N/A: Olá, minhas amigas leitoras...estou de volta com mais um capítulo fresquinho.

PS: AGRADEÇO IMENSAMENTE PELOS REVIEWS DE VCS...ADORO LÊ-LOS E RESPONDÊ-LOS!
OBRIGADA PELO CARINHO DE SEMPRE! :)
Bem, vamos ao que interessa...será que a Bella vai dar ou não?kkkkkkk


CAPÍTULO 3

A ESCOLHA

O cansaço parecia ter se abatido sobre mim desde que senti meu corpo esfriar pela brisa fria da noite de Los Angeles.

A cidade era contraditória durante o verão. De dia o calor era excruciante podendo chegar aos 37ºC, principalmente no mês de setembro, e à noite, a temperatura podia chegar aos 17ºC!

A salvação para que eu não ficasse tremendo de frio foi justamente a minha tentação pessoal, Edward. Com todo o seu cavalheirismo, concedeu-me o seu blazer, cobrindo os meus ombros enquanto aguardávamos um táxi já do lado de fora da boate. Praticamente fui engolida pela roupa que ainda trazia o aroma do perfume dele.

Eu estava pirando de desejo por esse homem porque meu primeiro pensamento ao ser "abraçada" pelo blazer dele, foi não tomar banho até que o perfume saísse do meu corpo naturalmente.

E quanto mais ele direcionava sua atenção a mim, mais eu me encantava porque fazia com que me sentisse importante nos momentos de conversa. Algo que raramente acontecia quando estava com Riley. Ele prezava mais a medicina e seus pacientes do que a própria namorada! Mesmo assim, era uma distração para mim.

Eu percebia que tudo estava diferente ao meu redor. Como se algo estivesse girando fora de órbita.

Ou seria eu quem estava fora de órbita?

E embora a atração fosse nítida e irresistível, optamos por tentar agir naturalmente do lado de fora da boate, como se fôssemos apenas bons amigos.

Toda a precaução partiu dele, pois como figura muito conhecida do mundo da moda era alvo fácil para paparazzi e não suportava ter flashes disparados em sua direção.

E Hollywood era o covil preferido desses "lobos"!

Prontamente concordei com seu pedido, pois não seria nada agradável ver uma foto minha estampada em revista de fofoca com a seguinte frase: "O modelo internacional Edward Masen troca carícias e beijos com a empresária do ramo de cosméticos, Isabella Cullen, na porta de uma boate badalada da Hollywood Boulevard".

Absolutamente não! Nem queria pensar no reboliço que tal reportagem faria na minha vida pessoal e profissional.

Primeiro porque eu sou comprometida com outra pessoa e segundo porque sou respeitada no mundo dos negócios, sendo apelidada "carinhosamente" como "A Toda Poderosa" de Los Angeles.

Desde que assumi a presidência da Companhia, mais ou menos há um ano e meio, só fui fotografada apenas uma vez para uma revista de segmento financeiro. E a foto ainda foi feita em meu escritório!

Lógico que reportagem com empresários não chamam tanta atenção quanto a de uma celebridade.

Se alguma manchete maliciosa viesse à tona, eu seria vista como uma mulher promíscua e com certeza um ato falho da minha parte seria mal interpretado por outros empresários que possivelmente estivessem interessados em negociar com a minha empresa. As esposas, principalmente, vetariam a Adonna Cosmetics do alcance de seus maridos!

Realmente seria um desastre. Toda a imagem de boa filha, namorada íntegra e empresária de respeito iria pelo ralo, fora a decepção que ficaria estampada no rosto das pessoas mais importantes para mim, a minha família. E ainda tinha o Riley...

_Bella? Está acordada? – Edward sussurrou acariciando meu braço gentilmente.

Estávamos no táxi havia alguns minutos seguindo em direção à minha casa e como eu estava cansada, recostei minha cabeça no encosto do banco traseiro.

Edward, então, envolveu meus ombros com um de seus braços aconchegando-me a ele. E como eu desejava essa aproximação desde que saímos da boate, aproveitei a chance.

Suspirando meio sonolenta, levantei a cabeça que estava encostada em seu ombro, fitando seu rosto que exibia o maravilhoso sorriso torto.

_Estava quase dormindo. Desculpe – sorri, sem graça.

Olhei pela janela do carro a paisagem que ficava para trás e percebi que já estávamos próximos do meu bairro.

_Err... estamos quase chegando – falei, nervosa, mordendo o lábio.

_Não morda. Não gosto quando faz isso. Você é muito bonita para ter qualquer cicatriz na pele – sua voz soou rouca e seus olhos cegavam-me pela intensidade transmitida.

O homem era direto nas palavras.

Seu polegar roçou o local em que eu havia mordido, e em seguida, rodeou o contorno da minha boca de maneira lenta e perigosa. Aquela tortura havia me despertado novamente, mandando minha sonolência para a Conchinchina.

Sem pensar na minha súbita atitude, rocei levemente minha língua em seu polegar ouvindo-o gemer baixinho.

_Não faça isso, por favor... – sua voz saiu entrecortada.

Seus olhos crisparam nos meus exibindo toda a luxúria. O desejo instintivo por todo erotismo do movimento que fiz.

Eu sabia que estava abrindo as "portas" para cometer todos os outros pecados pertinentes a um simples mortal, mas quando a química falava mais alto do que a prudência, tornava-se impossível resistir. Por que eu havia acabado de descobrir que era fraca diante dele. Do único homem até então, que eu gostaria de ter em minha cama todas as noites.

