Aviso: Esta fic contém o uso de palavras chulas e de linguagem ofensiva e uso de drogas, além de poder torna-se violenta e devidamente imprópria ( todos sabemos do que estamos indicando com esse "impróprio". Sim, o uso de drogas e as palavras chulas são representadas em baixos índices, porém não quero que ninguém fique resmungando. O conteúdo da fic já foi devidamente avisado à cima.)
Aviso 2: No final deste capítulo, haverá uma pequena edição de dicionário, com a explicação das palavras, termos, frases e etc, assinalados com o item ().
Disclaimer: Naruto não me pertence, e se eu dissesse que sim, você acreditava?
Desejo à todos uma boa leitura e bom divertimento!
Dedicada a uma pessoa
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-Olha só, cara. –um murmúrio imperceptível foi trocado.
A rua estava em silêncio. Madrugada escura. Pequenos movimentos de um grupo mesclado à escuridão, tão quieto e esguio que pareciam raposas. Raposas esguias.
Uma mulher passou rapidamente pela rua, os olhos arregalados em direção ao grupo, que estava num canto escuro e isolado, mas ainda causava medo. Moços tatuados, cheios de piercings, correntes, casacos de couros, motocicletas, cigarro, bebida, conversa baixa, canos de ferro. A mulher apertou o passo ao perceber um dos moços levantar. Continuavam todos quietos e parados, mas com uma expressão não muito amigável. E o que havia levantado parecia muito irritado.A mulher olhou fixamente para frente, mas o moço continuava a segui-la.
Pensou em correr, mas com aqueles saltos, iria logo cair e ser alcançada por ele.
A mulher fechou o casaco e começou a correr devagar, os sapatos fazendo um barulho irritante, tremendo horrivelmente. A cada passo, a rua ficava mais escura; De repente, percebeu que o moço não estava mais atrás de si. Finalmente parou e olhou a rua.
O grupo estava bem longe, e não via mais o moço que a seguia. Sorriu aliviada. Abriu o casaco e enxugou lentamente a testa, ofegando baixinho, pois era difícil correr calçando saltos altos.
Novo silêncio na rua.
Uma mão agarrou seu braço.
-Suma da nossa rua! –murmurou autoritariamente o moço que havia sumido e surgido sabe-se-lá-de-onde segurava o seu braço tão decidido, que ela teve apenas uma reação.
Gritou. Deu um grito fino e desafinado, carregado de pânico.
-Me solte! –choramingou ela, se debatendo. –Socorro! Socorro!
-Saia daqui, cadela! –o moço a empurrou longe, e a mulher pode apenas distinguir seus olhos negros e a cabeça raspada.
A mulher ergueu-se do empurrão e começou a correr, aterrorizada, tropeçando ocasionalmente e sem olhar para trás. Outro silêncio na rua escura.
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-Cigarro? –foi um gesto estranho para a ocasião. A garota de cabelos brancos encarou Itachi tão estranhamente que começou a tornar-se constrangedor.
-Huh? –murmurou ela, meio sem entender.
-Tem um cigarro? –voltou a pedir o Uchiha, erguendo uma sobrancelha.
-Ah, tenho...-respondeu Inazuma, enfiando uma mão no bolso da saia, a procura de um maço de cigarros. Encontrou um e entregou para Itachi, meio desconfiada. O Uchiha acendeu-o rapidamente, desviando o olhar da moça.
-É incrível como todos os gangsters fumam, não? –suspirou Inazuma, distraída.
Estavam ambos sentados na calçada, no meio de muita gente. A bagunça de sempre, com muita gente bebendo, fumando e usando drogas.
Um pouco atrás deles, um cara injetava no braço, falando sozinho. Já estava bem chapado, os olhos vidrados e um sorriso maroto brincava em seu rosto. Mas os dois não prestavam atenção nele, e sim na rua movimentada em clima festivo.
Pulavam um em cima do outro, brigando ou festejando, tocavam peças de motocicleta no meio da rua, fumavam, bebiam, usavam drogas abertamente e alguns davam amassos quase cinematográficos em prostitutas, que andavam pomposamente, vestindo topes berrantes, calças ou saias justas, maquiagem chamativa e saltos altos.
Outros, berravam entre si, empurravam-se, cuspiam um no outro, xingavam, quebravam garrafas de bebidas na cabeça de bêbados ou drogados quase inconscientes. Davam-se tapas ou desferiam gestos obscenos para qualquer um disposto à uma boa briga, ou um novato desavisado e metido à corajoso.
Coleiras de pontas, cabelos e roupas esdrúxulos; andavam, corriam, chegavam, iam embora, tudo numa perfeita bagunça. Esse era o seu mundo, quando as coisas estavam calmas e cada gangue em seu território. ()
Três ou quatro pessoas chegavam em motos barulhentas, avisando que estava tudo calmo pelo pedaço e que na freqüência policial, não havia nenhuma denúncia de atividades gangsters. Já eram recebidos com garrafas de uísque barato, com muita gritaria e estardalhaço.
Inazuma sacode a cabeça, animada.
De um lado da rua, ficava uma fábrica antiga desativada com altas grades. Do outro, um casarão velho, com um amplo quintal empoeirado, onde os gangsters guardavam as motocicletas.
Estavam na periferia da cidade, um lugar isolado e de difícil acesso, pois várias gangues concentravam-se ali. Era um lugar pouco freqüentado de dia, mas lotava a noite com a movimentação daquele tipo de gente.
Ninguém ousava a entrar no território de gangsters. Eram violentos e ofensivos, gostavam de arrumar briga. A maioria deles carregavam canos de ferro consigo, que usavam para bater em outras pessoas ou para destruir carros, quebrar vitrines ou motocicletas de gangues rivais.
A polícia não podia fazer muito. As atividades vândalas das gangues prosseguiam, mesmo com os chamados "batidões" ou com a prisão de alguns dos gangsters influentes. Não havia muito que se fazer, apenas evitar aquele tipo de lugar e não se relacionar com aquele tipo de gente.
Itachi olhava o irmão que jogava pôquer no meio da rua com alguns amigos, bebendo cerveja, descontraídos e gritalhões.
-Quem quer ir pra uma boate? –Kisame berrava no meio da rua, agarrado a duas prostitutas que riam. Percebia-se que estava um pouco bêbado, mas nada muito grave, comparado ao estado em que o moço ficava às vezes.
