A Força do Querer e do Poder
Quinze dias depois estavam todos presentes na segunda audiência. A juíza Kikyo Notama deu início. Os advogados de Sesshoumaru apresentaram todos os argumentos que enalteciam a condição do CEO, dizendo que a criança teria melhores condições de vida já que o pai é um executivo de renome e outras coisas, mas que não foram suficientes para que a guarda da criança ficasse com ele, mesmo tendo descoberto a paternidade a pouco tempo. Já o advogado de Rin mostrou provas o suficiente, pois mesmo levando uma vida humilde, Rin educava bem a filha, tinha um emprego e um endereço fixo. A juíza deu ganho de causa e a guarda definitiva para a mãe.
Rin agradeceu a Deus por este pesadelo ter acabado. Finalmente não corria o risco de perder sua menina. Na saída do tribunal, Sesshoumaru não deixou por menos.
- Isso não vai ficar! Meus advogados entrarão com recurso! Definitivamente ficarei com a guarda desta criança, senhorita Maeda! Eu quero e posso!
Rin lhe deu uma resposta à altura.
- Sério?! Acha mesmo?! Então o que aconteceu com os seus 5 advogados caros que não deram o seu melhor hoje e perderam uma reles causa para uma humilde mãe solteira, senhor WaeTaisho? – Rin se aproximou dele encarando-o - Descobriu que tem uma filha e refere-se a ela como "esta criança". Em momento algum dentro daquela sala do tribunal a chamou pelo nome, ou mesmo de "minha filha". Tem certeza que quer mesmo a guarda dela? Ou isso é só mais um capricho de um executivo rico e mimado?
Sesshoumaru ficou irado com as palavras ditas por Rin. A vontade dele era de fazê-la calar a boca. Saiu batendo o pé acompanhado dos seus advogados inúteis e por Jaken.
Rin estava em casa no fim do dia. Antes de chegar levou um sermão do chefe pois ela estava trabalhando só meio período por conta do processo e isto estava atrapalhando o serviço dela. Aguentava calada a bronca por que ela não podia perder o emprego agora, seria muito ruim, pois poderia correr o risco de perder a guarda da filha que ganhou, haja visto que Sesshoumaru voltaria a mover o processo novamente. Ela sem emprego daria chances para dele ficar com a menina. Sango veio vê-la com o marido.
- Tia Sango! Veio me buscar?
- Ai minha fofa! – ela abraçou a afilhada – Sim!
- Mamãe, o tio Miroku vai me levar para tomar lanche. Posso ir?
- Ah, Suyen! Lanche no meio da semana? Já conversamos sobre isso.
- Deixa mamãe. Eu como só um pouquinho, vai!
- Deixa, Rin. Prometo que não vamos exagerar.
- Tá bom, Miroku.
O homem beijou a mulher e saiu com as crianças, deixando as amigas a sós. Rin contou como foi a audiência de custódia.
- Hahahá! Eu daria a pontinha da minha unha para ver a cara dele! Não lhe disse que íamos ganhar? O doutor Kouga Wolfgang é o melhor!
- Pois é. E agora vou trabalhar feito uma condenada para pagar os honorários dele, não ficou barato.
- Já lhe disse que não precisa se preocupar. A propósito, isso é para você.
- O que é?
- Abra.
Rin pegou das mãos de Sango um envelope. Quando abriu viu um bolo de dinheiro.
- Nãonãonão e não! – devolveu o envelope – Definitivamente não, Sango! Não posso aceitar!
- São minhas economias, para ajudar nas contas da casa. Deixa que do advogado eu e o Miroku cuidamos.
- Não! Tome!
- Rin! Você precisar acertar o aluguel que está atrasado e as principais contas da casa. A Su e você precisam de um endereço fixo. Ou você acha que o Sesshoumaru vai te deixar em paz? Qualquer problema que tenha ele vai usar contra você e entrar na justiça de novo!
Rin respirou fundo e encarou a amiga que mais uma vez tinha razão. Mas ainda assim ela não poderia aceitar. Eles tinham 3 filhos para cuidar e fora os problemas que todo mundo tem. Ela e sua filha não poderiam ser um fardo.
- Aceite.
- Sango... não posso... vai faltar para vocês...
- Por hora não. Agora pegue, guarde e use em caso de urgência, pelo menos com essa intenção.