_Eu... eu... Edward... – suspirei seu nome enquanto seu rosto se aproximava do meu.

Com todo carinho segurou meu rosto entre suas mãos, emoldurando-o, até roçar seus lábios nos meus.

Fechei meus olhos em apreciação àquela carícia mínima que era capaz de pôr em alerta todas as minhas terminações nervosas.

Os lábios dele eram tão convidativos para um beijo que instintivamente chupei seu lábio inferior passando dessa vez a língua naquele pedaço de carne tenra.

Edward soltou outro gemido enquanto uma de suas mãos me agarrava pela nuca de modo firme e a outra descia pelas minhas costas, trazendo-me para mais perto dele.

Em sincronia, nossas bocas se entreabriram dispostas a provar mais uma vez o gosto particular do nosso beijo. Aprofundando de modo lento e sensual, nossas línguas se resvalaram uma na outra em busca de carinho, enroscando-se, ávidas por uma dominância impossível.

Era o beijo mais delicioso que eu já havia provado, e mesmo que a barba dele me pinicasse um pouco, eu desejava ter mais, sem direito a interrupções.

Ouvimos um pigarro e fomos obrigados a desvanecer nosso beijo.

_Err... senhorita é este o endereço? – o taxista me olhou pelo retrovisor central, um pouco sem graça por ter flagrado nossas carícias no banco traseiro.

_Err... uh... sim, é este mesmo – confirmei ao me situar, sem ter coragem de encarar o motorista.

_Deixe que eu pago, Bella – Edward segurou minhas mãos quando eu tentava abrir minha bolsa.

_Mas... – pôs um dedo em meus lábios, calando-me.

_Shh... sem discussão, linda – sorriu o meu sorriso favorito, e eu apenas acenei em concordância, abismada com tanto cavalheirismo.

Assim que descemos do carro apressei-me em pegar as chaves de casa. O vento gelado que batia em meu rosto fazia-me crer que a sensação térmica era de uma temperatura menor ainda que da mínima da noite.

Tentei puxar o blazer para me proteger mais do frio enquanto tentava abrir o portão de casa, mas como não sou uma pessoa dotada de boa coordenação motora, deixei o molho de chave cair no chão quando uma rajada de vento mais forte soprou em minha direção abrindo o blazer.

_Deixe que eu abro, Bella – Edward disse dando uma pequena risada enquanto abaixava-se para pegar as chaves.

Que ótimo! Boa hora para eu mostrar o meu lado desastrada...

_Desculpe. Eu... eu sou desastrada mesmo – sorri, sem graça.

_E mesmo desastrada continua graciosa – sorriu, piscando e afagando levemente minha bochecha que já deveria estar rubra.

Edward não perdia uma oportunidade para flertar comigo. E eu estava adorando essa atitude porque se dependesse de mim eu continuaria como um soldado da Guarda Real: parada.

Deveria ter aceitado mais um copo de "Sex on The Beach"... o álcool parecia estar perdendo o efeito.

_Entre você primeiro – deu-me passagem ao escancarar o portão de ferro.

_Obrigada – sorri, ainda envergonhada, desviando o olhar para o caminho de pedras cuidadosamente planejado para não haver danos ao jardim.

Aguardei-o fechar o portão e assim que me devolveu o molho de chaves pousou uma das mãos no meio das minhas costas conduzindo-me, como se eu fosse uma pluma, até a grande porta de vidro.

_Bonita a sua casa – falou casualmente olhando a fachada da casa que era chamada carinhosamente pelos membros da família como "o cubo de vidro".

_Ah, obrigada – abri a porta e assim que pus os pés no interior do meu sagrado lar, fui abraçada pelo calor do ambiente. Estava tão quentinho...

Acionei logo o interruptor da luz para me situar e evitar possíveis tropeços na frente do Edward.

_Nossa, você tem realmente um bom gosto impressionante – disse, admirado com a variedade de cores e artigos de decoração.

Realmente tudo me agradava, mas não teve um palpite meu em tudo aquilo.

_Bem, acho que o bom gosto fica a cargo da minha mãe e da minha irmã. Foram elas que executaram a tarefa de decorar a minha casa quando decidi morar sozinha – dei de ombros, retirando o blazer para entregar ao dono. _Obrigada – sorri timidamente.

_De nada – sorriu torto, ao mesmo tempo em que cheirava a roupa. _Agora seu cheiro está aqui... – levantou o blazer -, misturado ao meu – fitou-me intensamente.

Puta que pariu! O homem queria me matar só com aquele gesto.

Engoli em seco, sem nada dizer. A cada flerte dele eu perdia a fala...

_Err... eu... bem... eu preciso ir ao meu quarto um instante. Por favor, sinta-se à vontade. Já volto – dei-lhe um sorriso tenso, pois eu estava a flor da pele de tão nervosa.

_Obrigado, Bella – acenou a cabeça, caminhando em direção ao sofá da sala de estar.

Meu pai amado! Eu precisava aproveitar o curto tempo no meu quarto para pensar.

Toda a coragem que o álcool e a atmosfera da boate me infligiram algum tempo atrás já havia se esvaído e agora quem estava no comando era o meu verdadeiro eu. A Bella responsável!

Merda!

Eu precisava fazer uma escolha, mas para qualquer caminho que meus pensamentos debandassem eu tinha certeza que me ferraria.

