esta é uma adaptação da obra de Maguie shayne e os personagens pertencem a Stephanie meyer.

Capitulo quatro

Edward estava surpreso com a força e independência da mulher na tela, e logo concluiu que Bella era parecida. Não tinha idéia de como lidar com uma mulher como aquela. E, no entanto, conforme o filme ia passando, ele entendia melhor que tipo de perigo ela devia estar enfrentando.

Quando o filme terminou, voltou-se para Bella.

— Como aquela mulher, você acredita que não precisa de um homem para protegê-la, non?

— Exatamente — ela respondeu com firmeza.

— No entanto, estava com medo. Foi por isso que pediu ajuda ao livro de mágica.

— Eu... estava mais brincando. Não esperava que fun cionasse e... certamente não esperava que um mosqueteiro aparecesse à minha frente.

Ela sorriu, e Edward percebeu que não era imune aos seus encantos.

— Acho que estava com medo. Ainda está, Bella?

Bella abaixou os cílios para esconder o olhar, e ele nem precisou da resposta para a confirmação de suas suspeitas. Porém, ela era teimosa demais para admitir.

— Diga-me qual é o problema que enfrenta — ele pediu. Concordando, Bella começou. Falou como tinha feito seu trabalho, como fora tola em confiar na sua cliente e como tinha sido enganada por ela. Contou também como até ago ra havia conseguido enganar os bandidos, disfarçando-se de homem.

Edward admirou-se com sua coragem e ousadia. De finitivamente, era diferente de todas as mulheres que ele conhecia.

— Você não precisa voltar lá — ele sugeriu. — Pode dei xar para trás essa prova que encontrou e partir para mais longe daqui.

— Não posso fazer isso. James Brown é um assassino e não pode ficar fora da prisão. Vai matar outras pessoas, e eu não quero que isso aconteça.

Edward a observou por um longo tempo.

— Finalmente consigo entender alguma coisa sobre você — disse com suavidade. — Você age seguindo um código de honra, nonl

Bella o fitou pensativa.

— Sim, acho que sim.

— Então, eu vou ajudá-la a pegar essa evidência.

Ela arregalou os olhos, surpresa.

— Mas como? Eu lhe contei que eles estão vigiando o ban co. Podem até me deixar entrar e pegar a fita, mas não há uma maneira de eu conseguir sair viva uma vez que eles re cuperarem o que querem.

— Oui, eles estarão vigiando. Mas estarão esperando uma mulher, lady Swan. Não um homem.

Ela voltou a se surpreender.

— Está pensando em ir pessoalmente...

— Sim, claro. Irei a esse... esse banco e pegarei a fita para você. Simples, non?

Ela discordou.

— Parece simples, mas não é.

— Você está se preocupando à toa, ma chérie. Sou um mosqueteiro. Essa é uma missão fácil, pequena, e nem faz jus aos meus talentos.

Bella pensou por um longo momento. Levantou-se do sofá e se pôs a andar pela sala. Finalmente voltou-se para ele e concordou.

— Está bem, vamos tentar o que sugere. Mas tem de en tender que será perigoso.

— Estou familiarizado com o perigo, Bella.

Ela pareceu não acreditar muito na afirmação.

— Bem, é melhor você dormir, já que amanhã será um longo dia.

— Sim, é uma boa sugestão — ele disse.

— Vamos, vou levá-lo ao seu quarto. — Impulsivamente, pegou a mão dele e se dirigiu às escadas.

Quando ele envolveu a mão pequenina, sentiu Bella es tremecer. Estava claro o que ela queria.

— Preciso lhe dizer uma coisa, milady, antes de dormirmos.

Ela tentou se desvencilhar do contato, mas Edward le vou sua mão aos lábios e beijou-a antes de soltá-la.

— Pode falar — Bella disse, com voz trêmula.

Ele suspirou profundamente.

— Sou um mosqueteiro e, nesse momento, preciso prote gê-la e vencer seus inimigos. Esta é a minha missão, Bella, e até que eu a termine, toda a minha atenção deve se concentrar nela.

— Não tenho certeza de que entendo o que quer dizer.

— Serei mais claro, então. O que estou dizendo é que en quanto eu a tiver sob minha proteção, não poderemos fazer amor.

Ela arregalou os olhos.

— O... O quê?

— Lamento, ma chérie. Faz parte do meu código de con duta, entende? Não posso me distrair nem por um minuto. Não até que você esteja a salvo, e minha missão, cumprida.

Bella ficou boquiaberta por instantes, antes de conseguir responder:

— Oh, seu atrevido! Nunca conheci ninguém tão conven cido, mulherengo, arrogante...

Edward sorriu, tomou-a nos braços e beijou-a, pois sa bia que ela desejava que o fizesse. A princípio, ela se enrije ceu, mas conforme movia os lábios sobre os dela, sentiu-a se entregar. Beijou-a até deixá-la trêmula.

Por fim, interrompeu o contato, e segurou-a até ter certe za que ela não cairia. Os lindos olhos estavam arregalados, a respiração acelerada.

— Não fique brava comigo, minha pequenina. Eu também sinto muita dificuldade em esperar. Mas por ora, devo ir ao meu quarto sozinho, descansar ali... e sonhar com a hora em que minha missão esteja terminada e eu possa lhe dar o que ambos desejamos.

O rosto de Bella ficou vermelho de raiva.

— A única coisa que eu desejo Edward, é entregar a fita para a polícia, ver James Brow atrás das grades e você de volta ao seu tempo e fora da minha vida. Está me entendendo?

Edward sorriu.

— Oui, ma petite. Eu entendo perfeitamente.

Ela soltou um grunhido parecido com o de um leão, virou-sé e subiu as escadas em direção ao quarto.

Pobrezinha, ele pensou. Tinha ficado brava por ele ter se recusado a fazer amor naquela noite. Também estava frus trado. Pela primeira vez, sentiu-se tentado a esquecer seu código de conduta, a deixar de lado a honra e a entregar-se ao prazer que encontraria naqueles braços.

Mas não. Ele era um mosqueteiro.

Entrou no quarto, colocou a espada perto de seu alcance e deitou-se sobre as cobertas da cama para passar uma noite durante a qual certamente não descansaria muito.