CAPÍTULO 3
.
.
Mal me sentei na poltrona e uma voz ensurdecedora preencheu o local. Mary e seu vasto cabelo loiro adentraram o salão.
- Sabia que você estaria aqui, querida Lily flor! Titia Mary sabe tudo – disse sentando próximo a mim e abrindo um sorriso de trinta e dois dentes.
- Não Mary eu não vou ao treino. E, pensando bem, você é titia mesmo, você notou o fio grisalho enorme que tem nesse seu cabelo? – disse pausadamente dando ênfase na gravidade do assunto enquanto a boca de Mary se transformava em um estranho "o".
Ela piscou algumas vezes seus olhos azuis e passou a mão levemente pelo cabelo.
Soltei um sorriso debochado.
- Você ta brincando, né? – disse desconfiada – Porque se isso realmente estiver acontecendo, o meu plano de ser uma cópia legitima da Amy Lee ta valendo. E você sabe que eu adoro aquela capa gótica do penúltimo livro que você estava lendo, então, uma tintura dark não faria mal, até acho que ficaria gata...
- Vai parecer uma cigana, isso sim – disse o moreno alto descendo as escadas dos quartos masculinos.
- Olha quem diz o disvirginalizador de menininhas inocentes. Catherine Holtt? Mesmo? Por Deus, ela deve ter uns 11 anos?- disse Mary escandalizada.
- Na verdade Mary ela tem 15 – disse sem pensar muito.
- Jura? Ela deve tomar banho de formol, não é? Nem peito ela tem, é uma tábua! Você realmente sente algo por isso Black?
- Mulheres são mulheres, ela apenas tinha pouco conteúdo.
- Agora carne é conteúdo?
- Se você pensa assim. – disse ele meio que sem importância vindo sentar ao meu lado. Seus cabelos negros na altura do pescoço cheiravam a hortelã, seus olhos cinza me encaravam profundamente, e sinceramente de todos os garotos da escola, Sirius Black era o único, além de Potter que me olhava nos olhos, sem medo. Suas feições másculas e belas como de antigas estátuas gregas me fazia pensar como a vida era injusta. Tão bonito e tão cafajeste.
- Ah Black não me diga que vai tentar cantar a Lily? Você sabe que ela é fruta proibida, praticamente a figurinha do Cole do álbum da copa, impossível de ter.
– Bem, se eu quisesse a ruiva eu a teria. Sempre tenho o que quero, não importa os meios, mas, na verdade eu quero é você sabe?
Fiquei como uma estátua entre os dois, mal pisquei. Aquilo sim era uma pessoa convencida.
- Que ego hein Black. – disse
- Enorme. – completou Mary.
- Temo dizer que não é só ele que é enorme.
- Cala a boca.
- Ah Mary quando iremos tirar o seu lacre?
Mary calou-se ruborizada, e um súbito silencio reinou sobre o local.
A pergunta foi de propósito, quando ele soltava frases chocantes era porque queria a atenção de alguém em particular e nesse caso era eu.
- Sirius é isso mesmo que você veio fazer aqui, dar essa cantada barata, porque se o meu instinto está correto você quer algo, não é?
- Garota esperta. – falou ainda olhando para uma Mary em estado de choque.
- Desembucha.
Ele colocou sua boca próxima ao meu ouvido, respirando profundamente.
- Você é cheirosa.
- Fala logo. – disse rindo
- Eu tenho algo que você perdeu. – disse pegando um punhado de meu cabelo e enrolando no dedo.
- Então me devolva.
- Poderia fazer isso, mas qual seria o prazer?
Abri e fechei a boca algumas vezes. Aquilo era um absurdo.
- Você não vai conseguir nada de mim, Sirius. Absolutamente nada.
- Não seria nada sexual, sabe. Pelo menos não comigo, e se você não estiver afim porque se estivesse creio que seria um êxtase coletivo.
- Esse algo seria a Frida?
Ele consentiu.
- Bem, sei que o Remus e até mesmo o Potter não deixariam ela morrer de fome.
