Hallowed be thy name - proibido plágio
Disclaimer - Naruto não me pertence
Comentários construtivos serão respondidos - não responderei os poucos críticos positiva ou negativamente
E você diz que eu tenho um toque. Que não te deixa ir embora. Então não vá.
Ela nem sentia a própria mente. Estava entorpecida com o inferno ao redor. Por mais que ela fosse esperta, estava confusa com tudo o que estava acontecendo com o seu corpo, durante a noite anterior. Ela e Sasuke. Na cama. De novo.
Ele o tocou e depois disso, cada fibra do corpo dela sentiu-se ficar fraca novamente. E ela nem o conhecia. Só sabia o nome dele.
Ela estava sendo uma puta.
Por ele. Por causa dele. Porque ela não tinha mais nada a perder.
Ela tinha medo do que iria acontecer se ela não obedecesse. Porque ela tinha visto marcas nos braços de Karin hoje de manhã e ela se negou a dizer o que houve. Só pode ter sido ele, não é?
Então sempre que ela o via, escondia-se ou baixava o olhar. Ele nem a enxergava. Será que ele faria a mesma coisa com ela?
"Então... Onde ela está?" uma voz desconhecida por Sakura disse. Ela nunca tinha ouvido aquela voz antes em sua vida. Era parecida com a de Sasuke.
Não. Por Deus. Não mesmo.
E um homem que ela nunca tinha visto na vida apareceu em sua frente, na cozinha. Mas quem diabos é...
"Ela se chama Sakura, Itachi!" Karin disse atrás dele. Ela o viu encarando a garota. Ela sequer tinha tomado café. Andou recusando comida esses dias.
E mesmo assim ela é um delicioso aperitivo.
"Sakura? Então essa é a vadia que você vem escondendo aqui, cara? Eu pensei que fosse mais gostosa."
"O quê?!" Sakura disse. Vadia? Quem ele pensa que é?
E Sasuke aparece atrás dela. De repente. Ele não sabia o nome dela.
"Ande de uma vez, imbecil..." Sasuke suspirou, irritado. Eles tinham combinado que Itachi iria se divertir, mas ele estava tornando tudo tão irritante...
"Onde é o quarto dela?" Ele a puxou para o corredor. Karin foi atrás, mas Sasuke a advertiu com o olhar. Ele seguiu o irmão cuja a mão apertava o pulso de Sakura. O pulso dela doía pra cacete.
"Me solte, bastardo!" Ela gritou. Puxou o pulso para longe, mas nada conseguiu. Esforço em vão.
E ela sentia. Sentia que já havia passado por isso antes. Quando sua força era inútil. Sasuke entrou na sua mente de novo. Ela ficou assim com ele. E lembrar de Sasuke a deixava com náuseas.
Itachi não respondeu. Quando Sasuke indicou o seu quarto como sendo o que ela dormia, Itachi se perguntou onde ele dormia. Sasuke não gostava de dormir com ninguém. O mais velho entrou no quarto, puxou Sakura para a lateral da cama luxuosa e antes de fazer qualquer ação, foi até a porta onde seu irmão mais novo estava a observando. Ele não fechou a porta.
"Dê uma bela olhada nela, Sasuke, porque talvez você não a reconheça quando ela sair daqui." Ele disse.
"Não..." ele fez uma pausa, notando o rosto com lágrimas da garota. "Eu vou assistir."
"Eu não vou dividi-la com você, esquece."
"Eu disse que iria assistir, filho da puta." Ele olhou furiosamente para o homem na sua frente.
"Que seja. Entre."
Ele entrou no quarto. Não sentia nada. Arrependimento ou raiva... Ele não conhecia isso. Sasuke sentou na poltrona em frente a cama onde ela dormia. Ele podia sentir o cheiro do medo na corrente sanguínea dela. Ele podia sentir o desespero sob a pele fina.
Sob as costas dele tinha um peso de morte.
