Disclaimer: Tudo isso pertence a J.K Rowling. A não ser pelo elfo.
Sinopse: O que acontece quando um elfo, que trabalha para uma Weasley e um Malfoy, fica extremamente irritado e estressado e acaba armando um plano para se livrar desses dois? Descubra! DG – pós-hogwarts
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O Quadrado Mágico de Dobiky
Cap.4 – Morango e chocolate.
A menina vestia um pijama branco, que só fazia ressaltar seus cabelos tão vermelhos quanto os de Ginny. Eles estavam pasmos olhando-a. Além de serem casados e terem um bebê para cuidar, teriam mais uma criança.
"Mãe..." – disse a menininha parecendo muito triste e correndo para o colo de Ginny, que rapidamente limpou as lágrimas da menina. – "Você e o papai tão bigando?" – perguntou com sua voz suave e meiga.
"Er..." – começou Ginny olhando para Draco, que mantinha sua atenção a pequena ruivinha. – "Não, foi só uma discussão boba, né Malfoy?"
"É, uma briga boba com a Weasley." – disse ele, forçando um sorriso amarelo para a menina.
"Não é vedade..." – soluçou a menina encostando seu rosto no ombro de Ginny, chorando em silêncio.
"Claro que é, não chore." – pediu Ginny fazendo carinho nos cabelos dela assim que sentaram no sofá.
"Não é, vocês não tão se chamando pelo nome." – falou ela saindo do colo de Ginny e indo até Draco que ainda estava em pé.
A ruivinha esticou seus bracinhos, pedindo colo. Draco fitou-a e depois olhou apreensivo para Ginny. Ela fez um sinal com a cabeça, como se dissesse 'pegue-a'. Ele obedeceu, meio sem jeito, pegando a pequena no colo.
"Pai... não biga com a mamãe" – soluçou a menina, agarrando-se no pescoço dele. Draco sentiu-se estranho, como se seu coração apertasse, assim de repente.
"Não briguei." – suspirou ele se rendendo a fazer um carinho nos cabelos da menina e sentando-se no sofá perto de Ginny.
"Tem ceteza, papai?" – perguntou a menina olhando-o profundamente, tristonha.
"Tenho, pequena." – apressou-se em dizer, desviando o olhar.
"Meu nome é Isabelle e não pequena." – brigou ela, fazendo cara de emburrada e levantando uma de suas sobrancelhas.
"Ok, pequena." – provocou e levantou uma sobrancelha, imitando-a. Ginny queria bater nele, pois nem mesmo com uma criança o loiro perdoava de suas provocações.
"Papai!" – exclamou ela e após um certo silêncio. – "Manhêêê, papai tá sendo malvado comigo." – choramingou manhosamente, fazendo beiço.
"Mas eu não fiz nada." – defendeu-se ele, fingindo estar ofendido.
"Fez sim." – afirmou a menina fazendo beiço.
"Malfoy, deixa de ser implicante." – disse Ginny cutucando ele.
"Weasley, eu..." – começou Draco, mas foi interrompido por Isabelle.
"Não!" – exclamou e carinhosamente tapou a boca dele com sua pequena mão. – "Não biguem..." – choramingou, fazendo um carinho nas bochechas dele.
Draco sentiu novamente aquela sensação estranha, como se seu coração apertasse. A ruiva que os fitava notou um certo brilho nos olhos dele. Ela estava encantada com a menina, assim como ele.
"Mamãe, vem aqui..." – a menina esticara seu braço, oferecendo sua pequena mão a Ginny e ela obedeceu, aproximando-se mais ao lado deles no sofá e segurando a mão dela. - "Dá a mão pro papai"
Eles se olharam rapidamente. E Isabelle notando o tão quietos eles estavam, pegou a mão de Ginny e colocou sob a de Draco. A fria pele de Draco fez Ginny arrepiar-se. Eles não trocaram olhares, só fitavam as suas mãos, constrangidos. A menina sorria.
"Vocês não vão mais bigar..." – disse a menina atraindo o olhar dos dois. – "E vão se chamar pelo nome... né?" – perguntou a menina, olhando furtivamente para Draco e depois para Ginny.
"Não vamos mais, meu anjinho." – a ruiva acalmou-a.
E como desculpa para soltar a mão de Draco, fez um carinho feito nos cabelos da ruivinha. A menina parecia ter entendido essa intenção e recolocou a mão de Ginny junto com a de Draco. Novamente eles não se olharam. Fitavam a menina e suas mãos.
