Pois é, demorei, mas já postei! Estou com pouquíssimo tempo disponível ultimamente, alguns problemas que considero bons e ruins, a falta de tempo no caso, é um problema ruim, os outros, são problemas que estão me ajudando a amadurecer e abandonar minha fase adolescente e me tornar completamente uma adulta com todas as suas responsabilidades sobre as costas. ToT
Espero que gostem deste capítulo!
Agradecimentos especiais a Anjo Setsuna que betou o capítulo e a Mir-chan quem avaliou e me passou alguns toques! Thanks miguxas =3
Capítulo 3: Revelações
- Hei pinto pequeno, vamos logo! As meninas já estão nos esperando. – Sai gritou para a porta do banheiro atrás de si, onde ele estava apoiado esperando por seu amigo.
- Não enche! - Naruto respondeu saindo do banheiro enrolado em uma toalha e caminhando para seu quarto sendo seguido por Sai.
Assim que o loiro adentrou em seu pequeno quarto, sem cerimônia, deixou que sua toalha escorregasse o deixando nu na frente de seu amigo e sem se importar com a presença dele, começou a se vestir.
Sai observava aquele corpo bem definido de seu amigo; apesar das brincadeiras, ele não negava, o achava bonito e até desejável, mas o respeitava e já tinha o provado isto, talvez seja por isso que o loiro estava tão à vontade em sua presença.
- Nunca pensei que você fosse adquirir um dos maus hábitos de Jiraya-sama... – Sai carregava em suas costas um loiro semi-inconsciente e com maldito hálito de sakê pelos corredores do prédio de seu apartamento.
Tanto ele quanto Naruto tinham sido os padrinhos de casamento de Sasuke e Sakura, Naruto acompanhado de Hinata por parte de Sasuke e Sai com Ino por parte de Sakura. E bom, o loiro encheu a cara na festa, dando para muitos assuntos para cochicharem. Sai ouvira alguns murmúrios que falavam que o loiro não tinha aceitado muito bem que Sakura estivesse casado com Sasuke, afirmando que Naruto ainda mantinha algum sentimento por ela. Tolos em sua opinião.
- Oi Naruto? Dê-me as chaves! – ele pediu para o loiro que apenas murmurou "bolso" no ouvido de seu amigo.
Sai esticou o braço e enfiou a mão dentro do bolso traseiro de sua calça, procurando a chave ali e sentindo os arrepios do corpo de Naruto enquanto ele gemia em seu ouvido.
- Depois eu que sou pervertido...
Quando finalmente encontrou as chaves, ele entrou no apartamento e jogou Naruto contra o sofá e o observou. Ele estava tão bonito naquela noite, parecia que tinha se arrumado para encontrar alguma companhia, mas pelo que parecia, só tinha encontrado o sakê para passar a noite. Sua pele estava avermelhada e um pouco suada, sua camisa estava entreaberta, deixando a vista seu tórax definido.
- Gosta do que vê? – perguntou o outro o encarando.
- Não posso negar.
- Entendo... – Disse Naruto continuando a encará-lo, só que agora observava os detalhes em Sai; detalhes que já tinha apreciado antes, só que agora pareciam mais evidentes por causa da bebida que tinha tomado.
Aquela boca fina e avermelhada, a pele muito alva e cabelos negros, igualmente eram seus olhos. A semelhança era inegável, e isto estava o provocando...
- Vou fazer um café forte... – o moreno disse enquanto caminhava para a cozinha, mas foi impedido por Naruto, que o segurou pelo braço e o puxou contra si.
- Me desculpe... – Naruto disse enquanto puxava Sai pela cintura, aumentando o contato com o outro. Ele olhou nos olhos negros sem emoção e fechou os seus próprios e o beijou, chupando aqueles lábios finos sem pudor, sem se importar se estava ferindo a pessoa a sua frente. - Você parece tanto com ele... Deixe-me Sai... Tocar-te como eu o tocaria...
Sai suspeitava de quem o loiro estava falando e sabia que não estava em sã consciência, não faria nada que ele fosse se arrepender depois, e também não faria tal coisa para estragar sua amizade.
- Certo... Que tal debaixo do chuveiro? – pediu Sai falando no ouvido do loiro. – Com água quente é melhor.
E assim Naruto o acompanhou enquanto beijava o outro com ferocidade e quando estava debaixo do chuveiro e preste a ligar a água Sai o impediu.
