Disclaimer um: Os personagens de Harry Potter pertencem a JKRolwing eu só me divirto com eles.
Disclaimer dois: Essa fic é uma TRADUÇÂO com o consetimentos de suas autoras Utena Puchico e Angeli quem estiver interessado em ler essa fic no idioma original basta acessar o site SlasHeaven e procurar pelas autoras.
Resumo:Transcorridos sete anos desde final da guerra. A s Trevas dominam o Mundo Mágico e muitas coisas mudaram sob a ordem do novo Lord Tenebroso: Lucius Malfoy. Nesse novo mundo onde a elite domina um homem tem a vida que lhe dá prazer (mas graças a um trabalho que ninguém quer ter), e este mesmo homem despertará no Lord sentimentos que ele não deveira ter para magos de sua "classe".
Sim...pra variar...um novo Lucius/Remus entre outras.
Casal principal: Lucius/Remus
Casais segundarios: Severus/Bill, Blaise/Ron, Cassius/George, Draco/Harry, Ethan Nott/Arthur Weasley... Entre outras.
Avisos: Esta fic é totalmente AU, contém cenas de sexo e mpreg se você não gosta não leia, me faça esse favor...
Beta: Ginka Black que fez um trabalho excelente, como sempre...
Capitulo 3: Noticias desde Hogwarts (parte II)
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- E? O que nosso querido Roddikins fala? – Fred perguntou ansioso.
O licantropo sorriu e ao desviar o olhar para a carta de Ronald pode ver três pares de olhos ansiosos pelo começo da leitura.
- Vamos papi lê! Eu gosto muito das cartas dos tios. Ainda mais quando falam das coisas que fazem nesse castelo gigante – os olhos brilhantes de Lucas deram outro calafrio em Remus. Pobre Hogwarts se seu filho um dia chegasse a pisar no seu solo.
- Bom... – pigarreou antes de começar a ler.
"Irmãos, Remus e Lucas:
Como estão? Eu devo admitir, muito a meu pesar, que estou bem, junto com minha filha e com ESSE bicho que se diz meu amo e senhor... Claro.
Os gêmeos soltaram uma risada divertida, enquanto Remus negava com a cabeça e sorria com o sarcasmo de Ron.
Meus dias transcorrem imersos em distintas tarefas do lar, uma vida muito diferente daquela que sonhei quando saísse do colégio. Para trás ficaram muitos sonhos...
Castelo Malfoy... dias atrás (outra vez).
Ron escovava o cabelo de sua filha, hoje a pentearia fazendo duas tranças e depois colocaria fitas no cabelo que combinassem com seu vestido azul. Estas tarefas Mirels, a babá que Blaise tinha trazido para cuidar de sua filha, podia fazer, mas o ruivo gostava de cuidar ele mesmo de sua filhinha. Embora procurasse que a babá passasse um tempo com a menina, não queria ser a causa de que ela tivesse que voltar às masmorras ou que fosse enviada a cumprir alguma tarefa desagradável.
- Papi... Onde está meu pai?
O homem fez um grunhido antes de sorrir para sua filha.
- Ele saiu com tio Theodore meu amor.
Ao que parece sua resposta satisfez a curiosidade da menina, que voltou sua atenção para sua boneca "Amy", que era idêntica a ela. Blaise tinha mandado fabricar com um famoso desenhista de brinquedos, que criava estas bonecas especiais por encomenda. É claro, seu preço era alto, mas nada comparado em satisfazer os desejos de sua pequena. Ron obviamente tinha reclamado (como reclamava de tudo o que seu... Concubino? Amante? Senhor?... fazia), mas desta vez teve que se acalmar ao ver o sorriso de sua filha.
Blaise Zabini aliás, o bicho, tinha saído com Theodore Nott, que estava perto de se casar com Neville Longbottom. O castanho estava ajudando seu amigo com os preparativos legais do casamento. Tinha jogado uma indireta ao ruivo dizendo que estava treinando para quando fosse seu próprio casamento, por isso ganhou um olhar fulminante e uma semana de gelo por parte do ruivo.
No entanto a imagem de um sorridente Blaise lhe pedindo em casamento veio a sua mente junto com outras lembranças.
Flash back inicio...
Ronald Weasley despertou assustado, a última coisa da qual se lembrava era o esconderijo no qual se refugiava com sua família e outros membros da resistência tinha sido descoberta e atacada pelos homens de Malfoy.
Tentou se levantar, mas uns braços fortes o impediram. Um perfume conhecido, mesclado com o aroma natural dessa pessoa lhe indicou de quem se tratava.
- Blaise...?
