Autor: Gianfar

Nome Original: Deflowering Ginny Weasley

Tradução01: Aninhaaaaaaaa

Tradução02: Ilia-Chan

Betagem: Anna Malfoy


DISCLAIMER: Esta história é baseada em personagens e situações criadas e de propriedade da JK Rowling, vários editores incluindo, mas não limitado, a Bloomsbury Books, Scholastic Books e Raincoast Books, e Warner Bros. Inc. Além disso, um tributo feito a Alley Mac Beal, e M.A.S.H. Há uma citação de Steel Magnolias e uma interpretação inspirada de uma frase de Victor Hugo. O Livro Kiss My Tiara: How to Rule the World as a Smartmouth Goddess inspirou As Regras. "I'm Too Sexy" de Right Said Fred e "You Sexy Thing" de Hot Chocolate têm aparições na história, mas principalmente, um bom pedaço dessa fic é uma paródia do filme "Como perder um homem em 10 dias". Não há dinheiro sendo feito e nenhum direito autoral ou marca registrada infringida é intencional.


Capítulo 03

Fofuchinho

Numa onda inesperada de preguiça, Gina puxou o cobertor de algodão por cima de sua cabeça e aninhou-se no calor de sua cama, para aproveitar deitada um pouco de seu sábado.

Ela estava quase caindo no sono quando um pensamento sacudiu sua cabeça, fazendo-a se lembrar que convidara Draco Malfoy para um encontro. Seus olhos se abriram ao lembrar o que a tinha feito cair num turbilhão de pensamentos.

Ela estava surpresa com o quão comportado foi, o quão agradável ele foi.

Ela gastara a semana passada inteira flertando com ele, agindo timidamente, dando a ele o controle, se gabando e ele não reparou nisso mais do que teria reparado num grão de poeira. Ela finalmente decidira levar o Minotauro pelos chifres, já que ele não mostrara nem um pouquinho de interesse.

Malfoy e Rony estavam agindo distraídos quanto ao comportamento dela nessa semana; ela estava se convencendo que eles provavelmente eram os garotos mais grossos da escola, perdendo apenas para Simas.

Simas não é mais um problema desde que ela maliciosamente expressara seus pensamentos sobre suas considerações nojentas. Era muito mais divertido vê-lo empalidecer diante de suas palavras e saber que ela tinha aquele tipo de poder.

Claro que tinha sido uma ameaça, mas considerando o quanto ele era pervertido, ele provavelmente considerara aquilo uma promessa.

Girando os olhos, ela se levantou de seu confortável casulo e começo a se preparar para o dia. Rony precisava parar de espumar em cima de Simas e de fazer cara feia para Hermione.

Se ele não sabia reagir às novidades de Gina sobre um encontro com Malfoy, então ela talvez precisasse tornar aquela ameaça a Simas uma promessa, e finalmente colocar Rony em seu lugar de uma vez por todas.

Com alguma sorte, esse encontro seria a coisa que finalmente faria Rony confessar seu plano de fazer Harry beijá-la e se desculpar por menosprezar seus valores. O fato de que ele não admitiria sua culpa nem se desculparia a mantivera motivada — e a levara ao desespero de pedir que Malfoy a acompanhasse ao Três Vassouras.

Completamente arrumada para começar o dia, Gina desceu as escadas. Ela estava surpresa de ver Rony marchando na Sala Comunal e Hermione observando-o de seu lugar no sofá de veludo vermelho. Vários outros grifinórios estavam prestando atenção em seu estranho comportamento, mas pareciam se divertir.

Ron parecia muito desconcertado, como se tivesse acabado de ouvir alguma má notícia. Gina imaginou se ele já sabia sobre seu encontro com Malfoy. Usando sua melhor expressão desafiadora, ela fez sua presença ser notada limpando a garganta.

— Gina! Ah, bem... er, você levantou cedo — Ron disse sem jeito, parando no meio do caminho.

— Bom dia pra você também, e não é tão cedo — Gina deu de ombros e sentou próxima a Hermione.

— Pensei que você fosse dormir até mais tarde. Por que levantou tão cedo? Você não vai a algum lugar, vai? — a voz dele era como tiros de canhão ao tagarelar as perguntas.

Gina levantou uma sobrancelha. — Nada disso é da sua conta, mas sim, eu vou a algum lugar.

— Vai? Aonde? Vai sozinha? Quer que eu ou Hermione vá também?

— Planejo tomar café da manhã e vocês dois podem me acompanhar. Estão indo agora?

Um sorriso passou pelo rosto dele ao responder:

— Ah, isso é tudo que você vai fazer hoje? Então, sim, eu estou pronto.

— Na verdade, não, isso não é tudo que vou fazer. Também vou a Hogsmeade com Draco Malfoy à tarde... em um encontro.

O rosto de Ron perdeu a cor ao agarrar a cadeira como apoio

— NÃO! Não, você não vai!

— Ah, vou sim, e não há nada que você possa fazer, Rony.

— Eu poderia mandar uma coruja para mamãe, e depois uma para Gui, Carlinhos, Percy, Fred e Jorge — ele ameaçou ao se inclinar para Gina, abanando um dedo ameaçador em seu rosto.

— Tire esse dedo do meu rosto e mande uma coruja para quem você quiser. Já estou grandinha e nenhum de vocês pode me dizer com que eu saio — Gina bradou, o nariz agora a poucos centímetros do de Ron.

Hermione puxou Gina de volta e colocou uma mão no peito de Ron.