- Deixe comigo... – disse o moreno, e Naruto voltou a atacá-lo como se fosse um predador enquanto Sai ligava o chuveiro, mordendo a pele alva de seu pescoço enquanto o outro se esticava para alcançar o registro de água. - Pronto!
- Mas que porra Sai! Esta água está gelada! – Naruto disse o soltando e encolhendo-se, fitando o moreno como se pedisse uma explicação.
- Mas é claro, assim você acorda... Naruto! Você tá de porre, não acha mesmo que vou transar com você assim né? – Sai o fitou e viu que algo estava mudando no olhar de seu amigo. – Eu posso parecer, mas não sou gay e você mesmo disse; não queria nada comigo, queria outra pessoa. Diga-me Naruto... Como as coisas seriam quando você acordasse e me visse ao seu lado em vez da pessoa que achou que estava gozando para você?
Naruto escorregou pelo azulejo do box de seu banheiro; se sentando no chão agarrado aos seus joelhos enquanto observava Sai com a feição totalmente indiferente e pensou no que responder.
- Me perdoe... Perdoe-me Sai... Eu... – Sai pode ver algumas lágrimas se misturarem a água que ensopava suas roupas. – Eu não sei mais o que pensar... Estou confuso... Estou cansado... Perdoe-me, perdoe-me, perdoe-me...
Sai suspirou e agarrou o braço de Naruto o levantando e o retirando do box.
- Retire estas roupas molhadas, vou trazer roupas limpas e secas. – ele voltou para o quarto e remexeu nas gavetas do loiro, pegou um pijama e uma cueca... – G? Mas quem ele está querendo enganar? Deveria ser PP... De "pinto pequeno"...
- Eu ouvi isto maldito! – gritou o outro do banheiro.
Sai estava fechando a gaveta quando notou um objeto que chamou sua atenção. Era uma seringa com líquido azul e nela havia um bilhete, '4ª dose'.
- Anda logo! Eu tô com frio! – Naruto gritou novamente protestando.
Sai foi para o banheiro, não iria mexer nas coisas do loiro, não era de sua conta o que era aquilo.
- Aqui está. – disse ele entregando as roupas para o loiro e o observando se vestir. – Eu vou embora agora, acho que você já pode cuidar de si mesmo...
- Eh... Obrigado Sai... Não só por ter me trazido até aqui, mas por ter me impedido... E me desculpe, não queria causar uma impressão ruim e...
- Hei... Se acalme, amigos também são para estes momentos, não sei se todos têm o costume de serem molestados pelos seus amigos, mas não esquente a cabeça com isso. Descanse Naruto, boa noite! – disse ele indo para a porta do apartamento do loiro.
- Certo... – disse Naruto um pouco corado e o seguindo para abrir a porta. - Boa Noite.
- Então? O que vamos pedir? – perguntou Ino encarando os dois rapazes que tinham acabado de se juntar a ela e a Sakura.
- Bem, deixe a feiosa escolher, não é ela que tem algo especial a nos contar? – disse Sai se sentando do lado de sua namorada.
- Sasuke ainda não chegou? – perguntou Naruto indiferente.
- Ele disse que provavelmente não chegaria a tempo, mas pediu para que eu desse a notícia e pediu desculpas por não estar presente. – Sakura explicou parecendo um pouco entediada. – Bem, vamos pedir uma rodada de massa então? Desde cedo que estou a fim de comer uma lasanha...
- Do jeito que fala Testuda, parece que está até grávida... – falou Ino para a amiga.
Sakura sorriu para a loira e pegou a mão dela à repousando em sua barriga. Ino recolheu um pouco do seu chakra em sua mão e fez uma cara de surpresa que chamou a atenção dos dois garotos.
- Não me diga que está é a boa notícia! – Ino abriu um largo sorriso para a rosada.
- Sakura você... – começou Sai espantado.
- Está grávida do Teme. – falou Naruto um pouco ressentindo, mas sem demonstrar.
- Está de quatro semanas, certo? – perguntou Ino para Sakura enquanto retirava sua mão de sobre a barriga dela.
- Sim! Quatro semanas! Sasuke também queria vir para contar, mas acabou que ele se atrasou... – disse ela parecendo um pouco triste.
