Segredo de uma Tulipa

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Mitsashi Tenten

Abri os olhos aproveitando o tempo para me espreguiçar de forma ampla com um pequeno sorriso no rosto. Caminhei até a janela abrindo a cortina sorrindo quando o sol banhou o meu rosto. Eu amava dias de sol. Claro que os dias nublados ou chuvosos tinham o seu charme. Mas Konoha merecia um dia ensolarado para trazer um sorriso no rosto dos moradores.

Olhei para o relógio da parede vendo que eu já estava terrivelmente atrasada. Coloquei minha roupa ninja que consistia basicamente em uma calça justa e uma bata de estilo chinês. Guardei minhas armas de forma estratégica. E fui à cozinha comer alguma coisa antes de sair do pequeno apartamento.

-Você está atrasada – Resmungou Lee e eu sorri para o meu amigo de longa data. Ela o abraçou de leve antes de colocar minha bolsa no chão retirando mais algumas armas. Desde a última batalha eu não havia treinado e eu sabia que o Lee não pegaria leve.

-Desculpa eu preciso me acostumar a voltar a treinar – Falei sorrindo para o meu antigo colega de equipe. Antes mesmo de a grande guerra estourar eu já havia me afastado dele. Para falar a verdade eu tentei me afastar de todo o mundo ninja.

Há mais ou menos um ano eu havia noivado. Foi um noivado feito as pressas, devido uma gravidez indesejada. Mas no fundo eu sabia que estava feliz. A gravidez não durou muito. Apenas cinco meses. O aborto foi espontâneo, mas eu culpei o meu noivo por isso. Eu perdi meu bebê em um ataque surpresa. Um ataque em que eu não pude me defender sozinha e isso me matava. Não importa o quanto eu gritava, ninguém apareceu. Eu perdi tudo naquela noite. Porém era hora de reverter algumas perdas.

-Eu vou pegar leve com você hoje – Disse Lee, mas ambos sabíamos que isso não ia acontecer. O Lee era um dos grandes ninjas da nossa vila. Ele havia perdido os seus pais muito novo e tinha pouca ou nenhuma habilidade com seu chakra. Mas isso não o impediu. Apenas o estimulou a buscar uma saída alternativa.

-Eu acho que por hoje chega – Falei exausta sentando encostada em uma árvore respirando com muita dificuldade – Não posso recuperar minha forma em uma hora.

-Mas você precisa se esforçar mais Tenten. Nós podemos estar em uma suposta paz, mas você sabe que estamos em posição desvantajosa, qualquer vila pode tentar nos atacar nesse momento – Falou Lee e eu sabia que ele estava falando isso por se preocupar com minha segurança, porém eu sentia falta do antigo Lee. O esforçado que nunca deixava sua doçura se afastar.

-Eu sei exatamente os perigos que me rondam Lee – Falei ficando de pé pegando minhas armas que estavam espalhadas pela zona de treinamento – Mas eu também sei qual é o meu limite.

-Você pode ir à frente, eu vou continuar treinando – Disse Lee ficando de costas para mim e só me restou ir embora.

Meu relacionamento com o Lee havia praticamente deixado de existir desde que eu fiquei grávida. Por mais que eu quisesse fingir, e acredite eu gostaria, era impossível não perceber que ele tinha sentimentos por mim além de uma mera companheira de equipe. Eu o havia conhecido na academia e logo me identifiquei com o seu jeito obstinado que chegava a beirar a loucura. Mas assim como hoje, naquele tempo eu nunca pensaria nele de outra maneira. Ele sempre seria apenas um querido amigo que eu levaria no meu coração. Eu o amava, mas a minha forma de amor não era suficiente.

Coloquei uma roupa mais confortável não esquecendo a minha bandana e algumas armas estrategicamente escondidas e fui ao hospital. Sorri para a recepcionista que depois de tantas vindas já me conhecia. Andei pelos corredores abrindo a posta com calma deixando que um pequeno sorriso triste aparecesse em meu rosto.

Aproximei-me da cama observando o seu rosto que parecia cada vez mais pálido. Passei a mão pelos seus cabelos marrons antes tão longos e agora raspados por causa de uma cirurgia na cabeça. O selo verde se descava na sua testa como uma amarga lembrança que ele nunca teve a sua liberdade em suas mãos.

Eu sentia falta dos seus olhos perolados que pareciam ler a minha alma. Sentia falta da sua voz rouca que fazia cada parte do meu corpo em alerta. Sentia falta das suas mãos percorrendo o meu corpo. Ele sempre sabia exatamente onde me tocar para fazer o meu corpo entrar em chamas. Contudo, o que eu mais sentia falta, era da forma como ele parecia se abrir comigo. Eu só queria que ele acordasse para eu me desculpar. Dizer que todas as coisas que eu falei no meio de muitas das nossas discursões era mentira.

