Sem beta.

Capítulo final: Êxtase.


N/A¹.

Eita doido... Último capítulo! É como se separar de um filho. y.y

Nessa vão vão ter um presentinho como prometi. Me crucificaram com a iminente morte do Mello.

*Fic feita de madrugada* -Espero que esteja digna de um fim.

Bom divertimento.


O loiro ouvia ao longe os gritos de agonia de sua mãe. Uma sensação de entorpecimento se apossava de seu corpo, sentia-o frio. Sabia que sua vida estava se esvaindo. Via os objetos ao seu redor girarem e seu coração, antes descompassado, parar lentamente.

Esse era o fim. Tinha certeza, iria morrer...

Birthday sugava o plasma avermelhado cruelmente, sabia que, pela quantidade que havia tomado, a morte de Keehl era certa, mas o sangue de Mello era realmente bom. Agora sabia o motivo de L o desejar tanto.

Os braços de Mihael, que antes lutavam com ímpeto para empurrar aquele ser, afrouxaram. Não tinha forças nem para manter suas pálpebras abertas, sua respiração era dificultosa, tentava sugar o ar a sua volta, porém não conseguia. Sua consciência já estava se perdendo em algum lugar escuro. Contudo pode ouvir um barulho ensurdecedor, parecia que aquela grande porta tinha sido arrombada. Entretanto não ligou para nada, seu corpo estava em estado de torpor. Estava com sono, cansado e bem. Era uma sensação de alívio. Queria dormir, fechar os olhos e não acordar nunca mais. Sentiu mãos frias e urgentes estapeando levemente seu rosto.

"—Mello..." – Chamava alguém preocupado.

O loiro reconheceu. "—L..." – Mal conseguia falar.

Matt, Watari e Lawliet haviam invadido o Pier.

O velho imobilizou BB.

Mail pegou Ângela nos braços e levou-a até o lado de Mello. "—Será que ela vai sobreviver?"

"—Vai." – A voz de Lawliet estava alterada. "—Mas Mihael."

"—Sa-salve-o..." – Suplicou a loira. Segurava forte o pulso do moreno. Apesar de todos os ferimentos e o sangue perdido ainda tinha consciência. "—Eu sei que pode... por favor..." – Gemeu em aflição. "—Agh..." – Escorria um pouco de sangue por sua boca. "—Por favor..." – Repetiu.

"—Leve-a daqui." – Dirigiu-se ao ruivo. "—Ela precisa de cuidados médicos."

"—Entendido." – Ergueu a loira em seus braços.

"—Você va-i?" – Questionou a mulher aflita.

"—Vou." – Respondeu de vistas baixas.

Em meio a toda aquela agonia uma linha oblíqua se desenhou em seus lábios e foi retirada do local por Mail.

"—Mello..." – Sua voz era pesarosa enquanto afagava os cabelos claros. Sentia uma pontada em seu peito morto-vivo. Sabia que a vida de Mello não duraria mais que alguns minutos, entretanto sabia que a transformação era complicada. O chocólatra com certeza sentiria dor. Todavia não era hora para dúvidas. Levantou a manga de sua camisa branca deixando a mostra seu pulso lívido, com a unha abriu um grande rasgo em sua veia. "—Mello abra os olhos." – Dizia docemente.

"—Tome isto." – Colocou a parte de seu antebraço que sangrava sobre a boca de Keehl.

Mihael uniu todas as suas poucas forças restantes para beber aquele líquido que respingava em seus lábios.

O maior encostou o pulso na boca do loiro para que assim ele sugasse melhor.

O chocólatra sorvia o que podia.

"—Pronto Mello já está bom." – Expôs após um tempo.

O loiro continuava.

"—Vamos Mello, pare." – Era bem amável ao proferir.

Largou o pulso do maior, observou-o fraco.

O olhar do moreno era meio triste, como se pedisse desculpas.