- Escuta, não está um pouco cedo para ter desejos não? - perguntou Naruto, que apesar de estar um pouco triste em saber que ainda mais que nunca os dois estariam unidos, mas contente que Sasuke esteja realizando seu sonho.
- Sim, só era uma dica para ver se vocês iriam pegar! – ela disse se divertindo.
- Hei! O bigode! Manda sakê! – gritou Ino para o garçom do restaurante.
Durante todo o jantar Naruto permaneceu quieto, não fazendo muita questão em interagir com o grupo, mas parecia não fazer muita diferença, os outros conversavam animadamente como se sua presença nem fosse necessária. Ele nem tocara em sua comida, fingia por vezes comer alguns Nhoques que estavam há mais de meia hora congelando em seu prato.
O loiro não negava, estava com tanta inveja... Queria ir o mais rápido para casa, Sasuke e Sakura teriam um bebê, iriam firmar uma família de herdeiros de Sharingan, assim como o outro desejara.
Ele segurou os talheres para tentar ingerir, pelo menos um daqueles bolinhos de massa, mas suas mãos tremiam tanto que acabou deixando o garfo cair de sua mão.
- Ah? Naruto... Está tudo bem? – Sakura perguntou para o loiro vendo o outro tentar esconder suas mãos trêmulas sem muito sucesso.
- Sim, estou sim, só um pouco cansado sabe... – disse ele querendo aproveitar a desculpa para ir para sua casa.
- Hei Testuda, isto me fez lembrar... Aqui está a análise do laboratório que você pediu hoje cedo. Você pediu isto com urgência, certo? – Ino entregou uma pasta branca com alguns papéis. – É algum de seus pacientes?
Sakura se assustou com a declaração, e mais que depressa abriu a pasta. Vendo a análise do conteúdo da seringa que tinha recolhido mais cedo na casa de Naruto.
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Libertines
Dietilamina do ácido lisérgico, Alcalóide de Erythroxylon Coca, e outras substâncias desconhecidas.
* Droga psicotrópica que atua sobre o cérebro, alterando de alguma forma o psiquismo.
Efeitos:
A droga Libertine, também conhecida como droga do suicídio, tem como usuários aqueles que procuram uma forma para se matarem com o pensamento de que sua alma não será punida por isso, eles se submetem a seis doses deste alucinógeno que são:
Primeira dose:
É a chamada fase de excitação, ocorrendo tonturas e perturbações auditivas e visuais. Podem ocorrer náuseas, espirros, tosse, muita salivação.
Segunda dose:
A depressão do cérebro começa a predominar, com a pessoa ficando em confusão, desnorteada, voz meio pastosa, visão embaçada. O usuário passa a desenvolver Psicose.
Terceira dose:
Depressão profunda com redução acentuada do alerta e extrema fadiga e pode apresentar riso sardônico por um curto período.
Quarta dose:
Falsas sensações de euforia, sonolência, náuseas e perda de apetite.
Quinta dose:
Depressão tardia que pode chegar a inconsciência, queda da pressão arterial, sonhos estranhos, podendo ainda apresentar surtos e convulsões, falsas sensações de euforia, náuseas, sonolência e perda de apetite.
Sexta dose:
Taquicardia, falsas sensações de euforias, náuseas, delírio e morte. Na sexta dose, os delírios são acentuados por causa de algumas substâncias desconhecidas, geralmente os delírios são alucinações de situações de extremo horror e terror, que faz o inconsciente receber várias imagens de tortura fazendo o usuário acreditar que está sendo morto, por isto, 99,9% das pessoas que procuram por esta droga, são aquelas que querem cometer suicídio, mas possui alguma crença que o impede. Os efeitos colaterais são semelhantes ao LSD, geralmente mais brandos e de duração mais curta. Há alterações na percepção, principalmente de caráter visual e auditivo, além de aceleração e desorganização do pensamento (idéias soltas e perda do foco do pensamento). O humor torna-se lábil, isto é, pode variar de situações de grande euforia a quadros de extremo mal-estar, marcados por tristeza e medo. Falhas na avaliação da realidade por vezes podem produzir sintomas paranóides (idéias de perseguição), usualmente momentâneos e restritos ao período da intoxicação. Apesar da denominação, os alucinógenos raramente produzem alucinações (imagem sem objeto), mas sim ilusões (distorções perceptivas de um objeto real). Tais ilusões (visuais, auditivas, táteis,...) tendem a se misturar, num fenômeno denominado sinestesia (mistura de sensações).
