Notas: Bom, como prometido, cá esta o BDSM entre UKxUS hehehehe, bom, não pude fazer um BDSM hardcore por que iria acabar fora do contexto da fic, mas acho que dá pro gasto.
Ah, só p constar... o termo p excitação sexual por ter a aguá do chuveiro escorrendo por seu corpo (ou chuveiradas) é albutofilia...
Espero que gostem desse cap! Boa leitura...
Blind Game Again
Alfred acordou no outro dia da mesma forma que havia deitado na noite anterior: jogado na cama de barriga para cima e os braços abertos. Isso com toda a certeza lhe causaria uma enorme dor nas costas. Levantou-se sentindo uma leve pressão na coluna, já era de se imaginar.
Seu quarto era bem grande, tinha uma cama de casal bem fofa, um sofá macio de um tom pastel que sua mãe dissera que combinava mais com o quarto, tinha uma estante literalmente abarrotada de jogos, uma mesinha onde ficava o computador e uma cômoda com a tv em cima.
Além do quarto em si ainda havia o closet e o banheiro. O garoto foi andando pelo quarto tentando se desviar de toda a bagunça, caixas de comida e jogos que havia pelo chão até chegar ao banheiro.
Deu uma olhada no espelho, estava com uma cara de acabado e olha que ele nem mesmo tinha saído para alguma balada e nem mesmo havia saído para uma diversão com algumas garotas... ele só tinha ido até a casa do inglês para "estudar" literatura.
-É por isso que eu não gosto de estudar... – Falou para si mesmo ainda observando seu reflexo no grande espelho do banheiro. Estava com os cabelos completamente desarrumados, a roupa que vestia no dia anterior toda amaçada e desarrumada, estava em uma posição estranha pela dor que sentia em suas costas e ainda por cima estava com bolsas horríveis em baixo dos olhos.
Retirou cada peça de roupa que estava usando, curtindo cada pedaço de seu corpo que aparecia no espelho. Mesmo com a cara péssima de uma noite mal dormida, seu corpo ainda passava toda sua sensualidade. Passou uma das mãos por seu tórax, enquanto a outra acariciava seus cabelos. Não tinha como negar, ele era simplesmente perfeito. Alfred deu uma risada escandalosa seguindo o pensamento narcisista. Bom, ele era o hero!
Ligou o chuveiro e esperou a agua esquentar um pouco para depois deixa-la correr por todo seu corpo. Aquele banho logo pela manhã iria deixa-lo com um bom humor e com uma aparecia menos péssima do que estava.
Era incrível sentir as gotas que caiam sobre sua pele enquanto passava o sabonete por todo seu corpo. Sentia suas curvas e seus músculos, ele se cuidava bastante para ter aquele corpo perfeito... por mais que comesse porcarias. Como da outra vez que tomara banho na casa do escritor, Alfred começou a ficar excitado pelo contato da agua em seu corpo.
Qual era o nome daquilo mesmo? Ficar excitado com apenas a sensação da agua sobre si? Sabia que havia um termo para aquilo, mas não iria ficar tentando lembrar, mesmo assim esse termo também havia aparecido em sua mente da outra vez que tivera de se aliviar no apartamento do escritor.
Bom, ele era jovem e era normal ficar excitado com essas coisas. Largou o sabonete em algum lugar e voltou a se concentrar em seu corpo. Novamente desceu as mãos por seu tórax, deixando que uma delas ficasse sobre seu peito acariciando aquela parte, enquanto a outra continuou seu caminho até encontrar seu membro completamente ereto.
Segurou o membro com vontade, fazendo movimentos firmes e ritmados. Alfred não gostava muito da ideia de ter de se aliviar sozinho, mas ainda assim tinha de terminar o serviço.
-Hnn... hoje eu vou me divertir... – Pensou enquanto continuava a mover a mão sobre seu membro. Iria sair com algumas garotas, levar todas elas para a cama e se divertir a noite toda, que se dane suas obrigações.
-Arthur... – Alfred falou o nome do escritor, nos últimos dias era sempre ele que vinha a sua mente. Sair com algumas garotas sem se importar com as aulas do inglês... esse pensamento lhe invadiu a mente junto com as imagens do rosto corado de Arthur depois do beijo que trocaram no dia anterior.
Vários estímulos passaram por seu corpo como choques elétricos descendo por sua coluna e se acumulando em seu membro. Queria estar de novo naquele corpo esguio e quente, queria provar novamente aquele gosto de bebida dos lábios do escritor, queria sentir aquele cheiro de tabaco que lhe invadia toda a vez que entrava em sua casa.
