Saint Seiya não me pertence e sim a Kurumada além dos respectivos meios... Como já sabem é uma fic sem fins lucrativos e toda aquela história que estamos cansados de ler.

Aviso: Não vou colocar aquele monte de aviso. Caso necessite estarei informando cenas mais forte antes de começar a fic. Vou responder aos que não tem conta no final do capítulo. Ao que tem conta demoro mais respondo. Boa leitura!

Beta: Sem

Novo mundo

Recomeçar

Território dos demônios do norte

Baco pensava em inúmeras passagens da sua vida e uma delas era Angelina. Segurou mais firme a sua filha em seus braços, olhou o seu filho que caminhava ao seu lado, já acostumado as longas jornadas sem reclamar, e voltou a pensar em Lina. A pequena loba, apesar dela não se tão pequena assim, estava sobre a guarda de uma tutora como se fazia com todos da família "real". Claro que seu pai ódio a ideia do filho ter mais uma cria, porém quem era o Mestre diante de um coração generoso.

Continuaram a caminhada até vê as muralhas que cercavam o reino do seu pai. Baco balançou a cabeça ao pensar na situação em que estavam os outros reinos já que no mundo não só havia um único reino dominado pelos demônios, pois com as guerras em busca de territórios, havia reinos não só de demônios como de outros seres.

E talvez ali, fosse o único lugar que o Mestre aceitava tão bem os seres de diversas etnias. Percebia-se logo na entrada do reino a diversidade de seres, apesar de haver demônios puros que tentavam tolerar os agregados, já outros demônios puros aceitavam muito bem as mudanças.

Assim que o pequeno exército do príncipe chegou ao meio do caminho do alojamento um ser os esperava. Teodoro olhou o ser que os esperava e depois o pai que deu meia volta seguindo por outro caminho. O pequeno humano o seguiu sem antes ver os soldados entrarem no alojamento para descansar. Já o ser caminhava afastado do pai e filhos. Quase perto da entrada do palácio Baco para e suspira.

- Filhota não deveria... – Ele nem precisou olhar para vê-la ajoelhada. – Eu já falei que filhote de Baco...

- O Senhor meu pai é...

Talvez nem mesmo a loba quando o humano esperava tal reação do mestiço. Baco a pegou pela vestes, com uma das mãos já que a outra estava segurando a filha, suspendendo a e olhando nos olhos da jovem.

- Respeito você deve a seu pai. – Ela não falou nada. – Meus filhotes não precisam curvassem para mim como se eu fosse um Deus. – Ele não entendia a devoção da filha. - Sou seu pai e nada mais, você tem meu respeito e eu tenho o seu. Só faça o que foi lhe ensinado por sua tutora e nada mais. Tente pelo menos reverência o Mestre em determinas ocasiões.

Baco a soltou e seguiu seu caminho acompanhado pelo filho e pela "filha" que ajeitou a roupa. Ela olhou o irmão do meio e piscou, Téo sorriu e esperava um tempo a sós para contar a irmã o que tinha aprendido na viagem.

Mas a súbita parada do pai, o tombo que levou Teodoro ao chão, deixou todos em alerta, alguém estranho estava nas dependências do castelo.

- Filhota leve seus irmãos ao meu quarto e não saia de lá até eu chega. – Falou Baco.

- Sim Senhor.

Angelina não precisava de uma segunda ordem, pegou Sara nos braços e deu a mão ao humano seguindo para o segundo andar. Mas sem antes sentir um cheiro forte no ar, mesmo não conseguindo saber de quem era o odor, se seu pai a fez levar os irmãos a um lugar seguro, significava que havia seres no palácio que não poderiam ver mestiço e nem humanos.

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Angelina entrou no quarto do seu pai e colocou a pequena Sara na cama de casal e sentou o irmão perto da mestiça, fechou a porta e retirou a capa revelando sua beleza impar.

Os cabelos rosados meio roxo desciam pelas costas até a cintura, com delicados cachos no final, a franja começa na testa e vai se desfiando até chegar perto dos olhos. Os olhos azuis bem claros quase gelo. Um rosto bonito com sobrancelhas finas, nariz pequeno, boca rosada normal e bochechas da mesma cor, sem marcar. Alta, com um corpo esbelto e definido com seios médios, cintura fina, quadril um pouco largo e pernas torneadas. Levemente bronzeada, possui pêlos pelo corpo todo na cor cinza, mas as orelhas são brancas.

