Capitulo 3

No fim das aulas, fomos para o sítio do costume. Qual é, qual é? O shopping, claro.

Nesse dia, íamos acompanhadas pelo Pete outra vez. Que melga, às vezes. Tinha ido ter connosco á escola, já que tinha tido tarde livre.

Quando chegamos ao shopping, ele estava em frente á loja com os amigos, como sempre. Passamos por ele e fomos em direcção às escadas rolantes, para o pingo doce. Quando subimos, tinha-o perdido de vista. Bem, eu não estava preparada para isto. Sentei-me em frente á loja, no chão, já que não havia bancos. É claro que os meus amigos se sentaram também.

É obvio que ele voltou á loja. Nunca me esquecerei do olhar de choque dele. Não estava mesmo á espera de nos ver ali. Fiquei contente com isso. Ficamos ali na mesma, a conversar, e ele e um amigo (estamos a evoluir, já era só um) entraram na loja. E voltaram a sair, e foram embora.

Eu queria ficar ali. Ele ia voltar. Mas a Emme é mais esperta que eu. (E mais gira, e mais interessante, e mais tudo)

-Ele não vai voltar. Levou a mala.

Ela tinha razão. Que estúpida que eu sou.

Fiquei como sempre. Triste ao saber que não o ia ver mais nesse dia.

Eu estava cansada. A tristeza não me fazia propriamente bem. Não conseguia respirar e sentia-me como se fosse desatar a chorar durante séculos. Ficamos numa "esquina" atrás do shopping, que não é bem esquina, porque se vê tudo á volta. É tipo uma mini esquina, já que não fazia diferença nenhuma nem na paisagem, nem em nada.

E eu sentei-me nas escadinhas, e apoiei a cabeça nas mãos. E apoiei os cotovelos nas pernas. Estava ali, a esconder os olhos e a acalmar-me para não chorar, quando olhei para cima. A Lene e a Emme estavam a olhar fixamente para mim, e para trás de mim. Virei-me, e James vinha a descer as escadas.

Bem, eu não ia perder esta oportunidade. Deixei-o passar por mim (e olhar para mim, coisa habitual), e levantei-me.

-Não sei se querem vir comigo ou não, mas eu vou segui-lo. Quero ver onde ele vai.


Ele levava um saco de desporto. Ia ter treinos. Só não sabia era de quê.

Seguimo-lo, não muito discretamente. A discrição tinha ficado para trás á muito, mais propriamente no ano anterior.

Ele reparou que íamos atrás dele. Também não reparar era difícil.

Ele ia em direcção ao parque radical, mas não ficou por lá, ficou sentado num muro lá perto.

E nós sentamo-nos num outro muro, mais afastado. Ou melhor, eles sentaram-se, porque eu estava tão nervosa que não conseguia parar quieta.

Ele estava ali, tão perto! Bastava ir ter com ele!

Eu queria ir ter com ele. Estava só com um amigo, coisa inédita. Mas claro que não ia sozinha, não tinha coragem para ir. Quer dizer, nem acompanhada tinha coragem, quanto mais.

Entretanto, chegou um carro, e o James e o amigo levantaram-se e foram ter com ele. Começaram a bater nos vidros do carro, feitos doidos. Ficamos chocadas. Meu Deus, o James parecia que não partia um prato, parecia mesmo um anjinho. E depois punha-se a fazer daquelas figuras?

Entraram no carro, e foram embora. Sabia que não o ia voltar a ver nesse dia.

Mas não fiquei triste dessa vez. Também tinha de me ir embora, aliás. Já devia de estar em casa. A minha mãe ia matar-me.

Despedi-me dos meus amigos, e fui para casa. O dia afinal não tinha sido um desperdício total.


No dia seguinte, eu, a Lene e a Emme tivemos uma ideia. Já que no dia anterior tínhamos dado uma GRANDE barraca a segui-lo(s) e ele tinha reparado que nós éramos umas doidas quaisquer que estávamos mesmo interessadas nele, agora íamos dar-lhe desprezo. Não íamos olhar nem uma única vez para ele. Íamos fingir que ele era como outra pessoa qualquer. Ou melhor, como se fosse invisível.

Mas é mais fácil dito que feito. Eu nunca me conseguia lembrar da cara dele quando não estava perto dele. Nunca mais do que alguns segundos. Lembrava-me da cara de toda a gente, menos da dele. E isso deixava-me tão zangada.

Quando o via, lembrava-me da beleza dele, ele era tão lindo. A Lene, a Emme e a Cathe riam-se muito quando eu o via, já que eu ficava uns bons 5 minutos só a dizer "Ele é tão bom, ele é tão bom, ele é tão bom" sem parar, quase sem respirar.

Por isso, ia começar a fase a que chamamos "Desprezo Total". Eu ficava um bocado dividida, não gostava de o tratar "mal". Mas nós só o íamos ignorar, e o desprezo deu resultado. Nós sentamo-nos com os rapazes da nossa turma perto dele, que estava com um amigo que nós odiávamos, porque era um convencido e quem mais olhava para nós. Chamávamos-lhe Cara de Banana, ou simplesmente só Banana. A alcunha completa era Cara de Banana com a mania que é Macaco. Foi a Lene que inventou, claro.

Nós não olhamos para ele uma única vez. E ele estava sempre a olhar para nós. Aposto que estava mesmo confuso. Eu levantei-me. Não conseguia parar quieta. E ele levantou-se também. Eu sentei-me na beirada do campo de andebol, em frente às meninas e aos rapazes, mas a uns dois passos de distância. E ele sentou-se também. Ele estava bêbado ou assim?


N/A: Eu sinceramente demorei muito a postar, em parte porque tenho andando super ocupada, mas também porque não recebi mais reviews :( Fiquei desmotivada, e bem podem agradecer á Rita/Emme, que foi ela que disse que se calhar não comentavam porque estavam á espera do próximo capitulo, etc. etc., e eu decidi postar e ver se é assim como ela diz ou não ;D

Anyway, obrigada a quem comentou, nomeadamente: Thaty, Lelii Potter e Lina prongs. Obrigada (: ;*

EDITANDO, 7deDezembrode2009: Peço desculpa mas tive de mudar umas coisinhas, nada demais, qe me apercebi entretanto. Foi só o nome do namorado da Lene, que não pode ser Sirius. O próximo capitulo posto em principio amanhã. Beijinhos, e COMENTEM ;*