N/A: Boa noite, Brasél! Ou melhor, boa madrugada HUDAADHUHAUDHUADUHAD' Isso tá passando rápido demais gente, que isso? Capítulo 4, já?

Eu sei que vocês estão comendo os dedos de curiosidade (ou não), pós capítulo tenso 3. Então, vos deixarei a sós com o 4° capítulo, que é, por enquanto, o capítulo favorito da nossa beta.

Preparem-se para uma overdose de Jasper - MUAHAHAHAHA

Betado pela Bru Moraes *-*

Enjoy!

4 – Be somebody

O sol nascia e Jasper já estava em pé. Inquieto. Sem camisa. Apoiado na janela que dava para avenida movimentada ele observava. Nada em mente além do desafio que só viria às 10 da manhã. Jasper sabia cada detalhe da vida de Josef Tardin. Edward chegara após às 11 da noite, dando a chance para que Jasper lhe contasse sobre Josef. Edward aceitou, mesmo com um pé atrás.

Às 8 e meia, Jasper vestia uma camisa, calça e sapatos sociais. Estava ridículo! Ele riu olhando-se no espelho. Esse não era Jasper Whitlock. Após trocar de roupas por várias vezes, Jasper resolveu pela camisa branca, o jeans surrado e botas de couro.

— Dá pra parar de fazer barulho? Alguém com vida social está tentando dormir! – Edward abriu a porta, sonolento, com os olhos entreabertos.

— Cara, já são 09 e meia – Jasper estreitou os olhos, encarando um Edward de olhos pesados e sua eterna amiga: sua cueca samba-canção – Estou indo encontrar Josef, encontro com você lá?

— Caramba! O negócio lá! – Edward correu para o banheiro, largando sua peça de roupa no meio do corredor. Logo abriu o registro do chuveiro.

— Até mais – Jasper riu andando até a porta.

— Jasper, se você passar por aquela porta, você é um homem morto! – A água gelada do chuveiro caiu com força sobre o corpo de Edward, que deu um berro – Isso foi de propósito?

— Isso o que? – Jasper deu uma gargalhada estrondosa, batendo a porta trás de si.

x-x

Josef empurrou a porta atrás de si, fazendo com que ela batesse com força. Henri pulou da cama por causa do barulho.

— Delicadeza, o que você está fazendo no meu trailer? – Henri arqueou uma sobrancelha enquanto se sentava na cama.

— Acabei o roteiro de hoje – Josef sorriu – Entregue aos atores! – Sua voz era autoritária. – E se quiser... Pode ler também.

— Ha-ha-há - - Henri zombou. – Mais alguma exigência, majestade?

— Gostaria de saber quem é o responsável pelo elenco! – Henri franziu o cenho, não entendo a pergunta de Josef.

— Ora, está falando com ele! – A voz de Henri era arrastada, mostrando o quão óbvia era a resposta.

— Bom, hoje irei fazer alguns testes com atores para o novo papel, se quiser vir... – Josef se encaminhava para a porta quando Henri saltou da cama.

— O que? Que audácia! – A voz de Henri subiu alguns tons, sendo quase um grito histérico.

— Audácia? Os personagens são meus! Eu é que sei quem é bom o suficiente para fazê-los! – Henri e Josef se encararam.

— A que horas é o teste? – Henri cruzou os braços, sustentando o olhar de Josef.

— Às 10 da manhã – Um pequeno sorriso se formou nos lábios do homem. Ele vencera, sabia que vencera.

— Às 10 da manhã estaremos gravando! – Henri sabia o que ele queria. Escolher, por si só os atores. Josef nunca estava errado quanto a eles. Seria um sucesso e os créditos pertenceriam ao roteirista, como em todos os seus trabalhos.

— Bom... É uma lástima que não possa estar conosco! – Disse Josef com sarcasmo, sua grande característica.

