Brinquedinho de Luxo
Capítulo III
- Ora... Ora… Não me diga que essa dai é a sujinha de ontem? – perguntou Sesshoumaru sorrindo malicioso, ao ver Rin parada no hall de entrada analisando, encantada, os quadros pendurados na parede; ela trajava um lindo e pequeno vestido azul celeste de alças finas com um mimoso bordado de cristais nos seios, ele batia na metade das coxas, calçava também uma sapatilha preta, seus cabelos estavam bem penteados e hidratados. Aqueles xampus de ricos, como ela dizia, hidratavam os cabelos instantaneamente. Ela se lembrava de como lutava com os xampus que comprava, tinha que lavar os cabelos pelo menos duas vezes e mesmo assim o cabelo parecia uma palha; mas isso não vem ao caso no momento.
- Num 'tá vendo não é? – retrucou a menina, rabugenta.
- Fale direito com meu filho sua mal criada! – desaprovou Izayoi. Rin deu de ombros e virou a cara.
- Você mudou mesmo... – continuou malicioso. "O que um banho de loja não faz. Com certeza o papai deve ter gastado uma fortuna comprando essas roupas pra ela." Pensou sem tirar o olhar malicioso de cima da morena. Ele olhou de canto de olho para Inuyasha, que olhava encantado para a mesma. Ele riu pelo nariz. – Pelo visto acho que tem alguém aqui apaixonado por você! – Rin arregalou os olhos com a revelação de Sesshoumaru e logo depois abriu um sorriso de orelha a orelha.
- Você? – perguntou envergonhada e esperançosa. Sesshoumaru soltou uma gargalhada.
- O meu irmão Inuyasha! – e deu um tapa nas costas de Inuyasha, fazendo com que omesmo desequilibrasse e desse dois passos para frente. – Já que ele não tira os olhos de você... Eu? – ele deu uma segunda gargalhada ao analisar o que ela disse e parou ficando um pouco mais sério. – Não me apaixonaria por uma mulher vulgar e oferecida como você.
O semblante feliz de Rin instantaneamente se fechou.
- Seu CACHACEIRO IDIOTA! – gritou a garota indo em direção a Sesshoumaru o qual dava gargalhadas por causa da explosão da menina. Ela deu um chute na perna do youkai, o qual não teve nenhuma reação; continuou rindo, como se nada ela tivesse feito. Inuyasha acompanhou o irmão na risada ao ver a atitude corajosa dela. Izayoi apenas observava tudo, escandalizada.
- Vá já para o quarto, menina! – esbravejou Izayoi.
- Mas foi ele quem começou! – e apontou para Sesshoumaru que continuava a rir. – Eu 'tava quietinha no meu canto e ele veio me encher. E agora a senhora manda que EU vá pra o quarto?
- Isso mesmo!
- Arg! – grunhiu irritada. – Tudo bem eu vou! Mas olha aqui seu cachaceiro, não vem se meter comigo não, porque se você procurar... Você vai achar! – e saiu pisando duro subindo as escadas.
- Ela machucou você? – perguntou Izayoi preocupada.
- Humf fala sério... Como se uma humanazinha pudesse me machucar! – concluiu Sesshoumaru tentando conter o riso.
- Ele quem a provocou mamãe, não tinha por que fazer isso. – defendeu Inuyasha.
- Hum... Essa sua defesa está me cheirando à outra coisa irmãozinho. – concluiu Sesshoumaru malicioso, dando outro tapa nas costas de Inuyasha, fazendo com que o mesmo cambaleasse de novo.
- Feh! Num enche, só estou falando a verdade! E se você me der outro tapa eu juro que arrebento a tua cara! – ameaçou Inuyasha com o dedo no rosto de Sesshoumaru. Ele apenas riu zombeteiro.
- E cadê o papai? – perguntou Sesshoumaru se recompondo.
- No escritório, querido. – disse Izayoi em tom doce.