Se eu escolhesse seguir em frente, deixando as coisas rolarem naturalmente entre mim e Edward, que é praticamente um estranho em minha vida, eu arruinaria meu relacionamento morno magoando uma pessoa que nunca me fez mal algum. Em compensação, seria "comida" por um homem de verdade!

E se eu escolhesse continuar na mesmice, jamais saberia o que é me sentir "mulher de verdade". Jamais teria o prazer de ser "violada" por um pau grande, grosso e veiudo, como Alice costuma falar. Eu pressentia que Edward era "bem dotado". E continuaria somente nos beijos castos e sem vida com Riley, que até era boa pessoa, mas não me "acendia" por dentro como o deslumbrante modelo conseguiu fazer em poucas horas de contato.

Algo, então, clicou em meu cérebro.

Despejei na cama todos os apetrechos que estavam na minha bolsa, procurando meu celular desesperadamente.

Assim que desbloqueei a tela do aparelho, vi que havia 3 mensagens. Imaginei que fossem da baixinha.

Rapidamente fui verificar o conteúdo de cada uma. Eram dela!

"Não esqueça a camisinha e nem a pílula. Lembre-se: Sexo é engraçado... um come e o outro é que enche a barriga!"

Definitivamente Alice deveria ser sexóloga.

Curiosa, verifiquei a segunda.

"Nada de se cobrir como um freira na hora da transa; seja espontânea. Você é linda. E para os homens pouco importa se a mulher tem pernas finas ou grossas. Na hora do sexo a primeira coisa que eles fazem é jogá-las para o lado!"

Depois dessa eu tive que rir. Alice era uma força da natureza. Simplesmente incontrolável.

"Agora falando sério...qualquer problema, ligue. Bjo e boa trepada"

Depois de ler suas mensagens eu não precisava mais de apoio moral. Ela já havia me encorajado o suficiente para que eu escolhesse a primeira opção.

Hoje eu deixaria de ser virgem.

Confiante, tirei meus saltos e decidi voltar à sala descalça, sem me importar com a minha atitude, que perante outros olhos, poderia ser interpretada como íntima.

Desci a escada com cuidado e assim que avistei Edward, ele estava escorado no sofá com sua cabeça recostada no encosto do estofado mantendo os olhos fechados e com as mãos entrelaçadas sobre a barriga. Era a imagem do cansaço.

_Edward? – chamei seu nome baixinho com receio de assustá-lo.

_Sim? – levantou a cabeça e pude ver a expressão de cansaço em seu rosto.

_Você está cansado e com sono, estou certa? – sorri, dando alguns passos para mais perto dele.

_Confesso que um pouco. Acho que estou ficando velho para baladas – riu e eu o acompanhei no gesto.

_Então somos dois – dei de ombros, sentando ao seu lado no sofá, aproveitando para pegar uma almofada e colocá-la sobre minhas pernas. _Você não quer beber mais nada? – perguntei, como quem não queria nada, reparando pela primeira vez a verdadeira cor do cabelo dele. Era um loiro exótico, mas lindo.

_Você quer? – devolveu a pergunta sorrindo enviesado, mesmo aparentando cansaço.

Isso me pegou de surpresa. Ele era ágil.

_Err... bem... eu confesso que prefiro uma coca no momento – encolhi os ombros, meio sem graça.

_Então eu vou beber coca também – disse, simpático, tocando meu rosto com a ponta dos dedos.

Eu já tinha perdido a coragem de levantar. Queria continuar desfrutando daquela carícia tão boa...

_Você... bem... você quer eu pegue? – perguntou, sem jeito, ao notar que eu continuava fitando-o sem mover um músculo para levantar.

_Ah! Opa...desculpe – dei um riso nervoso, levantando de uma vez do sofá. _Já volto – saí em disparada pelo corredor que me levaria ao balcão do bar, que ficava no mesmo ambiente da sala de estar, estando separado apenas por uma larga pilastra decorativa.

Aposto que minha expressão diante de Edward era a de uma pateta!

Quando cheguei ao balcão consegui respirar um pouco melhor, pois perto daquela beldade eu ficava tensa e com dificuldade de respirar normalmente.

Abri a geladeira embutida que ficava ao lado de um armário de madeira pegando rapidamente duas latas para voltar à sala, mas notei que ficaria deselegante não oferecer a coca em um copo.

_Precisa de ajuda? – a voz aveludada soou atrás de mim causando-me um pequeno sobressalto.

_Que susto! – dei uma risada contida, olhando para Edward.

_Desculpe, não queria assustá-la – meneou a cabeça gesticulando com as mãos o pedido de desculpas. _Gostaria de saber se não quer uma ajuda – disse, olhando para o armário abarrotado de copos de diversos tamanhos e variedades.

_Não é necessário. Desculpe pela demora. É que além de desastrada, sou lerda para fazer algo tão simples como buscar duas cocas – ri, de costas para ele enquanto procurava um copo condizente com um refrigerante.

_Você não precisa usar essas "etiquetas" comigo – disse, se postando ao meu lado.

Seu perfume mais uma vez inebriou meu nariz.

_Você tem uns copos engraçados – olhei para o seu rosto e segui o seu olhar.

_Ah, sim – balancei a cabeça afirmativamente, rindo.

Eu havia ganhado do Emmett alguns copos com frases sugestivas e outras engraçadas.

_É coisa do meu irmão. Sempre que vê algo engraçado ou sugestivo faz questão de me presentear porque sabe que vou ficar sem graça – encolhi os ombros, meneando a cabeça.

