Capítulo 4
Os comentários chegavam de todos os lados.
O burburinho tomou conta de toda a Vila da Folha naquela manhã, que começava a despontar ainda com os respingos do orvalho que aos poucos se desfazia. A madrugada havia sido fria e uma pequena neblina caía sobre os edifícios e árvores, deixando-os meio encobertos.
Mas, quando o dia deu sinal de que clareava, todos os que já estavam de pé viram as pichações no monumento dos Hokages.
Mas, desta vez, não era uma estripulia de crianças, como Boruto fazia quando era pequeno ou como seu pai fizera há muitos anos atrás.
Nos dois casos, a ideia era de chamar a atenção dos outros para crianças que se sentiam sozinhas.
Mas, desta vez, o tom de ameaça estava ali.
Somente o rosto da Hachidaime Hokage havia sido pichado.
"Uchiha imunda" era bem diferente dos bigodes e caretas que Boruto e Naruto desenhavam no passado.
Haviam alguns "X" marcados nos olhos também, e o resto eram alguns rabiscos e xingamentos desconexos.
Mas o mal já estava feito.
A vila inteira podia ver que sua Hokage era odiada por alguns a ponto de se arriscarem desta maneira. E todo o plano de contingência que ela estava seguindo, ao mandar que as investigações fossem feitas sob sigilo para não gerar pânico, tinham ido por água abaixo.
Ela estava em casa quando tudo aconteceu.
Tomava o chá quente que Sakura havia preparado.
Combinou com a mãe um almoço naquele dia. Seu pai tinha razão, precisava ser mais amena com a mãe.
Tudo estava em paz enquanto as duas sorriam e conversavam sobre trivialidades naquela manhã, como nos velhos tempos.
Mas então, Boruto chegou com o chamado.
- Seja o que for, respire fundo e não deixe isso te abalar, Sarada. – disse Sakura antes de a filha sair.
Logo, os dois chegaram ao monumento e Sarada pôde ver as palavras em tinta negra tomarem conta de sua face cravada na pedra. Fechou o punho com tanta raiva, que sentia o limite que a pele tinha ao se esticar nos nós dos dedos.
- Os guardas viram alguma coisa? – perguntou com demasiada frieza.
- Não. – disse Shikamaru, o pai de Shikadai, que havia sido mantido como Conselheiro da Vila da Folha mesmo quando Naruto deixara o cargo de Hokage. – os que estavam no portão principal não viram nada.
- E quanto aos que vigiavam a torre do Hokage? – perguntou ela dando indícios de raiva contida na voz.
Shikamaru soprou no ar uma lufada de fumaça sorvida do cigarro que mantinha entre os dedos.
- Eu os interroguei. – disse Boruto se adiantando.
- Um deles não viu nada, já o outro disse ter sentido uma náusea momentânea um pouco antes da nevoa da madrugada se tornar mais densa. – Shikamaru concluiu.
- Traga ele para a minha sala. E mandem limpar isso.
Sarada saltou para a entrada da Torre dos Hokages, mas antes de entrar, olhou sua Vila lá embaixo. Muitos apontando para o rosto dela no monumento, muitos cochichando.
Alguns chocados, mas alguns ela podia jurar que via um certo sorriso de satisfação.
Mais raiva tomava conta dela.
A frustração que sentia no momento era imensa. Quanto mais ela procurava, mais parecia escapar de si quem estava por trás disso.
Queriam provocá-la, causar o caos na Vila. Na sua Vila!
"Respire fundo".
A voz da mãe ecoou em sua mente e ela fechou os olhos inspirando profundamente por alguns instantes.
Tentava pensar com clareza. Afinal era uma Uchiha e uma Haruno. Inteligência e percepção estavam em seu sangue.
Mas, ao mesmo tempo em que pensava que apesar de todos dizerem que ela era uma cópia de seus pais, ela também sabia que não era igual a eles. E no momento ela só conseguia sentir raiva.
