Disclaimer: Eu não sou proprietária ou dona da saga "Twilight" , todos os personagens e algumas características são de autoria e obra de Stephenie Meyer. "O Amor pode esperar" pertence apenas à Katherine Applegate. A mim pertence apenas a parte de adaptar a obra desta incrível escritora.
4. Não sou turista, moro aqui
Na manhã seguinte, estava toda atrapalhada com a combinação da fechadura do meu armário, quando Edward apareceu no meio de uma multidão de estudantes que se movimentavam pelos corredores.
- Oi! Ele disse. Ele tinha esse tipo de voz contida e baixa que faz com que você fique mais atenta.
- Olá! retribuí, alegre, ainda tentando abrir o meu armário.
- Trouxe-lhe isto. - Disse ele, e me passou um rolo compacto de um tecido cinza. Levei um segundo para entender que era uma camiseta. - Eu estava meio sem jeito, sabe, com essa história da camiseta. Estou meio duro porque a minha moto está no conserto.
Desenrolei a camiseta. Era enorme e cheirava a Tide.
- Está quase nova. Só a usei duas vezes. Já a lavei - acrescentou, encolhendo os ombros. - De qualquer forma... eu queria lhe pagar, sabe.
Segurei a camiseta pelos ombros. Uma camiseta masculina - a camiseta do Edward. Já usada. Iria usá-la para dormir até que dela restassem apenas tiras, linhas ou minúsculos fiapos de algodão.
Edward sorriu.
- Você está certa. Que tolo! - pegou-a de volta. - Cara, o que eu estava pensando?
- Não - agarrei-a novamente. - Quero ficar com ela. De verdade.
Ele cedeu. Enrolei-a e coloquei na mochila antes que mudasse de idéia.
- Obrigada. Agora você já pagou mais do que devia.
Ele hesitou. Disse:
- Você tem notícias de sua amiga?
- Alice? Ela me ligou do hotel a noite passada. Eles estão fazendo muitos exames. Ela vai ser internada no domingo para se submeter à cirurgia na segunda. Ela vai ficar bem - balancei a minha cabeça, tentando me convencer.
- A Alice é forte.
- Conto com isso tambem - disse eu, exibindo um pouco mais da minha capacidade oratória.
- Vejo você por aí, então - disse ele, encolhendo os ombros. Era um gesto de garotinho tímido, mas seu sorriso era mais esperto. Senti que esperava alguma coisa, mas o quê?
Antes que eu pudesse saber, ele se foi. Abri minha mochila e dei uma olhada na camiseta. Senti-me culpada. Eu estava brincando de cabo-de-guerra com uma camiseta enquanto Alice estava deitada numa sala de exames em algum lugar, sendo cutucada, picada e vasculhada; De repente, comecei a chorar. Corri até o banheiro mais próximo e me tranquei num cubículo. Era estúpido chorar daquela maneira; estúpido e cômodo, mas era o que eu podia fazer por Alice naquele momento e, além disso, não podia parar, mesmo que quisesse. Depois de muito tempo, tirei a camiseta do Edward. Percebi o cheiro reconfortante do tecido macio e cinzento. Então, sentindo-me totalmente idiota, enxuguei os olhos e fui para a classe.
Choveu de mais no resto da semana. Os pássaros que migravam para desfrutar o sol da Flórida foram muito prejudicados pela chuva, mas eu gostei disso. Aquilo parecia combinar com meu estado de ânimo. No sábado a tarde, levei Nessie à casa de uma amiga. O tráfego - na rodovia principal fluía aos trancos, agravado por turistas perdidos e idosos do local. As janelas estavam embaçadas e o desembaçador estava quebrado. Abrimos as janelas e a chuva começou a entrar, aumentando o cheiro de cachorro molhado do tapete. Reduzimos a velocidade, quase parando. Nessie limpou uma janela com o braço.
- Olhe aquele pobre rapaz pedindo carona - contestou.- Desista. Quem vai deixar alguém entrar no carro todo molhado?
De algum modo eu sabia, mesmo antes de olhar: era o Edward. Concentrei-me nos dizeres: NÃO SOU TURISTA – MORO AQUI de um adesivo colado no pára-choque de um Honda em minha frente. Fui tomada por uma esperança enorme e imediata que parecia invadir todas as partes do meu corpo. Paramos novamente. Ele estava a uns três metros adiante, no acostamento. Nossos olhares cruzaram-se. Fechei os olhos e acenei para ele.