- Está bem. Mas assim que puder eu vou pagar tudo. E não adianta dizer que não precisa. Só aceito se for assim.
- Feito.
- Agora eu posso respirar aliviada. O Sesshoumaru não aceitou a guarda compartilhada e a juíza lhe disse que ainda assim, como pai, ele tem o direito de ficar com ela no fim de semana a cada 15 dias.
- E será que ele vem buscá-la?
- Ele disse que não. Mas a juíza lhe chamou a atenção que como pai, ele deve sim ter contato com a criança já que foi ele que moveu a ação. Se ele não cumprir, fica a critério dele, não poderá reclamar depois. E ainda o obrigou a pagar a pensão desde o dia do nascimento da Su.
- Sério?! Não acredito. Mas sem você mover ação contra ele?
- Eu disse que não faria isso. Se não fiz quando a menina nasceu, não ia fazer agora. Mas a juíza Kikyo disse que isso não vem ao caso, pois se trata do bem estar da criança, e que, como ele tem uma boa e polpuda condição financeira, ele vai pagar sim o valor corrigido e atualizado e até minha filha concluir a faculdade.
- Caracoles meu! Pagar a pensão até a Su tiver uns 25 anos, quando se formar?! Gente, por essa Sesshoumaru não esperava, bem feito para ele! Háháhá!
- Sim, se ela estiver estudando até lá, e claro que ela vai continuar. Não vou permitir que ela pare de estudar nunca. Ainda vou sentir muito orgulho da minha filha.
Sango foi até a cozinha, abriu a geladeira e pegou uma garrafa de vinho.
- Vamos brindar! – e encheu 2 copos.
- San... é quarta feira ainda... não dá para ficar alegrinha...
- Pela vitória que teve, hoje pode sim.
- Está bem, um brinde só. Ah! – ela bebericou um gole – E ainda vamos ao cartório acompanhado do oficial de justiça e advogados para mudar o nome da Su com reconhecimento de paternidade por causa do exame de DNA que ele fez.
- E vai ficar como?
- Suyen Maeda WaeTaisho.
- Vai ter o sobrenome do pai, ordem da juíza, né?
- Exatamente. Mas eu deixei bem claro que não queria nada disso. Mas a juíza disse que é para garantir os direitos dela como herdeira dele.
- Uau!
- Uau!
As duas riram. Sim, mudanças na vida da pequena Suyen. E Rin ainda tinha que conversar com a filha e explicar-lhe que o seu pai já voltou dos States e que ela ia conhecê-lo, e realizar o desejo que pediu no dia de seu aniversário.
- Sango, quero te pedir um favor.
- Claro, o que é?
- Quando a minha mãe ligar não conte para ela sobre este problema com o pai da Su. Não quero preocupá-la, eu espero não ter mais problemas com o Sesshoumaru. Apesar de não nos ver durante esses 5 anos pelos menos contato por telefone eu mantive com a mamãe, só meu pai que não fala mesmo comigo.
- Pode deixar.
[...]
No outro dia quando chegou na empresa de cosméticos Keshohin's Cosmetics Rin teve uma bela surpresa. A entrada estava repleta de repórteres que descobriram onde era seu local de trabalho. Os seguranças impediam a entrada deles no prédio. Rin foi cercada por todos eles, tentava sair do meio mas não deixavam.
- Senhorita Maeda! Não quer a herança em vida para sua filha?
- Pretende se casar com o milionário WaeTaisho?
- Porque não deu o golpe da barriga quando sua filha nasceu?
- Está precisando de dinheiro por isso só revelou agora que tinha tido uma filha com o executivo?
- Responde por favor!
Perguntas descabíeis, flashes e um empurra-empura até que Narake Goshinki apareceu na entrada e deu um berro.
- Parem com isso! Deixem ela passar!
Eles se afastaram o suficiente para que Rin corresse para dentro e o grupo foi atrás dela, mas os seguranças fecharam a porta. Ainda assim se ouvia a insistência deles para que Rin desse uma entrevista. Ela entrou na empresa e viu os olhares de desaprovação de vários colegas de trabalho.
- O que está fazendo aqui ainda, Rin? – perguntou uma tal de Kaname, uma puxa-saco de Narake que era louca por ele e queria a todo custo o cargo de Rin. – Você não precisa mais trabalhar o resto de sua vida. Só o que sua filha vai receber de herança será o suficiente para as duas viverem bem.