— Não, não é! – Henri sorriu largo – Excepcionalmente hoje, as gravações começarão às 11 horas.

x-x

Bella gemeu com reprovação ao ouvir o toque abafado do celular. Com os olhos ainda fechados ela pensava se atenderia ou não, porém, o aparelho vibrava incansavelmente embaixo do travesseiro da própria, que bufou.

O nome Alice chamava atenção enquanto o visor piscava.

— Bom dia Belinha – A voz de Alice era disposta, o que fez com que Bella pegasse o relógio que jazia no criado mudo.

— Oito e meia, Mary Alice Brandon? – disse Bella com a voz rouca devido ao sono – Você não tem nada pra fazer não, hein? Gravar, ligar pro seu noivo, uma roupa pra lavar, dar pra alguém, dormir, sei lá!

— Belinha, não seja ranzinza, sim? – Alice riu enquanto Bella sentava na cama. – E obrigada por lembrar-me sobre ligar pro Bradley!

— Oh! – disse Bella com um tom afetado – Fico feliz por ter ajudado, Sra. Brandon!

— Debochada – Alice rolou os olhos – Por favor, avise o seu porteiro que estou chegando e espero que você esteja pronta, de banho tomado e café pronto quando eu chegar!

— Sou sua escrava agora?

— Belinha, não complica! Hoje as filmagens começam mais tarde, então, pensei que poderíamos aproveitar o dia para fazermos coisas de garotas - Bella conseguia visualizar os olhos brilhantes de Alice, e isso não lhe agradava, não mesmo.

— Não estou gostando nenhum um pouco dessa conversa – Bella bufou. – E também, porque as gravações começam mais tarde?

— Algo com, "adições no elenco". – Bella sabia exatamente do que se referia. Josef Tardin - Belinha são apenas compras com sua melhor amiga da adolescência, a qual você ama e porque não dizer que idolatra também e...

— Alice, vá pro inferno! – Alice gargalhou enquanto Bella se tampava até a cabeça.

— Belinha...

— Adeus! – Bella desligou o aparelho e jogou-o na cama espaçosa.

Bella tinha total consciência do que viria. Alice chegaria e faria com que Jones, o porteiro, abrisse para que ela entrasse, não duvidando que ele lhe desse uma cópia da chave do apartamento. Alice tinha tudo nas mãos. O controle de tudo e todos e com certeza não havia nada que a baixinha simpática não conseguisse. Bella sabia e muito bem disso. Decidiu levantar-se e se aprontar, afinal, encararia o furacão Alice de qualquer forma.

x-x

Jasper olhava ansioso o relógio de pulso. Nunca o usara, então, sentia-se incrivelmente estranho. O presente do pai reluzia majestoso em seu pulso, anunciando às 10 da manhã. Jasper imaginava o porquê de estar o usando, mas não encontrou.

— Jasper... Whitlock? – A voz enjoativa carregava uma prancheta. Josef.

— É um prazer – Jasper sorriu, esticando a mão direita para o homem, que a ignorou.

Josef levantou o olhar para encará-lo. Começou pelos pés. As botas de couro, eram de tamanho 42? Aproximadamente. O jeans surrado fez com que torcesse a boca para o lado, tentando entender se a escolha fora condizente ou um erro. A camisa branca tinha as mangas dobradas até os cotovelos e dois botões abertos. Marcava com perfeição os bíceps definidos e os ombros largos. E então, finalmente chegara a seu rosto. Os cachos loiros caiam com perfeição sobre o rosto. Os olhos verdes de Jasper fizeram com que Josef se lembrasse dos belos colares de esmeraldas da sua família. Os lábios bem desenhados emolduravam um sorriso simpático, que foi se desfazendo ao longo da análise de Josef. Sempre fora bom em "desvendar" as pessoas. Conseguia ver sua alma através de seus hábitos ou brincava de imaginar quem fora no colegial, o que fazia da vida. Uma cicatriz na unha do dedo médio poderia significar um grande segredo, ou algo inútil, como na maioria das vezes. Josef o encarou por longos minutos e algo o surpreendeu. Analisara Jasper de todos os ângulos e chegara somente a uma conclusão. Não o entendia. Os cachos angelicais e o rosto bem desenhado poderiam render a Jasper um papel perfeito de anjo, porém, os olhos verdes eram misteriosos e porque não, perigosos. Os lábios clamavam por contato. Até a mais puritana das mulheres se deixaria levar pelo "conjunto da obra", como Josef gostava de chamar. Josef não o codificava. Jasper era um mapa em códigos pré-históricos. E isso o incomodava.

