Vaidade: Desejo imoderado de atrair atenção.

Vaidade

Perfumes, colares, brincos, pulseiras, gargantilhas, roupas, calcinhas, sultiã, sandálias, sombras, blush, rímel, corretivo, batons, pó de arroz, delineador, esmalte, poções, feitiços, banho de banheira, cachos nos cabelo, alisamento e corpete.

Pronto?

NÃO!

Tinha muito mais. Precisava ficar linda, a mais bela de todas. Precisava agradar a seu marido, precisava ser a noticia. Precisava ser o destaque da festa.

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Encheu a banheira com água morna e jogou alguns sais de banho com perfume de rosas. Isso sempre a relaxava e cuidava de sua pele. Deixava-a confortável.

Tirou a roupa e se deitou dentro da banheira, deixando-se largar. Suspirou. Não tinha coisa melhor do que um banho quente de banheira depois de um dia cheio de compras, antes do natal. Suspirou novamente.

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Enrolou-se na toalha e saiu do banheiro. Foi direto para o guarda roupa.

Tinha que escolher sua roupa intima.

Pegou uma calcinha vermelha, mas nada. O vestido que iria usar não permitia o sutiã. Foi até o armário de Draco e pegou uma camisa social do marido e a vestiu. Assim era melhor, não ficaria somente de toalha e não precisaria sujar uma roupa sua.

Sentou-se em frente a penteadeira e esfregou a toalha no cabelo. Logo a jogou longe. Pegou o pente e começou a desembaraçá-lo.

Depois pegou a varinha e apontou para a cabeça.

-Secuss! – murmurou.

Seu cabelo ficou seco num instante, mas continuou um pouco arrepiado. Pegou uma escova e o abaixou ligeiramente.

Com um novo aceno de varinha seu cabelo foi preso em um rabo de cavalo alto e apertado.

Pegou o pó de arroz e passou pelo rosto a fim de esconder suas sardas. Sabia que Draco gostava, mas iria escondê-las essa noite.

Passou um pouco de sombra em seus olhos, num a mistura de vermelho e prata. Passou blush em suas bochechas, deixando-as levemente rosadas. Passou lápis de olho, o que deixou seus olhos castanhos mais claros. Depois colocou o rimel, deixando seus cílios grandes e organizados.

Levantou-se e foi até o armário novamente. Abriu-o e tirou de lá um embrulho de roupa. Abrindo o zíper tirou o vestido vermelho e colocou-o em cima da cama. Voltou ao armário e de lá tirou as sandálias pratas, colocando-as nos pés da cama.

Tirou a blusa de Draco e a jogou no chão. Colorou o vestido, a sandália e voltou para a penteadeira, sentando-se com cuidado para não amassar a roupa.

-Virginia! – escutou o marido no lado de fora.

-Oi!

-Vai demorar? Eu já terminei, e olhar que me arrumei no quarto de hospedes.

-Já estou terminando.

-A ultima vez que ouvi isso você demorou meia hora.

-Sério! Já estou descendo.

-Estou te esperando.

Escutou os passos dele se distanciando.

Abriu sua caixinha de jóias, que havia ganhado de Draco em seu aniversário, e de lá tirou um par de brincos prata, longos e com pequenas rubis. Como conjunto, colocou uma gargantilha.

Pegou sua varinha e com um movimento ágil prendeu seu cabelo em um coquei desarrumado com cachos. Por fim, passou em seus lábios um batom vermelho e convidativo.

Passou perfume em seu pescoço, pulsos e decote.

Sorriu para o espelho e levantou-se, não sem antes pegar a bolsa de mão, prata, e guardar sua varinha.

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Draco andava de um lado para o outro, olhando para i grande relógio da parede.

-Cof.. cof.. – uma tosse falsa lhe chamou atenção. Então virou-se para as escadas.

Lá estava Virgina.

O vestido vermelho parecia ter sido feito somente para ela. Tinha um discreto decote em V, sendo justo a te a cintura, e a partir daí, caindo como um véu. Seda! A seda percorria seu corpo, como se fosse ela a única pessoa que poderia usar.

A mulher deu uma volta e Draco quase babou ao ver a costas nua da esposa. Um decote em suas costas que ia o cóccix. Nunca tinha visto tão linda e desejável.

Ela desceu as escadas lentamente, o salto batendo no chão, fazendo um barulho elegante. Andou até ele, sem desviar o olhar. Draco engoliu em seco.

-Estou pronta. – falou inocentemente.

-Estou vendo. – sussurrou, exalando o perfume da esposa. – Gosto desse perfume.

-Claro, você que me deu. – afastou-se dele e deu outra volta. – Como estou?

-Perfeita. A mais linda de todas.

-Você também esta perfeito.

-Eu sou perfeito.

-Sim, rico e bom de cama. O que mais eu quero?

-Amor.

-Eh, isso também. – riu. – vamos?

-Claro.

-Como vamos?

-Chave de portal.

-Então coloca um feitiço protetor em mim, eu não quero chegar desarrumada.

-Você continuar linda.

-Sim, sim, mas coloca assim mesmo. – pediu.