Disclaimer: Adivinhem? Pois é... Inuyasha não pertence a mim, quem me dera! ¬¬' Sesshoumaru seria só meu! Ò_Ó *egoísta* É eu sou mesmo! Ò_Ó
Ficwriter: Bulma Buttowski.
Capítulo betado por: Srta Kagome Taisho :)
Sacrifices of a Lord.
Capítulo 4: Orgulho Yokai.
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– "Sesshoumaru..." – o grande daiyokai branco fez uma curta pausa antes de prosseguir. – "Você tem alguém para proteger?"
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Seus olhos estavam abertos, mas sua mente fechada para a repentina lembrança que veio à tona. Não sabia o porquê e nem por qual motivo a antiga, e última, conversa que tivera com seu pai veio num momento tão inoportuno. – processou vagarosamente a imagem e lembrou-se: – Ele sacrificou-se por uma humana. – pensou rapidamente.
Arregalou seus olhou quando viu Rin sendo puxada por Inuyasha para fora daquele pátio da mansão. Seus olhos estavam em choque e surpresos, sua mão esquerda esticada e chamando-lhe pelo nome e logo percebeu o motivo daquele alvoroço. O fedor miserável de dois seres repugnantes, que estavam ao seu lado, desejavam Rin de forma imoral. – cerrou os dentes e rosnou. – Os olhos rubros cheios de maldades, de malícias, a energia sinistra do local mais pesada, o desejo proibido de agarrar com todas as forças o ser imaculado dali. Eles... Avançaram.
Os guardas começaram a atacar Inuyasha que logo sacou Tessaiga. Cortando-os e matando-os com muita dificuldade, pois estava segurando Rin com a outra mão. O cheiro do medo e desespero misturado ao doce encanto da donzela logo chamou a atenção dos outros yokais, que até determinado momento, não haviam percebido a presença dela. Eles saíram de dentro do shirou* como verdadeiros animais selvagens a procura de sua presa. Certamente, fora uma péssima idéia ela ter pisado ali e Sesshoumaru estava com ódio de Inuyasha, por ter a levado, e com raiva dela por ter tido a audácia de ter saído da vila sem o consentimento dele. Agora a sua vida estava em jogo, em perigo.
Sesshoumaru involuntariamente correu em direção a um yokai que atacaria Rin pelas costas, era o Lorde de uma das terras miseráveis esquecida pelo clero, um miserável! Chegou bem perto do indivíduo e socou-lhe a face derrubando-o no chão semi-morto. Pousou elegantemente e depois lançou um olhar reprovativo para Rin assustando-a, logo depois do aviso sacou Bakuseiga e saiu a locautiar, ou até mesmo matar, alguns Lordes.
– Kaze no Kizu! – Inuyasha lançou a ferida do vento em direção a alguns guardas que o atacava sem motivo. – Feh! Por que esses infelizes estão me atacando? – o hanyou largou a mão de Rin e lançou outro golpe fazendo um grande estrago no pátio do castelo.
– Ora, ora... Eles pensam que você é um obstáculo para chegar até ela. – o imperador estava flutuando um pouco acima da cabeça de Inuyasha olhando-o fixamente com muita raiva. – Você apenas é um hanyou e então se comporte como um e saia do caminho verme! – o imperador avançou sacando sua espada, o mesmo estava fora de si com os olhos totalmente avermelhados de fúria e desejo proibido.
Rin aterrorizou-se só de pensar na cena que viria a seguir, antes que os corpos de Inuyasha e de Imagawa encontrarem-se para uma luta ela correu para outra direção olhando para trás desnecessariamente, vendo guardas e soldados lançando flechas na direção de Inuyasha e de outros lordes, afinal o que estava havendo? O que estava havendo era simplesmente uma luta sem motivos e desordenada entre senhores que atacavam seus servos e vice-versa. Era um horror! E quando voltou a olhar para frente um yokai corria em sua direção. Sem pensar duas vezes tirou a parte de cima do quimono e atirou a peça de roupa na cara do yokai – o que fez o infeliz cair desorientado no chão – e por fim, Rin desviou da direção do mesmo e seguiu correndo afim de fugir daquela tormenta. Parou por um momento e olhou na direção de Sesshoumaru, este ria enquanto matava um por um e com prazer cada soldado daquele castelo. Ele estava se divertindo assassinando pessoas inocentes. Por que ele estava fazendo aquilo? Ela não mais reconhecia seu senhor gentil e destemido.