- O que está fazendo? - perguntou Nessie. - Você não pode deixá-lo entrar no carro. Vão nos encontrar em pedacinhos no Jardim Botânico daqui a dez anos.
- Eu o conheço. Ele é legal.
Foi a descrição mais modesta do século. Edward abriu a porta de trás e entrou.
- Você parece ter o hábito de me salvar - disse ele, e sorriu para Nessie. - Sou Edward Cullen - disse, estendendo a mão. Ela olhou para ele, surpresa, e, então, apertou-lhe a mão.
- Nessie - respondeu. - Você conhece a minha irmã?
- Sim e não. Principalmente "não".
- Ouça me. um conselho: continue com o "não".
Edward inclinou-se e debruçou-se no encosto do banco. Ele estava bem perto. Sentia-me completamente tonta. Apertei a direção com tanta força que meus dedos doeram.
- Ela salvou minha vida - segredou Edward a Nessie.
Nessie me olhou cheia de admiração. O congestionamento acabou e eu acelerei o carro.
- Apenas improviseí uma bandagem - esclareci.
- Ela rasgou sua camiseta para cobrir meus ferimentos - disse Edward.
Nessie ofegou levemente. Encolhi os ombros.
- Bom, simplesmente não podia deixá-lo morrer. Olhei no espelho e consegui retribuir o sorriso de Edward.
- Onde vai?- Perguntei.
- À casa de Kayla - disse Nessie.
- Não, perguntei ao Edward. Ele hesitou.
- Qualquer lugar...
- Onde?
Ele balançou a cabeça negativamente. - Não, de modo algum.
- Deixe que ela o leve para casa - aconselhou Nessie. Acredite em mim. Ela é uma chata.
Lancei-lhe um olhar de ódio profundo. Ela não se alterou. Nem ao menos se encolheu.
- Aproveite suas últimas horas de vida na Terra, garota - disse eu.
Edward ficou em silêncio e olhou pela janela. Depois encostou no banco novamente. Olhei pelo espelho. Ele estava rindo. Sua camiseta parecia uma segunda pele. Caía-lhe muito bem. Ele piscou para Nessie.
- Por trás dessas provocações existe uma forte ligação entre vocês, não é?
- Existe um ódio profundo - respondeu Nessie. - Você tem irmãs?
- Dois irmãos mais novos. Um deles combina com você.
- Onde eles estudam?
- Estão... em outro lugar.
- Onde? - insistiu ela.
- Nessie, onde devo virar para ir à casa da Kayla? - interrompi.
- Bahia Vista. Que é isso? Você já esteve lá umas dez vezes.
- Foi apenas uma forma de parar o interrogatório.
- Estava só perguntando ao cara...
- Chega de perguntas.
Ela virou-se, com os braços cruzados, e lançou-me sua própria versão de olhar de ódio. Alguns minutos mais tarde, parava na entrada de carros da casa de Kayla. Nessie saltou sem urdir uma palavra, batendo a porta. O vidro da janela vibrou. Sorri levemente.
- Briga de irmãos, sabe como é.
- Isso vai passar.
- Pode sentar na frente se você quiser. O banco já está molhado mesmo.
Edward veio para junto de mim. Fiquei olhando Nessie entrar na casa.
- Não sei por que ela me odeia tanto.
- É normal.
- Se minha família for normal, estamos todos perdidos. Coloque o cinto de segurança, está bem?
- Ela deve se sentir ameaçada.
- Ameaçada? - perguntei e saí de ré da entrada de carros.
- Com esta linda e elegante... - começou Edward, interrompendo-se um pouco tentando colocar o cinto - ... irmã não há como não se sentir assim.
Nunca ninguém me dissera que era bonita. Minhas bochechas ficaram vermelhas. Abaixei a janela um pouco mais, deixando que meu braço esquerdo se molhasse. Saboreei a palavra. Edward, aquele cara bonito que estava sentado ao meu lado na minha perua com cheiro de cachorro, acabara de dizer que eu era bonita. Percebi que ficara em silêncio por um bom tempo.