Respirou fundo mais algumas vezes.
"Sou uma Uchiha e uma Haruno", repetiu para si mesma.
Abriu os olhos e voltou ao monumento dos Hokages o mais rápido possível.
- Por favor, parem o que estão fazendo. – pediu aos que limpavam o local.
- O que pretende, Sarada? – perguntou Boruto, mas Sarada não respondeu.
- Shikamaru, os guardas do portão não relataram nada. – ela fez mais uma afirmação do que uma pergunta, e Shikamaru assentiu – já um dos que estavam aqui disse ter sentido uma leve náusea. – pontuou.
- Sim. – disse ele curioso
- No que isso te faz pensar? – perguntou ela ansiosa.
Shikamaru colocou a mão no queixo e pensou por alguns segundos, enquanto Boruto os observava na tentativa de entender para onde iria aquela conversa.
- Que quem quer que tenha feito isso, está dentro da Vila. – Shikamaru concluiu.
- E que o nosso principal suspeito é o outro guarda.
- Ah... espera – Boruto interrompeu a conversa – o que não se sentiu mal? Como você pode afirmar isso?
- Não posso. – ela ajeitou os óculos – não sem exames prévios no guarda que se sentiu nauseado.
- Mas, o suspeito não era o outro cara? – Boruto perguntou.
- O guarda que se sentiu mal, provavelmente se intoxicou com a quantidade de tinta usada.
- Mas Sarada, falando como quem fazia muito isso para chamar atenção do velhote, eu não me sentia mal quando pintava os monumentos. – disse Boruto.
- Não sentia porque não estava sob genjutsu ou algum jutsu de possessão. – Shikamaru acendeu outro cigarro.
- Um dos guardas usou o outro para que fizesse esta ação, enquanto ele vigiava. – Sarada continuou – era uma manobra arriscada, por ser algo grande. Então, ele optou por vigiar e controlar o outro guarda e não desconfiarmos de ninguém.
- Ou caso, fosse pego, quem levaria a culpa seria o outro guarda. – completou Shikamaru.
Boruto pensou por alguns instantes e então deu um leve soco na palma da mão como quem entendia.
- Ahh!
- Agora, onde está o outro guarda?
- A esta altura, não sabemos. – Shikamaru disse frustrado – apenas o que se sentiu mal foi levado sob custódia para o hospital e depois para mais interrogações na sua sala, como ordenou.
- Inferno! – Sarada gritou.
Mais uma vez as coisas escapavam de suas mãos.
Uma mão encostou seu ombro e ela se virou ao toque quente e firme.
- Eu vou trazer ele de volta para você, custe o que custar. – Boruto disse, olhando em seus olhos com voz calma demais, íntima demais – nós vamos sair dessa, Sarada. Eu prometo.
E então saiu sumindo silenciosamente.
Esperava mesmo que ele conseguisse. Pelo bem da Vila.
Esse tipo de crise só gerava mal-estar e instabilidade para seu povo, além de insegurança.
E isso ela não perdoava.
Ela jurou proteger e manter a paz para todos. O legado do Nanadaime.
Pôr isso à prova, ela não aceitaria.
Convocou Shikamaru para sua sala, e interrogou o guarda assim que ele chegou do hospital.
Sakura acompanhava o jovem homem.
Sarada solicitara ninjas fortes o suficiente para escoltar a única possível testemunha, mesmo porque, ela ainda não havia descartado a culpa dele, e ninguém melhor para trazê-lo do que a discípula de Tsunade.
Sakura se manteve quieta no canto, enquanto Sarada fazia perguntas. Muitas delas.
Mas o homem não se lembrava de muita coisa, e foi dispensado para repouso.
A única conclusão que chegaram foi a de Shikamaru, que reconheceu o jutsu de possessão por se parecer muito com seu Kage Mane, o que inocentava o guarda.
- Devem ter usado algo parecido com o Kote. – disse ele.