- Hum... Vou para o meu quarto. E não quero que me incomodem e nem façam barulho! – recomendou autoritário.
- Mas é claro meu querido. – Inuyasha olhava incrédulo para o irmão. Balançou a cabeça para os lados em sinal de reprovação. Sesshoumaru não se importou. – Ayame! Providencie uma bebida para mim e leve paro o meu quarto. – mandou o youkai, pois já sabia que a empregada se encontrava no corredor ouvindo toda a conversa.
- Ah! Si-sim senhor! – assentiu e saiu envergonhada.
- Já vai beber Sesshoumaru? – reprovou Izayoi.
- Não comece! Ou você quer que eu volte para o meu apartamento? – retrucou no mesmo tom autoritário.
- Claro que não meu querido... Mas achei que tinha mudado depois que voltou da Escócia. – concluiu Izayoi com um sorriso carinhoso.
- Não vejo o porquê de mudar. – e saiu pisando duro, subindo as escadas. Inuyasha sacudiu a cabeça novamente e olhou para o chão.
- Perdoe-me pelo o que vou dizer mãe. Mas a culpa é toda sua por ele tratá-la desse jeito. – Izayoi olhou o filho subir as escadas e deu um sorriso triste.
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Duas batidas foram dadas na porta.
- Entre.
- Com licença. Aqui está Sesshoumaru-sama. – anunciou Ayame parada com uma bandeja em mãos, contendo uma garrafa de vidro, um copo e um pote com gelo. – Quer que eu sirva?
- Sim. – respondeu sentado no sofá verde do outro lado de seu quarto; era bem aconchegante, tinha uma cama de casal do lado direito da porta de entrada, com duas mesas de cabeceira, uma grande cômoda ficava ao lado da janela, toda de mogno, na parede esquerda estava a porta para o banheiro da suíte.
– Err... Eu vi o que o senhor fez com a molambenta.
- Molambenta... – repetiu devagar, rindo pelo nariz.
- E o culpado disso tudo é o seu pai, que a colocou como se fosse da família. – disse se aproximando da poltrona com o copo da bebida em uma das mãos.
- Obrigado Ayame. Pode ir. – e pegou impaciente o copo da mão da empregada.
- E ela ficou muito mais abusada, depois que o seu pai deixou que ela dormisse no quarto de hóspedes. – insistiu ignorando a ordem.
- O QUE? – esbravejou Sesshoumaru quase cuspindo toda a bebida.
- Sim... Isso mesmo Sesshoumaru-sama. Aqui neste quarto, do lado do senhor.
- Humf... Então quer dizer que ela está dormindo ali do lado? – e sorriu malicioso. "Então quer dizer que ela é apoiada pelo Oyakata 'o todo poderoso'. Humf... e muito bem apoiada... Coitada da que cair em minhas mãos... vai se dá muito mal..."
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- Ainda bem que o convenci a voltar Kagura. Estou tão satisfeita. – comemorou Izayoi sentada na luxuosa poltrona marrom da sala de estar do apartamento da sobrinha.
- Err... Ele disse alguma coisa sobre o meu pedido para que ele voltasse? – perguntou Kagura em tom displicente, mas temerosa pela resposta da tia.
- Não... Nem comentamos sobre você querida. – Kagura suspirou aliviada. – Mas precisa me ajudar a tirar a menina de minha casa Kagura... Você disse que me ajudaria.
- Não se preocupe titia... O que eu falo eu cumpro. Só precisamos bolar um plano. – e riu audaciosa.
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- Onde está a Rin?
- No quarto dela Oyakata-sama. – informou Ayame com cara de nojo. Oyakata apenas olhou de canto de olho e ignorou a expressão da empregada.
- Obrigado. – e subiu as escadas. Andou pelo corredor e parou em frente a ultima porta a esquerda. Deu três batidas na porta de madeira branca.
- Quem é? – ele ouviu a voz da menina vinda de dentro do quarto.