-Inazuma, posso ir? –berrou uma Lady, de cabelos loiros compridos.
-Pra que pedir minha autorização? Não sou sua mãe! –sorriu a garota ao lado de Itachi, fechando a cara em uma teatral e sarcástica repreensão.
-Posso ir então? –repetiu a loira, ajeitando a franja que caía sobre os olhos.
-Vai pro inferno, Saki! –berrou Inazuma, rindo.
Itachi viu Sasuke de longe, um olhar meio invejoso tomava conta de sua expressão. Todos os seus amigos retiravam-se a caminho da boate, dando tapinhas em silêncio nas costas do moreno. Ele sacudia a cabeça, um pouco desconformado com a situação.
O irmão mais velho proibiu-o de ir a boates. Dizia que ainda não possuía idade para esse tipo de coisa, e era bom agradecer de poder encontrar a gangue.
-Seu irmão não tem motocicleta ainda, né? –murmurou Inazuma, que acendia um cigarro calmamente.
-Não. Ele ainda tem catorze. () Faz quinze em julho.
-Saquei.
A movimentação da rua começou a diminuir. O cara que injetava no braço atrás deles começara a socar a parede, xingando-a bravamente.
-Você não vai? –interrogou Itachi.
-Já ia muita gente. Vai virar pauleira.
-Sempre vira pauleira. –os dois sorriram.
Novo silêncio. Inazuma apagou o cigarro na sola de sua bota de fivelas.
O drogado começara e se debater ao lado da parede, gemendo xingamentos confusos. Ambos olharam para trás, vendo o moço gemer e choramingar caído ao lado da agulha, que continuava parada na calçada.
-Ei, otário, cala essa boca! –xingou a moça.
O drogado olhou para Inazuma, tentando distinguir quem era. A Lady voltou a xingá-lo e deu as costas para ele, que não teve nenhuma reação, a não ser choramingar mais um pouco.
-Idiota. –resmungou Itachi, sem dar muita atenção á figura.
Ambos ficaram novamente em silêncio, observando a rua quase vazia, a não ser por um grupo que discutia, outros que mexiam em peças de motocicleta e alguns que conferiam caixas, ao lado da entrada para o casarão, que agora estava cheio de gente consertando motos, instalando novas peças e coisas do tipo.
-Koi, acorda, seu mole!
Itachi e Inazuma viraram-se rapidamente para trás, dando de cara com um homem sem camisa, cutucando o drogado, que ainda gemia.
-O que você é desse mala? –inqueriu Itachi, autoritário.
-Nada, mano. Sou traficante, mas acho que a droga tá com algum problema...
-Suma daqui. –mandou Itachi.
O traficante continuou olhando Itachi, sem entender. O drogado continuava se debatendo no chão, ofegando e gemendo.
-Como? Quem cê acha que é? -O traficante levantou os braços, sacudindo-os no ar, num gesto de advertência. Itachi e Inazuma se levantaram rapidamente.
-Suma. –murmurou Inazuma, fitando com raiva o traficante. –Cê não tá no seu território, então, some e não arruma confusão.
-Eu não tenho território, moça. –sorriu o traficante pra Inazuma, que lhe fez um gesto obsceno. –Mas o seu amiguinho parece meio tenso, não?
Itachi tirou um canivete prateado do bolso, e o abriu agilmente. O outro homem olhou espantado o moreno, que lhe apontava o canivete.
-Calma, calma! –choramingou o traficante para Itachi, recuando rapidamente e ficando colado entre a parede e Itachi, que lhe apontava decidido o canivete.
De repente, um barulho de algo quebrando soou. O traficante correu, e Inazuma e Itachi olharam para o casarão onde guardavam as motocicletas.
Ambos entreolharam-se rapidamente, sem entender.
Coisas quebrando, pessoas rolando, socos e chutes cortando o ar e acertando ou não o alvo, urros, vaias, berros, barulho de pessoas correndo de um lado para o outro, mais tapas e socos, e por fim, uma bateria de barulhos metálicos que deveriam ter sido causados por um cano de ferro, seguidos por urros de dor, mais socos e pontapés e gritos e vaias.
E então, olharam-se novamente, com a palavra nos lábios.
-Briga! –exclamaram ao mesmo tempo, e no segundo seguinte, correram ao encontro do casarão. Os sons aumentavam gradualmente, e quando os dois gangsters pararam ao lado do portão de ferro comido pela ferrugem e sem algumas dobradiças, puderam ver claramente a confusão.
Um bolo de pessoas puxando e arrastando dois indivíduos que desferiam golpes violentos um contra o outro. Do nariz de um, um grosso filete de sangue escorria e pingava na blusa cinza, mas mesmo assim, continuava chutando e socando o outro, que tinha um olho inchado.
Itachi arregalou os olhos, mal acreditando no que via.
-SASUKE! –urrou em plenos pulmões, e ele e a moça correram para o bolo de gente.
O moreno logo alcançou o irmão, que berrava palavrões um tanto quanto fanho, devido ao nariz que sangrava e parecia meio torto. Itachi segurou o punho do irmão com força e atirou o mais novo á uns dois metros de distância. Sasuke deslizou pelo cimento da garagem e seu corpo deu uma volta por cima da cabeça, fazendo-o terminar estirado no chão.
Em seguida, o outro grupo engoliu o moço que brigava com Sasuke e arrastou-o para o lado oposto da garagem, quase sumindo na penumbra.
Itachi correu para onde Sasuke estava, e este já estava sentado com a mão sobre o nariz. Outros três também correram para lá, agitados, gesticulando, agrupando-se em cima de Sasuke, que agora esfregava a camisa no rosto.
-Desgraçado! Seu maldito desgraçado! –xingava Sasuke, sendo contido pelo irmão.
-Cala a boca, Sasuke. Fica parado, fica parado! –berrava Itachi, tentando olhar o nariz do irmão. Parecia quebrado. Os outros seguravam o mais novo, fazendo um estardalhaço impressionante, pois Sasuke não queria ficar parado, e os outros agarravam seu punho e suas pernas, enquanto Itachi examinava o nariz do irmão.