"Vocês tem ceteza?" – ela perguntou olhando-os cautelosa.
"Claro, né... Draco?" – disse Ginny olhando para ele, achando muito estranho tratá-lo pelo primeiro nome, mas sabendo que esse era o jeito da menina acreditar no que diziam.
"Claro, Ginevra" – disse ele e deu um riso cínico, sabia que Ginny se irritaria.
"Pai!" – disse a menina dando um tapinha na outra mão de Draco, fazendo Ginny rir. Mas ele só a olhou, franzindo o cenho. – "Mamãe não gosta assim... fale direito, papai."
"É, não fale assim!" – imitou Ginny, para aproveitar e dar um aperto bem forte na mão dele que ela segurava.
"Ok, não vamos mais brigar Gin." – disse ele com um sorriso amarelo olhando para Ginny com os olhos semicerrados.
Ele não sabia ao certo como era o apelido dela, mas lembrara desse em um dos muitos memorandos escritos entre eles. Ele aproveitou também para dar um pequeno beliscão na mão de Ginny que estava sob a dele, e ela retirou sua mão rapidamente.
Ficaram se olhando com olhares fuzilantes, até que foram chamados a atenção por um ruído rouco e alto que vinha da menina.
"Mamãe, eu to com fome." – reclamou a pequena passando a mão na barriga.
E eles riram, só notaram agora, o quanto estavam com fome, há horas não comiam nada.
"Pois bem, também estou com fome." – concordou Draco.
"Mamãe vai cozinhar?" – perguntou a menina encostando sua cabeça no ombro do loiro, que apoiou suavemente seu queixo na cabeça ruiva dela.
"E a Wes-Gin, sabe cozinhar?" – questionou ele fitando-a com seu olhar zombeteiro.
"Claro que sei, Malf... Dra-Draco!" – disse ela retribuindo o olhar. - "Er... daqui a pouco sai, anjinho." – respondeu sorrindo para a menina, que abriu um largo sorriso.
"E o quê vai ser?" – perguntou entusiasmada, saindo debaixo do queixo pontudo dele e debruçando-se para frente.
"Vai ser... uma surpresa!" – exclamou batendo palma e Draco abafou uma risada.
"Só quero ver se a surpresa vai ser comestível." – sussurrou Draco, maldosamente, no ouvido de Ginny, para que a menina não ouvisse.
"Agora um beijinho"
Pediu a menina. Achando que essa aproximação entre eles era propícia para algo mais íntimo. Ela já segurava eles pela nuca, aproximando-os.
"Pequena, eu acho que não é o momento" – alertou Draco, forçando sua cabeça para trás.
"Meu nome é Isabelle e não pequena!" – resmungou a menina com sua cara emburrada e cruzando seus braços
"É... Isabelle, eu tenho que ir cozinhar agora."
"Vocês ainda 'tão bigados..." – choramingou a menina ainda de braços cruzados, mas agora voltando a ter os olhos lacrimejantes e a cabeça baixa.
Eles sentiram seu coração apertar e se olharam buscando alguma resposta. Não queria que ela chorasse, mas também não podiam se beijar. Só que ela achava que eles eram casados, que eram os pais, Ginny não podia negar isso.
Isabelle notou os olhares deles e voltou a aproximá-los, segurando-os pela nuca. Os dois tinham cara perplexas, mas não desviaram o olhar em nenhum momento, para ele era apenas um beijo, nada mais, evitaria que a menina chorasse.
As pontas dos narizes se tocaram, olharam-se cúmplices, suspiraram e rapidamente colaram seus lábios um no outro durante alguns segundos, sentindo que o coração quase saía pela boca, aquilo devia ser errado.
Então separam-se, desconcertados. Sem se olharem.
"Eu disse um beijo." – disse a menina não gostado nada do que viu.
"E isso foi o que?" – indagou Draco grosseiramente.
"Quero um beijo que nem o da foto." – disse a menina com um sorriso.
Ela levantara uma sobrancelha, como fazia Draco. Saiu do colo dele e mostrou a foto do casamento deles em cima da mesinha de centro. O loiro deu um riso descrente do que via e ouvia.
Buscou o olhar de Ginny, mas ela parecia em outro mundo de tão perturbada que estava. Vendo que Isabelle esperava alguma coisa, ele rapidamente puxou Ginny pelo pescoço e a beijou, seria rápido e um indolor, era apenas um beijo!