— Isso é burrice! Gina, você vai matá-lo com essa farsa. E, Ron, você não pode esperar que ela te ouça até você ser honesto sobre tudo e eu quero dizer do início, com seu plano envolvendo Harry.

— Cala boca, Hermione! — tanto Ron quanto Gina gritaram. O salão comunal se tornou assustadoramente silencioso e eles coraram furiosamente.

Hermione apertou seus lábios numa linha fina e murmurou.

— Ótimo.

— Espere, Hermione, me desculpe — Ron disse suavemente — Você está certa. Vamos discutir isso em algum lugar privado.

— Vamos para o meu quarto então. Ninguém vai nos ouvir ou nos incomodar lá —Hermione ofereceu.

Eles se afastaram dos olhos e orelhas curiosos da sala comunal da Grifinória para o ambiente mais confortável do quarto da Monitora—chefe. Assim que chegaram, ninguém falou.

Gina se sentou na cama de dossel, esperando pacientemente que Rony começasse enquanto admirava as cobertas gastas de veludo vermelho e os enfeites talhados em cada coluna.

— Francamente! Ron conte a Gina, e do começo — Hermione disse impaciente ao se sentar em sua escrivaninha.

— Er, bem, Gina... naquele dia, quando suas regras se espalharam pela escola inteira, bem, isso fez todos os caras ficarem loucos comigo. Simas queria que alguém a beijasse em público de modo que as garotas não seguissem suas regras. E eu concordei se Harry fosse o único que te beijasse. Tirando que não funcionou e agora Simas está unido a todos os idiotas...

— Com licença, mas antes que você continue essa história, acho que você esqueceu de alguma coisa sobre o que planejou para mim — Gina interrompeu com o maxilar parecendo ameaçador.

Rony olhou para Hermione que balbuciou a palavra 'desculpe' para ele. Gina revirou os olhos ao ver o quão grosso ele realmente era.

— Er, é, bem, desculpe por isso Gina. Eu realmente lamento porque agora é pior e não estou ajudando Simas, mas Malfoy está.

— O que você quer dizer com Malfoy está ajudando Simas?

— Quero dizer que Simas e cada garoto dessa escola se proporam a fazer Malfoy concordar em transar com você e eu não posso fazer nada, eles me impediriam. Então agora você entende que não pode sair com ele.

Gina ouviu cuidadosamente cada palavra que Rony disse, repetindo-as em sua cabeça.Malfoy tinha concordado em sair com ela; ele tinha concordado em transar com ela.

Por que ele concordaria com isso? Simas, sabendo que não poderia sequer tocar Gina, a apostou e Malfoy estava participando disso com todos.

Todos eles, todos os meninos da escola, Rony disse. Malfoy estava sendo o rei da montanha, por isso ele estava fazendo isso.

— Eu vou sair com ele, Ron, e vou dar uma olhada no livro do Fred e Jorge, fazendo Malfoy lamentar por ter mexido com uma Weasley — Gina disse as palavras tão seriamente que nem Rony nem Hermione discutiram.

Gina voltou ao seu quarto, determinada. Ela estava numa missão, do tipo nascida de uma mulher desprezada. Ela abriu seu malão e pegou um velho jeans que estava gasto e ficava muito apertado em seu traseiro, junto com uma blusa de quadribol que Carlinhos mandara para ela.

Carlinhos não percebera o quanto ela tinha 'crescido' em certas partes fazendo a blusa ficar muito apertada, o que ela pensava ser muito ruim, até agora. Ela se espremeu nas roupas, notando que as duas peças pareciam uma segunda pele. Sim, a blusa estava definitivamente pequena demais e mostrava um pouco de sua barriga. Era perfeita.

Só mais alguns retoques e ela estaria parecida com uma Weasley apetitosa. Usou um pouco de maquiagem, acentuando os olhos e os lábios. Passou uma escova pelo cabelo para dar uma aparência mais lisa.

Assim que saísse, a brisa daria a ela aquela aparência de furacão que dizia aos garotos "eu acabei de transar". Ela parou em frente ao espelho para uma última avaliação. Era definitivamente sexo dos pés à cabeça.

Gina desceu as escadas para encontrar Rony e Hermione na sala comunal antes de ir para o café da manhã e Hogsmeade. Ron olhou para ela e disse um monte de palavrões que ela sabia que sua mãe teria um ataque do coração se ouvisse.

— Ron, pare. Nem tente falar comigo. Eu posso cuidar de mim mesma e você sabe disso. Malfoy nem vai saber o que o atingiu e se isso for muito pra você, então não assista. — Gina interrompeu seu ataque verbal com a ajuda de uma mão no ar — Vocês vão tomar café ou não?

Eles desceram as escadas para o Salão Principal. Gina sorriu com a expectativa dos planos se reunindo em sua pequena cabeça.

Rony e Hermione dividiram um olhar de incerteza. Não podiam deixar de imaginar se alguém deveria se preocupar por Malfoy.

Gina não era alguém que se quisesse deixar brava, e ele tinha feito exatamente isso.

Assim que desceram o último degrau da escada de mármore, a voz de Malfoy soou:

— Weasley! — Ele se inclinava preguiçosamente contra a parede próxima às portas do Salão Principal e seus braços estavam cruzados em seu peito. Rony e Gina olharam para o sonserino.

Draco suspirou interiormente ao perceber que precisava tentar seu melhor para agradar a Weasleysinha, o que significava chamá-la por seu primeiro nome.