Ela gritou. Itachi a fez subir na cama enquanto ele olhava para a bunda dela. Ele estava queimando como o inferno. Sasuke tinha concordado com isso.
Por cima dela, ele viu o desespero, o medo, a angústia... Ela estava sofrendo. O dano que Sasuke deixou nela foi tão grande, que ele, por um certo momento, sentiu que ele tinha feito mais que estuprado-a uma vez. Ele deve tê-la comido durante todos os dias.
"Qual foi a última vez que você tocou nela?" Ela estava chorando. Estava quase morrendo por baixo dos dedos dele. E ele fazia uma pergunta dessas.
"Eu te disse. Eu fui ao apartamento da loira, lembra?" Ele respondeu como quem dizia "que merda de amnésia é essa?"
"Mentira." Foi a única coisa que ele disse. Sasuke bufou. Ele realmente não tinha feito nada com ela.
"Sasuke... me tire daqui..." Ela murmurava. Ele abriu os olhos após uma pausa em devaneios. Ele respirou profundamente.
"Eu te avisei, lembra? Noite passada. Eu queria que você ficasse quieta." Ele disse, como alguém ensina e nota que o outro esqueceu. Isso tirou a paciência dele. Que diabos ele pensa que pode fazer a respeito de Itachi? Nada. Ele não podia impedir o seu irmão de fazer nada.
Por que ele deveria, afinal?
E Itachi riu a respeito do pedido dela. Ele tirou a camiseta branca, ainda rindo. Ele sussurrou contra o ouvido dela:
"Você é tão engraçada..."
Ela estava ficando insana. O que ela pode fazer?
Porra nenhuma.
Ele elogiou o sutiã azul. Disse que caía muito bem na pele dela. Bastardo. Como Sasuke podia ficar observando sem nada? O que diabos ele estava fazendo ali? Estava olhando ela sofrer? Isso é...
…o que qualquer um faria?
Ela nem o viu tirar o short. Ela só sentiu ele puxar sua calcinha lentamente para o lado, insinuando dois dedos dentro dela. Um gemido. Fraco.
Você está ouvindo isso, Sasuke? Escute bem ela gemendo sob os dedos do seu irmão mais velho e se arrependa por ter deixado passar uma boa transa.
Ele sorriu tão amplamente com o gemido dela... Estava satisfeito. Muito. Mas precisava bem mais que um gemido para que ele fosse embora. Ele aumentou a velocidade, cravando mais profundamente dentro dela.
"Molhada."
Sasuke sentiu o cheiro dela. Ele estava perdendo o controle.
Ele não queria ver Sakura se contorcendo diante dele sem saber que ele provoca isso. Ele estava com inveja saltando dos olhos. Sasuke queria estar ali. Ele queria tocar como seu irmão estava tocando ela.
Ele queria tirar o céu e o inferno dela enquanto a fodia. Ele queria ser Itachi enquanto tirava a calcinha dela e abocanhava o sexo dela. Ele sentia-se fraco a cada gemido que ela soltava. Será que ele está dando o prazer que eu não dei?
E tudo para ele estava girando. Ele queria vomitar.
Itachi estava ocupado com a língua no clítoris dela. Tão ocupado que não escutava mais nada que não fosse os gemidos dela.
"Argh..." Sasuke fez um som entre gemido e resmungo. Ele estava escrevendo seu atestado de óbito naquela poltrona.
Por que ela nunca gemia assim?
"Ahh..." Por que ela não para de gemer? Porque ela estava muito ocupada tentando tirar Sasuke de cima dela para se preocupar em sentir prazer.
"Linda." Itachi suspirou, segurando a fina cintura enquanto fazia um belo trabalho oral nela. Ela estava indo ao céu. E Itachi nem sequer tinha tirado a roupa. Sasuke resmungava algo inaudível. Nenhum dos corpos na cama escutou.