Mello não entendia o motivo de ser observado com tanto pesar. De repente a sensação de entorpecimento foi tomada por uma queimação, toda sua corporação doía, parecia que todas suas células estavam entrando em colapso. Seus membros e tronco davam espasmos violentos e involuntários. "—AHH..." – Gritava em estertor.

Lawliet segurava com força o corpo em convulsão. Estava sério.

"—L..." – Trincou os dentes. "—Dói." – Por que L não fazia nada? Por que apenas o segurava firme? Seu corpo estava em chamas e o outro não fazia nada? Como em um balanço imprevisto e violento toda sua corporação ficou estático. Foi a pior dor de toda sua vida. Logo em seguida seu corpo desvaneceu em um desmaio.

Keehl ergueu-se bruscamente da cama, sentando-se nesta. Percebeu onde estava: Quarto de Lawliet.

L estava sentado em uma cadeira do outro lado do lugar. Observou o jovem confuso a sua frente.

Com a conversão Mihael perdera o pouco que lhe restava da androginia e dos traços infantis do final de adolescência. Estava com um ar sedutor incomum.

L agora via Mello renascer como um vampiro.

O moreno caminhou até a própria alcova sentando na ponta desta. "—Como se sente?" – Questionou gentil.

O chocólatra aspirou o ar como um animal. "—Seu cheiro é tão bom." – Sua boca salivava. Pôs-se de quatro e engatinhou até onde o maior estava. O loiro trajava apenas uma calça de couro negra. Sentou no colo do mais velho. "—Estou com sede." – Choramingou.

"—Eu sei, é por isso que estou aqui." – Mostrou o seu pescoço a sua nova e mais amada cria. "—Beba. Como você mesmo disse: 'Eu sou seu'."

Mihael deu um sorriso efuso e sentiu suas presas alongarem com o seu apetite. Penetrou seus dentes na veia do moreno. Sentiu quando aquele líquido avermelhado invadiu a sua boca. "—Uhnm..." – Gemeu com os caninos ainda fincados na pele gélida. O gosto era arrebatador. Não era salgado, doce, amargo e nem ácido, mas ao mesmo tempo era uma mescla de todos que se uniam e se alastravam em sua boca de uma forma viciante. Chocolate? Não sabia mais nem o que era aquilo.

"—Ahnm... Mello." – Puxava para mais contato, pela primeira vez em toda sua vida (ou morte) era mordido por alguém e a surpresar foi maravilhosa. Mas teve que afastar o loiro. Com certeza ele estava bem alimentado. Seu sangue era mais forte que dos outros.

Os olhos de Keehl estavam baixos, as pupilas dilatadas e azul de suas íris estava levemente rubros, um misto que o deixava ainda mais torpe. Sua pele não era mais quente por sua atual condição, mas isso não o deixava menos atraente pelos olhos do moreno, muito pelo contrário, saber que Mello lhe tomaria o sangue direto de sua jugular lhe excitava muito. "—L, eu te amo tanto."

Lawliet lambeu o canto da boca do mais novo que estava manchada com o seu sangue. "—Acho que infelizmente temos que esperar mais um pouco."

O loiro baixou as vistas meio melancólico, afundou seu rosto na base do pescoço do moreno. Abraçou-o forte.

"—L..." – Arregalou seus olhos cheios de olheiras.

"—O que foi?"

"—Quanto tempo eu dormi?"

"—Dois dias." – Respondeu. "—O que ha?"

"—Minha mãe... ela... ela..." – Parecia chorar.

"—Acalme-se Mello. Está sendo precipitado. Ela está se recuperando no hospital."

Ergueu-se. "—Então."

"—Sim. Ela está viva."

"—E Birthday?"

L respirou fundo e contou tudo.

0o0o0o0o0o0 Início do Flashback 0o0o0o00o0o0

Lawliet soergueu o corpo do chocólatra, colocando-o encostado em uma parede do galpão dirigiu-se até o sociopata imobilizado por Watari e de rosto para o chão. "—Você foi bem esperto, devo admitir." – Colocou as mãos nos bolsos. "—E bem rápido... fazer códigos binários com marcas de caninos pelos corpos das vítimas..."

