Tão Distante Como Uma Estrela

Disclaimer: Essa história pertence à AnJuDark que me autorizou a tradução. Os personagens em sua maioria pertencem a Stephenie Meyer.

Sinopse: Essa história de amor começa quando Edward Cullen, um jovem de baixos recursos econômicos, vai trabalhar na casa dos multimilionários Swan. Ali conhecerá a Bella, a arrogante herdeira dos Swan.


Capitulo 4 - Compromisso

"Alice depressa filha!" - Gritou minha mãe indo de um lugar para outro com várias coisas na cozinha - "Temos apenas três horas e não está pronta nem a comida e nem a mesa!"

"Olá, mamãe" – eu disse quando cheguei da escola e pegava as chaves para ir buscar Bella na escola - "Por que a depressa?"

"A senhora resolveu fazer uma festa de uma hora para outra!"

"Uma festa?" - Repeti, confuso.

"O Senhor chega de sua viagem de negócios e a senhora quer recebê-lo com um jantar" - explicou a minha interlocutora.

Eu levantei minhas sobrancelhas de espanto. Já tinha quase três meses trabalhando lá e, ao que parecia, aquela noite, teria o prazer de conhecer o Sr. Swan.

"Posso ajudar em algo? Ainda falta uma meia hora para ir para buscar Bella."

"Senhorita Isabella" - corrigiu a minha mãe - "não se esqueça de que a senhora não gosta desse tipo de confiança"

Suspirei enquanto colocava meus olhos em branco. Se a "senhora" soubesse que a poucas semanas sua filha e eu tinha-mos nos beijado.

Ainda me lembro daquela imagem tão clara como se fosse ontem.

"Isso é injusto!" – Alice entrou reclamando - "Onde está a outra menina quando se precisa dela?"

"Ela entra as cinco" - relatório

"Não sei para que vem, o trabalho é todo de dia." - minha irmã resmungou.

"Calma, Alice" - minha mãe disse "A Senhora falou para ela vir, não vai demorar."

Tanya apareceu justo no momento em que saí de para buscar Bella.

"Edward!" - cumprimentou muito entusiasmada colocando os braços em volta do meu pescoço e beijou levemente os lábios. A primeira coisa que fiz foi ir para trás rapidamente, enquanto olhava para a minha mãe. Eu esperei seu olhar de desaprovação.

"Nos vemos, Tanya" – eu disse secamente - "Eu tenho que ir pela senhorita"

Alice saiu e seguiu-me até onde o carro

"Outra de suas conquistas?" - Disse com uma zombada reprovação. Eu dei-lhe um sorriso inocente - "Oh, irmão. Quando você vai mudar?"

"Vamos, não é nada" - argumentei em meu favor - "ela sabe que… nós somos apenas amigos"

"Sim, claro." - Respondeu, cruzando os braços magros e pouco sobre o peito - "Eu quero ver as lágrimas do próximo mês, quando você colocar ela para pastar."

"Vamos pequenina, não é grande coisa" – garanti - "Até agora ninguém cometeu suicídio por minha causa." - eu adicionei voltando a sorrir e abrindo a porta do carro.


Quando cheguei na escola, Bella estava à minha espera e onde eu normalmente utilizava para estacionar o carro. Desde aquela noite, o seu olhar gélido e sua indiferença ficaram mais acentuada.

"Boa tarde" - cumprimentei com um aceno de cabeça quando ela subiu na traseira do carro. Nenhuma resposta.

"Nós não vamos voltar para casa" - disse - "Me leve a Port Angeles, eu tenho que fazer algumas compras."

Eu olhei no espelho para ouvir o estranho som de sua voz. Seus olhos estavam inchados e molhados.

"Há algo de errado?" - Perguntei quando chegamos ao luxuoso departamento de roupas.

"Não" - respondeu. Embora fosse óbvio que estava mentindo.

Eu esperei do lado de fora, enquanto Bella fazia suas compras. Achei que a causa principal era a festa, em poucas horas. Depois de esperar quase uma hora, Bella saiu com duas sacolas nas mãos. Corri para ajudá-la. Quando chegamos, minha mãe e Alice ainda estavam em casa.

"Alice, você não vai para a escola?" - perguntou irritado.

"Eu não posso deixar mamãe sozinha."

"Eu ajudo ela, vá agora" - falei ao mesmo tempo empurrando-a para fora da cozinha, ela sorri e agradeceu e se foi, mas não antes de me dar um beijo na bochecha.

