Capítulo 4: Luta e fuga
- O que foi Kagome? O que você está sentindo? – Sango olhava desesperada para a amiga, ela estava pálida como papel.
- Eu entendi... – Kagome balbuciou quase sem acreditar.
- É claro que entende. Para que você acha que te pedi para engolir aquilo? É um tradutor, fica preso na sua laringe e mandam informações da minha língua para sua interface neural – Ele respondeu sem paciência – Agora você pode explicar para eles que não tem nenhum problema?
- O que tá acontecendo? O que eram aquelas coisas lá fora? Quem é você? – Eram tantas perguntas que Kagome queria fazer que ela acabou despejando.
- Seguinte: vou simplificar para você. Aquelas coisas eram youkais e eles estavam atrás de você. Vou passar mais dos tradutores para os outros e eu explico de uma vez. Odeio repetir – Ele parecia impaciente com as perguntas. De um compartimento na parede, ele tirou mais três capsulas e entregou a ela.
- Eu quero saber tudo que está acontecendo. Vai nos contar, não vai? – Ela perguntou ficando irritada com a repentina impaciência do homem à sua frente. Quando viu ele acenar afirmativamente, virou para os amigos e tentou convencê-los de que era seguro engolir os tradutores.
Inuyasha observou de canto de olho enquanto ele terminava de configurar as coordenadas corretas para Eva, na pressa da fuga ele havia escolhido um local a esmo no espaço e havia ligado o hiperespaço para impedir uma perseguição. Ele tinha que admitir, a garota tinha coragem. Mesmo depois de toda essa confusão ela ficou mais calma do que ele esperava que fosse ficar, um pouco impressionante na opinião dele.
Parando para olha-la mais uma vez, ele tentou traduzir os símbolos estranhos que estavam escritos em sua camisa preta. Não faziam sentido. Observando melhor, viu que ela não estava preparada para uma viagem espacial com aquelas roupas reveladoras.
"Nota mental: fazer ela cobrir as pernas. São meio distrações... ela parece um pouco com-"
Sacudindo a cabeça para espantar os pensamentos insanos, ele esperou que todos confiassem o suficiente e ingerissem os tradutores. Quando o fizeram, ele descruzou os braços, suspirou e começou a explicar.
- Antes de mais nada, sim, vocês podem me entender por causa das capsulas. Como eu disse antes para a garota, aquilo lá fora eram youkais e estavam atrás dela – Vendo que os outros três a sua frente estavam espantados o suficiente para não o interromper, Inuyasha prosseguiu – E não, eu não sou da Terra. Venho de um planeta chamado Eva e é para lá que estou levando vocês.
- Porque eles estavam atrás de Kagome? Eu nunca vi ninguém que se parece com você ou com eles? – Timidamente, Rin perguntou.
- Arg. Sesshoumaru é tão melhor com explicações – Esfregando as têmporas, Inuyasha sentiu uma dor de cabeça do tamanho de um trem a caminho – Kagome, você tem o que chamamos de poder espiritual.
- Tenho o que?
- Por favor, não se faça de boba. Vi o que você fez com o homem que te trouxe para casa.
- Ele está falando de Hojo? – Miroku olhou para a amiga que esbugalhou os olhos – Kags?
- Seja lá qual for o nome do cara. Ela o apagou sem mal levantar o dedo mindinho – Inuyasha respondeu por ela – Ele tentou se forçar nela, uma má intenção, que foi combatida pelos seus poderes, garota. Aquilo é o mínimo do que você pode fazer, creio que seus poderes ainda estão adormecidos. O ponto é, você fez o que fez e no meu planeta tem alguém muito interessado no seu potencial. Para sua sorte, eu cheguei antes dele. Enquanto que vocês só estão aqui porque fui bonzinho demais para deixá-los virarem comida de youkai.
