Capítulo 4

Seth lacordou um pouco tarde na sexta-feira. Caminhou com as costas doloridas pela casa até chegar ao banheiro, a porta estava trancada. Quase meia-hora depois, sua irmã ainda não havia saído de lá.

_Leah, eu quero tomar banho!

Nenhuma resposta. Seth pediu internamente para Deus que ela saísse logo, por longos anos, o tempo que Leah passava dentro do banheiro era proporcional a intensidade da crise de depressão. Mais tempo passou, o jovem encostou a testa na porta, os olhos aflitos por causa do que teria que suportar (novamente). Ele disse com a voz arrastada:

_O que aconteceu? Você estava tão bem... O cara te despediu?_ ainda o silêncio. Seth só estava tranqüilo porque transmorfos não conseguiam se suicidar, seus corpos se curavam rápido o suficiente para não morrerem dessa forma.

Quando ele menos esperava, Leah abriu a porta. Seus olhos se arregalaram em surpresa, ela estava de tirar o fôlego.

_Woh!_ ele exclamou. Ela estava usando as mesmas roupas de sempre, mas algo havia mudado pra melhor.

_E aí?_ela perguntou_ eu estou ótima, não esquenta a cabeça.

_O que você fez? Bebeu alguma coisa especial? Comeu... Sei lá? Vai me ensinar não é?

Leah achou melhor interrompê-lo antes que ele começasse com teorias alienígenas.

_Eu não fiz nada, sério.

Seth ficou confuso, ele sabia que quando alguém está "virando" um lobo, essa pessoa ganhava músculos, de forma que um adolescente fraco entra na idade adulta parecendo o Rambo em curto período de tempo. Eles ganhavam poderes. Deu uma nova olhada para ela e chegou a conclusão de que eram o mesmo corpo de sempre, a mesma forma femininamente torneada. Entretanto, uma estranha energia vazava por seus poros.

_Rick me deu o dia de folga, ele vai viajar pra ver a filha dele, então eu vou sair pra me divertir mais tarde_ ela avisou.

_Ótimo! Eu estou precisando dar uma volta.

_Não foi um convite seu mala.

_Eu sei querida, estou pronto por volta das oito.

_Seth eu já dis...

_Vou ligar para o Jacob, acho que ele também quer ir.

Seth fechou a porta rindo antes que ela tentasse convencê-lo do contrário.

_Hoje não é dia de levar o cachorrinho pra passear!_ ela disse

_Era pra ser engraçado? Eu vou e ponto final.

"Só espero que Jacob não leve a monstrinha dele"

xxx

Era quase nove horas da noite. Leah, Jacob, Seth, Paul e Embry estavam de carro procurando por um determinado bar sem Seattle. Enquanto Jacob dirigia, os outros três homens discutiam sobre suas corridas , cada um tentando convencer que era o mais rápido. Leah foi excluída, eles já sabiam que ELA era a mais veloz.

Jacob estacionou em frente ao bar com um grande letreiro roxo em neon.

Dentro do estabelecimento, David comentava com um amigo algo sobre a comida japonesa quando Leah entrou no bar.

Todos viraram seus pescoços para olhá-la. Ela andava confiante e estava linda (e como!), a calça jeans muito grudada revelando suas pernas sedutoramente fortes, a regata branca simples mostrando a barriga bem torneada... Sua pele estava de uma cor que provocava vontade de tocar, de provar...

Ele olhou para aquela boca muito vermelha e molhada de Leah, sentiu fogo estalar na ponta da língua. Os olhos negros brilhantes o encaravam de uma forma animal, porém muito excitante. Os homens ficavam hipnotizados, e quanto às mulheres, difícil de explicar _A impressão que se tinha era que sua líder acabara de chegar, pois sim, havia uma intrigante cooperação delas ali, Leah era algo como a fêmea alfa, a rainha. Não como uma mulher popular ou com posses, mas sim de uma maneira física e natural.

Atrás dela vinham quatro grandes homens, alguns parecidos com ela inclusive. Testosterona emanava de seus corpos, e magia também. Um deles passou o braço na cintura dela e a puxou para um abraço que fez lembrar de alguma forma, filhotinhos brincando.

Os três homens não a escoltavam, estavam mais parecendo um grupo. Em pouquíssimo tempo, todo o bar já estava ciente da presença deles, sobretudo, a dela. Apenas um homem, o maior não estava cooperando com a harmonia do grupo, ele parecia o mais forte, entretanto, o menos perigoso. Este era Jacob.

Alguns tinham medo (poucos) e foram para a parte externa do ambiente, mas a maioria estava tentadoramente atraída por eles e ficavam em volta, quando não olhando, sentindo a força daquela atração.

Todavia, mais do que qualquer outro, David sentia a distância entre si e Leah torturante, como se ele fosse um enorme corpo metálico e ela um poderoso ímã. Aproximou-se desejando que os outros não o vissem , chegou perto o suficiente para ficar ao alcance da loba.

O rapaz que antes tinha um dos braços em sua cintura sorria feito um menino falando qualquer coisa para os outros dois, o enorme corpo não combinava com seu espírito. Leah deu passos lentos em sua direção. David sentiu uma gota de suor frio escorrer da mão esquerda e o coração falhar uma batida.

_Você?_ ela perguntou com a voz de comando como sempre, mas logo soltou um largo e incrivelmente sorriso branco.

Ele se lembrou de ser sexy.

_Não pensei que viesse. Na verdade, é uma surpresa bem agradável.

_Que pomposo_ "Se continuar falando igual ao Edward vou te dar o tratamento que dou a ele" pensou Leah_ Quer saber? Porque não vai buscar uma bebida?

David foi nervoso para o andar de cima, Enquanto isso a loba apenas dançava.

Algum tempo depois ela sentiu um cheiro peculiar, só um nariz sensível como o seu podia senti-lo, juntamente com o som de um coração que era abafado pela música. Ela trocou um olhar preocupado com Jacob, no mesmo instante ele entendeu. Ela saiu apressada, os outros atrás delas, ziguezagueando entre as pessoas, procurando um rastro melhor antes que fosse tarde de mais. Quando pegou a linha do cheiro, ela subiu as escadas da casa e entrou no quarto. Sua cabeça rodou.
O corpo do homem estava lá, aberto e ensangüentado, caído no chão. A máscara de dor no rosto falecido indicava a tortura que sofreu. Partes dos seus órgãos estavam expostos, e por toda extensão havia hematomas. Ela já tinha visto coisas piores na batalha contra os recém-criados, mas Senhor, o que matou esse jovem era humano, ao menos biologicamente. A mente doentia (e drogada) estava no banheiro se lavando.
Começou a suar, ela repetia em sua mente "Não...não...", tudo o que conseguiu fazer foi tirar o celular do bolso com as mãos tremulas e ligar para a polícia.

O que estava ali, ao alcance de seus olhos a fez querer vomitar. David estava morto.


Oiê!

Vou ser sincera, particularmente não gostei desse capítulo, é curto e não tinha muito o que falar, mas é uma parte da história que não podia deixar de fora. Mesmo assim, tomara que tenham se divertido tanto lendo quanto foi pra mim escrevendo.

Beijão!