"Obrigada" - murmurou enquanto tirava o avental.

"Alice" - Bella chamou entrando no local.

"Sim senhorita?" - Minha irmã perguntou educadamente. Ficou claro que ambas se agradavam.

"Está atrasadaara a escola, certo?"

"Só um pouco, senhorita

"Se você quiser, eu te levo" ofereceu. Meus olhos se arregalaram com surpresa. Alice já tinha me dito que Bella tinha sido sempre muito gentil com ela, mas não podia acreditar que a esse nível.

"Não, senhorinha, muito obrigada" - disse minha irmã com um sorriso enorme com tristeza.

"Vamos, Alice…" - insistiu a menina, mas ...

"Bella" - a voz da senhora nos fez saltar. - "Você devia estar se arrumando ao invés de conversar com os criados" disse olhando para minha irmã e a mim com desprezo.

O rosto amável de Bella se descompôs rapidamente dando lugar a máscara, fria e arrogante que é tão característico dela.

"Sim, mamãe" - a menina disse e vi, com tristeza, como ela saia da minha vista.

"Edward" - chamou a patroa - "As 7 eu quero você pronto, nós vamos buscar o meu marido" - ordenou.

Eu ajudei como pude a minha mãe e Tanya (evitar as insinuações e os toques que me dava, enquanto Esme estava presentes)

"Tanya, você poderia fazer o favor de tranqüilizar-se enquanto minha mãe está aqui?" - Perguntei irritado. Mas a moça não parece afetar com a minha voz. Ela aproximou seu corpo enquanto me empurrava para a mesa e correu o meu peito com uma das mãos

"Sua mãe não te deixa ter uma namorada?"

"Tanya…você e eu não somos…"

"Eu sei" – cortou, sem que minhas palavras (ou a intenção das minhas palavras) a afeta-se - "Vou te ver essa noite? Tem dias que você não me visita."

Eu sorri de lado. Era algo que eu não podia deixar de pensar na cama e em Tanya, ao mesmo tempo.

"Claro, mas agora, se comporte sim?" - Eu pedi mais amigável. A menina balançou a cabeça, em seguida, curvou-se e escovou os meus lábios, esfregando seu corpo com o meu.

Eu não poderia evitar, e aproveitando que ninguém estava cozinha, levei minhas mãos para a parte mais baixa de sua cintura e apertei-a com força contra mim. Senti como uma de suas pernas começava a se entrelaçar com a minha…

"Vocês não se cansam de andar quentes, não é verdade?" - Interrompeu a voz tão familiar e dolorosa. Eu separei abruptamente de minha amante para vê-la e sufoquei um suspiro quando a vi.

Ela estava linda. Seu vestido azul marinho destacava cada curva delicada de seu corpo. Apenas uma beleza de tal magnitude poderia deixar-me sem palavras e aturdido de tanto tempo.

"O que?" - Perguntou sem rodeios - "A empregada comeu sua língua?"

Isso teria me incomodado se eu não tivesse olhando-a com tanta idolatria. (Ultimamente, ela tinha se dedicado a tratar mal a Tanya quando eu estava por perto.) Mas essa noite só estava para ela… para mais ninguém, de modo que os insultos foram facilmente deixados de lado.

"Minha mãe não pode ir, ainda não terminou de se arrumar, assim você e eu vamos buscar meu pai" - disse ela, e rapidamente deixou o local.

Fui atrás dela como um cachorro de madame, esquecendo completamente de Tanya.

Na viagem eu pude ver que Bella limpou duas vezes lágrimas rebeldes que cairam pelo rosto.

"Você não deveria estar chorando" – eu disse - "tem muito tempo que não v~e seu pai, deveria estar feliz."

"Deveria" - disse severamente - "Mas a uma coisa que me impede de apreciar o regresso do meu pai."

"Você não gosta de festas" - eu disse.

"E especialmente dessa."

"Por que é tão ruim?" – Perguntei.

"Eu não tenho que lhe dizer nada minha vida, Edward" - disse - "Eu não estou lhe perguntando sobre a empregadinha."

"Ele não deve se referir assim a ela, seu nome é Tanya" – Lembrei.

"Estou pouco me importando se ela se chama Tanya ou Simone… não vou desperdiçar meu cérebro para lembrar alguém tão insignificante."

"Então, eu não sou insignificante?" - Perguntei. Interrogou-me com os olhos - "Você aprendeu o meu nome de primeira" – lembrei-a, provocando de imediato um riso delicado, seco e nítido, sair do seu peito.