Ele também concluiu que teria que guardar os comentários humorísticos sobre Weasleys para si mesmo — já que ela provavelmente não gostaria de suas gracinhas. Se ele ia seduzi-la, o que não deveria ser difícil para o maravilhoso espécime que ele era, precisava conquistar sua confiança.

— Gina, preciso falar com você, se o idiota autoritário do seu irmão não se importar — Draco mentalmente se xingou. Ele tentou, droga, mas ele precisava praticar mais para segurar sua língua, ou talvez ela pudesse contê-la com a dela, em nome da sedução e tudo mais, claro.

— NÃO, Ron. Isso é o que eu quero, lembra? — Gina disse através dos dentes cerrados ao empurrar o irmão e Hermione em direção às portas que levavam ao Salão Principal.

Assim que Ron parou seus resmungos e saiu com Hermione, Gina se virou para Draco, abrindo o inocentemente doce sorriso que ela usava sempre que estava tentando ter o que queria, e sussurrou:

— Sim, Draco?

— Vamos passar o dia inteiro em Hogsmeade, ao invés de apenas o jogar Quadribol — Draco disse, em vez de perguntar, com um ar de confiança que fez Gina se contrair por dentro diante da audácia.

— Ah! Eu adoraria, Draco. Você tem algo específico em mente que gostaria de fazer? — Gina falou numa voz tão melosa que tinha certeza que vomitaria na doçura.

Draco se aproximou dela e baixou sua voz:

— Sim, eu tenho uma ou duas surpresas em mente. Tenho certeza que você vai adorar.

— Aaaahh, surpresas? Eu amo uma boa surpresa — ela igualou seu tom ao dele — Devemos nos encontrar aqui quando for hora, e depois irmos juntos?

— Isso, senhorita Weasley, parece perfeito. Vamos, vamos tomar café — Draco abriu a porta para as mesas de refeição, fazendo um gesto para Gina ir à frente.

Ele parou na mesa da Sonserina, olhando rapidamente para ela para saber se iria se juntar a ele.

Gina sorriu e continuou andando.

— Até mais, Draco — ela disse por trás do ombro.

— Até mais — Draco a observou passear para a mesa da Grifinória, notando o jeito que seus quadris balançavam a cada passo e o jeito como o tecido azul desbotado parecia pintado em suas curvas perfeitas, como se nunca amarrotasse, apesar do grande movimento que fazia.

Ele desejava passar a mão naquela gloriosa bunda, em nome da sedução e tudo mais, é claro.

Gina caminhou para a mesa da sua casa, fazendo um grande esforço para ondular seus quadris a cada passo. Ela tinha certeza que ele estava olhando.

Era isso, ela sabia. Draco Malfoy começara seu jogo de sedução com ela. Ele estava obviamente certo de sua vitória com sua arrogância, e se ela fosse sincera com si mesma, admitiria que ele estava um gato de calça preta e uma blusa cinza pálido que apertava seus atraentes músculos peitorais e quando ele baixou a voz — bem, ela não deveria pensar nessas coisas.

Ela tinha que se concentrar em tudo o que seus irmãos reclamavam quando chegavam de algum encontro com uma menina. Ela tinha que ser carente, pegajosa, necessitada, lamuriosa, emotiva e arrogante. Idéias deliciosamente diabólicas inundaram seus pensamentos, fazendo que os canto de sua boca se dobrassem num sorriso maquiavélico.

Gina sentou alegremente próxima ao seu irmão e começou a tomar o café da manhã enquanto informava calmamente relatava a Ron os seus planos.

Draco apreciava seus ovos e torrada e assistia uma contente Weaselette (1). Isso fora muito mais fácil do que tinha pensado. Parecia que ela estava interessada nele quando dera um chega pra lá nos deveres de cão de guarda do irmão. Com o dia que ele havia planejado, ela provavelmente estaria em seus braços até a hora do jantar.

Parabenizou-se por um trabalho bem feito e postou um sorriso satisfeito no rosto. Gina podia sentir o peso daquele olhar. Deu uma olhadela para a mesa da Sonserina e encontrou um par de olhos cinzas com uma expressão que só um Malfoy poderia ter. Ele era tão egocêntrica, convencida, egoísta, altiva, pedante, esnobe, presunçosamente imbecil, que seria extremamente prazeiroso assistir à sua queda.

Tentou camuflar seus pensamentos com uma pescadinha e um sorriso direto para o ego do maior calhorda do mundo.

Draco estava surpreso que ela estava flertando abertamente — bem, nem tanto. Ele sabia que ela iria corresponder, mas quem podia dizer levaria apenas alguns minutos? Oferecendo a ela um gentil sorriso, Draco murmurou para si mesmo:

—Por que, Gina Weasley, eu acho que você está se apaixonada por mim?

Pescando naquele sorriso a idéia de que ele a dobraria a qualquer momento, Gina lança-lhe um beijinho e sussurra:

—Você vai desejar ter morrido quando tudo estiver terminado, Malfoy.

xxxxxx

—Malfoy, errr, quero dizer, Draco!— Gina gritou para ele intempestivamente pelas portas de carvalho do Salão Principal. Ela deu um risinho irônico e calmamente comentou:

—Singular nomezinho, esse o seu.

Draco limpou a garganta, cuidadosamente mascarava a sua indignação pelos trajes dela.

—A família da minha mãe tem uma tradição de pegar o nome de estrelas entre as constelações. Draco era o único que meu pai aprovaria.—Ele ofereceu-lhe o braço demonstrando seu cavalheirismo e perguntou:

—Você está pronta para irmos?

