Capitulo 4:
- Insuportável conviver com Traidores!
Chegando no salão comunal, Harry sentou no sofá perto da lareira, e Gina sentou-se ao seu lado. Tiago, Remo e Sirius acomodaram-se no chão, Remo já tirando um tabuleiro de xadrez de bruxo de debaixo do sofá. Rabicho sentou numa poltrona e pôs-se a admirar seus colegas. Ao olhar para aquele garoto, Harry sentiu vontade de se levantar e ir até ele para estrangulá-lo, mas sabia que se fizesse isso, o denunciaria, porque os amigos gostariam de saber o motivo daquilo. E não estava afim de ficar de ponta cabeça, com a varinha de seu próprio pai apontada para ele. E ainda correria o risco de perder toda a pouca confiança que eles lhe tinham dado. Além de Gina ficar extremamente brava com ele.
-Não quer jogar, Harry? – perguntou Remo. Gina sorriu para Harry. Ela sabia que ele não jogava tão bem como seu irmão, Rony. E ainda por cima, achava que ele não gostaria de perder para o próprio pai.
-De onde vocês conseguiram tirar um tabuleiro do nada? – Harry perguntou, pois não tinha visto eles retirarem de debaixo do sofá.
-O escondemos sempre embaixo do sofá. – respondeu Tiago, com ar professoral. – Quando não dá pra pegarmos com as mãos porque tem gente sentado aqui, a gente convoca.
Harry pareceu um pouco relutante. Não queria não jogar, e não queria perder pro próprio pai.
-Tá com medo de levar bomba? – provocou Sirius. – Tá com medo de perder pro papai aqui? – e apontou para ele mesmo, com ar de deboche.
Remo pigarreou.
-Sirius, você sempre perde para mim e para o Tiago.
Sirius lançou-lhe um olhar de "Fique calado, Remo", e Remo esboçou um sorriso travesso.
-Então, vão jogar ou não? – pressionou Tiago.
Gina e Harry se entreolharam. Gina fez que não, mas Harry se escorregou para o chão, com um ar concentrado.
- Vamos lá. – resmungou ele, e Sirius esboçou um sorriso maroto. Sorriso que se antecipa da marotice. Gi, que estava atenta aos meninos, não gostou do sorriso de Sirius. Mas ela já tinha um plano.
Nos jardins, onde na beira do lago refrescavam os pés, as meninas começaram a conversar sobre a nova garota e o garoto que chegaram naquela manha.
- Ele é muito bonito, não acha? – disse Lene, com um sorriso maroto.
- Cuide do que é teu, Lene. – zombou Lily. Lene fez cara ofendida.
-O que é meu, Srta. Lily? – perguntou a morena.
- O Siriusinho, querida. – respondeu Lily, dando de ombros. – Harry é namorado da Gina.
-Não estava falando da beleza do moço. – retrucou Lene, com voz magoada e marota ao mesmo tempo.
-Não? – perguntou Lily, zombeteira. – Então do que era que você estava falando?
Lene bufou com a ironia da amiga. Revirando os olhos, tornou a falar.
-Você não percebeu o quanto ele é parecido com Tiago?
Lily arregalou os olhos perante a afirmação. É claro que ela tinha percebido.
Tonks estava alheia a conversa, pois olhava um garoto que vinha caminhando ao longe em suas direções. Ela tinha a vaga noção de que sabia quem era.
-E os olhos, Lily? – continuou Lene com suas suspeitas. – Você viu exatamente a cor dos olhos dele?
Lily fechou os olhos por um momento, tentando lembrar a cor dos olhos do menino. Estava tão distraída com a presença irritante do Potter, que mal tinha reparado no garoto e na garota do futuro. Lene tinha feito isso por ela.
-Não lembro da cor dos olhos dele. – admitiu ela depois de uns segundos.
-Claro. – soltou Lene, com ares irritados. – Você estava ocupada demais implicando com Tiago para perceber.
-Olha aqui, Lene. – irritou-se Lily. – Você não está na minha pele pra ser irritada doze horas por dia por um garoto chato que não sai do seu pé e...
-Lily. – cutucou Tonks, ainda olhando para o garoto que vinha na direção delas.
-Não, Tonks, me deixa falar para Lene, - retrucou Lily, furiosa, mas seu tom de voz ainda era baixo, mas indignado. – Ele só sabe fazer me atormentar, só me provoca, que é que mais voce queria que eu reparasse com ele por perto?
-Lily. – cortou Lene. – A cor dos olhos do garoto é exatamente...
-Lilian. – chamou o garoto que vinha na direção dela. Ele estava flanqueado por dois garotos, um pela direita e outro pela esquerda. Eles eram enormes, feios e idiotas. Severo Snape vinha acompanhado por Avery e Mulciber.
-Que foi? – Lily virou-se grossa para ele, antes de ver quer era. – Oh, Sev, me desculpe.
Snape torceu a boca como se as desculpas dela fossem amargas.
Avery o cutucou. Snape não olhou em sua direção. No entanto, abaixou a cabeça e respirou fundo. Iria amedrontá-la e era terrível que ele é quem fosse incumbido de lhe dizer.