- Mana? – Téo a chamou. – Eu aprendi tanta coisa nova.

- Então vai me contar? – Viu o humano confirma que sim com o balançar de cabeça e viu a caçula os olhando. – Comece. – Ela o escutou narrar as descobertas que havia feito na viagem e em um breve momento fitou o irmão esquecendo de ouvi-lo.

Teodoro é um típico humano. Estimam que ele tenha uns dez anos de idade, os cabelos levemente dourados, curtos na altura da nuca, os olhos negros, a estatura normal para um humano da idade dele.

- Mana? – Ela o olhou. – Fica triste não. Téo não gosta de vê-la triste.

- Eu não estou triste maninho.

- Mana suspirou. – Angelina levantou uma sobrancelha. – Mana espera por mim.

- Hã? – A jovem não entendeu o motivo daquela frase.

- Assim nós podemos nos unir.

A loba revirou os olhos com a ideia maluca do irmão, mas já tinha escutado mais de uma vez essa sugestão. Ela o analisou e sabia que até poderia esperá-lo, mas talvez o seu irmão tivesse mais chance com uma fêmea de sua raça. Os dois foram tirados dos seus pensamentos quando escutaram Sara ri sozinha.

Sara nasceu igual a todos os demônios, cabelos negros, curtos, olhos negros e a pele bronzeada. Nunca ninguém ia dizer que ela é uma mestiça a não ser pelos leves traços humanos que ela carregava na face. Até a cauda era do comprimento dos tidos puros.

- O que foi pequena? – Lina perguntou ao ver a mestiça para de ri e mostrar a cauda. Voltando a ri na sequência deixando os dois sem entender o que era tão engraçado naquela cena. – Você entendeu Téo?

- Não.

Ela continuou a ri e a segurar a cauda como se fosse algo tão engraçado. Os dois ficaram sem entender o que havia de tão divertido para Sara. No ambiente só se escutava a risada da mestiça.

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Assim que Baco entrou na sala central do palácio, onde ocorriam às reuniões, viu a sua mãe e a sua "irmã" além de um dos generais que vigiavam umas das vilas de demônio puro a qual o seu pai tinha controle. O general não olhava com bons olhos as duas fêmeas, principalmente a humana e não precisava ser um demônio para saber que um demônio puro NUNCA receberia ordens de uma humana mesmo que esta fosse a companheira do seu Mestre.

Dreida estava aposta como sempre desde que viu o general pedir uma audiência urgente com o Mestre. Contudo o general encontrou a humana a qual pelo cheio sabia perfeitamente que aquele demônio se tivesse uma oportunidade a mataria e ainda colocaria a culpa nela.

- Impuros! – Pronunciou-se o demônio. – Só não me livro de vocês porque ainda não é tempo.

O demônio deu meia volta e esbarrou em Baco que rosnou como sempre fazia quando a sua mãe ou sua família estava em perigo. Entrou na sala e as viu. Dreida não tinha mudado nada desde a última vez que a viu.

O rosto de traços fortes, a pele negra, os cabelos negros arroxeados, lisos até os joelhos com uma franja repicada que chegavam os olhos grandes e brilhantes que variavam entre os tons de verde e âmbar. Os lábios cheios, levemente avermelhados que mostrava um sorriso contagiante e os caninos. Magra, mede, aproximadamente, 1,49 de altura, os seios fartos que chamam a atenção além das curvas arredondadas, contratava com o corpo pequeno. E via se tanto na orelha no topo da cabeça como na cauda de tons arroxeados de que era uma mestiça de lobo com demônio.

Baco revirou os olhos ao ver a roupa que a "irmã" trajava. Um vestido de seda lilás com decote quadrado, com uma amarração na frente com fita de cetim preta fina, as mangas justas até os cotovelos que se abrem como um sino no final. Um ombro se liga ao outro por um fio de contas de prata. A saia rodada e fluida termina em uma cauda.

- Maninho!

Anne, a companheira do Mestre, olhou na direção que Dreida se voltava e sorriu ao ver Baco fechando a cara e Dreida tanto um abraço no "irmão". Anne procurou com os olhos uma cadeira e se sentou por conta da gravidez. A barriga enorme no final da gestão estava a incomodo muito nem mesmo usando roupas leves a deixava mais a vontade. O longo vestido na cor azul água não só mostrava a barriga saliente como as curvas da humana. Os seios fartos, o rosto feminino, os cabelos longos, finos na altura da cintura na cor negra. Os olhos cor de mel, a estatura mediana, uma típica humana.