- Sou eu Rin-chan! Posso entrar? – perguntou com a voz ligeiramente alta para que a menina pudesse ouvi-lo do outro lado; o que fez despertar o interesse de um certo youkai no quarto ao lado. A porta do quarto se abriu.
- E o senhor precisa pedir para entrar? – perguntou a jovem com um sorriso simpático e feliz. Eles só não sabiam que um youkai espiava a cena pela porta entreaberta. – Pode entrar! – anunciou Rin fazendo um movimento com as mãos indicando para que Oyakata entrasse. Sesshoumaru abriu totalmente a porta e se encostou de lado no batente, cruzou os braços e abriu um sorriso debochado ao ver a cena.
- Meu pai 'tá virando um descarado. – e riu maliciosamente observando Oyakata entrar no quarto da menina e lhe entregar um pacote.
- Pra-pra mim Oyakata-kun?
- Sim, pegue. – e estendeu o pacote. Rin pegou emocionada e sentou no chão apoiando o pacote no mesmo e abrindo-o sem se importar com o papel de presente.
-Ah! – exclamou encantada ao visualizar o conteúdo do pacote. – Que lindo! – e levantando-se esticou o vestido, colando-o no corpo e rodopiando. Era um vestido tomara que caia dourado, enfeitado com vários cristais por toda extensão do vestido, ele era todo colado ao corpo e ia até um pouco abaixo dos joelhos, com uma fenda do lado esquerdo que ia até metade das coxas.
- Achei bonito e trouxe pra você. Para usar em ocasiões mais especiais. Já que Sango me disse que você não quis comprar vestidos de festa, por serem muito caros, então trouxe como um presente, assim, não poderá recusar. Você gostou?
- Mas é claro que gostei! – disse radiante. – Como o senhor é bom comigo! – completou dando alguns passos largos e abraçando o youkai.
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- Oyakata já veio para almoçar Ayame? – perguntou Izayoi.
- Sim senhora. Ele está lá em cima. – anunciou em tom eficiente. – Deve ter ido ver se está tudo bem com a 'protegida. ' – completou com cara de nojo. Izayoi assentiu com a cabeça e seguiu pelas escadas.
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- Como está meu querido?
- Mãe... – murmurou Sesshoumaru impaciente e revirando os olhos, encostado na cama com um copo de bebida em mãos. – Eu falei que não queria ninguém me incomodando.
- Eu vim lhe chamar para o almoço, Sesshoumaru. – começou Izayoi um pouco ofendida. – Eu quero que todos estejam juntos. Faz muito tempo que isso não acontece. – concluiu um pouco mais animada.
- Não quero. Obrigado. – Izayoi suspirou cansada.
- Por favor, meu querido. Não faça essa desfeita comigo. Eu pedi ao seu pai que não faltasse ao almoço por causa disso. – Sesshoumaru revirou os olhos mais uma vez e bufou.
- 'Tá... 'Tá... Eu vou.
- Ah querido! Como me deixa feliz. – disse Izayoi animada.
- E você já viu onde ele está? – perguntou Sesshoumaru com um sorriso malicioso.
- No quarto dela. – respondeu um pouco emburrada.
- E isso não lhe incomoda mamãe? – continuou com o mesmo sorriso malicioso.
- E o que eu posso fazer? – Sesshoumaru riu pelo nariz, debochado.
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- Como está pai? – perguntou Sesshoumaru sério sentado ao lado direito da mesa de jantar, ao lado do pai.
- Bem meu filho e você? – Sesshoumaru apenas confirmou com um leve aceno de cabeça. – Venha Rin... Sente-se. – anunciou Oyakata ao avistar a menina adentrar na sala de jantar e lhe indicou a cadeira ao lado de Sesshoumaru.
- Mas o que ela faz aqui? – esbravejou Sesshoumaru ao avistar a mesma.
- Como sempre ela almoçará conosco. – anunciou Oyakata calmamente.
