Episódio
Três –
Outro caso.
- Ficou feliz com a minha presença? – perguntou Cho dando um selinho no namorado.
- Claro. Quem não ficaria? – respondeu ironicamente mas ela não percebeu.
- Que fofo! – disse ela passando os braços pelo pescoço dele e dando um beijo forçado que ele não retribuiu – Aonde é que você estava?
Ele revirou os olhos na direção do teto, cansado.
- Eu fui assistir a uns filmes.
- Onde?
- No pólo norte! – respondeu obviamente.
Ela caiu na gargalhada.
- Que tipo de filme? O Grinch? – e riu da própria piada. Harry fez um olhar de peixe morto. Ela parou de rir de repente e fez cara de brava – Com quem?
- Com uns amigos, oras!
- Que amigos? Aposto que tava me traindo!
- Não, não eu estava te traindo... Só fui ver filme mesmo!
- Como ela era? – perguntou Cho séria dando um tapa no braço de Harry – Mais gorda ou mais magra que eu? Ela fez plástica? A plástica dela é melhor ou pior do que a minha?
Harry soltou um suspiro.
- Como você veio parar aqui?
- Vim com o meu carro.
- Mas ele não estava na frente de casa...
- Claro, né? Eu queria fazer surpresa! – e encheu seu rosto de beijos – Por isso escondi!
- Vamos dormir...
- Eu no seu quarto, né? – perguntou ela super empolgada.
- Não... Você na sala! E eu no quarto!
Ela fez biquinho mas não pareceu se importar. Harry foi até a cozinha, encheu um copo de água e subiu para o quarto, meio confuso.
Harry acordou no dia seguinte com Cho pulando em sua cama, não gostava de acordar cedo, mas por um lado tinha um ponto positivo, estava quase perdendo o horário para ir até a praia com os amigos.
- Nós vamos à praia hoje – disse Harry com Cho deitada ao seu peito, acariciava os seus cabelos lisos e sedosos – Vai ser divertido... Você vai poder conhecer os meus novos amigos.
- Amigos ou amigas? Você andou me traindo, né?
- Cho! Quanta paranóia! Deixa disso, eu amo você e você sabe disso!
- Mas... Os cabelos das suas amigas são mais lisos do que o meu? As chapinhas delas são de boa qualidade?
Harry suspirou e beijou o topo da cabeça da namorada.
- Vou escovar os dentes e vamos descer para tomar café, tenho que convencer o papai de me emprestar o carro!
Harry terminou de escovar os dentes, sequer tomou banho de tanta empolgação e correu para os andares debaixo com as mãos entrelaçadas às da namorada. Sentaram à mesa, conversaram com os pais de Harry, trocaram piadas e eles acabaram cedendo.
- Desde que você volte cedo!
- Let's go, amor! – disse Cho toda empolgada dando um beijo no rosto de Harry chegando por trás.
Harry e Cho pegam suas mochilas, jogam no porta-malas do carro e vão até a casa de Rony. Ao buzinar, Rony apareceu pela porta com Gina.
- Ei, vocês vão de carro?
- Vamos! – disse Harry abaixando o vidro, deixando o som alto dominar todo o quarteirão – Não gasta gasolina não, pega carona com a gente!
- Beleza! Cabe mais três aí atrás?
- Se não couber vão no porta-malas, é bem espaçoso! – disse Harry baixando o som para falar com Rony melhor.
Simas apareceu carregando as malas de Rony e Gina que estavam de mãos livres.
- Por isso é bom ter cunhado, são nossos burros de carga! – comentou Rony pulando dentro do carro – Eae, beleza?
- Cho, esse é o Rony! Rony, essa é a Cho!
Eles trocaram cumprimentos e sorrisinhos, e logo estavam na estrada em direção às praias do litoral que não era muito longe dali.
Assim que chegaram, Hermione apareceu na direção deles toda sorridente dizendo que tinha vindo mais cedo com os pais.
- Eles estão ai? – perguntou Rony amarrando a cara ao dar um selinho na namorada.
- Estão – ela fez um bico forçado – Mas a gente pode dar umas escapadas – e piscou para ele – Brincadeirinha!