Edward retirou um dos copos específicos para chopp, interessado nos dizeres.

_Os 5 animais preferidos da mulher: um vison no armário; um jaguar na garagem; um gato na cama; um viado [sic]* no cabeleireiro e um burro pra pagar as contas – ele gargalhou ao terminar de ler as frases e eu não resisti àquela cena descontraída, gargalhando também.

Até a risada dele era gostosa...

_Você concorda com essas frases? – perguntou ao cessar a sua risada, recolocando o copo no lugar, virando-se para mim.

_Absolutamente não – neguei com a cabeça.

_Não concorda nem mesmo com a frase "um gato na cama"? – perguntou sussurrando, fitando-me dessa vez com suavidade, ao tocar meu rosto com as costas de sua mão. Era óbvio que ele estava jogando com o duplo sentido.

Fechei meus olhos suspirando baixinho, totalmente à mercê daquele carinho. E ao abri-los, Edward estava a centímetros do meu rosto, encarando minha boca.

Não respondi à sua pergunta. Decidi demonstrar através do beijo e das carícias que ao menos aquela frase específica passou a ser verdadeira para mim. Ele era um "gato", mas não o felino, e sim, o homem mais lindo que já conheci na vida e que sabia perfeitamente usar seu charme para atingir uma mulher.

Quando nossos lábios se tocaram mais uma vez foi inevitável conter um gemido de satisfação. Era aquela boca que me acendia. Era ele que eu queria desesperadamente para me fazer "mulher".

_Linda – sussurrou em meus lábios, fitando-me mais uma vez com o mesmo olhar da boate que eu não consegui decifrar. _Eu sei que estou errado em desejar a mulher alheia, mas desde que eu te vi na revista na casa do seu irmão, eu te cobicei, Bella. E quando a vi pessoalmente eu te desejei mais ainda. Eu quero tê-la para mim – roçou o seu nariz no meu enquanto emoldurava meu rosto entre suas mãos másculas e viris.

Droga! Ele sabia que sou comprometida. Emmett com certeza deve ter relatado minha vida toda. Mas e daí? Se ele não estava tão preocupado com este fato por que eu ficaria?

Também não passou despercebida a similaridade de pensamentos. Isso me surpreendeu, pois eu também o desejei sem nem mesmo saber quem era.

Edward havia jorrado sinceridade misturada a um galanteio...Tinha como resistir a tal poder de persuasão? Não!

Meu corpo iria entrar em combustão espontânea antes mesmo de senti-lo dentro de mim.

_Edward... – sussurrei seu nome sem tirar meus olhos dos dele. _Eu... eu não sei o que está havendo comigo... – engoli em seco -, só sei que te desejo da mesma forma. É algo muito forte. Algo que nunca senti antes e não quero evitar. Eu quero você – fui enfática, puxando-o para me beijar de novo.

Não queria pensar em mais nada. Muito menos protelar a minha noite.

Nosso beijo não foi nada gentil. Foi bruto de acordo com a necessidade pungente, quase dolorosa, de nossos corpos por um contato mais íntimo. Nossas línguas se encontraram e se acariciaram numa dança particular, forçando-nos a aprofundar o beijo.

Nossas bocas se entreabriram até o seu limite, dispostas a engolir tudo o que o outro desse. Havia uma pitada de erotismo quando nos tocávamos.

As mãos dele me suspenderam tão facilmente como se eu não pesasse nada. Com as minhas costas encostadas no balcão, circundei sua cintura com as pernas enquanto minhas mãos se embrenhavam pelos fios de cabelo da nuca dele, repuxando-os incessantemente.

Agora eu estava ligada no modo "incontrolável".

Edward havia despertado um lado meu até então desconhecido. Eu me sentia fogosa demais, quase como uma deusa da noite.

_Vamos para o meu quarto – convidei-o, ainda com meus lábios nos seus.

_Onde fica? – perguntou, ofegante.

_Segundo andar. Primeira porta à direita – consegui dizer antes de beijar seus lábios novamente, agora de modo mais calmo.

Em nenhum momento meus braços se desgrudaram do seu pescoço. Eu queria impedir qualquer mínima distância entre nós.

Quando chegamos ao meu quarto a porta já estava aberta facilitando o trabalho dele.

Com todo zelo deitou-me no colchão sem perder um instante a conexão do nosso olhar.

Deslizei para o meio da cama gigante, que abrigaria muito bem duas pessoas, puxando-o pela camisa. Ele veio engatinhando como um felino, ao retirar seus sapatos, pairando sua cabeça sobre o meu decote.

Olhou para o meu rosto e novamente para o meu decote, como se quisesse pedir permissão para revelar minha peça íntima.

_Eu sou toda sua, Edward – seus olhos foram fugazes ao desviarem a atenção daquela parte do meu corpo para o meu rosto. Estavam mais escuros. _Faça o que quiser – sussurrei, deixando meus dedos deslizarem pelos seus braços definidos.

Ouvi o seu rosnado.

_Não diga isso porque senão eu te roubo de vez para mim – sua voz exalava sexo.

Ele estava no ponto enquanto eu já havia passado dele. Queria que ele acabasse com minha agonia.

_Edward... me beije – choraminguei fazendo manha.

_Não precisava pedir o que eu tinha intenção de fazer espontaneamente – revelou, abaixando seu rosto em direção ao meu.