—Sim, estou vestida para a reunião de Quadribol, espero que seja apropriado para qualquer lugar onde possamos estar indo.—Deu uma voltinha tal qual fosse uma manequim, apresentando aquele justo, curto e sensual modelito.

Draco analisou a aparência da moça, indeciso entre estar nauseado com aquelas roupas plebéias, ou excitado por observar as curvas e pele dela. Seu corpo estava tomando a decisão sozinho, enquanto ele delicadamente acomodava as jóias da família com a outra mão no bolso das calças.

—Você está ótima para irmos comer.

Gina agarrou-se firmemente ao seu braço e brincalhona alisava aquele bíceps.

—Isso foi uma promessa para mais tarde?—Murmurou. Ela passeava sua mão para cima e para baixo daquele músculo, logicamente percebendo a firmeza deles e os apertando em admiração.—Então, quais os outros possíveis nomes, Draco, os que seu pai não gostou?

Passaram pelo portão, uma vez que Filch checara seus nomes e desceram as escadas em direção à comunidade de Hogsmead. Draco estava bem quieto, ainda surpreso com sua todo aquele sex-appeal dela. Ele estava certo que deveriam ser os nervos. Não poderia ser, não havia de acontecer de modo algum, havia?

Balançando uma mão em frente ao rosto dele, Gina chamou:

—Oi? Não me diga que isso é íntimo demais? Por favor, eu não conto a ninguém, juro.

—Eu gosto quando você implora, Weaselette.—Draco disse sem pensar e morrendo de

vergonha internamente.

—Não tente mudar o assunto. Diga-me que outros nomes sua mãe pensou, Ferret.—Ela

zombou.

—Você é tenaz e vingativa, não?—Ele encolheu-se ante o bom humor da outra, aliviado por ela não ter se enfurecido.—Tudo bem, você venceu. Ela Gostava de Corvus e Dorado (2). E isso é tudo que você vai tira de mim, agora é a sua vez.

—Não há muito a dizer. Fui batizada por em concordância dos meus dois pais: Virginia (3), não ria, vem da História de Arthur e Camelot e o meu nome de meio é Molly, Gina é a versão "abreviada", que eu prefira a Vírginia, é isso...—Ela torceu o nariz, obviamente desgostosa dessa sorte.

—Virginia é um nome adorável.

Gina achou que era uma zombaria pelo modo que o elogio escapou tão facilmente pela boca do rapaz. Era a cara dele elogiar e chamá-la por aquele nome que ela acabara de dizer que não gostava, se por acaso ele não estivesse tentando chegar até a sua calcinha.

—Refira-me como Vírginia e você será atacado por seus próprios tacos de golfe voadores de

novo.—Disse.

Draco gargalhou em alto e bom som. Essa era a última reação que ela poderia esperar, pensava que se sentiria humilhado e furioso com aquela experiência, mesmo depois de dois anos.

—Eu não poderia te culpar, porque é realmente um nome horrível—Draco se protegia da enxurrada de tapas que lhe eram desferidas.—e se você abrir o bico sobre Corvus e Dorado, faço questão que receba o mesmo tratamento. A mais incrível das bruxas me ensinou aquele feitiço.

Continuaram a andar numa conversa amigável, não sem baixar nenhumas das guardas completamente. O diálogo entre eles fluía muito mais fácil do que qualquer um poderia imaginar. Ao chegarem na estação de trem às barreiras tinham-se ido e foram substituídas por brincadeiras e gargalhadas. Tinham falado de tudo um pouco, incluído as aulas, professores e as fofocas que rodeavam a escola que não envolviam

Gina Weasley ou Draco Malfoy.

Chegaram aos Três Vassouras e lá entraram, e Gina perguntou:

— O que você preparou para hoje, Draco?

— Eu preciso encomendar novos trajes para o Baile da Vitória depois do Leaving Feast, eu pensei que a gente podia fazer umas compras antes do almoço. — Os olhos de Draco brilharam, pois enquanto falava escorregava a mão tão sutilmente que ela se surpreendeu com o gesto. O contato fez o estômago dela pular e ela errou os passos.

— Você chama de ficar três horas fazendo compras de "comprinhas"? — Gina perguntou agarrando-se aos dedos dele. Draco sorriu de canto ao perceber o sucesso de sua tática e pelo modo que a mão dela se encaixava perfeitamente na dele; morna, pequenina e macia. Sim, perfeita.

— Do que você chamaria, então, Gina? — Perguntou genuinamente curioso.

Ela riu e rebate:

— Perda de tempo?

— O quê? Você nunca passou um dia fazendo compras? — Draco estava incrédulo. Certo que ela era um Weasley, mas havia pessoas que gostava de sair de casa sem ser realmente comprar alguma coisa. Não havia motivos para ela não ser uma delas.

— Nada que não fosse material da escola. — Gina respondeu, imaginando se ele não estaria pensando em tocar no assunto do dinheiro. O Draco Malfoy que ela conhecia, não deixaria passar a oportunidade de zombar de um Weasley por sua pobreza. Isso seria mais fácil para ela se o sonserino fosse ele mesmo ao invés de um ser humano.

Ele parou e largou as sacolas. Olhou-a direto nos olhos e perguntou descrente:

— Você nunca passou ao menos dez horas perambulando pelo Beco Diagonal?

— Não… nunca… nem mesmo tive vontade. — Ela ficou indecisa entre fazer uma cara séria ou rir. Ela estava pensando o quão fora da realidade dele era uma pessoa que não passava hora deliberadamente olhando um monte de coisas.