Ela foi pega de surpresa, tentou afastá-lo com suas mãos, mas ele de alguma forma a envolvera, e Ginny deixou que o beijo se aprofundasse calorosamente.
Era tão difícil encontrar alguém em que o beijo se encaixasse tão bem quanto esse, e aquele desejo de continuarem a se beijar parecia não cessar. Era bom demais.
Ouviram passos da menina se afastando e abriram os olhos vagarosamente.
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Um clima tenso. Umas doze pessoas gritavam umas com as outras no hall do Ministério. Parecia uma discussão sem fim. Os poucos bruxos que passavam pelo local, rapidamente se afastavam, assustados.
"Seu filho seqüestrou a minha filha!" – berrava um Sr. Weasley totalmente fora de controle e apontando para os Malfoy's.
"A sua filha que seqüestrou o meu filho!" – acusou Narcisa Malfoy balançando seus longos cabelos loiros, ao lado de Lúcio expressando raiva em seu rosto.
"Ginny nunca faria isso." – defendeu Gui Weasley segurando seu pai, que quase partira para cima de Lúcio.
"O que seu filho quer com a minha menina?" – perguntou Molly aos prantos, sentada numa cadeira, sendo acolhida por Carlinhos.
"Meu filho nunca se envolveria uma Weasley pobretona." – respondeu Lúcio Malfoy com rispidez, sem olhá-la.
"Papai, deixe-nos resolver isso do nosso jeito." – pediu Fred pondo-se junto com Jorge à frente de Lúcio, que os olhava dos pés a cabeça.
"Ninguém vai brigar aqui." – avisou Arthur, puxando os gêmeos para trás.
"Mas é pela Ginny!" – argumentou Rony, que também estava no meio da discussão.
"Já disse que ninguém vai brigar." – repetiu o patriarca pondo-se atrás de Molly e segurando firme seus ombros, para que ela se acalma-se.
"Quanto você quer pra devolver meu filho, Weasley? Pois deve ser por isso que sua filha o seqüestrou." – declarou Lúcio arrogantemente.
"Não queremos seu dinheiro, Malfoy!" – berrou Rony ao lado dos gêmeos, enfurecidos.
"Ah! Calem a boca!" – gritou Hermione correndo para o centro da confusão.
"Manda eles calarem a boca!" – urrou Rony muito vermelho apontando para os Malfoy's.
"Não aponte esse dedo para mim, se não quer perdê-lo" – disse Lúcio Malfoy calmamente com um sorrido maléfico, que fez Rony abaixar seu dedo.
"Não ameace meu filho, Malfoy" – avisou Arthur fitando-o severamente.
"Ai, onde está Ginny?" – perguntava Molly Weasley aos gritos escondendo seu rosto com as mãos.
"Onde está o meu filho?" – exclamou Narcisa abraçando Lúcio.
"Calma, mamãe." – tentavam em vão, Gui e Carlinhos, acalmar Molly.
"Parem com essa discussão já!" – gritou Mione ao que uma explosão de ofensas e ameaças explodiu e já não era possível entender o que cada um dizia.
"O quê está acontecendo?" – perguntou Harry ao sair do elevador do Ministério e chegar rapidamente no local da algazarra.
"Ao que parece, Ginny e Malfoy foram seqüestrados." – disse Hermione alto perto do ouvido de Harry, já que a discussão não acabava.
"Ginny foi seqüestrada?" – exclamou Harry preocupado.
"Ginny e Draco Malfoy, Harry." – corrigiu Hermione. - "Um família acusa a outra"
Viram Rony sendo segurado pelos gêmeos. E logo, os três a discutir e a se empurrar para decidir quem ia bater em Draco Malfoy. Então, Gui tentou segurar os gêmeos e Carlinhos segurar Rony.
"Alguma pista? Alguma idéia de onde ela esteja?" – perguntou Harry, olhando profundamente para Mione.
"Duas cartas enviadas a eles, de Ginny e de Malfoy." – respondeu ela destacando suas últimas palavras, lembrando novamente a Harry que também existia Draco Malfoy na história.
"Eu entendi. E onde estão as cartas?"
"Com eles." – respondeu ela apontando para a gritaria.
Lúcio Malfoy e Arthur Weasley estavam cara a cara com suas varinhas em punho. Molly balançava Narcisa perturbada. Rony, Fred, Jorge, Gui e Carlinhos ainda continuavam a luta de empurra-empurra.