- Mama! – Anne levantou o olhar e sorriu. – Mana! – Sentiu a mão de Baco acariciar a sua barriga e depois dar lhe um beijo na testa como sempre fazia após uma longa viagem.

- E os seus filhos? – Anne o questionou.

- Com Lina no meu quarto. – Ele voltou-se para a mestiça. – E você é maluca?

- Vou ver os filhotes... – Nem deu atenção ao "irmão".

- Dreida Llewellyn. – Ela parou ao ouvir o seu nome completo e voltou-se ao dono da voz. – Onde esta o Mestre e porque deixarão Anne sozinha com aquele...?

- E desde quando a sua mãe precisa de uma guarda costa? – Anne não falou nada e prestou atenção na conversa. – Sozinha ela poderia acabar com aquele demônio e ainda com a mão amarrada.

- QUE? – Baco gritou e tentou se controlar para não avançar na mestiça. – Você...

- E você. – Interrompeu o. – Não deveria cuidar das suas crias e fazer o relatório para entregar ao Mestre quando ele voltar? E se me dão licença vou ver os pequenos.

Fez uma reverência a Anne e saiu da sala. Baco rosnou e olhou a humana que descansava na cadeira. Ele sabia que com a aproximação do parto a sua mãe ficava cansada com facilidade já que não era fácil carregar um mestiço no ventre. Esperaria que ela descansasse um pouco e a ajudaria a ir ao quarto.

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No mercado, nas proximidades do palácio dentro da muralha, os seres realizavam suas tarefas diárias entre compras e outras atividades. Quando um clarão seguido de uma forte pancada, como algo sendo jogado ao chão com tanta força, que uma leve poeira ser levantada. Todos ficam esperando para ver o que havia acontecido. Talvez um acidente ou um anjo que caiu quando foi aterrissar já que era comum esse fato acontecer.

Mas a surpresa de todos, assim que a poeira baixou, foi visto um humano com vestes douradas se levantando. A armadura que ele vestia se desmontou e formou um anjo com um cavalo, depois ficou do tamanho de um pingente se dirigindo ao dono, formou-se um colar.

O cavaleiro olhou o evento assim como os habitantes locais e quando tudo acabou foi gritos, correria e um humano sem saber o que estava acontecendo. Sinos soavam ao longe e a terra tremeu sobre os pés do cavaleiro que viu um exército de homens com caudas, trajados com uma estranha armadura, o cercar.

- Quem invade os domínios do Mestre dos demônios do norte? – Falou um dos homens com cauda. - É um Deus ou...

- Hã? – Foi o que o cavaleiro pronunciou ao tentar compreender as palavras do homem de "rabo". – Eu sou um cavaleiro. Sou o cavaleiro de ouro de sagitário, Aioros.

Os soldados ficaram se olhando sem compreender as palavras do sagitariano. Nenhum ser conhecida tal denominação e ainda mais nenhum humano aparecia do nada e fazia tamanha confusão.

- Venha conosco humano Aioros. Você não será nosso prisioneiro mais nosso convidado até sabermos o que faremos com você.

Sem opções o cavaleiro seguiu os soldados sobre os olhares curioso dos habitantes locais. Sem o Mestre o único que tinha poder no território era o príncipe ou um representante da elite nomeado pelo próprio dono das terras. Seguiram para o palácio.

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Dreida ia ver os filhotes, mas ao escutar os sinos soarem ficou na entrada central para ver o que havia acontecido. Para sua surpresa era um humano sendo escoltado por um grupo de soldados.

- Senhorita! – Um dos soldados toma a palavra.

- O príncipe cuidara dele. – Falou a mestiça que percebeu que Angelina estava no corredor. – Angelina!

- Sim Senhorita! – Deu um passo a frente ficando visível tanto para Dreida quando para o cavaleiro.

- Leve-o ao príncipe e cuidado.

- Claro. – Fez um gesto para que a acompanhasse. – Por aqui humano.

