Hmm... Okay... Podem me matar pela demora de quase 5 meses... Mas acontece, que eu estava com uma preguiça anormal! Bem... E nesse período de tempo li muitas fics maravilhosas, realmente me fazendo perder a motivação ao ver como minhas fics eram primitivas...

Enfim, estou tentando escrever de uma maneira mais evoluída e emocionante... Para que a fic realmente seja algo muito legal. Aqui está mais um capítulo e agradeço desde de já a todos que lêem e me motivam.

Capítulo 3 – Mais um dia sem você.

Mais um dia amanheceu ensolarado na porção sul do reino de Ametris. Riza Hawkeye já estava há três semanas em seu novo lar e o casamento cada vez se aproximava mais, pouco a pouco. Desde aquele incidente na cidade, Riza não saiu mais do castelo, porém vontade de conhecer o mundo, não era o que lhe faltava.

Aquele rapaz que ela conhecera não saía por nada de sua mente. Seus olhos escuros e encantadores, aquele cabelo macio quase negro, seu porte atlético e atraente... Realmente... Aquilo sim era um homem de verdade. Riza poderia jurar que sofreu tal amor à primeira vista que nem sequer pensava em seu noivo... A idéia de ter que subir em um altar ao seu lado, causava repugnância.

Durante as três semanas que estivera ali, pôde ver que seu futuro marido era um tanto estranho... Meio quieto, porém simpático, quando de bom humor. Apesar de tudo, Riza sentia que ele não se atraía por ela... Ou melhor, por mulher alguma. Notou também a ligação entre o jovem Havoc e o empregado dos estábulos... Era uma relação um tanto suspeita... Desde pequena viu conflitos em sua família, com uma situação parecida. Seu irmão mais velho haveria de se casar, porém ela sabia que ele não aceitava mulher alguma como sua esposa, e certa vez, o viu junto de seu melhor amigo. Claro que na época ele ainda era um adolescente incompreendido e passado uns anos acabou por se casar e gerar vários herdeiros.

A rotina no palácio dos Havoc era bem calma. Todas as manhãs, uma serviçal aparecia no quarto de Hawkeye para acordá-la, abrindo as cortinas aveludadas deixando feixes de raios de sol penetrarem em seu aposento. Ela se levantava calmamente, logo trocando sua camisola de cetim por um vestido grosso, com várias camadas de tecido. Claro que todo esse processo de troca era realizado por serviçais (1). Naquela manhã de primavera, nada havia sido diferente. Após estar vestida com um vestido verde escuro aveludado, Riza ouviu sua serviçal falar sobre os compromissos do dia. Graças a Deus, não haveria nenhuma reunião com o rei, e nem compromissos com o povo... Tudo que iria acontecer, de acordo com as notícias recém recebidas é que sua amiga Winry Rockbell, princesa da porção oeste de Ametris, estaria chegando para passar algumas semanas no palácio.

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-Pronto, papai! Estou aqui! O que quer?

-Ah! Filho... Fico feliz que tenha deixado aquele estábulo por um mísero segundo para vir me ouvir... – O rei respondeu calmamente a pergunta de seu filho.

-Fale logo! Estou perdendo tempo!

-Olha o respeito! Além de rei, sou também seu pai, afinal.

-Certo... Sinto muito, vossa majestade. Fale logo o que quer.

-Aah! Edward e Alphonse Elric, príncipes do leste virão passar algumas semanas aqui conosco... Eles eram grandes amigos seu lembra?

-Papai! Não acha que já sou crescido o bastante para brincar com pirralhos feito esses Elric?

-Não acho, não! Meu filho! Estou decepcionado com você...É o filho que mais me envergonha... Porque simplesmente não pode honrar nosso reino? Ser educado com seu próprio pai?

-Simplesmente, papai, por que eu já sou um homem crescido!

-Um homem? – Bradou o rei. – Se fosse um homem, não se relacionaria com aquele maldito serviçal do estábulo! E se fosse crescido, agiria com louvor! Não como um pirralho ingrato... – O jovem Havoc, se calou, assustado com a ira seu pai. – Agora vá, antes que você garanta que eu morra mais cedo ainda!

Mais uma vez, o jovem Havoc saiu correndo do salão do trono com lágrimas nos olhos... Pouco estava importando o reino... Egoísta ou não, ele amava Kole e lutaria até o fim pelo amor proibido entre os dois. Distraído, acabou esbarrando em alguém, e ambos caíram no chão.