Desceu a mão que estava em seu peito para mais perto do baixo ventre, fazendo um pouco de pressão naquele local. Com o pensamento focado no inglês, Alfred não resistiu a todas as sensações e se entregou a um gozo intenso, gemendo de forma rouca e sensual.
-Shit... estou atrasado! – Desligou o chuveiro, pegou uma toalha para se secar e foi colocar uma roupa para ir à escola. Enquanto se trocava pensou naquilo que lhe incomodava desde que conheceu o escritor, ele nunca tinha pensado em ir para cama com um homem, muito menos em se aliviar pensando no outro.
Era realmente algo estranho, ter desejos pelo corpo de um homem. Ele? Não, era impossível porque seu próprio corpo era o único que achava belo, então o que era aquilo? Atração física?
Alfred terminou de se arrumar desceu para tomar café. Seus pais já não se encontravam na mesa, mas sabia que eles já haviam passado por lá. Levou a xicara com o liquido preto até os lábios sorvendo um pouco do café, aquela sensação quente... era como tocar os lábios do escritor.
Balançou a cabeça tentando afastar aqueles pensamentos de sua mente. Era só uma atração física igual a que tinha com as várias mulheres que tinha levado para cama.
Entrou no carro e foi para a escola. Mais um dia entediante que queria que acabasse logo para que pudesse ir ver o escritor... er... para que pudesse sair para se divertir com algumas minas como havia decidido.
Entrou na sala de aula e se dirigiu ao seu lugar. Alguns alunos se aproximaram para puxar conversa, a maioria eram colegas que ele costumava a sair. Alfred estava com o sorriso costumeiro no rosto, os olhos azuis brilhavam mais por trás do óculos que usava.
-Há! Let´s go out! Vamos sair para se divertir hoje! – Falou aos amigos que logo se animaram, pois sair com Alfred significava bebidas e mulheres gostosas.
-Alfred, finalmente! Nos últimos dias você não estava querendo sair... – Falou um de seus amigos. Realmente, nos últimos dias ele só queria ir para a casa de Arthur e... ahhhh não queria lembrar de nada, ele com toda a certeza do mundo iria sair para se divertir.
-Really? Hnnn tinha alguns compromissos que não poderia faltar... – Alfred tentou explicar de algum jeito. – Mas hoje eu não estou ligando, I wanna have fun!
-Yey, Alfred esta com crise de abstinência? – Falou outro amigo lhe agarrando pelo pescoço amigavelmente.
-No, só estou a fim de pegar umas minas. – Bom, não é que estivesse com crise de abstinência, mas ele queria tirar o escritor da cabeça e de fato estava cansado de ter de se aliviar sozinho.
O professor entrou na sala e começou a aula. O americano pouco prestava atenção no que era dito, estava meio perdido em pensamentos. Ele era um homem normal, tinha um belo corpo, dinheiro e liberdade para fazer o que bem entendesse.
Tinha um pai e uma mãe, morava e uma casa grande com vários empregados. Nunca passara por nenhuma dificuldade na vida, tinha o que queria e quando queria, sua infância foi perfeitamente normal e agora como "adulto" ele continuava a se divertir de um jeito... diferente, mas prazeroso do mesmo jeito.
Bom, isso é o que achava, o que cobria algo que nem mesmo ele conseguia definir. Só de pensar nisso ficava com um péssimo humor, então era só ignorar.
Alfred se lembrou do livro que havia lido de Arthur, aquela tristeza toda... será que ele pensava assim mesmo? Juntar dois corpos para amenizar o vazio? O amor valia a pena? Algumas perguntas a mais começaram a entrar em sua mente conforme lembrava das situações descritas no livro, amar alguém ao ponto de mata-lo e viver em um sonho.
O dia passou rápido, no período da tarde participou do treino de basquete e depois se reuniu com os amigos para sair. Entraram no carro e foram para o "bar" de sempre. Lá encontraram algumas garotas e começaram a conversar e beber, alguns dos seus amigos já estavam bem alegres pela bebida e algumas garotas já os arrastavam para os quartos.
Ele tinha três garotas consigo, uma sentada em seu colo, a outra o abraçava por trás e outra estava apoiada na mesa acariciando sua face. Bem, ele queria mais algumas garotas, mas só aquelas já o satisfariam.
Se levantou e se dirigiu a uma porta que levava a um grande corredor cheio de portas onde ficavam os quartos, sendo seguido pelas garotas de antes. Uma das garotas tomou a frente e abriu uma das portas mostrando o grande quarto com uma cama redonda e a decoração pesada em vermelho, preto e rosa.