- Você faz seus irmãos se sentirem ameaçados? - perguntei rapidamente.
Edward riu ao se lembrar de alguma brincadeira.
- Não, não há perigo de que isso ocorra. Eles acham que sou louco.
Dei-lhe uma olhada. - Você acha que devo ficar preocupada com isso?
- Provavelmente.
Parei na esquina. - Para onde vamos? E não diga "qualquer lugar". Está chovendo muito e me sentiria uma idiota se simplesmente o deixasse na beira da estrada e você se molhasse ainda mais. Além disso, ouviu minha irmã dizer. Sou uma chata.
Edward bateu os dedos manchados de graxa no painel do carro. - Está bem, então. Entre na Olark Road, depois da rodovia.
Balancei a cabeça. Nós fomos em silêncio enquanto a chuva batia no carro fazendo barulho.
- Não vi você ontem na escola - disse para quebrar o silêncio. - Quero dizer, na sala de estudos notei...
- Eu estava trabalhando na Smittys, aquela oficina na rodovia 41. - ele mostrou suas mãos como prova. - É onde eu estava hoje, tentando ressuscitar um Dodge 78. Nas horas vagas, estou trabalhando na minha moto. Uma pessoa com quem trabalho ajudou-me a rebocá-la.
- E a escola, como você consegue conciliar?
- O que tem a escola?
- Você sabe. como resolve o problema das faltas?
- Eu não resolvo nada.
- Mas você vai... - Olhei para ele e ele sorriu vagamente.
- Vou o quê?
- Ficar atrasado. Você não leu o aviso? Suas notas vão abaixar. Você não vai conseguir se formar nunca, vai acabar com sua vida e terá de passar seus dias trabalhando como...
- Mecânico?
- Não, não - eu não queria começar tudo de novo. – Não é isso que eu pretendia dizer.
Lancei-lhe um olhar furtivo. Naquele momento Edward pareceu-me muito mais velho que eu. Tive uma sensação semelhante à de alguns verões passados, quando todos os meus amigos foram acampar e eu ficara em casa. Eles voltaram mudados. Mais inteligentes e cheios de segredos que eu não sabia. Edward me fez sentir assim.
A chuva estava parando. Edward deu-me mais algumas indicações e entrei numa estrada de pista dupla, tranqüila. Estávamos bem afastados da cidade, numa planície extensa e coalhada de trailers, belas casas de campo e bancas de frutas. Ele apanhou um folheto sujo de lama do chão.
- Salve os peixes-bois - riu ele. - aquelas coisas de presas grandes ?
- Meu grupo está lutando pela criação de mais reservas.
- Para salvar esta lesma enorme?
- Está certo, eles são um tanto feios, mas estão em via de extinção. Como são muito vagarosos, são sempre atingidos pelos motores dos barcos. O homem é a sua ameaça mais séria.
- É sempre assim - disse Edward, colocando o panfleto de lado. - Acho que se pode argumentar que as espécies estão sempre desaparecendo, que sempre foi assim e assim será. É fácil ser idealista e perder a noção do todo.
- Realmente não é. Quer dizer: fácil ser um idealista- sorri. -Aquelas reuniões podem ser muito chatas. Mas eu quero ser bióloga e talvez trabalhar para proteger as espécies em extinção ou coisa semelhante.
Edward cruzou os braços. - Você é uma garota interessante, Bella.
-Não, não sou. Na verdade sou bem comum.
- Não deveria dizer isso.
- Por que não? É verdade.
- Porque você pode começar a acreditar nisso. Vire aqui - indicou ele. - Pode parar perto da caixa do correio - acrescentou.
Era uma caixa de correio preta, quebrada, inclinada para um lado, que fora colocada de qualquer jeito, debaixo de um pinheiro espinhoso. A uns cem metros adiante, no final de uma estrada suja e cheia de buracos, ficava um trailer prateado, liso e redondo como um de pão antes de assar. Próximo dali, caído dentro de uma vala cheia de lama, havia um carro velho - um Cadillac conversível, vermelho desbotado. Tudo parecia estar fora de lugar. Era como olhar para um quadro torto na parede. Percebi que Edward estava me observando.