- Cala a boca, Kaname!
- É, quem te viu quem te vê! Com essa carinha de santa quem ia adivinhar do que é capaz!
- Retire o que você disse!
- Pare! - Rin foi para o lado dela, mas Ayame a deteve – Não perca seu tempo com essa cobra. O senhor Narake esta te chamando na sala dele.
Rin saiu e pode ouvir a amiga a defendendo da cobra da Kaname. Ao entrar na sala viu que o chefe não estava de bom humor.
- Senhorita Maeda, me responda, por que não me avisou que se ia se tornar o centro das atenções?
- Eu? Nunca, senhor Narake...
- Ah não! Então por que a porra da entrada da minha empresa está cheia de gente da mídia querendo entrevistá-la?!
Rin nem respondeu.
- A estrela do momento perdeu a língua? Nossa que pena! E ainda por cima é burra!
- Não precisa me ofender!
- Ofender?! Ui! Desculpas alteza, agora que é uma estrela devo tratá-la como uma rainha. É o cúmulo!
- Senhor Narake, eu não tenho culpa se a imprensa está aí na porta...
- Ah não tem culpa?! – pega o jornal – Olhe para isso! Uma foto sua saindo do hospital com a filha que teve de um milionário! – Rin olha para a foto - Sabe o que é pior! Teve um envolvimento com um cliente importante de um dos nossos colaboradores! Já me ligaram aqui querendo a sua cabeça!
- Quê?!
- A senhorita está demitida. A quero fora daqui!
- Eu não posso perder o emprego! Acabei de ganhar o processo de guarda da minha filha! O senhor sabe como eu batalhei por isso!
- Não é problema meu! Saia, para que esses abutres da imprensa sumam da minha porta! Se tem alguém que merece os holofotes sou eu! Fala sério!
Rin saiu cabisbaixa* da sala para sua mesa. Pegou uma caixa e começou a retirar suas coisas. Ayame veio correndo.
- Rin! O que que aconteceu?
- Fui demitida.
- O quê?! Mas ele não pode! Por quê?!
- Por causa da imprensa que está aí na porta. O senhor WaeTaisho é sócio de uma agência de modelos que são contratadas para as fotos do catálogo de perfumes da Keshohin's Cosmetics. Pediram minha cabeça.
- Mas isso não é justo!
- O que é justo nessa vida, Ayame?
As duas amigas se abraçaram. Ayame a acompanhou até a saída dos fundos e olhava de cara feia para todos os colegas para que ninguém dissesse um ai para Rin, principalmente Kaname que tinha um sorriso de sarcasmo no rosto.
[...]
Rin foi para casa e como não tinha mais emprego foi buscar a filha na escolinha. Ao chegar lá teve o maior dos sustos.
- Como assim a minha filha já foi embora?! Para quem vocês a entregaram?!
A funcionária ficou sem graça.
- Ah... mas... o pai... foi entregue na mão do pai! E...
Rin nem esperou mais explicações, saiu correndo e pegou um taxi direto para a empresa de Sesshoumaru. Tomou o elevador até o último andar e entrou com tudo na enorme recepção. A secretária Kanna tentou em vão impedi-la.
- Senhorita, senhorita, por favor! O senhor WaeTaisho não está!
- Sai da minha frente!
Jaken apareceu com 2 seguranças.
- Senhorita Maeda, por favor se acalme!
- Cadê ele?! Eu quero falar com o Sesshoumaru!
- Por favor! – Jaken posicionou os 2 homens na frente da sala do executivo.
- Saiam da minha frente, seus abutres! – Rin estava desesperada – Sesshoumaruuuuu!
A porta da presidência abriu e o CEO saiu acompanhado de 2 homens. Se despediu deles em inglês e lançou um olhar fulminante para Rin.
- Eu odeio escândalos!
- CADÊ A MINHA FILHA?! – foi para cima dele dando socos em seu peito – Eu quero a minha filhaaaaaaaa! Devolve a Suyen!
- Pare com isso! – segurou os pulsos dela - Do que está falando?
- Você não tem o direito de pegá-la na escola e nem de vê-la durante a semana! A juíza determinou que só pode ficar com ela a cada 15 dias e seu dia ainda está longe! Cadê a Suyen?!
Sesshoumaru pegou Rin pelo braço e a puxou para dentro de sua sala e a jogou sentada no sofá.
