. :3

Este capitulo é um pouco mais pequeno, e acho que não está tão bom como os outros. :$ Mas não deixem de dizer o que acham.


Verde, tudo muito verde. Sim, era tudo verde á minha volta. Quando consegui ver mais nítido o sítio onde estava, deparei-me com um enorme e belo jardim. O jardim desenhava um labirinto, e eu estava no centro dele.

De repente, ouço passos atrás de mim. Viro-me para trás e deparo-me com o Edward, com um sorriso torto nos lábios. Ele aproximou-se de mim e tocou-me numa mecha de cabelo. Beijou a minha bochecha que agora estava vermelha que nem um tomate.

Eu estava imóvel, paralisada da cabeça aos pés. Não sabia se havia de agarra-lo, ou fugir. Portanto, não me mexi. Ele continuou-me a acariciar a minha bochecha. Colou a sua testa a minha, o que permitiu-me sentir a sua respiração na minha cara. Afastou-se e abriu um pouco os seus lábios.
Ele ia beijar-me? Ou iria falar algo? Algo como "Bella és a minha vida, eu amo-te" era muito bom para ser verdade. Ele olhou-me nos olhos e disse-me:

- Trrriiiiim!! – O som do despertador saiu da boca do Edward.

Abri os olhos de repente e caí abaixo da cama, percebi então que tinha sonhado. E o raio do meu despertador tinha me acordado. Ajoelhei-me a beira da minha mesinha, peguei no despertador e disse-lhe cheia de raiva.

- Seu grande…!

Nesse momento, levantei-me e atirei o despertador contra a porta. O que percebi em seguida, é que a porta do meu quarto estava aberta. E então o despertador voou praticamente para parede, onde ao lado estava a Maggie a cozinhar.

Este quando chocou com a parede, despedaçou-se todo e assustou Mag com o barulho do impacto. Claro que eu fiquei em pânico. Comecei a imaginar o que Maggie iria fazer em de seguida. Acho que dava para imaginar: ia pegar em mim, e levar-me para o manicómio mais perto.

Mas pelo contrário, depois de recuperar do susto, ela virou-se para mim e começou a rir descontroladamente. Eu claro, fiquei parva.

A Mag parou de rir. Eu ainda não tinha percebido o motivo da piada. Ela encarou-me com um sorriso nos lábios e um brilho de diversão nos olhos.

- Tenho pena do despertador, mas sabes, eu percebo-te. Se estivesse no teu lugar também não gostaria de ser interrompida. – disse-me ela.

- Não gostaria?! – perguntei confusa.

- Claro, o Edward é uma brasa. – respondeu-me com um sorriso malicioso.

- O Edward?!- perguntei ainda mais confusa e com as bochechas a queimarem. – Que tem o Edward?!

Ela riu-se perante o meu constrangimento e confusão. – Tu falas enquanto dormes – riu-se novamente – "Oh Edward… meu Edward!" – Imitou-me.

Oh meu Deus! Ela sabia que eu tinha sonhado com ele. Logo com ele! O verdadeiro problema foi o facto de eles serem íntimos, o que fazia com que a Mag pudesse contar-lhe… Recuperei do meu choque.

- Mags… - eu não iria dizer que era mentira, porque o meu estado inconsciente tinha-lhe confirmado, com o que, ou melhor, com quem eu tinha sonhado. As minhas bochechas pareciam o magma de um vulcão, por estarem tão quentes e vermelhas.

- Querida, calma. Confia em mim, este é o nosso segredo. – tranquilizou-me.

Sorri-lhe em modo de agradecimento. E voltei para o meu quarto. Tomei um banho rápido mas mesmo assim relaxante. Saí da casa de banho, embrulhada na toalha. E dirigi-me para o meu armário, escolhi umas calças de ganga, um pouco compridas, mas justas. Combinei com uma camisa de manga curta azul-bebé e uns ténis brancos.

Fui para a cozinha, quando Maggie chamou-me para almoçar. Tinha dormido até a hora do almoço, aquele sonho ocupou-se da minha mente durante a manhã toda. Aquele sonho… Abanei a cabeça discretamente, numa tentativa falhada de mandar embora a intensidade da cor verde dos olhos dele.

Comemos em silêncio, devido ao meu constrangimento. Eu sentia o olhar da Mag pousado em mim, mas eu mantive o meu fixado no meu prato. Comecei a imaginar como Edward reagiria se Mags contasse-lhe que eu tinha sonhado com ele.

Tinha a certeza absoluta, apesar de não o conhecer muito bem, que a sua primeira reacção seria: incredulidade. Logo seguida por uma de diversão, e depois de gozo. Sim, de certeza que ele iria gozar comigo. Mas também quem não iria? Eu era tão vulgar, não tinha uma beleza espantosa como Edward, ou um corpo curvilíneo como Jéssica.

"És tão parva, Bella!" pensei para comigo. Já estava a tornar-me uma depressiva, credo! Só faltava, começar a cortar os pulsos. A voz de Maggie interrompeu os meus pensamentos:

- Bê querida, compreendo porque estás assim. Mas podes sinceramente confiar em mim. – olhei-a e ela mandou-me um sorriso.

- Oh, eu sei. É só que… é tão embaraçoso. – sorri timidamente.

- Eu percebo-te. E é por isso que tens que confiar em mim. – suspirou – Eu sei que o Edward é uma brasa. E deves estar a pensar que se talvez eu lhe contasse ele iria gozar contigo. – engoli a seco. – Nada disso. Ele é um rapaz diferente, muito educado e maduro. Dou-me bem com ele por isso mesmo. Achas que seria amiga de alguém imaturo e do tipo "Womanizer" ?