-Li... Evans, - corrigiu-se ele. Era assim que teria de chamá-la daqui pra frente. Lily juntou as sobrancelhas. Severo nunca tinha chamado-a de Evans. – Você e seus amigos – ele não queria dizer o nome dele. – Você e seus amigos, - ele tentou mais uma vez, não conseguindo. –Você e o Potter, - ele esforçou, como se o nome do garoto lhe arranhasse a garganta. Soltou-a como se fosse alguma coisa nojenta. – Você e o Potter estão correndo perigo.
Lene se levantou de um salto e apontou a varinha para os amigos, que saltaram para trás, com medo da repentina fúria da morena. Snape, porém, manteve-se ali.
-Escute bem, [i] Ranhoso [/i]. – ela disse entre dentes. Tamanha era a sua raiva. – Se você acha que pode ameaçá-los sem ninguém se rebelar, está muito enganado. Lily e Tiago têm tanta capacidade pra te enfrentar, que poderiam acabar com voce e seus amiguinhos com as mãos amarradas nas costas!
Lily, que ainda estava sentada, se levantou com a expressão confusa. Por que Snape estava estranho e dizendo isso? Grata pela Lene, ela encostou a mão na varinha de Lene, que saía fagulhas vermelhas, em sinal de "paz", e deu um passo a frente.
- O que quer dizer, Severo? – perguntou ela, seu tom iniciando um tom frio.
- Que há um plano que os deixa em perigo. – respondeu Snape mais uma vez, tirando os olhos da varinha de Lene e olhando nos olhos de Lily. – Eu ouvi.
-Ouviu? – perguntou Lene, sarcástica. Ainda estava tremendo de raiva. – Ouviu da onde, Ranhoso? Da crápula onde você e os comersais se escondem quando fazem reunião? Ou naquela casa de trouxa que vocês atacaram verão passado, perto da minha casa?
Snape não deu atenção à Lene, ainda olhando para ver a reação de Lily. Seus olhos tornavam-se cada vez mais frios.
-Agradeço pelo aviso, Severo. Se a intenção era me amedrontar, pode ficar tranqüilo. Correrei até madame Pomfrey ainda hoje para tomar uma poção calmante. – ela respondeu sarcasticamente.
-Isso não é brincadeira, Lilian. – retrucou Snape, seco. – Eles estavam planejando te emboscar e te atacar...
Mas sua frase foi cortada com um lampejo, e seu grito fora sufocado. Estava de ponta cabeça, com uma mordaça na boca. Lene tremia de ódio. Tonks observava a cena assustada, enquanto os alunos ao longe viam o decorrer da história, olhando Lene atentamente, com medo demais de se aproximarem e serem azarados pela morena, que fervia.
- [i] Ranhoso [/i] , - começou a morena. – Eu disse para tomar cuidado com as palavras. – o sangue já descia na cabeça de Snape, e seu rosto começava a vermelhar. – Eu não quero saber quem o mandou aqui para avisar, ou se voce veio para ajudar. MAS SE VOCE CONTINUAR A SE APROXIMAR DELA, QUEM VAI ACABAR COM VOCE SOU EU! Não vou chamar ninguém pra me ajudar, e sei que Tiago ficaria agradecidíssimo por ajudar, mas sou muito egoísta para dividir qualquer pedacinho seu que fosse preciso. FIQUE LONGE DELA, SEBOSO! E não se atreva a ameaçá-la de novo!
-Chega Lene! – repreendeu Lily.
-NÃO! - Lene se virou para Lily, indignada. – Ele precisa ouvir Lily! Eu não agüento mais! Não sei como você pode ser amiga dele! Quantas vezes eu te falei que ele não era boa coisa!
-CHEGA MARLENE! – a voz de Lily era forte, mas com tom magoado. A muito tempo vinha percebendo as verdades que todos falavam e ela não queria ver: Snape estava se tornando uma pessoa má. Não simplesmente má. Perversa. Que não liga quando vê alguém sendo maltratado, alguém que era do lado do bruxo maléfico que estava por aí. Snape era um Comersal da Morte, esperando para completar idade e ter a marca negra no braço também. – Solte-o. – ordenou ela, querendo que o rapaz desaparecesse de sua frente. Não queria vê-lo nunca mais. Mas Lene não soltou, e Snape começava a se sufocar. Lene tirou apenas a mordaça, e Lily olhou-a furiosa. – Eu pedi pra [b] soltar [/b], Lene.
-Ele merece. – respondeu a morena, friamente.
-Solte-o senão eu vou azará-la! – avisou Lily, sacando a própria varinha.
-Tem sorte de Lily ter compaixão de um ser tão asqueroso como você, Seboso. – Lene voltou-se para Snape, soltando-o no chão. Com um olhar frio, Snape se pôs em pé e murmurou as palavras que jurara nunca mais pronunciar.
-Espero que nunca se esqueça do meu aviso, Sangue-Ruim. – e deu as costas para as garotas, e rumou, totalmente derrotado, para as masmorras.
Lily ficou atônita em seu lugar no jardim. Ele pronunciou aquelas palavras. Se ela não tivesse visto a boca dele se mexer, duvidava que ele diria isso a alguém. Ele, que sempre pareceu um sonserino [b] bom [/b]. Ele, que fora seu amigo de infância, que lhe contara sua verdadeira identidade. Ela achava que ele mesmo sendo da sonserina, e ela da grifinória, poderiam ser amigos. Mas estava errada. Sempre estivera errada em relação ao seu amiguinho de infância.