- Pare de gritar! Eu não estou com nossa filha!
- Como não?! – Rin ficou de pé encarando-o – Eu fui na escola e me disseram que o pai dela foi buscar. De repente deixou de ser o pai agora para aliviar a sua culpa? Cadê ela?!
Sesshoumaru estava inconformado com a cena. Passou a mão nos cabelos como que para aclarar as ideias.
- Entenda de uma vez! Eu não a peguei na escola.
- Se não foi você, quem foi, meu Deus?! - a essa altura Rin chorava de desespero - ... Suyen... filha... – sentou no sofá pondo cobrindo o rosto com as mãos.
- Jaken, quero todo mundo na rua procurando minha filha.
- Sim, senhor – Jaken pegou o celular e fez algumas ligações.
Sesshoumaru ordenou a secretaria que trouxesse um calmante para Rin, pois ela estava muito nervosa. Alguém havia pego a pequena Suyen na escola e só Deus sabia onde ela poderia estar.
- Senhor, estão todos na rua.
- Ótimo. Já verificou seu celular? – Sesshoumaru se vira para a mulher – Não viu se tem um aviso da escola? Quais outras pessoas você autorizou pegá-la na saída quando você não puder?
- Eu... não tive um dia bom hoje... sai sem meu celular... as únicas pessoas que fazem isso são os padrinhos dela...
Sesshoumaru bufou de raiva e estava impaciente. Tirou o próprio celular do bolso e deu para ela.
- Ligue para eles!
Ela digitou o número e Miroku atendeu.
- Miroku... a Suyen está com vocês?!
- Rin! Que bom que ligou. Estou tentando falar com você tem um tempo. Ligo no seu celular e só chama. Liguei no seu serviço e disseram que você não trabalha mais lá.
- Eu deixei meu celular em casa... A Suyen?
- Está aqui. Eu ia te avisar que a peguei na escola por que ligaram aqui dizendo que ela estava com dor de cabeça e era para alguém buscá-la. Como eu folguei hoje e ...
Rin ouviu a explicação de seu compadre e olhava para Sesshoumaru toda sem graça. Finalizou a ligação e devolveu o celular.
- Ela... está na casa dos padrinhos...
Sesshoumaru a fulminava com o seu olhar mortal. Rin levantou-se do sofá e pegou a bolsa envergonhada pela situação que causou.
- É muito fácil acusar, senhorita Maeda.
- Me... me desculpe... senhor WaeTaisho... eu sinto muito... eu me desesperei quando não a vi na escola...
- E achou que eu tinha pego a menina? Hum...
-... eu sinto muito...
Ele a acompanhou até a porta e segurou o queixo dela.
- Que isso não repita.
Ela tirou a mão dele e o encarou.
- Assumo meu erro! Que fique claro! A Suyen é só minha filha! – e saiu batendo a porta.
Da janela, Sesshoumaru viu a mulher sair do prédio.
- Veremos, Rin, veremos se não verei minha filha durante a semana...
[...]
No fim do dia, em vez de ir para o seu apartamento Sesshoumaru foi para o de sua namorada, a cantora Kagura. Foi recebido pela mulher na porta que o encheu de beijos e ele sequer olhou para a cara dela ou retribui o carinho feito. Ela o ajudou a retirar o paletó.
- Como foi o seu dia, querido? – não teve resposta – Meu dia foi cheio! Escrevi várias letras para o novo álbum. – nem resposta ele deu, pois estava vendo mensagens em seu celular – O que quer para o jantar?
Sesshoumaru entrou no quarto e fechou a porta. Deixou Kagura no vácuo* total pois estava irritado com o que Rin fez em seu escritório. Mas ele planejava. Tomou um banho e saiu atendendo o celular mais irritado ainda por que recebera a ligação de sua mãe.
- Já disse para a senhora não se meter!
- Como não vou me envolver? Está em todos os jornais, revistas, internet, reportagens, saiu até na imprensa internacional! Você tem uma filha com uma desqualificada, uma qualquer e não me fala nada! É assim que trata sua mãe, Sesshoumaru?
- Mãe, por favor!
- E pior! Perdeu a guarda da criança! Reabra o processo e tire a criança da mãe! Traga para mim que eu vou criá-la. A transformarei numa mulher de bem, será virtuosa como eu.
- Virtuosa como a senhora? Não me faça rir, mamãe!
