Fiquei em dúvida sobre o titulo, mas acabei deixando assim mesmo. Como estão todos? kkkk Acabei divagando aqui, gente. Espero que gostem, pois daqui pra frente teremos fortes emoções. Senti pena da Kia... Como sou malzinha. Desculpem os erros, pois não tive tempo de editar. Assim que tiver o faço. Sem reviews? Sinto-me triste. Errei em algo... Mas fazer o que. Devo seguir em frente. Escrevam se curtir!
JJ
"Há riqueza bastante no mundo para as necessidades do homem, mas não para a sua ambição".
[Mahatma Gandhi]
...
– "Isso não condiz com o relatório da pericia e com os depoimentos das testemunhas. Por favor, Rukia, se quer que a ajudemos nos conte toda a verdade"!
As palavras daquele rapaz ainda retumbavam na mente da morena. Não conseguiu dormir nada. Tinha olheiras profundas no rosto, e o corpo doía pelo cansaço. Todas as mulheres que se movimentavam agitadas na vã tarefa de alimentar-se com o café da manhã parecia estar em câmera lenta para Rukia. Mesmo Saya não conseguiu arrancar sequer uma palavra da garota. As outras companheiras não perguntaram nada, pois sentiam que a moça estava praticamente em colapso. Por dentro, aquela última frase a consumia. Muitas vezes pegou-se pensando o que realmente aconteceu naquele dia. E a dúvida, por mais absurda que fosse estava inundando aquele pequeno ser.
– E se realmente matei meus pais? – sussurrou chamando atenção de Saya.
Esta ficou pasma com o comentário. Jamais imaginou que a pequena, altiva e corajosa moreninha estava sucumbindo à loucura de estar presa. Precisou intervir.
– Por favor, Kia! Se fosse você, saberia. Acredite a gente nunca esquece um rosto que mata. Lembro-me de cada um que matei, jamais esqueceria... Acredite em mim, não foi você quem fez isso, meu bem! – expressou enérgica.
Riruka enciumada com a defesa absurda da ruiva não resistiu em intrometer-se a amiga.
– Não fique dando esperanças pra essa nanica, Saya. Ela é uma daqueles tipos que matam e depois se arrependem. Não passa de uma fraca, filhinha de papai... Nada mais. A mim não convence!
Sentenciou azeda. Mony e Halibel concordaram em silêncio. Saya olhou irritada para as companheiras e retornou para a morena que ainda não havia tocado no mingau amarelado. A expressão vazia e distante mostrava que estava alheia aos comentários maldosos de Riruka. Suspirou resignada e voltou a comer. Sentiu que era melhor deixar estar por enquanto. Não podia fazer muito pela pequena. Não entendia o porquê de acreditar nela. Algo dentro de si dizia que aquela garota não tinha o perfil para ser uma assassina.
Rukia ainda seguia absorta nos próprios pensamentos. Não entendia o porquê de estar mais triste que de costume. Já havia ouvido de tantas pessoas diferentes que ela era uma mentirosa, que não compreendia o porquê daquelas palavras machucarem tanto. Algo naqueles olhos amendoados a fizeram sentir-se esperançada.
Mas foi um mero sentimento tolo que nunca existiu. Ninguém mais acreditaria nela, nem mesmo ela mesma acreditava. O que aconteceu com ela naquele período em que não se lembrava? Segundo a perícia, ela não tinha nada que corroborasse com estar dormindo por horas. As roupas estavam sujas do sangue dos pais, sendo que ela não tocou nos corpos. As mãos e unhas também tinham vestígio de sangue e pele, como se ela tivesse brigado com eles.
Aquele pesadelo estava voltando violentamente em sua mente. As pessoas do júri a observando como monstro. O veredito do juiz a condenando, os flashes de câmeras e os dezenas de microfones em seu rosto, os gritos de justiça dos espectadores, e o pior que poderia lembrar; o rosto vazio e triste de seu irmão mais velho se virando para não vê-la nos olhos.
O coração apertou, e uma dor horrível a tomou. Começou a chorar novamente. As lágrimas saiam em cascatas, e todas as vozes ao redor sumiram. Quando acordaria daquilo tudo? Quando voltaria a ver o sorriso de sua família?
– Nunca mais! – respondeu a si mesma.
Ninguém entendeu o que ela disse. Saiu correndo, deixando o prato intocado. As carcereiras irritadas com a desfeita prometeram que ficaria sem almoço ou jantar no dia; um castigo por ter desperdiçado.
– Fresca! Só sabe choramingar e falar bobagens. Não passa de uma assassina idiota! – Mony emitiu engolindo sonoramente o mingau.