Libertines não provoca dependência, mas na necessidade do usuário e seu estado mental, pode causar síndrome da abstinência e por vezes alguns surtos.
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Sakura mantinha sua boca aberta e derramava lágrimas de seus olhos que reliam por várias vezes sem encontrar um sentindo para aquilo. Ela por vezes, em meio a sua leitura direcionava um olhar indagador e ferido para Naruto.
- Hei Testuda, o que está havendo, é algo sobre o bebê? Por que você está chorando?? - falou Ino preocupada e pegando os papeis das mãos da rosada.
- Idiota! O que você pensa que está fazendo? - ela se levantou de repente batendo as mãos sobre a mesa enquanto gritava com Naruto que se surpreendeu com o repentino ataque da garota.
- Do que você está falando? - perguntou o loiro sem mudar sua expressão.
- Estou falando disso! - disse ela tomando os papéis das mãos de uma Ino pasma e jogando na cara do loiro. - Encontrei uma porra de uma seringa em sua casa e a mandei para analisarem e olha o resultado? Uma droga nociva!
Naruto pegou a papelada e carranqueou ao ver o conteúdo dos documentos, porém voltou sua atenção mais uma vez para Sakura.
- Você invade minha casa e rouba coisas dela, invade minha vida particular e ainda me vem pedir explicações? - Naruto jogou os papéis sobre a mesa e escorou seu braço sobre o encosto da cadeira, olhando intensamente para os pares de olhos verdes que o fitava firme em meio a tristeza.
- Espera aí, alguém, por favor, me explique por que de repente tudo isto? - perguntou Sai pegando um dos papéis.
- Sai-chan... Naruto... Ele... - Ino tentava formular palavras para explicar ao seu namorado a atual situação.
- Está tentando se matar! Por que Naruto? - Complementou Sakura. Sai não soube expressar como estas palavras o balançaram, voltou a encarar seu amigo junto as meninas esperando a explicação.
- Por que estou cansado de lutar... - disse enquanto suspirava profundamente.
- Em qual dose você está? - perguntou Sai enquanto ainda lia os papéis jogados sobre a mesa.
- Quinta. - disse sem hesitar assustando seus amigos que estavam mais sérios do que nunca.
- Mas o que você teme... Não seria mais fácil você cortar os pulsos? - perguntou Sai sendo um insensível.
- Sai! - Ino chamou sua atenção.
- Não é tão simples, eu não posso, meu organismo cura rapidamente meus ferimentos, é como se fosse indestrutível e além disso, sou imune a qualquer doença ou medicamento, o único que parece estar funcionando é este.
- O que aconteceu com o Baka-Naruto que conhecemos? - gritou Sakura ainda de pé.
- Ele morreu no incidente. - respondeu Naruto frio.
- In-incidente? Que incidente? - perguntou Ino pegando a rosada e a sentando em sua cadeira.
- A minha morte... - Naruto se manteve impassível, e como alguém que contasse uma história de outra pessoa que lera nos jornais ele continuou. - Foi quando treinava com Jiraya...
"Ele estava tentando me ensinar a controlar a Kyuubi, mas para isso ele teria que abrir uma rachadura aos poucos em meu selo. Eu já tinha conseguido dominar até três caudas e ele tinha decidido elevar o nível do treinamento e liberar mais um pouco a fissura para vazar mais poder..."
-
Ero-sennin.. Dói... - o garoto estava deitado sobre a grama de
barriga para cima, apenas trajava uma bermuda enquanto seu sensei
introduzia chakra em seu selo, mas isto estava o deixando entorpecido
além de estar doendo mais do que o normal. O loiro levantou sua mão
e agarrou a de seu sensei tentando a retirar. - Por favor, pare...
Outro dia nós tentamos...
-
Não seja medroso só falta mais... - O forte aperto que Naruto tinha
feito no pulso de Jiraya se desfez e sua mão caiu ao seu lado.
Jiraya desviou seus olhos do selo e olhou para o garoto que estava
extremamente pálido e com os olhos desfocados. – Naruto?-
Ero-sen... - Naruto fechou seus olhos quando sentiu o breu tomar
conta de si. Jiraya interrompeu o jutsu e desesperado checou a
pulsação do loiro.-
Impossível. - Ele não sentia nenhum sinal vital de Naruto, ele se
aproximou dele e estapeou seu rosto tentando reanimá-lo. - Acorda
droga!