Os quatro entraram no quarto, nesse momento Alfred pegou uma das garotas e lhe beijou violentamente, já arrancando suas roupas enquanto as outras se aproximaram lhe acariciando e beijando o corpo.
Alfred largou as garotas indo em direção à cama enquanto retirava a camisa e abria sua calça. Deitou se na cama e chamou pelas garotas, que riram se beijaram e foram de encontro ao "mestre" daquela noite.
-Come, venham me satisfazer... – Alfred chamou e foi prontamente atendido.
Já na cama, duas delas ficaram ao seu lado o acariciando onde podiam enquanto Alfred metia a mão por entre suas pernas. A outra garota retirava meu membro da calça, o massageando para depois o abocanhar com vontade.
Alfred não estava tão bem assim, havia bebido o suficiente e agora, enquanto estava na cama com aquelas mulheres, se lembrava que deveria de ir até a casa de um certo inglês. Hnn o inglês... será que ele faria um trabalho com a boca tão bom quanto aquela garota? Ver o escritor entre suas pernas o lambendo e mordiscando, aquela cara excitada que ele fizera quando se conheceram...
Aqueles pensamentos só deixaram o americano mais rígido do que antes. A garota que o lambia sorriu achando que era o trabalho dela que havia feito Alfred ficar excitado em seu máximo.
-Tsk... Sente em mim logo! – Alfred ordenou a garota que estava entre suas pernas. Ela se levantou ficando em pé na cama, afastou as pernas deixando-as uma de cada lado do corpo do americano e depois se sentou sobre o membro deste, deixando que a penetrasse.
Ele não iria fazer nada, deixou que a garota se movesse sobre si apenas apreciando a sensação. Novamente as imagens do escritor lhe invadiam a mente, como poderia esquecer aquele dia que estava "drogado", cheio de desejos e conseguiu se satisfazer com apenas uma pessoa, além de tudo era um cara.
O escritor sentado no sofá, segurando o copo de Whisky e o cigarro, lhe perguntando o que ele ganharia caso o ensinasse literatura. Depois os beijos intensos que trocaram, os gemidos, a brincadeira que fizera com o inglês enquanto o deixava louco com sua boca... A visão privilegiada que tivera quando o mesmo lhe afastou se virando no sofá e pedindo que entrasse logo em si. Aqueles pensamentos o deixaram com mais vontade.
Largou as garotas que estavam ao seu lado e segurou aquela que estava sentada em seu membro fazendo movimentos rápidos, fortes e, de certo modo, violentos. Queria aquela mesma sensação de quando invadiu o escritor, mas era diferente com aquelas mulheres.
E foi pensando em Arthur que Alfred chegou ao seu clímax. De forma alguma aquilo era igual quando tinha transado com o escritor, mas já que estava ali, ira terminar de saciar sua fome.
Acordou no dia seguinte com as três garotas na cama, nu e com uma dor de cabeça horrível. Ele não tinha se esquecido do escritor um momento sequer na noite anterior e isso o deixava irritado, mas no meio de todo aquele bacanal ele chegou a uma conclusão, obvia para ele... ele só podia... ser bissexual.
Alfred se levantou, pegou suas coisas e voltou para casa tomar um banho, se arrumar e ir para a escola, a noite tinha sido boa, mas não como ele realmente queria.
Como sempre o dia foi entediante, ficando melhor só quando foi treinar basquete. Em fim, depois de tudo e por ter faltado ao seu "encontro" com Arthur no dia anterior, ele resolveu ir ao apartamento dele.
Lá chegando, tocou a campainha como de costume e esperou que o escritor lhe abrisse a porta. Queria entrar logo, sentar no sofá, ler os livros para depois, quando fosse sair, beijar novamente os lábios de Arthur... e... se possível queria ter aquele corpo novamente.
Esperou mais um pouco, tocou novamente a campainha e nada. Será que Arthur tinha saído? Para onde?
-Hnnn... hell... para onde você foi, ya son of a bitch? – Tocou novamente a campainha para realmente constatar que não havia ninguém em casa. Alfred ficou irritado com o fato de não encontrar o inglês em casa. Colocou as mãos nos bolsos da calça e deu um chute na porta, xingando Deus e o mundo.
O americano saiu do prédio irritado, entrou no carro e voltou para casa. Era difícil deixa-lo irritado, mas aquele maldito escritor tinha conseguido. Entrou em casa batendo todas as portas possíveis, foi para o quarto, ligou um de seus jogos e assim ficou até não aguentar mais e ir dormir. Precisava de uma boa noite de sono para voltar a ficar com bom humor.