- Aquele dispositivo eletrônico que Boruto usou no Chunnin Shiken, que permitia usar qualquer ninjutsu antes do incidente com Momoshiki e Kinshiki Otsutsuki?
- Sim.
- O Nanadaime baniu o uso desse dispositivo! – respondeu ela consternada.
- Pelo que me lembro – Sakura se pronunciou pela primeira vez – Katasune, o homem que inventou esse dispositivo, perdeu tudo depois do incidente e tinha um caráter duvidoso. Ele pode ter feito mais desses aparelhos por uma boa quantia de dinheiro para os seus inimigos.
Fazia sentido.
O homem fora tirado da divisão do Time Científico de Armas Ninjas e forçado a fazer trabalhos sociais quando a Vila precisou ser reconstruída dos ataques.
Se alguém chegasse com uma quantidade de dinheiro suficiente, ele certamente reconstruiria o dispositivo.
Socou a mesa.
- Shikamaru, ordene um time de busca para investigar o apartamento de Katasune. Vasculhem tudo!
- Sim, Hokage-sama. – Shikamaru disse se retirando da sala.
Sarada juntou alguns papeis e se preparava para sair.
- Onde você vai? – Sakura perguntou sorridente.
- Vou até o Time Científico procurar os arquivos sobre Katasune e a equipe dele, possíveis compradores, quem eram os fornecedores ou qualquer pista que possa levar a alguma coisa. – soltou o ar, ansiosa.
- Mas, você não vai comer nada? – Sakura perguntou preocupada.
- Eu como algo no caminho. Um onigiri ou hambúrguer talvez.
- Sarada, você não pode se alimentar mal assim. – Sakura colocou a mão nos ombros dela – além do mais, nós não combinamos de almoçarmos juntas?
Sakura disse esperançosa, mas ao que parecia não convencera a filha, que desvencilhou de suas mãos.
- Eu não posso mamãe. Se existe mesmo algum tipo de ligação entre Katasune e os ataques, eu preciso descobrir.
- Eu sei, minha filha. Mas você precisa dar um tempo para si mesma. Não vai fazer mal relaxar um pouco.
- Relaxar? – apoiou as duas mãos na mesa com demasiada força – como você acha que posso relaxar agora, mamãe? A Vila precisa de mim, e eu preciso descobrir quem está tentando me matar!
Não escondia a raiva.
- Tudo bem, tudo bem – Sakura balançou as mãos na frente do corpo – foi uma escolha errada de palavras. "Relaxar" é impossível, eu sei. Mas, você precisa pensar em si mesma as vezes, respirar fundo e viver. – se aproximou acariciando o rosto da filha com ternura – Sarada, a vida passa e você vai encontrar a felicidade nos pequenos momentos, principalmente ao lado das pessoas que amam você.
Sarada sentiu os olhos de Sakura sobre ela mais uma vez. Eram sempre persuasivos e acolhedores.
Abraçou a mãe e se permitiu ficar ali por alguns instantes.
- Quando isso tudo acabar, eu vou seguir seu conselho e dar um tempo para mim. – disse se afastando.
Sakura deu um sorriso triste.
- Isso se não aparecer alguma outra coisa e tomar seu tempo de novo, não é?
Sarada não respondeu, e Sakura se dirigiu para a porta depois de um aceno leve.
- Marcamos nosso almoço para outro dia! Eu prometo – Sarada disse antes da mãe sair, e Sakura assentiu minimamente com a cabeça concordando.
Sarada fechou os olhos alguns instantes.
Jurou para si mesma que hoje daria atenção para sua mãe, mas com os novos fatos ela precisaria se dedicar inteira e exclusivamente à procura de pistas dos assassinos que tentavam derrubar a paz e a ordem em Konoha.
Ela não podia perder um minuto qualquer.
Fez uma nova promessa silenciosa de que assim que os prendesse e fossem levados à justiça, ela arrumaria algum tempo, um espaço na agenda e passaria um tempo com sua mãe.
