Eu tenho algumas considerações iniciais;
Primeiramente, fora Temer. Hahaha, brincadeira (ou não). Perdoem a demora para postar o novo capítulo, ele já estava pronto a um tempo e eu já tinha dado uma revisada geral, só estava faltando minha querida irmã (obrigada, irmã) dar uma revisada também para dizer se estava tudo coeso e coerente. Ela nem é do fandom nem nada, mas eu encho o saco dela para ler e dizer o que achou para eu ter uma opinião de fora a respeito da história.
Próximo capítulo provavelmente vai demorar uns 15 dias para ficar pronto, porque estou em processo de mudança (estou voltando para minha cidade natal depois de alguns meses vivendo em outro Estado lol). Enfim, minha vida está corrida, mas depois disso tudo volta a normalizar, peço e agradeço a paciência de vocês.
Sobre esse capítulo, só pra esclarecer algumas coisas, a Quinn não está em nenhum partido ainda, porque sendo a bissexual e feminista maravilhosa que ela é, fica meio incoerente deixa-la no partido do pai, os Republicanos e como até então ela tinha receio de enfrentar o pai, também não posso imediatamente coloca-la nos Democratas. Pretendo também não me aprofundar e expor minha visão política nessa história, tentarei ser a mais imparcial possível, ainda mais porque cada um pensa diferente e não quero ofender e entrar em discussão nenhuma, estamos aqui para nos entreter, não é mesmo? Se em algum momento vocês acharem que minhas visões estão transparecendo, podem chamar minha atenção.
Enfim, só isso mesmo. Boa leitura e qualquer dúvida só perguntar :)
PS: Obrigada aos que comentam! Vocês alegram minha vida e me dão mais razão ainda para continuar a história.
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Sábado, seis da manhã e a sala de reunião já estava praticamente com todo mundo presente, Quinn tentou recusar inúmeras vezes, mas Alice Burton, diretora da Comissão Democrática foi muito insistente. Então aqui está Quinn prestes a concretizar sua aliança definitiva com o Partido Democrata.
Algumas coisas são difíceis de decidir, por exemplo, durante toda sua vida Quinn nunca se sentiu em pleno controle de sua vida. Sua adolescência inteira foi para provar o quanto era digna de ser uma Fabray, devido a isso toda sua carreira no colégio foi para agradar o pai. Ela nunca decidiu nada por si ou para si.
Ok, teve uma vez que Quinn se sentiu livre de verdade na adolescência, foi exatamente a época que o pai saiu de casa e ela entrou em sua fase punk cortando o cabelo e o pintando daquela trágica cor rosa. O piercing no nariz deixou uma pequena marca, quase imperceptível, mas ainda um ligeiro sinal do que era ser livre.
Talvez não livre de verdade, pois nessa época ela estava em crise existencial e bem depressiva, mas ainda assim pela primeira vez ela não sentia seu titeriteiro a controlando. Parando para pensar agora, é possível que isso que a tenha deixado tão perdida na época. Ela não estava acostumada a seguir a vida sem seu pai dizendo o que ela tinha que fazer.
Quinn estava cansada.
Cansada de seguir as ordens do pai, cansada de não controlar o rumo de sua própria vida. A história de casamento arranjado juntamente com o tapa que Russell a deu pode ter sido o ponto final de tudo isso.
Entretanto Russell é seu pai, sua família.
O fato de Quinn sair das sombras do pai e conseguir uma aliança por mérito próprio deveria ser motivo de orgulho para ele. Ele quis que a filha seguisse o ramo político no final das contas e foi isso que ela decidiu fazer sem nem pensar duas vezes.
Para agradar ele. Sempre para agradar seu pai.
O mais incrível de tudo é que mesmo fazendo tudo o que o pai quer, abaixando a cabeça por tudo e qualquer coisa que o pai diga, Quinn ainda não sente que é boa o bastante para o pai aceita-la. Ela não se sente digna de seu amor.