- Não será como essa que só teve o trabalho de abrir as pernas para o meu único filho e depois pari-la no mundo.
- Tsc! A senhora consegue ser desprezível, mãe...
- Devo admitir que essa sem vergonha fez algo útil nessa existência insignificante que tem: nos deu uma herdeira. Tudo o que você precisa fazer é tirar a menina dela. Com o dinheiro que temos e com nossas influências na sociedade, isso será fácil. Eu quero a menina para mim!
- Eu vou desligar, senhora Matsuoka... antes que eu vomite em meus próprios pés! Boa noite!
- Sesshoumaru, você n... – tututututu e a mulher ficou no vácuo.
Falar com sua mãe era sempre estressante e chato, pois era uma mulher que conseguia tirar a paz de qualquer um. Kagura que assistiu a tudo lhe trouxe uma taça de vinho.
- O que houve?
- Como sempre, a detestável da minha mãe. Ela soube da minha e está me cobrando explicações do porquê não disse nada a ela.
- Ficou muito irritada?
- Quer a menina para ela.
- E você vai entregar, assim que tiver a guarda?
- Eu não sei... – folheia um jornal com a foto da filha – ... Está tudo muito recente ainda...
- O que acha de eu visitar sua mãe e levar um presente, como um anel ou uma pulseira? Claro, de ouro puro, como ela gosta. Assim eu converso com ela sobre o assunto e quem sabe, - a mulher se inclina e beija o rosoto do executivo – ela não se acalma, o que acha.
- Kagura, - ela coloca o dedo na boca dela, silenciando – você é linda e quando fica quieta, fica mais linda ainda. Não se meta nos meus assuntos, já te disse isso.
- Eu só quero ajudar... não gosto quando fica estressado...
- Você pode me ajudar, sempre.
- Como?
- Indo para a cama – ele a puxa pela cintura e abeija – e me satisfazendo. Nisso sim você é muito boa. – e a arrasta para o quarto, despindo-a e tirando o robe que ele usava.
Para Sesshoumaru, Kagura servia para isso. Para abrilhantar sua pessoa nas grandes festas da sociedade paulista como o casal do momento e esquentar sua cama sempre que ele estalasse os dedos. E ela fazia isso, aceitava, não reclamava por que morria de medo de perder um dos solteiros mais cobiçado do estado de São Paulo, quiça* do Brasil.
[...]
Rin praticamente pula da cama e começa a procurar emprego nos sites da internet. Ela precisa achar um urgente antes que Sesshoumaru descubra que ela foi demitida. Isso se ele já não estiver sabendo já, o que é mais provável, já que tem aquele Jaken como assistente e cão de guarda que faz tudo o que ele manda. O celular toca.
- Alô?
- Senhorita Maede, bom dia. Sou eu, Kagura Wind.
- A cantora?! – Rin se surpreende, como assim a famosa Kagura Wind liga para ela?
- Eu mesma. Consegui seu numero com o assistente do Sesshoumaru. Serei breve gostaria de tomar um café comigo?
- Um café? Mas por que?
- Quero conversar a respeito do Sesshoumaru e... claro da sua filha.
- Minha filha? O que tem a Suyen?
- Aceita ou não se encontrar comigo?
Dentro de uma hora as 2 mulheres se encontram num café chique dentro do Shopping Morumbi. Rin estava muito curiosa querendo saber o que a namorada do pai da sua filha queria com ela. Quando chegou foi conduzida por um garçom até a mesa onde Kagura já se encontrava.
- Bom dia.
- Bom... dia... senhorita Wind...
- Me chame pelo meu nome.
- Kagura... o que quer conversar?
- Bom, - a mulher tirou os óculos de sol Chanel que usava – eu gostaria que fossemos amigas, já que é a mãe da filha do meu noivo.
- Noivo?
- Ainda não é oficial... Kagura engoliu em seco com a própria mentira - ... mas em breve anunciaremos para a mídia, será o casamento do ano.
- Ah, claro... – Rin não acreditou nem um pouco - ... pode ser mais precisa a respeito de sermos amigas, não entendi onde quer chegar...
- Ham, é que Sesshoumaru pretende ser um pai presente na vida da filha e eu acho que isso dever ser algo que nós 2 devemos, ah, conduzir de maneira...
- Kagura! – Rin a interrompe pois vê claramente ao desespero da mulher– Sem rodeios. Diga o que realmente quer!