Os olhos de Rin encheram-se de lágrimas, o único local em que poderia se esconder, ou pelo menos tentar, seria dentro da mansão. Sem opção, correu para entrada da casa grande e quando estava prestes a entrar no palácio havia um soldado já todo ensangüentado com uma lança na mão a olhando intensamente. Ele estava praticamente morto só precisava de um empurrãozinho, um soco já era de bom tamanho. Ela olhou para os lados e olhou para si, não tinha armas! O soldado começou a avançar lentamente babando literalmente como se Rin fosse uma presa qualquer. Sem muitas opções tirou as sandálias de madeira dos pés e a atirou uma de cada vez na cara do miserável acertando-o as duas vezes fazendo com que o podre caísse no chão desmaiado. – sorriu aliviada e agradeceu aos céus por sempre ter tido boa mira.
– Por que essa revolta? Por que todos começaram a agir assim de repente? – perguntou enquanto dirigia-se para dentro do palácio deixando um vasto caminho de cheiro de pétalas de rosas e contorcendo aquele cheiro desagradável que estava impregnado ao ambiente.
Atravessou portas e subiu escadas à procura de um lugar seguro. Afinal, todos enlouqueceram de repente. Sorriu ao achar uma porta distante no final do corredor do quarto andar da fortaleza. Abriu a porta de correr e depois a fechou. Viu que tinha algumas cadeiras e algumas pequenas mesas de madeiras e até mesmo lanças, devia ser o depósito! Num desespero colocou tudo de uma só vez à porta na intenção de mantê-la trancada. Sabia que qualquer yokai poderia destruir aquela arte em questão de segundos, mas mesmo assim aquilo lhe deu uma sensação de tranqüilidade pelo menos por enquanto...
Inutilmente a jovem tentou controlar sua respiração. Estava ofegante, suada e seu coração batia aceleradamente. Olhou para porta e depois para os seus pés, deixando os braços retos e fazendo que mechas grossas de seu cabelo caíssem sobre o seu pálido rosto.
Estava escuro ali...
Só seu coração podia-se ouvir. Só seus soluços e gemidos fracos ecoavam pelo local. Ela não entendia. Não sabia de nada, estava confusa... Antes tudo estava bem, estavam conversando normalmente até que...
– Sesshoumaru-sama. – falou abraçando o próprio corpo e caindo sobre seus joelhos. – Por quê? Por que eu sinto esse aperto no coração? – a imagem de Sesshoumaru lançando-lhe um olhar feroz veio-lhe a mente como um flash. – O que foi que eu fiz de errado? – fungou deixando grossas lágrimas descerem pela face pálida e assustada.
Então, tentou acalmar-se para poder processar alguns fatos. Inspirou e soltou o ar várias vezes para normalizar a respiração.
E, no silêncio do local, uma risada surgiu. Uma risada cínica e maliciosa; sarcástica e audaciosa. Rin olhou para os lados tentando ver quem era. Perguntou algumas vezes e não ouviu nenhuma resposta.
– Apareça! Seja lá quem for! – falou a mesma frase pela terceira vez.
E os risos ainda ecoavam pelo lugar assombrosamente...
– Como vai... Querida Rin? – o yokai serpente apareceu na varanda do aposento abrindo a grande janela deixando a claridade do fim de tarde entrar.
A jovem limpou as lágrimas e virou-se para ver a criatura que lhe chamava. Era nada mais e nada menos que o... Lorde das Terras do Leste. Espantou-se ao vê-lo, será que ele também lhe atacaria? – levantou-se e foi em direção à porta tentando rapidamente tirar todos os objetos que tinha posto ali.
– Se abrires esta porta certamente não viverás. Agradeça a mim, jovem dama, estou a proteger-te do teu próprio cheiro que está a enlouquecer todos os yokais nobres deste lugar. – novamente o yokai começou a rir sarcasticamente.
– Como posso confiar em você? Como não saber que queres me enganar? – perguntou apavorada.
– É verdade! Como confiar em mim quando tem mais de 50 yokais à porta esperando somente a barreira se desfazer? Não é mesmo Rin? – a olhou intensamente.
– Barreira...? – perguntou a si mesma num sussurro inaudível.
A púbere começou a sentir os tremores na porta, os yokais sabiam que ela estava lá, só que a barreira os impedia de avançar, no entanto ela já estava ficando fraca. Engoliu em seco e olhou o Lorde das Terras do Leste lhe estendendo uma mão e com a outra segurando um cajado de ponta de cabeça de serpente dourado cujos olhos eram duas pedras de rubi carmim. Ela estava indecisa, não sabia em quê acreditar, não tinha ninguém para lhe proteger. Olhou para seus pés como se neles pudesse encontrar alguma resposta e buscou ar na tentativa de se acalmar primeiro para depois raciocinar.