Cho amarrou a cara ao cumprimentar Hermione assim como fez com Gina no carro.
- Vamos armar as cadeiras – disse Harry abrindo o porta-malas – Ajudem aqui, Simas! Rony!
Os dois carregaram toda a bagagem enquanto as garotas vinham conversando, isso não incluía Cho que vinha com o braço enroscado em Harry como se ele fosse fugir correndo pelo mar.
- A gente podia surfar – inventou Rony enquanto armavam as cadeiras.
- Seria uma boa – apoiou Simas – Eu trouxe duas pranchas! E a Hermione trouxe mais uma!
- Eu vou com vocês – disse Cho que não queria ficar com Hermione e Gina.
- Desculpa, só temos três pranchas – cortou Rony educadamente.
Cho fez cara de quem comeu e não gostou.
- Tudo bem – ela tirou um leque da bolsa de palha e começou abanar em si mesma – Eu vou ficar aqui assistindo!
Harry, Rony e Simas foram pegar as pranchas no carro, voltaram para a praia e ficaram um tempão tentando se manterem equilibrados, mas Harry era o que menos conseguia por falta de treino.
- Eu sou bom nisso – comentou Simas após de ter capotado nas ondas – Quando eu era pequeno treinava o dia inteiro!
Eles mergulharam para molhar o rosto e quando Harry voltou à superfície escutou alguém tossindo.
- Ei... Ela está se afogando! – apontou Simas para um grupo de garotas em volta.
Harry deu outro mergulho e chegou até lá às braçadas, agarrou a garota pela cintura e com o outro braço puxou-a para a parte mais rasa da praia, uma mulher de cabelos negros cuspia água e tossia sem parar, um monte de gente o seguia.
Harry depositou a mulher na areia e nessa hora já havia centenas de pessoas em volta assistindo. Harry que tinha feito técnicas de respiração boca a boca em sua velha escola, colou à boca na da mulher e em poucos segundos ela estava cuspindo água pela boca.
Cho apareceu entre a multidão e ao ver a cena, arregalou os olhos, toda zangada e saiu correndo.
- EI! ESPERA! – gritou Harry indo em sua direção, mas as amigas da afogada seguraram o garoto pelo braço.
Harry ficou por mais algum tempo conversando com elas, e quando a morena tomou consciência do ocorrido, agradeceu a Harry toda sua vida, e eles acabaram ficando amigos. Harry nem se deu conta que Cho tinha pegado a chave de seu carro e ido embora.
- Ela é paranóica, sério – comento Gina entrando no carro de Hermione para pegar carona de volta – Ela me xingou de palavrões terríveis!
- Vou falar com ela – resmungou Harry apertado no banco de trás com os demais. Cho não tinha o direito de pegar o carro DELE e ir embora assim, sem mais nem menos.
A viagem de volta foi todo aquele estresse, todos muito mal acomodados pelo espaço pequeno que foram obrigados a dividirem, sem contar a raiva que Harry sentia de Cho, mal conseguia parar de falar sobre ela.
Ao chegar em casa, deparou com o carro estacionado na garagem, subiu correndo até o quarto e sua mãe atrás, toda preocupada.
- Filho, o que houve com Cho? Vocês brigaram?
- Ela esteve por aqui, né?
- Veio... Ela deixou o seu carro, pegou a mala dela , colocou no carro dela e se mandou... Foi toda grossa... – disse Lílian preocupada – O que houve?
- Eu... Eu apenas salvei uma garota que tinha se afogado, e ela ficou toda ciumenta... – Harry deu um soco na parede de raiva – Esse namoro está me sufocando, mãe!
Lílian puxou Harry pelos ombros e o abraçou, deslizando suas mãos pela sua cabeça.
- Vai ficar tudo bem, você vai conhecer outras garotas aqui em Nova York.
Harry abraçou sua mãe com força, sentindo-se confiante, confortável e protegido.
Naquele mesmo dia, ao sair do banho, Rony apareceu na casa de Harry, eles passaram um tempão conversando sobre o ocorrido, o moreno estava morrendo de vergonha com tudo o que tinha acontecido.
- Vamos esfriar a cabeça, e sair – disse Rony pegando o celular – Está sem crédito... Posso usar o seu telefone?