Aioros a seguiu encantado não só pela diferença nas duas supostas mulheres como pelo local. As paredes são enormes com cores fortes que deixava o local sinistro, mas acolhedor para quem gostava do ambiente. A claridade vinha das enormes janelas ou das enormes aberturas laterais estrategicamente feitas com o intuito de deixar o ambiente iluminado e ventilado.

Havia inúmeras pinturas que representava uma família em cada quadro enorme, onde diferentes seres eram representados, tomando contada de um corredor. Em alguns pontos podia se ver armas como decorações ou talvez para uso em momentos decisivos num ataca inesperado.

Quando chegou numa sala, o cavaleiro ficou surpreso ao ver quem estava o esperando. Um homem de cauda, cabelos negros como a noite, olhos cor de mel a qual herdou da mãe, a pele negra e trajava uma armadura que somente cobria o peitoral e uma mulher grávida. Angelina se ajoelhou e o cavaleiro escutou um rosnado.

- Meu Senhor aqui esta o ser que fez os sinos soarem. – Falou a loba.

- Um humano. – Falou Baco. – Faz anos que não temos uma visita. - Angelina se levantou e Anne observou a visita. - Da última vez foi a Senhora do território dos demônios do norte. Mas quem é você, humano?

- Eu sou o cavaleiro de Atena. – Começou a se explicar o cavaleiro. - Cavaleiro de ouro de sagitário, Aioros. E vocês, quem são? E onde estou?

- Bem vindo Aioros. – Baco o olhou bem. – Eu sou Baco filho do Mestre dos demônios e essa... – Fez uma pausa e deu a mão a Anne que se levantou. – É Anne, a Senhora dessas terras. – O cavaleiro não deixou de notar a beleza da mulher. - E você estar no novo mundo, cavaleiro.

O cavaleiro ficou sem entender nada. Talvez fosse um sonho ou uma ilusão criada por Cronos ou qualquer evento coletivo de hipnose... Estava no novo mundo e afinal o que era...?

- Sou um mestiço. – Aioros pensou que ele leu a sua mente. – Sou um mestiço de demônio com um humano. – O sagitariano fez a uma cara de quem não estava entendendo nada. - Acho que você deve descansar um pouco e depois conversaremos.

- Como você sabe que eu sou amigo e não inimigo?

- Porque o oráculo previu a sua vinda, cavaleiro. E ao contrario dos outros seres, meu pai respeita todos os seres mesmo até os que vêm de outro mundo como você.

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Teodoro viu a porta ser aberta e ficou preparado, mas para sua surpresa quem apareceu foi Dreida. Ela entrou no quarto e abaixou se para ver o pequeno humano além de abraçá-lo matando a falta que eles faziam. Na cama Sara mordia a cauda e observava toda cena no local.

- Vejo que ainda não perdeu o costume de mastigar a cauda. – Téo se virou para ver o que a irmã fazia e desfazes o abraço.

- Hum... – Téo se aproximou dela e tirou a cauda da boca da mestiça. – Papa falou que é da idade. – Voltou-se para a "tia". - Mas Dee o que houve?

- Visita.

- Eu posso ver?

- É melhor vocês dois tomarem um banho e come algo. Seu pai estar ficando velho e precisa urgentemente de uma companhia...

- Você?

- Não meu pequeno. Sou como uma tia e não seria bem visto uma união entre nós...

- Mas eu posso me unir a Lina?

- Bem...

- Eu vou ser um bom companheiro. Vou ser forte e...

- Certo. – Sorriu. - Vou ver no que eu posso ajudá-lo, mas não prometo milagres.

Ela pegou a pequena mestiça nos braços e sorriu ao imaginar as ideias que passava pela cabeça de Teodoro. O menino sempre queria ajudar a unir os seres até mesmo os mais estranhos. Suspirou e recordou se do que o oráculo lhe confidenciou a anos que um ser desenganado e entre a vida e a morte cairia na sua vida.

Será que o destino estava sendo cruel demais consigo? Será que algum ser a amaria como o Mestre ou com Baco, mas de maneira intima? Tinha suas duvidas e medos, mas não ia desistir de lutar pelo bem dos seres.

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Já nas imediações das muralhas do território dos demônios um enorme exército aproximava se e logo a frente um demônio imponente que carrega um ser nos braços. As portas se abriram e logo os boatos se espalharam sobre o ser que o Mestre carregava.

