Deixei que as pessoas saissem, eu
nunca gostei muito de furdunços no fim das contas, aquela bagunça
de pessoas trombando em você desesperadas para conseguirem uma
carruagem – como se não tivessem carruagens suficientes –
totalmente me tiravam do sério. Isso sem contar nos novos alunos que
sempre achavam um jeito de reconhecer a mim ou aos meus primos e saia
soltando como se fosse a última fofoca da "Bruxinha de Varinha
Ligada". Então, nada melhor do que esperar alguns longos minutos
aproveitando da minha companhia, e seguir em passos de tartaruga pelo
corredor e dar de cara com Scorpius Malfoy se alastrando com Sarah
Lee, é, isso definitivamente não estava nos meus planos.
Meus
pés pareciam grudados no chão por uma cola, mesmo que eu quisesse
os meus pés pareciam não ter a mínima vontade de se mover. E
derrepente o beijo deles pareceu tão interessante que eu me vi
virando o pescoço um pouco pro lado involuntáriamente e observando
como os dois pareciam não se cansar jamais, o modo como ele segurava
o pescoço dela, e juntava seus corpos, as mãos dela por dentro da
blusa dele, nas laterais... Sarah Lee parecia estar entrando em
parafuso, teria tido um orgasmo múltiplo se no momento em que ela
parecia estar realmente afim de botar pra quebrar ele não tivesse
aberto os olhos.
- Perdeu alguma coisa, Weasley?
A dignidade, talvez? Porque sim, eu tinha a perdido assim que aceitei aquela aposta absurda, se não fosse por ela eu provavelmente não estaria os observando tão arduamente e tão indiscretamente, aliás, eu provavelmente teria passado direto. Mordi a lingua pra não responder, e fazer pose de intelectual provavelmente não colaria já que eu não tinha uma tonelada de livros nas mãos, despreocupada que está passando por acaso muito menos, e enfim, todas as circunstancias pareciam ir contra mim naquele momento. O que eu podia fazer? Dar de ombros e dizer "olha, sua melhor amiga, que por mais absurdo que soe também é a minha melhor amiga e é vulgarmente conhecida como Dominique Weasley está achando que deveriamos dar uns pegas, imagine se ela soubesse que já andamos fazendo isso uma vez..." não, melhor não. Dei um pigarro alto e indiscreto limpando a garganta e deixei o meu lado atriz falar o mais alto possível, transformando – ou pelo menos eu tinha esperanças de que estava fazendo isso – meu rosto em uma careta de desgosto.
-
A fome, com certeza.
- Porque não vaza daqui, ralé?
_ Sarah Lee questionou levando as duas mãos ao peito de Scorpius
possessivamente.
- Porque eu já não recebo ordens de quem tem um
cérebro em perfeitas condições, então deixe me ver... hum,
receber ordens de quem tem meio cérebro? Pior ainda. Completamente
fora de cogitação. _fixei então os meus olhos no azul hipnótico
dos olhos dele e fiz um gesto com a mão que ia de mim até ele _
Temos um assunto pendente.
- Não sei qual! _ ela berrou dando de
ombros, eu podia apostar que estava mais insegura do que jamais fora
na vida.
- E nem vai saber porque não é da sua conta. _ respondi
com uma voz falsamente meiga, uma péssima imitação da dela.
-
Olhe aqui sua...
- Anda Sarah, eu te encontro no caminho. _ ele
respondeu automaticamente, bastante sério e desvencilhando o corpo
do dela. _ Eu falo sério, anda, eu te encontro no caminho.
Posso
dizer que a cara da porta ignorante foi impagável? Eu daria tudo pra
poder te-la gravado no replay, algo como um misto de decepção,
tristeza e pé na bunda, ok, foi realmente inesquecível, mas não
era essa a questão...