-Bom dia! – Cumprimentou uma mulher desconhecida abrindo a porta com cuidado provavelmente na intensão de não me assustar. Era impossível não notar o contraste entre sua beleza feminina e o poder que ela irradiava – Eu sou Haruno Sakura e a partir de agora seria a médica do Hyuuga-san.

-Mitsashi Tenten, eu sou sua noiva – Respondi observando ela me encarar surpresa. Mesmo sendo de fora ela provavelmente conhecia o clã Hyuuga. Eles quase nunca casavam fora do clã.

-É sempre importante ter familiares perto no processo de cura – Disse a Haruno olhando os aparelhos ligados ao corpo do Neji – Eu sou especializada em danos causados por concentração em partes localizadas do corpo como provavelmente é o caso do Hyuuga dado ao seu estilo particular de luta.

-Então você pode ajuda-lo? – Perguntei tentando refrear a esperança.

-Verei o que eu posso fazer, mas eu preciso que você saía para eu examiná-lo – Pediu a mulher e eu não pude fazer nada além de obedecê-la.

...

Sete meses atrás

Konoha – Casa dos Mitsashi

-Tenten – Chamou Neji observando a mulher se encolher simplesmente por escutar sua voz. Seus cabelos estavam estranhamente soltos, já que era uma característica marcante do seu visual prendê-los no alto da cabeça. Mas se fosse apenas isso que estivesse diferente. Ela parecia uma boneca quebrada jogada de uma forma qualquer em cima da cama e a simples presença do homem que havia acabado de entrar a fez deitar em posição fetal abraçando seu ventre agora vazio de uma forma protetora – Tenten!

O chamado novamente foi ignorado enquanto um frustrado Neji tentava descobrir como agir. Ele nunca reagiu de forma positiva à fragilidade. Por isso se aproximou tanto da mulher que agora parecia o oposto da que lembrava conhecer. Tenten era animada de uma forma não extravagante. Era um contraponto à sua personalidade fechada. Sempre com opinião formada sobre absolutamente tudo. E forte. Não apenas uma kunoichi, mas como mulher. Nunca aceitando um não. Nunca se afastando do gélido gênio Hyuuga.

-Eu vim assim que eu soube – Falou Neji sentando no canto da cama e como se sentisse sua proximidade Tenten pulou da cama ignorando suas dores caminhando até a janela.

-Demorou um pouco você não acha? – Perguntou Tenten em tom amargo.

-Eu tinha um dever com o clã – Respondeu Neji em tom neutro tentando não se mostrar magoado.

-E falhou com o seu maldito dever comigo – Gritou Tenten virando para encarar o homem que estava na sua frente – Porque você ainda está aqui afinal? Seu dever comigo acabou no momento que você me deixou indefesa. No momento que o nosso filho morreu.

-Você sabe que eu não estou com você apenas por causa da criança – Disse Neji se levantando tentando se aproximar da mulher que parecia estar correndo dele.

-Você me ama Neji? – Perguntou Tenten o encarando pela primeira vez desde que ele entrou no quarto.

-Do que você está falando? – Questionou Neji surpreso. Tenten nunca tinha pedido grandes declarações no tempo que estavam juntos.

-Não fuga da pergunta, Neji, na verdade é uma pergunta muito simples – Disse Tenten irônica sabendo que estava perdendo o controle das suas emoções – Você me ama sim ou não?

-Você sabe que eu gosto de você – Resmungou Neji irritando com o rumo da conversa.

-Gostar não é suficiente Neji, e eu fui tola em pensar que um dia seria – Falou Tenten desabando no chão – Você nunca vai poder me amar. Seu coração já é dela mesmo sabendo que ela nunca vai olhar para você.

-Do que você está falando? – Perguntou Neji temendo que essa conversa acabasse para sempre com sua amizade.

-Eu sou e sempre fui um escape – Sussurrou Tenten sentindo lágrimas teimosas surgindo em seus olhos – No começo eu simplesmente pensei que você era incapaz de amar, então o que você demonstrava por mim poderia ser suficiente. Mas depois eu percebi que você sempre amou a Hinata, não é? E eu preferi fingir que não percebia.

-Eu não amo a Hinata como você está fazendo parecer – Grunhiu Neji com raiva.

-Não se engane Neji – Sussurrou Tenten chorando – Eu estava tão cega que não percebi que você nunca seria meu. Nunca.

-Tenten... – Falou Neji tendo sua voz cortada com o sinal sonoro que era disparado quando Konoha era atacada. Era o chamado para cada Ninja habilitado correr para proteger os muros da vila – Não ache que essa conversa acabou. Quando eu voltar da batalha iremos falar.

-Não tenho mais nada para falar com você – Sussurrou Tenten irritada.

-Mas eu ainda tenho uma ou duas coisas para lhe dizer Tenten – Disse Neji antes de sair sem dizer nada mais.

...