x-x

Edward chegara às instalações com 15 minutos de atraso, cabelos desgrenhados e arfando violentamente.

— Edward Cullen se apresentando, senhor – Edward riu com a piada, sendo observado pelos semblantes sérios de Jasper, Henri e Josef.

— Está atrasado, meu jovem – Henri arqueou uma sobrancelha.

— Claro! – Ele sorriu sem graça – Eu peço desculpas por...

— Não tem problema! – Os olhos de Josef brilharam.

Edward e Jasper se entreolharam, surpresos.

— Veja esse rosto! – Josef correu ficando na ponta dos pés para alcançar o rosto de Edward. – Veja a perfeição dos traços! – Os dedos do homem percorriam a extensão de seu rosto, enquanto Edward o encarava apavorado. – Seus pais fizeram um ótimo trabalho, meu jovem!

— Obrigado? – Edward franziu o cenho encontrando um Jasper que prendia o riso.

— Vamos começar logo esse teste? – Henri interrompeu o "momento íntimo" de Edward e Josef.

— Vamos! – Josef respondeu radiante.

Os testes foram mais longos do que o esperado. Josef estava à procura de um músico. Mais do que isso, queria um talento, desconhecido, mais um para seu grande arsenal de talentos. Testava suas habilidades com os instrumentos, suas vozes, suas interpretações e até suas habilidades para improvisar.

Josef não tirava os olhos de Edward.

— Ok meus rapazes – a voz de Josef era plena e clara – precisarei de alguns minutos para confirmar o que já decidi!

Jasper suou frio. Edward seria o escolhido, obviamente.

— Nós precisaremos – Henri corrigiu, encarando o roteirista que rolou os olhos.

— Que seja! – bufou Josef.

— Com licença, senhores.

Em poucos segundos, Jasper e Edward estavam sozinhos em frente às câmeras que estavam desligadas.

—Wow! – soltou Edward.

— O quão insano é isso tudo? – Perguntou Jasper andando até o cenário. – Quantos milhões você acha que tem aqui?

— Acho que alguns do meu pai, alguns da sua mãe e quem sabe desse para cobrir – disse Edward com desdém, fazendo com que Jasper rolasse os olhos. – Por que nunca entramos para esse ramo antes?

— Claro! Carlisle ficaria incrivelmente feliz em gastar metade de sua fortuna para promover um filme do seu filho mimado – zombou Jasper.

— Você devia ser comediante Jasper, sério – Edward encarou o amigo.

— Também amo você, amorzinho – Jasper riu sendo interrompido por Henri e Josef, que já estavam de volta.

— Que rufem os tambores! – a voz de Josef transmitia tamanha felicidade do homem, fazendo Henri rolar os olhos.

Jasper e Edward se encararam, um sorriso estampado nos rostos dos dois. Quaisquer que vencessem, seria uma vitória dupla. Afinal, ambos teriam o apartamento reformado.

— Edward... – Josef andou até ficar de frente para ele – Você é magnífico, rapaz! Porém, não me surpreendeu – Josef deu de ombros – Era exatamente o que eu esperava.

Edward sorriu. "Tarefa cumprida".

Jasper sabia o resultado de tanta animação.