Ele levantou os olhos pra mim, mas não
antes de me fazer um raio-x completo, dos pés aos ultimos fios de
cabelo, eu não deixei que minhas bochechas vermelhas e suspensas nas
maçãs do rosto me denunciassem, agi com naturalidade, como se nada
daquilo fizesse diferença, porque a verdade era essa, simplesmente
não fazia. Ou costumava não fazer, até o momento que eu fui cair
na infelicidade de reparar que sim, toda aquela beleza e charme
faziam algum efeito nas pessoas, e não eram efeitos muito agradáveis
por sinal... E já que ele estava me encarando de cima abaixo – e
eu provavelmente já tinha perdido uns cinco quilos porque ele
parecia incapaz de parar de me secar – eu podia perfeitamente
seca-lo
também certo? Sim, mais do que certo. Ao menos Dominique me diria
que isso era certo.
- Você vai ficar calada, ou costuma ser
muda quando não se sente ameaçada? _ ele questionou coçando o
queixo.
- Eu não estou me sentindo ameaçada, porque diabos eu me
sentiria ameaçada? _ retruquei, meu tom de voz já bastante nervoso
e tenso me entregando enquanto eu tagarelava sem limites _ Eu jamais
me sentiria ameaçada por aquela ameba acerebrada, e aqueles cabelos
de miojo cozido, ew.
- Vamos lá Rose, eu não tenho o tempo
inteiro. _ ele cruzou os braços recostando na parede do vagão.
Ok, essa posição foi bastante memorável, foi inevitável que meus neurônios não se recordassem, e mesmo que estivéssemos em vagões diferentes eu ainda podia me ver no lugar dele. Eu sabia que ele estava cheio de más intenções quando se encostou, eu podia ler nos olhos dele que ele queria mexer com a minha cabeça, eu sabia disso. O que era aquilo? Uma espécie de troca? Eu te uso e você me usa? Ok, não tão depressa assim Escorpião Albino... Mas devo admitir que fiquei bastante tentada e dei um passo a frente. Ok, dois, não se fala mais nisso.
-
Onde conseguiu meu prendedor, porque nós dois _ eu refiz o gesto de
mim até ele _ sabemos que ele não caiu em lugar algum.
- Na
verdade, eu peguei do seu cabelo enquanto estava preocupada em
colocar a sua língua na minha boca. _ ele falou descaradamente como
se eu tivesse planejado toda a situação anterior e me atirado aos
braços dele de bom grado dizendo "venha scorpius, me beije
loucamente" ew.
- Quando eu
enfiava a língua na sua boca, Malfoy? EU? Tem certeza absoluta
disso?
- Sim, tenho. Você enfiou a língua na minha boca. _ ele
respondeu, agora tendo um sorriso divertido no rosto.
- Você me
encostou na parede, você me provocou! _ eu falei como se quisesse
jogar tudo aquilo na cara dele, e bem, eu queria. Eu queria muito. _
E aliás, foi você quem enfiou a lingua na minha boca, em primeiro
lugar! _ ok, eu estava realmente exaltada.
- Quem se importa
Weasley? _ Scorpius deu de ombros e deixou a mão pender até
alcançar sua mochila que estava na cadeira ao lado _ O que importa é
que você gostou.
É, realmente eu gostei. O QUE? Eu gostei sim, mas não era pra ele ficar sabendo disso, e aliás, quem foi que disse a ele que eu gostei? Ele tinha que parar de se garantir dessa forma, vai ver ele achava que era o bonzão, a ultima cerveja amanteigada dos Três Vassouras, porque ele parecia se considerar um super perito em beijos não é mesmo? E ai ele ia com a sua boca grande espalhar pra todas as serpentes nojentas "Eu peguei Rose Weasley, a filha do auror da cabeça vermelha e branca, e ela gostou hein?" TOSCO. Garoto tosco, eu tinha nojo dele, ah eu tinha. Não era nenhum pouco digno sair espalhando coisas a meu respeito por ai, principalmente porque eu tinha uma reputação a manter, até onde eu sei, e todos sabem também, as pessoas não me tocam emocionalmente. Ok, agora ouçam minha risada maléfica.