Não tinha muitos modos para se alimentar, mas não era algo realmente necessário naquele local.
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Tóquio, apartamento de Kurosaki...
O despertador emitia seu barulho irritante por todo o quarto. Ichigo não queria levantar, nem mesmo para desligar o aparato. Não aguentando mais o barulho, tomou o despertador do criado mudo e sacudiu na parede. Detestava acordar cedo. Principalmente nos finais de semana. Era mais um sábado sem graça para aturar. Só existia um lugar que o fazia esquecer sua vida insana. Ou poderia se dizer... Algo que o faria esquecer qualquer coisa.
Levantou-se espreguiçando o corpo malhado, deixando a vista sua pele morena. Estava somente de boxer e um pingente pendurado ao pescoço. Uma pequena lua que havia recebido de presente da mãe. Quando era mais jovem sonhou ser astrônomo. Adorava contemplar a Lua em seu telescópio. Por conta desse vício, sua mãe lhe deu o pingente áureo na adolescência, e dali jamais tirou. Somente para assear-se no banho. O frio objeto lhe chamou mais uma vez atenção.
– Tsuki?... Parece que encontrei alguém parecida a você! –
O rapaz de cabelos alaranjados riu deliciado com a própria bobagem. Ouviu a policial chamando aquela jovem de Tsuki, e concordou com o apelido. A pele alva e cabelos negros faziam jus ao nome. Mas deveria ter algum motivo por trás daquilo.
Deixou suas divagações e adentrou no banheiro de mármore. O apartamento era umflat no décimo andar. Muito bem mobiliado e de bom gosto. Os móveis eram escuros e modernos. Um verdadeiro oásis de solteiro. O jovem Kurosaki o adorou desde a primeira vez que o viu. Mudou-se assim que entrou na Todai para estudar advocacia. Não conseguiu realizar o sonho de infância, mas não se importava mais.
Rumou para o banheiro da suíte. O belo corpo foi banhado pela água morna. Os cabelos escorriam pelo pescoço, mostrando que teria que ir ao cabelereiro para arrumá-lo. Espalhou o sabão líquido pelo peitoral, mas quando já se preparava para descer a barriga ouviu o telefone soar no quarto.
– Droga! Não se pode nem tomar banho em paz?
Saiu do banheiro resmungando sozinho, desligando o chuveiro. Deixou a água escorrer pelo quarto. Mais uma vez levaria bronca da empregada. Tomou o aparelho e esperou falar, não gostava de começar a conversa ou o famoso "Alô".
– Ichigo? Por que ainda está em casa? Esqueceu aonde vamos hoje? – Ishin falou alto, esquecendo-se de dar o "bom dia" de sempre.
– Velho? Sabe que horas são? E hoje é sábado. Não tenho que trabalhar! – reclamou ao pai que já chiava e choramingava do outro lado.
– Filho rebelde. Não ama o próprio pai! Olha como ele fala comigo, Masaki? Onde eu errei? Não fui um bom pai?
O rapaz ficou irritado com os comentários nada necessários do pai a sua mãe. Tinha sorte de ela ser normal, já que isso não se aplicava ao pai. Ouviu de longe uma saudação da mãe, que deveria estar no banheiro. Sorriu ao lembrar-se do carinho que tinha dela. Ainda tinha as irmãs, que amava muito. Mas mesmo isso não era suficiente para o jovem.
– Se não tem mais nada pra falar, eu vou desligar, velho...
– Espera Ichigo! Agora é sério. Precisamos viajar para Kyoto. Sei que não é nosso costume, mas temos que conversar com a família Kuchiki sobre a pequena de ontem, lembra-se? Kuchiki Rukia, nossa cliente! – Ishin interviu a vontade de o filho cortar a ligação.
Detestava essa vontade e animação que o pai tinha quando tomava um caso nas mãos. Não importava se era remunerado ou não, o importante era o desafio.
– Cara, hoje é Sábado! Putz, velho, você não larga do meu pé? Porque não vai sozinho? Só te ajudei ontem, porque me "encheu o saco". Olha, não quero e não vou. Arruma aquele quatro-olhos do Ishida. Ele é melhor pra lidar com esses riquinhos idiotas e...
– Não estou pedindo, Ichigo! Te pego daqui à uma hora! – cortou sério o líder Kurosaki.
Ichigo ouviu o toque contínuo do telefone desligado e jogou o aparelho com raiva na cama. Não queria ir pra lugar algum que não fosse o apartamento de Grimm e dos companheiros. Queria se drogar e esquecer tudo ao redor.