"—Você achou?" – Falou o outro, tentava olhar quem lhe falava por cima dos ombros.

"—Solte-o." – Ordenou o Lawliet.

O velho senhor acatou e soltou o acusado, entretanto o tinha na mira de sua arma.

Beyond levantou-se dificultosamente afinal tinha levado três tiros, mas por causa de sua condição sobrenatural os ferimentos já começavam a cicatrizar. Olhava o outro com veneração.

"—Por que me olha assim?" – Estava curioso.

Ambos estavam frente a frente. Era como estar olhando um espelho.

Os olhos vermelhos fitavam L submissos, porém com uma audácia reprimida. "—Você não lembra, não é?"

"—De quê?"

BB, apesar da gritante semelhança física, era visivelmente distinto em sua personalidade que perpassava por aqueles olhos macabros de shinigami. "—Nós somos..." – Interrompeu a própria frase. "—Eu só queria te 'tocar', chamar a sua atenção." – Demonstrava sinceridade por seus olhos macabros.

"—Matando pessoas?" – Indignáva-se.

"—É demais querer isso do próprio irmão?" – Era pesaroso, contudo reverente. "—Não sabe o quanto esperei por esse momento..."

"—Você é meu." – Assustou-se.

"—Mais novo, apesar de sermos gêmeos."

"—..." – Estava estático. Vivera a tanto tempo que esquecera de suas origens. "—O que quer dizer com isso?"

"—Eu já imaginava que não recordasse. Na realidade erra é a primeira vez que ficamos tão próximos. Eu soube de sua existência há muito tempo. Sempre quis ser você." – Parecia que estava vencido, seus ombros caídos realçavam isso. "—Somos irmãos puro-sangue de uma família muito antiga e aristocrata vampírica."

L sempre notou que era mais forte do que qualquer outro, entretanto nem desconfiava. Na realidade nunca se interessou.

"—Por que tentou matar Mello?"

"—Ciúmes. Eu não agüentava vê-lo com aquela criança..."

"—Você vai morrer."

"—Eu te amo."

"—Os clérigos vão se livrar de você."

"—Eu já tive o que queria."

"—Que seria?"

"—Você."

"—Não me terá jamais." – Afirmava enquanto Lictor adentrava no grande local.

O homem grande, de aparência monstruosa, olhos amarelos, roupas negras e um crucifixo amarelo na mão parou ao lado de Lawliet. "—É... parece que você tinha razão." – Afirmou o inusitado clérigo. "—São realmente similares."

"—Lictor... ele é seu. E não me perturbe mais." – Virou-se indo até o chocólatra inconsciente.

"—Ninguém me terá. Meu jogo já foi feito." – Exclamou Beyond Birthday enquanto conjurava uma magia conhecida apenas por certos vampiros. Instantaneamente seu corpo entrou em chamas. BB suicidou-se.

"—Maldito." – Exclamou o exorcista. "—Bom, pelo menos está acabado."

"—Vou embora." – Andou até Mello e o colocou cuidadosamente em seus braços.

"—Mais um 'pros' seus." – Observou Lictor.

"—Não te interessa."

"—Não mesmo... Até me causar problemas não. Só não garanto nada se ele me irritar." – Sorriu.

"—Vá cuidar de suas coisas que eu cuido das minhas."

"—Certo, certo. Vou embora." – O homem de negros cabelos espetados em azul retirou-se rápido.

0o0o0o0o0o0 Fim do FlashBack 0o0o0o0o0o0

"—Aquele covarde... O filho da mãe se matou mesmo?" – O loiro estava visivelmente indignado.

O moreno sorriu. "—Essa sua raiva descontrolada chega a ser engraçada."

"—Não achei graça alguma." – Emburrou-se fingidamente, a verdade é que não conseguia ter muita cólera com L tão próximo.

"—Tudo bem. Que tal vermos sua mãe?"

"—Seria uma boa idéia... achei que a tinha perdido."

"—Vamos."

"—Claro."

