Obs: Qualquer personagem com nomes meramente conhecidos, pertencente a saga Harry Potter nao me pertence pessoinhas, mas sim a nossa querida Joaninha;)
aviso dado!
Boa leitura... ;)
Capitulo 4 – Dividindo território com inimigo?
Sonserina!
Aquela palavrinha de quatro silabas ficou ecoando em sua mente como um mau agouro. Não sentiu quando o chapéu foi retirado de sua cabeça, mas ouviu, ou melhor, não ouviu nada em todo o ressinto. Suas entranhas se reviraram e seus olhos estavam fechados. Seu medo agora era puro pavor, sentia que se não se controlasse acabaria indo para a enfermaria, desacordado.
Abriu os olhos e o primeiro que viu foram os olhos azuis de Rose parada de boca aberta. 'Se você esta chocada Rose, imagina eu... ' – pensou desesperado. Sentiu uma mão bater em suas costas e se colocou de pé vacilante. Olhou James, mas esse estava de cabeça baixa, mas Al viu as mãos serradas em punho, a raiva o tomando. Respirou fundo. Olhou sua nova "família" e em cada rosto tinha um sentimento, entre repulsa e surpresa.
Respirou fundo mais uma vez. 'Era impressão sua ou somente para si que o ar estava mais espesso?' – pensou desanimado. Seus olhos caíram na primeira pessoa que incentivou as palmas para sua recepção: McGonagall. O olhar da diretora era de pura seriedade ela lhe sorriu com doçura e Al retribuiu e pouco a pouco o salão foi o saudando. Ergueu finalmente a cabeça e sem olhar para mais ninguém ocupou um lugar na sua mesa por direito.
Mesmo sem olhar para ninguém sentia todos lhe observando. Não gostava quando as pessoas o olhavam dessa maneira: como se fosse algo anormal. Não gostava de ser julgado. Sem mais aguentar cobriu seu rosto de frieza e mirou cada um em sua mesa. Alguns desviaram outros os enfrentaram e teve apenas um que abriu a boca para afronta-lo.
_ Olha só um Potterzinho na casa das serpentes. – disse o garoto que aparentava ser do sétimo ano. Cabelos loiros, quase dourados e olhos de um preto sombrio. Mas Albus não se intimidou, jamais abaixaria a cabeça para alguém, aturava as brincadeiras de seus primos, pois ali ninguém ousaria lhe azarar e ali naqueles olhos Al via a diferencia de malicia.
Sorriu pretensioso.
_ Se eu fosse você não sorriria tanto assim Potter, se ainda não percebeu você caiu na única casa que não deveria. Já tomou nota de quantos aqui tem os pais mortos pelas mãos de sua família e que estão doido por vingança e mais outros que tem pais presos. Ops! – disse o loiro sorrindo arrogante. – Acho que sua situação não é muito favorável.
Al riu baixinho.
_ Qual é a graça?
_ A graça é que... – seu sorriso malicioso sumiu e a frieza tomou conta de suas palavras. – Se fui selecionado para sonserina, seria esperto da parte de todos pensarem o porquê primeiro antes de me afrontarem. Afinal uma das qualidades do sonserinos e esperar o momento mais apropriado para a vingança. Pois meu nome é Albus Severos Potter e não Harry Potter.
Albus fitou o loiro sonserino mais firmemente, pois se queria respeito na sonserina não podia agir como um grifinorio. Com uma ultima mirada em todos voltou sua atenção à seleção de alunos a tempo de ver sua prima sendo selecionada para a Corvinal.
***Corp***
Scorpius estava calmo, sentia um pouco de nervosismo sim, pois sabia que tinha chances de cair na Corvinal à casa de sua mãe, mas essa era a casa que menos queria estar. Madame Hooch chamou seu nome e com passos calculados caminhou para o banquinho, onde assim que se sentou sua visão foi tomada por um chapéu um tanto quanto pesado.
Assustou-se quando a voz do chapéu riu malicioso.
_ Pela primeira vez não sei onde colocar um Malfoy... – e Scorpius soube que aquelas palavras todos do salão ouviram e o farrapo de chapéu riu novamente. – Vejo muita vontade de se mostrar, de se provar digno de poder. Grandes qualidades sonserinas, astúcia... Hum Corvinal também não seria nada mal, provaria muita coisa lá, sua inteligência seria adorada.
Scorpius soltou um rosnado baixo e o chapéu riu.
_ Corvinal não pelo que vejo. Bom grifinoria também seria uma casa, por mais inapropriado que seja por sua família seguir anos a casa de Salazar Sonserina, mas vejo muito em você.
_ Tudo menos grifinoria. – rosnou.
_ Grifinoria não. Tem muito que mostrar jovem Malfoy, pela primeira vez em seu clã, não sei onde colocar um Malfoy. Mas acredito que nada melhor que continuar as tradições, afinal lá obterá aquilo que tanto anseia, mas é claro, se seguir os caminhos certos para seus desejos. Seja bem vindo à...
SONSERINA!