— Então eu te digo, senhorita Weasley, se prepare pois eu estou a ponto de lhe proporcionar a melhor experiência da sua vida.

Draco puxou Gina pela mão para o Gladrags Wizardwear. Uma vez na loja, o vendedor os agraciou com mil opções de mercadorias que Gina nunca havia sequer cogitado durante as poucas saídas que dera com a mãe.A única vez que tinha visto coisa, foi quando vira Harry revirar a Floreios e Borrões atrás dos livros de Gilderoy Lockhart.

Eles se dirigiram aos fundos da loja rumo a uma sala especial, a qual o atendente classificou como uma espécie de provador privativo. A sala tinha pelo menos a metade do tamanho da loja e era repleta de araras com os mais variados estilos e cores de vestes; um setor de roupas estava afastado dos outros, próximo à uma pequena "alcova". Esse anexo possuía uma pequena plataforma ao centro cercado por três espelhos de um lado e um banco do outro.

Draco conduziu Gina a sentar-se enquanto ele falava com inúmeras pessoas — um alfaiate, um estilista e um atendente. Eles discutiam os itens que eles tinham selecionado por Draco e mostravam diferentes roupas que colocavam nas araras.

Mostravam roupa em cima de roupa e esperavam pela opinião de Draco — se verde, azul-marinho, preto, vermelho Borgonha, quanto ao colorarinho, se apertado, ou mais frouxo, se com gola em "v" e assim por diante.

Assim que chegara, Gina estava oprimida pela atenção que eles davam a Draco. Ela nem ao menos sabia que tal sala existia. Ela alegremente foi até o assento, desejando que com a confusão, não reparassem nela, sentia-se deslocada.

Quando a discussão sobre as vestes começou, ela pouco prestou atenção e começou a divagar sobre quadribol para se distrair. Ela já tinha realizado um perfeito Woollongong Shimmy permitindo que ela realizasse um gol quando Draco bruscamente interrompeu o pensamento.

— Gina! — Ele chamou-a com uma voz muito frustrada e levemente alta, desligando-a de

sua fantasia.

— Quê? — Ela parou o encarou. Ele estava em frente a ela segurando duas vestes diferentes.

— Nós só estamos aqui há cinco minutos, iria te matar se você prestasse atenção? — Ele perguntou, dando ênfase a cada palavra com um balançar nas roupas.

— Sim eu acredito que sim. — Gina revirou os olhos, tentando espantar o mau-humor.

— Sou eu quem está fazendo o trabalho duro aqui...

— Você acha que isso é trabalho? Olhe, se você está tentando me eliminar, Malfoy, há maneiras mais rápidas e menos dolorosas que me entediar até a morte.

— Você podia pelo menos escolher um? — pergunto sacudindo as roupas de novo e revirando os olhos.

— Acho que a Maldição Cruciatus seria preferível. — ela murmurou — não acha que elas são muito femininas, mesmo para você?

Draco vestia-se de uma maneira não convencional aos Malfoy, o que havia chocado Gina. — As minhas já estão encaminhadas. Qual dessas o meu par no baile gostaria?

— Seu par? — Perguntou completamente atordoada.

— Sim, eu pensei que você gostaria ser tratada melhor que uma princesa, enquanto nós comprássemos seus trajes de baile. — Ele sorriu matreiro. — Além de que eu acho que nenhuma dessas peças se compara à sua beleza, porém meu par merece o melhor.

— E-eu? — Ela o olhava com desconfiança. Ele era bom, ela tinha que admitir.

— Sim, você será o meu par, então escolha um dos trajes: o azul-marinho ou o Borgonha?

Idiota arrogante, nem se incomodou em perguntar a ela como um rapaz comum. Ele achou que poderia apenas invadir sua vida daquela maneira, oferecer-lhe lindos vestidos e levá-la ao baile e trepar com ela depois de tudo. Levantando uma sobrancelha ao entender o quão simples era o plano dele, armou o contra-ataque.

— Qual deles você prefere, Drakey-pooh? — Ela ria enquanto passava a mão pelo pescoço dele e começava a brincar com uma mecha que tinha ali.

— Er, eu precisaria ver você vestida para ter certeza, mas eu acho que o vermelho. — Disse com um leve tremor na voz.

— Oh, ótima idéia Fofuchinho. — Sussurrou-lhe ao pé do ouvido. Ela começou a desabotoar o jeans quando ele pôs uma mão sobre as dela, para impedi-la.

— Aqui não, — disse engolindo em seco — aquele espelho é uma porta, vá até lá e troque-se.

— Certo. — Ela sorriu e apertou-lhe a bochecha. Analisando as vestes, foi até o provador, tendo tempo de olhar pela fresta da porta: Draco em colapso, sentado e limpando a testa.

Fechou a porta e riu interiormente. Pobre rapaz; não podia evitar as reações biológicas que o afetavam. Isso faria as coisas serem mais fáceis para ela e por isso era grata.

A compra do vestido caíra como uma luva. Ele pensou que a seduziria por coisas bonitas, mas ela estava prestes a virar a mesa.

O traje Borgonha era sumário, muito estreito nos ombros e tinha o espartilho muito justo. Por um momento pensou se ele realmente não queria matá-la devido a dificuldade que tinha para respirar com aquilo.

Tentou alisar a roupa e mergulhou a mão dentro do decote, levantando suas "meninas" máximo que pôde e aguardou o momento propício.

Cuidadosamente, saiu do provador, Gina pisou na plataforma e começou a andar em volta para o deleite de Draco.