Levemente roçou seus lábios em minha clavícula, de um lado a outro, subindo pelo meu pescoço, depositando beijos molhados no local, deixando-me mole e desejosa por mais.

Senti seus beijos furtivos em um ponto abaixo da minha orelha, um lugar em que eu acabava de descobrir ser sensível. Em seguida, foi sua língua que decidiu me torturar naquele ponto.

_Hummm... – soltei um gemido sem querer.

_Gosta? – perguntou rente ao meu ouvido, arrepiando-me por completo ao roçar sua barba naquele local.

_Si... sim – gaguejei ao sentir novamente o passeio da língua dele, dessa vez, ao redor da minha orelha. _Quero mais – pedi, manhosa.

_Eu vou te dar muito mais, Bella – meu nome saiu como se fosse um sopro em seus lábios. Era tão sensual...

Retornando às suas carícias com a boca, o seu próximo alvo foi meu queixo, depositando um beijo suave ali, seguindo em direção à uma de minhas bochechas para salpicar mais beijos. Depois seguiu para a outra fazendo a mesma coisa. Ele estava sendo tão carinhoso comigo que eu tinha medo de começar a me apegar a ele...

Depois de beijar minhas pálpebras e a ponta do meu nariz, senti seus lábios roçarem nos meus. Entreabri os mesmos para aproveitar melhor o gosto da boca dele. De modo voluptuoso, sua língua acariciou a minha como se quisesse sentir a sua maciez, ao mesmo tempo em que suas mãos escorregaram por meu corpo percorrendo as minhas curvas generosas.

Era um beijo de tirar o fôlego e encher qualquer mulher de tesão. Ele sabia proporcionar prazer ao sexo oposto. E eu agradeci por estar nas mãos dele...

Edward aos poucos foi cessando o beijo, dando-me a oportunidade de respirar.

_Nossa! – disse, ofegante. _Precisamos respirar um pouco – deu uma risadinha.

_Hum, hum – acenei a cabeça, sorrindo.

Ele me fitou por uns segundos acariciando meus cabelos antes de falar novamente.

_Você é tão linda – vi seus olhos correrem por minha face, como se estivessem decorando cada contorno dele.

_Acho que está exagerando – ri.

_Negativo – negou acenando a cabeça. _Meus olhos são atentos e raramente se enganam diante de tanta beleza – sorriu matreiro.

Pronto! Se ele tinha a intenção de me ganhar no papo, conseguiu. Nem foi preciso tanto esforço...

_Então meus olhos são como os seus, Edward. Raramente me enganam – deslizei a ponta dos meus dedos por seu nariz, lábios e queixo, levantando um pouco a cabeça para beijar aquele ponto.

Ele riu enterrando a cabeça em meu pescoço. Aproveitei o momento para retribuir o carinho em seus cabelos fazendo-lhe um pequeno cafuné.

_Eu acho que estou perdendo a noção do perigo aqui com você – sua voz saiu abafada por continuar com a cabeça em meu pescoço.

_Eu moro sozinha – informei. _Não há perigo.

_Não me refiro a isso – ele levantou a cabeça fitando-me com seriedade.

Fechei os olhos suspirando profundamente.

_Edward, acredite no que eu digo. Eu não posso evitar o que está acontecendo aqui neste momento. Não sei explicar e sinceramente, não quero encontrar nada plausível para isso – apontei de mim para ele. _Em minha cabeça, o que estamos fazendo é o certo. Esqueça o resto, por favor – pedi olhando bem fundo em seus olhos azuis.

Eu não o deixaria recuar. Não agora... que havia sido tomada pela coragem.

_Tudo bem. Só é estranho – fez uma careta.

Achei engraçado e acabei rindo.

_Se eu confessar que meu relacionamento não vai nada bem e que eu já estava pensando em dar um basta em algo que não tem futuro, te faz se sentir melhor? – mordi o lábio, em expectativa por sua resposta.

_Um pouco – fitou minha boca.

Seu polegar massageou o local que mordi.

_Não morda – fechou a cara me reprimindo.

Rolei os olhos. E ele riu.

Lentamente a atmosfera à nossa volta foi mudando novamente. O desejo intenso havia retornado.

Edward desceu seus lábios pelo meu pescoço, seguindo a trilha imaginária que o levaria ao vão de meus seios ainda encobertos pela roupa.

Eu permanecia inerte na cama, apenas observando cada movimento dele em minhas curvas. Seguiria o conselho de Alice. Deixaria ele tomar a iniciativa e depois me entregaria aos instintos.

Sem interromper o movimento lento e suave, ele beijou demoradamente o topo de um dos meus seios e depois, voltou-se ao outro.

Seus dedos acariciaram então a borda do meu sutiã, enveredando para o interior da peça. E num átimo, puxou-o para baixo expondo meus mamilos eriçados aos seus olhos cobiçosos.

Engoli em seco ao ver que estava exposta pela primeira vez diante de um homem. Senti uma vontade de puxar o lençol da cama para cobrir meu corpo, mas me contive ao lembrar as mensagens de Alice. Se ele me desejava do que jeito que estava demonstrando, então não ligaria para as minhas imperfeições.

_Perfeitos – meneou a cabeça ao contemplar meu busto. _São perfeitos como a dona e tão lindos quanto a mesma – completou, hipnotizado.

Senti minhas bochechas esquentarem.