- O que você quer? O que pretende? Por que depois de tanto tempo aparece do nada com uma filha?! Isso está atrapalhando o meu relacionamento com o Sesshoumaru! Ele só fala o tempo todo nessa filha... só quer saber dela, e tem você que...
- Eu o quê?
- Diga o quanto você quer para desaparecer da vida do Sesshoumaru de uma vez por todas! Eu posso te mandar para a Europa e lá terá uma vida de rainha. Quero você longe dele e...
- Pode ir parando! Não quero o dinheiro do Sesshoumaru muito menos o seu!
- E quem garante que não quer mesmo?! Pode até ser que esteja interessada nele?
- Eu garanto! Minha palavra basta! O dinheiro que ele vai pagar é para a minha filha por ordem judicial. Pertence a ela. Eu sou obrigada a aceitar por que uma juíza determinou, tanto que eu nunca fui atrás dele, ele que moveu uma ação de guarda, eu estava quieta no meu. Jamais pediria qualquer coisa para ele!
- Mas acontece que...
- Olha, senhorita Wind, pode ficar tranquila! Pode ficar com o seu - Rin fez aspas com as mãos -"noivo", como homem ele não me interessa mesmo! Felizmente, a única coisa que tenho em comum com o senhor WaeTaisho é a nossa filha. E só. – ela se levantou da mesa – eu vou fazer de conta que não tivemos esta conversa. Passar bem! – e saiu.
- Espere! Não conte para o Sesshoumaru quando estiver com ele! Ele me mataria...
Rin viu a cara de desespero e medo da cantora.
- Nós nunca estivemos aqui, senhorita Wind.
Kagura viu a mulher sair e pegou o celular.
- Cretina! Você me paga! Quem me garante que não está usando a fedelha para ficar com o meu homem... – procura um nome na agenda do aparelho e liga - ... eu vou fazer com que você fique bem mal diante do Sesshoumaru, ele vai te odiar, ah se vai... alô? Bankotsu, querido... como vai? ... sim, sim, eu tenho algo para você...
E saiu rebolando do café bolando um plano maquiavélico contra Rin.
[...]
No fim da manhã, o Audi S5 preto de Sesshoumaru estacionava em frente a escolinha onde Suyen ficava. O motorista abriu a porta para o executivo que saiu dando uma boa olhada para a escola.
- É Rin, eu disse se veríamos ou não a minha filha durante a semana...
Foi até a secretaria.
- Bom dia.
- Bom dia, senhor. Em que posso ajudar? – a atendente perguntou.
- Sou Sesshoumaru WaeTaisho. Quero falar com a diretora a respeito de minha filha que é aluna aqui.
A atendente o levou até a sala.
- Bom dia.
- Bom dia, senhor WaeTaisho. Então é o pai da Suyen...
- Estamos em um processo. – pegou o papel da audiência e mostrou para a mulher – Eu e a mãe iremos em uma data posterior alterar o sobrenome da criança no cartório.
Sesshoumaru mostrou o papel com a ordem judicial para a mudança de nome e deu outras explicações.
- Hoje eu gostaria de levar minha filha embora.
Sabendo da importância da pessoa sentada a sua frente, a diretora achou por bem liberar a menina e não se opor, tampouco questionar. Ela precisa do emprego.
Logo Sesshoumaru estava diante da garotinha e pegou na mão dela, que foi recusada.
- Por que não quer entrar no carro?
- Mamãe me ensinou a não falar com estranhos! Não posso ir!
- "Tenho que reconhecer, ela educou e ensinou bem a menina..." – ele agachou ficando da altura da criança – Suyen, eu sou um amigo da sua mamãe, olha eu tenho uma foto sua e dela. – ele mostrou umas fotos no celular tiradas por Jaken quando montava o dossiê sobre a vida de Rin.
- É a mamãe e eu!
- Viu? Os amigos têm fotos no celular. Eu vou te levar para casa hoje. O que acha de fazermos uma surpresa para ela?
- Mamãe gosta de surpresas!
- Então vamos?
- Tá!
Com essa estratégia ele convenceu a garotinha a entrar no carro toda feliz. Sesshoumaru pretendia fazer uma bela surpresa para Rin, quando ela chegasse na escola e ficasse sabendo que dessa vez, foi o verdadeiro pai de sua filha que foi buscá-la.