A camisa cinza de Sasuke estava rasgada e tingida de vermelho. Os quatros carregaram Sasuke para a rua, longe do "maldito desgraçado". O sangue continuava escorrendo e Itachi enfiava a própria camisa no nariz do irmão, tentando conter o sangue que saía sem parar. Sasuke gritava palavrões, irado, e Itachi gritava com e ele e os outros três –um de cabelos castanhos sebosos, outro com uma tatuagem na testa e um outro, que tinha olhos azuis-piscina – gritavam entre si, sem saber o que fazer, ora jogando água que um havia trazido no rosto de Sasuke, ora ajudando Itachi à conter o sangue.
De repente, um barulho de algo pesado caindo no chão. Alguém atirara uma mochila azul-marinha ao lado de Itachi e Sasuke, que se moviam desordenadamente. E em seguida, Inazuma atirava-se ao chão, agarrando a mochila e abrindo apressada.
-TAIOOOOKO! TAIOKO, TRAS MAIS ÁLCOOL! –berrou a moça, afastando as mãos de Itachi e dos outros gangsters do rosto do moreno mais novo. Inazuma puxou de dentro da mochila um retalho de gaze limpo e enfiou no nariz de Sasuke. Virou-se para os outros três que olhavam, inertes.
-Vão buscar a Taioko! Eu preciso de mais álcool! Já! –os três saíram em disparada para a garagem, sumindo de vista.
-Ele que tava tentando roubar a mangueira injetora da minha motocicleta! –protestou Sasuke, bravo.
-Não tem problema, não tem problema...-Inazuma examinava rapidamente o nariz do Uchiha mais novo. Enfiou novamente a mão na mochila e retirou outro pedaço de gaze, e o enfiou em outra narina de Sasuke, impedindo-o de respirar.
-Cê tá me sufocando! –o moreno tentava a todo custo arrancar a gaze, em quanto Inazuma distribuía tapas na mão de Sasuke.
Itachi olhava a Lady trabalhar habilidosamente tentando conter o sangue que saía do nariz do irmão. A moça retirou o pedaço de gaze que havia enfiado no nariz de Sasuke, que ainda dava muxoxos de indignação, porém o sangue continuava saindo.
-Tudo isso por uma mangueira injetora? –uma voz diferente chamou a atenção de Itachi.
Outra queda ao lado de Sasuke, e a dona do comentário foi identificada. Uma das lady's da gangue de Inazuma, com um vestido verde-musgo e botas que iam até os joelhos, de cabelos tingidos de um vermelho artificial, e vários piercings distribuídos pelo rosto.
-Álcool, tá aqui, chefia! –ofegou a moça, sorrindo para Itachi e voltando-se para Sasuke.
De repente, uma nuvem vermelha respingou nos três. Os cabelos brancos de Inazuma ficaram cheios de gotículas vermelhas, e o rosto da moça, que era a mais próxima de Sasuke, ficou cheio de sangue.
-Ahh, respira pela boca! –berrou Inazuma, tirando o sangue das bochechas. –Taioko, pega um potinho aí na mochila.
Itachi e Taioko limpavam as vestes. Inazuma nem se importara com o espirro sangrento de Sasuke, mesmo sendo a mais atingida. A outra Lady entregou-lhe um pequeno potinho e, sobre ordens da outra, encheu-o de álcool.
-Itachi, segura o braço dele. –murmurou Inazuma, séria.
-O QUE CÊ VAI FAZER COMIGO, SUA MALUCA?! –urrou Sasuke, já se debatendo.
-Nada demais...Presta atenção agora...Ei, Taioko, ajuda o Itachi. –Itachi olhava confusamente para Inazuma, que parecia confiante. –Sasuke, eu vou passar álcool no seu nariz com um cotonete, ta?
-PRA QUÊ ISSO?! –Sasuke debatia-se bravamente. Inazuma sentou em cima dele, enquanto Sasuke dava berros de indignação.
-Só fica parado... –resmungou Inazuma.
Sasuke e a encarou e por fim, parou de se debater. A moça molhou o cotonete no álcool e logo em seguida introduziu-o em uma narina, passando-o lentamente dentro do nariz do moreno.
-Viu, tá doendo? –sorriu Inazuma, entregando o cotonete para Taioko.
Sasuke fechou a cara e desviou o olhar do rosto da Lady, que percebendo isso, deu um leve aceno de cabeça para Taioko. Inazuma voltou a falar com Sasuke, e a ruiva cochichou para Itachi.
-Segura com força agora.
O moreno apenas ergueu a sobrancelha.
-Sasuke, agora eu só vou olhar sue nariz de perto pra ver se tá tudo certo. Não vai doer nada.
Sasuke a fitou desconfiado. Inazuma sorriu forçadamente e aproximou as duas mão do nariz do moreno. Sasuke resmungou e revirou os olhos. Esta era a deixa que a Lady precisava.
Precisamente, a moça colocou as duas mão sobre o nariz de Sasuke, e com um movimento rápido, torceu o nariz do moreno para a posição normal, pois estava ligeiramente torto para a esquerda. Um estalo vindo do nariz do moreno soou de súbito, mostrando que o osso voltara ao normal.
Um urro de dor instantâneo.
Taioko e Itachi o largaram de imediato, e Inazuma saltou de cima dele, enquanto o garoto xingava furiosamente, gemendo de dor e esfregando o nariz, convulso.
-LOUCA! LOUCA! –Sasuke dava socos no asfalto, gemendo. –ISSO DÓI PRA PORRA!
-É, eu sei, quem sabe assim você não se mete mais em briga por mangueiras injetoras...-Itachi balançou a cabeça copiosamente para a moça. -A propósito, Taioko, arruma o curativo no nariz dele por que ele não vai deixar eu nem chegar perto...
-Okay. –sorriu a outra, agitando os cabelos vermelhos.
Inazuma levantou-se e pegou a mochila azul-marinha, fechando-a e jogando por cima das costas. Itachi ergueu-se também.
-Taioko, vou lá dentro guardar, tá bom?
A ruiva jogou-lhe um molho de chaves e continuou o trabalho, ignorando as queixas de Sasuke sobre o nariz.
-Ei, Inazuma...-murmurou Itachi, atrás da moça. –Valeu pelo que fez por ele.
Inazuma virou-se, sorrindo alegremente e os olhos amarelos cintilando de orgulho.