Scorpius se colocou de pé e como esperava ninguém ousou bater palmas para saudá-lo. Respirou fundo. 'Quem disse que seria fácil?' – pensou caminhando sobre os aplausos que a diretora conseguiu arrancar. Naquela hora Scorpius descobriu o preço de vir de uma família traidora. Respirou fundo e se sentou no único lugar vago na mesa da sonserina em frente à Potter.
Todos o olhavam, mas Scorpius era treinado a mascarar seus sentimentos. A frieza que fluía por seu corpo e olhar eram quase palpável. Ninguém ousou ainda aborda-lo perante o discurso da diretora, mas assim que o banquete fora posto, os cochichos começaram outros até ousaram a fazer piadinhas. Mas o único movimento de Scorpius foi se servir de comida.
Assim que começou a comer, porem um olhar diferente estava sobre si, levantou as vistas do prato e encarou duas esmeraldas. Irritado perguntou:
_ O que foi Potter? –perguntou cuspindo cada palavra.
O garoto sorriu dando de ombros.
_ Será divertido te ter por perto. – Scorp sabia que naquelas palavras não tinha nenhuma malicia nem maldade, apenas a pura sinceridade.
_ O que quer dizer com isso Potter? – perguntou de maneira fria, mascarando seu susto por tais palavras.
_ Olhe ao seu redor Scorpius, todos estão nos julgando.
_ Não são muito diferentes de você. – acusou e viu o sorriso de Potter vacilar.
_ Eu nunca te julguei, eu te defendi.
_ Eu podia me defender sozinho. – disse já alterado.
_ Ora, James tem mais experiência...
_ Por ele ser mais velho? – Interrompeu o moreno. - Potter é melhor aprender uma coisa essas pessoas fizeram seu primeiro feitiço assim que conseguiram segurar uma varinha. Aconselho ser mais esperto aqui na sonserina.
_ Falou o experiente. – disse o moreno com sua raiva faiscando nos olhos. Scorpius bufou.
Sem mais o que discutir principalmente com os olhares que ambos estavam recebendo Scorpius voltou a comer. Para logo em seguida ouvir a voz de uma menina fresca exclamar divertida:
_ Esses grifinorios ainda não perderam a noção do perigo.
Scorpius acompanhou o olhar da menina e avistou James Potter caminhando com arrogância e fúria para a mesa da sonserina. Olhou para Potter a sua frente e viu-o deixar os ombros caírem. Scorpius respirou fundo não acreditando no que pensava em fazer. Só podia estar louco.
***Albus***
_ Esses grifinorios não perdem a noção do perigo.
Aquelas palavras para Al foi um mau agouro soprando em seus ouvidos, assim que avistou seu irmão caminhando arrogantemente em sua direção sabia que James se meteria em encrenca. Deixou os ombros caírem e olhou para os orbes cinza de Scorpius que o encarava. Suspirou e se pôs de pé.
_ Vamos Al, eu e os meninos vamos falar com McGonagall, aquele chapéu velho deve que caducou depois de tantos anos. – disse seu irmão com seu costumeiro tom arrogante. James agarrou seu pulso. – Afinal McGonagall só pode ser louca por ousar permitir que fique nessa casinha de merda.
_ Cuidado com as palavras Potter. – disse o mesmo loiro com um sorriso malicioso. – Afinal discursão em família, não se discute na mesa de seus inimigos, seu paizinho não te ensinou essa lição?
_ Cala a sua boca Scott, afinal quando eu me dirigir a você, não serei eu a falar e sim o som de minha vassoura deixando um rastro de poeira na sua cara. – o tal Scott fechou os punhos e se pôs de pé acompanhado pelo que Al deduziu ser o time da sonserina. – Scott querido gostaria muito de me divertir, mas como você mesmo disse tenho coisas de família para tratar.
Albus sentiu seu pulso sendo puxado e seu corpo foi arrastado alguns centímetros para a direção da entrada do salão. Com a raiva o tomando, pela atitude do irmão Al puxou seu pulso e James o encarou também com raiva.
_ Al agora não é o momento para nossas brincadeiras.
Albus respirou fundo.
_ O que pensa que está fazendo Jamy?
_ Te salvando dessas cobras, sei que não quer ficar ai... Então nós, da sua verdadeira casa vamos fazer um motim para te trazer para grifinória. – disse seu irmão voltando apega-lo como uma propriedade. Al sentiu que estava perdendo o controle de suas ações. Puxou com mais força dessa vez seu pulso, só que não se afastou de James e com os olhos em riste com os dele, falou com uma calma que James bem conhecia.
_ Não era o que você sempre quis? O que sempre jogou na minha cara? – Al levou o olhar até os primos que estavam atrás de James e falou mais alto. – O que todos queriam?
_ Era brincadeira Al. – disse James. – Mas esse chapéu deve ter entendido tudo errado e...
Al riu friamente e viu Rose se aproximando com muita dificuldade, não conseguiria chegar a ele tão cedo.
_ James o chapéu não erra...