-Lily... – murmurou Lene, mas seus ouvidos não ouviam.
Aquele garotinho que ficava espiando por trás das moitas esperando o momento certo em que pudesse ser amigo dela e lhe contar que seu mundo não era aquele. Aquele amigo que a ajudava a suportar as ofensas de Petúnia.
-Lily... – agora Tonks também se juntara a Lene para o coral. Lily bufou, afastando as lágrimas que anunciavam o quanto essas palavras a machucaram e chocaram.
Aquele que ficara do seu lado quando Petúnia a chamava de aberração. Aquele que ela contava os segredos, e que ele contava os segredos para ela. Que ficavam horas a fio conversando sobre o mundo bruxo... Não, já não era o mesmo garotinho.
-Lily...
-Eu... – sua voz saiu cortada pelo choque. – eu vou para meu dormitório.
-Lily, não vale apena chorar por ele. – Lene se indignou.
-Acho que voce não percebeu, mas ele acabou de me chamar se sangue-ruim. – respondeu Lily, num tom quase sussurro, e carregada de mágoa.
- Você sabe que não precisa se afligir por coisas que aquele projeto de Comersal diz, Lily. – interveio Tonks. – Para ele, não há nada nesse mundo pior do que um sangue-ruim, mas para nós é o contrario. Não há nada pior nesse mundo que um Comersal da Morte. E você sabe que é a pessoa mais importante, a pessoa de melhor coração, a pessoa mais bela que eu já vi!
- Será que eu sou? – perguntou Lily, cabisbaixa. – Muitas pessoas não acham isso.
-Quem é seu amigo de verdade acha sim. – respondeu Lene, agachando para pegar as coisas delas para voltarem para o salão comunal. O dia feliz delas tinha acabado. Lily continuava parada onde estava e Tonks virou-se para ajudar Lene.
Quando Lene entregou as coisas de Lily, esta lhe deu um fraco sorriso de agradecimento.
No caminho, Tonks e Lene tentaram mudar de assunto, tentando melhorar o humor de Lily, mas não deu resultado.
-Eu não sei onde foi que eu errei nisso tudo... – resmungou Lily, ainda olhando para os pés, já quase entrando no corredor do quadro da mulher gorda. – Eu tentava não acreditar que ele era uma pessoa boa, que não era assim que ele era, que vocês tinham preconceito contra os Sonserinos, mas não, era tudo verdade... – ela suspirou. – E vocês, mesmo assim, comigo defendendo alguém que não merecia, vocês não deixaram de serem meus melhores amigos, confiaram em mim mesmo que eu não confiasse no que vocês diziam sobre ele...
-Isso já passou Lily. – disse Lene agora calma e dócil. Ela era uma garota espada-de-dois-gumes que ao mesmo tempo tá feliz, ao mesmo tempo tá explodindo. – Agora você viu a verdade. Voce viu que o Tiago tem razão em odiar Sonserinos.
Lily ergueu o olhar para sua amiga que era cinco centímetros mais alta que ela, seu olhar brilhou agora por poder enxergar seus verdadeiros amigos.
-Desculpem-me. – ela disse, largando seus materiais no chão e dando um abraço nas duas. Elas retribuíram o abraço, e então, entraram no salão comunal onde os garotos ainda jogavam xadrez.
O jogo estava equilibrado no inicio, já que Harry não era tão ruim assim. Mas logo seu pai já tinha destruído sua torre, seu cavalo e quatro peões. O jogo estava apertado, e Harry via-se sem saída. Ia pagar o vexame de perder para o próprio pai.
Gina, percebendo o sufoco do namorado, olha dos lados. Rabicho estava dormindo, Sirius estava olhando para duas garotas no sofá mais distante. Apenas Remo, Tiago e Harry estavam concentrados no jogo. Ela sacudiu a varinha, e um vaso de uma flor qualquer caiu, tomando a atenção dos meninos, que olharam do outro lado do salão para verificar o barulho. Gina sacudiu mais uma vez a varinha, e as peças que ainda estavam no tabuleiro se modificaram, ficando levemente a favor de Harry. No instante seguinte, os meninos perceberam que o barulho não tinha sido nada, voltaram para o jogo. Tiago não reparou a mudança, mas Remo juntou as sobrancelhas, desconfiado. Harry também reparou, e então olhou para Gina, que sorria angelical. Ele deu um sorriso. Mais um movimento ou dois, ele daria cheque na rainha de Tiago.
Tiago fez exatamente os movimentos que o favorecia, e então, Harry berrou.
-MATE! – sem poder ir pra qualquer outra casa, a rainha de Tiago se rendeu.
Neste mesmo instante, as meninas adentraram o Salão Comunal.
Os meninos viraram-se rapidamente para as garotas que entravam ali. Lily estava com um olharzinho miserável, realmente digno de pena. Lene estava calma, porém a raiva voltava a cada instante que passava, quando olhava para Tiago e lembrava-se das palavras de Snape. Tonks estava com cara assustada, claramente conseguindo prever um novo ataque de fúria da morena. Instantaneamente os meninos e Gina ficaram em silencio. Os marotos (fora Pedro que dormira) jamais viram Lily daquele jeito. Ao se aproximarem de onde os meninos estavam sentados, Lily dá uma longa olhada em cada um de seus amigos, inclusive os novos, e diz apenas um singelo "Boa-Noite" e sobe para o dormitório em plenas quatro da tarde. Lene olha para todos os amigos, a raiva vindo a tona, dá um bufo e segue Lily sem dizer nada.