- Quem te disse que
eu gostei?
- Eu não preciso que você diga, Weasley. Ficou bem
claro sem que você precisasse pronunciar em voz alta.
- Está
achando que eu sou como aquelas garotas que pagam um super pau pra
você? Tipo a Sarah Lee é?
- Não, mas é óbvio que se importa.
E que se importa muito mais do que gostaria. _ ele retrucou calmo,
como se não estivessemos tendo a discussão do ano.
- Ah sim,
veja eu me importar. Olhe bem pra minha cara, estou me importando. _
fiz a melhor cara de 'não estou nem aí' e levantei uma das
sobrancelhas. _ Observe como eu não estou...
Interrompi as minhas palavras quando notei a proximidade perigosa do rosto dele do meu, nossas respirações estavam se misturando e eu me vi novamente contra a parede, o que, aquele cara tinha algum fetiche não realizado com paredes? Porque só pode, sempre que tem uma oportunidade lá vai ele me encoxar na parede.
- Você
realmente não se importa quando a minha boca está tão perto da sua
que você perde a fala _ a voz dele era rouca, rouca e sensual,
ai Merlin o que estava acontecendo comigo... Ele roçou os lábios
nos meus pela proximidade _ Não se importa quando a minha mão te
puxa pra mais perto do meu corpo _ então apertou minha cintura nos
aproximando ainda mais, o contato estava um tanto... absurdo _ E não
se importa quando eu beijo o seu pescoço _ então deixou os lábios
deslizarem me dando uma mordida não tão leve assim, eu só inclinei
o pescoço indignada para facilitar, nada demais na verdade _ E eu
sei que todos os poros do seu corpo se arrepiam quando eu te toco,
porque você simplesmente não pode ajudar... É demais pra você.
-
Você é um surtado. _ respondi, um sussurro provavelmente, eu estava
bastante fora de mim.
- Provavelmente, mas bem, isso não importa
também. _ ele retrucou, ainda mantendo a nossa posição _ E você
pensa que é forte demais, Rose você é mais maleavel do que um pote
de sorvete derretido.
- Posso estar realmente maleavel pra você,
mas acredite Malfoy, eu só não controlo o que acontece por fora, o
corpo é completamente violavel.
- Eu posso te deixar maleavel o
suficiente para entrar na sua mente Weasley. _ a mão dele se
escorregou pela lateral do meu rosto, seus dedos se misturando aos
meus cabelos.
- Não obrigada. _ respondi com simplicidade, aliás,
uma simplicidade que ele não tinha. _ Eu não sou uma mulher de
sentimentos.
- O que é totalmente uma escolha sua. _ ele
retrucou, novamente os lábios roçando nos meus _ Agora vai, diga
que não se importa.
- Eu não me importo _ frisei cada uma das
palavras.
- Eu quero saber até quando.
Bom, essa era
uma pergunta que eu totalmente teria me feito se o infeliz não
tivesse novamente cravado os lábios nos meus, e bom, ele deve ter
sido inteligente o suficiente para calcular que depois de uma
insinuação dessa eu escaparia do beijo por melhor que ele
estivesse, então ele enlaçou meu pescoço com os braços e suas
mãos segurando firmemente o meu rosto, e enquanto eu travava os
lábios na esperança de conseguir me safar, ele usava a lingua para
entreabri-los, e cara, como ele era insistente... E bom, eu
continuava tentando, até que meu corpo cedeu. E por favor, pensem
comigo, tinha como não ceder? Ele estava lá, se esforçando pra
ganhar um beijinho, gente, Scorpius Malfoy estava insistindo por um
beijinho meu, eu sei que pra mim ele nem nunca foi grandes coisas,
mas wow, acordem, ainda sim existem dezenas de garotas dando o ar que
respiram por isso, e eu não sou de renegar. Então eu ia sim, deixar
o beijo rolar, alias, já estava deixando, minha lingua e a dele
tinham tanta sincronia que sabiam exatamente qual espaço era de qual
e principalmente como se deslizarem uma na outra, pareciam estar
dançando valsa, de tão dignas, previamente ensinadas eu diria, se
eu tivesse pelo menos tido tempo de ensaiar, mas não tive. A mão
dele se afrouxou no meu rosto, me dando novamente a liberdade de
escolha, e eu como sempre escolhi o errado, escolhi continuar ali
aproveitando, não tinha ninguém mesmo, e pareciamos bem bons de
segredo...