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O guardião

Longe das divisões de territórios onde os poucos humanos viviam como se nenhum ser místico existisse. Uma pequena vila começava a acordar, localizada num vale e cercada por uma imensa floresta de árvores centenárias. No alto de uma dessas árvores estava um jovem de 1,70 de altura, aproximadamente, cabelos prateados, curtos e arrepiados, corpo definido, porém sem exagero, a pele bronzeada recebia o sol de bom grado, sorriu mostrando os caninos afiados e abriu os olhos azuis escuros, mostrando sua miscigenação.

- Nada. – Falou o jovem ao observar todo o território que a vila ocupava. – Nem mesmo um ladrão.

Olhou para baixo e com uma habilidade conferida a um demônio chegou ao solo sem problemas. Talvez nenhum humano pudesse descer de uma árvore como ele e chegar vivo ao solo. Caminhou até a uma das casas da vila e parou perto de uma porta. O olfato não lhe enganou era hora de um bom café da manhã, mas não sentiu o cheio da comida dessa vez, fato que era raro.

- Layla! – E nenhuma resposta ao entrar na casa. – Layla? – Coçou a cabeça e não entendeu nada. – Layla!

- Could. – Ela tocou o ombro dele que tomou um susto ao perceber a amiga saindo de um cômodo da casa.

- Que susto! – Viu a jovem sorrir. – Como você...? – Estava confuso com o aparecimento repentino da humana.

- É isso!

Mostrou um bote onde havia uma espécie de creme a qual Could cheirou e nada. Então era por isso que não sentiu o cheiro da amiga. Sorriu gostando da ideia dela que talvez salvasse algumas jovens que fosse ao rio buscar água, pois os ataques geralmente eram naquela localidade.

- E o café da... AI! – Could massageou a parte da pancada. - Porque você me bateu?

- Primeiro: Você saiu e não falou para onde ia. E segundo: Faça o seu próprio café da manhã.

- Mas...?

Layla deixou o "rapaz" olhando as panelas e foi a outra sala. Lembrou do dia que viu o tal menino caído na sua porta, tinha uns vinte anos e sua mãe havia morrido a alguns anos restando só o seu pai que estava doente. No começo achou que o menino foi atacado por ladrões, mas após alguns dias abrigando o menino, Could explicou quem era e o que havia acontecido com sua mãe.

O pai de Layla achando estranho que o mestiço não tinha características nem de anjo e nem de demônio resolveu adotá-lo, Could ganhou uma família que o respeita além de lhe dar atenção e amor.

O pai de Layla cuidou de passar alguns ensinamentos militar para o mestiço se defender dos outros seres e dos próprios humanos que não o via com bons olhos. Guiou lhe num caminho correto e com os anos o jovem mestiço resolveu residir com os humanos naquela vila. Um episódio que definiu a sua vida foi quando salvou uma jovem humana de um demônio ganhando assim o respeito e o posto de guardião da vila.

Na cozinha Could olhava o fogão, a lenha e as panelas por algumas horas. Resolveu colocar a mão na massa e até mesmo a jovem se surpreendeu com o resultado após algumas horas.

- Eu deixo. – Sorriu o jovem quando viu a expressão boba na face da amiga após sentir um cheio delicioso e verificar de onde originava o aroma. – Senta ai e come. Tudinho.

Layla foi pegar um prato, mas sem antes dá um tapa na cabeça do jovem. Os dois comeram juntos e depois de um tempo o mestiço se arrumava para treinar. Vestiu uma camisa bege e uma calça preta larga. Calçou um das botas de couro e olhou a surrada que ganhou do seu "pai" quando treino pela primeira vez, nunca ia jogá-la fora, tinha as como a única lembrança de um pai.

Começou a enrolar a faixa na mão esquerda até a altura do cotovelo sempre olhando a janela. Quando terminava de enrolar a faixa na mão direita viu algo... Um clarão não muito longe. Não perdeu tempo usou a janela mesmo sabendo que sua amiga ia odiar saber que saiu sem falar com ela. Já imaginava o tapa que ia levar, mas poderia ser um caso de vida e morte.

Correu pelas copas das árvores até chegar onde exatamente viu a luz. Ficou sem palavras ao ver uma jovem de cabelo verde com uma roupa estranha e com uma máscara. Aproximou se com cuidado para não apanhar.