- O que aconteceu, Dora? – perguntou Tiago, ainda olhando para as escadas onde Lily acabara de sumir.
Tonks deu de ombros, ainda temerosa em falar e Lene (que tinha um ouvido extremamente aguçado) ouvi-la e ainda bronqueá-la de longe mesmo. Não atiçaria mais a raiva da morena. E nem era louca para cogitar essa possibilidade. Isso cabia a seu primo, Sirius.
- Aconteceu algo muito ruim. – concluiu Remo, olhando fixamente para Tonks. – Lily jamais ficou assim, em todo o tempo que a conhecemos. Lene já é de natureza ter raiva daquele modo, mas Lily...
Uma pausa, e então Tonks concluiu que podia falar em segurança.
- Bem, - começou ela, tentando não olhar para Remo, que ainda a olhava penetrantemente. Olhava para Tiago e Sirius. Ela sabia no que ia dar e não estava com vontade alguma de adiantar o processo "Tortura ao Ranhoso" que ela sabia que iria vir depois de suas palavras. – Estávamos no lago, conversando, quando Snape chegou...
Ela narrou os últimos acontecimentos, com uma certa precisão. A cada palavra sobre Snape, Tiago fechava a cara e o punho, cerrando os dentes de raiva. Gina escancarou a boca e Harry permaneceu calado. Remo estava inexpressivo e Sirius fazia careta a cada passagem que ela contava. Quando Tonks mencionou sobre a palavra Sangue-Ruim, a taça de cristal que enfeitava a prateleira mais próxima se espatifou, e Tiago tinha espasmos de raiva, tremendo descontrolado.
O rosto de Harry era friamente calmo.
-Aquele... – Tiago mal conseguia formar um palavrão. – Não existe nenhum palavrão que defina o que ele fez... Nem se eu o xingasse de todos os nomes em todas as línguas, ainda seria pouco. Como ele pôde fazer isso com a Lily? – indignou-se ele. Seus olhos eram desfocados, com a intensidade de seus pensamentos. – Como ele faz isso com que ele dizia ser [i]melhor amigo[/i]? Como ele tem coragem de magoar a [b]minha[/b] Lily? Ninguém pode fazer isso!
-Cala a boca, Pontas. – reclamou Sirius, que estava com um sorriso maroto. Tiago lançou um olhar fulminante para Sirius.
-Se voce acha que os outros podem magoar a razão do meu viver e eu não vou fazer nada contra esse incircunciso, engano seu, Sirius Black, eu vou é decapitar o Ranhoso e...
-Eu mandei calar a boca porque eu estou tendo uma idéia de como punir o Ranhoso, então preciso de [b] silêncio [/b] – cortou Sirius, com o sorriso mais maroto, mas com olhar pensativo, piscando varias vezes enquanto a idéia formulava em sua cabeça. Tiago ficou instantaneamente mudo, fuzilando Sirius com o olhar, apressando-o. – E pára de me olhar desse jeito, veado, senão eu não consigo me concentrar.
Todos ali riram menos Tiago, que estava preocupado demais com os sentimentos de Lily. Harry percebeu isso, e sorriu internamente, apesar de não estar gostando do sorriso extremamente maroto. Afinal, ele não tinha conseguido livrar Snape de uma humilhação, porém, naquelas circunstancias, ele entendeu o que na penseira ele não conseguiu entender: Tiago tinha motivos para humilhar Snape agora. Ele magoara o coração do amor de Tiago, e isso, nem mesmo ele, Harry, aceitaria.
Mas o que ninguém sabia era que Lily tinha escutado tudo o que Tiago tinha falado. Principalmente que ele tinha dito que ela era a razão de seu viver. Nada naquele dia tinha chocado-a mais do que aquilo. Então ela viu que, verdadeiramente, Tiago não mentia para ela.
No jantar, Lily não apareceu. Snape não ousava olhar para a mesa da Grifinória, porque sabia que se pudesse ser azarado só pelo olhar, Tiago e Sirius se encarregaria daquilo.
Depois do jantar, Lily não desceu no salão comunal. Enquanto eles conversavam, Gina e Harry foram buscar suas coisas na Sala Precisa. Ao chegar lá, Gina teve certeza que ninguém os escutaria, decidiu tirar a limpo com Harry.
-Harry. – chamou ela. O menino apenas murmurou um "Hmm". – Você sabia de alguma coisa e não me contou, não é? – seu tom não era acusatório ou magoado. Apenas era simples como pergunta.
-Uhum. – respondeu ele.
-Voce pode me contar agora? – ela perguntou docemente.
Como ele podia negar uma coisa que ela pedia tão carinhosa e persuasiva assim? Mesmo que fosse algo que ele não gostasse de lembrar, ela tinha todo o direito de saber.
-Uma vez, quando fazia oclumência, Snape saiu, porque Malfoy disse que um garoto da Sonserina... – começou a contar sobre a lembrança.
Ela escutava quieta, quase respirando as palavras dele para entender mais um pouco dos meninos, e porque tudo aquilo aconteceu.