– Vinde a mim, oh princesa! – clamou o yokai tentando conduzir a jovem até seu ser. – Não tenhas medo, eu lhe protegerei... – o seu olhar suavizou transmitindo a Rin uma segurança gigantesca.
A mesma levantou a face e o viu flutuando para fora do castelo. Os tremores estavam ficando cada vez mais fortes e a barreira cada vez mais fraca. Avançou com um pé, todavia ainda estava na dúvida, então olhando fixamente para os olhos violetas do Lorde, não teve outra opção a não ser confiar nele e desejar que nada disso fosse uma ilusão. No fim, sem pensar duas vezes, correu até o Lorde e saltou sobre a varanda estendendo sua mão...
Porém...
Quando Rin pensou ter pegado a mão de seu salvador, a imagem do mesmo se desfez no ar como pó. Era uma ilusão, uma miragem! E agora seu corpo caía do quarto andar do castelo, sua estava vida por um triz. Era uma armadilha! E a única solução foi: fechar os olhos e pedir por socorro...
– SESSHOUMARU-SAMA! – gritou desesperadamente chamando pela única pessoa que veio em sua mente.
Inuyasha viu que ela estava caindo de uma altura que não poderia escapar da morte. Guardou Tessaiga e correu para alcançá-la. Ao mesmo tempo Sesshoumaru também ouvira o grito de desespero vindo de Rin. Arregalou os olhos e abandonou tudo para salvar a humana. Correu mais rápido do que seu irmão e quando ela estava perto do chão, Sesshoumaru a pegou no colo envolvendo-os numa grande bola de luz branca e se tele-transportando – junto a ela – para longe dali, para o meio da floresta.
Inuyasha parou rapidamente e procurou por Rin, ela havia sumido no ar numa grande bola branca e isso só significava uma coisa:
– Sesshoumaru... – falou num sussurro correndo para entrada do castelo chamando Kirara para sair dali e ir atrás dos dois. Deixar Sesshoumaru e Rin sozinho numa situação complicada como essa não era uma boa coisa.
O silêncio da floresta era tranqüilizante, o vento batia nas árvores e deixava o barulho da folhagem se harmonizar com o sossego do ambiente, alguns passarinhos também cantavam ao longe. Era fim de tarde e a lua crescente já se encontrava no céu junto com algumas estrelas que estavam a brilhar.
Debaixo de um pé de tamarinho, o jovem Lorde se pôs a admirar a linda humana desacordada em seus braços. Os traços finos e delicados, as curvas exuberantes e sedutoras, o nariz afilado, os lábios finos e quase imperceptivelmente rachados, os cílios grandes como grandes cortinas negras. Era leve como uma pluma, branca como a neve e tão bela como um anjo. Era tão difícil, praticamente impossível, até mesmo para ele, não perceber a criatura mais esplêndida que já havia visto em toda sua vida... Uma ninfa...
Ele a olhava com ternura, como se uma parte de si estivesse presa num passado mais cheio de compaixão, de apenas uma denominação e motivo:
– Rin... – sussurrou enquanto tentava acordar a humana. – Rin! – chamou-a novamente.
O perfume doce de Rin se espalhava pelo ar harmonicamente. Seduzindo-o inconscientemente, embriagando-lhe aos poucos. Sesshoumaru não parava de olhá-la, de admirá-la. Sentiu-se fraco e percebeu que era a imagem dela ali junto ao seu corpo que estava causando essa sensação desagradável e ao mesmo tempo inovadora. O daiyokai a pousou delicadamente sobre o pé de raiz da grande árvore de tamarinho. Segurou o rosto da donzela com uma das mãos e a olhou com ternura, pela segunda vez.
– Eu não posso te ter ao meu lado. – levantou-se. – Eu não posso ter distrações! Não posso deixar que corras perigo. – virou-se e começou a andar floresta dentro atrás do seu próprio rumo.
– Sesshoumaru... – o yokai branco parou ao reconhecer a voz de seu meio-irmão. – E Rin? – perguntou Inuyasha preocupado.
– Diga a ela que faça o que quiser... Que viva a sua vida humana como se deve ser, pois eu não entrarei mais no caminho dela e não voltarei mais para vê-la. – fechou os olhos. – Assim que deve ser...
– E a promessa que você fez a ela? – o meio-yokai perguntou cruzando os braços.
– Não existe promessa nenhuma... Nenhuma que eu lembre... – estreitou os olhos.
– Você não está com raiva?