Viu seu irmão também perder o controle e o sorriso maldoso tomar conta de suas feições marotas.
_ Então eu estava certo esse tempo todo não é maninho? Ou devo dizer sonserino de merda. Imagina o que papai vai dizer sobre o filho dele na sonserina.
Albus riu.
_ Papai não é igual a você, James. Ele não é preconceituoso.
Seu irmão sacou a varinha, mas Al sempre foi mais rápido que Jamy nas artes do duelo. Al sabia que tinha conhecimento de feitiços que James nem sonhava em usar. Mas não queria brigar com seu irmão queria que ele o aceitasse, não o repudiasse. Não queria ser repudiado, só queria mostrar que ser diferente não é ser mal.
_ James cuidado com o que vai fazer. – avisou Al.
_ Está passando dos limites Albus.
_ Limites? Quem é você para me falar de limites James? – sua varinha soltou uma faísca vermelha e Al soube que seu controle estava quase perdido.
_ Você merece estar onde está. Só um aviso maninho escolheu o lado errado. Quando me encontrar nos corredores eu sugiro que mude de caminho. – James cuspiu aos seus pés e sorriu malicioso. – Traidor de sangue!
Al nunca em toda sua vida jamais perdeu o controle de seus poderes ou de seus atos. Sempre fora um menino calmo. Mas James passara do limite, ambos sabiam disso. Viram nas íris de seu irmão a maldade e crueldade de suas palavras. Fora de suas capacidades mentais e sem seu conhecimento sua mão deferiu um murro em James que fora amparado por seu primo Fred Weasley II.
_ Albus Potter! – urrou James. – Estupefaça.
_ Protego.
Os olhos de Albus assim como de todos, pelo menos os do que tinha vista privilegiada daquela barbaridade, encaram o loiro. Scorpius sem mais delongas se afastou sem dizer nada e sem tomar parte da briga e Al sabia o que ele estava fazendo, simplesmente como qualquer sonserino que se preze: pagando suas dividas. Divida que Scorpius não pediu e que Al não cobrou em nenhum momento. Seus olhos verdes foram atraídos para James que soltou um som exasperado e Al se assustou com o sorriso cínico nos lábios de James.
_ James, você é meu irmão. – falou como se tivesse querendo trazer a razão para aqueles olhos castanhos esverdeados.
_ Eu não tenho irmão. – aquelas palavras não deveriam, mas o feriu. – Na minha frente só vejo um traidor, uma cobra. Tenho até medo de pensar na decepção estampada nas feições da minha mãe quando visse no que se tornou. – disse James como se usassem aquelas palavras para feri-lo, já que seu feitiço não o atingiu.
A raiva o segou e não permitiu ver além da malicia do olhar de seu irmão, não se permitiu ver a decepção e a tristeza. A raiva falou mais alto, a raiva o segou como muito não o segava.
_ MENTIRA! – gritou raivoso. Já não estavam mais se perguntando cadê as merdas dos professores daquela escola? Pois agora queria ferir e isso Al sabia que fazia muito bem quando queria, mesmo que o arrependimento o matasse depois... –Mamãe me entendia.
_ Mamãe, papai e todos nós te entediamos Severo até você nos trair. – não gostava quando James usava seu nome do meio, o modo como ele cuspia seu nome lhe fazia ficar com ódio, muito ódio. – Está sozinho maninho. Olha a sua volta, cadê o apoio de sua maravilhosa casa? – perguntou com deboche.
Al sabia que não precisava olhar para os lados e saber que ninguém levantara a varinha para ajuda-lo ou meramente apoia-lo, estava sozinho, como sempre esteve, mas isso não era problema, nunca foi e nunca seria.
Endureceu o olhar e firmou a varinha em riste na mão direita. Não era muito diferente que em casa. Sempre soube que era sozinho. A ovelha errante. Mas como disse isso não era problema sempre soube se virar sozinho. Respirou fundo e balançou seus ombros fazendo pouco caso, seus olhos cruzaram com os de James e em sua face se desenhou seu melhor sorriso de frieza e o de seu irmão esmoreceu, por alguns segundos.
_ Está certo maninho, mas sabe de uma coisa não preciso de ninguém para vencê-lo. – disse Albus como se comentasse sobre o tempo, afinal poderia estar fervendo por dentro, mas seu irmão não precisava saber disso.
James gargalhou; bem previsível.
_ Severo, você mal sabe segurar uma varinha. – debochou James arrancando risadas de Fred e seus amigos brutamontes com certeza membros do time de quadribol. Típico. Fincou na face impassível e para chamar atenção de James fez algo que não queria, mas naquela hora não estava pensando. Precisava de respeito em sua casa e ser ironizado por seu irmão na frente de todos não estava ajudando em nada. E James precisava que alguém abaixasse sua bola.
Com um mínimo movimento em sua varinha e a direcionando a uma armadura ao seu lado perto do tal Scott que horas antes estava debochando de sua cara também e como se aquela palavra sempre tivesse sido pronunciada por seus lábios, Albus se admirou com a forma leve que saiu de sua boca, em um pequeno sussurro.