- E quem te disse que ela está em nossa casa?
- Como assim? – perguntei surpresa.
- Eu a coloquei em um local estratégico e sei que você está sentindo falta da bolinha de pêlo, porque por Deus até eu estou.
Estreitei os olhos para ele, querendo respostas.
- Ela era o único ser do sexo feminino que dormia na minha cama e que me acordava graciosamente com lambidas.
- Sirius...
- Vá com o Prongs no baile de Holloween.
- Não. Eu não vou com ele.
Ele ficou me encarando, como se lendo os meus olhos.
- Eu não posso. – disse baixinho;
Ele esperou um minuto e soltou a frase que fez Mary acordar do estupor.
- Então Evans, você irá comigo ao baile de mascaras. Só peço uma coisa: fique gostosa.
Falou piscando levemente como se tramasse algo, levantando em seguida.
- Eu não disse que iria com você!
- Ah, mas você vai, porque agora que todos sabem que você vai comigo ninguém irá te convidar.
- Idiota. Eu quero a minha gata.
- Ela vai dormir essa noite comigo e amanhã te devolvo.
- Nada disso, nem que eu tenha que subir no seu quarto eu vou pegá-la de volta.
- Você é difícil hein. Nem chantagem você aceita. Mas bem, se você fizer isso será um prazer, assim talvez o James te amarre na cama e faça bebês com você.
- Isso foi tão primeiro ano Sirius – disse Mary.
- Se não tiver a resposta para minha pergunta é melhor ficar caladinha Mary. Você fica até mais bonita assim.
- Ogro.
- Relaxa Fiona, ninguém morre virgem – disse piscando – a vida fode todo mundo – falou saindo pela porta de entrada enquanto colocava um cigarro nos lábios.
.
Depois de passar quase meia hora tentando acalmar Mary e prometendo que iria dar uma passadinha no treino, fomos almoçar. Posso dizer que foi um almoço calmo, nosso grupo permanecia o mesmo do café da manhã enquanto os marotos ficavam a duas cabeças de distancia. Mas hoje não houve olhares de queimar a nuca, havia treino e como em qualquer pré jogo eles eram profissionais, se concentravam ao máximo em ingerir energia suficiente para ter fôlego e força no campo.
Depois de reafirmar a minha promessa para uma Mary ainda meio agitada fui à biblioteca devolver alguns livros locados. Sempre ficava feliz ao ir à biblioteca, era um mundo conhecido e que lhe dava segurança. Desde pequena adorava ler e ficava maravilhada ao receber todo mês um pequeno livro de seu pai e mesmo que o livreto fosse sobre jardinagem ou culinária lia-o com o mesmo interesse, o importante era estimular a cabeça, como dizia o seu pai.
Tinha uma micro livraria em seu quarto, era uma parede lotada de livros e cada vez que voltava para casa sabia que encontraria novas aquisições, pois seu pai continuava a incrementar para que ela pudesse levá-los no retorno a escola. Todavia, a biblioteca de Hogwarts era imensa, paredes e mais paredes lotadas de pequenos cadernos de conhecimento e com isso ela delirava.
Parada de frente a bibliotecária Madame Pince enquanto ela dava baixa nos livros ora locados, Lily ficou um pouco chocada ao ver na segunda fileira de mesas um antigo amigo, agora não mais. Severus estava debruçado sobre um grosso livro de herbalogia, seus cabelos negros caiam quase tocando levemente o livro, seus olhos negros estava fixados na página e suas pernas debatiam-se debaixo da mesa como era de seu costume e apesar do dia estar levemente mais quente, ele estava com vestes grossas e negras. Estranho.
Ao que ele levantou o olhar para encará-la um corpo parou ao seu lado tampando a visão.
- Quando desci você não estava mais no salão, Lily.
Disse um Remus levemente corado, com os braços lotados de livros.
- Sei que o Sirius está com a minha gata, foi bom porque assim você não precisou mentir. – falei voltando a olhar para a bibliotecária.