– Merda, velho! Porque não me deixa em paz? Nessas horas que queria estar no lugar da pirralha! Aff! Com certeza lá deve ter drogas e ninguém pra encher! Odeio essa vida de merda!
E sem maior opção voltou ao banheiro para terminar o banho, para logo se preparar para sair com o pai a tal cidade. Agora tinha mais uma em sua lista de pessoas que odiava. Kuchiki Rukia, por atrapalhar seu final de semana.
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– Shiba-sama, telefone na linha dois. – avisou a bela secretária de Shiba Kaien.
O moreno analisava alguns portfólios da próxima empresa que adquiriria, e irritou-se com a interrupção. Sabia que a jovem só lhe perturbava quando era sumamente necessário. Ajustou a gravata cinza e tomou o telefone do gancho.
– Shiba Kaien! Com quem falo?
Aguardou ansioso para retornar ao trabalho. Precisava organizar-se para o leilão que participaria na França. Era amante de obras de arte caras e raras.
– Sou eu, Sasakibe Choujirou! Tenho más notícias para vocês! – falou uma voz firme do outro lado da linha.
Kaien mudou a feição despreocupada para uma irritada.
– Fale!
–... Kuchiki conseguiu bons advogados! Ainda não sei como, mas os Kurosaki resolveram pegar o caso!
E aguardou em silêncio o moreno explodir. E assim foi.
– Como assim os Kurosaki? Por que raios pegariam um caso que sequer irão receber por isso? Rukia não tem nada para pagar. Não passa de uma assassina sem um centavo! Tem que ficar presa que é o lugar dela! – gritou exasperado o líder dos Shiba.
Qualquer um que passava próximo ao seu suntuoso escritório ouvia seus gritos ao telefone. Mas ninguém ousou interromper.
– Sabe que eles gostam de desafios. Não é à toa a fama dos mesmos no Japão. O interessante é como Kuchiki-san conseguiu contatá-los? Poderiam ser os Kuchiki? – questionou o informante de Shiba.
Kaien esfregava a testa com força. As pernas na calça social não paravam de se balançar de irritação. Estava desfeito todo seu autocontrole que tanto prezava.
– Lógico que não. Como ajudariam um monstro como ela? Matou o casal da família principal... O próprio Byakuya me pediu para ficar de olho nela pra não deixar ninguém se aproximar para protegê-la! E você me diz que os Kurosaki irão se meter? O que esteve fazendo esse tempo todo, Choujirou? Não pago o suficiente?
Irritado levantou-se indo até a enorme janela da sala. Podia avistar as pessoas de Tóquio caminhar apressadas nas ruas. Puxou o pescoço para relaxar a musculatura, mas em vão.
– Perdoe-me, Shiba-san. Mas Yamamoto me enviou ontem a um juizado em outra cidade. Só retornei depois que eles já tinham ido embora. Parece que Kurosaki Ishin se valeu da amizade com Genryuusai-sama para conseguir uma audiência com a jovem no meio da noite! Ele é muito inteligente e sabe agir nos horários mais impróprios. Tenho certeza que já deve estar em contato com a família Kuchiki...
Parou com medo da reação do Shiba. Sabia da estrita relação que o rapaz conseguiu, mesmo após terminar com a pequena Kuchiki. Não podia perder esse contato. Era deles que conseguia as oportunidades privilegiadas de negócios. Se estava rico, era exatamente por isso.
– Vou falar com Byakuya pessoalmente! Fique de olho nela. Eles acham que ela é uma injustiçada, mas não passa de um teatrinho tosco para se livrar da punição. Devia ter ido para a pena de morte. Qualquer novidade me avise. Ah! E limite toda e qualquer visita que ela tiver! Entendeu?
E sem esperar resposta, desligou o telefone.
Seu pesadelo estava retornando. Logo agora que tinha quase assinado a compra de uma empresa de tecnologia promissora por um preço irrisório? Tudo graças à influência dos Kuchiki. Não podia perder isso. Nem que pra isso Rukia tivesse que morrer para conseguir.
Um átimo de remorso lhe corroeu a mente. Lembrou-se dos olhos violetas cheios de lágrimas naquele tribunal frio. Não a viu se defender de nada quando o juiz deu o veredito final. Ela só lhe procurou com o olhar perdido e chorou. Essa imagem ainda queimava sua cabeça como brasas.
– Alguém precisa ser o sacrifício, Rukia. Um dia irá me perdoar! – sussurrou à sala vazia.