-Relaxa, somos quase da mesma gangue, lembra? É nosso lema ajudar os manos.
E com isso, deu as costas para os três e sumiu na penumbra da garagem.
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-O QUÊ?!! –berrou Ino, tendo imediatamente a boca tampada por Tenten, que estava com uma cara horrível. Sakura sorriu com uma pequena gota em sua nuca.
-Ore, Ino-chan, não grite...-sorriu a garota, ajudando a tapar a boca da loira, enquanto Temari olhava desconfiada para as três.
Batidas rápidas na porta. Iruka, professor de Literatura, abriu-a com um gesto singular, com um sorriso que logo sumiu de seu rosto ao se deparar com a figura de nariz enfaixado ali fora.
-Uchiha Sasuke, número 21, cheguei atrasado. –resmungou o Uchiha, olhando entediado para o professor boquiaberto.
-Ahhh...Pode entrar, claro! –Iruka estendeu a mão em direção a sala e Sasuke entrou de cara fechada, sentindo todos olharem para ele.
Ino desvencilhou-se das mãos que tapavam sua boca, Temari tacou um bilhete nas três e Hinata fez um "Oh!" aterrorizado, digno de quem acaba de ver uma verdadeira cena de filme de horror.
Sasuke caminhou até o fundo da sala e atirou-se sobre a cadeira.
-Uchiha, quer ir até a enfermaria? –arriscou o professor, sacudindo o giz no ar.
-Não, valeu, tô bem. –Iruka prosseguiu a aula normalmente, tentando reconquistar a atenção dos alunos, que agora conversavam entre si sobre o motivo do nariz enfaixado de Sasuke.
Um cutucão. Sasuke virou-se subitamente para o lado.
-Tava em desvantagem na briga? –Naruto contemplava maravilhado o curativo no nariz do Uchiha, que apenas suspirou penalizado.
-Esqueci que você sentava do meu lado...
-Não, você é que senta do meu, mas, afinal de contas, você ganhou ou perdeu? –O loiro murmurava espaçadamente as palavras para Sasuke, tentando não ser percebido.
-Nenhuns dos dois, me arrastaram antes de acabar a briga. E chega de perguntas, seu tonto. –O moreno virou para frente tentando encarar o quadro onde o professor fazia anotações, mas uma figura atraiu drasticamente sua atenção.
Sakura olhava-o com os olhos arregalados, um expressão tão esquisita que o Uchiha riu, divertido. A garota desfez a cara e sorriu para ele, murmurando seu conhecido "Bom di-a!"
-A Sakura é maluca...-riu Naruto.
-Uzumaki, Uchiha, prestem atenção! –bradou Iruka, batendo com o giz na lousa.
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Três batidas compassadas na porta de mogno polida cuidadosamente.
Uma mulher, sentada em frente a uma mesa cheia de papéis e fichas escolares, com uma pequena plaquinha á frente, com a inscrição "Diretora Tsunade", cabelos loiros e olhos cor-de-mel, ergueu rapidamente a cabeça, olhando para a porta.
-Entre. –murmurou a loira, voltando a escrever.
A porta deslizou lentamente. Parada na frente desta, uma mulher de cabelos curtos e negros, e olhos da mesma cor, segurava uma pequena bolsa. Sorriu.
-A senhora deve ser Tsunade. Meu nome é Aiko, acabamos de falar no telefone.
Tsunade ergueu novamente os olhos, examinando a mulher de cima à baixo.
-Ah, claro, claro. Entre...-Tsunade levantou-se e apontou uma cadeira á frente de sua mesa. –Que cabeça a minha, não faz nem meia-hora que conversamos no telefone. Sente-se, por favor. –a loira juntou a maioria dos papéis jogados sobre a mesa e os enfiou numa gaveta aberta, sem o mínimo de delicadeza. Fechou a gaveta com um baque.
-Eu entendo, é uma pessoa muito ocupada. –a morena examinava o escritório com os olhos frios.
Tsunade sorriu, agitando a cabeleira loira presa em duas Marias-chiquinhas baixas.
-Bom, a senhora disse que tinha uma filha...
-Sobrinha. –corrigiu ferozmente Aiko. –Minha irmã deixou-a comigo quando ela ainda era pequena.
-Ah, claro, me perdoe, não sei onde estou com a cabeça. –Tsunade apanhou um pequeno copinho de plástico, cheio de um líquido branco, e deu um gole com rapidez. –Bom, eu lhe ofereceria...-disse apontando o copinho, sorrindo bobamente. –mas é um tônico, remédio, sabe.
-Não se importe, Tsunade-san. –essa louca está bebendo sake na minha frente e acha que pode me enganar com essa história de tônico, pensou a morena, desviando o olhar, enjoada.
-Enfim, vamos voltar ao assunto. Sua sobrinha...-Tsunade deu mais um gole, sorrindo. –Vocês se mudaram e quer matriculá-la em uma escola, foi o que me disse.
-Sim.
-E sua sobrinha tem um sério caso de envolvimento com delinqüentes e marginais, certo?
A morena pareceu espantada. Revirou-se na cadeira, boquiaberta.
-Eu lhe disse que ela tem problemas com disciplina. Não que...
-Bom...-sorriu Tsunade. –O fax do histórico escolar da garota me indica o que sua sobrinha é. –a loira apanhou uma folha jogada em cima de um criado-mudo, atrás de sua cadeira. - Personalidade explosiva, atividades vândalas ocasionais, comportamento indisciplinado e agressivo, brigas contínuas, várias detenções, suspensões, castigos, advertências orais e escritas, descontos na nota por mau comportamento, uso de palavras chulas com extrema freqüência, atitudes violentas, dezenas de expulsões, falta e mata aulas com freqüência... Ela já estudou em três colégios internos...Ela com toda a certeza, deve ser uma batata-quente.
A morena levantou-se de súbito.
-Me disseram que sua escola é especialista nesse tipo de caso. Minha sobrinha é sim uma marginal, e nenhuma outra escola aceitou a ficha dela. Ela é um problema, e se não freqüentar o colégio...
-O governo não lhe paga sua pensão. Sim, já entendi, sente-se por favor. Vamos conversar sem exaltações. –Tsunade apoiava a cabeça no queixo. –Ambas sabemos do que estamos falamos.
A morena sentou-se, mas sem parecer satisfeita.
