N/A:Hey amores! Desculpem pelo atraso com o capítulo, mas no fim de semana eu estava empenhada em concluir um capítulo de outra fic, dessa forma fiquei sem tempo em poder ler o capítulo para postar. =(
Espero que vocês compreendam. *-*
Mais uma vez eu queria agradecer por todas as reviews, eu adoro ler a todas; os leitores cadastrados no site recebem a resposta da review por PM, aos anônimos eu fico sem poder responder... :(
Os agradecimentos dessa semana são a: Tha FT, SiaStw, Alissa Nayer, Josiane Aranha e rutes por terem comentado o capítulo anterior. Adorei todos!
Agradecer também aos leitores que apenas colocam a fic aos favoritos/alertas:Anacarol202, Lorena Vitória, Natalocas, VioletSMC, saamantha, palomaMB e GabiBarbosa.
A música citada no início do capítulo se chama It Will Rain, do Bruno Mars. A música é linda. s2222
Boa leitura! ;)
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If you ever leave me, baby
Se você for me deixar, querida.
Leave some morphine at my door
Deixe alguma morfina na minha porta
'Cause it would take a whole lot of medication
Porque vai ser preciso muita medicação
To realize what we used to have
Pra perceber que o que nós tínhamos
We don't have it anymore
Nós não temos mais
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Capítulo IV, Morfina.
O tempo não era muito distante quando tal episódio aconteceu. Depois de quase um ano de casamento, por um descuido de ambas as partes, Isabella ficou sem fazer uso do controle de natalidade por algumas semanas. Levando-se em conta que a vida sexual do casal era ativa, não demorou a surgir à desconfiança de uma gravidez.
Aquela notícia tinha todos os motivos para ser feliz; eles estavam casados, logo se entendia que estava no momento oportuno para formarem uma família apenas deles. Edward estava ansioso com a perspectiva de ser pai; Isabella, em contrapartida, estava assustada. Ainda estava fazendo a faculdade e estudar e cuidar de uma criança, para ela, não parecia ser uma equação saudável, mas em momento algum a mulher cogitou a possibilidade de um aborto. Não era tão fria ao ponto de desejar matar o fruto do amor que sentia por Edward.
Quando saíram do laboratório àquela manhã, as mãos de Isabella estavam tão frias quanto um cubo de gelo, enquanto Edward dividia-se entre a excitação máxima com a perspectiva de haver um filho seu crescendo na barriga da mulher que ele amava.
— Você não está feliz? — ele questionou assim que entraram no Volvo.
Isabella recusou veemente segurar o envelope que continha o resultado de seu exame de sangue. Edward aconselhou a esposa a fazer um teste de farmácia, mas Isabella precisava de um resultado conciso e não um que deixasse margens às dúvidas.
— Apenas assustada — confortou, oferecendo ao esposo excitado um sorriso.
— Em momento algum eu imaginei que teríamos o nosso primeiro filho assim, tão rápido.
Bella ficou em silêncio.
Nunca contou para Edward, mas o seu desejo era que ele aquele exame afirmasse que não havia nenhuma gravidez. A Swan era uma prova viva do quanto relacionamento entre pais que não se uniam prejudicava a criança. Ela fora vítima. Não queria que o seu filho passasse por algo semelhante ao que viu acontecer com Charlie e Renée.
Deixou os olhos cerrados enquanto Edward ocupava-se em abrir o envelope. O marido ficou alguns segundos, minutos, talvez horas em silêncio. Enviesadamente a morena observa Edward que está fitando o nada.
— Negativo — ele informa, e Isabella pôde enfim suspirar em alívio.
Eles não estavam preparados para a paternidade; não quando o ciúme de Edward prevalecesse. Não quando eles tentassem tapar os buracos das feridas com o sexo. Não quando ainda houvesse um abismo entre eles.
O tempo passava. As datas do calendário avançavam diariamente e a cada começo de um novo dia Isabella pedia para que fosse melhor que o anterior.
Quando possuía alguma fração de sorte, o casal ficava uma semana, talvez duas sem ocasionarem nenhuma discussão. Aqueles breves dias era o paraíso para Isabella. Porém, sempre haveria algo para desmontar o seu castelo de cartas e tudo voltaria a ruir novamente; como há um ano e nove meses.
O ciúme que Isabella sentia do marido, poderia ser considerado saudável. Era uma prova de que ela se importava com o seu cônjuge; e não um doentio como o que Edward demonstrava.
Não reservava muito tempo para fazer uma visita ao marido na empresa que ele era o diretor executivo, não por desleixo; sim por falta de tempo. Edward também nunca pareceu decepcionado em não poder exibir a sua preciosidade para os agregados.
Quando Isabella chegou à empresa e encontrou o marido aos sorrisos com uma ruiva, talvez agindo por impulso, ou então porque queria provar ao marido que ele sim merecia a sua desconfiança e não ela, que eles se envolveram em mais uma contenda.
Ao chegarem à residência que compartilhavam, através do sexo houve um pedido de desculpas que jamais fora verbalizado. Por nenhum dos dois.
Abandonando o passando muito distante, Isabella voltou para a sua realidade atual. O que acontecera há um ano e nove meses atrás não era muito diferente da atualidade. Sempre após uma briga, sucessivamente havia o sexo e depois do sexo Isabella prendia-se em sua bolha impenetrável até conseguir fechar seus olhos e adormecer.
Parecia que naquele breve instante a mulher de cabelos cor de chocolate estava em uma sala de cinema privativa onde o filme a ser exibido eram relances de sua vida de casada. Alguns momentos, até seus dezessete anos, apareciam apenas para zombar de como perdera totalmente a sua liberdade depois de casada.