_ Avaddóhn Tacitus.*
E sem precisar olhar para a armadura e sem ouvir um barulho de sua ruina. Albus sabia pela expressão de seu irmão que conseguira executar com perfeição, que a armadura deveria ser nada além de um pó mais fino que polvilho fino. Tinha conhecimento que aquele feitiço era considerado artes das trevas, não proibido, mas muito perigoso, pelo seu modo silencioso de destruir a vitima. E na mesma hora que aquele pensamento cruzou sua mente se arrependeu e viu a repulsa nos olhos de James, grifinorio ele não entenderia.
_ Onde aprendeu? Que feitiço é esse Albus? – perguntou se aproximando.
_ Se me conhecesse saberia. Mas sabe qual é seu problema James? – não esperou por resposta seguindo seu monologo. – Você está mais preocupado tentando ser alguém que nunca poderá ser, vivendo através de uma gloria que nunca será sua, tentando usufruir um poder que só pertence a Harry Potter.
A frieza e deboche em sua voz eram palpáveis e o golpe que se seguiu foi tão rápido que só teve tempo de sentir o gosto de sangue em sua boca e ouvir o grito distante de Rose de algum ponto do salão. James o socara – eram as únicas palavras que povoava sua mente nublada de raiva e ira. Seu irmão que deveria defendê-lo, apoia-lo naquele momento confuso, era o primeiro a lhe atirar a pedra. Estava cansado de tentar entender as atitudes estranhas de James, tentar achar um por que como seu pai costumava lhe aconselhar: ' Ele só faz isso, pois está com mais medo que você. ' – podia ouvir a voz de seu pai em sua mente, mas pela primeira vez a ignorou.
_ Não fale assim do "meu" pai. – gritou James sem nenhum controle e com a varinha tremendo em sua mão tamanha a sua raiva.
_ Não falei do "nosso" pai. Estava falando unicamente de você. Está se tornando surdo James? – perguntou com sarcasmo. – Estava falando da sua facilidade de se camuflar nesse nome para se vangloriar de algo que não lhe pertence. Fazendo-me perguntar: Quem é você? – Esperou por uma resposta, mas ela não veio, fazendo se explicar melhor. – Quem é o James, sem o Potter, só James, quem é? Quem é você James? RESPONDE!
Albus foi suspenso no ar e o próprio ar fugiu de seus pulmões e ficou difícil respirar com sua garganta sendo apertada tão firmemente. Sentiu a farinha de James querendo atravessar sua bochecha tamanha a força empregada nela. Por puro reflexo levou ambas as mãos ao pulso de James que apertava sua garganta tentando afrouxa-lo, por um pouco de ar. Mas James sem duvida era mais forte no mano a mano.
_ Sou melhor que você. Sou algo que nunca vai ser maninho.
_ Talvez sim... Talvez não... – disse entrecortado, mas tentando mesmo sem sucesso soar sarcástico.
E em um minuto estava suspenso no ar e no outro estava no chão com James quase em cima de seu corpo e com seus olhos o fitando e seu irmão lhe perguntou mais calmo, mais urgente:
_ Como pôde maninho? – sabia que somente ele ouvira aquela pergunta, mas fez questão de cada membro de sua família que o encarava ali sem fazer nada como se achasse certo as atitudes de James, como se os próprios o encorajou para tal. Eles também o ouviria.
_ Não era o que tanto queria... O que tanto jogava em minha cara. Pois então os desejos de vocês se realizaram. Por que de vez de me socar James, não está me felicitando ou me chamando de ovelha errante? – Al se pôs de pé, quase derrubando James no processo. – Desapontado James? Pensei que ficaria feliz afinal quem mais sustentava as piadas do que meu próprio irmão? – sua voz não soava com nenhuma nota de provocação, muito pelo contrario, saiu com notas frágeis de cansaços.
James ficou cabisbaixo.
_ Eu nunca... Era brincadeira... Não era para você le...
_ Levar a serio? – terminou por ele. Riu secamente. – Eu não levei. Só que eu aceitei ser diferente.
_ Quando se tornou mal? Você é que nem todos eles, esta os apoiando Severo? – disse James pronto para lhe apertar a garganta de novo, mas se limitou a serrar os punhos.
_ Você sabe que não é assim. Você me conhece, você viveu comigo por onze anos... – Al sorriu docemente abrindo os braços. – Jamy sou eu o Al.
_ Se fosse estaria ao meu lado na grifinoria. Agora não passa de um amante das artes das trevas e traidor do sangue. – seu tom era frio e vez Al recuar um passo. James estava ultrapassando limites que não deveria, que poderia se arrepender e que Albus podia nunca mais perdoa-lo. – Não vai me surpreender em nada quando nosso próprio pai estiver caçando o próprio filhinho. Você me dá nada mais nada menos que asco.
James cuspiu no chão aos seus pés e preparou a farinha para atacar novamente, só que dessa vez Albus não recuaria.