Parou depois de um circulo completo para ver se ele aprovara. Seus olhos se encontraram e ele parecia um homem que não se alimentava há uma semana estava sentado diante de um buffet "tudo o que você conseguir comer".

— Sei não, Drakey-pooh-pooh-pooh. Eu acho que o vestido me engorda. O que você acha? — Gina se lamentou.

Draco proferiu, ao ouvidos de Gina, o que parecia o guincho de um rato desesperado por sair de uma ratoeira:

— Não, você está maravilhosa. Acho até que você não precisa nem mesmo provar o outro.

— Hmmm, tem certeza? — Ela perguntou e movendo-se de um modo, fingindo ajustar a roupa, que ele tivesse uma visão generosa de suas "meninas".

— Ce-certamente. —Respondeu com a voz falha.

— Pode ver as marcas, quero dizer, da minha calcinha? Ela virou-se analisando o traseiro.

— Não, não, não dá. — a voz embargada.

— Oh! É verdade, — ela disse, virando-se e sorrindo-lhe abertamente — eu não estou usando mesmo.

A boca de Draco abriu-se, mas não disse nada, nem uma única palavra escapou de suas cordas vocais.

Gina jogou um pequeno beijo em sua direção e saiu da plataforma, de volta à cabine. Trocou as roupas com uma enorme satisfação em Draco entrar em combustão espontânea até o final do dia.

"Pétalas de margarida amassadas, pele seca e enrugada, fatias de larva, um rato adormecido, solução de sanguessuga. Mexa cuidadosamente, no sentido horário, treze vezes, ponha em fogo médio e deixe ferver por vinte e um minutos para formar a Poção do Encolhimento. Uma droga de retração é tudo o que eu preciso agora. Os ingredientes são duas antenas de lesma…"

— Está tudo bem Fofuchinho? — A voz de Gina interrompeu os pensamentos de Draco, que por sorte, estava repassando e memorizando um a um todos os terríveis apelidos que ela criara especialmente para ele.

Limpando a garganta, respondeu a ela demonstrando muito mais controle na voz que minutos antes.

— Perfeitamente bem. Você não vai provar as outras vestes? — Ele não estava certo de que queria vê-la usando outra roupa extremamente curta, expondo sua pele macia, salpicada de sardas, que o lembravam canela sobre chantili e que a sua língua precisa provar daquela delícia — Separe todos os componentes, incluindo as duas antenas da lesma, três gemas de ovos doxy...

— Oh, eu achei que você disse que o vermelho estava bom. Você não gostou, não foi? Você acha que eu estou gorda! Drakey-pooh, Amoreco. Só estou inchada. É o que acontece comigo nesse período do mês. Eu estou retendo água e eu tenho cólicas terríveis. Meu fluxo é tão intenso…

— Você não está gorda, Gina. Vamos embora. Há de ter uma outra loja que você queira visitar. — Draco despejou as palavras tão rapidamente quanto a arrastou pela porta da Gladrags. Não havia necessidade de ninguém mais ouvir aqueles problemas femininos, nem tampouco havia necessidade de separar os ingredientes de poções. Essas informações eram um banho de água fria, tal qual Potter cantando aquela musiquinha irritante a cada volta.

— Eu adoraria ir a nova filial da Suplementos Para Quadribol e ver as últimas vassouras! — Exclamou.

— Perfeito, é caminho e temos uma hora ainda antes do almoço. — Draco ficou surpreso quando seus olhos brilharam na expectativa de ver os mais novos itens de Quadribol, mas nem se incomodou com as roupas novas — muito mais bonitas e caras que uma Weasley sequer tocou, mas nem ao menos desejadas. Ela era diferente de todas as meninas que conhecera.

Gina praticamente correu até a loja de esportes, arrastando Draco pelo braço durante o caminho. Ela finalmente soltou-lhe a mão, parando para olhar por sobre o ombro de vez em quando para ver se ele a acompanhava.

Normalmente, ele ligaria de ser tratado como um elfo doméstico que a seguia, porém havia suas compensações em estar atrás da Weaselette, como o balançar dos quadris, que pareciam piscar para ele com cada passinho que ela dava. Sua cabeça inclinou-se um pouquinho para o lado enquanto ele apreciava a melhor vista de Hogsmeade.

Ao se depararem com a loja, Gina parou diante a vitrine e analisava os itens. O último modelo de vassoura de corrida estava à mostra. A Quicksilver tinha sido lançada há um certo tempo, todavia ainda chamava atenção. O imenso sucesso só poderia ser comparado ao lançamento da Firebolt, quatro anos atrás.

— Gostou dessa vassoura, não foi? — A voz baixa de Draco avançou-lhe sobre o ombro, sua respiração gentilmente soprava alguns fios de cabelo vermelho.

— Sim, eu nunca vi coisa igual. Adoraria por minhas mãos nela. Veja só aquela vara. Parece tão macia, firme, mesmo assim macia… — Ela falou um pouco excitada.

— É mais potente do que parece. — Postou-se atrás dela, encostando seu corpo rijo no corpo macio da moça.

— Verdade? Eu adoraria cavalgar nela. Eu nunca tive nada assim entre minhas pernas. — Sua voz soou estava fraca de desejo.

— Você acha que está preparada, Gina? — Ele perguntou acariciando a orelha dela com o nariz.

— Eu sei que estou, se eu pudesse cavalgá-la ao menos uma vez.

— Sabe, pode parecer uma coisa natural, mas tem que ser ao seu tempo, devagar no início e aumentar gradualmente.

— Eu aprendo depressa. — Ela suspirou enquanto seu pescoço e bochechas estavam corados.