"Ele apelou para a massagem cardíaca e alguns outros jutsus, mas nada pareceu funcionar... Quando ele estava preste a desistir e aceitar que tinha me matado, eu abri os olhos, logo o poder da raposa possuiu meu corpo e eu o ataquei, depois disso lembro-me de ter acordado com ele quase mortalmente ferido. Não sei dizer o que aconteceu, mas sei que senti meu mundo desfazer ao notar algo diferente em meu corpo."
"Logo após Jiraya ter sido levado para um hospital, eu me tranquei em um quarto e para meu horror, constatei a verdade..."
-
Kuso!! - dizia enquanto fazia diversos cortes profundos com uma kunai
pelo corpo, Naruto observava suas feridas se fecharem quase que
instantaneamente, com lágrimas insistentes deixando seus olhos
continuou a se flagelar. - Kuso! Kuso! Kuso!
"Tinha
me tornado no demônio que sempre odiei, meu corpo absorveu todo o
chakra daquela raposa maldita, ou seja, ela não está mais selada em
mim, agora eu também sou ela. Odeio-me por ter me tornado o que
sou..."
-
Naruto! - Jiraya arrombou o quarto e entrou observando com horror o
estado de seu pupilo. Assim que teve alta do hospital, ele voltou
imediatamente para saber como o loiro estava e descobriu que por todo
o tempo que esteve internado, que o garoto permaneceu trancado em um
quarto sem sair para nada.Ele
se aproximou do loiro ensangüentado que estava enrolado no canto da
parede, com suas roupas rasgadas e seus olhos inchados, se sentiu
culpado por ter sido tão insistente.-
Ero-sennin... Mate-me... Por favor... – pediu ainda encolhido no
canto da parede e abraçado as suas pernas, incapaz de se levantar. -
Eu não quero ser um demônio, quero ser apenas Naruto... Mate-me
para que eu possa voltar a ser Naruto...-
Naruto... O que... - então ele sentiu, sentiu que os dois chakras
que ele conhecia tão bem tinham desaparecidos e agora só existia um
muito diferente do que Naruto normalmente possuía.-
Mate-me... - Naruto tremia enquanto balançava para frente e para
trás. -
Não diga besteiras! - ele encarou aqueles olhos azuis que estavam
tão perdidos e cheios de medo. Assustou-se quando Naruto pegou
novamente sua kunai e a cravou em seu pescoço fazendo um ferimento
profundo que sangrava abundantemente, mas logo a arma foi repelida
pelo chakra de suas mãos e quando Jiraya olhou para a garganta do
menor, já não existia ferimento ali...
-
O ero-sennin morreu se culpando pelo que me tornei.
- Mas isto não explica o motivo de você cometer esta insensatez de tomar esta droga maluca. - falou Ino após uma longa pausa em que seus amigos tentavam processar as informações em choque.
- Ah! Sim, mas no início eu não comecei a usá-la para só me matar, eu fiz uma aposta comigo mesmo. - disse Naruto olhando friamente para seus amigos.
- Aposta? - perguntou Sakura que estava tentando se controlar no colo de sua amiga.
- Sim, aposta. Apostei que para cada vez que eu fracassasse em trazer Sasuke de volta, seria uma dose que eu usaria... A primeira foi quando falhei ao descobrir o esconderijo de Orochimaru, a segunda foi quando ele matou Itachi. A terceira... – Naruto enrugou o cenho como se tentasse lembrar-se de como havia sido. – Não me lembro muito bem dos detalhes, mas foi após ter transado com um cara para conseguir informações de Sasuke, um pouco após ter me tornado chunnin.
- Você fez o que? - perguntou Sakura.
- Como? - perguntou Naruto sem saber do que ela se referia. - Kakashi nunca contou para vocês? Eu transei com um cara, o cara que a gente ia espionar, lembram?
- Tá, sei... Mas como você consegue falar disso...
- É uma coisa simples, eu transei com ele e consegui a informação que faz Sasuke estar conosco aqui em Konoha, vocês agora vão me julgar por isto também? - perguntou Naruto entediado.
- Continue a contar... - pediu Sai.