Harry pegou o telefone do quarto e arremessou na direção de Rony, este pegou no ar e apertou os botões, colocou no ouvido e começou a falar com alguém sobre um tal barzinho.
- Tenho uma ótima programação para você esquecer a sua namorada, ou ex, sei lá – disse Rony desligando o telefone – Acabei de falar com o pessoal do quarto ano e eles me disseram que tem um barzinho com música ao vivo aberto. A gente pode ir lá tomar umas cervejas e esquecer dos problemas.
- Beleza, vou só trocar de roupa – disse Harry despindo os chinelos e a camiseta.
Rony virou os olhos para um quadro de fotografias, onde metade delas estavam Harry e Cho.
- Vocês terminaram?
- Acho que sim – comentou Harry sacudindo os ombros enquanto trocava o short por uma calça jeans.
Assim que ficou pronto, Harry e Rony foram a pé para o centro já que não era muito longe, desceram algumas ruas e pararam em frente a um lugar agitado.
- É sério, muito legal aqui – disse Rony dando as entradas para o segurança.
Era um lugar calmo, uma banda no canto cantava ao som de músicas calmas como Untitled – Simple Plan.
Escolheram uma mesa no fundo e pediram cervejas, brindaram e começaram a tomar alguns goles.
- Sabe aquele cantor? – perguntou Rony agachando na direção de Harry.
Harry olhou por cima do ombro e viu um garoto todo rebelde, com os cabelos loiros e lisos bagunçados na face. Cantava tanto que parecia que a goela ia saltar pela boca aberta.
- Sei...
- Ele é o filho de um dos maiores advogados do país! – comentou Rony – O nome dele é Draco Malfoy... Ele é todo mimado, só anda de carros chiques!
- E por que ele trabalha em uma banda?
- Porque o pai dele o obriga a estudar e ele inventa estar trabalhando com a banda para não ter a obrigação de passar no vestibular! Além disso... Ele fica cada vez mais popular já que não tem lábia para tanto...
- Certo... – concordou Harry virando a cerveja de uma vez. Rony falava sobre o garoto com tal repugnância que Harry não entendia o porquê.
- Ele vive arranjando brigas pelos lugares, mas quando é pra valer, ele estrala os dedos e os seguranças vêm brigar por ele.
Harry continuou curtindo a música enquanto bebia alguns goles, não via tanta maldade assim em Draco como Rony via, mas isso porque era só o começo...
Por trás do balcão tinha uma garota pegando uma garrafa de Smirnoff, uma garota de cabelos pretos e bem vestida.
- Ei... Ei... – disse Harry apontando com a cabeça para a menina – Posso estar alcoolizado, mas... Aquela menina não é a que eu salvei hoje?
- Parece muito – concordou Rony seguindo ela com os olhares. A garota andou pelas mesas e sumiu por trás do palco – Ah! Ela é a segunda vocalista da banda!
A garota subiu no palco e pegou o microfone para a próxima música.
- Ela foi selecionada há poucas semanas! Tinha me esquecido...
- Sabe o nome dela? – perguntou Harry ligeiramente interessado.
- Ahm... Pamela... Pam... Alguma coisa, não sei não...
No quinto copo de cerveja, Harry começou a sentir que a sua visão estava mudando de posição. E ele não conseguia tirar os olhos da morena no palco, mas a garota nem tinha notado a sua presença, estava toda empolgada cantando para um grupinho de garotos no palco que encaravam ela com malícia.
- Acho melhor irmos embora... – disse Harry zonzo.
Ao levantar, deixou a cadeira cair, sem querer acabou chamando atenção da banda pelo estrondo, e a garota olhou em sua direção. E ficou sem ar.
- Ela te viu – disfarçou Rony agachando para amarrar o tênis.
Nesse exato momento, Harry olhou para o palco e a viu. Olhares sincronizados.
- Vamos embora antes que ela chame você para subir até no palco – disse Rony passando o braço pelos ombros de Harry e o conduzindo para a saída.
No meio do quarteirão, quando Rony achou que estava livre de toda a vergonha que tinha passado, a garota de cabelos morenos alcançou-os.