Mas a prioridade agora era outra.
Sarada vasculhou os antigos arquivos de Katasune, mas nada foi encontrado, além dos projetos do Kote. A maior parte da equipe não sabia das características principais do dispositivo.
Em resumo, não havia nada com que ela pudesse trabalhar.
Já o grupo de busca encontrou o pequeno apartamento dele vazio. Pela poeira acumulada, ele já não estava lá fazia alguns dias. O que reforçava o ponto que sua mãe dissera.
Ele havia reconstruído o Kote.
Mas, a pergunta era: para quem?
Enquanto ela fazia uma busca ainda mais minuciosa nos projetos de Katasune em sua sala para ver se nada havia passado, batidas na porta tiraram sua concentração.
- Hokage-sama. – Shikadai se esgueirou pela porta.
- Entre. – ela deu uma breve olhada para ele por cima dos óculos e voltou à atenção para os papeis espalhados sobre a mesa – Onde está seu pai?
- Meu pai foi para casa. – respondeu preguiçosamente o jovem e alto rapaz muito parecido com o pai, exceto pelos olhos verdes da mãe – ele estava cansado e minha mãe precisava dele para algo. Por isso eu vim.
- Hn.
Sarada confiava no colega de academia. Shikadai era inteligente, afinal era um Nara.
Mas, nesse momento, ainda preferia a experiência de Shikamaru.
Amanhã exigiria mais dedicação dele e prioridade ao caso. Por hora, Shikadai serviria de ajuda.
- Boruto conseguiu capturar o guarda que lançou o genjutsu.
Sarada jogou os papeis na mesa e se levantou abruptamente.
- Por que não me disse antes? – perguntou já colocando sua capa com as inscrições "Oitava" e o chapéu de Hokage – onde eles estão?
- Na sala de interrogatórios. Boruto está tentando arrancar algo dele.
Sarada e Shikadai caminharam a passos largos até o local onde estavam. Entrou pela porta sem bater e encontrou um ninja amarrado, com vários selos explosivos colados pelas correntes.
Os olhos deles se cruzaram.
Nos olhos do ninja, chamado Kabaji, não se escondia o desprezo ao ver Sarada ali.
- Olha se não é nossa admirável Hokage Uchiha! – disse ele dando uma risada desdenhosa.
Sarada apenas o olhava de cima.
- Onde está Katasune?
O homem permanecia encarando-a nos olhos sem responder.
- Quem mandou você aqui? – outra pergunta.
Mais silêncio.
- O que vocês querem afinal? – Sarada disse já com a voz alterada.
O homem permanecia em silêncio e sorriu mais uma vez para ela.
Sarada tentou avançar para cima dele, mas Boruto se colocou a frente e a puxou para fora da sala.
- Desgraçado!
- Deixe ele comigo, Sarada. – Boruto disse para uma Sarada em fúria. – tudo o que ele mais quer é te provocar. E está conseguindo!
Ela bufou. Mas, Boruto tinha razão.
- Mais um pouco. E eu tomarei minhas próprias medidas. – disse ela se virando e saindo dali.
Boruto e Shikadai assumiram o interrogatório.
Horas se passaram e ainda não haviam avanços.
Kabaji estava determinado a guardar seu segredo.
A cada minuto, a raiva consumia Sarada mais e mais, até que ela se cansou daquilo.
Boruto usava novos métodos, até que ouviu batidas na porta.
- Boruto – Sarada chamou – seu tempo acabou.
- O quê? – perguntou ele já saindo pela porta. – Sarada, eu estou quase...
Ele parou de falar, quando viu Inojin atrás dela, os olhos deles se cruzaram, e então deixou os ombros caírem.
- Você foi buscar "ele" para usar o Shintenshin no jutsu, não é? – não escondeu o desdém ao se referir ao antigo amigo.