_ CHEGA! JÁ CHEGA! –gritou Rose finalmente os alcançando e quando Albus viu lagrimas em sua face abaixou a varinha e aguardou se acalmando, pois quem estava cansado ali e machucado era Albus, como sempre ficou depois de cada briga com James e aquela ultrapassou limites inimagináveis. Doía, dava medo.
Albus encarou James com a doçura de sempre e sorriu amável, mas não choraria ali mesmo com o nó em sua garganta lhe apertando, lhe sufocando.
_ Eu sinto muito, eu só quero que saiba que sempre será meu irmão.
Sem esperar por resposta começou a andar para a saída do salão. Agora ouvia os professores pedindo passagem, mas não dera ouvidos, pois a única coisa que se permitiu prender em entendimento foi à única frase que preencheu seu ar:
_ Você não é mais nada para mim.
Seus olhos arderam e ficou insuportável a dor em seu peito, mas não ia mostrar fraqueza. Viu pelo canto dos olhos cabelos platinados próximo a entrada parado com os braços cruzados, mas não se prendeu, seguiu seu caminho solitário.
Caminhou para o único lugar que lhe traria um pouco de calma: O lago. Assim que seus pés pisaram na grama, soube que estava sendo seguido e sabia quem era, mas também ignorou. O lago o faria refletir, tomar consciência dos próximos passos que teria que dar. Chutou uma pedra com raiva em direção as aguas calmas, que o estava irritando pela primeira vez. "Chapéu idiota" – pensou com um sarcasmo maligno. –"No que a sonserina iria me ajudar? Quando ninguém me suportava, ou me odiava por uma coisa que nem era minha culpa?". No fundo sabia e sempre soube qual seria seu lugar em Hogwarts e que não seria nada fácil.
"Tenho até medo de pensar na decepção estampada nas feições da minha mãe quando visse no que se tornou." – aquela frase girava em sua mente já fragilizada o entorpecendo. Também tinha medo de pensar no que sua mãe pensaria de seu filho sonserino, tinha medo dela se parecer tanto com os outros Weasley anti-sonserinos, preconceituosos. Jamais saberia. Jamais se perdoaria se soubesse.
Mas no fundo algo lhe gritava que James estava certo, pois os membros da família lhe mostrava isso. Assim como conviveu ouvindo cada membro da família falando mal e apontando uma pessoa por ela ser sonserina. Como no expresso seu tio Rony lançando Rose para cima de Scorpius sem nem ao menos conhecê-lo, mas já o definindo mal pelas atitudes de sua família e casa em Hogwarts.
Sentiu medo, como sempre sentia quando pensava no assunto, pois também seria recriminado, julgado. Pois dessa vez era bem maior, no final James estava certo: Estava sozinho. E a solidão para Albus naquele momento nunca lhe foi tão aterradora.
Jogou-se contra o tronco da arvore mais próxima e escorregou por ela até cair sentado no chão, se dobrou em uma bola e apoiou a cabeça no joelho, sabia que era uma posição fragilizada, mas não se importava nada mais lhe importava, pelo menos não naquele momento.
"Mamãe, papai e todos nós te entediamos Severo até você nos trair.". – Mas ele não traiu ninguém. Será que não viam que ainda era o mesmo, que não havia mudado em nada? Que ainda era o mesmo que odiava guerra, que amava os abraços da vovó Molly. Ainda era o Al.
"Está sozinho maninho." – Os olhos verdes miraram o lago e sua imensidão. Sozinho. Sozinho. Sim estava sozinho. Encolheu-se ainda mais fragilizado com seus pensamentos.
SOZINHO!
Uma lagrima rolou.
Sentiu uma mão afagar lhe os cabelos, fechou os olhos e chorou como não chorava desde a morte de sua mãe. Mas era como perdê-la de novo. A solidão pelo menos era a mesma. Sentiu braços o rodear e uma testa encostar-se à sua.
_ Eu sou um traidor Rose. – seu medo fugiu de seus lábios em palavras sussurradas em um choramingo infantil.
_ Não para mim, nem para Lily e muito menos para seu pai. – a voz de Rose soava como o cântico do pássaro mais belo, lhe acalmando. Era uma bela amiga, uma fiel amiga.
_ E os outros? – perguntou aflito. – E vovó, vovô, tio Rony... Tio George... A nossa família Rose... MINHA MÃE... – o medo gritava, pulsava em cada letra.
_ Al se eles agirem como James, mostraremos juntos o contrario. Sua mãe? Bem, Al não importaria para ela, confia em mim. Pois mães são assim irão nos amar independentes do que somos e de nossas escolhas. Elas nos conhece melhor que ninguém.
Al assentiu. Rose estava certa, não tinha com o que temer, sempre soube quando queria se fazer ouvir e ser compreendido, por que seria diferente dessa vez? Sorriu para Rose a abraçando.
_ Precisa escrever para Lil, ela deve estar histérica esperando sua coruja, sabe o quanto ela se importa com você não sabe?
_ E se eles e se ela ficar desapontada... Eu... Eu estou com medo. Ela é muito importante para mim Rose. – admitiu cabisbaixo.