"Vamos, Edward. Desça da sua nuvem" - avisou - "Você acha que você, um simples chofer, podia exercer alguma influência sobre mim?"

Esse comentário me feriu. Mas eu lutei para que não fossem exibidos em meu rosto.

"O beijo que me deu a semanas demonstrou o contrário" - Eu disse a meu favor. Desde o ocorrido, nunca tinha tocado no assunto. Então, eu não sei o que esperar de Bella. Eu esperei um longo tempo antes dela falar.

"Eu posso te beijar novamente, se eu quiser, e ainda não terá qualquer significado" - respondeu, finalmente. Freei o carro.

"O que você está fazendo?" – perguntou olhando a escuridão pela janela. - "Esse não é o aeroporto."

"Eu sei" - admitiu - "Eu só quero deixar claro que eu também posso te beijar outra vez e ainda não significara absolutamente nada."

Desci do carro com um movimento rápido e entrei na parte detrás deste. Fechei a porta e tomou seu rosto nas minhas mãos, sem dar qualquer oportunidade de exercer a menor rejeição. Dessa vez fui eu quem começou o beijo. Bella lutou um pouco por alguns segundos antes de desistir e deixar cair as mãos no meu pescoço. A escuridão da noite, e a idéia de que ninguém podia ver, mandou um sinal para a minha mente intensificar o contato físico.

A beijei mais apaixonadamente, sentindo cada parte de sua boca contra a minha, pressionando o rosto com as mãos. Eu podia sentir nossas respirações tornaram-se mais intensas e, com um movimento automático e inesperado eu estava guiando o seu corpo para que deitasse completamente e eu fiquei por cima dela. Minha boca separou da sua e deslizou para baixo do seu pescoço.

Pare Edward, me ordenou a pouca consciência lógica que eu tinha. Mas minhas mãos não obedeceram. Com um arrepio, que eu nunca senti antes, movi as mãos por seus ombros até chegar a sua cintura, pequena e frágil. Minha boca ainda estava saboreando seu pescoço e começou a descer um pouco mais. Uma mão agarrou meu cabelo e a outra minhas costas.

Comecei a descer a fina alça do vestido, ouvindo Bella suspirar profundamente e fortemente.

PARE! Gritou uma voz dentro de mim. Fazendo com que eu me separasse dela ofegante. Olhei para ela com desejo intenso, mas eu sabia que isto não era correto. Eu não merecia Bella. Passamos um longo tempo em silêncio, olhando nos olhos com cuidado.

"Isso… não… significou nada… Entendeu?" – ela perguntou enquanto recuperava a respiração.

Não significa nada, PARA VOCÊ!

Eu sai do seu corpo quente e voltei para trás do volante novamente. Mantive o olho fixo na estrada, mas com os pensamentos na mulher que estava no banco traseiro.

Acelerei mais. Eu estava prestes a falhar. Estava prestes a decidir entre parar o carro e voltar a beijá-la e fazê-la minha. (Embora, muito provavelmente, Bella pararoa; Certamente ela tinha vindo seguido o jogo todo esse tempo)

Chegamos ao aeroporto a tempo (graças aos 135 km por hora)

"Pai!" - Bella exclamou enquanto se jogava em um homem alto e de aspecto recatado.

"Bella, meu amor" - o homem falou com o grande amor a sua filha enquanto a cobria de beijos.

"Papai, como senti sua falta."

"Eu também querida. Eu também" - após dois minutos de demonstrações de afeto, ambos caminharam em minha direção.

"Pai, ele é o chofer" - Bella cuspiu a última palavra me olhando de forma mordaz.

"Prazer em conhece-lo garoto", - o Senhor deu-me a mão de uma forma amigável. Eu retribuiu o gesto rapidamente.

"O prazer é meu Sr. Swan" - eu disse. Parecia que a combinação desse caráter tão explosivo de Bella se devia a arrogância da mãe e a cordialidade do pai.

Chegamos em casa. No pátio haviam vários carros de luxo estacionados. O rosto de Bella voltou a mostrar tristeza e raiva.

"Não continua gostando de festas" - disse o pai divertido.

"Esta sem duvida leva o premio."

"Jasper Hale está de volta?" – perguntou.

"Como me conhece papai" – disse Bella enquanto o abraçava.