- Tranqüilo Rony – o castanho acomodou umas almofadas para que o ruivo ficasse semi-sentado.
- Onde estou? – murmurou rouco, enquanto levantava um braço sobre seus olhos para impedir que a luz machucasse seus olhos.
- Em meus aposentos.
- Na mansão Zanbini?
- Não... – Blaise titubeou antes de responder – Estamos no castelo Malfoy.
Ron abriu os olhos pela surpresa dessa revelação e tentou se sentar, mas se precipitou novamente contra os travesseiros ao sentir uma tontura.
- Por favor, Ron você tem que ficar quieto. Você bateu a cabeça durante o...
- O estou fazendo aqui? Onde estão meus pais e meus irmãos? Me fala onde eles estão! – gritou Ron vermelho de fúria, mas olhando Blaise com preocupação refletida no rosto.
- Rony...
- Não me chame dessa maneira – gritou novamente. Um sentimento de traição se formando em seu coração.
- Se você se acalmar, beber a poção que um elfo vai te trazer e comer alguma coisa te explico tudo – disse o castanho firmemente.
O ruivo concordou, pois não tinha outra solução. Sem criar problemas Ron bebeu a poção, que tinha um sabor horrível, a bebida lhe trouxe imediatamente uma sensação de alivio do mal estar que sentia. Depois de uns minutos começou a comer uma grande quantidade de comida que os elfos tinham levado, tinha muita fome, pois permaneceu inconsciente por vários dias. E em se tratando de Ronald Weasley, quer dizer que... comeu sem mastigar.
- Começa a falar Zabini – grunhiu.
Blaise fez uma careta ao escutar o áspero "Zabini" e depois suspirou, seria muito difícil esta conversa. Ele conhecia Ronald muito bem, pois foram namorados durante anos, até que a guerra os separou. Ele tinha vivido na própria pele os ataques de seu caráter.
- Há uma semana, o departamento de inteligência de Lord Malfoy descobriu o lugar onde vocês estavam escondidos. O ataque ao esconderijo foi preparado em pouco tempo. Eu ia com o grupo de assalto, atacamos de surpresa, por isso encontramos pouca resistência – Blaise abaixou o olhar – Por causa das explosões que houve na caverna você recebeu um golpe na cabeça e desmaiou. Esteve inconsciente por vários dias, eu me encarreguei de você há três dias por isso que você está nos meus aposentos.
- E meus pais? – o ruivo deixou o garfo sobre a bandeja.
- Eles estão bem, seu irmão Percy está cuidando deles. Estão em perfeitas condições... eu juro.
- Esse maldito traidor... – resmungou e mandou um olhar duro para o sonserino – não acredito em você nem em suas estúpidas promessas.
Os nervos de Blaise aumentaram.
- Ron eu...
- E meus irmãos? – cortou não desejando escutar mais explicações tontas.
- Willian foi feito prisioneiro, mas não se preocupe. Ele agora está com Snape e vão se casar logo.
- O que?!
- Você sabia que eles se amavam.
- Sim, mas... – Ron soltou um grunhido. Vou ser cunhado de Snape. Merlin!.
- Charles fugiu do lugar junto com vários de seu amigos. Entre eles, pelo que sei estão Granger, Thomas Finnigan esses são os que eu me lembro – Blaise fez uma pausa – Longbottom está com Theo... eles mantinham uma relação desde o colégio.
O ruivo concordou. Ron não perguntou nem pelos gêmeos nem por Ginny, pois desconfiava que eles estivessem escondidos em outro lugar.
- E eu o que faço aqui?
- Eu estou cuidando de você.
- Por que...? Não entendo como seu senhor... – a palavra foi dita com total ironia – permitiu tal coisa.
Zabini deixou a cadeira na qual se encontrava, se aproximou da cama e retirou a bandeja das pernas de Ron. Depois se ajoelhou perto dele e pegou uma das mãos do ruivo.
- Ron já passou um ano desde que nos separamos, por situações horríveis, das quais não tem necessidade de mencionar... – Blaise negou com a cabeça – Eu não deixei de te amar Rony, eu ainda te amo e embora as circunstâncias não sejam as melhores, podemos ficar juntos novamente... casa comigo Ronald Weasley.
Os olhos azuis de Ronald se abriram incrédulos.
- O que...? Não, não... eu não posso – o ruivo se aferrou as mantas – Você... não... você preferiu seguir seu Lord Tenebroso em vez de ficar comigo... já não posso acreditar em você de novo.