Seus lábios tocaram a minha pele novamente, mas dessa vez suas carícias foram direcionadas aos meus mamilos. Com a boca, ele excitava um dos bicos entumecidos ao roçá-los com os dentes, alternando com chupões e lambidas que me arrepiavam, impelindo-me a soltar grandes suspiros. A outra mão rodeava o meu outro mamilo, friccionando-o.

_Humm... Edward... – era impossível conter os gemidos.

Minhas mãos ganharam vida própria ao agarrarem com firmeza os cabelos dele.

_Mais... eu quero mais... – pedi, desvairada de prazer.

Sua boca era inquieta, ora proporcionando a devida atenção aos meus montes, ora beijando a minha boca, com direito a mordidas na orelha.

Definitivamente ele sabia me excitar.

Abracei-o mais forte, sorrindo como uma boba ao ver meus desejos mais obscuros sendo atendidos.

Os beijos, carinhos e abraços esquentaram o momento, e quando percebi, Edward já tinha desabotoado sua camisa e estava prestes a arrancar meu vestido.

Ajudei-o a retirar a roupa que nos atrapalhava, levando junto meu sutiã e calcinha.

Agora eu estava totalmente nua, como vim ao mundo!

_Linda. Muito linda – sua voz saiu rouca enquanto seus olhos astutos de predador miravam meu sexo depilado.

Sem mais delongas, desceu seus lábios pela minha barriga salpicando beijos e lambidas chegando mais perto do meu sexo.

Tremi neste momento. Eu não estava preparada para aquele ato dele e a minha primeira reação foi segurar sua cabeça.

_Edward, não! – falei mais alto, nervosa. _Não faz isso... eu... eu tenho vergonha. Por favor – fiz uma careta.

_Não tem porque se envergonhar – sorriu torto. _Relaxe. Depois que sentir minha língua dentro de você irá mudar de ideia – piscou de modo sacana.

E eu corei. Fato!

Nunca havia sido chupada. O máximo que experimentei até hoje foram alguns deslizes de mãos bobas entre mim e Riley. E sempre que ele procurava ultrapassar os limites de minha roupa eu o brecava, mas nunca soube compreender o real motivo do meu repúdio, afinal ele era meu namorado!

Hoje eu compreendi... ele não era "o cara" pra mim!

Alice já havia me dito que o verdadeiro orgasmo de uma mulher sempre vem acompanhado de uma boa boca masculina chupando o seu ponto de prazer.

Ai caramba! Com certeza eu veria estrelas em poucos minutos.

Edward abriu minhas pernas deixando-me escancarada diante de seu rosto. Chegando bem perto, suspirou fundo inalando o aroma do meu sexo.

Instintivamente, tentei fechá-las, mas ele as segurou forte. Agarrei o lençol da cama, em expectativa pelo próximo movimento dele. Eu não fazia a menor ideia de como era sentir a boca de um homem em um lugar tão reservado.

Porém, não demorou muito para eu descobrir. Assim que ele me abocanhou, eu gritei:

_Edward... não! – levei um susto seguido de um calafrio que me levou a contrair toda a musculatura da minha barriga.

Sua língua rodeava as camadas de minha feminilidade rosada, apenas me atiçando, saboreando-a por todo seu comprimento. Se eu já estava molhada antes dele arrancar minha calcinha, agora eu me encontrava encharcada.

Toda a tensão de segundos antes havia sumido. Uma onda de prazer e luxúria se apossou de mim.

A língua dele trabalhava sem parar, invadindo a minha cavidade. Indo fundo e quando retornava, trazia meu mel salgado.

Subindo em direção ao meu clitóris, deslizou a ponta de sua língua naquele ponto sensível. Tremi e gritei com enorme prazer:

_Delícia! Mais, Edward... mais – senti meu cérebro desconectado da realidade.

Alguém havia me levado para o mundo mágico das fantasias sexuais. E esse "alguém" era Edward Masen!

Era uma cena totalmente erótica e prazerosa.

Senti-me poderosa naquele momento porque era a mim que ele desejava e vê-lo se concentrar em cada movimento milimetricamente executado com perfeição era demais para o meu ego.

Quando seus lábios entreabriram minhas dobras mais um pouco, sua habilidosa língua resvalou em minha minúscula pérola do prazer acelerando o movimento naquele local. Não houve trégua e eu me contorci em cima da cama em busca de libertação. Foi impossível conter mais um grito:

_Ai não para... não para... está bom demais... continua! – agarrei seus cabelos.

Totalmente molhada, eu vi Edward lambuzar sua boca ao sugar meu mel, concentrando o movimento em meu clitóris.

Respondi com um pequeno sobressalto ao sentir seus dedos me invadindo.

_Que loucura! – gritei mais outra vez.

Enquanto sua língua brincava com meu sexo, seus dedos entravam e saíam à uma velocidade louca, fazendo um barulhinho delicioso de escutar.

Meu corpo se arrepiou por completo e pude sentir o suor escorrer sem parar. Estava trêmula e tendo espasmos.

Fechei meus olhos exibindo um sorriso angelical ao ser levada ao limite do delírio. Foi quando percebi o anúncio do meu primeiro orgasmo verdadeiro. Minha reação foi fechar as pernas prendendo Edward com força, quase deixando-o sem ar.

E então, gozei. Gozei intensamente, sentindo meu coração acelerar. Fazendo-me perder a noção de tempo e lugar, além de me deixar flutuando. Era como se minha alma tivesse sido expulsa do meu corpo.

O grito libertador foi ensurdecedor:

_Edward!