Dirigiram-se a limusine particular de Lawliet.

Era fim de tarde, o crepúsculo estava próximo e prometia ser muito belo afinal o céu estava límpido. Algo incomum para o clima londrino.

Chegaram a um hospital particular da cidade cujo L havia coberto todas as despesas.

"—Está me mimando com esse luxo todo." – Reclamou Keehl saindo do carro.

"—Não estou não. Sei muito bem, por esse tempo com você, que sua personalidade é forte." – Observou repetindo a ação do namorado.

"—Nossa!" – Exclamou Mello olhando para o prédio.

"—O que foi?"

"—Minha mãe vai ter um colapso quando souber a verdade. Isso se ela acreditar."

"—Eu já contei. Afinal foi ela que pediu."

"—Aãn?" – Suas pupilas se comprimiram de susto.

"—Fale com ela..." – Tentou se livrar da responsabilidade.

Já no quarto.

Mihael bateu na porta.

"—Entre." – Expôs a voz de Ângela.

O loiro entrou sozinho fechando a saída ao passar.

"—Onde está L?" – Indagou decepcionada.

"—Desculpe por ser apenas eu. O seu filho..."

"—Ahh... não se faça de vítima. Venha aqui."

Ambos se abraçaram assim que o chocólatra chegou próximo.

"—Estou tão feliz de vê-la viva."

"—Eu também. Se L não tivesse chegado a tempo e lhe salvado." – Recordou pensativa.

"—Mãe. Você sabe de minha atual condição. Não é?"

"—Sei... mas eu realmente estou alegre de poder lhe observar de pé aqui." – Confessou. "—Só me intriga saber que não vou te ver com rugas. Que morrerei vendo essa sua carinha de anjo."

"—Pode ficar igual a mim." – Sugeriu.

"—Não... isso não á para mim. Além disso, passar eras sozinha não faz meu gênero." – Fez careta apesar de estar toda enfaixada. "—Você tem Lawliet."

"—Não liga que eu seja."

"—Homem? Meu filho não seja retrô. É óbvio que eu adoraria vê-lo com umas gatinhas, mas nisso não temos controle." – Estava séria ao falar.

"—Obrigado mãe." – Sorriu depois de se assustar com o depoimento dela.

"—De nada." – Sorriu. "—Mas onde está L?"

Nove meses depois. Cinco e quarenta e cinco da tarde, apartamento de Mail.

"—Porra, cara. Por que está enrolando tanto?" – Mello estava esparramado no sofá, com suas roupas típicas. Saboreando um pedaço de chocolate. Seu tom, como sempre, era raivoso.

Matt estava em pé a sua frente. Tinha as mãos nos bolsos do jeans surrado, trajava uma blusa listrada horizontalmente alternada entre preto e vermelho, as botas negras e acolchoadas estavam em visível desgaste e o cigarro queimando em sua boca realçava seu ar pensativo. Retirou a mão direita do bolso e a encaminhou até seu vício, deu uma tragada forte e espirou a fumaça rejeitada de seus pulmões. Nada respondeu. Apesar de muitas respostas povoarem sua cabeça.

"—Diga logo. Near está achando que já algo errado com ele. Não gosta dele, é isso?"

"—Eu o amo." – Caminhou a passos despreocupados até o cinzeiro sobre uma mesinha perto da janela. Depositou lá o resto de seu prejudicial vício.

"—Mas não ao ponto de se tornar vampiro." – Pensou altamente Keehl.

"—Mello, amo Nate mais do que a mim mesmo." – Confessou. "—E ele foi o melhor acontecimento da minha vida, mas ele é tão perfeito e eu sou tão errado."

"—Ahh, não me venha com esse moralismo piegas."

"—É verdade cara. Eu não sou 'um bom lugar' para o Near."

O loiro levantou-se. Parecia calmo. "—Não acha que me sinto assim com relação a L? Enquanto ele faz de tudo para seguir as regras eu faço planos maquiavélicos. Mas que droga! Se o próprio L não liga, por que raios eu vou?"