O yokai branco fechou os olhos tentando conter a raiva que estava dentro de si, pausou um pouco e falou:
– Nunca mais... Pisem naquele castelo novamente, ou terei que acabar com a sua vida medíocre, Inuyasha! – sua voz saía firme, destemida e entre dentes.
– Feh! Você não manda em mim! – fechou os olhos e bufou.
Sesshoumaru rosnou a atitude rebelde do hanyou e avançou para cima de seu meio-irmão o segurando no ar pelo pescoço.
– Não banque o herói se não sabes proteger nem sua própria vida. Você quase sacrificou a vida dela levando-a para um covil de lobos famintos. Se eu não estivesse ali, ela provavelmente estaria morta. – rosnou – Escuta bem Inuyasha, se alguma coisa acontecer a Rin e se eu souber, eu te matarei! Sem dó e nem piedade, muito menos compaixão ao ponto de te deixar vivo! – apertou o pescoço de Inuyasha. – Se alguma coisa acontecer com ela, você pagará com sua alma seu inseto!
Os olhos de Sesshoumaru ficaram vermelhos e sua energia sinistra começou a contornar seu corpo de forma rápida. Ele estava muito irritado.
– Feh! Você fala como se a culpa fosse minha! – tentou escapar do nó do irmão.
– A culpa é sempre sua! Hanyou... – soltou Inuyasha deixando o mesmo cair no chão humilhantemente.
– Rin foi chamada pelo imperador seu idiota! – massageou o pescoço. – Ela que fez a carta direcionada as Terras do Oeste. Ele só queria agradecer de alguma forma. Já que Rin não aceitou trabalhar no castelo como escrivã. – falou se levantando do chão.
– Carta... Direcionada as Terras do Oeste? – questionou.
– Feh... Foi! – encarou o irmão. A vontade de Inuyasha era de atacar Sesshoumaru e matá-lo, porém Rin estava ali, desmaiada, mas estava, e não podia colocá-la em jogo de novo, então tentou ficar tranqüilo.
Sesshoumaru olhou de relance para Rin que ainda dormia tranquilamente e depois olhou para o meio-irmão.
– Quem ensinou Rin a ler e a escrever? – perguntou curioso. Não era sua intenção saber da vida de Rin, mas aquilo já estava engasgado em sua garganta.
– Feh! Ela aprendeu sozinha! – bufou. – Assim como aprendeu a tocar flauta também. Às vezes, ela pega o arco e a as flechas da Kagome e atira já que ela também tem mira boa e aprende as coisas muito rápido, alguns na vila acham que ela tem algum dom especial por ela ser muito esperta e inteligente.
– Ela praticou ensinos de sacerdotisa? – ignorou algumas frases pronunciadas pelo seu meio-irmão. Mesmo assim, sua curiosidade ainda aumentava.
– Ela não quis. – Inuyasha olhou de relance para Sesshoumaru e depois fechou os olhos, sentiu que ele queria perguntar por qual motivo ela não quis ser sacerdotisa, mas seu orgulho foi maior e não o deixou perguntar. Prevendo a situação, Inuyasha quis se divertir com a curiosidade do irmão. – O que mais quer saber?
– Humpf! – Sesshoumaru fechou os olhos e sorriu cinicamente. – Como ela consegue viver como uma princesa numa vila tão medíocre? Já que não mando presentes a ela faz muito tempo... – a pergunta era mais para si do que para ser respondida pelo Inuyasha, todavia...
– É só estralar os dedos que Rin ganha o que quer e de quem quer naquele vilarejo. – o hanyou respondeu como se fosse óbvio.
– O que você quer dizer com isso? – abriu os olhos e novamente a curiosidade martelava na sua cabeça, afinal o que ele queria dizer com aquilo?
– Isso não é de seu caráter Sesshoumaru. – o nobre arregalou os olhos a afronta. – Você não costuma ser curioso. Por que você mesmo não pergunta para Rin o que ela fez durante todos esses anos? – desafiou sorrindo.
O Lorde o encarou severamente e virou-se.
– A vida dela não mais me interessa. – fechou os olhos tentando lutar contra o seu instinto de perguntar mais coisas. Um instinto recentemente descoberto.
– Não é o que me parece... – riu espontaneamente.
– Não me provoque hanyou... – falou entre dentes.
– Feh! Está estressado é? – perguntou distraidamente olhando para as próprias garras, debochado.
Sesshoumaru se recusou a responder, havia ficado tempo demais ali fazendo coisas que não eram de seu costume. Ele estava irritado consigo mesmo! Então, começou a voar para longe dali, não queria dividir mais nem mais por um segundo o mesmo espaço que o meio-irmão e ter aquela conversa tão civilizadamente sem nenhum pingo de sangue. Já estava ficando ridículo aquilo, principalmente para ele.