-Minha sobrinha veio arrastada para cá, debaixo de uma dúzia de ameaças que eu lhe fiz, e isso me custou uns três guarda-roupas e vários espelhos, que ela destruiu por raiva de mim e por minhas ameaças. Além de pixar todas as paredes da nossa antiga casa.
Tsunade fez um gesto afirmativo.
-Além disso, toda gangue dela acabou vindo junto com ela pra cá. São umas dez moças, acho. Posso lhe afirmar, Tsunade, que são todas parecidas com ela, mas a minha sobrinha é a mais destrutiva e vingativa que eu conheço.
-Senhora Aiko, eu sei com o que vou lidar. Essa garota, assim como muitos outros que vieram para cá, foram dispensados por dezenas de outras escolas, por motivos parecidos. Tenho vários casos no colégio. Ex-traficantes, gangsters, nazistas, suicidas, mas esta escola não é exclusiva de casos desse tipo. Somos uma escola rigorosa que endireita esse tipo de caso. Temos alunos normais aqui também.
Os olhos da morena brilharam de ambição. Ajeitou uma mecha de cabelo atrás da orelha, olhando sem parar para Tsunade.
-Vão aceitá-la aqui?
-Vamos. E não vou expulsá-la com tanta facilidade, eu lhe garanto. Por favor, preencha a matrícula. –a loira entregou-lhe um extenso questionário, folhas de regras e coisas do tipo. –A moça pode começar quando quiser, mas traga-a aqui antes para provar o uniforme.
A morena balançou a cabeça.
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Sinal do almoço.
Todos se erguem numa fúria psicótica para sair correndo da sala. Escancaram a porta e saem rapidamente pelo corredor lotado afora, conversando em grupos restritos.
Sasuke se espreguiça sofregamente, enquanto Naruto fala sobre peripécias que faziam no ano passado. Sasuke apenas balançava a cabeça, sem ouvir uma palavra sequer do que o loiro falava. Observava Sakura, que conversava com Temari, e iam saindo aos poucos da sala.
O moreno começou a seguí-las, com Naruto em seu encalce tagarelando sem parar. Estava quase alcançando as duas...
-Ei, Uzumaki, Uchiha...-Uma gota apareceu de súbito na testa de Sasuke, que virou lentamente para o professor Kakashi.
-Nani, sensei? –perguntou Naruto, coçando a cabeça. Kakashi tirou uma pequena pasta preta de dentro da mala, entregando aos dois, com um sorriso travesso no rosto.
-Levariam ao almoxarifado pra mim?
-Por que cê não leva, seu folgado? –pensou Sasuke, erguendo uma sobrancelha, de braços cruzados.
-Claro, Kakashi-sensei! –respondeu Naruto entusiasmando, já saindo da sala com Sasuke o seguindo. –Você não conhece o almoxarifado, né?
-Qual seria meu interesse em conhecer o almoxarifado, Naruto? –resmungou o moreno, dobrando as mangas da camisa branca meio amarrotada.
-Ah, cara, lá é legal! –garantiu Naruto, enquanto Sasuke balançava a cabeça. –Tem um monte de documentos e provas antigas...E um monte de pastinhas que nem essa!
-Naruto, se liga...
Os dois continuara conversando pelos corredores apinhados de gente, até subirem uns lances de escada e passarem pela sala de Tsunade, a diretora, que bradava com autoridade.
-Quero isso pra ontem, ouviu? ONTEM! Estou esperando a mais de uma semana, Kohako!
Ambos olharam curiosamente para a porta, apertando o passo.
-Tome cuidado com a Vovó Tsunade, viu? –murmurou o loiro, cruzando os braços atrás da cabeça.
-Vovó Tsunade?! –pensa Sasuke, com uma gota descendo pela testa. –Por quê?
-Ela é meio malucona, sabe...-Naruto sacudiu a cabeça significativamente, enquanto a gota de Sasuke aumentava. –Ahh, chegamos!
Naruto apontou para uma porta de vidro com um grande letreiro de "ALMOXARIFADO". Sasuke empurrou a porta sem cerimônias, dando de cara com uma velha que aparentava ter um 600 anos.
-Ahn...Ahn...-balbuciou Sasuke, encarando a velha que parecia ter saído da tumba. –Kakashi mandou isso para cá...
Naruto encolheu-se ao lado da porta.
-Me dê isso aqui, pestinha! –resmungou a velha, dando as costas para os dois e entrando em outra sala.
Os dois viraram as costas e saíram rapidamente da sala.
-O que será que vai ter de almoço hoje? –arriscou Naruto, com uma gota na testa.
-Não sei se depois dessa visão eu ainda vou querer almoçar...
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Sakura comia seu purê de batatas um tanto quanto distraída, enquanto Temari e Ino faziam uma aposta de quem bebia mais suco em menos tempo.A garota ergueu os olhos e sorriu, observando a bagunça no gramado. Tenten berrava torcendo por Ino, Shikamaru resmungava dizendo que aquilo era uma perda de tempo, mas sorria divertido. Kiba cantava uma garota mais velha á uns três metros de distância, Shino lia um livro sobre insetos. Neji e Hinata ainda não haviam aparecido.
-Eita, o que que é isso?! –gritou Naruto, rindo de Ino, que cuspia suco para todo o lado, engasgada, mas continuava bebendo-o com rapidez. Sasuke estava atrás do loiro, segurando uma bandeja de comida, sacudindo a cabeça.
-Campeonato! –Tenten ergueu um braço, acenando para o loiro, que acompanhado por Sasuke, sentou ao lado da morena. Sakura desviou o olhar da competição e o focou no Uchiha, que agora comia e conversava com Tenten.
O curativo no nariz era bem visível. Sakura afastou uma mecha de cabelo dos olhos, tentando examinar melhor o nariz do moreno. Fruto de uma briga. Com toda a certeza. Como teria ficado daquele jeito?
-GANHEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEI! –urrou Temari, levantando um copo de suco e enxugando a boca com as costas da mão, enquanto Ino estava sentada no chão, com o rosto escondido nas mãos.
Sakura sorriu. Temari agitava o copo no ar como um troféu, e sorrindo, Shikamaru resmungava "Que coisa idiota..." Tenten ria, Naruto gritava e Sasuke desviou seu olhar para Sakura, que o sustentou com uma facilidade incrível.