Quando ele terminou de contar, lembrando do ódio de Snape por ver aquela lembrança, a lembrança que ele tinha de seu pai, Harry ficou calado. Ele tinha certeza que garoto ou não, Snape o odiaria do mesmo jeito, com a mesma intensidade. Nada muda facilmente.
Quando viu, a ruiva tinha abraçado-o pela cintura, repousando sua cabeça em seu peito.
-Sei que isso deve incomodá-lo... – ela disse. – Mas tem que saber que Snape nunca foi uma pessoa normal. Tão estranho, tão anormal... E isso aconteceu porque tinha que acontecer. Voce não queria ver seu pai com pose arrogante, e não queria ver sua mãe brigar nem com Snape nem com Tiago, mas as coisas têm que acontecer. Quem sabe agora que Lily viu que Snape não era realmente seu amigo, ela vá considerar mais os marotos, e em especial um. – a ruivinha sorriu, quando Harry franziu o cenho.
-Snape amava minha mãe, Gina. – ele disse seco, lembrando das memórias antes de ele se entregar a Voldemort.
-E voce disse que ele não o odiava de todo. – ela rebateu.
-Ele amava meus olhos apenas, e era o que lembrava minha mãe. – respondeu ele, teimando com a ruiva. – E eu acho que ele se afastou de Lily por um mandato, e não porque ele não era amigo de verdade dela.
-O importante é que eu vi um par de esmeraldas ouvindo Tiago fazer a declaração de amor pra ela inconsciente de que ela ouvia.
Harry arregalou os olhos em descrença. Mas um sorriso já escapava de seus lábios.
-Mesmo? – ele perguntou, feliz. – Então agora ela vai acreditar...
-Não se deixe levar, Harry. – cortou a ruiva. – Lily Evans, pelo pouco que vi, é um ser muito teimoso.
Harry sorriu amarelo.
-Acho que é hereditário, não? – Gina verbalizou seu pensamento.
-Hey. – reclamou ele. – Voce é apta a Legilimência. – acusou ele.
-Não. – respondeu ela, com um sorriso. – Só conheço você bem demais para seu próprio bem. – Ele sorriu, e a enlaço mais forte pela cintura, selando os lábios docemente. Aquela ruiva era a razão da vida dele, como a pouco dissera seu pai sobre sua mãe.
Terminando o beijo, eles voltaram a arrumar as coisas e trataram de arrastar os malões para o Salão Comunal. Ao chegar lá, ainda acharam Sirius, Remo e Tiago perto da lareira, com olhares ali, mas os pensamentos com certeza perdidos, ou achados em algum lugar acima, nos dormitórios femininos.
-Um galeão pelos pensamentos marotos. – brincou Gina, despertando-os.
Sirius sorriu enviesado, Tiago sorriu de lado e Remo continuou sério. Ele andara reparando bem no garoto novo, e precisava perguntar algo. Mas não ali, nem naquela hora.
-Bem, - Gina voltou a falar, vendo que nenhum dos garotos iria falar novamente. – Acho que é uma espécie de reunião de garotos. Vou me deitar mais cedo, então.
Virou-se para Harry, dando-lhe um beijo de despedida. Todos os marotos viraram a cara para não ver o momento "intimidades" do garoto e da garota nova.
-Boa noite, marotos. – desejou ela, como se vivesse ali sempre, e não por apenas um dia.
Harry olhou dos lados, procurando o traidorzinho com os olhos. Não o achou ali.
-Ué, cadê o Pettigrew? – perguntou ele com uma mistura de asco e raiva.
Os meninos olharam para ele, Sirius dando de ombro, Tiago com cara de "tanto faz", mas Remo olhou seriamente.
-Você não gosta do Pedro. – não era uma pergunta e Harry reconheceu.
-Não. – respondeu ele.
-Por quê? – perguntou Sirius, curioso (N/A: ele sempre é o curioso ¬¬)
-Porque ele é um traidor. – Harry deixou escapar, e quando viu que já tinha escapado, Tiago, Sirius e Remo estreitaram os olhos.
-Não tem como você saber. – rebateu Remo. – Você viveu algum tempo depois de nós.
Harry hesitou um segundo.
- Eu vivi. – ele concordou, omitindo. – Confie em mim. Eu sei de tudo.
Dando as costas para os marotos, subiu no dormitório que iria dividir com as pessoas tão queridas que tinha perdido cruelmente. Era difícil estar ali ao lado deles, esconder a verdade e não poder dar um abraço saudoso em todos eles. Além do que, se o fizesse, sabia que Sirius iria rir de sua cara e chamá-lo de veado, assim como chamava seu pai.
No outro dia de manha, foi o único a levantar cedo. Até mesmo Remo, [i] o monitor, [/i] estava ferrado no sono. Sirius fez Harry se lembrar de Rony e de como o amigo dormia largado. Viu ali Frank Longbottom, o famoso auror que foi torturado até a loucura. E viu o traidor no canto mais longe do quarto. Tinha tanta raiva dele que chegava a cogitar a possibilidade de colocar um travesseiro na cara do garoto e asfixiá-lo até a morte. Mas não era hora para isso. Ao virar-se de novo para observar os marotos, viu Sirius sentado na cama, com um olhar fixo nele. Harry voltou-se para o banheiro, e foi se arrumar para enfrentar um final de semana inteiro 'cheio de marotos' que ele teria.