- Ei... Esperem, por favor – disse ela apressada – Eu preciso agradecer, mais uma vez!
Harry olhou em sua direção.
- Olá – disse ele meio sem graça – Imagina, não foi nada.
- Mas... Mesmo assim. Obrigada, de verdade – ela estendeu a mão no ar e Harry apertou – Prazer, meu nome é Pansy! Pansy Parkinson!
- E o meu é Harry. Harry Potter!
Eles sorriram.
- Se não se importa, tenho que voltar... A próxima música eu canto bem no começo!
- Tudo bem... A gente se vê por aí – disse Harry acenando.
Rony deixou Harry casa sabendo que ele conseguiria subir as escadas sem muita dificuldade.
A semana passou depressa, a vaga cena de Pansy nem chegou a ficar por muito tempo na cabeça de Harry, assim que viu Gina vindo em sua direção na primeira segunda-feira já sentiu todo aquele arrepio, formigamento...
Simas e Gina brigaram na quinta feira, para a alegria de Harry que matou as últimas aulas só para consolar a garota que chorava na cantina da escola, mas infelizmente foi em vão, porque naquela mesma tarde tinham se desculpado e estava tudo de volta ao normal. Harry sentiu-se ligeiramente idiota pelo ocorrido e quando chegou sexta-feira agarrou-se ao livro de literatura sabendo que teria prova na outra semana sobre o tal livro.
Deitado em sua cama, ainda nas primeiras páginas de um livro totalmente chato, o seu celular vibrou em cima da escrivaninha, sabia que era Cho ligando pela vigésima vez para pedir desculpas e voltarem, por isso nem se deu ao trabalho de atender. Mas após três vibrações, um novo toque surgiu, o que significava que não era Cho... E sim... Qualquer outra pessoa...
Saltou da cama e agarrou o celular, abriu-o e meteu na orelha.
- Alô!
- É do celular de Harry?
- Sou eu mesmo, quem fala?
- Eh... Sou eu, Pansy! – disse em uma voz meiga que bambeou as pernas de Harry – Tudo bem com você?
- Tu... Tudo jóia – ele praticamente gaguejou – E você?
- Ótima também... Ei... Gostaria de agradecer por ter salvado a minha vida...
- Não precisa – disse meio envergonhado – Você já disse obrigado e já é o suficiente!
- Eu sei, mas eu não me sinto satisfeita! Eu sinto que falta algo mais... Que tal tomarmos um sorvete?
- Ah – ele coçou a nuca, olhou para o livro de literatura.
O que seria mais legal? Tomar um sorvete e fazer novas amizades ou ler um livro chato de literatura sobre um relacionamento de um homem e uma mulher o que deixava na dúvida se o cara era corno ou não. Problema deles, oras! Se ela traiu ele, ou não... Isso não interessa!
- Tudo bem! – concordou ele – Onde você pretende ir?
- Estarei esperando você daqui 20 minutos em frente à sorveteria Bloomsburry!
- Ótimo – disse Harry assentindo – Te vejo lá!
Ele desligou o celular, já ligou o sistema de GPS e procurou por alguma sorveteria chamada Bloomsburry, enquanto isso trocava de roupa e foi seguindo o caminho através do celular.
Chegou facilmente até a sorveteria e a garota de cabelos negros estava lá, usando uma saia típica de países tropicais, o que não é muito bem o caso desse país.
- Harry! – ela passou os braços pelos seus ombros e o beijou no rosto – Que saudades!
- O mesmo – disse ele sorrindo.
Eles sentaram em uma mesa próxima e começaram a tomar sorvete enquanto se conheciam melhor, Harry perguntou sobre a banda, e tudo mais... Eles conversaram sobre diversos assuntos mas a cada cantada que ele dava, ela não retribuía e mudava de assunto na mesma hora.
- E como conseguiu o meu celular? – perguntou Harry não estando lembrado de dar o número a ela.
- Ah! Os meus contatos – disse ela sorridente.
Na entrada da sorveteria, estavam Simas e Gina entrando de mãos dadas, estavam dando a maior gargalhada como se tivessem ouvido a piada do ano. Ou melhor, a piada que os levariam a ganhar o prêmio Nobel. Er... Essa piada foi forçada, sorry!
