Capítulo 4 – Uma Conversa Estranha

"Venha, venha, ó alma infeliz! Apareça! Apareça! Apareça!", Draco ficou em silêncio por um tempo, olhando em volta.

Nada.

"Pobre alma sem descanso, apareça para o seu... servo? Eu, hein...", e descartou este livro também.

Exasperado, abriu outro livro.

"Encosto! Encosto! Saía de perto de mim... Vá para onde pertence!", Draco ficou em silêncio de novo.

Droga!

Nada parecia funcionar e, de qualquer forma, esse a levava embora e como poderia ter certeza de que ela realmente se fora?

"O tormento que carregas, ó pobre espírito, deixe-os sob os meus ombros e venha solicitar meus... serviços? O que é isso? Slogan?", xingou Draco, jogando o livro em um dos sofás, dando de ombros.

"MERDAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!", bradou ele, irritado.

Então recostou-se de novo no sofá e pegou a garrafa de cerveja que estava próxima ao pé do sofá.

Olhou-o e depois fitou a mesa de madeira e ergueu uma sobrancelha, depois um sorriso expandiu-se.

"Weasley?", chamou ele, para o nada "Eu não tenho idéia de onde você está, mas... se não aparecer agora, eu vou colocar essa garrafa geladinha de cerveja sobre essa sua mesa e, acredite em mim, vai ficar uma marca aqui que não vai sair nunca!"

E começou a aproximar a garrafa da mesa.

"NÃO OUSE!", berrou a ruiva, que surgiu do nada, e ele pulou de susto.

Funcionou.

"Escuta aqui, sua lesada! Você não ouviu eu te chamando, não?", perguntou ele, irritado.

"Como assim? Você me chamando?", perguntou ela, com desdém.

"Eu estou há meia hora lendo porcaria desses livros chamando espíritos aqui e você nem apareceu!", disse ele, se levantando.

"Espíritos? Eu não sou um espírito!", diz a ruiva, cruzando os braços Estou viva e você está na minha casa! NA MINHA! Quando você vai sair, por falar nisso?"

Ele revirou os olhos.

"Eu estou pagando o aluguel desta casa, Weasley", revirou os olhos "Ou seja, ela é minha pelos próximos três anos!"

"Não pode ser!", berrou Gina, irritada "Porque essa casa é minha!"

"Weasley, entende uma coisa, você está morta!", bradou ele e estendeu a mão para tocá-la, mas ela atravessou-a "Viu?"

O olhar descrente da ruiva parou sobre as mãos dele.

"Você ia pegar no meu peito, Malfoy?", perguntou ela, erguendo uma sobrancelha e fitando-o com nojo.

Draco hesitou.

"Este não é o ponto!", disse ele, depois de pigarrear "O ponto é: você está morta e a casa é minha!"

"Eu não estou morta!", ela recuou, e a mão de Draco saiu de dentro dela, fazendo com que ele se arrepiasse "Como eu poderia estar falando com você se eu estivesse morta?"

Draco olhou para ela, irônico.

"Você só pode estar brincando! Eu tenho um colega, não sei se você conhece, o nome é Nick Quase Sem Cabeça..."

Gina arregalou os olhos.

Ela havia se esquecido daquilo, mas era verdade.

Nick estava morto e falava com todos os alunos da Grifinória.

E da sonserina também, pelo jeito.

Droga!

"Weasley?", perguntou o loiro, fitando-a com curiosidade "Olha, eu sinto muito... Tá, não, eu não sinto nada, mas acho que deve ser péssimo estar morto"

Gina lançou-lhe um olhar furioso.

"Eu estou morta! Não posso acreditar nisso!", choramingou ela, e cruzou os braços, olhando para os próprios pés e, por um instante, um único, fez com que ele se lembrasse da garotinha de onze anos que ele enganara.

A garotinha de onze anos que quase morrera por sua culpa.

E que agora jazia, de fato, morta.

"Olha, Weasley...", começou ele, sentindo-se estranhamente culpado.

Ela olhou-o, e depois deu um sorriso leve que iluminava o rosto doce dela.

"Você viu a vista lá de cima?", perguntou ela, e, antes que pudesse perceber, Draco ouviu um 'sim' sair de sua boca "Foi o que me fez querer este apartamento. A visão é maravilhosa...", murmurou ela "Mas de que me adianta ela, agora, se eu estou morta?", perguntou, chateada.

"Bom, você está morta, mas não está cega... está?"

"Você está usando uma calça jeans e uma blusa preta... hum... e a sua cueca é branca", concluiu ela, satisfeita.

Draco olhou para baixo, incrédulo.

"Depois que vocês morrem, vocês ganham visão de raio-X?", perguntou, confuso.

"Bem...", corou ela, de leve.

Um silêncio constrangido seguiu-se.

"Certo. Por que você não vai embora?", perguntou ele, de repente.

"Para onde?"

"Ora, para onde mais? Para o céu... ou o inferno... ou onde diabos os coelhos ficam", falou ele, zombando.

"Eu não sou um coelho, está bem?", perguntou ela, irritada "E eu não sei como ir para o céu, nem para o inferno e nem para diabo nenhum!"

Draco revirou os olhos.

"É incompetente até para isso... Querida, você morre e vai para onde diabos você merece ir!", falou ele, em tom óbvio, como se Gina fosse uma criancinha.

Gina bufou, irritada.

"Quer saber, você vai me ajudar, então, já que é tão fácil!", bradou ela, irritada.

"Como?", fez ele, confuso.

"Se é tão fácil, agora é sua obrigação me ajudar a ir para onde quer que eu mereça já que eu estou morta!", reafirmou ela, à medida que o loiro ia ficando lívido.

"Como é que é?"

Continua...

N/A: Sinto muito a demora e, como já disse, meu PC deu problema e blábláblá... XD

Enfiiiim!

Espero que tenham gostado do capítulo!

Atualizarei daqui duas semanas!

Esta freqüência está boa para vocês?

Ah, e eu quase não recebi comentários no último cap...

Por favor, só peço dez comentários!

Com dez, eu fico feliz!

Beijooos.

Gii