- Certo, após isto, eu consegui trazer Sasuke-teme de volta para sua querida Sakura, e fiquei feliz com isto, não precisava mais tomar a droga, mas após um tempo eu descobri que não poderei ter nada... Estou sofrendo por sentir algo que não deveria, então depois de um tempo que vocês se casaram, eu tomei a quarta dose.
- E quando foi que você tomou a quinta? - Ino perguntou com medo de sua resposta.
- Ontem. - Respondeu sentindo o alívio de todos. - Não tardarei a comprar a próxima, só preciso de meu posto como capitão ANBU de volta, a droga e principalmente a última dose, custam caro...
- Nós não permitiremos! - Sakura voltou a se levantar.
- Vocês não têm que permitir nada, eu faço as minhas escolhas. - disse se levantando e saindo daquele restaurante.
~.~.~.~
Sasuke voltou de sua missão na manhã seguinte, entrou em sua casa e estranhou não encontrar Sakura preparando; como sempre fazia; o seu café da manhã, por um instante ele imaginou que poderia ter ocorrido alguma emergência no hospital e terem precisado dela, mas sobressaltou ao ouvir soluços vindo de seu quarto.
- Sakura... - ele se aproximou da mulher que estava enrolada nas cobertas com os olhos avermelhados. - O que houve? Aconteceu algo com o bebê? Você está bem? Alguém te machucou?
Ela negou com a cabeça enquanto olhava fixamente para Sasuke.
- Naruto... - ela falou com a voz trêmula e aquela sensação horrível o atingiu novamente.
- O que ele fez? - ele perguntou e se assustou com a cara que Sakura fizera por causa de sua indagação. - Não me diga que ele tocou em...
- Não! Não foi isto... Ele...
~.~.~.~
Naruto caminhou tranqüilamente até sua porta para atende-la e foi obrigado a se afastar quando um moreno raivoso adentrou seu apartamento.
- O que pensa que está fazendo? Isto é idiota! - rugiu Sasuke para o loiro que estava indiferente a situação.
- Então ela te contou.
- Sim, ela me contou e eu não permitirei que você faça uma coisa estúpida como esta! Afinal de contas, qual é motivo para você fazer uma besteira desta? Não existe nada que justifique isto... Não me diga que você ainda nutre algum sentimento por Sakura, pois foi por vo...
- O motivo... - Naruto caminha até Sasuke decidido, não poderia agüentar ele invadir seu espaço pessoal para lhe dizer o que é justificável e o que não era, se era respostas que ele foi procurar, era repostas que ele iria receber.
O Uchiha fora prensado contra a parede pelo corpo de Naruto, se perguntando o que este estaria pretendendo. Ele ficou surpreso com o olhar que Naruto lhe encarava, tão intenso e cheio de segredos.
- Eu te amo Teme... - Naruto termina com o pequeno espaço entre os corpos e o beija como há muito queria ter feito. Sua mão segurava sua cintura e erguendo levemente sua blusa, fazendo questão de roubar todo o ar daqueles pulmões enquanto Sasuke se debatia, mas por algum motivo desconhecido para Naruto, retribuindo ao beijo feroz e não tardou para o moreno para de lutar permitindo que as mãos ágeis do loiro passeassem pelo seu corpo, como se quisesse gravar todas as suas formas.
Naruto sentiu o impacto forte atingir sua bochecha e o jogá-lo ao chão, olhou surpreso para Sasuke, vendo o mesmo muito enfurecido.
- O que pensa que está fazendo? Que brincadeira de mal gosto é essa... - ele parou de gritar no mesmo instante que ele mirou mais atentamente aqueles orbes azuis... "Estão tão tristes."
- Este... É o motivo. - o loiro falou com os olhos lacrimejantes. - Agora que já respondi a sua pergunta, saia de minha casa.
O moreno atordoado fez como foi pedido e foi embora do apartamento do loiro. Ele parou do lado de um poste e passou seus dedos sobre seus lábios.
- Porra! Ele estava falando a verdade. - disse socando o poste ao seu lado.
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Aceito elogios, indicações, esculachos, reviews, adições nos favoritos, reviews, pergunte o que não entendeu que explicarei... Reiews *o*
Bem, até o momento a fic estava um pouco tranqüila... *risada do mau*, agora as coisas vão ficar hiper quentes, com chamas ardentes que decidirá quem morrerá... Quem sobreviverá... E qual será o laço que permanecerá...
Bem, é isto, agora é reta final para a fic, eu acho O.o