Jamais se arrependeria de ter dito "sim" para o CEO de uma empresa, formado em comunicações, Edward, cheio de sonhos e ambições de um futuro promissor ao lado de uma bela mulher como Isabella Swan.
Lembrara-se quando discutiam por conta do comprimento do vestido que usaria no noivado de Emmett e Rosalie há sete meses, ou quando ele implicava com o comprimento de suas bermudas e saias, ou até mesmo do tamanho inexistente do decote de suas camisetas.
Todas essas memórias vieram como um bombardeio à mente de Isabella, e uma vontade aterradora de libertação lhe atingiram certeiramente. Sentia-se como um passarinho, acostumado a viver em liberdade em seu habitat natural, ficar aprisionado dentro de uma gaiola. Sentia o ímpeto de mais uma vez voar, e aproveitar que suas asas ainda estavam fortes e sustentavam o sacolejo do ar que provavelmente tentaria derrubá-la.
Isabella teve suas recordações das últimas brigas totalmente evaporadas de sua mente.
Recordava-se com grandes detalhes de todas as brigas que tiveram durante dos dois anos de casamento. E, todas resultavam na mesma coisa: Edward pediria desculpas e eles fariam sexo como dois loucos, na manhã seguinte fingiriam que nada havia acontecido. Entretanto, para tudo havia um limite. E o limite que Isabella estava disposta a suportar já havia transbordado há muito tempo.
Não estava sendo hipócrita ao pensar que estava agindo sem pensar nas consequências póstumas; ao contrário, perdera a noite apenas relacionando todos os prós e os contras que essa decisão afetaria à vida de ambos. Sabia que seria difícil, mas tinha que fazer isso.
Para o bem de ambos.
O afastamento se tornou a única opção para Isabella. A convivência do casal não estava mais dando certo, eram brigas por detrás de brigas e tudo aquilo estava desgastando, falindo o casamento pouco a pouco. E matando cruelmente o amor que sentiam.
O cristal já havia sido quebrado e a cada dia que permaneciam naquele casamento era um caco de vidro em seus pés. Ferindo. Rasgando a pele sem direito a anestesias.
A dor era dilacerante, mas eles conseguiam aguentar. A ferida cessava e uma nova era aberta, até que, cansado de ter tantos ferimentos manchando seus pés algum dos dois teria que ser forte e se manifestar acerca de uma solução.
E Isabella havia tomado para si a tarefa que tentar, de alguma forma, ser a pessoa que abriria mão do casamento.
Era um risco que teria que correr.
Talvez passar alguns dias longe da presença contínua um do outro ajudasse. Talvez, Edward seguisse com a sua vida ao lado de outra pessoa.
Talvez... Tantos "talvez" poderiam ser imaginados a partir do momento em que ela comunicasse a separação. Talvez devesse ser menos radical e apenas pedir um tempo para pensar sobre a relação.
Voltar para Seattle, a sua terra de nascença, fosse uma boa forma de principiar o seu "recomeço". Não podia negar que sentia saudades dos pais, desde o casamento com Edward seu mundo passou a girar apenas em torno dele, por ele, com ele e para ele. Não tinha amigos, não mantinha contato com a família e ainda tinha que conviver com o ciúme sem fundamento do companheiro.
Amava Edward, mas tinha que viver a sua vida. Tinha que voltar a ser a Isabella de outrora. Tinha que se afastar de Edward, não para sempre. O para sempre era uma frase muito distante e ela não sabia quanto tempo esse "para sempre" duraria. O para sempre poderia ter a validade de uma hora apenas; uma semana, talvez; um mês ou quem sabe anos?
Ela precisaria desse tempo para se reorganizar mentalmente.
Quando casara com Edward, aos dezoito anos, acreditava que ele era o homem perfeito, e Edward realmente era em suas limitações. No entanto a vida dois é mais complicada que os romancistas tendem a pintar em suas obras. Existe uma grande complexidade quando você está convivendo vinte e quatro horas por dia com uma pessoa. A convivência faz com que conheçamos os defeitos que nossos olhos não eram capazes de enxergar devido ao deslumbramento que açoitava os olhos e um apaixonado.
Bella conheceu os defeitos de Edward. Descobriu que o marido tinha o péssimo hábito de fumar e beber socialmente. Quando estava nervoso Edward se refugiava nas bebidas – por muitas vezes brigavam nos primeiros raios solares da manhã e ao chegar em casa, à noite, encontrava o marido bêbado e jogado no sofá ou no chão da sala.
— Bella, — Edward chamou, mas Isabella já havia saído do quarto e andava em direção à sala. Sabia que ele estava logo atrás, mesmo assim nada disse. Compreendia que ele ficaria surpreso ao ver as malas que estavam na sala. — O que são essas malas? — perguntou ainda sem acreditar no que seus olhos viam.
Haviam três enormes malas enfileiradas ao canto do sofá. Isabella não havia lhe informado de planos para uma viagem. No entanto, qual outra razão a esposa teria para uma viagem? E por que precisava de tantas bagagens?
Pergunta-se mentalmente, seu cérebro trabalhando rapidamente tentando encaixar as peças daquele confuso quebra-cabeça que estava sendo lhe apresentado naquele começo de manhã.
— Eu estou indo embora Edward — foi direta ao assunto. Preferia anunciar a sua partida de uma só vez a enrolá-lo com desculpas esfarrapadas.
Ansiosas para o próximo capítulo? *-* haha Capítulo 5 provavelmente na sexta-feira, 28/9, mas se vocês forem boazinhas e comentarem muito, muito, muito, eu posto na quarta. Que tal? *-*
Até breve!
*aponta a caixinha aí embaixo* CAIXINHA DO AMOR! COMENTE, BABY! *-*