Haruno Sakura

-Eu pensei que eu tinha te ensinado a ser cautelosa – Sussurrou uma voz masculina no momento que fechei a porta do pequeno apartamento que eu ocupava – Uma estratégia cheia de erros essa que você decidiu seguir.

-Talvez não seja uma estratégia – Falei ligando a luz e vê-lo encostado de forma tão despreocupado na parede como se tivesse acabado de chegar – Eu apenas decidi começar sendo completamente honesta.

-Você sabe que no mundo ninja honestidade só leva a morte rápida – Disse Sasuke se movendo lentamente até sentar no pequeno sofá que tinha na sala – Mas não foi a sua imprudência que me trouxe aqui.

-Então o que o trouxe aqui que era tão importante que não poderia esperar eu chegar em casa para você bater na porta como uma pessoa normal? – Perguntei em um tom irônico e eu não estava preparada para o sorriso que nasceu no seu rosto – O que é que tem de tão engraçado?

-Eu não sou uma pessoa normal, Sakura – Falou Sasuke e meu nome saído da sua boca parecia mais uma caricia que demorou demais para chegar – Posso perguntar onde você aprendeu a lidar com chakra concentrado?

-Como membro de um Clã de grande importância você sabe que existem selos que inibem a divulgação de informações confidências, e a maioria do meu conhecimento é baseado em dados ocultos que se perderam na história – Respondi sentando na sua frente – O que eu posso explicar é que tenho como base o Clã Hyuuga.

-Não consigo imaginar os membros do Hyuuga lhe permitindo olhar pergaminhos confidenciais – Disse Sasuke e eu sorri – Como você conseguiu?

-Ao contrário do Clã Uchiha, os Hyuuga se espalharam pelo mundo ninja até perceber que a falta de unificação estava acabando sua hegemonia – Respondi e eu quase podia sentir o seu cérebro processando as informações vagas que eu estava dando – Um dos antigos necessitava das minhas habilidades médicas e para ajuda-lo tive que ter acesso aos pergaminhos sagrados do clã. Assim como terei que ter acesso aos seus pergaminhos se procura uma cura definitiva. É claro que me submeteria ao selo Uchiha.

-Isso é algo que ainda preciso decidir com o líder do clã – Falou Sasuke me encarando e era como se algo dentro de mim se regurgitasse. Ele estava ao alcance da minha mão. Eu não precisava me esticar muito para tocar na sua pele branca ou pelos seus cabelos. Será que eles continuavam macios como eu me lembrava?

-Você desenvolveu o sharingan muito novo e pelo que eu percebi na floresta já o evoluiu – Comentei levantando colocando as mãos atrás das costas caso eu não resistisse a tentação de tocá-lo – O sharingan é extremamente ofensivo aos olhos dos seus usuários. O grande problema dos Hyuuga há longo prazo e a sua forma de luta, principalmente quando usada em grandes batalhas. O melhor é examiná-lo antes de qualquer coisa para ver o tamanho dos estragos.

-Pode ser aqui? Eu prefiro manter isso entre nós – Pediu Sasuke e eu concordei colocando minhas luvas ficando em pé na sua frente.

-Eu preciso que você ative seu sharingan – Pedi e só então percebi que minha voz não havia passado de um sussurro. Agora quase colada a ele seu perfume chegava a ser intoxicante. Fechei os olhos só então percebendo que minhas mãos tremiam como a de uma adolescente prestes a receber seu primeiro beijo.

Respirei fundo reorganizando meus pensamentos tentando anular a atração devastadora que eu sentia pelo homem que estava a poucos centímetros de mim. Aos poucos meus pensamentos começaram a seguir uma ordem e concentrei-me principalmente em sentir sua rede de chakra. Coloquei meus dedos em suas têmporas percebendo muitos micros vasos interrompidos. O que resultava em um efeito dominó pelos seus olhos.

-Descobriu o que procurava? – Perguntou Sasuke depois de longos minutos em silêncio e eu cometi o meu grande erro daquela noite. Eu o encarei.

Se seus olhos em seu estado natural já provocavam uma avalanche de sentimentos dentro de mim, seus olhos vermelhos tinham o dobro do poder. Eu sabia que ele poderia me matar por esse simples erro, sem mover um musculo, apenas com seus olhos. Mas o que eu via dentro dos seus olhos não era uma morte iminente, e sim promessas. Promessas de prazeres que eu sabia que ele era mais do que apto a cumprir.

-Descobriu o que procurava? – Perguntou Sasuke novamente com seus olhos voltando a cor normal e um pequeno sorriso nascendo no seu rosto desenhado de traços fortes que amenizavam de um forma alarmante com apenas um sorriso.

Não o respondi por uma segunda vez. Parecia que meu lado racional havia desligado porque eu só conseguia assimilar as mudanças sutis do seu rosto por causa de um pequeno sorriso. Não era um sorriso irônico ou sarcástico. Era a sombra do sorriso que iluminou minha infância. Passei as pontas dos meus dedos pelo seu rosto como se minhas mãos não pertencessem a mim. Eu estava semiconsciente dos seus olhos especulativos. Eu só conseguia assimilar o quão suave era sua pele ao toque e o quanto era quente em contradição a sua fachada fria.