Ao sair do banheiro, Rabicho e Frank não estavam mais ali, porém Sirius continuava a olhá-lo fixamente. Depois de alguns minutos, Harry imaginou se não devia ser petulante e falar pro padrinho escolher outro objeto de admiração que não fosse ele. Mas nesse momento, ele tomou a palavra.
-Harry. – chamou Sirius, fazendo-o voltar-se tão rápido pra ver o que ele queria, que fez com que seu pescoço estralasse e doeu. Sirius riu, mas logo ficou com a expressão séria de novo. – Fiquei imaginando o porquê de voce não gostar do Pedro. É claro que ele não é divertido, não é maroto... Mas eu sinceramente não entendi. Eu acreditei em voce, não levei Remo a sério... Mas eu queria uma explicação.
Harry ficou em silencio, combatendo entre si o que era melhor fazer. Omitir a Sirius, contando-lhe algumas partes, ou não contando nada.
-Não me leve a mal, - começou Sirius, com um sorriso maroto no rosto. – Mas eu gosto de voce. Gostei de voce desde que pus meus lindos olhos azuis em voce. Não gosto de voce como eu gosto do Tiago ou do Remo... – ele pensou um pouco. – Cara, isso foi muito gay... Mas eu explico. Parece que eu gosto de voce não como amigo, mas como um filho que eu teria. Não sei, acho que é isso.
A lembrança da morte de Sirius bateu em Harry e abafou todo o seu autocontrole e sua exigência de manter anonimato. Atravessou o quarto e deu um abraço forte no padrinho, que retribuiu meio sem jeito.
-Er, Harry... – começou Sirius. – Se Tiago me vê agarrado a voce desse jeito, feito duas bichas, ele vai me zoar pro resto da vida. – Sirius se afastou um pouco de Harry, que tinha um sorriso no rosto. – Sei que não pode contar tudo, mas conte as partes que voce pode. Pra mim.
Harry pensou. Ele sabia que o padrinho tinha fortes tendências a delatar tudo o que ele contasse, mas percebeu que seu desejo de contar alguma coisa, aliviar a carga era tanta que não pôde nem reprimir o desejo. Quando viu, estava contando aos sussurros.
- Eu odeio Rabicho porque pessoas inocentes morreram por causa da traição dele. Pessoas queridas, pessoas que eu amava insanamente. – Sirius escutava tudo muito atento, como um cão que fareja alguma coisa. – Por causa dele, sofri grandes perdas que ainda dói falar.
Sirius cortou-o.
-E por que eu gosto de voce como um filho?
Harry pensou, mas decidiu falar. Mas não abriu de todo o jogo, mas uma parte.
- No futuro, você foi meu padrinho de nascimento.
Sirius estacou. Padrinho, ele? Padrinho de um Potter?
Mas aquele garoto era parecido demais com Tiago, e se...
Tiago havia dito que se um dia tivesse um filho, o padrinho do futuro desordeiro seria [i] ele [/i].
E os olhos... Os olhos do garoto eram exatamente os olhos da Evans...
O modo que o garoto olhava pra Tiago, Lily, Remo, Tonks, Lene, [i] ele mesmo [/i]...
[i] Quem [/i] Pedro traíra? Quem o baixinho traíra para extrair tanta raiva de um garoto?
Ele estava interligando tudo. Harry Potter era filho de Tiago Potter e Lily Evans, e era seu afilhado. Mas não explicava por que ele olhava com carinho para Remo, Dora e Lene... A não ser que estivesse perdendo alguma pista ali...
Harry viu os olhos do padrinho perderem foco, perdido em pensamentos. Então percebeu que falara demais, e alguma coisa o avisava que Sirius estava interligando tudo. Estava frito nas mãos da ruiva, que ficaria extremamente brava. E não ansiava por isso.
Sirius estreitou os olhos, olhando agora com uma feição que exigia a resposta de Harry.
- [i] Como [/i] é o seu nome do meio?
Com essa pergunta, as suspeitas de Harry foram confirmadas. Ele tinha ligado tudo.
-Estou esperando. – resmungou Sirius, baixinho para não acordar os amigos. Tiago se remexeu, ainda dormindo.
Com essa pergunta e exigência, Harry apenas sorriu para o padrinho e saiu do dormitório.
Sirius ainda permaneceu parado onde estava, com a cabeça dando muitos cliques em relação àquele garoto.
Nesse momento, Remo esticou as pernas pra fora da cama, esfregando os olhos, e olhando para Sirius, que ainda permanecia parado no meio do dormitório com a cabeça meio baixa.
Sem olhar pra ver que Remo levantava, Sirius resmungou.
-Você ouviu, não é? – perguntou.
-Tudo. – respondeu Remo, andando calmamente para o banheiro.
-EPA! – gritou Sirius, despertando Tiago com um susto, e este caiu no chão, com um baque. – PODE TIRAR A LOBA DA CHUVA, ALUADO! EU TO ACORDADO HÁ MAIS TEMPO! O BANHEIRO É MEU!
Remo apenas bateu a porta do banheiro, indicando que não ligava para o amigo.