Ele pressionou o corpo contra o meu, e eu mordi o lábio
dele mais forte, ele soltou uma risadinha de quem estava aproveitando
tudo, principalmente os olhos fechados pra imaginar o que não
deveria, e então caímos. Sim, caímos.
Em cima de um dos bancos
vazios, o corpo dele em cima do meu estratégicamente, o destino não
podia ter sido mais bondoso com o infeliz! O barulho ensurdecedor de
maquinários me deixava bem claro que não tinhamos caído porque
Scorpius estava tentando me amassar contra a parede novamente - e
contavamos com uma grande falta de espaço - alias, o barulho deixava
bastante óbvio que algo que não deveria estar acontecendo, acabara
de acontecer. Ok, não isso, de eu ficar com Scorpius, eu me refiro
ao trem.
O Expresso de Hogwarts estava começando a partir, pra onde, só Merlin sabe, com certeza... Mas o que importa é que estava partindo, engrenagens fazendo barulho, o momvimento e eu tinha certeza, pro lado oposto ao que costumávamos ir. Apesar de tudo isso, parecia que Scorpius estava achando toda a situação bastante irrelevante porque já estava se aconchegando em mim e aproximando o seu rosto perigosamente, ou algo do tipo.
- HEY! _ berrei com toda a
força que meus pulmões permitiram _ O trem está indo.
- Sim, eu
percebi... _ ele respondeu já se abaixando para me beijar quando eu
coloquei as duas mãos em sua boca.
- E já te ocorreu que
deveriamos estar fora dele?
- Sim, mas já que não estamos...
-
Scorpius, por favor, saia de cima de mim, pelas calças de Merlin
homens só pensam nisso? Acha que eu sou igual a Sarah Lee que vive
subindo as saias pra você?
- Se você não se importa, então
provavelmente subir as saias não faria diferença alguma. _ ele
retrucou com uma voz sacana.
- Ah faça me o favor, eu quero sair
daqui. _ resmunguei e minha voz deixou um tom de desespero.
- Não
me diga que está com medo?
Isso foi o suficiente para que ele tirasse suas patas enormes de cima de mim e se levantasse, já fazendo sua casual pose de "Eu vou rir da sua cara agora", eu olhei pro lado tentando parecer bastante indiferente, mas bem, ao que tudo indica quando eu estava com medo eu simplesmente não era boa o suficiente pra isso, então meus pés começaram a bater no chão metalico e eu comecei a mexer as mãos uma na outra, e sim, eu falhei. Eu estava morrendo de medo. Meu rosto me entregava completamente, e eu tenho um certo pavor de lugares fechados, principalemente quando estou fechada em um deles com alguém que não confio, e sem saber pra onde estão me levando.
- Não, não
estou. _ resmunguei.
- Está sim. _ ele ressaltou se sentando ao
meu lado.
- Ok, estou, pode rir agora.
- Eu não vou rir _ e
quando ele falou parecia que era a coisa mais óbvia do mundo. _
Porque eu iria rir?
- Porque é isso o que você faz, ri da minha
vida, ri de mim, ri da minha família... _ eu resmunguei _ Pelo menos
é como deveria ser, não é mesmo? Ou como você parece ser.
-
Nem sempre as pessoas são o que parecem. _ ele disse, e parecia
estar bastante ressentido com a minha afirmação.