_ Al, Lil te conhece melhor que você mesmo. Admira-me que não a conheça tanto quanto. Ela sempre soube onde você iria parar. Ela te ama Al.
_ Não está dizendo isso para...
_ É a verdade. Sabe que odeio mentira. Por que te enganaria com isso?
_ ...
_ Se não fizer isso primeiro James contara na versão dele e aconselho também não se afastar da sonserina, tem que conseguir o respeito deles, a sua maneira, ou a estadia lá não será fácil. Sabe disso, sabe como funciona. Além que receberá junto com James uma notificação da diretora pela briga.
Al encolheu.
_ Mal entrei na escola e já estou sendo intimado a comparecer na diretoria se isso não me trouxer prestigio na sonserina, não sei o que trará... – Ambos riram.
_ Foi errado Al, sei que James começou, mas depois conversamos sobre isso. Ok? – assentiu para a prima e amiga.
Ambos se colocaram de pé e Al passou os braços pelos ombros da amiga.
_ Corvinal hem? – Al sorriu e Rose deu-lhe um tapa leve. – Tia Mione vai pirar.
_ Pentelho. – Al fez cara feia e Rose gargalhou. – Queria ver a cara do papai renderia boas risadas.
_ Com certeza, pelo menos ele não vai deserda-la. – disse Al sorrindo a soltando chegando à entrada da masmorra.
_ Boa sorte.
_ Minha sorte quem faz sou eu, Rose. Esqueceu-se? – ela revirou os olhos, mas sorrindo amável.
_ Então boa noite Al.
_ Boa noite Roh.
Ele piscou para ela para em seguida começar a andar para a entrada da sala comunal da sonserina e nesse momento lembrou que não ficou para receber a senha. Respirou fundo e quis se bater, mas só não o fez, pois viu um sonserino que deveria ser do segundo ano saindo da sala.
_ Hei! – chamou o garoto que o olhou curioso e arrogante.
_ O que quer Potter? – sua voz era um pouco mais grossa que a de Al, mas não muito intimidante.
_ Eu não sei a senha. – admitiu.
_ E o que eu ganho com isso? – gostara do menino de aparência latina, direto ao ponto.
_ Faço seu próximo trabalho de transfiguração e garanto nota máxima. – Os olhos do garoto brilharam.
_ Sangue de basilisco. – ele sorriu e sem mais nem menos lhe estendeu a mão. – Christopher Sparks.
_ Albus Potter. – apertou a mão do menino sorrindo. – É só me procurar para me entregar as instruções do trabalho.
_ Gostei do que fez no salão.
_ Não me orgulho muito, afinal era meu irmão. – disse simplesmente e a compreensão tomou conta das íris pretas de Sparks.
_ Entendo esse lance de família, mas o que surpreendeu muitos sonserinos foi o feitiço que usou na armadura. Que feitiço era aquele? – perguntou o latino travesso.
_ Quem sabe um dia eu te ensino.
Sparks riu. Parecia um garoto bastante maroto, de sorriso fácil e cheio de malicia. Mas de uma maneira divertida, não para afrontar ou provocar, apenas para ser divertido e se divertir. Al se pegou sorrindo para o latino.
_ Bom Albus, posso te chamar assim não é? – ele perguntou e Albus confirmou e Sparks prosseguiu. – Bom às coisas ai dentro está bem agitado, sabe como são os sonserinos um bando de fofoqueiros sem nada melhor para fazer e você e o tal de Malfoy são a fofoca e discursão do momento...
_ Discursão? – interrompeu incerto pelas palavras do garoto latino.
Sparks sorriu colocando as mãos no bolso da calça.
_ Bom no seu caso é difícil dizer se é bom ou ruim, pois seu irmão não tem um fã clube aqui na sonserina pelo que percebeu.
_ Não podem me julgar pelas atitudes de James. – disse já ficando nervoso.
_ Calma, diga isso a eles, além deles ainda estarem impressionados com a demonstração de poder que mostrou no salão. – Sparks lhe piscou um olho. – A sonserina esta dividida Albus, grande recepção você nos deu, essa fofoca vai rodar pela sonserina, por pelo menos um mês, ou dois.
Al engoliu em seco e Sparks riu.
_ Não se preocupe depois você não passara de um rostinho bonito. – Sparks vez sinal de continuar seu caminho, mas Albus o parou com suas palavras.
_ E o que todos estão falando de Scorpius?
Sparks o encarou com um brilho travesso.
_ Bom conversa em pé em um corredor não é nenhum de meus melhores programas, vem vamos sentar ali.
Albus o seguiu até um banco de pedra que ficava debaixo de uma janela aberta, ambos se sentaram e Sparks tirou dos bolsos uma tortinha ainda embrulhada de abobora.
_ Servido? – Al negou. – Uma pena esta realmente divina.
Sparks deu uma mordida em seu doce e Al achou engraçado, a maneira do latino comer. O modo como fechava os olhos para degustar e apreciar até o barulho que o doce fazia na própria boca.