Depois de ter sido tão idiota em consolar Gina... Eles tinham voltado... VOLTADO! Harry fora usado! Ela sequer tinha agradecido pelos conselhos...
A mão de Pansy estendida sobre a mesa fez Harry a ter um súbito desejo por Pansy, ainda maior do que deveria, olhou em sua direção ignorando suas falas. Levantou do banco e a puxou com as duas mãos em direção à cabeça, Harry a calou com os lábios, sabendo que de alguma forma poderia afetar Gina.
FLASH.
Eles sentiram um clarão na direção deles, e Pansy o empurrou contra a cadeira.
- NÃO! – gritou ela chamando a atenção de todos. INCLUSIVE, Simas e Gina que olhavam abobados na direção dos dois – Eu tenho namorado – ela limpou os lábios na manga como se sentisse nojo – Não confunda as coisas! – ela pegou a bolsa, passou pelo braço e saiu correndo indo atrás de algum dos repórteres que tinha tirado a foto e provavelmente no dia seguinte seria manchete de jornal.
- Uau! Que beijo foi aquele? – perguntou Gina boquiaberta – Dando em cima da namorada de um dos caras mais poderosos de Nova York!
Ele tirou alguns dólares da carteira e deixou na mesa, incluindo uma boa dose de gorjeta.
- A gente se fala mais tarde – ele disse sem olhar na cara de Gina, morrendo de vergonha, sentindo o coração disparar.
Tinha sido a pior humilhação de toda a sua vida!
xxXXxxXXxx
- Lupin? – perguntou Lílian do outro lado da linha, no telefone.
- Lílian?
- Você me reconheceu! – disse ela toda empolgada, segurando o cartãozinho com o número do telefone dele – Você lembrou de mim! – O que muitas vezes o próprio marido não fazia.
- E como vão as coisas? Já mandou consertar o carro?
- Já sim, está tudo pronto... Por isso te liguei!
- Sem problemas, pode me passar o número da sua conta que eu deposito o dinheiro!
- Não... Não vou fazer isso, só liguei para agradecer!
- Agradecer o quê? Por eu ter batido em seu carro? Sem problemas, posso fazer isso mais vezes, se quiser – disse brincando.
Lílian riu alto, até demais, e deixou o cartãozinho cair de suas mãos.
- Não... Não é disso que eu falo... Ah! É que sei lá... O senhor foi tão atencioso comigo...
- O senhor não! Por favor, para você meu nome é Remo!
- Ah... Certo! Remo... Então... Só liguei para conversar mesmo e dizer que está tudo bem, não precisa se preocupar!
Ele tossiu do outro lado antes de voltar a falar.
- Eu quero que te pagar, juro! Se não eu vou ficar ofendido com isso!
Ela ficou ligeiramente corada.
- Ora, não precisa, é sério...
- Mas eu quero! Vamos fazer o seguinte... Eu passo aí na sua casa e deixo o dinheiro, pode ser?
Ela revirou os olhos, pensativa. Por mais educado que fosse, não poderia passar o endereço de sua casa a um estranho. Era bom se prevenir, né?
- Olha... A gente pode sair no sábado que vem, pode ser? E você paga a conta!
- Claro! – disse ele animado – Aonde vamos? Conheço ótimos barzinhos...
- Vou levar o meu marido – disse ela sentindo o estômago afundar – Sou casada – explicou a ele rapidamente para que não fosse cantada, ou qualquer coisa do tipo.
- Certo... Certo... – ele pareceu desconcertado do outro lado da linha – Vou levar minha namorada então... Era segredo o nosso namoro, mas... Como saiu no jornalzinho da escola... Acho que todo mundo já sabe!
- Ah! É você que saiu na capa do Profeta Diário? – perguntou Lílian lembrada de ter conversado com Harry sobre o jornal da escola.
- Isso... Eu estou saindo com a professora de Literatura, Tonks!
Ela deu uma risadinha em resposta.
- Ótimo... Volto a te ligar em breve até sábado que vem! Tchau!
- Até! – ele respondeu.