- Eu não ia mentir pra você.
Eu o encarei descrente.
- O.k., talvez omitir. – Sorriu.
- Vocês dizem que as mulheres que são fofoqueiras e tals, mas são vocês que encobrem tudo o que o outro faz.
- Somos Marotos Lily, temos código de conduta.
- Que no meu ver é uma idiotice.
- Pelo que vejo você está nervosa. O que houve?
- Sirius, Potter. Quer mais alguma coisa?
- Ahh o baile... – disse dando um pequeno sorriso e balançando a cabeça.
- Você já sabia não é?
Ele acenou.
- Eu sou idiota mesmo.
- Não é não.
- Eu to cansada sabe, de tudo. Se não fosse o ultimo ano nem sei o que faria.
- Morreria de saudade do amigo aqui.
Sorri um pouco quando ele colocou a mão no peito sendo dramático.
- Remus moramos na mesma rua.
- Pois é. – disse levantando levemente a sobrancelha. – Vai ao treino hoje?
- Vou, mas só no final, estou sendo obrigada pela Mary.
- E o que vai fazer nesse ínterim, se me permite perguntar.
- Vou visitar o Todd.
- Hum. – disse pensativo. – Quer companhia?
- Ah ta, você iria mesmo?
- Não.
Ambos rimos da sinceridade da resposta.
Ainda gargalhávamos quando um homem de aproximadamente 23, 24 anos se aproximou de nós dois. Era bonito, tinha um cabelo curto em loiro escuro, olhos castanhos, alto e com músculos trabalhados que apareciam sobre a camisa.
O novo professor de história suspeitei.
- Olá, desculpe a intromissão, mas você deve ser a Monitora chefe Lily Evans.
- Sim. – respondi desconfiada.
- É claro, a descrição cai perfeitamente. Cabelos longos flamejantes, olhos verdes hipnotizantes e uma beleza renascentista.
Remus e Lily ficaram parados absorvendo o que ele acabará de dizer, porque sim, ele estava cantando-a na cara dura.
- Pois é em pessoa. Deseja algo?
- Sou o novo professor de História e gostaria de conversar algumas coisas com os monitores de todas as casas.
- Posso arranjar isto, mas não seria mais fácil se o senhor conversasse com a responsável pela Grifinória a professora Minerva?
- Seria, mas agora prefiro tratar desse assunto com você. Parece mais agradável.
Olhando para Remus e pedindo ajuda via olhar, se dirigiu ao professor.
- Como quiser, foi um prazer em conhecê-lo. – disse agarrando o transpasse da calça do maroto e o puxando para a saída.
- O prazer foi meu. Até mais.
Andaram um pouco a ponto de quase descer as escadas quando Remus abriu a boca.
- Me diz que ele não fez isso?
- Ele é louco Remus, ele não sabe as regras desse colégio?
- Se sabe, pareceu não se importar.
- Que loucura.
- Desculpa, mas o Prongs vai adorar isso, ele sempre quis pregar uma peça em algum professor...
Acotovelei seu estomago.
- Sem graça
.
A ala hospitalar ficava no corredor norte do primeiro andar do castelo. Era um local frio por conta do ar condicionado extremamente forte, cheio de fileiras e mais fileiras de camas para os adoentados. Não era um local bom de ir.
Adentrei ouvindo o eco dos sapatos ao tocarem o chão lustroso de mármore indo até a mesa principal, onde Madame Pomfrey encontrava-se rabiscando algo. Estava calma como sempre e seus cabelos loiros quase completamente brancos brilhavam devido à luminosidade do abajur.
- Desculpe Madame Pomfrey, mas Brian Todd está aqui?
Passando a mão pelo cabelo como se quisesse arrumá-los ou diminuir o frizz, ela falou com sua voz calma e passiva.
- Não minha querida, sofreu algumas fraturas e achei melhor ir ao Hospital para que fosse melhor avaliado. Você sabe não é fácil cair da escada e ainda mais nessas escadas tão escorregadias do terceiro andar.