Pois a primeira reação de todos que salvava era primeiro porrada depois agradecimento, algo que se tornou comum na sua vida heróica. Tocou na máscara e nada, cutucou a mulher e nada, mas pelo cheiro sabia que ela estava viva. Ia retirar a máscara quando a mulher tentou lhe dar uma rasteira, mas ele foi rápido e se afastou.

Sem cerimônia a mulher o atacou com socos rápidos que Could defendeu sem dificuldade. Ele percebeu que a mulher bufou e ia imobilizá-la de qualquer jeito achando que o ser iria se machucar se continuasse a lutar sem saber se havia se machucado no misterioso clarão. Pegou um braço da mulher e depois o outro passando por trás do corpo dela e a levou ao chão. O impacto foi forte e a máscara caiu revelando o rosto da mulher misteriosa.

- Uma humana. – Falou o mestiço surpreso.

- Solte-me... – Falou a mulher. – Sou uma amazona. Sou Shina uma guerreira da Deusa Atena.

Could se afastou e a viu se levantar, não entendeu como uma humana tinha conhecimento de luta e é tão bonita... Já a amazona agora viu quem a agrediu e estancou, é uma criança um pouco estranha. Shina observou o local e depois o menino que a olhava com uma cara de bobo.

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União

Dois demônios olhavam a jovem humana deitada na cama, suando e tento alucinações por conta da rosas venenosas que havia naquele local. O acontecimento foi tão rápido que até para quem estava acostumado com agitação de um ataque foi com se visse algo de outro mundo. Uma luz rasgou o céu e deixou cair no solo algo, ao se aproximar a caravana de um demônio de terras nobres viu que a jovem humana que havia caído bem em cima das rosas azuis. Uma espécie rara de rosas que só alguns demônios tinham contato e não morriam, é usada na medicina pelos seres, porém poucos sabiam como manipula as rosas com segurança.

O líder da caravana pensou que a jovem estivesse morta, mas para sua surpresa ela estava lutando contra o veneno. E agora estavam os dois, "líder" e conselheiro, tentando salva a desconhecida.

- Meu senhor ela não sobrevivera... – Foi interrompido pelo demônio que chefiava a caravana.

- Faço dela minha Senhora.

O conselheiro ficou sem palavras, o seu Senhor estava quase morto e tentando levar os seus dois filhotes de volta a pequena vila em segurança quando uma jovem humana aparece semi morta. Ele ira arriscar sua vida para salva-la? Uma união entre os dois pode salvar a humana, mas e qual seria a reação dela? Será que era certo impedir que a Morte a levasse?

O conselheiro ficou sem reação diante da ação do seu Senhor que unisse a humana bem na sua frente. Ele viu o demônio compartilhar do seu sangue contaminado com a jovem que pela reação facial estava reagindo bem a tentativa de salvamento.

- E assim está feito... - Falou o demônio cansado pelo esforço vendo suas crias espiarem o que o pai havia feito. – Filhotes.

Os dois se aproximaram curioso tanto com a humana e com o ato do pai. O mais velho deveria ter uns quinze anos humanos e o mais novo uns onze. Ambos sorriram ao imaginar que o pai havia encontrado uma nova mãe para eles. Claro que os dois sabiam da condição do pai e voltavam para vila para segurança deles já que eles, os filhotes, eram os últimos da espécie rara de demônios.

- Papa! – Falou o mais velho. – Ela é a nossa mama?

- Ainda não sei filhote. – O pai comentou. – Mas ela agora faz parte da nossa família sendo a sua mama ou não. Vamos cuidar bem dela, não é?

Os dois filhotes afirmaram que sim e olharam a humana. Os olhos verdes foram notados quando ela abriu levemente os olhos, levemente puxados por causa da descendência, pele clara, ruiva. Físico bem trabalho por conta de algum treinamento já que humana que os demônios conheciam não era como a jovem, mas com feição delicada.

O chefe da caravana passeou a mão no rosto da jovem sentindo a respiração calma e sorriu. Destino trouxe um ser para cuidar dos seus filhotes quando fizer a passagem da vida para a morte. Ele não tinha muito tempo, seus ferimentos tanto interno quanto externo o estava matando e unisse a jovem acelerou sua condição de saúde. Agora poderia ir em paz...


Continua...