— Eu podia te ensinar.

Gina virou-se no pequeno espaço que ele havia deixado entre ele e a vitrine. Aqueles olhos chocolate brilhavam e seu peito mostrava uma respiração pesada.

— Você faria isso?

— Eu tenho uma Quicksilver, e eu ficaria mais que feliz em te ensinar a cavalgar essa vara. — Draco deu um sorrisinho.

— Oh, Draco, estou tão excitada. Vamos entrar, assim eu posso segurá-la até você me levar de volta para Hogwarts e aí eu poderia ver a sua. – Gemeu enquanto o empurrava pela porta. (4)

Eles percorreram todos os corredores reparando nos equipamentos, inclusive a Quicksilver. Acharam alguns livros de estratégia e jogadas especiais.

Ela não parava de falar o quanto ela gostava do jogo, como os irmãos nunca a deixavam jogar e como ela conseguia abrir o armário de vassouras e pegar as deles, como nunca tivera uma vassoura nova até o ano passado, quando tinha se saído perfeitamente e os pais lhe compraram uma Cleansweep 12.

Draco aprendeu mais sobre Gina Weasley em quarenta minutos que eles estava em compras do que seis anos juntos. E o mais importante, reteve as informações que lhe seriam úteis naquele jogo de sedução.

Ele encontrara o seu ponto fraco, ou ponto-g, depende do modo como encará-lo. Quadribol deixava a pequena recatada Gina Weasley extasiada. Ela facilitara muito as coisas para ele. Ele era especialista no esporte, além de ter os contatos certos.

Ela não saberia o que a atingiu, uma vez que ela estava nos braços do garanhão de Hogwarts, ele, claro. Gina seria seu pomo de ouro.

Gina não podia parar de sorrir bobamente, desde que eles deixaram Suplementos Para Quadribol, ela adorava Quadribol — agora mais do que nunca, como atacante do time da Grinfinória. Não havia nada comparado a voar ou lançar a goles pela defesa, o goleiro e finalmente o chegar ao gol.

Ela gostava de jogar sozinha apenas para se divertir, mas o gosto da vitória estava cada vez mais doce e essa situação a trouxe de volta à realidade. As coisas entre ela e Draco-er... Malfoy, ficara muito íntima na loja.

Aquela sua natureza de falar pelos cotovelos havia ultrapassado o ponto do que ela consideraria uma distância confortável. Quem poderia pensar que ela realmente apreciaria a presença de Malfoy, mesmo por apenas uma hora? Ela tinha que entrar novamente no jogo e não se deixar levar pelo charme ou a Quicksilver dele.

Andaram até os Três Vassouras em silêncio. Gina olhou-o de soslaio e notou que ele tinha aquele sorrisinho sardônico. O imbecil arrogante estava ao seu lado de novo, achando que estava finalmente no comando.

Ela não seria tão facilmente dobrada, mesmo um demente como o Malfoy saberia disso, não? Internamente riu. Se ele já estava tão cheio de si, ela apreciaria mais suas reações da queda dele.

Ao entrarem nos Três Vassouras, Gina reparou que o local estava repleto de estudantes de Hogwarts.

— Drakey-pooh, tem uma mesa bem ali. Seja um amorzinho e por favor reserve-a para nós, eu vou até o toalete me embonecar. — disse com uma voz demasiadamente melosa e muito mais alto que o necessário.

Imediatamente as bochechas de Draco tornaram-se rosa, ele concordou e foi até lá guardar a mesa. Gina tomou muito cuidado em se enfeitar , uma vez que o viu sentado. Queria se certificar de que ela daria um show, uma vez que o vira estático olhando seus quadris uma vez ou duas.

Uma vez no lavatório, arrumou-se e maquiou-se. Conferiu o espelho uma última vez e reparou na dúzia de atrativos. Claro que garotas ficavam bonitas espremidas dentro de um corselet disfarçado de vestido, mas também o poderiam com uma ou mesmo duas muito-pequenas-blusinhas.

Desatacou a trava do sutiã e o puxou, mas isso era apenas meio caminho andado. Faltava apenas uma coisinha a se fazer: achar o papel higiênico.

Gina apreciou o próprio trabalho no espelho, não tinha certeza de que aquilo iria funcionar. Estava protuberante demais. Estava tudo errado. Por que Percy não era uma menina? Pelo menos ela teria conselhos de irmã mais velha sobre estufar o sutiã. Tentou alisar e moldar o sutiã. Estava da vez mais pontudo. Talvez se ela molhasse o papel um pouquinho ela poderia modelá-lo melhor.

Minutos depois, Gina descartava o sutiã e uma camisa molhados e lançou o maço de papéis no lixeiro. Estava toda molhada e sua blusa aderindo ao corpo era extremante incômodo. Bem, não havia nada a ser feito, desde que ele não soubesse do feitio de secagem fosse leve o bastante para não chamuscar sua roupa, teria apenas que fazer com que Draco-er Malfoy, ficasse imaginando porque ela demorava tanto a sair.

Quando voltou à mesa, reparou que os olhos dele não saíam de seu busto. Bem, provavelmente ele estaria imaginando o que raios teria acontecido para sua camiseta estar molhada, o que não esperava era aquele olhar tão intenso em seu peito. Uma bela e inesperada surpresa, considerando que ela pensou que estava um total desastre.

— A torneira espirrou água em mim, Fofuchinho. Dá pra acreditar? — Piscou para ele enquanto descia a mão do pescoço ao vale dos seios e deixando-a deslizar até o decote. — Você pediu alguma coisa? Estou faminta.