Lily sentiu sua garganta ficar seca. Escada? Sei bem...
- Mas creio que hoje a noite ou amanhã de manhã já estará aqui e então a senhorita poderá visitá-lo.
- Obrigada.
- De nada minha querida, mas venha no horário de visitas.
Assenti com a cabeça, dando meia volta e engolindo o choro caminhei diretamente sem ao menos olhar para o lado em direção ao campo.
Como de costume estava cheio de garotas que davam gritinhos a cada lance, todas animadas querendo ser a próxima a sair com algum membro do time. Era patético.
Subi os degraus da arquibancada com desanimo, agarrando em meu casaco para tentar evitar o vento frio que passava no local. Mary estava bem no meio como sempre, aquele era o seu local cativo, aproximei e enfiei a cabeça entre minhas mãos deixando o meu cabelo encobrir o meu rosto e a minha tristeza.
- O que foi flor, não está bem? Está com cólica? Dor de cabeça profunda? Porque se for tenho uma aspirina super que vai fazer isso sumir em milésimos de segundos, certeza.
- Nada não. – disse com a cabeça ainda baixa.
- Chegou tarde, o treino já vai acabar em cerca de 5, 4, 3,...
Ficou ela contando e como para corroborar o apito tocou justamente quando disse zero.
- Agora que vem a melhor parte. – disse ela toda feliz, animo exalava em sua voz.
Levantei a cabeça, mas ainda continuei com os cotovelos apoiados nas pernas queria ver o que era de tão extraordinário. Todos os garotos estavam andando de volta para a lateral do campo, perto da arquibancada; estavam todos suados e se confraternizando quando de repente alguns começaram a retirar as camisetas e a expor seus corpos talhados pelo treino.
Lily balançou a cabeça, rindo de sua amiga tarada.
- Fala sério Lily, é nesses momentos que eu penso em aceitar a proposta do Sirius. – falou indicando Sirius Black sem sua camisa, mostrando seu corpo criminoso. – Só de pensar em minhas unhas pintadas em néon passeando por esse tanquinho, ahhh
Lily ria abertamente das revelações da amiga.
- E bem, ele tem experiência, então seria uma maravilha, não é?
- Pode ser.
- Tem quer ser, não é? Senão ele não teria tirado a pureza de quase toda Hogwarts!
- Pureza? – ri mais ainda.
- Ah Lily não caçoa só porque você já não tem mais isso.
O sorriso morreu no rosto de Lily.
- Desculpa, foi mal. – disse Mary sabendo que tocou na ferida.
Mais eu mal a escutei, meus olhos foram tragados para o corpo de James. Ele estava de costas conversando com o zagueiro do time, as meias negras iam até metade da canela e o calção negro estava parcialmente colado em seu corpo dando uma pequena chance de ver suas coxas torneadas pelos treinos. Suas costas largas e nuas estavam suadas e dava para perceber a mínima porcentagem de gordura naquele corpo trabalhado. Mas algo chamou a atenção de Lily, algo que não estava ali antes e se pronunciava de forma gritante. Uma tatuagem negra se localizava um pouco abaixo do pescoço em formato de assas. Assas negras que batiam conforme ele movimentava os braços.
Lily ficou encarando aquele desenho por um tempo e, como se pressentisse ser observado James virou passando a mão pelo cabelo molhado. Pelo que pareceu ele ficou surpreso com a presença dela ali, já que era a primeira vez desde o inicio do ano letivo que ela comparecia. Ficou a encará-la por um tempo, como se a contemplasse até que foi arremessado para trás pela mesma garota água oxigenada do dia anterior.
Lily balançou a cabeça negativamente, pegou a mochila e colocou sobre seu ombro. Iria sair dali o mais rápido possível.
- Mary estou indo. Compareci como você queria, agora, por favor, me deixe ir.
Mary olhou de James para Lily e acenou com a cabeça;
- Vai, te encontro mais tarde. Quero um pouco de chocolate emprestado.
Lily sorriu e começou a descer as escadas quando escutou um anunciamento que gelou sua espinha.