-Tudo bem, Sasuke-kun? –perguntou Sakura, acenando docemente para o Uchiha.
-Beleza, e você?
-Beleza! –Sakura ergueu o braço num gesto triunfal.
-A Saku daria uma bela gangster...-riram Naruto e Tenten juntos.
Temari se jogou ao lado de Sakura. A bandeja da loira repousava ao lado da outra, a comida parecia ter esfriado.
-Ugh, detesto comida fria. –resmungou a loira, empurrando a bandeja.
-Pode ficar com a minha...-sorriu Sakura, entregando o prato á Temari.
-Ugh, detesto restos! –Ino imitou a voz de Temari, caindo sentada ao lado das duas.
-Cala a boca, porca! A conversa não chegou aí no chiqueiro. –desdenhou Temari, dando garfadas no prato de Sakura, sem dirigir o olhar para a outra.
-Já que ainda não chegou no chiqueiro, quem não devia estar falando com a gente é você, né Temari? –perguntou Ino, dando a língua para Temari.
-Eu estava tendo um diálogo agradável com a Saku-chan, até você chegar e já começar com as suas frescurices, portanto, pode ir andando, por que ninguém te chamou aqui.
-Diálogo agradável? Você rouba a comida da garota e acha que é um diálogo agradável? Isso só prova que você é uma loira burra, sem neurônios suficientes para distinguir furto de diálogo! –Ino batia na grama furiosamente, berrando com a outra.
-Primeiro, ela me ofereceu a comida...-Temari deu outra garfada. – E segundo, se na sua casa não tiver espelho pra você enxergar que, além de mais burra é mais loira, eu posso te emprestar o meu.
-Ora, sua! Quem é que chamava o Sasuke de delinqüente, ein?
-Ora nada, e sinceramente, o que o Sasuke tem haver com isso, porca?
Sakura ria desconcertada, Naruto, Sasuke, Tenten e Shikamaru assistiam a cena com má vontade. Agora, Kiba estava sendo estapeado por a garota mais velha, que usava um livro de aritmética contra o moreno.
-Você nem queria almoçar com ele!
-E o que isso tem haver contigo? Sim, o Uchiha é delinqüente, mas não quer dizer que posso mudar minha opinião sobre ele.
-Volátil!
-Cala essa boca, Ino. O que você tem haver com as minhas opiniões?
-Nada, pois nem você as leva à sério. –protestou a loira dando a língua para a outra.
-Vamos, me diz o que você quer pra parar de me encher, ein? –Temari largara o prato de lado, encarando sombriamente Ino.
Sakura soltou um longo e cansado suspiro. Shikamaru deitara na grama. Kiba apanhava de uma garota que usava um livro de aritimética como arma. Finalmente, Sakura se levantou e
Foi sentar-se com Tenten e os outros, pois Ino e Temari ainda discutiam.
-Movido à pilha, essas duas. –murmurou Tenten.
Sakura balançou a cabeça, amarrando a fita azul-marinha de novo pescoço, pois há havia retirado para almoçar.
-Ei, dá pra para? –resmungou Shikamaru, de cara feia.
-NÃO! –gritaram as duas ao mesmo tempo.
-Mulheres...-suspirou o moreno.
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Movimentação na sala dos professores. Tsunade conversava com vários professores, e não aparentava bom humor.
Uma mulher de longos cabelos castanhos e olhos estranhamente vermelhos enchia um copo descartável com chá da garrafa térmica. Usava uma camisa branca e uma saia vermelha, e mal ouvia a discussão de Tsunade com os outros professores.
Um homem, cabelos castanhos curtos, roupa esportiva e um apito pendurado no pescoço aproximou-se, sorrindo.
-Bom dia, Kurenai-san. –Kurenai desviou o olhar do copo e olhou surpresa para o homem.
-Asuma! –exclamou. –O que houve? Por que chegou atrasado?
-Trânsito. –sorriu. –Parece que houve um acidente na radial norte...
-Ah, sim. É uma pena...- Kurenai deu um gole no chá, que ainda fumegava -Tive que substituir duas aulas suas! Foi um inferno.
Asuma riu.
-Você não leva jeito de quem comanda um time de Futebol...-e hesitando, acrescentou -sem ofensas.
-Pode ficar tranqüilo. –a professora acenou com a cabeça. –Sei que não levo jeito pra coisa. Nos vemos.
O sinal tocou. Nova bateria de aulas.
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Sasuke e Naruto foram uns dos últimos a chegar na sala de aula. Na porta da sala, Asuma esperava, entediado, os atrasados.
-Culpa sua Naruto...-resmungo Sasuke, olhando atravessado para o loiro, que sorriu, coçando a cabeça.
-Ei, atrasados. –resmungou o homem. –Já mandei todos pro vestiário. Não demorem.
O moreno olhou para a sala e constatou que esta encontrava-se totalmente vazia. Naruto cutucou-o impetuosamente.
-Anda!
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Sakura estava parada no meio da quadra, sozinha. Era muito incomum ver a garota sem a companhia de Tenten, Ino, Temari ou até Hinata, que era meio tímida, mas também andava na companhia dela.
O professor arrumava uma rede de vôlei, assoviando despreocupado, sem notar a presença de Sakura ali.
Diferente da saia pregueada preta que ia até metade da coxa, meias 5/8 brancas, sapatos negros,a camisa de mangas compridas e punhos listrados de azul e branco, e por cima de tudo isso, a jaqueta azul-marinha com o emblema do colégio e o laço no pescoço, Sakura usava uma bermuda preta e uma blusa amarela larga com o emblema do colégio, além de tênis comuns.
A quadra era coberta e cercada de arquibancadas altas. Logo, um grupo de garotos da sala de Sakura, os apelidados de "esportistas", apareceram e foram conversar com Asuma, mas Sakura não lhes deu importância. Continuou imersa em pensamentos, andando distraída de um lado para outro.
-Saaku-chan! –Ino acabara de sair do vestiário, trajando as mesma roupas que Sakura. Deu um rodopio alegre, chamando a atenção do grupinho de esportistas. A loira correu até a amiga, rindo despreocupada.
-Melhorou do enjôo da briga com Temari, Ino-chan? –sorriu Sakura, e Ino sacudiu a cabeça em afirmação.