-Sakura? – Questionou Sasuke parecendo tão perdido nas lembranças quanto eu.

-Eu senti falta disso – Sussurrei me deixando perder em seus olhos enquanto minhas mãos pareciam desenhar seus traços na tentativa inútil de decorá-los.

-Disso o que? – Perguntou Sasuke colocando suas mãos na minha cintura subindo tranquilamente pelas minhas costas em uma massagem sutil e o seu toque me fez perder a compostura. Minhas pernas tremiam de maneira quase incontrolável. Era difícil encarar minha fragilidade perto dele.

-Do seu sorriso – Respondi lembrando que ele havia me questionado sobre algo.

-Eu também senti falta – Sussurrou Sasuke levantando o rosto passando seu nariz lentamente pela extensão do meu pescoço. Seus lábios quase tocando na minha pele como breves toques de asas de borboletas.

-Do que? – Murmurei mergulhando minhas mãos em seus cabelos em um cafune confuso que lembrei que ele adorava recebendo um breve suspiro de confirmação a sua preferencia.

-Seu cheiro – Respondeu Sasuke me puxando para perto fazendo com que ele se inclinasse mais no sofá e eu ficasse quase deitada em cima dele. Sua mão segurou meu pescoço com cuidado enquanto ele parecia se inebriar com o cheiro que desprendia da minha pele – Você sempre cheirou a lírios banhados de orvalho.

-Você sempre cheirou a folha de limão com uma pitada de hortelã e madeira oriental se é que isso faz sentindo – Sussurrei sorrindo me sentindo tão infantil admitindo isso – Sempre cheirou como...

-Como o que? – Perguntou Sasuke segurando meu rosto forçando que eu o encarasse e só então eu percebi o quanto nossa conversa e posição havia se tornado intima – Como o que Sakura?

-Como lar – Sussurrei me permitindo dizer a verdade uma única vez e antes de notar sua reação um alarme alto soou provavelmente pela vila inteira – O que é isso?

-Alarme de ataque – Respondeu Sasuke se levantando e me ajudando a fazer o mesmo. Pelo jeito eu teria que esperar para analisar o que raios de ocorrido na minha sala a poucos instantes atrás.

...

Quatorze anos atrás

Konoha – Lar dos Anjos

-O que você está fazendo? – Perguntou Sasuke observando a menina de cabelos cor de rosa deitada na grama. Ele normalmente não era curioso, mas ela estava assim a quase meia hora. Isso não era normal, não é?

-Esperando – Respondeu Sakura com um pequeno sorriso no rosto sem nem ao menos abrir os olhos para encarar o menino que fazia sombra sobre o seu corpo.

-Esperando o que? Uma insolação? – Perguntou Sasuke sentando ao lado da menina que gargalhou devido ao tom cético do menino. Ela às vezes ainda se surpreendia com a sua capacidade de dizer as coisas mais absurdas como se fossem normais.

-Eu não estou esperando uma insolação – Respondeu Sakura sorrindo abrindo seus olhos para encarar os negros que a fitavam com descrença – Eu estou esperando minha família.

-E porque você faria isso? – Questionou o moreno não sabendo o que esperar.

-A família daquele menino de olhos brancos veio buscar ele, então a minha também pode vim. Já deixei tudo arrumado no quarto para eles não esperarem demais quando chegar a hora – Respondeu Sakura sorrindo diante a genialidade do seu plano.

-E você quer tanto ir embora? Deixar-me aqui? – Perguntou Sasuke tentando pensar em um modo sensível de dizer a ela que sua família não viria.

-Claro que não. Quando eles vierem eu vou pedir para você ir junto – Respondeu Sakura sorrindo cada vez mais contente por ter pensado em tudo. Agora só faltava sua família chegar.

-Sakura, sua família não vai chegar – Disse Sasuke segurando suas mãos – A família do Neji veio porque ainda está viva. Lembra-se do que eu falei que Kami-sama chamou sua família para perto dele lá no céu?

-Eles podem descer – Sussurrou a menina insistindo na sua fantasia.

-Não Sakura, eles não podem. Eles continuam te observando, cuidando de você, mas não podem te buscar – Disse Sasuke se odiando por quebrar a fantasia da pessoa mais importante da sua vida.

-E como eu vou ter uma família assim? – Perguntou Sakura sentindo seus olhos queimarem de lágrimas não derramadas.

-Eu serei seu lar, sua família – Respondeu Sasuke segurando o rosto delicado da menina entre suas mãos – Não importa o tempo ou se a gente se distanciar. Onde você estiver será o meu lar e eu serei sua família. Entendeu?