Não podia ajuda-la, muito menos se isso fosse um empecilho para seus projetos. Era um homem de negócios, e não poderia deixar que um romance infantil de uma garota sem linhagem o impedisse de seguir ao seu tão sonhado sucesso. Lutou muito para chegar até ali, e nem mesmo seu amor pela pequena Kuchiki impediria de prosseguir. Não acreditava que Rukia fosse tão idiota para matar os pais adotivos. Afinal foram eles que a tiraram das ruas. Mas não seria ele que a defenderia.
– Quem matou os Kuchiki, Rukia? – divagou sentando-se novamente na poltrona alta.
Não tinha tempo a perder. Precisava localizar Byakuya e resolver esse pequeno contratempo.
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– Kuchiki-sama, o senhor tem visitas!
O alto mordomo irrompeu silencioso o largo escritório. A iluminação era fraca, e o mobiliário antigo fazia aquele lugar um pouco sombrio. Muito semelhante ao próprio dono. Kuchiki Byakuya.
– Achei ter dito ao Kurosaki que não queria conversar sobre aquele assunto! – respondeu frio e sem tirar os olhos dos documentos que inundavam sua mesa de imbuia escura.
O terno preto e os cabelos até o ombro escondiam o rosto austero de um jovem que tinha a vida marcada por tragédias.
– Mesmo assim ele insiste em verte, senhor! – falou despreocupado o velho mordomo, que já estava acostumado ao tom frio daquele que viu crescer na mansão.
– Tenho apenas uma hora livre! Mande-o entrar.
O mordomo fez uma mesura e saiu fechando as duas folhas da enorme porta da mesma madeira do mobiliário. O longo corredor, repleto de quadros dos integrantes ilustres da família eram uma paisagem a parte daquela mansão. Parou num conjunto de quadros que sempre tinha como especial. Nele podia-se ver o casal assassinado. Tinha um largo sorriso no rosto da senhora Kuchiki, enquanto a seriedade do líder Kuchiki abarcava a alegria da família. Na frente do pai, estava o jovem Byakuya com seus dez anos. Aquela época a casa tinha vida. E teve mais ainda quando a pequena Kuchiki chegou.
Voltou a andar pesaroso e altivo. Atravessou o salão de entrada e se encontrou com os dois Kurosaki sentados no amplo sofá branco, degustando deliciosos bolinhos e chá.
– Kuchiki-dono os espera!
Queria que aquela pequena nunca tivesse entrado naquela casa. Toda essa terrível dor jamais teria entrado na família. Já não bastava Byakuya perder sua amada esposa para um câncer, ainda tinha que ter seus pais assassinados por aquela que um dia amou como irmã mais nova? Definitivamente, odiava o dia em que Rukia entrou pra família.
– Obrigado, senhor?
Ishin sorriu e aguardou o mordomo se apresentar, já que não foi ele quem os recebeu quando chegaram.
– Tsukabishi Tessai, a seu dispor! Sigam-me, por favor. Terão uma hora para a audiência. Kuchiki-dono tem uma viagem marcada para daqui três horas. Por favor, não estendam a conversa! – pontuou severo.
Não gostava de colocar o patrão em mais problemas do que já tinha. Sempre foi muito fiel com a família Kuchiki, e agora com os pais de Byakuya mortos, sentiu-se no dever de zelar pela felicidade do mesmo.
– Claro, será suficiente! Vamos Ichigo! – chamou o filho que estava coibido no sofá.
O rapaz notou o olhar ávido da pequena copeira que o servia. Sempre era assim a reação das mulheres para o ruivo. Era muito atrativo e sabia muito bem aproveitar-se disso. Piscou para a jovem e levantou-se para a tal entrevista, que sinceramente, achava uma grande perca de tempo. Mas não tinha escolha, já estava ali. Aproveitaria para conhecer pessoalmente o tão falado jovem prodígio dos negócios do Japão.
Byakuya não era muito fotogênico e evitava expor-se a mídia, mas isso não impedia dos repórteres vasculharem a vida do rapaz para ganhar a tão sonhada audiência. Muitas jovens adoravam saber tudo sobre o líder Kuchiki. Ainda tinham aquelas que sonhavam tomar o lugar de Hisana. Algo realmente difícil, já que o rapaz nunca mais se relacionou com ninguém depois da morte da amada esposa. Isso já perfazia três anos de acontecido. Um mundo conturbado para alguém abastado como ele.
E corta! Primeiro, deixo claro que: I Love you, Byakuya! Estou tão triste com o sofrimento dele em Bleach... e sua possível morte... Não isso jamais aconteceria, ou tio Tite sofrerá terríveis consequências!... que escrevi esse cap pensando nele. Temos novos personagens que interagirão com os principais. Espero não ter viajado na batatinha! kkkkkk Bom FDS pra todos vcs!Fui,
JJ