-Claro que sim. Nem ligo pra ela...-a loira deu mais um rodopio, voltando-se para Sakura. –Será que o Sasuke pode jogar com o nariz machucado?
-Quebrado. O nariz dele parece quebrado. –Temari surgira de sabe-se-lá-onde, seguida por Tenten.
-Tanto faz, dá na mesma...-Ino voltou a rodopiar alegremente.
-Quanta alegria repentina...-murmurou Tenten para as duas, que olharam de rabo de olho Ino.
Asuma saiu para trazer a bola. Os garotos sentaram numa arquibancada, discutindo acirradamente. Ino rodopiava insanamente na quadra.
-Depois resmunga que mexem com ela...-As três sentaram na arquibancada, distante dos outros garotos. Temari sacudiu a cabeça. –Maluca. Maluca.
Kiba e Shino aparecem na quadra, e ficaram conversando ao lado da rede. Neji e Hinata também surgem, e a garota caminha até Tenten, Sakura e Temari.
-Hinata-chan! –exclama Sakura, ajudando a amiga a sentar. As outras duas também exclamam "Oi's" para a morena, que senta timidamente.
-Ei, Hinata, por que você e o Neji não foram almoçar com a gente hoje? –perguntou Tenten, olhando-a significativamente.
-Olha, já ta perguntando do Neji...-riu Temari, fazendo Tenten ruborizar de imediato. Sakura riu escrachadamente do comentário da outra.
-Ah, Temari, eu só perguntei por perguntar! –resmunga Tenten, voltando-se para Hinata. –Então por que você não foi almoçar com a gente, ein?
A morena abre a boca muito embaraçada para contar, quando é interrompida por um som cortante.
Um garoto assoviou para Ino. A loira vira para ele e lhe dá a língua.
-Bobo! –exclama, e corre para a arquibancada, com uma cara feia extremamente forçada. –Viram ele assoviando pra mim?
-Eu te falei pra ficar quieta na sua...-resmunga Tenten, e todas suspiram.
Os garotos riem e assoviam novamente para Ino.
-Bobos! Bobos! –Ino sacudia um braço no ar, forçando mais e mais uma cara irritada. Os garotos riam mais e mais .
-Ei, vocês, parem já com isso! –Asuma acabava de entrar na quadra carregando bolas de vôlei, olhando feio para os garotos, que pararam de imediato.
Um pequeno grupo de garotas acabava de entrar na quadra. As bermudas de todas haviam sido artisticamente cortadas para ficarem na metade da coxa, exibindo as pernas para qualquer um que quisesse ver. Usavam maquiagem berrante e cabelos amarrados com laços delicados de cetim, faixas azul-bebê na cabeça ou Marias-chiquinhas. Andavam afetadas pela quadra, distribuindo tchauzinhos.
-Ahhh, não...-suplicou Tenten, ao perceber a entrada dramática das garotas na quadra. –Elas ainda não desistiram de vir pra Educação física? Elas não podem quebrar uma unha?
-Ou a gente pode quebrar com um saque bem dado, elas nunca recepcionam bem a bola...-sorriu maldosamente Ino.
-Isso se a gente jogar no time adversário delas. –Tenten olhou desanimada para Ino.
Sasuke e Naruto entraram andando rapidamente na quadra. Parecia que quase todos os alunos haviam chegado, exceto uma turminha de nerds que ainda vestiam-se quando eles saíram do vestiário.
O loiro andava quase saltitando de felicidade. Educação física era sua matéria preferida. Sasuke bocejava sem parar, visivelmente de saco cheio.
Passaram pelo grupo de patricinhas, que caminhavam para perto da caminhada, e uma delas soltou um "Oi, fofo!" seguido de uma bateria de risinhos para Sasuke, que olhou indiferente para a garota de cabelos negros e orbes da mesma cor que havia feito o comentário.
-Elas não jogam com a gente, sabe...-comentou Naruto, sorrindo para o moreno. –Primeiro tem um jogo das meninas, um dos meninos, outra das meninas e outro dos meninos.
-Jogos mistos são injustos...-murmurou Sasuke, analisando os esportistas sentados na arquibancada, olhando indiscretamente para o moreno, com um sorriso debochado nos lábios.
-Vamos acabar com a mocinha que se acha "a" delinqüente...-murmurou um deles, rindo, sem tirar os olhos de Sasuke.
O Uchiha fechou o rosto.
-Ei, pessoal, está faltando alguém? –Asuma colocou-se em frente ás arquibancadas. Como não obteve resposta, passou lentamente os olhos pela turma, murmurando baixinho o nome de cada um. –Uzumaki, vá ver se há alguém no vestiário.
Naruto levantou-se tropeçando nos próprios pés de tanta ansiedade, deu um sorriso empolgado para Sasuke e saiu em disparada para o vestiário masculino, na extremidade esquerda da quadra.
-Garotos, façam uma fila aqui...-Asuma apontou para a rede, e todos se levantaram.
Sasuke ergue-se e enfiou-se na fila, de braços cruzados e os orbes ônix fixos em seu alvo. O professor começou a tocar o ombro de cada aluno e apontar o lado esquerdo ou direito da quadra, aleatoriamente, dois pra esquerda, um para a direita, outro pra esquerda, um pra direita, outro pra direita...Quando tocou o ombro de Sasuke, deteu-se e parou ao lado do moreno.
-Lamento, mas não pode jogar com o nariz assim.
-Quê? –Sasuke virou-se de imediato para encarar o homem nos olhos. –Como não posso?
-Se alguém sacar no seu nariz, só vai piorar. O curativo está bem feito, mas é melhor não abusar. Fica pra próxima. –e com isso, continuou a escolher cada time, até a fila acabar.
Naruto chegou acompanhado de Shikamaru e Chouji, que expressavam um raiva descomunal.
-Tavam tentando matar aula de novo? –Asuma cruzou os braços, encarando os alunos. Ambos sacudiram a cabeça afirmativamente. –Ótimo. Um pra esquerda e outro pra direita. E Uzumaki, você vai ser titular em um jogo e reserva no outro. Estamos com um jogador a menos. (N/A: no caso, haverá dois jogos de meninos, e, por exemplo, metade do time "laranja" joga com metade do time "azul", que no caso seriam as equipes A, e depois a metade que restou dos dois time, ou seja, as equipes B jogam entre si. Se houver jogadores à mais, ficam na reserva e são substituídos ao longo do jogo. Isso serve para as meninas também.)