-Por que não olha por onde anda? – Ele, irritado, berrou mais uma de suas ofensas. Seu semblante mudou ao ver que havia esbarrado em sua própria noiva, e que ela estava encolhida de medo. Ele não conseguia agir de uma maneira rude com ela. A achava tão frágil e pequenina... Certamente podiam ter grandes laços de amizade, se não fosse pelo fato dele ter que se casar com aquela moça. – Desculpe-me, srta. Hawkeye. – Disse estendendo-lhe a mão.

-Não... Está tudo bem! – Ela sorriu e levantou-se com a ajuda de Jean. Era agora ou nunca! Há dias, vinha pensando no que fazer a respeito de ambos, e chegou a conclusão que uma bela conversa seria a resolução de tudo. – Sr. Havoc... Poderíamos conversar um pouco? Não me ache insolente nem nada... Eu só preciso... Conversar.

-Hm... Claro... Fale. – Ele respondeu docemente, pensando no que aquela conversa iria dar. Sentia que a jovem também não se sentia atraída por ele, da mesma maneira que ele não se sentia por ela...

-Bem... Andei reparando... E acho que ambos não somos a favor... Desse casamento... Sabe? – Perguntou tímida.

-Hmm... Está certo. Você já deve ter reparado minha relação com Kole, não é? Eu sou gay. Não tenho nada para esconder sobre isso.

-Certo. E eu... Bem... Não me apaixono por... Gays, sabe? – Perguntou corando ainda mais.

-Hahaha! Sei sim... Mas qual é seu plano, fofa?

-Olha... Eu não faço idéia! Mas sei que nunca poderia ser feliz ao lado de quem amo... – Lembrou-se do jovem plebeu e logo o sorriso estampando em seus lábios desapareceu.

-Oh! O que houve?

-No dia em que fui apresentada a você... Cheguei atrasada na cerimônia por que estava na cidade. E me encantei com um plebeu...

-Sinto muitíssimo! Eu sei como são essas coisas... O Kole também a plebeu... Tudo isso é extremamente complicado, não acha??

-Com certeza... – O semblante triste de Riza fez com que Jean tivesse uma idéia um tanto estranha.

-Já sei! Olhe só... Amanhã à noite, terá um festival na cidade! Pretendo ir com Kole... Por que não escapa para encontrar seu príncipe encantado?

-É uma excelente idéia... Porém minha amiga Winry Rockbell, do oeste, chega hoje... Não quero deixá-la sozinha.

-Mas isso não é problema! Leve-a junto! E olhe só... Tenho dois amigos que também chegarão hoje à tarde... Os irmãos Elric, do leste. Podíamos fazer uma fuga coletiva! Aii! Que emocionante!

A jovem Hawkeye deu um sorriso de confirmação, e riu do como Jean estava animado com toda essa idéia... Ele poderia até ser gay... Ou seu futuro esposo... Mas acima de tudo, Riza sentiu que havia encontrado um grande aliado... E talvez encontrar o amor do jovem Mustang, um simples plebeu, não fosse tão complicado assim... Mas um amor escondido ia contra tudo aquilo que ela mais acreditava... Mas depois ela cuidaria disso.

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-Hey, Al! – Edward, um jovem rapaz de aproximadamente 19 anos, cabelos dourados, olhos cor mel, um porte físico invejável, e uma estatura realmente baixa, estava sentado na parte traseira de uma carruagem exuberante, ao lado de seu irmão mais novo.

-Hmm... O que? – Alphonse Elric parecia ter 17 anos, e era um rapaz muito bonito. Tinha um corpo menor do que seu irmão, menos definido, mas mesmo assim eram muito parecidos. (2)

-Como acha que é a noiva do Havoc? A Hewkeye? Tenho fontes confiáveis que me contam que ele passou pro outro time... Então se ela for bonita...

-O que? Outro time? Ele morreu? O.O

-Não seu idiota! Ele é gay!

-Ah... Gay... – Passou-se um longo tempo até que Al criasse coragem para contar a seu irmão sua nova descoberta.- Ô Ed...

-O que é?

-Sabe quem mais vai estar lá? Além do Jean e da noiva dele?

-Hm... Não faço idéia...

-A... hmm... W-winry...

-O QUÊ? – O berro do Elric mais velho vez com que a carruagem se parasse bruscamente, obviamente pelo susto que o condutor deve ter levado.

-Hmm... Soube que ela é uma grande amiga da Hawkeye e...

-O QUÊ? – Sucessivo ao segundo berro, o condutor abriu a porta traseira para verificar o que havia acontecido.

-Está tudo bem, sr Elric?

-NÃO! Preciso de ar! – Ele logo saiu da carruagem e Al o seguiu. Eles já haviam chegado ao destino e o palácio estava perto. Porém, ambos perceberam que a cidade era muito populosa e pobre.

