O terceiro aniversário foi diferente. O choro de Hugo era alto como a música e, emburrada por não ter todas as atenções direcionadas a ela, Rose passou boa parte da festa no sofá, de braços cruzados.
Hugo não passava de um bebê babão, rosado e careca. E por que as pessoas estavam levando presente para ele também? Era aniversário dela! Os presentes, por direito, eram dela!
Fedorento!, ela pensou, olhando torto para o irmão, que seguia a berrar.
Sua mãe precisou niná-lo, amamentá-lo, niná-lo outra vez até enfim fazê-lo pegar no sono para colocá-lo no berço. Os convidados, naquela hora, iam embora aos pares e aos poucos.
Logo tudo ficou vazio.
Ron e Hermione se distraíram com a organização e Rose, ainda sentada com um bico, escutou um grunhir de Hugo. Ficou de pé e andou até o berço, curiosa. Precisou ficar nas pontas dos pés para enxergar além das almofadas.
Hugo não estava dormindo. Ao contrário. Estava muito bem acordado.
E quando Hugo a viu, abriu um sorriso enorme...
... No final das contas, Rose poderia acabar gostando dele.
Um pouco.