- Boruto já faz horas que estamos tentando o seu método e não há nenhuma resposta. Não temos muito tempo disponível e precisamos de pistas. – respondeu Sarada.
- Eu estava sim conseguindo algo. Mas, do MEU jeito, com o MEU prisioneiro! – elevou a voz.
- Boruto, as coisas não estão funcionando aqui, e a Sarada precisa dessas informações com urgência – disse Inojin com sua habitual objetividade – e o jeito mais fácil e rápido seria eu usar o jutsu de invasão de mentes do meu clã.
- Você sempre é a saída mais fácil não é, Inojin? - não escondeu o tom de desafio.
Os dois se encararam por alguns instantes com olhos semicerrados.
- Nós não temos tempo para isso. – Sarada interrompeu os dois – Boruto, nós assumimos daqui. Obrigada, por manter a sua promessa.
Ela deu a ele um olhar verdadeiramente agradecido. Mas, Boruto apenas se virou deixando como único som o farfalhar leve da capa escura que usava.
O coração de Sarada sentia-se apertado, mas ela tinha coisas mais importantes para tratar naquele momento.
Shikadai usou seu Kage Mane e imobilizou Kabaji, que se debatia ao saber o que estava por vir, e então Inojin invadiu sua mente.
Alguns instantes se passaram e a ansiedade de Sarada aumentava a ponto de ela apertar as unhas nos braços, olhando para Inojin de olhos fechados concentrado no que fazia, até que ele desfez o selo e abriu os olhos ofegando.
- E então? – Sarada perguntou ansiosa.
- Ele não sabia muito. Quem quer que seja o líder, teve cuidado para não dar muita informação aos seus colaboradores, nem nomes ou rostos.
- Tsc. – Sarada trincou os dentes frustrada.
- Mas, foi ele quem arquitetou o plano das pichações, porque este era o sinal para um ataque que ocorrerá em breve, aqui dentro da Vila.
Sarada arregalou os olhos.
- Uchiha desgraçada! Nós vamos acabar com você! – gritou Kabaji.
E Sarada se adiantou desta vez dando um soco em seu nariz que, apesar de não ter colocado muita força, fez o sangue jorrar.
- Inojin, se este era o sinal para o ataque, tente vasculhar na mente dele quanto tempo até acontecer. – disse ela, não escondendo o orgulho em seu sorriso de canto.
Kabaji arregalou os olhos e bufava de raiva, até levantar o queixo e deixar um sorriso surgir em seus lábios.
- Ansatsu. – disse baixinho encarando seu rosto.
Sarada sentiu a paralisia tomando seu corpo, primeiro pela palavra proferida, segundo pelo fato de Kabaji começar a espumar pela boca e sangue escorrer de seus olhos e ouvidos até que seu corpo começasse a secar e se desfazer em um pó acinzentado.
Sarada não conseguia se mexer.
Até que sentiu seu corpo sendo sacudido por Inojin, que gritava seu nome, mesmo que ela não escutasse nada.
Fechou os olhos mais uma vez e respirou fundo como sua mãe dizia.
- Shikadai, Inojin. Vocês ouviram. – assumiu sua frieza Uchiha – preparem as defesas, um ataque está por vir.
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E aí chuchus, gostaram?
me digam
ando bem insegura com essa fic
aasjaijaisjiasjias
ando apanhando bastante tentando fazer ela nao ficar OOC. É bem complicado, visto que não tem referência deles como adultos né XD
nem a antiga geração e nem a nova.
A não ser o Gaiden e do filme Boruto.
mas, me digam o que pensam
como disse em alguns reviews, a Sarada mais seria assim, me baseio no Naruto pré-Boruto, onde ele trabalha demais e se dedica muito.
Como a Sarada se espelha muito nele, e desde agora aos 12 está focada em ser Hokage, acho que ela poderia acabar focando demais nisso ahahhahah
enfim
beijos pra quem é beijos, abraços pra quem é de abraços
S2
vocês me ajudam muito
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