Ela desligou o telefone e ficou pensativa. E subiu até o quarto de Harry. Precisava saber mais sobre isso... Não que ela fosse intrometida, mas... A curiosidade ataca qualquer um!
Ela pegou o Profeta Diário em cima da escrivaninha e começou a ler...
xxXXxxXXxx
Harry e Rony estão em uma partida de vôlei no meio da quadra toda ensolarada. Bola vai, bola vem. Harry melhorando o seu desempenho a cada jogo, Rony dando alguns conselhos para que ele pegasse a bola com mais firmeza. Harry ensinava Rony a dar algumas cortadas usando um pouco acima do pulso.
- Eae gostou de ter saído aquele dia? – perguntou Rony devolvendo a bola, referindo-se ao barzinho.
- Claro, foi muito bom – comentou Harry pulando alguns centímetros para pegar a bola – Aquela menina é muito bonita!
- Sério? – perguntou Rony rindo – Você acha a Pansy bonita? – ele pegou a bola no ar e segurou com as duas mãos, interrompendo a jogada.
Harry sacudiu os ombros em resposta.
- Cara. Ela tem mais bigode que o Dumbledore! Dá até para fazer tranças! – comentou Rony incrédulo.
Harry continuou em silêncio. Gina e Hermione que estavam sentadas na arquibancada de calcário se pronunciaram.
- Sem contar... O cabelo dela... Horrível! Todo pichaim – acrescentou Gina em alto e bom som – Ela deve usar chapinha, com certeza!
Hermione escondeu o rosto com o cabelo escorrido por trás de um livro, toda envergonhada.
- Acho que ela deve esconder litros de banhas embaixo daquelas calças agarradas – disse Gina tentando mudar o foco.
- Ele deve roncar mais do que a Tia Muriel à noite!
- Eu não acho! – defendeu Harry tirando a bola das mãos de Rony e foi até o fim da quadra sacar.
Rony ficou com cara de peixe morto e deixou a bola passar, de repente, começou a gritar.
- Cara! VOCÊ DORMIU COM A PANSY OU ALGUMA COISA DO TIPO?
- Desgraçado! – berrou uma voz vindo do portão.
Harry olhou na direção dele e tinha um loiro parado ao portão, correndo em sua direção, antes que pudesse dizer ou fazer qualquer coisa, sentiu a mão do rapaz roçar no seu rosto com toda a força do mundo, impulsionando Harry de costas contra a quadra. Tinha acabado de tomar um soco de Draco.
- O que você quer? – perguntou Harry caído no chão, com os lábios sangrando.
Rony grudou em Draco e os dois saíram se chutando. Logo chegou Pansy segurando o jornal nas mãos.
- Eu sai no jornal? – perguntou Harry vendo ela segurar um jornal famoso da cidade.
- E não é qualquer jornal – corrigiu Hermione – Parece que é o New York Times!
- Pior... – comentou ela colocando o cabelo atrás da orelha – Saímos em todas as páginas de internet!
Draco, todo vermelho, joga Rony contra o chão de quadra e volta na direção de Harry.
Nota do Autor:Oi gente. Tudo bem com vocês? Desculpa não comentar todos os comentários, mas eu agradeço muito mesmo. Se eu for responder ao comentário de cada um vou ficar mais atrasado ainda com a postagem do capítulo. Peço perdão, só estou atrasado por 30 minutos. Só 30... Hehehehe! Me perdoem, please! Beijos, até o próximo. Desculpem, please? Da próxima vez eu respondo... Juro!
PRÓXIMO CAPÍTULO
Música: Kelly Clarkson - Breakaway.
-
Eu fui aceita... Em Hogwarts! – explicou Lílian ao marido
sublinhando as palavras. - Você não vai –
disse Tiago nervoso - Não quero que você encontre o
Lupin novamente! - O que? – agora quem não tinha
ouvido direito era ela. - Você não vai trabalhar
em Hogwarts! - Por que? – ela perguntou assustada. -
Você não vai e ponto final! E se você me desafiar,
eu termino de uma vez por todas esse casamento! – ele disse todo
autoritário – Perdi a fome! – pegou a maleta e saiu pela
porta, provavelmente ia almoçar fora.