-Entendi – Sussurrou a menina sorrindo em meio a lágrimas antes de se jogar nos braços daquele que parecia sempre aliviar a carga de suas costas.

...

Uchiha Itachi

-Eu não posso acreditar nisso – Resmungou Hanabi pelo que parecia ser a milionésima vez. Essa menina não conseguia se ater ao básico – Você é o Manu! O mercenário. Quer dizer, você é o atual lobo-mau das histórias de terror lidas para as crianças.

-Aprenda uma lição logo de agora – Falei terminando de arrumar meu disfarce. Agora eu não era mais o líder do Clã Uchiha. Eu era o mercenário que tinha o preço de recompensa mais alto vivo ou morto – A ANBU vai exigir que você faça coisas que não se orgulhará. Você vai ter que matar, enganar. Aqueles homens não confiam em ninguém, e o pouco que falam é para os de dentro. Então a Vila precisava de alguém para ser de dentro. Então vá terminar seu disfarce.

Saí do quarto para deixá-la mais a vontade. Eu sabia que não seria fácil para ela. Ela não passava de uma criança e precisava de experiência. Eu tentava ter paciência, mas nem sempre eu conseguia. Eu também sabia que era uma missão difícil. Ela deveria se passar por prostituta. Sendo mais especifico: minha prostituta.

Coloquei um pouco de saquê em um copo empoeirado e tomei em um grande gole. Não precisei esperar muito para a porta abrir e eu perceber que talvez ela não fosse tão criança assim. Seus cabelos agora eram pretos e seus olhos eram de um verde quase eletrizante. Seu corpo mal estava coberto pelo kimono curto avermelhado com o laço na frente mostrando abertamente o que ela representava.

-Então? Aprovada? – Perguntou Hanabi e eu tentei sorrir afirmando com a cabeça – Ok! Então vamos?

-Lembre-se de ir direto para o bar, afaste qualquer um que tentar tocar em você e fique atenta as conversas e meus sinais – Falei parando na frente do bar. Abri a porta e todas as conversas pararam. O clima parecia esfriar a cada passo que eu dava e até eu me acomodar em uma das mesas do fundo nem um som foi ouvido.

-Manu-san! Já corriam boatos que você tinha morrido – Falou um dos rapazes com quem trabalhei que por mais que eu tentasse não recordaria o seu nome.

-Apenas tirei umas férias – Respondi sorrindo sabendo que ele podia ver pouco do meu rosto – Perdi algo interessante?

-O mundo ninja está em alta temporada para falar a verdade – Falou o rapaz sorrindo levantando seu copo como se brindasse a isso – Uma Vila oculta está em frangalhos e estão procurando ajuda para fazer a pilhagem.

-Eu ouvi uma ou duas coisas sobre a queda da Vila Oculta da Folha – Comentei e ele me olhou desconfiado por um ou dois segundos – Mas quem está precisando de mercenários para terminar de destruir a tal vila?

-Você já ouviu falar da Vila do Ferro? – Questionou o rapaz e eu preferi permanecer em silêncio – Ótimos produtores de armas, ninjas nem tanto. Precisa de um ataque como esse para ser levada a sério.

-Deixe-me saber então – Falei fazendo um pequeno gesto para a Hanabi que parecia já estar se metendo em confusão. Ela suspirou parecendo entediada descendo do banco alto que estava sentada caminhando lentamente em minha direção. Parecia que todos do bar haviam parado para assistir o leve balançar dos seus quadris como de torcessem para que o tecido que encobria sua pele subisse um pouco mais.

Ela sorriu e só então percebi que seus lábios pintados de um profundo vermelho. Hanabi subiu no meu colo sem nenhuma inibição puxando o pano que encobria meu rosto o suficiente para roubar meus lábios para um beijo lascivo. Permiti por um segundo que ela dominasse o beijo devido a minha surpresa antes de segurar seus cabelos com força antes de morder seu lábio inferior o suficiente para brotar uma gota de sangue antes de puxá-la com mais força e comandar o beijo de uma maneira agressiva, mas surpreendentemente satisfatória.

-Espero não estar interrompendo nada – Comentou uma voz masculina e Hanabi se afastou com clara dificuldade descendo do meu colo para sentar ao meu lado – Vejo que os boatos da sua morte eram um tanto exagerados.

-Sempre exageram quando o assunto sou eu, Sasori – Falei sorrindo observando o rapaz de cabelos ruivos e olhos acinzentados. Quem o via ali sentando tão relaxado nunca imaginaria que era um louco sanguinário que já havia perdido a conta de quantos tinha matado.

-Imagino que já o atualizaram sobre os assuntos recentes – Falou Sasori olhando para a Hanabi levemente interessado. Na verdade era impossível ignorar a Hanabi nesse momento. Enquanto eu tentava conversar ela mordia meu pescoço ou o lóbulo da minha orelha sem nunca sair do personagem.