O loiro olhou espantado para Sasuke, que estava jogado na arquibancancada, olhando carrancudo para o teto da quadra.
-MAS, SENSEEIIIII!!! –urrou Naruto, com os olhos esbugalhados, agitando furiosamente os braços no ar.
-Sem mais. Garotas, venham para eu ordenar os times.
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Tenten olhou entusiasmada para os lados, observando toda aquela multidão masculina observando o jogo, e principalmente ela, que sacaria desta vez. Sakura olhara discretamente para trás, já que estava jogando como rede no momento, e deu uma piscadela para a morena. A outra sorriu.
Tenten saca. A bola passa graciosamente por cima da rede, um saque perfeito.
Uma garota magricela e baixinha recepciona a bola com uma manchete terrível, e outra jogadora se joga no chão para pegar a bola, Temari dá o terceiro toque, uma cortada bonita.
Ino dá uma manchete na bola, Sakura dá um toque, e outra garota, uma nerd quase vesga corta. Ponto para a equipe de Sakura.
E assim começa mais um jogo.
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DiCiOnÁrIo By NaKaI
Na situação, está sendo descrita apenas o comportamento de uma gangue, no caso, a gangue do Itachi e a gangue da Inazuma. Como todo mundo sabe, cada gangue possui um território, chamado vulgarmente de "matriz" de cada gangue. (Não, eu não errei de falar uma gangue, mas o motivo disso é um fenômeno que será explicado mais para frente.)
Existe uma tradição, em quase todas as gangues, onde é estipulado uma idade para que os integrantes, no nosso caso, possam ter a sua própria motocicleta. Nas gangues de motocicleta, o integrante pode ter sua própria moto quando completar 15 anos. Lembrando duas coisas: enquanto o integrante não fizer 15 anos, não pode adquirir uma motocicleta de forma alguma, mas pode usar "emprestado" a moto de algum companheiro. Segundo, lideres de gangue, obrigatoriamente, tem que possuir motocicleta própria.
Nota Extra: Para esclarecer, a escola onde o Itachi, o Sasuke, o Naruto , a Sakura, Tenten, Ino, Temari, Shikamaru, Neji, Hinata, Deidara, Kin, Chouji, Kiba e todo o resto estudam, NÃO É UMA ESCOLA DE CASOS DIFÍCEIS. É uma escola com um alto nível de disciplina, onde "delinqüentes" e gente normal estudam juntos. E também não é um internato nem algo do tipo, é apenas uma escola normal.
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Yo minna!
Sim, depois de 980726254 anos, finalmente, mais um capítulo! Cara, até hoje, eu não sei como eu pude demorar DESTA maneira pra fazer um capítulo. Por favor, me desculpem, mas como todo mundo sabe, eu comecei essa fic numa época não muito boa, meio no fim do ano já, então eu estava cheia de provas, trabalhos, notas e tudo mais dependendo de muito estudo, por isso essa demora. Teve o Natal, o Ano novo, começou 2007 e nada de um novo capítulo. Me perdoem, foi mesmo uma grande falha. Mas, enfim, já está aqui um novo capítulo, outro chegando, eu JURO que não vai demorar muito, só um poquinho.
Bom, mais um capítulo longo, que também gerou muitos problemas. Eu reescrevi isso aqui não sei quantas vezes, e ainda continuo com a sensação que não foi um capítulo muito divertido. A demora também se deu por conta disso, eu não conseguia ter boas idéias para fazer um capítulo bom. Tive que mudar algumas coisas na minha concepção da história original, pensei bastante e resolvi modificar alguns pontos. Mas agora, a história está ficando mais complexa, novos personagens virão, a trama começará a se desenvolver...Me desculpem se esse capítulo ficou chato ou enjoativo, mas foi necessário.
Agradeço a todos que lêem essa fic, e espero que perdoem minha demora. O próximo capítulo eu prometo que virá rapidamente e que será bem melhor.
Agora, minha queridas reviews!
Srta. Rin: Muito obrigada por mais uma review! Me desculpe a demora, essa foi pior que a outra...E sim, o Shikamaru já apareceu e vai ter um papel bem significativo na história. E optei por não tornar a Deidara uma Lady por que acho que ainda vão haver muitas...Continue acompanhando!
MorgAnna-chan: Não, é claro que não ofendeu, eu tava só pentelhando com a história do Itachi. Nyá, que pena que você não gosta dele...Ah, tipo, o Sasuke não pegou uma blusa do Itachi por que o Itachi não deixou, tipo, moleque folgado, tinha que deixar pelo menos uma camisa reserva, pô! Huahuahua... Opa, desculpa se eu avacalhei a Temari, mas já to tentando consertar o erro. Também gosto dela. E a Tenten também terá vários outros ataque! Espero que goste do capítulo.
Haruno Sukura: Caramba, obrigado pelos elogios! Isso que mais deixa um ficwriter feliz...Nossa, desculpa pela demora do capítulo, mas prometo que o outro virá rapidinho...Tudo bem, posso deixar o Itachi mais mau também, então. Beijo!
Rai-chan O.O: Bom, a história do alvo fácil foi um devaneio mental da minha parte...E sobre o que a mãe da Tenten queria, no próximo capítulo terá sua resposta. Agora, sobre as Lady's, você vai ter que esperar um pouco mais...Novamente, mil perdões sobre a demora da fic...E obrigada pelos elogios, viu? Continue acompanhando e mandando reviews!!
Inoroxxxx: Muuuuuuuuito obrigada pelos elogios! Nossa, assim eu até fico convencida...Os casais logo serão revelados, só esperar um pouco..Só um pouco...Agora, referente a outra fic, eu já te mandei um e-mail, mas em todo caso, eu queria uma HinaxSasu, okay? E aquela fic tava muito linda, amo aquela música! Beijo e continue lendo!
Pessoal, uma das únicas alegrias que eu tenho são reviews. POR FAVOR, MADE REVIEWS! Falando bem, mal (desde que construtivamente), pode mandar o que quiser!
Beijos à todos, e continuem acompanhando!
Atenciosamente,
Uchiha Nakai