"Sr. e Sra. Weasley, Sr. e Sra. Malfoy, na minha sala agora. Hermione, você também. Levem as cartas." – avisou ele usando um feitiço para sua voz sair mais alta que o normal, chamando assim a atenção de todo.
Logo começou a andar, e notou que estava sendo seguido por todos. Parou e virou-se, olhando para todos eles.
"Por favor, só quem eu chamei." – pediu Harry gentilmente, e isso abriu um largo sorriso zombeteiro em Lúcio Malfoy.
"Mas Harry, eu sou da família!" – irritou-se Rony.
"Nós também." – gritaram os outros Weasley's.
"Olhem, eu preciso resolver isso, se todos estiverem juntos, nada vai se resolver." – explicou Harry voltando a andar rapidamente.
"Harry!" – berraram eles novamente, sem ter a atenção dele.
Foram os seis rapidamente para a sala de Harry. Geralmente não era ele quem cuidava desses assuntos de desaparecimentos. Mas esse caso era uma exceção.
Todos pareciam muito aflitos. Os olhares trocados entre os casais das duas famílias eram fuzilantes. Somente Mione e Harry estavam calmos o suficientes a ponto de tentar manter a paz entre as famílias.
Ao chegarem na sala, Harry pediu para que lhe entregassem as cartas e saiu junto com a morena para a sala de investigações.
"Quanto tempo você acha que demora?" – perguntou Harry parecendo nervoso ao saírem da sala. – "Alias, você acha seguro deixá-los aí?"
"Não é seguro. Mas temos que descobrir de quem é a letra da pessoa que escreveu a carta." – disse, começando a caminhar pelo corredor do Ministério.
"Quanto tempo você acha que demora?" – repetiu ele acompanhando-a.
"Não muito. O problema é ter que esperar vinte e quatro horas para confirmar o desaparecimento e sair para procurá-los."
"O QUÊ?" – exclamou Harry achando aquilo um absurdo.
"Depois a gente vê isso, vamos." – pediu Hermione puxando Harry pelo braço e virando em outro corredor.
E logo atrás deles, na sala de que tinham acabado de sair, um lampejo de luzes azuis e verdes pôde ser vista.
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A sala continuava em silêncio. No canto direito do sofá estava um loiro com as maças do rosto levemente ruborizadas, mas sua expressão tensa. No canto esquerdo a ruiva estava totalmente vermelha e encabulada.
A atenção deles fora voltada à menina que cantarolava feliz subindo degrau por degrau as escadas da casa. O silêncio pairava entre os dois, enquanto colocavam os pensamentos em seu devido lugar.
"Porque você fez isso?" – perguntou Ginny em sobressalto numa voz rouca, chamando a atenção do loiro e sem mais pensar acertou-lhe em cheio um tapa na cara dele.
"Porque você fez isso?" – foi a vez dele perguntar perplexo, sentindo seu rosto arder.
"Porque você me beijou!" – vociferou ela, passando a mão na boca, como se limpasse. - "Porque você me beijou?"
"Você correspondeu." – respondeu ele com um sorriso malicioso nos lábios e com sua mão nos local que ela havia batido.
"Ai... meu Deus..." – exclamou assim que o loiro tirou sua mão do rosto e viu seus cinco dedos grudados e vermelhos no rosto dele.
"Você bate que nem homem." – disse ele rudemente e foi se enchendo, como se fosse explodir. – "Quero ver se consegue se defender como um." – acrescentou com raiva.
"Sabe..." – começou ela dando uma risada para tentar descontrair. - "Não era pra ser tão forte." – desculpou-se, levantando-se. "Desculpa."
"Desculpa? Desculpa? Você acha que isso vai tirar essas suas marcas?" – perguntou enraivecido, se levantando e apontando para o próprio rosto.
"Sabe, vamos nos acalmar..." – pediu ela andando de costas, para ficar olhando o loiro e procurando manter-se na defesa.
"Acalmar?" – perguntou ele perplexo, seguindo-a passo a passo.
"Sabe, não é necessário usar a violência." – tentou argumentar Ginny sentindo que ela estava ferrada nas mãos dele.
"Violência?" – exclamou ele e num ato de irracionalidade pegou o quadro com a foto do casamento deles e atirou em Ginny.
"Você é louco?" – berrou ela que por sorte conseguiu se agachar e se desviar a poucos segundos do objeto acertá-la.