Observava Mihael com interesse.

"—Se ele me quer perto: Eu ficarei. Se ele se sente bem e eu também: Que se Fo** o mundo." – Dirigiu-se a porta. "—Devia pensar no 'moleque' e não nos outros." – Abriu o acesso.

Nate estava parado do lado de fora. Escutava tudo.

O chocólatra tomou um susto.

"—Obrigado Mello." – Começou o albino. "—Você é estranhamente legal." – Confessou.

"—Tá." – Esse era seu jeito de dizer: "Disponha". "—Tô indo. Vou esperar L no aeroporto." – E sumiu pelos corredores do condomínio.

"—Desculpe por ser 'perfeito'." – River estava visivelmente triste. "—Mas eu posso mudar." – Sugeriu. Não conseguia se mexer.

O ruivo caminhou até o outro, abraçando-o forte. "—Acho que Mello está certo."

"—Sim. Ele está." – Retribuiu o gesto com um leve riso.

Aeroporto internacional de Londres. Oito da noite.

Uma figura alta, de cabelos negros e bagunçados e de pele morbidamente alva caminhava meio curvado pela multidão. Procurava por Keehl.

Mello havia o avistado de longe. Aqueles últimos trinta dias haviam sido suplícios. Andou a passos largos até Lawliet se jogando nos braços deste sem nenhuma timidez.

Os outros ao redor olhavam com censura àquele ato.

"—Tive saudades." – Revelou o loiro.

"—Eu também, mas você não quis ir comigo." – Reclamou.

"—Tinha coisas para resolver." – Soltou o outro. "—E como minha mãe está?"

"—Adorando Paris. Acho que logo terá um padrasto."

"—Humm." – Não gostou muito da idéia.

"—E Matt e Near?"

"—Consegui."

"—Tem certeza?"

"—Sei 'dobrar' aquele ruivo."

"—E a mim também."

"—Ahh... Você eu 'dobro' e faço outras coisas também." – Sussurrou erótico.

"—Acho que pertenço a você."

Mihael sorriu. "—Vamos para a boate. Tenho um 'presentinho' para você. "—Puxou o outro pela mão até a saída.

"—Adoro seus 'presentes'." – Deixou-se levar.

L, Mello e seus subordinados haviam se deslocado novamente de lugar. Estavam em uma nova casa noturna: A Torre. Afinal as outras três passavam por reformas e o moreno ainda não queria mudar de cidade ou país. O lugar, assim como os antigos, era interligado com uma casa que por sinal era bem grande e de designer neogótico.

Os dois entraram na casa rapidamente.

Mello tinha pressa para chegar ao quarto.

"—Calma Mello. Não precisa mais dessa impaciência." – Afirmou já se pondo em frente a porta.

Keehl o obrigou a largar as malas dando beijos urgentes em todo o pescoço alvo a sua frente. "—Mas com você eu tenho." – Explicou-se. "—Nem a eternidade é o suficiente." – Suas mãos ousadas passeavam por debaixo do blusão branco.

"—Ahnm... Você algum dia... Uhnm... Já teve juízo?"- Tentava se concentrar em abrir a porta.

"—Eu passei um mês sem você. Não sentiu minha falta?" – Deu uma pausa em seu arroubo repentino. Estava meloso.

"—Claro que sim." – Conseguiu destrancar a entrada e puxou o menor para dentro. Trancou tudo novamente e encaminhando o loiro até a cama de casal, rebolou-o sobre está. "—Agora..." – Retirava a blusa longa. "—Você é que é meu."

Um riso libertino se apossou dos lábios de Keehl. "—Sou sim." – Retrucou lúbrico.

Lawliet retirou seu blusão branco deixando visível seu bíceps definido. Abaixou-se sôfrego em Mello e dava pequenos mordiscadas na parte do abdômen que ficava a mostra pela camiseta de couro. Desabotoou e abriu rapidamente o flash da calça negra do menor. Retirou está com destreza juntamente com os botas chamativas de Mihael. Arrancou a unhadas a camisa do mais novo.