"Ms Fabray? A reunião começa às 7h, por que não se senta no sofá para aguardar até todos chegarem?"
A voz de Dorian - secretário da diretora da Comissão Democrática - tira Quinn de seu devaneio. Ela dá um breve sorriso direcionado a ele, agradece e se senta no sofá confortavelmente.
Russell vai ter um troço quando souber que sua filha está prestes a se juntar com a oposição do partido dele. Será que vale a pena irritar seu pai a essa altura do campeonato?
Quinn pega o telefone, abre seus contatos recentes e começa a compor um texto. Ela escreve e reescreve várias vezes até finalmente enviar
:: Por favor, me diz que estou fazendo a coisa certa.
:: Você está fazendo a coisa certa.
:: O que você está fazendo mesmo?
Quinn prende a respiração. A resposta imediata não fazia partes de seus planos ao enviar a mensagem. Se bem que, ela nunca segue o que Quinn quer, não é?
:: Vou me filiar aos Democratas.
O telefone toca de imediato assim que ela enviou o texto. Quinn atende sem hesitar.
"Quinn, você perdeu o juízo? Seu pai vai ter um troço!"
"Eu sei que vai", Quinn respira fundo antes de continuar, "Mas Rachel, eu conversei com a diretora da Comissão Democrática e acho que ela está certa, está na hora de eu me desvincular do meu pai, ainda mais depois que a Santana me disse que-"
"Você saiu com a Santana de novo?!"
"Não é isso que você está pensando!" Quinn se defende: "Eu te disse que Santana me chamou para tomar café aquele dia", Ela olha para os lados e começa a falar mais baixo no telefone, "Os McIntosh estão afastados, meu pai não quer saber deles e você sabe o que isso significa"
"O que? Ela fez isso por você?"
"Você e eu sabemos que não. Porém de certa forma isso acabou me beneficiando. O que quero que você entenda é que está passando da hora de eu ir atrás dos meus próprios aliados. A cada dia que passa parece que estou cada vez mais em alguma espécie de Game Of Thrones. Só que no caso eu estou sendo obrigada a jogar e você sabe o que dizem, quando se joga o jogo dos tronos ou ganha-se ou morre e sinceramente eu não quero ser o Ned Stark da história"
"Você acha que vão te matar?", Rachel fala de forma tão assustada que Quinn começa a rir.
"Não assim! É modo de dizer", diz Quinn sorrindo, mas logo ela fica séria, "Quer dizer, espero que não."
"Então é isso, você decidiu se juntar aos inimigos de seu pai?"
"Difícil dizer quem é meu amigo ou inimigo", Quinn solta um suspiro e vê Alice Burton entrando na sala "Rachel, tenho que ir agora, depois falo com você ok? Beijos."
Alice se aproxima de Quinn e ao invés de apertar sua mão ela a envolve em um abraço. Quinn retribui meio sem jeito. Assim que se afastam Alice abre um largo sorriso.
"Você não tem ideia o quão feliz me faz com sua presença aqui. Eu fiquei estática quando sua assessora me ligou!" Alice é mais baixa que Quinn apenas uns centímetros, cabelo preto chanel e liso, pele branca e olhos azuis. Deve ter algo em torno dos 40 anos, mas aparenta ser mais nova. Muito bonita e elegante.
"Confesso que não foi uma decisão fácil, mas sua insistência ajudou a me convencer" disse Quinn sorrindo.
"O que devo dizer? Quando quero muito alguma coisa eu realmente vou atrás", O olhar dela pra Quinn foi bem intenso, Quinn jura que teve alguma malícia por trás dessas palavras, mas decidiu não falar nada, contudo não conseguiu disfarçar o olhar suspeito. Alice apenas sorri e continua, "Bem, vamos entrar na sala, só falta uma pessoa chegar, mas quanto mais cedo começarmos, mais cedo terminamos. Fora que hoje quero te levar pra almoçar, se você me permitir?"