– Hey! Sesshoumaru! Volta aqui seu idiota! Não me deixe falando sozinho! – reclamou Inuyasha, mas o Lorde nem se quer lhe deu atenção.
Já era noite quando Sesshoumaru voltou ao castelo do Imperador para buscar Jaken. Pousou no chão olhando para os lados. O cheiro de Rin causara muita confusão. Deixara todos fora de si como se todos aqueles senhores tão bem refinados perdessem totalmente o juízo. Alguns lordes ainda estavam desmaiados no chão, outros haviam morrido no meio daquela luta. Como Rin fora a única fêmea ali, muitos haviam se sentido ameaçados, já que todos queriam a cortejar.
Ridículo!
Humilhar-se por causa de uma humana! Humilhar-se a uma beleza ilusória! Era como se aqueles seres que se denominavam Senhores Feudais não merecessem seus títulos e seus sobrenomes, um verdadeiro desacato à seus clãs. Sesshoumaru começou a procurar Jaken com os olhos, onde o maldito sapo havia se metido? Já estava ficando enojado com aquele cheiro de sangue yokai. – rosnou. Definitivamente estava de mau humor.
– Sesshoumaru-sama! – gritou o sapo yokai vindo na direção de seu senhor. – Sesshoumaru-sama! Eu estava procurando pelo senhor, pensei que havia me abandonado no meio dessa confusão sem sentido. Reparou que os senhores começaram a se atacar repentinamente?
– Onde está Ah-Un? – perguntou ignorando o papo furado de Jaken.
– Er... Vou buscar. – balbuciou ao perceber que seu Lorde não estava num bom dia. – Nada bom, nada bom... – pensou Jaken temendo sua vida, sabia que se pisasse em falso naquele dia, ele nunca mais veria o sol.
Sesshoumaru viu o servo se afastar e novamente voltou a procurar com os olhos um local em particular... A janela de onde Rin havia caído. Andou por de trás do castelo e viu. Estreitou os olhos e começou a voar para ver melhor o local. Pousou na varanda analisando o ambiente detonado, aparentemente um depósito. O local estava todo revirado. Mas, isso não fez Sesshoumaru ficar revoltado, o que fez o nobre ficar totalmente irado, foi o cheiro marcante de...
– Yuri... – falou rangendo os dentes. – Ele fez com que ela pulasse da varanda, ele queria matá-la! – fechou os olhos. – Se ele achou que poderia me atingir matando Rin... Humpf! Estava totalmente enganado... Uma coisa tão banal como essa não me abala...
– Não abala? – falou uma voz atrás de si.
Sesshoumaru virou-se totalmente indignado.
– Tens certeza que uma coisa tão... Clichê não vai abalar-te? Tens certeza, caro Lorde das Terras do Oeste? – zombou o outro nobre.
– Se acha que tendo Rin como sua refém poderás atingir-me, estás errado. Não tenho mais nenhum vínculo, ou melhor, nunca tive nenhum vínculo com aquela humana. Se você a quiser, fique à vontade. Não farei nada para impedi-lo – o nobre começou a andar calmamente passando ao lado de seu rival. – Isso não vai mudar em nada na nossa batalha... Que isto fique bem claro!
– Será? Algo me diz que a beleza da dama lhe enfeitiçou de alguma forma. – Lorde Yuri riu de forma ofensiva.
Sesshoumaru esticou o braço para apertar-lhe o pescoço, porém o outro senhor feudal havia se desfeito em pó de areia. O jovem daiyokai irritou-se ainda mais, agora sua vontade de aniquilar aquele ser tão repugnante só havia aumentado.
Estava decidido: Iria iniciar uma guerra mesmo sem o consentimento do Imperador! Agora ele mataria de vez Lorde Yuri.
– Nota: Desculpa a demora, eu estava com alguns probleminhas para terminar a outra fic e também estava com alguns problemas pessoais a flor da pele, enfim... Só queria dizer que aquele trecho no começo do capítulo foi tirado do terceiro filme de Inuyasha: A espada que domina o mundo. :) portanto aquele trecho não pertence a mim! Claro que essa frasezinha vai aparecer mais vezes, acreditem! u.ú Ela vai fazer nosso querido Sesshoumaru refletir bastante sobre Rin. Ele vai aprender dar valor a ela, ahhh se vai! *olha para o Sesshy maliciosa*.MUAHMUAHMUAHMUAHMUAH. *RISADA MALÉFICA*
– Dicionário do capítulo:
Shirou*: Castelo.
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