-Hm... Ed... O que acha dessa cidade?

-Pouco me importa... – Ele continuou seguindo em frente sem rumo algum, seguido por Alphonse. – Me diga, por que? Oh Deus! Por que aquela criatura haveria de estar aí?

-Ed... Eu não entendo! A Win é tão bonita! E é nossa amiga de infância!

-Acontece que ela virou uma chata por completo, que quer tudo do jeito dela! Uma fresca, mimada que se acha a dona do mundo! Uma menininha fútil! Asquerosa! E...

-Pare, Ed! Ela também não o suporta! Pois eu acho que os dois estão apaixonados... Um pelo outro!

-Por Deus, Al! Por que diz essa atrocidade?

-Por que se você só não a suportasse, a trataria com indiferença... Mas você faz questão de comprar briga com ela! De provocar...

-Cale-se, Al! – No momento que Edward virou seu rosto para falar com o irmão, acabou esbarrando em alguém, que carregava um pesado balde de água. – Plebeu estúpido! – Disse ele apontando para suas roupas encharcadas. – O que pensa que está fazendo? Sua criatura insignificante?

-Sinto muito! Não foi minha intenção... Mas quem você pensa que é para me tratar de tal modo... Seu baixinho?

-Aah! Eu não sou baixo! Sou alto, lindo e exuberante! E para sua informação, plebeu, sou Edward Elric!

-Se espera que eu me curve diante seu corpo miúdo, está muito enganado. Pode até mandar no leste, mas aqui, é tão inútil quanto eu!

-Quanta insolência! Certificarei-me de lhe arranjar uma punição adequada! Qual é seu nome?

-Roy Mustang. – O moreno não baixou o olhar, continuou encarando para o príncipe metido sem receio. - E vai me punir pelo quê? Por falar a verdade?

-Sabe, Sr. Mustang. Na sociedade atual, o que eu faço, pode ser injusto, mas quem manda, é quem pode. Se eu quiser mandá-lo a guilhotina, eu posso. Tome cuidado. Vou deixar passar, pois não estou com humor para torturar pobres como você.

Dito isso, Ed virou-se e voltou à carruagem, já se esquecendo de quem iria encontrar no palácio... Tudo o que conseguia pensar era o como um simples plebeu o enfrentou... Esse tipo de gente sempre é perigosa... E Ed não iria deixar barato. Vingaria-se do homem, afinal.

Continua...

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Aqui está mais um capítulo... Ele está bem maior que os outros, para compensar a demora... Tentarei fazer todos assim... Maiores...

Sobre o capítulo... Eu gostei do resultado... Achei que ficou interessante a Riza aliar-se ao Havoc... E além do que, os irmãos Elric sempre animam as coisas, não? O Ed está meio malvado... Parece aqueles príncipes que se consideram os melhores do mundo... Mas eu prometo tentar mudá-lo... Prometo também explicar melhor sobre as brigas do Ed e da Winry... Que deverão acontecer no próximo capítulo... O reencontro Roy/Riza só acontecerá no festival, mas eles não conseguem parar de pensar um no outro... Um tipo de amor a primeira vista muuito fofo!

Agora as notas:

1-Acredito que as serviçais que trocavam os nobres antigamente... E deveria ser aquelas roupas cheias de tecido... E quentes! Ai meu Deus! Como eles agüentavam?

2-É o Al sem armadura, okay? Ia ser o fim, se ele estivesse de armadura! xD

Respondendo as reviews:

Jullie Malfoy- Bom... O Roy ainda está vivo! Eu é que acho que vou morrer após o tanto que demorei... Me deixa viva! XDD Fico feliz que esteja gostando e esse capítulo até que está bem grande, hein? n.n

Continue mandando review... Plix!

Riza ♥▲▲ – Que bom que gostou! E a festa tbm já tem continuação! n.nE depois de um século de atraso, mais um capítulo! xDD Obrigada...

Sharla :) – Nossa... Brigadaa! Eu realmente fico feliz em saber que alguém aprecia assim minha fic... Bem... Demorou mais chegou, um novo capítulo! n.n

Sangosinha – Hey miga! Demorou neah?? Mas eu postei, e o Ed e o Al já apareceram nesse capítulo... A Winry, só no próximo! xDD

Obrigada pela review, espero outra... n.n

Agradeço ao pessoal que manda review e que pelo menos lê... Mas eu gostaria de uma review mesmo que um " gostei " ou "não gostei!" esteja escrito...

Até...

Mariah-chan17 n.n