Itachi subiu até os lábios dela, sussurrando algo no ouvido de Sakura. Ela se contorceu. Ela estava nervosa. Muito.
Ele tirou sua camisa amarela, revelando o corpo que qualquer mulher sonharia em ter na cama. Ela o viu tirar a calça jeans com pressa. Sakura sabia muito bem o que ele queria agora. Merda... Alguém... Por favor...
Itachi se divertia vendo-a. Sakura estava vermelha, mergulhada na vergonha enquanto ele olhava para ela. Lá embaixo. Ela fechou as pernas. Itachi abriu-as novamente. Com as mãos famintas que subiam até as coxas cremosas e pecadoras. As coxas que outro alguém tocou. Esse alguém só queria tirá-la dele. Só queria fodê-la com as lamúrias que ouvia da boca dela, agora.
Sasuke está desesperado. Por causa dela. De novo.
O mais velho a puxou para ele, fazendo-a sentir seu membro sob a calça. A pele dela ardia. Queimava como o inferno. Como uma menina que acabou de descobrir o que é sexo.
Mas quando Sakura viu Itachi tirar lentamente a última peça de roupa, ela estremeceu. Ela não queria se sentir assim de novo.
Eu fui estuprada. E dói. Muito.
Me tire daqui.
Sakura começou a gritar. Mais do que quando Sasuke a tocou. Porque ali ela estava melhor do que naquele dia. Ela estava menos vulnerável.
Não, ela não estava.
Itachi se surpreendeu. Ela estava gostando, não? Como ela pôde ficar tão rebelde de uma hora para a outra? Ele realmente não entendeu.
Sasuke observou-a berrar, bater em seu irmão com as mãos fracas... Ele só permaneceu quieto.
"Itachi... Isso não vai funcionar. Ela não quer." Ele disse, se levantando.
"Isso não te impediu, não foi?" Quando Itachi falou aquilo, Sakura o deu um tapa. A face ficou vermelha; os olhos furiosos. Ele retribuiu o tapa no rosto dela. Ela chorou. De novo.
"Vamos, você tem mais o que fazer." Ele fez uma pausa, olhando para ela. "E eu também."
Itachi concordou, saindo de cima dela e jogando as roupas dela no corpo frágil enquanto colocava sua mão em cima do rosto dolorido e formigante.
(…)
"Ele bateu em você?" Karin pergunta. Ela estava com um copo de água nas mãos dela.
"Sim." Que progresso... Ela só balançava a cabeça, até agora.
"Eu sinto muito. Se quiser eu posso-"
"Você já fez muito, Karin. Obrigada." Ela sorriu. Mas não convenceu a si mesma.
Porque nada mais fazia sentido. Ela não merecia viver nem mais um mísero segundo. Ela merecia morrer. Ela não aguentava mais.
Karin saiu do quarto, dando mais privacidade para Sakura. Internamente, sentia uma pena profunda, porque nunca tinha visto, em toda sua vida, alguém sofrer desta forma. Era a primeira vez que cuidava de alguém com a mente e o físico desgastados. Sakura precisava reconstruir o autoestima, mas isso iria demorar muito tempo.
A vida dentro daquela "casa" (porque ela não tinha ideia de que lugar era aquele) era triste. Você ouvia passos, mas ninguém ia até a sua porta, perguntar como você está e se está bem. Você era isolado, viva por conta própria, sem ajuda de ninguém. Quase nunca Sasuke saía do seu quarto, mas cedeu para outra pessoa, tendo que dormir em um lugar onde Karin nem Sakura sabiam. A visita de Itachi foi programada, mas ela não imaginava que ele quisesse isso. Sakura nem o conhecia, mas fez uma breve ligação entre ele e o irmão, após tudo. Os dois eram estranhos e obscuros, ela pensava.
"Sakura!" Alguém chamava, do lado de fora. Ela ligou a luz para receber a voz feminina que ela conhecia bem.