- Não, garotas. Não vai rolar. Eu irei ao baile com a ruivona ali. Isso mesmo, vou com a Evans. – dizia Sirius para o que parecia sua platéia particular de meninas
Lily observou Sirius acalmar suas fãs e achou que seria impossível ser mais cafajeste do que aquilo, mas relevou porque quem permitia aquilo eram as próprias garotas que imploravam por sua atenção. Então estavam quites.
Continuou a descer quando no ultimo degrau alguém a esperava. Alguém alto, bronzeado e com cabelos indomáveis.
- Largou o seu cachorrinho, foi? – disse ácida.
- A mandei pastar. – falou presunçoso cruzando os braços no peito. - Depois que vi como você estava me comendo com os olhos.
- Nos seus sonhos.
- É, mas foi real. Você tinha que ver o seu olhar, era de puro desejo, tesão até.
- Potter cai na real, não fantasia – disse descendo o ultimo degrau e caminhando na grama. – Você me dá nojo.
- Como é? – falou bravo. – Eu te dou nojo? Não foi o que eu ouvi naquele dia...
Lily parou de caminhar. Odiava isso. Odiava magoar as pessoas e principalmente se magoar junto. Mas, aprendeu não faz muito tempo que ações contrárias às vezes eram necessárias para um bem maior, e se sua vida fosse esse bem, ela o faria.
- Eu fingi. Ta satisfeito?
Ele ficou sem fala. Seu rosto endureceu e seus pulsos viraram bolas.
- Você não fingiu! – falou ele um pouco elevado, as veias de seu rosto estavam altas.
Virou parcialmente seu corpo e levantou seu dedo médio para ele. Estava sendo infantil e errada, mas por Deus ele tinha que se afastar dela.
Ele virou o rosto um pouco de lado como se estivesse processando a idéia de ela, Lily Evans, monitora chefe, estar lhe fazendo um gesto obsceno. Sorriu e correu atrás dela.
Ao movimentar da grande sombra de James atrás dela, Lily começou a correr em disparada em direção à casa do guardião de Hogwarts, Hagrid. Suas pernas depois de um tempo começaram a formigar estranhando a movimentação repentina, mas ela não podia parar, tinha que fugir dele. Corria pela grama sentindo o vento frio bater em seu rosto e por vezes arder, quando foi jogada violentamente no chão. Braços seguravam sua cintura e um corpo quente estava sobre todo o seu. Virando-a de forma brusca e pousando sobre seu corpo com posse.
James sorria.
- Alguém vai ver isso e você será expulso.
- Impossível Evans, como posso fazer algo se você sente nojo de mim, não é? – disse ele passando a mão pela coxa esquerda da ruiva e dando um tapinha de leve em sua nádega.
- Para com isso agora, eu não sua uma dessas prostitutas que você pega. Me larga! – disse se contorcendo embaixo dele.
- E verdade elas são melhores, elas gostam de estar comigo. – disse pegando-a pela mão, levantando-a e encostando-a na parede de pedra rústica da casa do guardião. Aquilo realmente machucou.
Seus lábios devoravam sua boca com fúria, com um ódio nunca visto. Suas mãos passeavam por seu corpo, por vezes brincando por debaixo de suas vestes.
Ela queria pará-lo mais era impossível com seus braços unidos e punhos segurados com força por uma mão que daria duas da dela. Sua boca selada por lábios famintos. Ele estava em todo lugar.
Lily se contorcia em um misto de ódio e calor crescente que subia por suas pernas quando ele beijava a sua pulsação no pescoço ou quando gemia em sua orelha ou quando mordia seu lábio ou até mesmo enquanto devorava seus lábios da forma como estava.
Ele falava coisas em seu ouvido bem baixinho quase a impossibilitando de entender, sua língua traçava uma linha de beijos e mordiscadas por seu pescoço descendo por sua clavícula e parando no primeiro botão de sua camisa.
- James, por favor. – disse ela em um mero sussurro.