Debatendo-me e ainda impulsionada pelos espasmos, abri os olhos, agarrando-o pelo pescoço e tascando-lhe um beijo, sentindo o gosto do meu mel. O beijo não era comum. Era aquele de tirar o fôlego, que molha a boca e o rosto. Aquele em que você sente a pessoa respirando com dificuldade.

Nunca tinha sentido nada parecido. Era simplesmente arrebatador.

Depois de alguns poucos minutos beijando-nos desesperadamente, ele interrompeu o beijo, mas não disse nada e eu tão pouco me pronunciei. Fiquei aguardando o que ele faria comigo.

Logo o vi retirar o cinto da calça e em seguida desabotoar a mesma, jogando-a para longe da cama.

Lambi os lábios ao ver que ele era realmente "bem dotado".

E ao despir-se da cueca boxer, friccionei minhas pernas discretamente tentando conter um desejo desmedido de ser "invadida" por um pênis grande, grosso e veiudo.

Suspirei inquieta à sua espera.

Edward ainda pegou de volta a sua calça para retirar da carteira um preservativo.

E então a realidade se abateu sobre mim. Eu perderia minha virgindade. O medo da dor da primeira vez surgiu em minha mente.

Fiquei em dúvida se deveria ser franca com ele ou não.

Eu tinha poucos segundos para decidir. E assim que o vi desenrolar a camisinha por toda a extensão de seu membro, resolvi ser sincera.

_Edward, espere – falei de modo urgente quando o vi se aproximar de mim.

_O que houve, Bella? – franziu o cenho.

_Eu... eu... preciso falar algo importante – engoli em seco.

_Diga – seus olhos me sondavam.

Fechei meus olhos tentando tomar coragem.

_Bella, por favor, diga o que há – senti seus dedos afagarem meu rosto.

_Eu... eu sou... eu sou virgem, Edward – fechei os olhos novamente cobrindo meu rosto com as mãos.

Vergonha era o meu sobrenome neste momento!

Por um instante apenas ouvia sua respiração.

Droga! Eu estraguei todo o clima.

Merda! Merda! Merda!

_Bella? – ele me chamou, mas não movi um músculo das mãos que encobria meu rosto. _Bella, olhe para mim... por favor – pediu com uma voz afável.

Lentamente fui retirando uma mão de cada vez da minha face, mas sem encará-lo.

Os poucos pelos de seu peito eram uma visão mais interessante neste momento...

_Ei – segurou meu queixo, forçando-me a olhá-lo. _Não se envergonhe por ter me confessado uma particularidade sua – sorriu ternamente e eu me senti melhor por ele não ter zombado da minha virgindade.

_Você... você não está com vontade de rir de mim? – minha voz saiu incerta.

_Hã?! – espantou-se arregalando um pouco os olhos. _Como assim, rir de você, Bella? Absolutamente não. Só fiquei... só fiquei um pouco surpreso com a revelação.

Mordi o lábio, começando a mastigá-lo de tão nervosa que fiquei.

_Não morda – repreendeu-me com a cara feia. _Não faça isso – delicadamente seu polegar acariciou a região injuriada.

_Desculpe – abaixei meus olhos voltando a fitar seu peito.

_Olhe para mim, linda – roçou seu nariz no meu, depositando em seguida um beijo suave em meus lábios. _Bella, eu entendi perfeitamente o que disse. E se antes de te conhecer pessoalmente eu já a achava diferente só pelo que ouvi de seu irmão e de sua cunhada. Agora então, tenho certeza que você é muito diferente – ele me olhava com um brilho diferente nos olhos.

_Eu... eu não sou diferente. Só não tive a vida normal que outras pessoas tiveram – encolhi os ombros, desviando o olhar novamente.

_Não desvie o olhar do meu. Gosto de olhar em seus olhos verdes. Eles têm vida própria, Bella – disse, segurando firme meu queixo.

A nossa conexão era óbvia.

_Eu... eu não quero estragar nossa noite, Edward. Por favor, podemos seguir com o planejado? – supliquei baixinho.

Poderia soar como humilhação, mas eu pouco me importava. Eu o desejava loucamente.

_Não – fui pega de surpresa por sua negativa e foi inevitável expressar minha tristeza. Ele havia me rejeitado. _Ei, olhe pra mim – segurou meu queixo, levantando-o um pouco para que eu o encarasse. _Bella, por favor não chore – seu polegar secou uma lágrima teimosa que escorreu por minha face.

_Eu... eu não deveria ter pedido isso. Desculpe – fiz menção de me levantar, mas seus braços me bloquearam.

_Linda, você entendeu errado o que eu quis dizer. Não completei minha frase – sorriu torto, depositando novamente um beijo em meus lábios. _Não quero seguir com o planejado porque parece algo obrigatório. Eu quero que seja algo o mais natural possível para você, caso seja a sua verdadeira vontade, Bella – sorriu.

_É a minha vontade, Edward – disse com firmeza. _Eu nunca senti uma atração tão forte por alguém como senti por você, mesmo nos conhecendo hoje. Por favor, não pense que sou promíscua, mas eu não consigo explicar o que está havendo comigo – puxei-o para me abraçar e prontamente fui atendida.

_Eu jamais pensaria que você é uma mulher promíscua. E estou no mesmo estado de conexão que você, Bella – falou em meu ouvido.

_Edward, por favor... eu quero você – pedi baixinho em seu ouvido.