— Sim, já pedi o almoço e aqui está uma cerveja amanteigada. — Ele falou para o busto dela.

Gina rolou os olhos.

Saberia ele que os olhos e ouvidos dela estava vários centímetros acima? Subitamente desconfortável com o descaramento dele, inclinou-se sobre os antebraços e perguntou:

— Você perguntou sobre o jogo e o Teleprism?

— O quê? — Perguntou, seus olhos finalmente encontrando os dela. — Oh! É mesmo, a garçonete disse que será naquele quarto atrás do bar e que começa daqui a trinta minutos.

— Ótimo, nós temos tempo suficiente de comer e depois vamos para lá.

— Ela também disse que acabaram de comentar que Quafflepunchers estão fora das semifinais por violarem as regras de seleção dos jogadores, então os Falmouth Falcons ficarão no lugar deles. — Falou com um sorrisinho.

— Violaram as regras? Os franceses sempre acham que são tão melhores que o resto. Sempre politicamente corretos! — Esbravejou com uma faísca no olhar e reparou na expressão do outro.

—Você parece estar muito feliz com a notícia.

— Meu time preferido acabou de entrar na semifinal. Certamente não estou sentida com os Quafflepunchers fora do campeonato.

Um prato apareceu na frente de cada um deles com o que Draco tinha pedido para o almoço deles. Havia três fatias finas de algum tipo de carne e uma porção de verduras. Cheirava absurdamente bem.

Draco sorriu para ela.

— Hazelnut, vitela de cordeiro, regado ao molho de tomate-cereja, especialidade da casa feito somente em ocasiões especiais.

— Cordeiro? — Gina exasperou-se. — Você pediu cordeiro?

— Você vai adorar, vá em frente, prove. — Draco insistiu.

— Eu não posso come cordeiro. — Ela suprimiu um soluço de choro — É uma ovelha bebê… Um cordeirinho. Você sabe: Mary tinha um cordeirinho…

— Então não coma…

— … cordeirinho — cantava em uma voz melancólica e chorosa e empurrou o prato para longe, daí começou a ficar nauseada — Tire isso daqui, Draco, antes que eu vomite!

Draco pegou ambos os pratos e correu até o bar. Gina tentou esconder um sorriso atrás do guardanapo e continuou fazendo ruídos de quem realmente estava querendo colocar o café pra fora.

— Consegue comer alguma coisa ainda ou perdeu o apetite completamente? — Perguntou Draco gentilmente quando retornou.

— Acho que posso pedir alguma coisa ainda, estou faminta. Você pediu algo mais, Fofuchinho?

— Sim — respondeu com uma expressão abatida — Eu pedi a Madame Rosmerta para nos trazer algo vegetariano, se isso te é aceitável.

— Oh, perfeitamente aceitável! Ela disse o que há de vegetariano no cardápio? — Gina perguntou enquanto mais dois pratos apareceram com alguma coisa que parecia comida de cachorro.

— Pão de lentilhas. — Draco falava e cortava o alimento com o garfo.

Ela aquela coisa marrom à frente dela e inspirou profundamente. Comendo uma pequenina porção, exclamou:

— Hummmm!

O olhar de horror de Draco foi substituído por um sorriso apaziguador quando ele voltou-se ao seu pão de lentilhas. Ele estava tão enojado quanto ela.

Ela decidiu rapidamente retira o time de campo. Não podia comer um outro pedaço, só não podia deixá-lo escapar ileso da comida horrível.

— Eu não posso comer isso. — Ela gritou e os olhos de Draco capturaram os dela, um alívio bruxuleante passou por eles — Meu namorado acha que eu sou GORDA.

Ela jogou o garfo e deixou a mesa, exclamando alto enquanto saía do Três vassouras que Draco a achava gorda e ela nem podia ao menos comer por causa dele.

Gina dirigiu-se até a cozinha do castelo, discretamente, e pediu aos elfos um grande sanduíche de presunto.

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Notas da tradutora:

(1) Não vou traduzir o nome marcado pelo fato de ser um trocadilho com o nome Weasel e Weasley, só que dessa vez parece que o pequeno Malfoy foi mais criativo e ainda por cima adicionou o sufixo "ette" no nome de Gina.

Pra quem não sabe Weasel é doninha.(ferret ou furão, dá no mesmo...)

(2) Corvo, essa primeira era dispensável; Dourado ou Peixe "bom" gosto. Ambos os nomes vêm do latim (fiz minha pesquisa -)

(3) O nome na versão original é Ginervra, então fica fora do contexto a tradução "Vírginia". Como a lenda do rei Arthur e da rainha Ginevére (pelo menos eu conheço na versão francesa) é bem conhecida, acho que não há problemas.

(4) Ilía vermelha de ter traduzido esse diálogo #-#

Mas chega que eu to me sentindo aquela chata que fica explicando todas as piadas!XDD

Nota do Grupo:

Um novo cap recheado de conversas com duplo sentido. Alguém gostou? XD!

Nossos agradecimentos à: miaka, Ruivinha Malfoy, Oráculo, Hannah, Rafinha M. Potter e Helena Malfoy.

Gostaríamos de indicar nossas outras fics: Alem da Redenção, Em Profundo Desespero, Um Beijo e Uma Flor, Relacionamentos Pouco Convencionais e nossas fics slash.

PS: Cadê as reviews? Vamos gente, digam se nosso trabalho está bom, se está ruim. Nos ajudem a realizar um trabalho melhor...

Os Tradutores