"Você se salvou desse, mas desse não!" – e atirou um livro nela.
Ela saiu correndo e entrou na cozinha a tempo de não ser acertada e ouvindo o som do objeto bater na porta. Procurou rapidamente algum lugar para se proteger.
Indo atrás dela, ele entrou na cozinha carregando um abajur na mão. Olhou em volta e não a viu. Ela escondeu-se atrás do balcão, esperando para dar o bote.
"Weasley... saia da onde você está." – disse Draco andando pela cozinha calmamente, procurando-a.
"Com todo prazer, Malfoy." – retorquiu ela saindo de trás do balcão e atirando uma panela o mais forte que pode.
Ele só teve tempo de se agachar e atirou o abajur atrás do balcão. A ruiva defendeu-se com a tampa da panela. E saiu correndo para um armário.
Era a despensa, com um curto corredor e várias estantes, cheias de mantimentos. Entrou a procura de algo para atirar no loiro, enquanto ele abria a porta da geladeira também à procura de algo.
"Desista, Weasley!" – gritou Draco, começando a atirar tomates maduros para dentro do armário. Um acertou-lhe em cheio na cara, deixando-a totalmente melada.
"Depois disso, nem sonhando." – berrou ela e puxou a primeira coisa que sua mão encostou.
Era um saco. E sem mais pensar, saiu e atirou em Draco. Ele ficara totalmente branco. Era um saco de farinha.
"Agora sua cara combina com a sua... bunda branca." – disse Ginny caindo na gargalhada, ainda não havia esquecido dessa cena.
"Gosta de... o que é isso?" – perguntou o loiro segurando uma caixa em frente a geladeira.
"Iogurte." – respondeu ela frente ao loiro.
"Isso mesmo." – declarou ele abrindo a tampa e jogando no alto da cabeça dela.
"Eu mato você" – disse ela limpando sua testa e esticou sua mão na geladeira, pegando a primeira coisa que encontrou.
"Ovos mexidos ou cozidos?" – ela perguntou com um sorriso cínico, quebrando um, dois e três ovos na cabeça dele, soltando uma gargalha.
"Prefiro..." – começou ele limpando um olho que estava sujo de clara e esticando a mão na geladeira. – "Fritos." – terminou, acertando um ovo no meio da testa dela.
"Ora seu." – protestou ela pegando uma torta dentro da geladeira e acertando em cheio na cara dele. - "Hum... acho que é de limão. Azedo, que nem você." – alfinetou Ginny lambendo uns dos dedos que ficara com o creme.
"O quê você acha disso?" – perguntou Draco apertando um frasco. De dentro dele saía um líquido cremoso de cor amarelada, sujando-a totalmente.
"Ovo e mostarda... eca" – e pegou um frasco parecido com o de Draco, mas sua cor era vermelha. Apertou e começou a sujá-lo de ketchup.
Eles saíram correndo pela cozinha com os frascos, se ameaçando. A cozinha, antes brilhando de limpeza, agora era totalmente suja. O chão, escorregadio. E era cada vez mais difícil eles fugirem um do outro sem quase caírem ou caírem mesmo.
"Espera!" – pediu Draco parando de repente.
"O que foi?" – perguntou ela parando.
"Minha mostarda acabou." – declarou o loiro indo para geladeira.
"E daí?" – exclamou ela apertando o frasco o ketchup ainda pela metade.
E ele abriu um frasco, derrubando o conteúdo vermelho e cremoso na cabeça dela.
"Molho de tomate."
"Você tem que aprender a ser mais doce, sabia Malfoy?"
Ela entrou novamente na despensa e fechou a porta, procuraria algo para acertar nele, enquanto usava um pano para limpar seu rosto.
"E você deveria sair daí e pedir trégua." – berrou Draco, também usando um pano que encontrou para limpar o rosto. E ela abriu a porta com as mãos para trás. – "Olá, perdedora." – sorriu Draco.
"Acho que não!" – replicou ela atirando um saco de açúcar inteiro nele. – "Docinho."
Draco empurrou-a para dentro da despensa junto com ele. Pegou mais um saco de farinha e acertou-a. Ela pegou suco de uva, ele doce de abóbora. A cada coisa atirada no outro, ele davam um riso cínico e se controlavam para não cair na gargalhada.
Mais uma vez era a vez de Ginny, que enfiou na boca dele um morango. Ele engoliu o morango, roçando sem querer seu lábio na mão dela.