Agora foi um pouco demais, Alice está passando umas vibrações bem estranhas, como assim almoçar juntas? "Almoçar juntas?" Quinn diz ainda com olhar suspeito.
"Oh, não se preocupe, será apenas sobre negócios, quero discutir algumas coisas sobre o novo rosto que vai nos representar"
Ainda com o olhar suspeito e cheia de desconfiança Quinn diz, "Huh, claro, por que não?"
Ela entrou na sala de reunião onde 20 membros da Comissão Democrática se encontravam.
Durante a reunião Quinn foi bem recepcionada pela Comissão, todos demonstraram estar bem animados com sua presença e com a notícia de que ela se juntaria aos democratas. Aparentemente o menos animado com a notícia tenha sido um homem alto careca, que parecia ser apenas uns anos mais velho que Quinn e ela não conseguia por nada lembrar o nome dele.
Mesmo assim todos eles foram hiper gentis e educados. Os termos da afiliação foram todos discutidos e muitas sugestões e conselhos foram dados a ela.
Apresentaram para Quinn sua futura sala, bem maior que a antiga e já com uma secretária/assessora a disposição, Katherine Pride, que gosta de ser chamada de Kitty, - porque Katherine era o nome da avó ou algo assim. Ela é apenas um ano mais nova que Quinn e pelo visto é sua fã número um, ao ponto de ter foto dela na carteira e tudo mais. Quinn achou um pouco exagerado, mas agradeceu.
Tudo estava tomando um rumo completamente novo. Ter saído do lado do pai pode não ter sido a pior ideia no final das contas. Se tudo caminhar como nos conformes é bem capaz de Quinn conseguir mesmo um eleitorado bastante forte para ser governadora algum dia.
Jesus Cristo, Russell vai surtar quando souber disso.
Após cinco horas exaustivas de reunião e ter conhecido sua sala nova, Quinn e Alice decidem almoçar em um restaurante indiano chamado Rasika, que fica próximo a Indiana Avenue em DC. Sugestão de Alice, para a alegria de Quinn, já que comida indiana está entre suas favoritas.
"Uma mulher com bom gosto culinário, gosto disso", Alice disse com um tom de flerte na voz que não passou despercebido. Quinn apenas sorriu educadamente.
Ao entrar no restaurante elas sentam na mesa do canto, um lugar bem reservado diga-se de passagem, mas era bom, porque era menos barulhento e dava pra conversar livremente.
Quinn opta pelo especial do dia, enquanto Alice pede a especialidade da casa. Enquanto esperam a comida as duas conversam sobre assuntos triviais, até que Quinn escuta alguém limpando a garganta chamando sua atenção. Ao se virar Quinn dá de cara com ninguém menos que Santana Lopez. Só que ao contrário do meio sorriso característico, Santana estava com o semblante fechado.
"Ms Lopez, você está atrasada", diz Alice desinteressada, "Você não apareceu na reunião mais cedo, pensei que não a veria hoje"
Santana olha para Alice ainda séria e revira os olhos, "Você deixou um recado hoje, às dez da manhã para Marley sobre a reunião. Fui avisada que a reunião tinha começado às sete horas. Por que diabos não me avisou com antecedência?"
"Por favor, sente logo na mesa. A conversa que realmente interessa é agora, a reunião não é nem um pouco importante se comparada ao que vamos discutir agora", disse Alice impaciente.
Santana chama um garçom para pedir uma cadeira e se juntar à suas colegas de profissão. Quinn fica completamente perdida com o que está acontecendo. O que Santana faz aqui?
"Desde quando você é da Comissão Democrática?" ela pergunta para Santana.
"Eu sou da Comissão de Ética, não da Democrática, você sabe disso. Porém, sou desse partido e também tenho interesse em ver você longe do seu pai e como aliada", diz Santana olhando o menu. Ela dá um breve aceno para o garçom e faz seu pedido. Quinn fica boquiaberta e olha entre Santana e Alice.