_ Ele é seu amigo?
_ Quem? Scorpius? – Sparks assentiu comendo mais um pedaço da tortinha.
_ Não. Meu o irmão o insultou, eu tentei defende-lo, mas ele encarou isso de uma forma negativa.
_ Tcs, Tcs, tcs...
_ O que foi? – perguntou Albus, começando a achar aquela conversa inútil.
_ Ouça Albus, sei que sua família vem de uma linhagem altamente grifinória, não me surpreenderia uma atitude assim vinda de você, mas o Malfoy, bem a família dele é completamente sonserina, toda ela. – Al continuou a encara-lo sem entender. Sparks riu. – Malfoy encarou sua atitude uma ofensa, pois sonserinos não aceitam ser defendidos em brigas individuais, ouça se naquela briga que teve com seu irmão mais algum grifinorio se intrometesse, pode ter certeza que eu ou qualquer um que não tivesse algo contra você levantaria a varinha para ajuda-lo.
Albus se sentiu quente com aquelas palavras no final não estava sozinho. Sorriu.
_ Mas sua atitude com o loirinho durão, bem foi bastante desrespeitosa. Mas pelo que vi no salão ele já pagou a divida. Estão quites. – Sparks comeu seu ultimo pedaço e se pôs de pé. – Gostei de você. Nos vemos por ai Albus. Se quiser uma ajudinha com grifinorios ou mesmos sonserinos, não hesite em me chamar.
_ Não se esquece de me passar seus trabalhos.
Sparks piscou.
_ Não esquecerei isso jamais. Boa noite Albus.
_ Boa noite Christopher.
Albus voltou pesarosamente pelo corredor e assim que se colocou de frente para a entrada sussurrou a senha, a parede se abriu lhe dando passagem à sala que tanto conhecia de seus livros, com seu piso e paredes escuras e moveis antigos e luxuosos, para total conforto de todos. Tudo gritava luxo e alto conforto. Burguesia.
A sala estava lotada por alunos de todas as idades e assim que notaram sua presença viraram para encara-lo. Um menino que deveria estar em seu sexto ano foi o primeiro a lhe deferir a palavra, o impedindo de seu feito de sair dali sem se importar de ser olhado fugindo.
_ Potter se perdeu no caminho, levei uma bela bronca do professor Slughorn pelo seu sumiço Sr. Potter. – o menino de cabelos caracolados pretos de pele branca lhe sorriu, mostrando-lhe dentes brancos e alguns tortos. O sextanista lhe estendeu a mão sorrindo. – Charles Ward, monitor da sonserina.
Albus lhe apertou a mão.
_ Não foi minha intenção causar problemas.
Charles era um garoto forte e de feições firmes, não era bonito, mas tinha algo que fazia as meninas mais próximas derreter por ele o que fez Al revirar os olhos por dentro. Não podia dizer nada sobre a personalidade de Ward, pois para Al era um desconhecido.
Do outro lado um resmungo foi ouvido e o tal loiro- Scott se pôs de pé e caminhou até Albus.
_ Deixe o Scott ele só é um novato, não assuste o menino ainda. Deixe-o primeiro mostrar com quem esta sua lealdade. – disse Ward sorrindo matreiro.
Scott bufou.
Albus sabia que deveria ficar quieto e seguir para seu dormitório, mas ninguém ali tinha o direito de tentar manipula-lo, se queriam saber com quem estava sua lealdade lhes diria. Albus riu baixinho.
Scott o fitou mais firmemente.
_ Algo a dizer Potter?
_ Sim, não quero deixar duvidas. Se quiserem saber com quem esta minha lealdade, direi. – Albus sabia que era um garoto franzino e ainda por cima baixo. Sabia ainda mais que a maioria ali era bem maior que ele. Além de terem poder de tornar sua vida um inferno dentro daquele castelo caso não excedesse as expectativas deles, só que Al não estava ali para saciar a vontade de ninguém se não a sua própria e já estava na hora de deixar claro. Pois quando queria podia ser um pirralho bem irritante. Encarou Scott. – Minha lealdade está com a minha família. Com quem está a sua Scott?
Ele riu debochado.
_ Sonserina. – disse confiante. Albus balançou a cabeça negando.
_ Não, não está. Ninguém é leal aqui a essa casa. Mas se me perguntarem com quem está a minha aliança? – Albus riu afetado para todos. – Ai sim responderia a Sonserina.
Ward se aproximou de Scott e circulou seus ombros com um braço, sorrindo para Albus.
_ Boa resposta, novato. Não é Ebert? – e pela primeira vez naquela noite Scott sorriu e Albus percebeu que aqueles dois eram as cabeças ali na sonserina, pois automaticamente todos voltaram a fazer tudo que deveriam estar fazendo, seja lá o que for.
_ Bom se o interrogatório chegou ao fim vou para meu dormitório. – Ward riu e Scott circulou sua cintura com o braço. Mas Albus não se prendeu a esse detalhe, mas sorriu.