"Vocês devem querer saber o porquê que a garota aqui é tão importante assim. Nosso planeta está morrendo. Na verdade, está praticamente morto a anos. Antes mesmo de eu nascer, meu pai entrou em guerra com um outro youkai chamado Naraku. Naraku está até hoje tentando obter a total dominação do que restou em Eva, por isso lutamos para combatê-lo. Ninguém sabe ao certo o porquê, mas desde que meu pai morreu, ele observa seu planeta, esperando uma pessoa como você aparecer. Temos espiões que souberam que ele estava se preparando para invadir e te abduzir para levá-la a Eva. Antes que isso acontecesse, meu irmão me enviou aqui. Eu não sabia que ele ia tentar destruir tudo no caminho por você, mas eu não podia deixar ele tê-la. "
- Espera. Então você veio me pegar e nem sabe o propósito?! É isso que eu entendi? – Kagome estava hiperventilando agora. Tudo estava em câmera lenta – Que raios de explicação é essa?
- É a melhor que posso oferecer agora.
- Youkai? – Kagome perguntou depois de alguns minutos de silêncio.
- Vocês são humanos, nós youkais. – Inuyasha a encarou.
Não muito depois da conversa, o rapaz se retirou para a cadeira de piloto novamente. As horas passavam sem que ninguém desse conta de quanto. A nave se movimentava com graça e era tão silenciosa quanto as pessoas que a habitavam no momento.
Os amigos ficaram discutindo um pouco mais e depois que cansaram, sentaram-se no chão da pequena nave – ela não devia ter mais do que 15 metros quadrados – em um círculo. Ainda fizeram mais perguntas ao rapaz, que os deram respostas curtas e diretas. Dessas perguntas, aprenderam que a nave se movimentava mais rápido que a velocidade da luz, – Miroku estava particularmente interessado na física por trás disso – que chegariam em menos de seis horas de viagem e que estavam seguros por enquanto.
Depois que o silencio reinou no local e a adrenalina baixou no sistema dos humanos, eles foram adormecendo aos poucos. Rin foi a primeira a desabar no colo de Sango, seguida por Miroku que se encostou do lado da moça e passou o braço por seus ombros, criando um apoio para que Sango pudesse dormir. Cansada de toda aquela tensão, Kagome se levantou e se aproximou da cadeira onde o rapaz estava distraído com os comandos.
- Porque você tem orelhas de cachorro? – De todas as coisas sobre ele, aquilo era uma das que mais a intrigava. Kagome teve que segurar a vontade que teve de sentir a textura dos triângulos no topo da cabeça do estranho. Não seria educado.
- Tanta coisa para você me perguntar e você me vem com essa, garota? – Ele aparentava estar irritado e entretido ao mesmo tempo.
- Bem, Inuyasha, elas são intrigantes – Sem esperar resposta, ela voltou a se sentar do lado dos amigos adormecidos.
O rapaz soltou uma risada baixa e rouca – que lembrara um latido – enquanto Kagome apenas sorria e se sentava do lado de Sango para adormecer junto com os amigos.
Kagome acordou com um toque suave no braço. Abriu os olhos e tentou se levantar de supetão, mas se viu sendo segurada no lugar por um par de braços fortes. Inuyasha a olhava com olhos tão dourados, que a cegou por meio segundo. Percebendo que ele estava muito perto, ela estremeceu um pouco. Ele a deixava confusa. Bem confusa.
- Relaxe. Só te acordei porque estamos chegando – Tão rápido quanto veio, ele se foi. De certa forma, deixando os braços da menina frios.
Balançando a cabeça para se livrar do sono, ela acordou os amigos e juntos todos se levantaram e foram para perto do youkai, que estava novamente sentado na única cadeira do lugar.
- E agora, Inuyasha? – Ela perguntou timidamente.
- Inuyasha? Nome estranho cara – Miroku parecia mais relaxado perto de Inuyasha depois que chegou na conclusão de que ele não apresentava mais uma ameaça.
- E qual o seu? Espertinho?
- Meu pai se chamava espertinho. Miroku.
- Eu sou a Rin e essa é Sango. Que rude não nós apresentar, não é? – A essa altura, Rin já era capaz de sorrir novamente.
- Feh. Se segurem, vamos pousar em Eva.
