Disclaimer: Os personagens citados não me pertencem, eles pertencem ao Kishimoto Masashi.

HOMEM PERFEITO

(Por Jessica Oliveira)

Capítulo Quatro: Você coça as minhas costas, eu coço as suas

Bastou eu tocar a campainha uma vez para Sasuke aparecer no batente porta, ele parecia ter jatos nos pés! Coloquei as mãos na cabeça e dei o melhor (e persuasivo) sorriso. Com um aceno de cabeça ele me convidou a entrar, em seguida bateu a porta. Ele não parecia estar de mau humor, Ótimo! Isso facilita o meu trabalho.

Fui direto para sala, e lá encontrei o motivo do teme atender tão rápido: Hinata estava dormindo sobre a poltrona confortável, com a mão sobre a barriga já saliente. Com quantos meses ela estava mesmo? Quatro... Não seis... É isso mesmo, seis meses.

Meu sorriso se alargou um pouco mais em ver que tudo ia bem. Dali a pouco tempo, o moreno teria o que sempre desejou: Uma família.

Voltei-me para Sasuke que já estava na sala, e junto nós caminhamos até o 'ex' – escritório de Sasuke e o futuro quarto do bebê.

― O que você quer? ― ele se apoiou no berço, enquanto me analisava criticamente. Ele me conhecia tão bem que já sabia o que eu iria pedir sem eu nem mesmo ter dito uma palavra. Acho que nós comunicamos por telepática!

― Shikamaru me pediu ajuda. ― fiz uma pausa de propósito. ― Eu aceitei.

Tenso. Por um momento achei que Sasuke fosse gritar, ele NUNCA grita. Ele fechou os olhos (e o punho), contou até dez e voltou sua normal cara de paisagem.

― Porque você nunca me pergunta antes de agir, dobe?

― HEEEY! Mais eu estou perguntando!

Sasuke passou a mão pela têmpora, uma veia estava prestes a saltar de sua testa. Aquilo era assustador.

"Esse idiota...", pensou o moreno controlando a vontade de insultar-lo com palavras nada gentis.

― Além do mais. ― continuo convicção. ― Shikamaru já nos ajudou milhares de vezes. Se não fosse por ele você poderia estar morto!

Nervoso, ele passou a mão pelos cabelos negros. Bom sinal, ele estava cedendo!

―Tudo bem, ― alegre pulei em cima dele, ele se desequilíbrio e nós caímos. Ele bateu com a cabeça e me olhou irritado, muito irritado. E o que o impediu de me dar um belo soco foi Hinata que nos observava curiosamente. Para disfarçar, passei as mãos pelos cabelos e dei o meu melhor sorriso:

― O quarto vai ficar ótimo!

(...)

Aff... Estou cansa de esperar será que ele não vai acordar nunca?

— Ei. Você não vai acordar não? — cutuco-o, e ele nem se mexe. — Quer saber, desisto.

Depois de ligar a TV, o radio e olhar as notícias da internet, eu estava extremamente entediada. E não podia sair, vai que eu saio e esse cara resolve acordar? Não, não quero nem pensar.

Como quem não quer nada vou para a janela bem a tempo de ver um homem de cabelos laranja e o rosto cheios de piercing's e uma mulher de curtos cabelos roxos. Opa! Meu radar indica problemas...

Vou até o belo adormecido, carrego-o até a janela mais próxima o jogo e me jogo em seguida (sorte que estamos no primeiro andar). Desgraçados, descobriram a minha localização bem antes do que eu imaginava...

No mesmo momento em que caímos pela janela, ele - sem a menor cerimônia - arromba a porta (Gaara vai me matar por ter que pagar uma porta nova). Eu continuo ali, naquela lixeira fedorenta, sem mexer nenhum músculo. Qualquer movimento pode ser um risco, vejo pelos olhos dele que é um profissional, e dos bons.

A mulher de cabelos roxos vai de um lado para o outro, entra na cozinha, nos quartos, banheiro e finalmente volta com uma foto, e uma blusa minha.

Ao meu lado, sinto algo se mexer. O garoto está começando a acordar. Ótimo, tudo o que eu preciso nesse momento.

— Hnm... — ele resmungado despertando. Por instinto, eu coloco uma das mãos sobre a sua boca. Ele me olha sobressaltado.

—Tudo bem. — sussurro, e olho pela janela para ver se eles continuam ali. — Eu não vou te fazer mal. Vou destampar a sua boca, não grite está bem?

Ele assente com a cabeça. Assim como eu, ele permanece quieto, nem mesmo se mexe. Observo enquanto eles remexem no meu apartamento em busca de algo mais que possa ajudá-los. Lentamente pegou meu celular, colocou no modo de vibração e manda uma mensagem para Shikamaru.

"SAIA DA SUA CASA AGORA"

Não fazia idéia do quanto eles sabiam, mais se já havia chegando a minha casa não seria muito difícil localizar a de Shikamaru. Depois de uma hora mais ou menos, eles saem. Eu finalmente saio daquele lugar fedorento, e levo comigo o garoto estranho.

— Você está bem?

— Estou.

— Qual é o seu nome?

— Não tenho nome. —respondeu como se estivesse falando do tempo.

— Como assim você não tem nome...? ... Ah... Deixa pra lá, mas você deve ter um nome pelo qual é chamado não é mesmo?

— Hunm. Sai, Danzou-sama me chamava de Sai.

— Muito bem, Sai. Eu sou Ino, e fui eu que te resgatou daquele laboratório.

(...)

Assim que vi a mensagem da Ino não pensei duas vezes, expliquei tudo a Temari, sob protesto a tirei todos de casa e liguei para Gaara. Ele era o único que podia protegê-la. Quando tudo estava seguro, voltei a mandar uma mensagem para Ino.

"ESTÁ TUDO BEM?"

Poucos minutos depois venho uma resposta afirmativa, dizendo que eles já tinham ido embora. E só então me permiti ligar para ela.

Alô. Ino é o Shikamaru.

Olá. Já tirou todo mundo de casa?

Já. Foi à primeira coisa que fiz, estão com Gaara.

Certo. Eu estou no hotel Kyoto número 24 chame por Yura. E traga dinheiro, o que eu tinha usei para pagar o quarto.

O garoto está com você?

Sim. Ele acordou um pouco depois deles chegarem. Quando você chegar aqui te explico.

Se cuida.

Você também.

Assim que confirmei que ela estava bem liguei para Naruto.

Naruto, sou eu. Shikamaru.

Yo! Shika.

Então, Sasuke topou?

Sim. Você sabe que eu consigo tudo. — brincou, e logo seu tom se tornou mais sério — Vamos fazer tudo hoje à noite.

Certo. Eu também vou.

Ei... Isso pode te envolver...

Eu já estou envolvido, Naruto.


Nota da Autora: Depois de uma longa demora, aqui estou eu com mais um capítulo. Espero que desfrutem.

AGRADECIMENTOS:

Unknow-chan