- Por favor, Ron... aceita. Como você mesmo disse meu Senhor não aceitou mansamente que Bill, Neville ou você entrassem no castelo. Tivemos que realizar um pacto, o pacto sclavus – Blaise fechou os olhos com dor – Suponho que você sabe que desde que esse pacto foi selado você é meu escravo e eu sou seu senhor...
- Não pode ser... – murmurou o ruivo levando as mãos à cabeça.
Zabini se levantou depressa e abraçou o Weasley.
- Fica calmo Ron, eu nunca te obrigaria a nada. Além do mais se a gente se casar o pacto se rompe e você recupera seus direitos.
- Me larga!!! – Ron se desembaraçou do abraço o olhando com fúria. Era duro ver esses belos olhos azuis com tanto rancor – Sai daqui! Não posso acreditar que você fez esse pacto! Eu teria preferido apodrecer nas masmorras do maldito Malfoy do que ser seu escravo!
- Ron entende foi necessário...
- Foi necessário pra você! Para me ter como um vil animal doméstico! – se derrubou novamente na cama – Some daqui Zabini... eu te odeio.
Ron se voltou na cama e cobriu seu rosto com a manta.
Zabini suspirou e decidiu sair do lugar. Sem duvida, isto não era tão ruim como ele imaginava. Já que seu ruivo era conhecido por recorrer à violência física quando estava com raiva.
Depois dessa primeira vez, o castanho tentou uma vez mais lhe pedir em casamento, foi durante o casamento de Bill e Severus, mas o ruivo jogou o prato de sopa que bebiam nesse momento na cabeça de seu amante como chapéu. Nem é preciso dizer que Zabini foi objeto de piadas por parte de todos seus companheiros.
Os primeiros meses foram difíceis, muito difíceis para os dois. A companhia de seu irmão e ter encontrado Harry, quem tinham dado como morto ou desaparecido, no castelo eram as únicas alegrias para Ron. Embora, este não podia negar que Blaise se esforçava para fazê-lo feliz... mas ele não podia aceitá-lo ...se tinha uma coisa que os grifinórios eram persistentes era em manter seu orgulho. E esse orgulho tinha sido pisoteado quando Blaise aceitou fazer aquele pacto...
Flash Back final...
Quantas vezes Blaise tinha lhe pedido em casamento durante esses anos? Mais de quinze, Ron se lembrava de cada uma delas e cada desplante que fez depois do pedido, seu olhar triste e como conseguia seduzi-lo com seu olhar desiludido, seu perfume, o calor de seu corpo... O muito degenerado! No entanto, tinha que admitir que os pedidos eram muito engenhosos... como suas recusas.
Não pode evitar grunhir aborrecido com o castanho e consigo mesmo.
- Papi por que grunhe?
- Não é nada meu amor, só me lembrei de algo feio – sorriu acariciando a cabeça de sua filha.
Isabella olhou seu papi com as sobrancelhas franzidas.
- Papi... você gosta do pai?
Mais uma vez sua filha lhe fazia a mesma pergunta, ao que parecia a menina percebia quando seus pensamentos se dirigiam a seu outro pai.
- ... – Ron suspirou – Sim amor... eu gosto – o ruivo era capaz de mentir para si mesmo, mas não podia enganar sua filha. Só que eu acho que o amor entre nós se perdeu, gostar não é o mesmo que amar...
Os olhos castanhos de Isabella brilharam de alegria.
- Eu gosto dos dois! – a menina abraçou seu papi.
- Eu também te amo Isa – beijou sonoramente sua bochecha – Agora vamos com tia Ginny ela e Mirels vão cuidar de você e de seus primos, enquanto Bill e eu ajudamos tio Nev com seu casamento.
- Eu vo ter um vetido lindo né?
- Sim princesa... Beth e você terão lindos vestidos e lançarão pétalas de flores na cerimônia.
A menina aplaudiu fascinada.
- E quado você e papai se case também?
- Eh... – sentindo o rosto arder Ron mudou de assunto rapidamente – Vamos tenho certeza que Ginny tem sorvete pra vocês.
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Os olhos azuis de Ron percorriam a figura de Neville, que se encontrava parado enquanto o alfaiate francês fazia os ajustes em seu traje. Bill e Harry também estavam no lugar, acompanhando seu amigo.
O castanho suspirou cansado.
- Tranqüilo senhor Longbottom – falou o alfaiate com seu sotaque francês – a confecção do traje de casamento é uma obra de arte.
Neville olhou para seus amigos com uma cara que dizia claramente "salve-me", mas estes só lhe devolviam um rosto sorridente e um olhar divertido.
Uma vez terminado o martírio o castanho pode relaxar uns minutos.