— Jasper... – Josef suspirou – Você é... Eu não lhe compreendo, essa é a verdade! – Jasper franziu o cenho. – Seus cachinhos dourados não se encaixam em nada a esses olhos verdes e ao peso que eles representam! Sua voz rouca é incrivelmente o oposto do que ela deveria ser. Ela não acalma, atiça. Ela não informa, ela seduz! Você é um mistério para mim, meu rapaz e isso me incomoda!

Jasper manteve os olhos em Josef, sem nenhuma palavra. Nunca imaginaria tais coisas de si mesmo. Para ele, sempre fora um homem normal, nada fora do comum. E agora, tinha um inventário completo sobre si e suas atribuições, totalmente desconhecidas dele. Jasper remoia cada palavra de Josef e cada vez mais, sentia como se não se conhecesse.

— E então... – Henri sorriu – decidimos que... – Josef o interrompeu.

— Jasper, o papel é seu! – Josef sorriu, estendendo a mão para o loiro, que o encarava incrédulo – Paul é perfeito para você, seria insanidade da minha parte se o papel não fosse seu!

Ainda sem nenhuma palavra, Jasper estendeu a mão, para o aperto firme.

— Por favor, Edward, seria uma honra se você se encontrasse com Steve, o responsável pela trilha sonora! – disse Henri com um sorriso simpático – Precisamos de algo seu no filme!

Edward o fitou incrédulo, agradecendo milhares de vezes pela oportunidade.

— Jasper, suas cenas se iniciam amanhã, porém, vou lhe dar a chance de ter o roteiro com antecedência, por ser seu primeiro papel... – Jasper sorriu enquanto Josef procurava as folhas em sua maleta – Aqui! – ele esticou o bolo, contendo cinco folhas, mas o puxou de volta – Isso é precioso! E não deixe com que NINGUÉM, incluindo a equipe ou qualquer um dos atores encoste nisso, estamos entendidos?

— Com certeza – Jasper assentiu.

— Nos vemos amanhã – Josef sorriu e seguido por Henri, deixou o local.

Edward correu até o amigo o parabenizando. Nesta manhã, Jasper Whitlock era somente... Jasper Whitlock, o músico de barzinhos de Nova York. 28 anos. Filho de Randee Whitlock. Irmão de Rosalie Whitlock. Dividia apartamento com Edward Cullen desde o fim do High School. Agora, Jasper tinha uma chance em um milhão de fazer valer. Fazer valer cada segundo de sua vida. A chance de aparecer, enriquecer, de ter estabilidade. Jasper precisava dessa chance, dessa guinada, e havia conseguido. Por mérito seu. Único e próprio. Pegou o roteiro com as duas mãos, avaliando o nome central, com letras bonitas. Porém, foram as letras miúdas no rodapé da folha que chamaram sua atenção. Com Alice Brandon, James Rogers, Angie Garner.

Um arrepio percorreu da ponta de sua espinha até o dedo mínimo dos pés. Estava perdido.

Given the chance, I'm gonna be somebody
If for one dance, I'm gonna be somebody


N/A: Eu devo sonhar desde CRIANÇA pra fazer essa cena do Edward com o Josef. Sorry, eu não resisti! LOL Vocês viram? Jasper não é uma múmia mal humorada que só sabe pensar, respirar Alice. Ele também sabe ser bem palhacinho. Tava sentindo saudade dele assim, pelo menos na minha cabeça ele é assim hahahaha'. Pois então, o que vai acontecer? Alice? Jasper? Angie? Todos no mesmo ambiente! Cenas do próximo capítulo hahahaha

P.s: O capítulo de hoje, patrocinado pelas Organizações Tabajara, tem como título a música ~~MARAVILHOSA~~ do Kings of Leon - Be Somebody. Vale ~~MUITO~~ a pena conferir. Palavra de quase-fã HAHAHAHA'

Boa semana e me digam o que estão achando! See ya, tropa (:

N/B: JASPER É LINDO! EU AMO ELE FOREVER! E esse capítulo é maravilhoso (:" HUAHUAUHAUHAUHAHUAUHHUAUHA