- Esta é sua casa?
- Não, mas é onde moro.
- Posso levá-lo até lá.
- Não- disse Edward, rapidamente. Depois acrescentou num tom mais despreocupado. Não há como fazer o retorno.
Ele pegou o panfleto que estava no assento. - Sabe, não queria dizer... Não há nada de errado em ter animais -comentou, e deu uma risada autodepreciativa. - Tenho absoluta certeza de que já tive um ou dois.
- Você deveria vir a uma de nossas reuniões - sugeri.
- Não gosto de grupos.
- Foi o que você disse sobre cavalos, mas acabou montando.
- Na hora do desespero você faz qualquer coisa.
Ele fixou os olhos no panfleto, pensativo. Na capa a figura de um peixe-boi enorme e molengo sorria afável.
- Pode ser que futuramente...
- O quê? - perguntei, tentando não parecer muito ansiosa.
- Estava dizendo que talvez você pudesse me mostrar um deles quando não estivesse muito ocupada - um peixe-boi de verdade. Pode ser que a foto não lhe esteja fazendo justiça.
- Gostaria - respondi, tentando dar à minha voz o tom mais indiferente possível.
Edward hesitou. Seus olhos voltaram-se para o trailer. Seu queixo estava contraído como se ele estivesse tentando não falar. Percebi pelas suas sobrancelhas cerradas que estava pensando sobre a nossa saída. Não sabia o que dizer em tais circunstâncias, então fiquei sentada lá, muda e impaciente, fingindo que nada acontecera.
- Não, talvez não seja uma idéia tão boa assim - disse ele.
Então, pegou a maçaneta da porta como se quisesse sair correndo. Deve ter sido um recorde mundial. Num espaço de segundos, lancei por terra um relacionamento que nem bem começara.
- Bem, preciso ir - disse, apressada, apegando-me à pouca dignidade que sobrara.
- Esqueça isso - disse Edward.
Compreendi que não estava falando comigo. Ele abanou a cabeça, decidido – Acabei de mudar de idéia.
- Posso dar um jeito - disse ele. - Que tal no próximo fim de semana?
- Próximo fim de semana? - Quando estávamos consertando as coisas?
- Sim. A não ser que eu tenha de trabalhar. Ou, sabe como é - ele gesticulou vagamente -, se algo acontecer.
- Claro - respondi, conseguindo desta vez manter-me reservada. Afinal, já tinha passado por essa experiência.
- Bom. Um peixe-boi. Gostaria de ver um daqueles chupins - disse ele, saindo do carro. - Obrigado pela carona, novamente.
Ele sorriu para mim de forma estranha que sugeria intimidade, talvez porque não fosse muito espontâneo em seu jeito de sorrir. Sua expressão mudou como se o outro Edward emotivo fosse apenas um dublê do verdadeiro.
- Ah, alguma notícia sobre a Alice? - perguntou ele.
- A cirurgia vai ser depois de amanhã - disse eu, pegando na direção. - Tenho certeza de que ela vai melhorar. Gostaria de poder fazer alguma coisa.
Esperava que ele dissesse que ela estaria bem, que não ficasse ansiosa ou coisas assim. O que eu teria dito em seu lugar. Mas ele apenas olhava para mim, quase dentro de mim.
- A gente faz o que pode - disse ele, e então subiu andando pelo caminho lamacento.
Fiquei olhando, enquanto ele andava entre as poças dágua. Estava um pouco irritada, muito confusa e tonta. O que acabara de acontecer? Tentei me lembrar de suas palavras e colocá-las em ordem. Ele queria sair comigo, mas tinha sérias dúvidas sobre isso. Convidou-me para sair, mas não passaria disso. Estava interessado em mim, mas com reservas. Ou talvez quisesse simplesmente ver um peixe-boi. Ainda assim lembrei-me de que havia o fato inegável de que ele dissera que eu era bonita.