Ele levantou a cabeça me fitando por um parco tempo até voltar a falar.

_Eu também quero você, Bella. Muito. Vamos fazer isso – encerrou o assunto.

Percebi uma mudança em seu tratamento comigo. Ele parecia muito mais cuidadoso, porém ainda exercia o mesmo poder de fogo sobre mim desde que iniciamos as preliminares.

Recomeçamos a sessão de beijos molhados enquanto ele me excitava novamente ao massagear meu clitóris. Em poucos instantes eu gemia em sua boca.

Abraçava-o mais forte a cada acelerada em meu ponto sensível. Então no momento certo de me apresentar ao "fantástico mundo de Edward", ele se afastou exibindo todo o seu glorioso membro.

Lambi os beiços ao fitar a glande de seu pênis, que se parecia com um cogumelo vermelho, totalmente ereto de desejo por mim.

Edward o encostou em minha cavidade, começando a penetrar-me lentamente. Logo no início não senti nada, mas o motivo era simples: ele ainda não havia introduzido tudo e muito menos atingido meu hímen.

Eu arfava a cada movimento mais firme dele, querendo invadir-me por completo.

_Você... você é muito apertada – as veias de seu pescoço estavam em extrema evidência. Ele devia estar se controlando para não me penetrar de uma vez.

Eu estava tensa e sabia que doeria mais se continuasse assim.

_Bella, tente relaxar. Concentre-se em meus movimentos – ele voltou a me tocar no ponto entumecido no meio das minhas pernas.

Aos poucos fui relaxando e ele retomou o vai- e -vem lento, ora saindo ou voltando a introduzir um pouco mais, até que senti seus testículos encostarem em minha bunda, consumando a penetração.

Soltei um gemido de dor. Não havia mais barreira alguma...

_Shh... vai passar, linda – ele manteve-se parado por um momento até me acostumar com aquele "corpo estranho" dentro de mim.

Enquanto meus cabelos eram acariciados, seus lábios provavam os meus de uma maneira doce e sensual. Ele estava sendo extremamente carinhoso.

Incentivei-o a se mexer quando meus quadris iniciaram um movimento tímido.

Então, ele começou a se movimentar de modo lento para que eu o acompanhasse e como uma menina obediente, o segui.

Meus deuses do sexo! Era muita delícia junta.

Edward e seu pênis eram uma dupla dura de matar... de matar qualquer mulher carente por sexo. Imagina uma virgem!

Quando pegamos o ritmo do movimento, parecíamos dois animais selvagens porque minha deusa da noite estava à solta.

Eu gemia alto. Ele também.

Ora ele se movimentava rápido, ora lento.

A cada estocada mais profunda minhas mãos espalmavam em suas nádegas puxando-as para mais perto de mim. Se fosse para ele ir fundo que fosse de uma vez!

_Ahh... ahh – gemia desvairada.

_Isso...geme...geme gostoso, Bella – ele me incentivava, ora me beijando, ora passeando suas mãos por minhas curvas.

Nosso suor nos delatava. Estávamos em êxtase.

Como já estávamos no limite da libertação, não demorou mais que alguns minutos para gozarmos.

Quando senti as paredes de minha feminilidade apertarem o membro de Edward, senti-me sendo transportada para algum outro lugar longe da minha cama. Eu estava "transtornada" em meu próprio gozo ao gritar o nome dele.

Sua reação não foi diferente da minha ao gritar meu nome com sua voz rouca de desejo.

Após a onda orgástica, ele desabou em cima de mim, retirando seu pênis amolecido e beijando meu pescoço com carinho.

_Uau! – foi só o que ele disse.

_Sim. Uau! – retruquei acariciando seus cabelos molhados pelo suor.

Ele levantou um pouco a cabeça para me fitar esboçando um sorriso preguiçoso.

_O que achou, linda? – beijou minha bochecha.

_Acho que preciso de mais uma rodada como a primeira para expressar meu ponto de vista definitivo – sorri de modo faceiro.

_Hum... então eu tomo isso como um elogio – devolveu meu sorriso preferido.

_Hum, hum – acenei timidamente a cabeça.

_Bella, Bella... você pode me achar um maluco pelo que vou dizer, mas... – seus olhos pareciam mais derretidos.

_Mas... – incentivei-o a completar seu pensamento.

_Mas eu não te quero apenas por essa noite – falou, sério.

Escrutinei sua face, acariciando-a com zelo e ternura antes de voltar a falar.

_Nem eu, Edward – sussurrei olhando diretamente em seus olhos. _Nem eu – enfatizei, puxando-lhe para mais uma sessão de beijos só nossos.

A partir de hoje até o dia que ele me quisesse em seus braços eu "aposentaria" o chuveirinho do meu banheiro. Não precisaria usar esse artifício para me satisfazer.

Como a baixinha sempre fala... sexo é bom! E se você conseguir um parceiro, aí fica melhor ainda.

"Os fatos explicarão melhor os sentimentos: os fatos são tudo".

(Machado de Assis)


N/A: LEGENDA: [sic]* O sic serve para evidenciar que o uso incorreto ou incomum de pontuação, ortografia ou forma de escrita presente em uma citação, provém de seu autor original.
PS: Alice sempre dando um empurrãozinho na irmã!rsrsrsrs
E então, o que acharam? Mereço algum review?rsrsrs
Meninas, nos vemos em breve...e por favor, comentem, mesmo se não gostarem...rsrsrs..bjinhosssss