Alfred ficou tão irritado com o escritor que não apareceu para suas aulas por dois dias seguidos, estava com tanto mal humor que seus amigos estavam ficando com medo. Ele estava mais grosso, nos treinos não se importava em machucar os colegas e pouco falou com os amigos.
Já na no ultimo dia da semana resolveu que iria passar no apartamento de Arthur. Chegando frente à porta do escritor, ponderou um pouco em tocar a campainha, não sabia se o outro estava em casa, mesmo assim decidiu que iria tentar, tocou a campainha e esperou.
Pouco depois lá estava Arthur abrindo a porta com cara de poucos amigos.
-Brat... eu concordei em lhe ensinar, mas você não apareceu por três dias seguidos... stupid american. – Falou irritado, olhando diretamente para o americano.
-Eu não apareci? Quando eu vim você não estava em casa... – Retrucou Alfred. – Strange England...
-Ao contrário de você eu tenho de trabalhar. – Então ele tinha aparecido. Arthur riu internamente, o americano estava irritado porque não o encontrou em casa? Mas ele realmente tinha de trabalhar. – Ainda tenho que cumprir minha agenda.
-Agenda? Achei que você vivesse enfurnado em casa. – Alfred amenizou a cara irritada que mantinha, era até compreensível que o outro tenha de sair de casa sendo o escritor que era.
-Entre logo... bastard! – Arthur falou entrando no apartamento, dessa vez não foi para o escritório, parou na sala e sentou-se no sofá.
Alfred seguiu o escritor e também se sentou no sofá ao lado de Arthur. Olhou para a pequena mesa de centro com várias garrafas de bebidas, latas de cerveja e outras coisas que achava que eram energéticos.
-Drinkin'? Posso lhe acompanhar, Sir Kirkland? – Alfred falou formalmente, abrindo um sorriso sedutor para o mais velho.
-Do as you wish, Mister Jones. – Arthur percebeu o olhar que o outro lançava sobre si, mesmo assim manteve a calma e apenas desviou o olhar, pegando um copo e o levando a boca.
Alfred pegou um copo e o encheu até a boca com o liquido transparente da garrafa de vodka, não era uma de suas bebidas favoritas, mas "dava pro gasto".
Bebeu todo o liquido de uma só vez para depois voltar a encher o copo. Olhava para o escritor, que ainda não havia terminado seu primeiro copo, mas aquela visão o excitava de qualquer jeito, era a mesma de quando o conhecera. Arthur segurando um copo de bebida e fumando um cigarro.
Arthur sabia que o outro o olhava com certa luxuria. Fechou os olhos tentando não rir da situação. Ele havia passado três dias sem ver o americano e aquilo também o deixara estressado. Lembrava-se dos beijos e caricias que trocavam e sem aguentar esperar por muito tempo, saiu de sua casa e foi até o bordel mais próximo para aliviar a tensão.
Assim como Alfred, o escritor também não conseguiu tirar a imagem do outro da cabeça mesmo quando estava se divertindo com uma mulher. O corpo daquele americano idiota era simplesmente perfeito e ele o desejava. Queria tomar tudo aquilo para ele... e... se tinha uma boa hora para isso, era agora! Ele estava excitado e com um instinto dominador.
-Hehehe... – Arthur riu baixo, mas o suficiente para o outro perceber. Por mais que o outro saísse para beber todos os dias ele ainda era muito jovem para acompanhar o escritor. Ele mesmo era um péssimo bêbado, mas devia aguentar mais que o americano.
-What´s so fun? Tem alguma coisa na minha cara por acaso? – Alfred não podia deixar de ficar intrigado com a ação do outro.
-No... eu estava apenas pensando. – Arthur falou calmamente enquanto terminava seu copo. Desta vez pegou uma das latinhas de cerveja que estavam em cima da mesa, abrindo-a e bebendo quase todo o conteúdo de uma só vez.
Alfred não queria ficar para trás com o inglês. Terminou seu copo e pegou uma latinha, como o outro tinha feito, mas bebeu todo seu conteúdo.
-Ahhhhh... muito bom! – Exclamou o americano. Realmente aquilo era bom, mas não tão quanto...
-Que bom que gostou. –Arthur disse olhando para o outro, costumava a fazer aquilo quando era mais jovem também.
-Hnn... but... tem algo que é melhor! –Alfred encarou o escritor.
-Mesmo? What is it? – Arthur já imaginava, mas se fez de desentendido.
-Isso... – Nem terminou de falar, se aproximou mais do escritor o segurando firme e logo tratou de beija-lo. Não era um beijo como o ultimo que trocaram, mas sim algo bem parecido com o primeiro, cheio de volúpia e luxuria.