"Acontenceu algo?" Ela perguntou, abrindo a porta.
"Sasuke está chamando você."
Ela jurou que não iria deixá-lo fazer nada. Ela prometeu a si mesma que nunca iria deixar alguém tocá-la novamente, mas Sakura esquecia que ela era a vítima de tudo. Quem se dava mal em tudo era ela, ninguém mais.
A ruiva rezava. Sim, ela estava desesperada, sentindo o medo que exalava pelo ar. Ela podia sentir Sakura tremendo perto dela, mas resolveu manter a boca fechada. Palavras bonitas não iriam resolver nada.
Elas chegaram em uma porta depois de Suigetsu ter parado e dito: "Se querem falar com ele, é só entrar. Mas você fica, Karin." Então Sakura implorou para que ele deixasse ela ir junto. Ela não queria ficar sozinha. Ela não tinha tomado café, não tinha almoçado... Ela estava muito cansada.
"Boa sorte. Eu estou do lado de fora." Ela piscou para Sakura, como se ela tivesse que passar por um desafio importante. Bem, esse é o caso.
Quando ela entrou, não viu Sasuke de imediato, mas sentiu um cheiro característico dele. O mesmo cheiro dos lençóis dela. Ela dormia tranquilamente sempre que se deitava ali.
"Você está com fome?" Ele perguntou, atrás dela. Sakura assentiu, surpresa com a frase e o local onde ele estava.
"Me assustou..." Ela disse. Alguma coisa nos olhos dele disse que ela tinha total condições para pedir o que ela quisesse que ele faria. Sakura se perguntou ali tudo o que ele já tinha feito com ela. Se perguntou o que tinha acontecido noite passada entre eles.
O que não significa que ela o amava. Muito menos ele.
Ele trouxe uma taça de vinho suave até ela. Sakura não queria, mas quando ele notou, jogou sobre ela um olhar intimidador. Ela não podia recusar. As mãos pequenas pegaram na taça de vidro e logo levaram o objeto até a boca pálida. Sasuke bebeu, mas evitou olhá-la nos olhos. Um gole atravessou a garganta de ambos.
Até que ele olhou para ela.
Até que ele viu a boca dela.
E lembrou do gosto da língua dela.
Porque para ele, aquela taça jogada no chão não valia nada. Nem mesmo quando ele não ligou para a blusa dele cheirando a vinho. O vinho que ela bebeu. O gosto dela misturado com o álcool fazia ele enlouquecer sob as mãos dela. Sakura agarrou com força o cabelo negro, fechando os olhos enquanto ele bebia da boca dela.
E isso era erótico.
Isso era mais importante que qualquer coisa que ela tentasse fazer para tirá-lo da língua dela.
"Durma aqui, hoje." Ele propôs, abrindo os olhos.
"Não. Me deixe voltar para o meu quarto." Ela pediu. Mentirosa.
"Eu vou fazer melhor do que ele. Eu vou beijar você melhor que ele. Eu vou tirar o céu e o inferno de você melhor que qualquer filho da puta. Eu prometo, coração."
Respondendo reviews...
Dony doninha:
Que bom que você curtiu o conteúdo, querida. Até os próximos capítulos.
Strikis:
Muitas coisas estão soltas, tem razão. Espero que eu consiga juntar os cacos desse quebra-cabeça. Não sei bem o que Sakura está pensando. Não por completo, porque ela está muito indecisa. Vamos ver o que ela vai fazer, agora! O Sasuke tem uma certa necessidade sobre coisas direcionadas a ela, mas nem sempre isso é saudável, né? (ou talvez nunca tenha sido haha)
Hey, amores! Estou muito animada com os reviews e, não se preocupe, estou lendo todos os reviews! Não fique hesitando em me dizer algo que necessito saber, porque estou adorando responder os comentários :)
Não se tem previsão para o próximo capítulo. XOXO