_ Pode ir para onde quiser Potter, mas temos umas regras básicas aqui na sonserina, não perca pontos e se for aprontar não seja pego. Saímos todos para o café da manhã às 07h30min em ponto. – disse Scott serio.
_ Vão todos juntos? – perguntou surpreso.
_ Seja lá o que ouviu de nós em sua família Potter, mas se sua aliança esta com agente precisara de nosso apoio assim como todos aqui. Um sonserino sozinho desprevenido nesses corredores independente da idade vai ser alvos fáceis para brincadeiras de mal gosto de seu querido irmão e sua tropa. Somos minorias aqui nesse lugar se não nos dar apoio quem irá? – disse Scott bem serio.
Como se não pudesse mais se surpreender aquela noite Albus se pegou olhando com certa admiração a Scott. No final o chapéu estava certo sonserina poderia lhe ajudar a conquistar seus feitos e objetivos. Poderia mostrar que ser diferente, não era ser mal.
Assentiu.
E Al se lembrou que não sabia o que tinha acontecido a Scorpius, mas não podiam questionar Scott ou Ward, pois poderia colocar Malfoy em maus lençóis. Olhou ao seu redor, não seria difícil encontrar uma cabeleira platinada ali, mas minutos depois soube que Scorpius não se encontrava na sala comunal.
Albus o tirou de sua cabeça. Tinha uma carta para escrever e uma cama para se jogar e se permitir esquecer que tinha um irmão.
Avistou as escadas que levava para os dormitórios e as subiu pesarosamente. Assim que ficou de frente para o enorme corredor, pensou mais uma vez que não sabia qual era seu quarto, foi pensamento rápido que logo dissipou assim que uma plaquinha em prata lhe chamou atenção.
Leu-se: Charles Ward, Robson Sheldon, Kemp Epson e Torrance Richard.
Respirou aliviado e percorreu os corredores lendo cada placa. Não demorou em encontrar seu nome, mas o que o fez pensar duas vezes antes de entrar no quarto foi apenas duas palavras escrita logo depois de Albus S. Potter...
Scorpius H. Malfoy.
Respirou fundo e com toda sua coragem girou a maçaneta desejando que o loiro não estivesse ali.
_S2_
Nota: Olha só capitulo antes do prazo... Hummmmmmm eu devo ser uma autora muito, mas muito querida... hummm?
Agora tenho que falar gente que briga foi essa? *o* chocada...kkkk ( como a propria autora ficou chocada, nao me pergunte...kkkk)
Albus é tudo de bom fala serio *¬* tcs puxou o pai claro... sensivel, mas seguro de si... ( cara de orgulhosa) kkkk
Scorpius tambem, até protegeu o nosso Albus... *aperta scorpius* kkk
Mas quem quer morte ao James? - calma gente nao o mate ainda, ele só esta sendo um menino malvado, mas ele ainda tem cura... ;) vamos dá uma chance ao coitado grifinorio... *por isso nunca gostei de grifinorios, primeiro bate e depois pergunta, afff*
Mas espero de verdade que todos tenham gostados, pois nossos dois sonserinos tem muita coisa pela frente e em mais uns dois capitulos entra Drarry crianças *pula loucamente* ... respirem e continuam comentando o que acharam dos nossos novos amores... ;D
Como nao podia faltar aperitivo, ai vai ele Capitulo 5 - Nao somos nossos pais...
"... Demorou um pouco para Scorpius sentir aquela sensação que se sente quando esta sendo observado. Abaixou o livro e por cima deste sua visão captou os olhos intensamente verdes de Albus Potter e sentiu aquela sensação de formigamento, mas a ignorou, afinal era bom em ignorar as coisas, depois que teve um treino bastante intenso em ignorar os gritos de sua mãe e brigas constantes de seus pais.
E se pegou tentando ignorar Potter. Deixou seu olhar frio e feições neutras penetrar o moreno e voltou a ler, mesmo depois de alguns segundos se pegara lendo a mesma palavra e amaldiçoou Potter pela sabe quantas vezes aquele dia.
Viu pelo canto do olho Potter caminhar por entre as camas e encolher os ombros ao ver a própria cama ao lado de Scorpius. "Bem vindo ao clube Potter, também me frustrei com a distribuição de camas..." – pensou, mas seus devaneios foram interrompidos pela voz fraca do outro.
_ Obrigado por...
Scorpius levantou as vistas de seu livro e o encarou com frieza, mesmo se compadecendo pela maneira que o outro se encolheu e engoliu o que ia falar. Scorpius poderia ter sorrido da cena, mas precisava ter certeza se Potter não estava brincando consigo, como tantos ali estavam dispostos.
Scorpius ainda o viu serrar os punhos por ter perdido a compostura em sua frente. Poderia até gostar de ser amigo do moreno a sua frente, no final das contas."
O que sera que saira daí amizade ou a tão conhecida rivalidade entre Malfoys e Potters?
Reviews!
Obrigada a todos que leram e bom final de semana ;)
Um super beijo e abraço de urso...
Jessy
S2