Em menos que cinco minutos, Inuyasha avisou que tinham pousado. Mal deu para sentir devido a suavidade da nave. Sem saber pelo que esperar, Kagome tentou se preparar psicologicamente para o ambiente que estava prestes a conhecer. Nela, havia uma mistura de apreensão e de curiosidade. Para sua maior surpresa, Eva não era assim tão diferente da Terra afinal.
Logo que desceram pela rampa da nave, Kagome olhou ao redor e se admirou. Eva parecia tão morta quanto Inuyasha os havia dito. Construções decrépitas podiam ser vistas em todos os lugares, a maioria deles coberto de musgos e plantas trepadeiras. O que outrora havia sido uma cidade, agora estava abandonado para os fantasmas.
- Bem-vindos ao meu lar – Inuyasha era pura ironia.
- Você vive aqui? – Kagome estava incrédula. Como era possível que houvesse vida em um lugar como aquele?
- Não exatamente, levarei vocês ao nosso porto seguro. Fiquem perto de mim o tempo todo e não façam movimentos bruscos. Meu povo não está acostumado com sua raça.
Inuyasha ia à frente e atrás seguiam Kagome, Rin, Sango e Miroku em fila indiana. Antes de começarem a se movimentar, Inuyasha pegou o que se pareciam bastante com pistolas e entregou uma a Miroku.
- Você é homem afinal – Ele havia dito com desdém.
Preferindo ignorar o machismo, as garotas só balançaram as cabeças umas para as outras e seguiram as ordens do youkai. O passeio foi silencioso e todos se mantiveram a menos de um braço de distância do outro. Quase meia hora de caminhada depois, eles tiveram um pequeno susto quando um arbusto se movimentou a direita do grupo. Sem pensar duas vezes, Inuyasha se moveu rápido como só ele era. Verificando que se tratava de um bicho qualquer, eles seguiram andando em silêncio. Rin agora segurava a mão de Kagome e de Sango.
Dada mais meia hora de caminhada, Kagome pôde perceber que eles haviam chegado perto de um sopé de montanha. Nele havia uma clareira livre de construções, estradas ou mata.
- Chegamos. Vou abrir a passagem e quero que sigam em frente e só parem quando chegarem no hangar logo à frente. Não tem erro, é só um corredor. Vou ficar por último dessa vez – Sem parar para ver se estavam prestando atenção no que falava, o rapaz dos cabelos prateados abriu uma escotilha que estava bem escondida perto de uma árvore enorme. Indicou com a cabeça para que passassem, enquanto ele fazia uma varredura no perímetro com o olhar.
Logo que andaram ao menos duzentos metros em um hall mal iluminado, havia o hangar que Inuyasha tinha mencionado antes. Tudo parecia tecnológico demais e com botões demais. Inuyasha apareceu em menos de dez segundos e já estava grudado no que parecia um comunicador. Miroku estava embarbascado por tudo que via e seguiu o youkai.
- Preciso de uma equipe de resgate aqui e agora.
- O que houve, Inuyasha? Recuperou a moça? – Um youkai com cabelos e rosto muito parecidos com Inuyasha não demonstrava emoção no rosto ao responder, mas sua voz estava um pouco alterada, quase excitada.
- Eu explico depois, venha agora! – Gritou Inuyasha, encerrando a transmissão.
Movimentando-se com rapidez, Inuyasha foi em direção a parede oposta. Kagome e os outros observavam com atenção, enquanto assistiam o rapaz abrir um compartimento no chão e tirar mais algumas pistolas e distribuir para as garotas.
- Vamos aliviar essa tensão? Que acham? – Ele exibia um sorriso meio tenso, meio malicioso no rosto – Os phasers já estão prontos para serem usados, então cuidado para não acertarem uns aos outros.
Sem mais aviso, Inuyasha se virou e ele mesmo deu o primeiro tiro que fez com que Rin soltasse um gritinho sufocado.
- Você não mandou a gente ter cuidado?! – Sango olhava para ele com olhos arregalados.
- Cuidado para não se acertarem. Aqueles ali, vocês podem matar à vontade.