-Você também está trabalhando para a Vila do Ferro? Espero que estejam pagando muito bem para enfrentar a Vila da Folha, pelo que eu ouvi o protetor de lá é quase literalmente um demônio – Falei bebendo um pouco de saquê.

-Sim é um trabalho bem lucrativo, mas também é algo pessoal – Falou Sasori olhando para o seu copo pensativo – Uma ninja chamada de Anjo da Morte está trabalhando para Konoha. Eu a quero. Eu quero a Haruno.

-Haruno? – Perguntei sentindo os alertas piscarem na minha cabeça e meus instintos diziam que alguém estava tentando me apunhalar literalmente pelas costas, mas antes que eu me movesse senti a Hanabi se mover e quando olhei ela estava com uma kunaii apontada para o pescoço de um homem que eu reconheci brevemente como um antigo desafeto.

-O que eu devo fazer com isto, Mestre? – Perguntou Hanabi em tom submisso quase entediado. Essa menina me surpreendia mais a cada segundo.

-Mate-o – Falei sabendo que isso seria o seu teste final para eu saber se continuaria como seu parceiro ou não e antes que eu piscasse a sua kunaii já tinha se movimentado em um rápido movimento da esquerda para direita abrindo a sua jugular com seu chakra a protegendo do respingo violento de sangue.

-Belo animal de estimação você arrumou – Disse Sasori me observando interessado, ou o mais interessado possível para ele, e eu levantei.

-Eu faço o que posso – Falei sorrindo – Mantenha-me informado sobre a Vila do Ferro.

-Vou falar com o líder sobre você ou vocês? – Perguntou Sasori abrindo um pequeno sorriso e o ignorei saindo do bar.

-Você me surpreendeu Hyuuga, surpreendeu-me de uma forma muito positiva – Falei quando finalmente chegamos ao quarto – Eu acredite que você tem muito potencial e quero ser o seu treinador. O que você acha?

-É claro que eu aceito – Falou Hanabi com seus olhos brilhando e fazia tempo que eu não tinha um parceiro. Ainda mais uma menina. Quase uma criança.

-Seus relatórios a Hokage serão minimalistas. Eu lhe pedirei para fazer coisas que desafiarão a sua moral. Você está pronta para confiar em meu julgamento e minhas decisões cegamente? – Perguntei a encarando com o meu sharingan ativado.

-Eu confio em seu julgamento e suas decisões cegamente – Falou Hanabi me encarando sem pestanejar e só me restava torcer para que ela não tivesse o mesmo destino do último que fez esse juramento.

...

Quatorze anos atrás

Lugar Indeterminado no País da Água

-Eu sabia que eles queriam isso – Falou Shisui enquanto Itachi o ajudava a deitar. Ele sabia que seu primo estava mais machucado do que aparentava. Sem contar que qualquer machucado nas condições em que eles estavam era de risco. Os seus medicamente haviam acabado há muito tempo e não podiam confiar em nenhum médico.

-Não comece a falar suas ideias do conselho querer acabar o clã. Nós já chegamos à conclusão que quando um clã é muito poderoso vão querer destruí-lo – Disse Itachi em tom neutro pressionando o ferimento do primo – Nós sabíamos que essa missão era quase suicida, mas precisávamos fazer isso.

-Nós já passamos seis meses escondidos e nenhum mercenário confia na gente – Resmungou Shisui sabendo que Itachi odiava o fracasso até mais do que ele – Eu tenho uma ideia.

-Que deve ser no mínimo estupida – Resmungou Itachi tentando alguns movimentos médicos com seu chakra, mas infelizmente ele não era um gênio em tudo – Você sempre tem ideias estupidas quando está sangrando.

-Você me fez prometer que eu o seguiria em qualquer ideia e eu tenho feito isso então pelo menos me dê o crédito da dúvida, tudo bem? – Pediu Shisui sentindo o cansaço tomar conta do seu corpo. Perder sangue já estava lhe afetando – Eu vou invadir a fortaleza do Grande Líder, vou matar sua segurança medíocre e quando eu estiver a ponto de mata-lo você aparece e me mata.

-Eu já sabia que seria algo estupido – Resmungou Itachi tentando não se apegar a lógica da ideia do seu primo.

-Itachi eu sou seu melhor amigo, provavelmente o seu único amigo – Resmungou Shisui revirando os olhos – Eu quero morrer com honra e não sangrando até a morte. E você sabe que não vai ganhar apenas a confiança do Grande Líder e um passaporte para o submundo.

-Eu não vou te matar – Disse Itachi parando de pressionar o ferimento se afastando.

-Vai. Você vai me fazer morrer como um grande herói de guerra, você vai evoluir o seu sharingan e torna-se um líder decente para o clã – Disse Shisui – Eu só quero que você me prometa que vai dizer a Sayumi que eu a amei. E que você vai encontrar uma boa mulher para você.

-Eu prometo – Sussurrou Itachi sabendo que no momento que matasse Shisui mataria uma parte de si.