- Casar é muito complicado... estou morto – Neville escondeu seu rosto entre seus braços ao se deitar sobre a mesa.
- Se o casamento não fosse tão apressado... – Harry cantarolou com alegria.
O tímido jovem se ruborizou.
- Eu... eu bom...eu...
- Tranqüilo Neville, ninguém está te julgando – Bill falou – Harry só estava brincando.
O moreno assentiu, para confirmar as palavras de Bill, só que isso não fez com que seu rubor desaparecesse.
Ron que engole nesse momento um pedaço de bolo, falou com um pouco de esforço.
- Realmente não sei porque você vai se casar com esse homem.
- Flash back inicio -
Neville suspirou, enquanto recolhia as sobras do jantar que tinha preparado para seu... namorado. A tensão entre eles aumentava cada vez mais. E o pior de tudo é que essa tensão não era qualquer uma, senão tensão sexual.
Lavou os pratos, sem se importar com o olhar horrorizado do elfo que tinha em seu lar. É que necessitava ocupar sua mente com alguma coisa. Estava assim quando sentiu uns braços rodearem sua cintura e uma cálida boca atacar seu pescoço.
- T-Theo... – murmurou.
- Por que você faz isso...? – sussurrou fazendo com que os joelhos do grifinório se convertessem em gelatina.
- Eu... só... me dá prazer – murmurou. Sua respiração se conteve em seu peito quando sentiu uma das mãos de seu namorado entrar pela sua camisa e tocar sua pele.
- Se você diz... – disse antes de girar o pequeno corpo entre seus braços e beijar com impaciência os lábios finos de Neville.
Como de costume o castanho se derreteu nos braços do garoto que amava. Era consciente que cada vez ficava mais difícil manter a idéia de chegar virgem ao casamento. Tendo esse tipo de beijos e caricias todos os dias ficava muito difícil não jogar tudo para o alto e se deixar amar por Theodore ali mesmo... na mesa da cozinha, como animais selvagens.
Rompeu o beijo sacudindo a cabeça para afastar esses pensamentos de sua mente. Mas isso se tornou difícil quando sentiu os lábios de seu namorado morder seu pescoço e como sua mão ia se adentrando em suas calças.
Quando a mão de Nott se fechou sobre seu traseiro, Neville soube que tinha que fazer algo com seu estado civil antes de enlouquecer. Depois de tudo já tinha demorado demais para tomar esta decisão.
- Flash back final -
- Ron eu amo Theo... – as bochechas de Neville voltaram a se colorir – Ele tem respeitado minha decisão durante todo este tempo, ele foi muito paciente... mas quem não pode esperar mais sou eu... – o rosto do castanho ficou mais vermelho... se é que isso era possível.
O ruivo bufou antes de levar outro pedaço de bolo a boca.
- Ron... o fato de você não aceitar que ama Blaise, não que dizer que Nev deva viver da mesma forma – disse Bill olhando seu irmão.
- Que eu o que? – Ron explodiu – Não, não... eu nunca vou voltar a amar esse bicho... esse... Não e não...
- Aceita Ron e seja feliz... se você continuar assim alguém pode tirá-lo de você – Harry falou.
- Não... mas eu...
- Antes de Ron continuar mentindo pra si mesmo... é melhor continuarmos com os preparativos do casamento.
Bill, Harry e Neville se levantaram da mesa para sair da sala, um indignado Ron os seguiu, murmurando palavras incoerentes.
No salão Sonserino era onde seria realizada a cerimônia de enlace e a festa seria no refeitório, para satisfação e nostalgia de muitos, ainda se conservava o feitiço no teto, que permitia ver como estava o céu lá fora.
Muita gente a mais do que Theo e especialmente Neville queriam, assistiriam à cerimônia. Pois a família de Nott era grande colaboradora do clã Malfoy e o enlace dos dois seria o evento do ano.
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Tarde da noite Ron olhava sua filha dormir e pensava nas palavras de Harry... talvez fosse o momento de seguir, de dar o primeiro passo e deixar o passado para trás. Tinha coisas que não podiam mais ser mudadas, mas poderiam melhorar.
- Talvez devesse mudar minha atitude com Blaise...
Por que... E se alguém quiser me tirar ele? Ante esse pensamento o ruivo sentiu uma fúria indescritível. Respirou fundo para se acalmar.
- Não... Quem vai querer Blaise...? Ninguém – murmurou para se tranqüilizar e não despertar sua filha.