Foi então que Kagome percebeu do que ele estava falando. Pelo corredor que eles vieram, surgiam seres e mais seres, estranhos como os que tentaram sequestrar Kagome em Tóquio. Os quatro trataram de aprumar os phasers da maneira menos desajeitada que podiam, o que não era lá muita coisa. Inuyasha gritou ordens para recuarem para perto de uma porta que desde que eles tinham chegado, se mantinha fechada.
- Droga! Eles sabiam que ia demorar para Sesshoumaru chegar aqui! – Inuyasha atirava como um louco, sem errar nenhum dos alvos – Pelo menos mandaram os sem-membros.
- Quem é Sesshoumaru? – Miroku perguntou, um pouco depois de errar um youkai que lembrava centopeia feia que tinha mirado.
Tudo acontecia em câmera lenta para Kagome. O grupo estava protegido do tiroteio por uma parede saliente ao lado da porta, ela atirava, mas parecia que nenhum tiro acertava o alvo. Inuyasha era o que menos tinha cobertura e sendo alvejado por gosmas horríveis que saiam das bocas escancaradas dos monstros. Eles não tinham armas e a maioria tinha a aparência de insetos que cresceram demais por causa de algum acidente nuclear maluco.
- Ele não pode ficar lá sozinho! – Kagome recebia choques de adrenalina, pronta para ação.
- Fiquem aqui! Vou dar cobertura! – Miroku começou a sair da cobertura, sendo seguido pelas amigas. – Fiquem!
- Não! Vamos ajudar – Para provar seu ponto, Kagome colocou a cabeça para fora da parede onde estavam recuados e deu o primeiro tiro. Não foi nada como ela imaginou, o solavanco da arma veio com força e quase a desequilibrou, mas sua força de vontade foi maior e ela tomou posição novamente.
- Sua desequilibrada! Saia daqui! – Inuyasha gritou, subitamente ao seu lado, enquanto mirava. Bastou esse leve momento de distração para que ele fosse atingido na cintura por um espinho que saiu das costas de um youkai, fazendo com que ele caísse para trás logo em seguida.
- Me ajudem! – Miroku seguiu em direção de Inuyasha, desviando de mais projéteis e atirando em tudo o que se mexia. Ele e Kagome o puxaram pelos braços até a cobertura onde Sango e Rin estavam. As garotas atiravam a esmo, sem acertar nada.
- Abaixem! – Miroku passou Inuyasha para Sango – que havia desistido de atirar - e tentou acertar mais alguns dos seres, mas onde um caia dois vinham tomar seu lugar. Miroku olhou para trás e viu que as amigas o chamavam, estavam agachadas e protegidas novamente. Ao longe, os youkais se aproximaram ainda mais. Miroku soltou um palavrão baixinho e se jogou ao lado de Kagome. Na mesma hora em que Inuyasha – mesmo ferido – tentava se levantar para acionar um botão vermelho do lado do comunicador na porta.
- Não podemos ficar encurralados. – Inuyasha falou ofegante, sangue jorrava de seu ferimento formando uma poça no chão. Ele se viu obrigado a usar Kagome como apoio, a garota o segurou com firmeza e ele se sentiu grato e aborrecido por precisar de ajuda.
- E o que a gente faz? Por Deus, você está sangrando! – Sango segurava a arma perto do peito.
- Pelo que conheço de Sesshoumaru, ele estará aqui em menos de cinco minutos. Assim que essa porta abrir, corram para o mais longe possível. – Inuyasha falava com um pouco de esforço, mas parecia decidido a não parar de atirar nos youkais.
- C-como você sabe que as portas vão abrir?! – Rin estava à beira de lágrimas e segurava a arma que ganhara mais cedo como se fosse um bichinho de pelúcia.
Antes que Inuyasha pudesse responder, sentiram um enorme solavanco na porta atrás. Os monstros estavam mais próximos agora e se os alcançasse estariam perdidos. Miroku, Sango e Kagome se apressaram a tentar atingir algum youkai atirando cegamente para fora, enquanto Rin tentava estancar o sangramento de Inuyasha. As portas começaram a abrir lentamente.