Arthur separou os lábios dando espaço para que o maior invadisse sua boca, aquele pirralho beijava muito bem! Deixou que o outro conduzisse o beijo até certo ponto, depois simplesmente o agarrou como queria o derrubando no sofá e começando a trocar um beijo muito mais quente.
Alfred se assustou um pouco pelo outro estar tentando dominar a situação, mas resolveu acompanhar. Apertou os braços na cintura do inglês fazendo com que seus membros se roçassem e arrancasse um gemido de ambos.
Logo eles se separaram em busca de ar. Aquela noite seria divertida. Arthur se levantou, pegou um copo o enchendo com o liquido de uma garrafa que estava esquecida sobre a mesa e o entregou a Alfred. Depois pegou um copo para si e colocou a mesma bebida que dera ao outro.
Sem pensar muito por estar excitado, Alfred bebeu todo aquele liquido rapidamente. Queria voltar a beijar o inglês! Sentiu a bebida descer queimando em seu interior, nunca tinha provado aquilo... era uma bebida doce, mas forte o suficiente.
Arthur, mais controlado, bebeu apenas um gole e deixou o copo sobre a mesa para depois ser beijado novamente pelo americano.
-Arthur... I want ya. – Alfred falou com uma voz rouca e cheia de tesão. Sem mais, voltou a beijar o escritor.
Arthur deixou que o outro o beijasse, o tocasse, começando a abrir sua camisa. Agora era só esperar para que tivesse o que queria. Pouco depois as mãos de Alfred começaram a perder a força e logo ele caiu em seu peito adormecido. Ele nunca havia pensado em usar aquele "presentinho" que seu amigo havia lhe dado, mas agora o agradecia pelo mesmo.
-Seus pais nunca lhe ensinaram a não aceitar nada de estranhos? My sweet american... – Arthur riu sem se segurar. Acariciou os cabelos loiros e empurrou o outro para que pudesse se levantar. Queria aquele corpo e o teria... nem que fosse amarrado...
Alfred acordou pouco tempo depois na cama de Arthur. Tentou se mover para levantar e entrou em desespero ao perceber que estava amarrado... e nu. Como havia chego naquela situação? A ultima coisa que lembrava era de ter bebido algo que o escritor lhe dera e ter beijado o outro... depois, não lembrava mais nada.
Parou para analisar melhor a situação, estava completamente imobilizado, as cordas agarradas em seu torso formando uma espécie de trança, suas mãos estavam presas atrás de suas costas, suas pernas estavam dobradas e amarradas com duas cordas na altura dos joelhos. Se não bastasse isso, ainda tinha seu membro envolto por cordas que se ligavam àquelas em seu torso. Que porra de brincadeira era aquela?
Escutou um barulho e olhou para a porta. Arthur estava com um roupão preto meio aberto. O escritor lhe lançou um olhar carregado e foi se aproximando da cama lentamente, desatando a fita que segurava aquele pano que o envolvia, mostrando seu corpo para o mais novo.
-Mister Jones... que bom que acordou. – A voz de Arthur estava rouca, seu olhar vidrado nele e podia ver que seu membro estava totalmente desperto.
-Wadda the hell is this, fuckin' england? – Estava bem desesperado e queria saber que porcaria era aquela para estar amarrado daquele jeito.
-Ah... você não queria se divertir... pois bem... vamos brincar a noite toda. – Disse de modo sarcástico, ele não podia negar gostar de ver o americano tão vulnerável e desesperado.
Arthur se aproximou do outro, subindo na cama e ficando frente a ele. Apoiou as mãos no peito de Alfred, sentindo a pele e a corda que o envolvia, lambeu lhe os lábios e se afastou.
-I used to play like this... – Disse com a voz rouca, levando os dedos até os próprios lábios, lambendo-os de uma forma sensual. – E eu nem mesmo o amarrei não apertado.
Algumas lembranças horríveis de um passado maculado lhe vieram a mente. Realmente ele costumava a "brincar" daquela forma quando ainda estava sob os cuidados do diretor da escolar que estudava, mas sempre ficava no papel que o outro estava fazendo no momento.
Não que quisesse fazer aquilo, mas sempre era obrigado pelo seu responsável. Seu corpo sempre amarrado das mais variadas formas, as mãos nojentas daquele velho percorrendo seu corpo e a dor que sempre seguia antes de concluírem aquele joguinho que só acabou depois que se formou e ficou novamente sozinho. Tudo aquilo ainda estava na mente de Arthur.