...

Uchiha Sasuke

Eu estava desconcertado. Ou talvez essa não fosse a melhor palavra a usar. Eu estava em desequilíbrio com minhas emoções, fato que não acontecia há muito tempo. Mas quando se tratava da Sakura eu já devia ter me acostumado. Quatorze anos separados e ela continua mexendo com todos os meus lados. Eu poderia ser o homem mais suave ao tocar a sua pele ou em uma conversa estranhamente intima que tivemos há pouco. E eu poderia ser o homem mais terrível para protegê-la. Mais apaixonado para amá-la.

-O que essa vadia está fazendo aqui? – Gritou Lee e só então eu percebi que ele se referia justamente à mulher que estava ao meu lado. Rosnei sentindo uma vontade quase animalesca de mata-lo por simplesmente ofendê-la. Mas antes que eu pudesse me mover senti a mão do Naruto no meu ombro tentando me prender para não reagir.

-Eu não tenho culpa se você não consegue suportar o fato de só estar vivo por um ato de misericórdia da minha parte, então não ouse tentar me ofender por ser um ninja medíocre – Falou Sakura em tom frio e meticuloso. Eu diria quase debochado – Se você tem algum problema comigo, eu não me incomodo em lutar contra você outro dia é claro quando não estivemos em ataque.

-Ok! Vamos deixar de conversa – Resmungou Naruto mantendo seus olhos em mim – Lee vá ajudar no lado leste. O Shikamaru e a Ino já estão lá. Sakura, você fica aqui comigo e o Sasuke.

Era um ataque pequeno, mas com ninjas qualificados. Na minha experiência eles estavam testando as nossas defesas. E isso não era um bom pressagio. Evitei usar meu sharingan, contudo como eu queria ficar de olho na Sakura não resisti por muito tempo. Ela lutava com calma. Sua espada cortava o vento, mas eu notei o exato momento que um ninja enviou uma kunaii em seu abdômen antes de ter sua vida ceifada por sua espada.

Tentei chegar até ela quando ela quase caiu no chão. Mas eu estava lutando contra três ninjas que achavam que podiam fazer seu nome derrotando um Uchiha. Eliminei dois rapidamente prendendo o terceiro em um ninjutsu que o levaria a morte em poucos segundos.

Antes que chegasse até ela notei que havia subestimado o rancor do Lee. Ele em atitude completamente fora da sua conduta de honra ele se preparou para atacá-la pelas costas enquanto ela estava de joelho se recuperando do ferimento. Movi minhas mãos em uma rápida sequência de sinais, mas antes que eu lançasse uma jutsu de fogo areia fina do deserto cercou o corpo do Lee o prendendo para logo ele cair desacordado no chão.

-Eu espero que eu tenha pagado minha dívida por ter tentado lhe matar – Falou Gaara aparecendo com a Hinata do seu lado que me olhou com um pequeno sorriso no rosto. Eu detestava o quanto ela sabia da minha vida pelo fato do Naruto não conseguir manter a boca fechada – Uchiha! Espero que minha divida com você tenha acabado também.

-Sua dívida comigo já havia acabado há muitos anos, Gaara – Falei e ele me deu o que parecia ser um sorriso antes de sair. Foquei minha atenção na Sakura a ajudando a levantar – Eu vou te levar ao hospital.

-Não! Eu não confio nas pessoas daqui – Sussurrou Sakura fechando os olhos como se pensando em um plano – Você! Leve-me para um lugar de confiança para eu me curar.

Segurei seu corpo com cuidado colocando ela no meu colo. Posicionei suas duas mãos no ferimento para ela poder pressionar o ferimento. Corri até a Mansão principal do Distrito Uchiha a colocando deitada na minha cama assimilando a ideia de que ela confiava apenas em mim. Ativei o selo de privacidade onde proibia qualquer um que não tivesse sangue Uchiha entrar na casa.

-O que eu posso fazer para te ajudar? – Perguntei observando ela se acomodar a cama com nítida dificuldade.

-Eu preciso limpar esse ferimento – Sussurrou Sakura e seus olhos brilhavam de lágrimas não caídas. Corri para o banheiro enchendo uma bacia de água pegando algumas toalhas. Eu sabia que era impróprio, mas a ajudei a tirar sua blusa. Ela usava um top preto comum entre as Kunoichi, mas era impossível não notar que seu serio parecia ter o exato tamanho para encher a minha mão.

Sentei ao seu lado e comecei a limpar o ferimento com o maior cuidado possível para evitar que a machucasse além do necessário. Tentei fingir que não notava o quão rápido a toalha branca se tornava vermelha com seu sangue. Quando a ferida parecia limpa o bastante a Sakura posicionou as mãos em cima do machucado começando a curá-lo.

-Seu chakra está falhando – Comentei preocupado sabendo que ela provavelmente tinha usado muito no hospital, comigo e em batalha.