- Não podemos aguentar muito disso. – Sango tinha os olhos arregalados em puro terror.
- Inuyasha, espero que saiba o que vai fazer! – Voltando para perto do garoto ferido, Kagome segurou seus ombros com um pouco de força. Os outros a seguiram e se agacharam em círculo.
- Calma, bruxa. Meu irmão está chegando... – Inuyasha tentava passar a segurança que não tinha para ela.
Era um pandemônio, Inuyasha estava ferido e não sabia o que fazer. Aquilo era a única esperança que tinham, então ele teria que apelar para um milagre. Ele só podia rezar para que funcionasse e que Sesshoumaru poupasse seu traseiro depois que estivessem em segurança. Aqueles humanos não eram lutadores. Eram corajosos, mas não sabiam lutar.
- Quando você mandar – Kagome sussurrou perto de sua orelha. As portas estavam quase abertas o suficiente para passarem. Olhou para os outros e acenou. Era agora ou nunca.
- AGORA! – Eles correram em disparada, todos agarrados uns aos outros. Inuyasha parou por uma fração de segundo para apertar o botão vermelho novamente.
E então aconteceu.
Sesshoumaru corria o mais rápido que seus poderes youkai permitiam. Ele tomou a dianteira dos outros da Resistência. Em seu raciocínio rápido ele selecionara os melhores que pode reunir em cinco minutos e partiu em disparada, armados até os dentes.
"É bom que nada demais tenha acontecido irmãozinho... ou arranco suas orelhas."
Faltando menos de duzentos metros para o portão de entrada do hangar, foi quando ele viu o dito irmão correndo em sua direção. Aparentemente sendo seguido por mais quatro humanos e sendo perseguido por vários youkais.
E quando ele menos esperou, houve uma explosão que os fez serem jogados uns por cima dos outros.
Era agora ou nunca, Inuyasha já estava se curando do ferimento graças a seus poderes. Os youkais só estavam esperando a oportunidade de matar todos que não fossem Kagome. Decidindo usar isso como vantagem, ele estava pronto para atacar novamente.
- SESSHOUMARU, ABAIXA!
A explosão sacudiu todas as estruturas do hangar e o mandou voando alguns metros para frente, fazendo com que seu corpo atingisse um outro corpo leve. Viu Kagome gritar por ele, mas seus ouvidos pareciam afetados pelo barulho da explosão.
Inuyasha ofereceu a mão para Kagome, que a segurou como se sua vida dependesse disso. Ele deu um leve apertão para assegurá-la de que ia dar certo e juntos levantaram. Dando uma última olhada para os amigos, ela viu Miroku segurando firmemente as mãos das outras duas mulheres ao seu lado. Sesshoumaru estava a sua frente em segundos e olhava o irmão com uma leve preocupação.
- Tudo bem! Estou com a sacerdotisa! Continue correndo! – Ainda segurando a mão direita de Kagome ele olhou para trás e viu que youkais ainda tentavam os alcançar – Kagome, feche os olhos.
Ela obedeceu e quase imediatamente foi tirada do chão para estar nos braços de Inuyasha mais uma vez. Ela sentiu ele se mover tão rápido que ela perdeu o fôlego.
- AAH! – Kagome ouviu um grito que só poderia pertencer a Rin. Abrindo os olhos ela pode ver que a menina tinha tropeçado e estava caída segurando o tornozelo.
Pensando rápido e por puro instinto, Inuyasha jogou Kagome em direção à Sesshoumaru e pegou a pequena mulher no colo. Tudo aconteceu em segundos, tão rápido que Inuyasha mais tarde iria se lembrar como se impressionou pela velocidade que conseguiu atingir.
Mas sua velocidade não foi rápida o suficiente para que ele pudesse livrar os dois da segunda explosão. Ele se jogou no chão e tentou proteger a garota com seu próprio corpo o melhor que pôde. A última coisa que ele lembrou, foi alguém gritando seu nome. Depois tudo ficou escuro.