Mello deliciava-se com aquela selvageria cuidadosa. "—Ahnm... rápido." – Choramingou totalmente entregue.

"—N-ã-o." – Expôs imoral. "—Você sempre me tortura." – Suas palavras eram proferias calmas e pausadamente. "—Agora é minha vez." – O tom era levemente irônico.

O loiro só conseguia sorrir. Na realidade adorava quando L tomava o controle da situação. E sentir aquelas mãos frias passearem por seu corpo seminu era realmente instigante. "—Pode. Uhnm... me torturar como quiser." – Falou rouco.

"—Bom saber." – O moreno estava dominado pelo desejo e o cheiro irresistível que emanava de Mello só fazia isto aumentar.

Abriu a calça jeans, rebolando-a em algum lugar do quarto assim que a retirou.

Mihael enlaçou a bacia do mais velho com as próprias pernas, fazendo, com o contato, seus sexos roçarem. Embora separados pelas roupas íntimas.

"—Ahnm..." – Gemeram em uníssono.

Por algum motivo desconhecido o corpo de Keehl, para Lawliet, parecia quente, apesar de sua condição vampírica, e inigualavelmente tentador e tóxico. Suas mãos se dirigiram levemente à única peça que tentava cobrir aquele corpo febril. Brincava lascivamente com as perspectivas do outro. Passava as mãos pelas coxas, ia até os joelhos e subia até o interior das pernas alvas e vezes outras se esbarravam no membro ereto do menor.

"—L... já ta bom." – Choramingou. "—Eu quero tudo." – Suplicava.

"—Só quando EU quiser."

"—Uhnm." – Reclamou. A verdade é que aquilo tudo estava muito bom, mas sempre fora muito afoito e aquele joguinho erótico do moreno estava acabando com o pouco de juízo que tinha.

Lawliet retirou a cueca negra lentamente, fazia questão de encostar as mãos na pele trêmula. Assim que o despiu por completo ficou a observar aquele ser que havia se tornado seu vício predileto.

Mihael estava inebriante. Os cabelos úmidos, pela comunal chuva londrina, estavam espalhados pelo colchão fofo, a boca visivelmente seca estava entreaberta em um desespero semi-mudo por fôlego, o peito ofegante só fazia tudo aquilo se realçar ainda mais. O corpo jovem e bem dotado, que nunca mais envelheceria, tremia a tanta excitação. "—L... por favor..."

Este sorriu lúbrico. Abaixou-se lambendo toda a extensão do membro do menor, arrancando deste espasmos involuntários. Com a mão direita abriu as pernas do mais novo.

Keehl movia seus quadris desesperado em direção ao amante. Prendeu L pelos cabelos de forma decidida, enlaçou seus dedos nos fios negros com bastante força. "—Eu quero..." – Foi tudo que conseguiu dizer antes de enterrar-se na boca do maior. Movia-se freneticamente, deslizava-se por aquela boca macia, úmida e que se estreitava malvadamente contra seu membro.

O moreno teve que fazer força para conseguir controlar o loiro. Lambeu os lábios provando da lubrificação do namorado.

Nesse momento as coxas do chocólatra tinham se colado e Mello, com sua sanidade 'pelos ares', começava a se masturbar desesperadamente gemendo o nome do maior com os olhos cerrados.

O moreno força Mihael energicamente a parar de se tocar e com um movimento brusco descola os joelhos do mais novo. Observava desejoso aquelas pernas.

Keehl o olha com interesse e premeditando as ações do outro ínsita: "—Vem... morde."

Parecia que o mais velho estava esperando somente o aval. Alonga suas presas rapidamente e se aproximando da artéria femoral as penetrou impudicamente. O volume de plasma sanguíneo que enchia sua boca era devastadoramente perfeito em tudo. O gosto, a pressão, o cheiro... Tudo contribuía para o seu êxtase.