-Eu não quero nenhum daqueles ninjas perto de mim – Sussurrou Sakura e eu não podia deixar de entender seu receio depois do que aconteceu com o Lee.

-Esse ferimento ficará só entre nós – Respondi colocando a bacia de água do chão – Eu vou usar uma técnica que eu inventei e o Naruto aprimorou. Eu vou transferir um pouco do meu chakra para você.

-Doí? – Perguntou Sakura e por um segundo ela parecia a pequena que ele adorava proteger.

-É inconfortável, mas não doí. É necessário que você fique bem quietinha – Sussurrei ficando de pé começando a fazer uma serie de movimentos de mão complicados. Até hoje eu procuro entender como o Naruto decorou tudo isso. Terminei de fazer os movimentos e senti um pequeno, porém frequente, fluxo de chakra deixar meu corpo.

-É tão sutil – Sussurrou Sakura fechando os olhos – É como se nossos chakra se completassem. Um encache perfeito.

-Eu acho que é o máximo que posso transferir – Falei voltando a sentar.

-É mais do que o suficiente – Disse Sakura voltando a se curar – Isso vai demorar um pouco.

-Tudo bem, eu vou tomar um banho, mas qualquer coisa é só gritar – Falei meio constrangido entrando no banheiro para tomar um banho rápido e vestir uma calça preta larga de moletom e uma camiseta branca simples. Tirei a banheira de madeira que eu nunca cheguei a usar. Desci sem chamar atenção da Sakura e esquentei a água para fornecer um banho quente a ela.

-Eu acho que eu consegui um trabalho bom o suficiente para descansar – Comentou Sakura e eu me aproximei a pegando no colo ignorando seu olhar interrogativo a levando para o banheiro.

-Se você quiser posso pegar alguma roupa sua na sua casa – Falei com cuidado – Ou posso emprestar alguma minha.

-Se você não se incomodar de me emprestar – Falou Sakura corando e eu falei que ela poderia usar o que quisesse do meu guarda-roupa antes de deixa-la sozinha.

Desci até a cozinha e tentei preparar um lanche. Eu não era o melhor cozinheiro, mas consegui fazer algo até decente. Subi encontrando a Sakura tremendo em cima da cama deixei a bandeja em cima de uma cômoda indo até o meu armário tirando uma manta grossa de dentro.

-Eu esqueci que frio extremo é um dos efeitos colaterais da transferência de chakra – Falei a cobrindo com a manta percebendo que seus tremores não diminuíam. Deitei ao seu lado por baixo da manta passando minhas mãos pelos seus braços colando suas costas no meu peito para que ela sentisse meu calor – Agora você precisa dormir.

-Você vai ficar aqui comigo? – Perguntou Sakura em um murmuro sonolento. E eu apenas sussurrei um "sim" antes de notar sua respiração ritmada. E mesmo cansado eu sabia que não conseguiria dormir. Não com ela nos meus braços.

...

N/a: Ola leitores! Nossa eu sei que atrasada não pode começar nem a descrever o que aconteceu. Acho que não vou conseguir explicar tudo que me aconteceu. Mas o que posso dizer é que esse mês que acabou, graças a Deus, foi um verdadeiro e incrivelmente terrível. Começou ótimo, o meio foi tão cheio de problemas familiares e na faculdade e estagio que tinha dias que eu sentia vontade de gritar e como não podia apenas começava a chorar e nossa eu estava sem me reconhecer nesses dias em particular. Eu venho sentindo fortes dores de cabeça que graças já descobri a causa e estou em tratamento e nossa estou muito melhor. Se em uma semana eu sentia dor de cabeça em pelo menos três dias agora é um fato quase rato. Estava realmente difícil escrever nesse estado de espirito. Felizmente já quase no final do mês eu comecei a me acertar e as coisas parar de seguir aquele ditado que diz eu quando as coisas estão ruins calma que depois piora. Não comecei a escrever de imediato porque foi a semana de formatura da minha irmã mais velha e todo dia era coisas como colação de grau, culto, missa e finalmente a festa. Depois tirei meus sisos e começou a minha "semana de prova" o que significa milhares de paginas para ler, não consigo mais ouvi falar em contratos na minha vida. E acho que já falei de mais não é? Só espero realmente que ainda existam leitores interessados nessa fanfic e desculpem novamente essa escritora que por alguns dias esqueceu o quanto escrever me traz prazer e principalmente calma.

Quero realmente agradecer a Baah.s2, metsfan101, Sami Winkot, Bela21, Susan 01 e Chris96. Quando tudo estava indo de mal a pior eu relia os seus reviews e lembrava porque eu gostava tanto de escrever! Então obrigada mesmo!

A partir de agora vou fazer como no resto das minhas histórias e marcar uma data quando provavelmente vou posta.

Próximo capítulo: 29/12

Beijinhos

E até o próximo!

14/12/2011