Ele libertou as suas mãos e a abraçou com força, colando seus corpos e suspendendo-a do ar. O suor dele colando em sua pele e o gosto salgado ficou em sua boca.
Quando seus pés tocaram novamente o chão, James continuou seus beijos de onde havia parado. Ela poderia pará-lo, mas aquilo era tão gostoso. O jeito como ele a amava, como venerava seu corpo, como sabia onde tocar para deixá-la sem ar. Era delicioso demais e por mais que ela se revoltasse mais tarde seu controle e razão haviam escapado por um tempo, deixando-a apenas com as sensações.
Mas de uma coisa ela estava certa, não iria demonstrar, nada. Absolutamente nada.
Sua boca desceu sobre os botões e suas mãos se posicionaram em seu quadril segurando com força seu derrière, abusado. Sua boca desceu alguns botões indo em direção ao seu seio esquerdo e mesmo abocanhando por cima do fino pano que era sua camiseta, Lily pode sentir um calor subir e tomar conta de suas vestes, fazendo-a fechar os olhos para curtir melhor o momento.
Ali, se demorou um pouco logo descendo e subindo levemente a barra de sua social branca, traçando um circulo em volta de seu umbigo com sua língua quente.
As coisas estavam definitivamente ficando difíceis enquanto Lily controlava seus nervos para que suas mãos ficassem bem ali, coladas na parede e não nos cabelos molhados do maroto.
Ele mordeu a sua cintura com força, machucando-a e voltou a subir, puxando seu pescoço com força e espalhando beijos por toda a região. Enlaçou uma de suas pernas em seu quadril e começou a friccionar fortemente contra o seu. Seus lábios estavam em sua clavícula mordiscando levemente a pele já avermelhada.
Ela já não agüentava mais, o calor estava insuportável e seu corpo inteiro doía para ter o dele mais e mais perto. Ele e somente ele, com aquele corpo suado, aquele gosto de rum de seus lábios, aquelas mãos poderosas e aqueles gemidos que inebriavam sua mente Ela não agüentava mais segurar o prazer que ele proporcionava friccionando daquele jeito o seu corpo, justamente ali, naquela parte e foi ai que um pequeno e baixo gemido escapou de seus lábios.
Assim que ouviu a pequena lamentação de desejo, James a soltou, dando um passo para trás e passando a língua pelos lábios ora inchados.
- Ora, ora você gosta. – disse se aproximando novamente. – Quer dizer que não sente tanto nojo, não é?
Lily que estava com os olhos fechados permaneceu daquela forma, respirando fundo a procura de ar para resfriar o seu corpo que estava em chamas.
- Você me deseja. – disse em seu ouvido - E sabe de uma coisa Evans, você será minha querendo ou não. Porque agora é guerra. Conte os dias.
Disse caminhando de volta ao castelo, deixando uma Lily sem ar e totalmente em combustão.
Let's go!
Obs: Talvez o dia de publicação mude. Fiquem ligadas.
Reviews:
28Lily:Obrigada pelo agrado. E verdadeiramente você deve agradecer a Taline, é ela que lê os capítulos e fala pra melhorar as cenas. Ela força até eu transpirar e vcs tbem.
Alice Hills: Eu deveria ser oftalmo não é, já que salvo os seus olhos. Mas, concordo com vc, há poucas fics boas no mercado brasileiro. Eu mesmo não leio nenhuma em português.
Ninha Souma: Vc ficou nervosa... I'm so so sorry!:)
CaroldoubleS: Vc é a garota que quando escreve review mais me anima. O que é isso? kkkkkk É uma injeção de euforia.
Jane L Black: Gostou do Remus? Sabe, eu não acho que ele era um santo...muito pelo contrário.
danimossmannhotmailcom: Seu nome é massa! Acho que vc é leitora nova...fico feliz que tenha mostrado seu rostinho!
Tali: Sem comentários. Eu sou tudo depois que durmo.
Obrigada tbém as garotas: Liis, Jackeline Prongs e MaryImaginary.