Mantive-me calada e reprimi um riso.

- Tenho a certeza que vocês vão ser grandes amigos. – continuou com um sorriso doce nos lábios, ao qual retribui.

- Bem… - eu tinha que mudar de assunto. Já estava a ficar frustrada. – O que iremos fazer hoje?

- Sinceramente… - riu-se. – Não sei. O que queres fazer?

- Hum… - coloquei o dedo indicador na ponta do meu nariz, e fiz uma expressão pensativa. – Bem, já que estamos na Big Apple, que tal visitar-mos o Central Park?

- Claro, porque não.

Passamos o resto da tarde a conversar sobre coisas banais, enquanto passeávamos pelo Central Park. Eu falei-lhe sobre os meus pais, a separação, a minha relação com a minha irmã, o porquê de eu gostar de tocar e representar, entre outros. Mag também falou-me sobre a vida dela, disse-me que veio de França, apesar de não saber falar francês. Contou-me que era muito nova quando chegou á América.

Enquanto caminhávamos, vi uma rapariga de cabelo preto curto, da minha altura, a falar ao telemóvel e a andar em grande velocidade. Reparei também que não estava atenta por onde caminhava. Resultado: bateu contra mim, com bastante força o que nos levou ao chão.

Naquele momento, olhei para a cara de Mag, a pedido de auxílio, mas esta não sabia se iria chorar ou rir. Percebi que Mag, é daquelas pessoas que ri-se da desgraçada dos outros. Então comigo, ela passaria o dia a rir-se, porque pelo que me conheço, sou dona de dois pés esquerdos e sem coordenação.

A rapariga olhou para mim, com ar de quem pedia desculpa. Era bonita e tinha os olhos escuros. Levantou-se rapidamente, e deu-me a mão para me ajudar. Agarrei a mão dela, levantei-me e dei-lhe um sorriso de que estava tudo bem. Mas mesmo assim:

- Desculpa, eu não estava a ver por onde estava a andar… - disse-me ela.

- Oh, está tudo bem. Não te preocupes. – Tranquilizei-a.

- Alice Brandon, certo? – disse Mag, fitando a rapariga que tinha esbarrado comigo.

- Sim, sou eu. – disse ela com enorme sorriso que me fez lembrar uma fada.

- Prazer, Alice. Sou a Maggie Cope. – virou-se para mim. – Bella, a Alice também é caloira na Julliard. Ela veio de Chicago. – Voltou-se para Alice novamente. – Alice esta é a Isabella Swan.

- Bella. – corrigi.

- Prazer Bella. É bom saber que não serei a única caloira. – Sorriu-me amistosamente, e de algum modo estranho, simpatizei imenso com ela.

- Prazer Alice, eu que o diga. – ela riu-se e eu acompanhei-a.

Reparei então que Maggie olhava para nós, com um sorriso de satisfação nos lábios.

Falamos durante horas, Alice esteve a contar-nos que vinha de Inglaterra, apesar de não ter sotaque, a sua relação com a sua irmã mais velha Cynthia, que era horrível por sinal, mais uma coisa em comum, faísca entre irmãs.

Simpatizei imenso com ela. Alice era super hiperactiva, andava sempre ao pulinhos e expirava alegria, era impossível estar triste ao lado dela. Ela tal e qual como uma fadinha. Reparei que também teve esse efeito em Mag.

Quando reparamos que estava a escurecer, Mag convidou-a para jantar. Voltamos para casa, jantamos e conversamos sobre assuntos vulgares. Não tínhamos dado conta da hora, quando a Mag olhou para o seu relógio.

- Oh! – exclamou o que chamou a minha atenção e a de Alice – É tão tarde! Alice, ficas cá a dormir?

- Claro, se não se importarem.

- Claro que não querida. Bem, não acho que o sofá seja muito confortável, portanto não te importas de dormir no quarto da Bella? – perguntou Mag.

- Não, não me importo, se… - virou-se para mim – Se a Bella não se importar.

Respondi rapidamente:

- Não, não me importo. – respondi com um sorriso.

Fomo-nos deitar, e Alice veio para o meu quarto. Sentamo-nos na cama, ainda feita.

- Hum.. Eu não iria fazer esta pergunta enfrente á Mag, portanto… Já viste algum rapaz giro? – perguntou-me e acrescentou logo – Eu sei que ainda não começou a escola, mas já deves ter visto algum, certo?

Lembrei-me de Edward. Okey, ele não era um rapaz giro. Ele era um rapaz extremamente giro.

- Bem, eu… acho.. quer dizer, sim. – Engasguei-me toda.

Ela riu-se.

- Quem, quem, quem? – perguntou-me ela muito entusiasmada.

- Um rapaz… Ele chama-se Edward.

- Sim, estou a ver. E acho que já tem uma admiradora. – disse-me ela com um sorriso.

- Quem? – perguntei com um pouco de ciúmes. Okey, eu estava a enloquecer. Ele deveria ter demasiadas fãs… e eu mal o conhecia.

- Tu. – riu-se descaradamente.

Corei totalmente. Deitei-me, cobri-me rapidamente e tapei a cara. O que fez com que a Alice gargalhasse mais.

Oh não, oh credinho, oh mãezinha… Já era muito vergonhoso saber que Mag sabia! E agora Alice, o pior é que ela mostrou-se demasiado entusiasmada por descobri-lo, ao contrário de Mag que prometeu guardar segredo. Isto não era nada bom…