Mesmo com todas aquelas lembranças, não queria que o outro sentisse dor, apenas prazer. O escritor não iria tortura-lo, bem, não daquela forma que sempre fôra, muito menos iria ser violento. Aquele moleque estava na sua cabeça desde o dia que o conhecera, a sensação de ser preenchido pelo americano se mantinha viva em sua mente e seu corpo, mas aquela noite ele queria ter o mais novo para si.
-Arthur, dá pra me soltar? – Alfred falou irritado, se contorcendo para tentar soltar aquelas malditas cordas.
-Não... Assim é mais divertido. – Arthur olhou para Alfred, se aproximou abrindo completamente as pernas do outro, abaixando o corpo para ficar frente ao membro do americano. Passou o rosto pela ereção do outro como um carinho, para depois dar-lhe uma mordida não muito forte. – Seu corpo não sai da minha cabeça, stupid american.
-Grrrrr... hnnnn... – Alfred gemeu não somente com a mordida, mas também com as palavras do escritor. De fato ele também não conseguia tirar Arthur da cabeça, nem mesmo quando estava com outras mulheres.
-I want to taste you, little boy. – Arthur não se conteve, puxou a ponta da corda que envolvia o membro do Americano a retirando cuidadosamente para depois lamber toda a extensão do mesmo.
O escritor lambia e mordia o membro do americano, passava os dentes por todos os lados, às vezes mais forte, às vezes bem de leve. Chegava perto da glande, mas não o colocava na boca, apenas rodeava aquele ponto com a língua que já escorria um pouco de saliva. Arthur segurou o membro de Alfred com firmeza, passando a língua na ponta, onde havia uma pequena abertura, provando o liquido que saia.
-Hnnn… Arthur, da pra enfiar logo na boca? – Alfred não estava aguentando toda aquela tortura, mesmo quando ele estava fazendo aquilo com o inglês ele não o torturara tanto. Queria sentir a boca quente do outro e nem mesmo conseguia obriga-lo já que estava completamente amarrado. Apenas podia deixar que o outro fizesse o que bem entendesse.
-Can´t you hold it? – Perguntou Arthur, ainda segurando o membro do mais novo enquanto passava os lábios na glande.
-I do... hnn but... eu não joguei sujo com você! Ahhh... – Alfred exclamou entre gemidos quando o escritor de sugou com vontade, parando logo em seguida.
-Little boy, acho que vou tornar isso mais interessante. – Se levantou e foi até uma pequena cômoda ao lado da cama. Alfred o seguiu com os olhos esperando que o outro não fizesse nada bizarro.
Arthur voltou para a cama, ficando novamente entre as pernas do americano, ele segurava um pano preto em uma das mãos. Alfred suspirou por saber que era apenas um pedaço de pano, mas logo percebeu que aquilo não era lá tão bom assim.
O escritor se aproximou mais, quase sentando sobre o outro, mas apenas pegou a faixa preta, colocando-a sobre os olhos de Alfred e a prendeu atrás de sua cabeça. Se não bastasse estar amarrado, agora estava vendado também.
-Ok, it´s better now... – Falou ao pé do ouvido do Americano, dando uma bela mordida no lóbulo da orelha do mesmo. – Assim você poderá sentir muito mais...
-Wadda... – Alfred não conseguiu terminar a frase, o inglês havia retornado para onde estava seu membro, muito mais rijo que antes, o abocanhando com volúpia.
Arthur subia e descia a cabeça, deixando que o membro do garoto sentisse todo seu interior, ao chegar na ponta o rodeava com a língua para depois enfiar o máximo que podia de sua extensão na boca. Segurava seu membro, enquanto pressionava a língua em lugares estratégicos, apertava a glande contra o céu da boca e a mordia levemente com os dentes do fundo.
-Hnnn... ahhh... Arthur... eu… isso… - Alfred não tinha o que dizer, lembrou de ter se perguntado se o escritor era tão bom em um blow job quanto aquela prostituta e agora tinha completa certeza de que ele era muito melhor.
Parecia que aquela venda realmente fazia efeito. O americano estava excitado ao máximo, sentindo tudo o que podia, sem enxergar e apenas conseguia imaginar o rosto do escritor, seu olhar e a respiração calma.
-Dear Alfred, eu não serei tão cruel quanto você foi comigo. – Arthur falou passando o dedo pela abertura na ponta do seu membro produzindo uma fina linha com o liquido pré-seminal do outro.
Sem mais delongas, o escritor sugou o membro do americano com força, fazendo movimentos rápidos, o massageando com a língua até que o outro não aguentou mais gozando dentro da boca do inglês. Arthur tratou de engolir tudo que podia, deixando apenas um pouco em seus lábios.
