4º Capítulo; Uma dose a mais de Howard
Quando ela saiu, Lindsey estava esperando por ela.
-A vovó avisou que você viria à reunião e me levaria para casa!
O Prof. Simmons passou por elas, e Lindsey cumprimentou-o de forma pedante. Catherine observou isso. Dentro do carro admoestou a filha.
- Ora mamãe, que importância tem História?
-, Tem que você precisa dela para passar de ano. E, aliás, o que eu te ensinei sobre respeitar as pessoas?
- O que o "amarfanhado" foi buzinar no seu ouvido?
-"Amarfanhado"?
- Sim, é como eu e minhas colegas, chamamos o Prof. Simmons.
- LINDSEY! O que conversamos sobre respeito?
A menina revirou os olhos e resmungou "chatices", bem audível, desafiando a mãe.
- Uma semana de castigo, mocinha!Sem TV, nem som.
Tinham chegado em casa e Lindsey saiu do carro, batendo a porta com estrépito.
- CHATA!
- E por isso, ficará sem computador também!- Gritou Catherine, pondo a cabeça fora do carro. – E avise sua avó que vou direto ao laboratório.
No laboratório estava aborrecida com o comportamento da filha e se perguntava se tinha reagido de um jeito muito duro. Ultimamente sentia suas reações disparatadas. Encontrou Sara e contou tudo pra ela. Naquela noite trabalharam juntas. Na volta, dirigindo a SUV, Sara disse á amiga:
-Sabe quantas vezes você mencionou o Prof. Simmons: TREZE VEZES! Eu contei...
.- Tudo isso? E o que isso quer dizer? – Perguntou Catherine, querendo parecer casual.
- Não sei, mas você não o acha tão desinteressante assim, Cath!
- Mas que bobagem... - E tratou de mudar de assunto. – Você teve notícias de Grissom?
O rosto de Sara tornou-se sombrio, ao responder que não.
- Bom, no seu caso, acho que nenhuma notícia é uma boa notícia! – Declarou a loira.
- Você está muito otimista, Cath! Por que eu não estou?
- Não sei! Mas ponho fé em vocês dois! Nada veio de Paris, nem há de vir... O amor de vocês sobreviveu a tantas coisas; não se acabará por tão pouco!
- Ele estava muito zangado, Cath!
- Arrufos...
- Já passamos muito dessa fase, amiga... – disse Sara, dando seu meio-sorriso.
Sexta- feira, seria a folga de Catherine e ela tinha planejado uma noitada com Vartann, com quem estava saindo há algum tempo. Planejaram um jantar num restaurante e depois iriam namorar num motel. Não sentiam nada avassalador, um pelo outro, mas se sentiam bem. Lindsey e Lilly viam esse relacionamento com bons olhos, então, tudo estava bem.
Vartann pegou-a em casa e no carro, a caminho do restaurante, conversaram sobre o que tinha acontecido e, Catherine citou o incidente com Lindsey e o Prof. Simmons. Falou de modo casual e julgou que ele não tinha prestado muita atenção no assunto.
- Aonde vamos afinal? – Tentava se localizar, olhando os nomes das ruas.
- É surpresa! Nunca viemos aqui. É um lugarzinho, meio escondido, mas muito agradável, e principalmente: servem uma ótima comida!
No restaurante, ela estava olhando para os lados, quando viu o professor, sozinho numa mesa. Estava sem aqueles óculos ridículos e sem o guarda-pó, mas era ele. Falou a Vartann achando que ele também não gostaria da notícia e iriam embora. Mas a reação foi justamente o oposto. Pediu para mostrar-lhe quem era e arrastou-a para lá.
- Não... O que está fazendo?
- Ora querida! Se Lindsey tem problemas com a fera, vamos amansá-la!
Sentado a sua mesa, bem quietinho, esperando ser atendido, não tinha nada de feroz. Vartann quase se jogou à mesa, apresentando-se ao professor, que lhe deu a mão meio atordoado. Vartann ficou um pouco de lado, mostrando Catherine.
- A mãe de Lindsey você já conhece não?
- Ora, se não é a SraNarizemPé? – Falou o professor, aparentemente se divertindo com a situação.