- Eu duvido que
você não seja _ cruzei os braços e virei o rosto pra ele _ Você
só pensa em fumar, cheirar, beber, transar com as pobres garotinhas
na torre de Astronomia.
- O que você sabe em relação a mim? O
que dizem por ai? _ ele retrucou _ O que dizem por ai pode não ser
cem por cento verdade.
-
Mas tem sua parcela veridica, e isso não me agrada nem um pouco.
Olhe, voltemos pro ponto de saida, eu sou uma Weasley, você é um
Malfoy, nos odiamos desde o primeiro ano, se lembra? Desde sempre,
nascemos pra isso. Esse beijo, assim como o outro não aconteceu.
Pronto.
- Se é o que você quer.
- É, é o que eu quero.
-
Tudo bem, eu já disse. Não me importa.
Eu
não tinha mais o que dizer depois dessa. Eu sequer tinha vontade de
dizer, ele havia cortado todas as minhas justificativas e
provocações, algo ali tinha mexido comigo. Acho que eu estava tão
acostumada a ter alguém que sempre se importava – ou pelo menos
fingia se importar – que eu fui pega de surpresa. E aquilo por
alguma razão me incomodou, como uma picada de formiga coça e você
não aguenta mais. Eu estava coçando para fazer com que ele se
importasse e lutando com o meu orgulho para me manter assim como
estava. Já estava inclusive trabalhando mentalmente assuntos
diversos para não me lembrar da existencia de um loiro com os olhos
mais azuis que a própria noite ao meu lado, qualquer coisa, menos
ele.
Então o trem parou. Eu respirei aliviada, porque finalmente
eu ia poder ir pra 'casa' tomar um banho e esquecer de todas
aquelas coisas, e por a cabeça no lugar. Olhei de relance, sem
sequer virar a cabeça e ele estava olhando pra mim.
- Quero
que você diga que não gostou do beijo.
- Er... Rose, Malfoy,
sinto muito interromper... qualquer coisa. _ Teddy Lupin apareceu na
porta recém aberta do vagão, tendo uma das mãos na nuca, parecia
bastante desconcertado.
- Não está interrompendo nada! _ me
apressei em dizer, afinal de contas era o meu nome na boca do Lupin,
não o dele.
- Me responda, sim ou não. É simples. _ ele forçou,
colocando a mochila nas costas pronto pra sair.
- Sim. _ respondi
envergonhada _ Mas isso não significa sim pra todas as outras
coisas. Eu gostei, mas eu não quero mais.
- Ok, espero que saiba
o que significa a resposta.
Então ele saiu, sem sequer dizer ao Teddy um "Boa noite" que fosse, e eu continuei lá, sentada intacta no banco, sob o olhar curioso do meu praticamente primo, eu poderia contar trinta segundos para que ele soltasse uma pergunta, porque eu sabia que ele iria acabar perguntando de qualquer maneira. De relance vi os cabelos dele passarem do azul para o vede água, e ouvi os passos dele se aproximando.
- Não é a melhor hora,
mas é, você precisa ir.
- Ok, estou indo. _ dei de ombros
levantando a mão pro alto _ Você venceu.
- Rose... você sabe,
o que o seu pai vai pensar disso? _ ele questionou enquanto saia
comigo do vagão.
- Disso o que Teddy?
- Você e o Malfoy. _
ele foi direto ao ponto _ Eu não gostaria de ser você.
- Não
tem nada entre eu e aquele filhote de doninha saltitante Ted.
- Ok
Rose, eu não ouvi nada então, eu só dei um aviso. Eu não curto
ficar pagando pau pra ninguém, e a ultima pessoa que eu esperava ter
que pagar pau era pra você, mas presa, sozinha, em um vagão
voltando para Londres com Malfoy respondendo sim ou não? Por favor
Rose, quem você pretende enganar.
- Ninguém. _ fui seca _ Posso
subir agora?
- Ok, só não diga que eu não avisei.
Oh claro, isso realmente era algo que Teddy Lupin jamais precisaria esperar de mim.