O moreno se deliciava com aqueles caninos fincados em sua virilha. Nunca imaginou quão ousado Lawliet poderia ser. Mas estava na hora de ter um pouco o controle da situação. Aproveitou que o mais velho havia lhe soltado e o obrigou a deitar na cama. "—Agora é minha vez." – Expôs desejoso enquanto distribuía beijos pelo corpo lívido sob o seu.

L fechou os olhos para saborear mais daquele momento. A verdade é que esse último mês fora suplício ao passar longe de Keehl, nem sabia ao certo como ficara tanto tempo sem o loiro. Entretanto o presente não importava apenas aquele momento deleitoso. Amava a forma instigante na qual Mello se comportava. Nem notou quando as presas deste se fincaram em seu pescoço. "—Ahh..." – Mihael era o único a lhe provar daquela forma tão sedutoramente macabra. L apertava-se contra o amante para aumentar a intensidade da mordida enquanto esfregava-se em Keehl em uma tentativa de alívio.

O chocólatra adorava aquele sangue de gosto estranhamente confuso, contudo o que necessitava era sentir os lábios gélidos do maior de encontro aos seus. E assim o fez. Em um segundo sua língua já estava dentro da boca de L.

As hemoglobinas de gostos divergentes se uniam e se tornavam homogêneas com o valsar libertino daquelas duas línguas ousadas.

"—L..." – Gemeu o observando. "—Sabe o que quero..."

Este apenas deu um riso simétrico enquanto observava com interesse aquela face ariana¹. Alternou suas posições, agora ficava sobre e entre as pernas do loiro. "—Se é isso que..." – Ajeitou-se na entrada estreita. "—Quer... hum..." – Completou-se adentrando Mello sem nenhum pudor. "—Você é tão... ahnm..." – Tentava ir lento, porém aquele local era tão acolhedor que o seu raciocínio era quase impossível. Logo a cama rangia com a velocidade dos movimentos.

Mihael estava arrebatado, sentia o outro tocar-lhe fundo, puxava o outro com as mãos para invadir-lhe com mais força e urgência. Estava louco, mas era esse o poder que Lawliet exercia sobre si, apenas o cheiro do outro lhe incitava as vontades mais profanas.

Os dois chegaram às seus cumes ao mesmo tempo. Seus corpos davam espasmos enquanto trocavam beijos apaixonados. O êxtase fora inigualável. Os lábios se tocavam com pressa em imitação às mãos inquietas. Parecia que se parassem de se apalpar haveria uma separação de ambos. Estava claro que aquele desespero era ínfimo diante do tempo que lhes aguardavam. O infinito esperava pelos dois...

FIM.


Legenda:

Ariana¹: Analogia a simetria perfeita do rosto dos germânicos (afinal sabe-se que Mello é de origem alemã.)


N/A²:

*Última nota da fic...* y.y. espero que tenham gostado, eu esperava fazer uma dark lemon, mas infelizmente o romance e o SONO não deixou .. Porém eu gostei.

Gostaram do fim que o Mello teve? . Acharam mesmo que o L iria "ficar na mão"? hahahahaha.

Adorei fazer personagens OOC *_*, mas se não gostou: FODA-S° XP. *sorri amavelmente* afinal essa PORR* é minha ^^''. Quer dizer.. acho que estão.. ô.ó

Acho q é isso . E que os 4 curtam a eternidade... hahha

Kissus da Mello

Hora do Merchan:

Pra qm gosta do BB eu fiz uma LxBB se quizerem ver, o nome é Sweet!

Agradecimentos:

Ao Reece River(Ismael), por ter engolido o orgulho masculino e ter começado a ler e me perturbar por atualizações no MSN.

Ao Gui, por ter parado de só dar em cima da minha irmã e ter começado a ler tbm.

A Toynako, na qual dediquei essa fanfic.

Ao slipknot, por existir e me inspirar nas lemons (nada a ver, mas é verdade)

A thy, por ser thy.

E principalmente a quem acompanhou desde o começo e mandou REVIEWS.

DOMO ARIGATOU.

*Pensando* - Que piegas... ¬¬' fuuuiiii...

Reviews... hein?