Comecei a sair de ré, mas alguma coisa me chamou a atenção. Alguma coisa moveu-se no velho Cadillac: eram cabelos brancos. Edward ajoelhou-se perto da janela do motorista. Podia vê-lo através de um emaranhado de arbustos espinhosos. Falava com alguém dentro do carro balançando a cabeça pacientemente, repetidas vezes. ele abriu a porta e estendeu os braços para dentro. Em seguida retirou-os devagar. Dei marcha à ré no carro por alguns metros para que ele pensasse que eu estava partindo. Então, esperei para ver quem ia sair daquela carcaça velha e enferrujada. Pouco tempo depois, ele apareceu. Era um homem velho e frágil, com o corpo curvado como o cabo de uma bengala. O braço direito de Edward estava em volta de seus ombros e a mão esquerda segurava a do velho. Eles caminhavam devagar e com dificuldade em direção ao trailer. Ele tinha tufos de cabelos brancos, parecidos com penugem, como os de Einstein, quando despenteados. Ainda não tinha certeza, mas tive a estranha impressão de ter visto um papagaio verde e amarelo empoleirado entre seus cabelos.
Na entrada do trailer, Edward olhou por sobre o ombro e percebeu que eu ainda estava lá e sorríu. A porta fechou-se. Talvez, pensei, fosse melhor eu visitar um oftalmologista.
Não tivemos aulas na segunda-feira por causa da greve dos professores. Passei o dia esperando em meu quarto, olhando para o relógio. A cirurgia de Alice estava marcada para ser de manhã. Por volta das duas horas eu estava um trapo. Ela preveniu-me que levaria muito tempo, mas isso não diminuiu minha preocupação.
Às três horas, Nessie espiou pela porta. - Pode ser que sua mãe tenha esquecido de lhe telefonar, - disse. - Você podia ligar para ela.
Balanceí a cabeça negativamente. Não queria lhe telefonar para ficar sabendo que algo dera errado. Era melhor aguardar ficar sabendo que algo dera errado. Era melhor aguardar com esperanças do que ligar e perdê-las.
- Quer jogar basquete um pouco? - perguntou Nessie.
- Não, obrigada.
Nessie encostou-se na porta mordendo seu lábio inferior. Parecia preocupada. Ela adorava Alice, provavelmente porque a tratava como uma pequena adulta.
- Sabe - disse Nessie -, posso ligar para a Carmen e perguntar algo. Ela deve saber. Você quer?
- Obrigada. Talvez daqui a pouco. Vamos esperar mais uma hora.
Nessie virou-se, e então parou. – Bells ? Você... você rezou ou coisa assim?
- Entendo que a oração dá mais resultado se você for religioso.
- Nossa família é religiosa?
- Somos agnósticos.
Nessie franziu as sobrancelhas.
- O que é isso?
- Significa que a gente salva a nossa pele.
- Sinto como se eu devesse rezar.
- Você pensou na Alice?
Ela assentiu. - O dia todo e praticamente toda a noite passada.
- Isso é muito bom.
Ela ficou por perto mais meia hora, esquecendo por um momento, suponho, que me odiava. Finalmente, desistiu.
- Estarei lá fora, jogando basquete.
- Está bem. Se eu souber de alguma coisa, lhe conto.
Alguns minutos mais tarde o telefone tocou. Minha mão tremia quando tirei o fone do gancho. Era a Carmen. As palavras estavam embaralhadas, uma mistura de espanhol com inglês, soluços e pausas. A Esme está muito abalada... uma parte do tumor afetou... o cérebro permanentemente... É muito arriscado... não diga...
- O quê? - sussurrei. - Não diga o quê?
- Não vamos contar-lhe - disse Carmen. - Para que contar? Queremos que seja feliz. Ela merece ser feliz durante o tempo que lhe resta, Bella.
Agradeci a Carmen e coloquei o fone no gancho. A gente faz o que pode, dissera Edward. - Deveríamos ter rezado - disse para mim mesma.
N/A: Eu fico tão dividida nessa historia entra ficar alegre pela Bella e o Edward e tão triste pela Alice...
Mas esse é o interessante na historia...
Então, pra quem leu "Ensaio de um beijo" sabe que a internet aqui em casa tem vida propria, e pelo jeito meu pc também...
Eu vou tentar atualizar a fic ainda essa semana ok?
Agradeço à Lih pela review, e sabe, a Alice é bem forte nessa historia, mesmo, e a relação da Bella e o Edward já está se desenrolando e dá pra pegar no ar que clima ta pintando *-*
Bjcas flores,
Days3.