- Lobo safado. – resmungou Sirius. Logo abriu um sorriso maroto, olhando para Tiago que ainda estava no chão, e lançava um olhar fulminante para ele. – Te acordei, Pontinhas? – Tiago exibiu uma careta ao apelido.
- Da próxima vez, grite mais baixo! Eu ainda tinha três minutos de sono. – resmungou Tiago, se levantando.
-GRANDE TEMPO! – gritou Remo do banheiro.
-E VOCÊ FIQUE QUIETO, LOBO AQUATICO! - gritou Sirius, na direção do banheiro. Tiago esboçou um sorriso maroto. - Pontas... Eu acho que já sei como vamos brincar com o ranhoso!
- Qual é a sua idéia, Almofadinhas? – perguntou Tiago, com um ar entediado.
-Sabe o livro onde fazíamos anotações de como inventar azarações? – Tiago assentiu. – Eu me lembro de algumas, que estavam na metade do caderninho... – ele adquiriu um ar pensativo. Tiago esperou. – Acho que temos várias formas de azarar o Ranhoso e ele levar bronca...
Tiago sorriu seu melhor e maior sorriso maroto que já tinha dado na vida.
Remo saiu do banheiro, e Tiago, prevendo os movimentos de Sirius, saiu correndo em direção ao banheiro, entrando antes de Sirius e fechando a porta na cara do amigo, que deu de cara na porta, depois se afastando do banheiro com um gemido de dor.
- Grande amigo... – resmungou, indo em direção à escrivaninha ao lado da sua cama, procurando o pequeno diário que estava já desbotando a cor vermelha, com as escritas em dourado "Marotos".
Folheou e achou o que queria em meados da pagina catorze, quinze e dezesseis.
- "Feitiço da Armação" – murmurou Sirius, com um sorriso no rosto. – "Feitiço da Mão Livre". – ele riu um pouco. – "Feitiço Te-Quero"... Esse é pro Pontas e pra Ruiva... – e riu mais um pouco, guardando o pequeno livrinho nas vestes.
Tiago saiu do banheiro e então foi a vez dele entrar e tomar um banho rápido antes que as provas começassem. E as provas não podiam começar sem Sirius Black! Ele era o astro principal!
-Pare de se gabar, Almofadinhas! – rebateu Tiago.
Sirius fez cara de confusão na porta do banheiro. Tiago segurou o riso.
-Acho que voce estava falando seus pensamentos em voz alta. – Tiago saiu do quarto dando uma gargalhada.
Sirius bufou contrariado, entrando no banheiro, irritado. E se ele tivesse se delatado?
-Eu ainda estou escutando! –avisou Tiago, descendo as escadas.
-EU ACHO QUE VOCE TÁ É PRATICANDO LEGILIMÊNCIA, VEADO! – berrou Sirius, contrafeito.
- Não! – respondeu Tiago, abrindo a porta do dormitório e pondo a cabeça pra dentro de novo. – É voce que tá burro demais!
-Quê isso! – indignou-se Sirius. – Você então é o inteligente!
-Que nada. – Tiago segurou mais uma gargalhada, a muito custo. – Eu, atrás de você, me sinto um jegue.
Sirius percebeu um quê de malicia na frase, bufou e murmurou "Veado", enquanto Tiago tampava a boca para não acordar os alunos mais novos com sua gargalhada estrondosa.
No salão comunal...
As meninas estavam ali no sofá, sentadas esperando Tiago e Sirius que estavam demorando. Ao verem Tiago descer visivelmente roxo de tentar segurar a gargalhada, Gina, Harry, Lene e Tonks riram, e Lily revirou os olhos.
Ao sentar na escada, Tiago não segurou mais o riso e soltou a gargalhada. Lá do salão mesmo se ouve Sirius bufar.
- Podemos saber o motivo de tanto riso? – perguntou Lene, risonha ao ver Tiago puxar pelo fôlego com dificuldade.
- Coisa de... Marotos, Lenezinha. – funga Sirius, descendo a escada com intuito de pular pela cabeça de Tiago, mas neste momento, o maroto levanta, então Sirius, que ergueu a perna para pular, enrosca a perna no braço de Tiago, assim caindo e levando Sirius junto. Foi uma confusão de cabelos pretos rolando na escada que até mesmo Lily não se segurou e caiu na explosão de gargalhadas de quem estava presente no salão comunal.
Ao se levantarem, Tiago estava corado de vergonha e Sirius levantou com um ar raivoso e encheu o peito de ar.
Ao invés de vir a explosão da parte do moreno que todos esperavam, Sirius ao ver a cara de apavorado de Tiago com a possível explosão dele, torna a gargalhar em vez de brigar, esquecendo toda a raiva do amigo que estava.
Tiago ficou surpreso e curioso ao mesmo tempo, olhando calmamente para todos, que ainda riam dele e do Sirius. Com um revirar de olhos para Sirius, ele registra que Lily estava rindo também, sai do salão comunal sem nem mesmo dar bom dia para os colegas, e para sua amada ruivinha.
Ao chegar na beira do quadro, Tiago virou-se com a expressão séria.
-Seu vira-lata estúpido!
E saiu para tomar o café. Todos ali riram ainda mais do irritante sorriso inocente de Sirius.
- Continuo a perguntar... – disse Lene, após os risos. – Podemos saber o motivo de tanta alegria?
