Prove It
Capítulo IV
- Você tem a certeza que quer fazer isso? – perguntou Remus, numa última tentativa de trazer a razão a James.
- É claro que eu tenho certeza! – replicou ele. – Você está ou não do meu lado, Aluado?
- Estou sim, só não aprovo o que você vai fazer, e aposto que a Lily também não.
- Vai dar tudo certo, tenho certeza! – zombou Sirius.
- É bom que dê. Senão o Pontas aqui vai passar uma bela duma humilhação. – disse Peter.
- Nossa, como vocês aumentam a minha auto-estima e confiança. – ironizou James. – Estou me sentindo capaz de enfrentar um dragão depois de todo esse apoio moral!
Os outros três riram.
- Calma, James! Só estamos dizendo que a sua ideia está sendo um pouco... precipitada, sabe? – explicou Lupin.
- Em um pouco estranha, também. – completou Sirius, ao que Peter se limitou a concordar.
James suspirou.
- Ok, ok, mas eu vou levar em frente.
Chegaram ao Salão Principal. Como era de costume no café da manhã, ele não estava demasiado cheio, levando em conta que nem todos os estudantes acordavam no mesmo horário, acabando assim por comer em horas um pouco diferentes. Ainda assim, James reparou na massa de cabelos vermelhos que estava sentada com Frank Longbottom.
- Você vai fazer agora? – perguntou Sirius.
- Não, nem pensar. O Salão tinha que estar lotado para valer a pena. – ele explicou.
Sentaram-se e comeram. Quando iam saindo, passaram por Lily, ao que James comentou, com um sorriso:
- Bom dia, Lily, dormiu bem? – mas tudo o que ele conseguiu foi um resmungo por parte dela.
James riu.
- O que é que ela tem dessa vez? – perguntou Peter.
- Nada. – ele deu de ombros. – Ainda deve estar irritada por causa da nossa conversa de ontem à noite.
- Hum, que conversa? – disse Sirius, maliciosamente, recebendo um tapa nas costas. – Ai, isso doeu!
- É pra você parar de ser pervertido, Almofadinhas. Nós só conversamos. Ou melhor, discutimos. – completou.
- Como se isso fosse alguma novidade. – zombou Remus.
A manhã foi normal para a maioria dos estudantes. Professores, aulas, deveres, poções e feitiços, mas James não estava prestando atenção a nada à sua volta.
- James? Alôooo? Você ainda está vivo, cara? – disse Sirius, tentando chamar a atenção de James pelo que parecia ser a centésima vez apenas naquela aula.
O maroto acabou por deixar a cabeça escorregar do apoio da mão, e bateu-a no tampo da mesa.
- O quê?
Sirius bufou.
- Nada, é só você que parece estar para lá de Hogsmeade. O que te deu?
Sirius conhecia James melhor do que ninguém, então este nem se deu ao trabalho de esconder o que o afligia.
- De verdade? – disse ele. – Estou preocupado com tudo isso... esse plano... sabe?
O outro confirmou com a cabeça.
- Mas o que há para se preocupar? Você não tem vergonha na cara, então não pode estar com medo de virar motivo de chacota, certo?
- Certo. Mas não é isso. Eu fico imaginando... a Lily vai gostar?
- A pergunta certa seria: que garota não gostaria? – brincou Sirius. – Qualquer uma delas faria qualquer coisa para alguém lhes fazer o que você vai fazer com a ruiva.
James apenas confirmou, ainda indeciso. Sacudiu a cabeça, tentando afastar toda a negatividade. Lily iria gosta. Não, melhor, Lily iria amar.
Logo chegou o horário de almoço, e mais uma vez os marotos se viram adentrando o grande salão. Olhando em volta, James ficou feliz ao constatar que os professores não estavam presentes. Tudo conspirava a seu favor.
Sentaram-se o mais distante possível de Lily Evans, conforme programado. A distância entre James e a ruiva tornaria o ato mais enfatizante.
Passado algum tempo em silêncio, os três marotos – Remus, Peter e Sirius – se entreolharam e comentaram:
- Pontas, está tudo bem?
- Claro, por que não estaria? – respondeu ele, num tom nada convincente.
Sirius revirou os olhos.
- Talvez porque você está olhando para o seu prato como se fosse a prova de Adivinhação.
- É, e você está pálido também. – completou Peter.
James levantou as mãos.
- Eu estou bem, sério.
Remus levantou uma sobrancelha.
- Bem o suficiente para por seu plano em prática? – disse ele. – Digo, agora? Não vai haver momento melhor, e você corre o risco de algum professor chegar daqui a pouco.
O maroto suspirou.
- Vocês têm razão. Como eu começo?
- O plano é seu, se vira.
James bufou.
- É, que belos amigos fui eu arrumar.
- Não se preocupe, estamos aqui para ajudar. – disse Sirius, sorrindo matreiramente. Bateu com a colher no copo e falou bem alto, silenciando o salão principal. – Gente, peço um momento da vossa atenção! Meu amigo Pontas tem um recadinho para dar.
James fuzilou Sirius com os olhos. Esperava pegar todos de surpresa, fazendo algo inesperado, mas agora todos olhavam para ele. Respirou fundo e, corajosamente, foi para cima da mesa.
N/A: Bom, acho que já dá para imaginar o que o James vai fazer, certo? Como vocês perceberam (assim espero) eu não comecei a fic como normalmente outros autores começam - com o não-casal tendo brigas constantes e irritando um ao outro. Eu parti logo para a ação, o momento em que James se revolta e decide mudar de 'tática de ataque', por assim dizer.
Eu fiz isso porque eu escrevo compulsivamente, ou seja, eu começo e não tem quem me pare, então se eu incluísse o começo de tudo a fic teria uns 876543234567 capítulos... xP
xx
Tatah Evans Potter - awwwwwwwwn, brigada, amr, sério! James/Lily forever +1. hahaha
AnneBlackPotter - EEEEEEENTRA NA FILA QUE SOMOS MUITAS! hahaha Quem não quer um James pra si, afinal?
Mila Pink - Haha, espero que esteja gostando da fic. ;P