"Afinal, do que isso se trata?", resolve finalmente perguntar.
"Quinn, o presidente quer sair e vai fazer de tudo para colocar Carlos Lopez no lugar, o que quer dizer que Santana será a nova Chefe de Gabinete", Alice começa a dizer. Quinn arregala os olhos. Ela tem certeza que seu pai não está sabendo disso ainda, se estiver ele deve estar inquieto planejando algo.
"Bryant está fora do caminho, ele não será mais Secretário do Estado, mas isso você sabe. Temos várias pessoas desesperadas por esse cargo, eu não posso assumir, já que quem vai para presidência é ninguém mais, ninguém menos que meu pai", Santana continua.
"Espera, espera. Por que o Presidente vai sair?" pergunta Quinn mais confusa agora do que antes.
"Problemas de saúde", Santana dá de ombros, "Ele está com câncer e o câncer espalhou. Sei que vamos arrumar um jeito de convocar novas eleições esse ano, não podemos esperar até ano que vem"
"Então seu pai será eleito e você será Chefe de Gabinete", diz Quinn.
"Exato. Queremos você como Secretária do Estado", conclui Santana.
Quinn fica chocada com a notícia. Ela olha para Alice e esta sorri. Quinn balança a cabeça e encara Santana, "Meu pai que vai ser o Secretário, ele está conseguindo aliados justamente para isso"
"Você não entendeu, Quinn, meu pai vai nomear você", diz Santana seriamente.
Alice limpa a garganta e decide falar, "Mr Lopez já está de olho em você há um tempo, essa ideia não foi de uma hora para outra, porém ele não conseguiria fazer isso com você sob a proteção de seu pai. Ele pediu então para Santana conversar com você sobre isso", Alice então olha para Santana que imediatamente abaixa o olhar.
"Santana nunca me falou nada", Quinn diz sem entender, depois se vira para Santana, "Por que você nunca me falou nada?"
"Mês passado eu tentei falar sobre isso com você, mas…", Santana não sabe como completar a frase, ainda mais com Alice sentando entre elas, mas Quinn entendeu. Mês passado as duas dormiram juntas e Quinn a evitou o máximo que podia depois disso. Só vieram se falar novamente na festa em que Santana a apresentou ao Biff McIntosh.
"Por que você não falou disso no dia do Starbucks?", Quinn questinou.
Santana a olha incrédula, "Você diz o dia que te ofereci ajuda e você além de negar ainda gritou comigo?"
"Eu mal gritei com você", diz Quinn revirando os olhos, "Você quis se intrometer na minha vida, acusou meu pai, no final você fez tudo do seu jeito de qualquer forma. Você poderia ter me contado aquele dia, mas preferiu sair do nada e me deixar lá sozinha"
"Sair do nada? Você tem ideia do quão insuportável você é e quão difícil é falar com você?", Santana diz impaciente.
"Eu sou insuportável? Você tem espelho em casa, Santana? Toda santa vez-"
"Ok, ok. Vocês estão me confundindo", Alice interrompe a discussão, "Sério, não sei se vocês vão começar a se agarrar e beijar ou se vão sair nos tapas"
"Ah, por favor, Santana é a pessoa mais ridícula e idiota que eu conheci na vida. Me irrita estar aqui na presença dela", diz Quinn, "Enfim, vou pensar sobre isso tudo, porque sinceramente é muita coisa para eu ingerir de uma só vez. Eu ligo para você ainda hoje, Alice. Meu apetite acabou e tenho coisas inadiáveis para fazer. Com licença" Quinn levanta da mesa dando um sorriso para Alice e fuzilando Santana com o olhar e logo se retira do restaurante.
Alice e Santana ficam caladas até Alice soltar um suspiro.
"Eu não quero saber do que isso se trata", diz Alice levantando as duas mãos e as colocando em cima da mesa.
"O que? Se trata do que?", diz Santana irritada. Lá se vai a bipolar Quinn Fabray. Algum dia elas vão conseguir conversar sem uma gritar com a outra? Santana revira os olhos e toma um gole de sua água.