Subiu o corpo e beijou o mais novo com calma, deixando que sentisse seu próprio gosto. Alfred ainda se recuperava do gozo intenso que tivera, sendo beijado suavemente pelo escritor.
-Did you like it, my dear? – Arthur estava totalmente excitado, podia perceber isso pela voz carregada que entrava por seu ouvido. Não conseguiu responder a pergunta, mas acenou com a cabeça em um gesto afirmativo. E novamente um beijo, firme e forte, mostrando o quanto o escritor estava necessitado. Mesmo sem poder enxergar e amarrado, Alfred sentia o corpo do outro clamando por um alivio.
Arthur se levantou saindo da cama, mas pouco tempo depois retornara. Chegou perto do americano, lambendo seu pescoço e deixando uma mordida bem aparente em seu ombro.
-Grrrr... stupid england... hnnn – Alfred só conseguia xingar, aquilo estava realmente muito bom, mas aquela mordida poderia lhe causar problemas posteriores.
-É para mostrar que você é meu, stupid american. – Arthur falou roçando os lábios na pele do outro, enquanto descia deixando um rastro de saliva pelo peito do americano. A corda trançada em seu peito deixava seu peitoral em destaque e o escritor não deixou passar aquele lugar. Rodeou e lambeu cada um dos mamilos que encontrou, dando uma mordiscada e puxando-os com os dentes. Aquilo fez com que Alfred ficasse novamente duro.
-Ahhh... dun do that! – Alfred grunhiu por entre os gemidos, o escritor lhe fazia sentir muito mais do que ter várias mulheres em sua cama.
Arthur não disse nada, apenas continuou seu caminho, descendo pelo abdome do mais novo, lambendo as áreas perto das cordas que o amarravam. Chegou perto o membro já desperto do garoto, mas o evitou, continuando pelas coxas do outro, mais uma vez mordendo onde queria.
Quando chegou próximo ao joelho, o inglês parou e sentou-se na cama, pegando um pequeno pote que estava ao seu lado. Abriu a tampa e despejou a substancia em seus dedos.
Alfred nem podia imaginar o que o escritor estava fazendo. Em um momento estava lhe lambendo e mordendo, no outro simplesmente havia parado e agora estava parado a sua frente. Bom, isso era o que imaginava, pois não conseguia ver absolutamente nada.
O escritor se inclinou para frente, apoiando uma das mãos no peito do outro para lhe dar outro beijo, desta vez mais sensual, fazendo com que um pouco de saliva escorresse pelo canto dos lábios do mais jovem, enquanto roçava os dedos em sua entrada lambuzando o local com o lubrificante que havia colocado.
-No... wait... o que esta fazendo? – Alfred falou apartando o beijo que trocavam. Sentia sua entrada ficar muito quente à medida que o escritor de massageava. Sentiu depois um dos dedos do inglês lhe invadir.
-Estou preparando o local... – Disse displicentemente, movendo o dedo que estava dentro do outro, alargando um pouco para poder colocar mais outro digito para dentro.
Alfred jogou a cabeça para trás, ele estava sendo violado onde nunca imaginou que seria por um homem que o deixava totalmente louco. Provavelmente iria lhe dar um murro se não estivesse imobilizado.
Arthur movia seus dedos em movimentos calmos, ora abrindo-os dentro do outro, ora girando-os tentando encontrar um local especifico. Alfred abriu a boca gemendo alto quando o escritor encontrou o ponto que queria, era bem ali que deixaria o americano desnorteado.
-Ahhhh... Arthur… onde esta tocando? – Não conseguia mais organizar toda aquela sensação, era muito bom, mesmo estando com raiva e se sentindo humilhado.
-Quero que sinta prazer... Alfred. – E estava sentindo prazer, o suficiente para poder gozar novamente. Aquele escritor o deixava louco.
Julgando já estar bom, o inglês retirou os dedos de dentro de Alfred, recebendo um gemido em protesto. Segurou seu próprio membro, que até então não havia recebido nenhuma atenção, e o posicionou perto da entrada do outro o invadindo sem cerimonias.
-Ahhhh... hurts, bastard! – Alfred gritou logo que sentiu ser penetrado. Depois recebeu um beijo calmo e sem pressa do escritor, esperando que se acostumasse com aquele volume dentro de si e relaxasse um pouco.
Alfred então correspondeu ao beijo carinhoso que recebia, Arthur estava cheio de luxuria, mas mesmo assim queria acalmar o garoto. Por outro lado também o beijava calmamente tentando lhe mostrar que sentia algo por ele, por mais que ainda não conseguisse admitir.