NOTA: Sem medo de ser feliz. Paguei as minhas dividas qualquer reclamação no PROCON (risos) Bem... Falando sério espero que tudo esteja certo. Vou apresentar os personagens e ao terminar vou desenrolar a fic. Explicação básica sobre a união em cada clã há uma maneira de ser união, ou seja, se casar. E muita calma nessa hora porque vou explicar no decorrer da fic. Acho que é só e mais uma coisa como estamos no final do ano e no final do ano letivo estou mega atolada de coisas para fazer sem contar que ainda não estudei para prova então não tenho previsões do próximo capítulo, mas acho que lá para dezembro estou voltando e não é muito longe, mas não é muito perto. Quase que ia me esquecendo tenho duas imagens relacionadas a essa fic e em breve vou disponibilizá-las igual as imagens da fic o soro. Fico por aqui e até...

ps: qualquer coisa podem me mandar e-mails ou mensagens ou deixou a critério de vocês...


Reviews

Mabel: amiga vou lhe dar um mega desconto por causa da monografia. Eu que ainda estou no começou estou enlouquecendo e olha que ainda é o projeto de pesquisa só umas quinze folhas. Relaxa e estuda para pelo menos bebemos suco de manga (risos) estudante sofre. Se Deba e Uriel quiser porque não eles deram um filhote? Isso depende de você. Eu também adoro mpreg. Essa sombra do mal do Saga ainda vai render muita historia. O que será que vai acontecer no encontro de Miro e Guerra? Tarados! Até amiga. : )

Ana: eu não conheço esse filme, mas tem os aliens que engravidavam ou algo parecido, mas já li fic com homens grávidos que não me convenceu, mas ficção é ficção. Vaca voa porque não homem engravida? (risos) Acho que é alien o oitavo passageiro, mas não engravidava era algo estranho. Será que Dione vai meter o dedo no relacionamento do filho. Que sogra! Hum fiz uma pesquisa amiga. Ou melhor, consultei um amigo entendido de gravidez de macho (risos) o nome do filme é "inimigo meu" agora fiquei curiosa para ver. O outro filme é "Junior" onde o cara engravida. O alien ele coloca os ovos no estomago do humano, mas não engravida ninguém. Acho que é só.

Krika Haruno: amiga sinto que essa sombra ainda vai pegar no pé do geminiano. As reações dos cavaleiros devem ser das mais diversas acho que eu ia enlouquecer, mas vamos esperar para ver.

Gutti: Nossa! Depois dessa acho que vou ficar dois dias sem dormir. É muito bom ler elogios isso incentiva a escreve mais, mais e mais... Agradeço de coração. Vem a duvida... Você também é uma menina? Tipo estou pressupondo pelo que você escreveu. Beijos!

Victor: ai Vitor. Juro que quando li o seu comentário fiquei meio mal, mas depois pensei é normal as pessoas ficarem confusas no começo. Mas não se preocupe que com o desenrolar dos capítulos tudo fica claro. Qualquer pergunta ou duvida questione. Eu também até acho não entendi o prólogo acho que a tintura me afetou, fazer o que né? E sobre sua perguntar, você esta certo. Eles vão renascer lembrando-se de tudo, fiquei tranquilo. Com calma vamos chegar lá. Até.


PARES

Acabou o suspense, aqui estão os pares e peço perdão pela demora além dos imprevistos.

Uriel – Aldebaran

Aeshma – Dohko

Arien – Shion

Eva – Miro

Sakuya – Kamus

Helyardy – Mascara da morte

Aishi – Shaka

Kasyade – Afrodite

Angelina – Aioros

Rennaly – Saga

Biatrize – Shura

AraLue – Kanon

Momo – Aioria

Sephia – Mu

Gildeon – Marin

Maeja – Devon

Kahlaya – Saori (coloquei-a, mas tenho uma ideia que vou deixar em suspense)

Dragon – Baco

Could – Shina

Laureen – OCC

Deidra – OCC

Gerda – OCC

Helena – OCC

Explicações: Os personagens OCC ou originais, eu não coloquei o nome porque ainda não tenho o nome (?). Tipo fui pega desprevenida. Caso eu tenha errado a escrita do personagem de alguém ou esquecido de citar algum personagem me cobre, às vezes eu não entendo o que está escrito ou eu sou meio lerda ou eu não entendo o que eu escrevo, resumindo sou confusa por natureza. Paz e acabou.

Beijos!