Ron dormia com Isabella, desde antes que ela nascesse o ruivo tinha seus próprios aposentos no "apartamento" de Blaise. Ao nascer sua pequena ele mesmo se encarregou de que o berço de sua filha fosse instalado nesse local e, agora que ela era um pouco mais velha, insistia em dormir com ela, mesmo Blaise tendo preparado um belo quarto para a pequena. E só tinha cedido porque a pequena tinha concordado em dormir com seu papi.
Já estava em sua cama, mas não conseguia dormir. Levantou-se com cuidado e saiu do quarto. Sem deixar de titubear caminhou e regressou varias vezes, até se decidir ir até o quarto do outro homem. Não podia dormir até se assegurar que ele estava em sua cama dormindo... sozinho.
Maldição Harry, porque você tinha que abrir sua boca! Sua atitude é muito irritante desde que começou a passar tanto tempo com o furão!A incerteza que as palavras de Harry provocaram, não tinha diminuído. E mais... havia aumentado. E se Blaise, cansado de seus desaforos o deixasse ou arranjasse uma amante...? Ou talvez se casasse com outro ou outra e tirasse sua filha...? Esse último pensamente fez seu coração se congelar. Com temor abriu a porta, ver Blaise dormindo em sua cama o tranqüilizou, deixando sair o ar que estava retendo e não sabia. Em silencio voltou para seu quarto, enquanto sentia seu coração voltar ao ritmo normal.
Novamente deitou-se em sua cama e tentou dormir, mas uma vez semeada a duvida esta não deixava de crescer.
Com um humor de mil e um Voldy despertou no dia seguinte. O primeiro que fez depois de beijar a testa de sua filha que ainda dormia foi ver seu "senhor". Este já tinha saído, e através de uma mensagem deixada com os elfos, se inteirou que ele havia saído com Theodore... bom, isto o tranqüilizava um pouco, se Blaise estava com Theo não podia sair com outro.
Nesse dia, novamente, nem a sombra de Blaise. Isso não melhorava as coisas.
Durante a tarde tinha cuidado de sua sobrinha e filha e assim conseguiu se afastar de seus pensamentos negros. Ao deixar Beth se encontrou com um Snape Azul, claro sinal que ele tinha caído (de novo) em uma das travessuras dos gêmeos.
Bill lhe recordou nesse momento que tinha que escrever uma carta para Remus e seus irmãos, dizendo que uma amiga muito amavelmente se encarregaria de entregá-las.
Depois de dar de comer a sua filha, a deixou aos cuidados de Mirels e se dedicou a escrever a carta.
Como tinha lhes contado antes minha vida no castelo é muito tranqüila e um pouco monótona.
O casamento de Nev nos tirou da rotina... gostaria que vocês pudessem assistir a cerimônia no castelo, a festa será espetacular.
Os gêmeos trocaram um olhar de cumplicidade.
Daqui a pouco o bicho vai nos levar, a Isabella e a mim, para ver nosso pai, na próxima carta irei lhes contar dele.
Acho que por hora é só.
Com muitas saudades.
Ronald Weasley.
- A teimosia de Ron é mais forte que seus sentimentos – George afirmou.
- Sim... só espero que ela não termine o machucando – Remus deixou escapar um suspiro – Vou até a cozinha uns minutos. Por favor, não destruam a casa.
Dois ruivos e um moreninho puseram sua melhor cara de anjinho. É claro que isso lhe deu um frio na espinha, assim Remus se apressou em colocar o pão no forno, estava certo que ao voltar encontraria alguma surpresinha.
Ao regressar a sala, tal como esperava, encontrou com um Lucas multicor.
- Vocês podem me dizer o que é isto?
- Nosso novo produto – Fred anunciou.
- Não é genial? – George.
- Não se meu filho está de tudo quanto é cor – murmurou se agachando perto de Lucas
- Olha papi, minhas unhas mudam de cor. Sou um camaleão... – o pequeno riu encantado.
- Já percebi – suspirou e apesar de tudo sorriu. Negou com a cabeça, enquanto as risadas dos gêmeos e de Lucas inundavam o lugar – O pão vai demorar uns minutos para ficar pronto... Suponho que vocês vão ficar para comer, então agora vou ler a carta de Harry.
Os gêmeos deixaram de rir, para prestar atenção em Remus, Lucas também, pressentindo a importância daquela carta.
Remus susteve o pergaminho e o olhou com ternura aquela caligrafia descuidada como se estivesse vendo o próprio Harry
Continuará…
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Nota da tradutora: Bom ai esta essa fic maravilhosa que suas autoras me deram o prazer de me deixar traduzir... Mandem seus comentários que com certeza vão fazer uma beta e uma tradutora muito felizes...
A gente se vê semana que vem...
Besitos.