O americano não conseguia mais se conter naquela situação, se remexeu um pouco tentando, novamente, se soltar. Queria abraçar aquele inglês idiota, queria poder toca-lo também, queria sentir a pele e o suor do outro em suas mãos. Moveu os quadris indicando que estava pronto.
Pôde sentir Arthur se movendo dentro de si, lentamente, espalhando mais ainda o lubrificante que havia usado, e como aquilo esquentava... já tinha usado aquilo uma vez, mas nunca imaginou que tornaria aquele ato tão prazeroso. Em poucos momentos não sentia mais dor nenhuma, apenas o prazer que lhe invadia e o desespero de querer tocar o outro.
-Arthur... me desamarre, please! – Alfred juntou todas as suas forças para dizer aquela frase, estava extasiado de mais com tudo aquilo. – I wanna feel ya...
O inglês se movia lentamente, mas forte e preciso, atingindo o mesmo lugar que tocara antes dentro do americano. Ao ouvi-lo pedir para que o soltasse, não demonstrou muito interesse, mas o fato do outro querer senti-lo o deixou sem reação.
Sentou-se na cama, trazendo o mais jovem para seu colo, fazendo-o sentar-se sobre si. Enquanto continuava com suas investidas, Arthur abraçou o americano e puxou a corda que prendia o laço de seus pulsos, o deixando livre.
Ao se soltar, Alfred logo enlaçou o pescoço do escritor, segurando-se firmemente, passando as mãos em suas costas o arranhando um pouco enquanto começava a se mover junto a Arthur. Com uma das mãos retirou aquela venda que estava sobre seus olhos, podendo assim vislumbrar o outro.
Arthur estava com os olhos fechados, com a respiração desregulada e totalmente vermelho. O inglês o segurava, tornando os movimentos cada vez mais rápidos. Alfred, não podia fazer nada a não ser acompanhar o ritmo, apoiando sua cabeça no ombro do escritor, sentindo que não aguentaria muito tempo.
Bom, não era nem preciso dizer que o escritor se encontrava no mesmo estado que o mais jovem, não aguentaria mais muito tempo. Alfred era apertado e aquele lubrificante quente estava deixando-o sem controle. Queria logo se aliviar. Arthur apoiou o americano em um de seus braços, deixando o outro livre para que pudesse segurar o membro do outro que estava entre eles, acompanhando os movimentos que faziam.
-Hnnn... Arthur... – Não demorou muito para que Alfred chegasse ao clímax, sentindo a mão do escritor o estimulando. Pouco tempo depois, Arthur o preenchera com seu sêmen quando sentiu a entrada do outro pulsar e apertar ainda mais quando ele havia gozado.
Ambos ficaram na mesma posição por um tempo, abraçados, esperando que suas respirações se acalmassem um pouco. Quem se moveu primeiro foi o americano que segurou o rosto de Arthur, fazendo-o o encarar. Aqueles olhos verdes eram magníficos, o olhavam serenamente, como se quisesse dizer algo. Alfred beijou o escritor com todo o sentimento que estava acumulado em si, suas línguas se entrelaçavam, procurando sentir todo aquele momento como se ele fosse o ultimo.
Arthur saiu se dentro do outro e o deitou na cama, continuando o beijo terno que trocavam, agora ele podia dizer que tinha o americano. Retirou o resto das cordas que amarravam o mais jovem e deitou em seu peito, sendo logo abraçado pelo americano.
-Você gostou, my Darling? – Perguntou entrelaçando seus dedos com o do outro deixando que suas mãos descansassem sobre o peito do americano.
-Yes... but... ainda prefiro estar dentro de você. – Alfred falou fechando os olhos, aquela noite tinha sido cansativa. Beijou o topo da cabeça do escritor, puxou o cobertor cobrindo a ambos e depois apagou. Ele necessitava dormir e ter o inglês em seus braços o deixava feliz o suficiente para ter uma boa noite de sono.
-Sweet dreams, my love... – Arthur olhou para cima, constatando que o outro já dormia, permitiu-se, então, que fechasse os olhos acompanhando Alfred.
Continua...
Notas finais: Boooommmmm, non sei se ficou mto bom esse cap, mas espero que tenham gostado. Queria fazer um bdsm hardcore, mas infelizmente non daria... até pq Arthur non queria machucar o Alfred e depois bdsm hardcore com amor é phoda de se fazer...
Em fim, quem ficou puto da vida com o bdsm light, eu recomendo que leiam o manga Hoshi no Yakata... é otimo e tem coisas beeemmmm hardcore heheheh vale a pena ler!