"Eu te conheço, Santana" Alice fala sorrindo, parecendo se divertir com a irritação da Santana.
"Você não me conhece", Santana fala quase bufando de irritação.
"Isso o que acabou de acontecer aqui. Você não tirou os olhos dela desde que chegou, fora que foi ideia sua de colocá-la no partido e sugerir ela como Secretária do Estado. Ainda não sei exatamente do que isso se trata, mas tenho minhas suspeitas e algo me diz que estou certa", Alice dá uma risadinha e se Santana achava que Alice estava se divertindo, agora ela tinha certeza.
"O que? Quinn é uma pessoa agradável de olhar, você não pode discordar disso. Ela é inteligente e tem muito potencial, por isso quis colocá-la no partido e eu sugeri ela porque ela é competente e ética. Sério, não sei do que você está falando. Vamos terminar de comer logo por que tenho mais coisas pra resolver", Santana se defende ainda visivelmente irritada.
"Verdade, ela é realmente agradável de olhar, imagino se talvez seja mais agradável ainda-"
"Não! Não, não se atreva. Cala a boca. E fique longe dela", Santana diz em tom de ameaça e Alice decide deixar para lá, afinal ela é esperta demais para contrariar um Lopez.
E agora, o que fazer? Quinn andava pelas ruas de DC em direção ao Penn Quarter Station tentando digerir tudo o que ouviu. Seu pai ou terá um ataque cardíaco ou já está com um plano feito, apenas esperando o momento certo para agir.
Mas se ele soubesse de algo comentaria algo, não comentaria? Quinn era para ser sua aliada política, não apenas sua filha. Aliás, ela entrou na política justamente para isso. Para agradar o pai, ser a filha predileta, ser a aliada política do pai, fortalecer e orgulhar o nome Fabray. Russell era para incluí-la nos planos.
Raiva começa a consumir Quinn aos poucos. Ela tem que defender o pai, no final das contas ele é o pai dela. Ela o ama acima de qualquer coisa, mas não restam dúvidas que Russell vai cair e ela não sabe se pretende impedir a queda do pai ou não. Só de pensar nisso lágrimas começam a se formar nos olhos de Quinn, mas ela esfrega os olhos para tirá-las de lá o quanto antes.
Ugh, a voz de Russell começa a ecoar em sua cabeça "Chorar é uma fraqueza, Quinnie, seja de alegria, de tristeza ou de raiva. Chorar demonstra sentimentos e somente fracos deixam as outras pessoas saberem o que sentimentos. Então treine seu rosto para sempre ser neutro, assim ninguém saberá o que consegue te atingir".
Foi exatamente isso que Quinn fez durante toda a vida, treinar a expressão neutra até ela se tornar sua marca registrada já no Ensino Médio. Quinn Fabray, a Rainha de Gelo. Poucas pessoas conseguem agora tirar alguma reação da jovem Fabray, uma dessas pessoas é seu pai e a outra, pelo visto, é Santana Lopez.
No caminho do restaurante Rasika para a estação de metrô Penn Quarter tem uma Starbucks, Quinn sabe disso, afinal foi nessa Starbucks seu último encontro a sós com a Santana. Sentindo uma necessidade repentina de tomar um capuccino, Quinn decide entrar na cafeteria, entretanto antes de entrar algo lhe chama a atenção.
Bem alí, perto da entrada encontra-se Judy Fabray, sua mãe, ao lado de um homem alto e até bonito. Quinn abre um sorriso e decide ir falar com a mãe, porém ela foi obrigada a parar imediatamente devido ao que viu a seguir. O homem com quem sua mãe estava inclinou o corpo um pouco, abraçou Judy e a beijou.
Quinn fica paralisada por uns 2 segundos, depois decide que capuccino não é importante, assim como falar com sua mãe agora, então ela literalmente começa a correr até a estação.
Judy está traindo Russell.