Olharam-se apreensivos.
Ele pegou um pano e voltou a limpar seu rosto e ela arrancou o pano das mãos dele e limpou seu próprio rosto. Enquanto ela se limpava, ele achou uma calda de chocolate. E lambuzou o rosto dela.
A ruiva pegou outro morango, e passou em seus lábios, misturando com o chocolate, e colocou suavemente o pedaço na boca entreaberta dele, ele se aproximou. E com o morango ainda na boca dele, fez ela morder um pedaço, roçando levemente os lábios nela. E sem mais esperar enlaçou-a pela cintura.
Agiam por instinto, o jogo estava gostoso. Ele a encostou na parede e colocou com as mãos mais chocolate na boca dela, deixando-a mais lambuzada, enquanto ela colocava mais um pedaço de morango na boca dele.
"Era o último morango?" – ele perguntou após engolir o morango.
"Era e eu queria um pedaço." – respondeu ela roucamente sentindo a respiração dele em seu rosto.
"E eu comi." – disse ao sorrir maliciosamente. – "Mas faltou uma coisa."
"O que faltou?"
"Chocolate." - respondeu puxando-a para um beijo.
Aquee jogo de provocações havia causado muito mais que a vontade de sujar, mas a vontade de repetir aquele tão bem encaixado. Não pensavam nem o que de tão errado haveria nisso, era só mais um beijo, de pessoas casadas aproveitando um momento íntimo.
Ginny enlaçou suas pernas na cintura de Draco, que levou-a até uma das estantes da despensa e sentou-a lá, sem quebrar o beijo. Ela começara a desabotoar a camisa dele e passar suas mãos no seu peito, enquanto ele passava a explorar o pescoço e a nuca dela.
Ouviu-se um berro. Eles não deram atenção e continuaram a se beijar. E o berro continuou ecoando pela casa.
"Draco, Draco, pára." – pediu Ginny tentando afastar o loiro.
"Mas porquê?" – perguntou ele, voltando a beijar o pescoço dela.
"Michael." – respondeu ela prestando atenção ao choro da criança e afastando-o de perto.
"Manhêêê... o Michael tá chorando." – berrou uma voz fina e infantil ainda ao longe.
"Isabelle." – destacaram eles ao mesmo tempo e começaram a tentar parecer decentes para quando a menina os encontrasse.
"A gente tá um nojo." – exclamou Ginny vendo Draco totalmente sujo de tudo que era comida e totalmente bagunçado, notando que ela devia estar no mesmo estado ou quem sabe até pior.
"Manhê, o que aconteceu?" – perguntou Isabelle entrando pela porta da despensa e olhando-os. – "Eca." – exclamou pondo a língua pra fora com nojo. Draco olhou para Ginny, sorriram um para o outro e saíram correndo atrás de Isabelle.
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N/B: Nhaaai, que capítulo perfeito esse que a Suzi deixou prá gente, fãs de DG e, claro, fãs dela mesma! Essa action final, com os morangos e com o chocolate … Meu Deus! Pena que o Michael tenha sempre que chorar em momentos inoportunos, né? Suzi Malvada Bom, eu nem devia estar aqui pentelhando e escrevendo essa nota absurda, mas foi a minha primeira vez como beta da Suzi e queria falar que não só é um orgulho betar a fic dela como amei esse capítulo, do coração! E eu vi primeiro que vocês! Ehehehe! Bem, eu vou me calar, resta-me dizer que deixem muitas reviews prá Suzi que ela merece, depois desse capítulo e de toda essa action! E fala que a Isabelle não é um mimo?
N/A: Essa minha beta não é uma fofa? o/ Será que o cap. Ficou tão bom como ela disse? O que acharam? E Eu falei que ia ter action! Alias, consegui beta, consegui capista, sou uma menina de sorte!
Continuem lendo e deixem mais reviews, porque eu amo as reviews fofas de vocês! E desculpem, mas nesse capítulo nem pude responder a todas. Mas no próximo responderei:D
Dedicatória: Bom, esse cap. vai dedicado ao meu pai, que eu amo muito. Ele está fazendo trocentos anos hoje. Ai que mentira, na verdade são 48 anos. Parabéns! Feliz Aniversário! Que muitos anos venham pela frente. Te amo, pai! (02/08/06)
Bjos de morango e chocolate, Suzi Black
Editada: 25/06/08