Fui para a cozinha para evitar passar pela sala. Achei minha mãe que ainda está lá junto com Tanya que estava carregando uma bandeja com lanches suculentos.

"Mãe, que é tarde demais" – eu disse.

"A senhora vai me pagar horas extras" - disse com um sorriso - "Não nos cairia tão mal ter um pouco de dinheiro extra… para que pudéssemos comemorar o seu aniversário"

"Mamãe… não há necessidade de se preocupar…"

"Tem vinte anos que não comemoramos seu aniversário" - interrompeu - "Você sempre se sacrificou para não faltar nada aos teus irmãos, mas e a você?"

"Meu melhor presente são vocês."

"Você é um presente para nós" - disse minha mãe beliscando uma das minhas bochechas - "Mesmo que você seja um todo Don Juan" - acusando-me com seus olhos ternos.

Eu sorri da mesma forma como sorri para a minha irmã

"Te amo" – confessei.

"Sim, eu sei que me ama, mas isso não vai me fazer esquecer seu sermão no dia de descanso" - ela sorriu - "Agora, você poderia me ajudar a distribuir esses lanches?"

"Claro" - Eu tomei uma das bandejas de comida e fui par a sala. Várias pessoas que estavam com elegantes vestidos. Entre eles, eu localizei Jessica, (que quando me viu me cumprimentou animadamente de longe) e Rose. Olhei para Bella. Ela estava ao lado de sua mãe e vi quando seus olhos pousaram em mim.

Pessoas vieram e acabaram rapidamente com o lanche que eu tinha…

BELLA PDV

"Deus, Bella!" - Disse uma das minhas colegas - "Quem é esse gato?"

Revirei os olhos. Foi à quarta vez (excluindo Jessica) que me perguntou sobre Edward.

"É o meu motorista' - eu respondi de forma muito nítida.

"O motorista? Qual agência você vai?" - Quis saber - "Para dizer a minha mãe para irmos em seguida."

"Não contratei em qualquer agência, é o filho da cozinheira" - eu disse enquanto olhava para cima.

Eu realmente não podia culpá-las. Edward era… perfeito. Nenhum dos presentes fazia justiça. Edward (simplesmente vestindo o uniforme), ultrapassou de longe todos os rapazes com roupas extravagantes e poses.

Tudo nele era tão natural: como mover-se, a misteriosa luz dos seus olhos verdes, cabelos ruivos e desgrenhados, os lábios dele como ele sorria calorosamente… aqueles lábios que a menos de três horas eu tinha provado…

"Bella, você está ouvindo?" - perguntou minha mãe quebrando o meu pensamento.

"Desculpe. O que?"

"É hora do brinde" – anunciou com voz desesperada. Eu andei sem vontade. Minha mãe me puxou para ficar ao lado de Jasper.

"Olá, Bella" – cumprimentou. Toda a noite não havia-mos conversado (para a frustração de Renne.)

"Olá" – respondi.

O brinde começou.

"Agradeço a todos os presentes por terem vindo" - começou a falar a minha mãe - "Esta festa, como todos sabem, foi para o retorno do meu marido de sua viagem a Madrid. Mas há uma segunda razão: o retorno do jovem Jasper Hale" – todos aplaudiram e travei os olhos. Estas coisas me deixava entediada - "Jasper, querido, bem-vindo" - Jasper assentiu. Seu rosto mostrava que ele não gostava muito do pequeno detalhe de minha mãe - "Eu espero que você e minha filha continuem o seu compromisso… você sabe que é como um filho para nós e nada nos faria mais feliz do que vê-los chegar ao altar…"

Eu parei de ouvir por que os olhos de Edward tinha me pegado. Como minha mãe tinha se atrevido a mencionar tal blasfêmia? Como? Se Jasper e eu ainda não tínhamos falado novamente sobre as formalidades no nosso relacionamento.

Fiquei espantada… ao mesmo tempo uma angústia desesperada encheu-me por dentro. Edward estava acreditando nessas palavras? Eu deveria me preocupar desta maneira absurda com o que ele pensava? Não. Não devia. Mas eu estava.

Jasper estava tão confuso quanto eu. Os convidados não estavam cientes de nossos rostos, tendo o nosso silêncio mútuo como um sim ao pedido de minha mãe. Eles aplaudiram e conversa continuou entre suas conversas artificial, enquanto eu não via a hora disso terminar…


Desculpe a demora, bem vou postar mais capítulos essa semana.

Amo essa fic ela é perfeita… espero que gostem.

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