- É um segredinho. – interveio Remo, entrando na brincadeira.
Ao lembrar-se da palavra Segredo, Sirius olha rapidamente para Harry e abre a boca um pouco. Este, vendo a atenção do padrinho focada em suas raízes, estreita os olhos rapidamente, questão de apenas dois segundos. Sirius fecha a boca e desvia o olhar. Claramente foi uma resposta para ficar calado.
Silenciosamente, todos eles descem para tomar café. Lá na mesa da Grifinoria, já estava Lily tomando seu café com um livro apoiado numa taça que ela enfeitiçou para suportar o peso do livro.
Cada um acerca-se de seu lugar e, como previsível, Tiago senta-se em frente Lily, apenas para irritá-la.
- Lírio... – ele dá um pigarro para chamar a atenção da ruiva. Ela sequer olha para ele. – Porque não larga o livrinho que voce lê tão concentradamente e conversa com a gente?
Lily revira os olhos.
- Simplesmente não quero conversar com ninguém, e em especial, [i] você [/i]. – ela retruca já mal humorada.
- Não precisa ser tão grossa assim Lily/Evans. – retrucaram Lene e Sirius.
- Por que simplesmente vocês não me deixam em paz e vão curtir o dia sem provas de hoje? – ela pergunta azeda.
Todos ali suspiram, exceto Harry e Gina. Eles se entreolham, pensando em mudar de assunto.
- Onde vocês vão passar as férias? – perguntou Remo, e rapidamente a atmosfera mudou de irritação para especulação.
Harry e Gina se entreolharam novamente.
- Bom... – começou Harry, sem realmente saber o que responder.
- Aqui mesmo no castelo. – interveio rapidamente Gina antes que Harry falasse que queria passar as férias junto com eles.
-Obviamente que não. – contrariou Tiago. – Se eles vieram para cá e estamos dizendo que são meus parente, claramente eles vão passar em casa.
- Tia Sara vai adorar! – completou Sirius, com um sorriso maroto.
- É! – concordou Lene. – Podemos passar as férias juntos, pois eu moro em frente a sua casa! – ela disse para Tiago, e virou-se para Gina. – Até que enfim vou ter uma companhia feminina nas férias. – Gina sorriu um pouco.
- Mas voce sempre tem companhia feminina nas férias! – disse Sirius ultrajado. Todos olharam para ele, muito confusos. – O Pontas sempre tá lá para bancar o lado feminino!
Todos reviraram os olhos, exceto Tiago que fez um ar carrancudo e não hesitou em chapar-lhe um tapa na nuca, e a força foi tanta que Sirius enfiou o rosto no pudim que ele tinha separado para ele. Todos ali arregalaram os olhos e prenderam o riso.
Quando Sirius levantou a cabeça, lentamente por sinal, ninguém mais conseguiu não rir. Sirius lançou seu pior olhar assassino a La Mui Nobre Família Black para Tiago.
- Vai ter volta. – seu tom de voz era debilmente louco por sangue.
- Ai que medinho. – retrucou Tiago, entre risos.
-Ué, Sirius, o que aconteceu com voce?
Os olhares se dirigiram para a vozinha que falara com Sirius. Pedro Pettigrew estava parado ao lado dos marotos, olhando curiosamente para Sirius. No mesmo instante em que os marotos e as meninas voltavam seus olhares ao que estavam fazendo antes, Harry lançou um olhar furioso para o garoto, e Gina, percebendo a raiva do garoto, cutucou-o, fazendo voltar-se raivosamente para seu pudim de arroz doce.
- Nada, Rabicho. – respondeu Sirius, adquirindo um tom monótono de quem explica uma matéria simples para uma pessoa extremamente burra. O que não era muito diferente. – Só que o Pontas fez uma brincadeira que vai ter troco.
Rabicho riu. Se foi Tiago Potter então qualquer idiotice tinha graça. Ele olhou para os que estava na mesa e seu olhar caiu em Harry e Gina. Ele tinha os visto no dia anterior, mas não dera muita atenção ao detalhes.
- Voce é muito parecido com Tiago. – ele apontou para Harry, que lançou-lhe um olhar frio. – E voce com a Evans. – ele dirigiu-se a Gina, e fez com que Harry apertasse a mão de Gina protetoramente, como se o rato pudesse fazer algo de ruim com ela só com o olhar idiota dele. Gina arqueou as sobrancelhas, e Harry soltou a mão dela, e então ela olhou séria para Rabicho. Os marotos reviraram os olhos e as meninas bufaram de tédio. Mais uma vez, Rabicho dirigiu-se aos dois. – Vocês parecem velhos demais para estarem no 5º ano.
Harry e Gina se entreolharam. Então Pettigrew não era tão burro e desatento assim...
Teriam de falar com Dumbledore urgentemente.
- Desculpem. – Harry se levantou. Todos olharam para ele. – Perdi a fome. – e saiu dali a passos firmes. Sirius encontrou o olhar de Remo e os dois acenaram afirmativamente muito impercepitivel, e Gina viu-os fazendo isso.
Ela levantou depressa.
- Eu vou falar com ele.
Caminhando apressada, ela o seguiu, sabendo que ele rumava para a Sala Precisa. Ela teria uma [b] senhora [/b] conversa com aquele moreno boca-aberta.