- Eu ordenei para que não a chamassem. Por que me desobedeceu Kaede? – perguntou Izayoi com a voz alterada.
- Fui eu que mandei que a chamasse. E eu ainda não entendendo porque cisma de continuar a desobedecer as minhas ordens Izayoi. – disse Oyakata olhando fixamente para a esposa sentada ao seu lado esquerdo.
- Nossos filhos estão em casa, portanto, essa menina não pode comer conosco. – disse Izayoi visivelmente alterada.
- Por mim não tem problema algum mãe. – anunciou Inuyasha, que olhava encantado para Rin.
- Nem por mim. – apoiou Sango.
- Eu mereço. – bufou Sesshoumaru.
- Oy... Oyakata-kun é melhor eu ir comer na cozinha. A Kaede me acompanha. Não é? – disse a garota com um sorriso sem graça.
- Não, não Rin. Você aqui é a minha hóspede. Comerá conosco.
- Hóspede... – murmurou Rin. – Aqui eu não passo de uma presença horrenda. Que ninguém gosta. – começou em tom triste e 'admirando' os seus sapatos. – Nem comer com essas coisas eu sei. – continuou levantando a cabeça e olhando os talheres e os copos ordenados impecavelmente a mesa. Sesshoumaru bufou e revirou os olhos.
- Ah! Mas que menina esperta ela é! – ironizou Sesshoumaru. Sendo fuzilado pelo olhar mortal de Rin.
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A campainha do telefone soou pela mansão Taisho. E uma empregada afobada entrou na sala de estar.
- Alô. – Ayame esperou resposta. – Alô! – ela continuou esperando. – ALÔ! – agora ela gritou e sem ter resposta bateu o telefone. – A mudinha de novo... Mas que coisa! – esbravejou saindo rapidamente e irritada para a sala de jantar.
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Ela suspirou insatisfeita e colocou o telefone rosa no gancho.
- O Sesshoumaru não atendeu outra vez?
- Não Kikyou, mas não desisto fácil, vou insistir até que ele atenda.
- Hum... Kagome, não vejo a hora de sairmos com os dois irmãozinhos! – exclamou Kikyou animada. Kagome apenas sorriu maliciosa.
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Ela estava sentada e imóvel. Olhava fixamente para o prato. Era desesperador não saber o que fazer. Ela olhava de canto de olho para Sesshoumaru, de repente conseguia aprender alguma coisa com ele. Ele já havia percebido isso e se divertia internamente com a falta de educação da menina, de não saber comer com etiqueta.
- O que foi?
- Nada... Eu... Eu... 'Tava olhando ué! – ela deu um pulo assustada.
- Então pare de olhar! – ele exclamou irritado.
- Sesshoumaru, por favor!
- Papai! Essa garota não sabe nem comer.
- Mas é claro que não... Se a sua mãe tivesse ensinado a ela ao invés de tratá-la como está tratando, não aconteceria isso. – retrucou Oyakata, olhando para a sua mulher, ela parou instantaneamente de comer e adquiriu uma expressão indignada. – Mas não há problema, se a sua mãe não quer, contratarei alguém a altura.
- É realmente necessário que essa garota coma com a gente papai? – insistia Sesshoumaru ainda mais irritado, logo após de Rin tentar cortar sem sucesso o seu peixe e fazer voar um pedaço do mesmo ao lado do prato de seu prato.
- Sim... É necessário.
- As coisas mudaram nessa casa. – comentou Sesshoumaru debochado.
- Algum problema quanto a isso filho? – perguntou Oyakata no mesmo tom que Sesshoumaru.
- Não para mim está tudo bem! – terminou irritado, jogando o guardanapo sobre a mesa e levantando com agressividade. Izayoi levantou junto com o filho, surpresa pela atitude do mesmo.
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O copo de uísque quase escorregava de sua mão. A garrafa vazia estava em cima do travesseiro. Seus olhos estavam semi cerrados, mas ele estava muito bem acordado.
Ele teve um súbito pensamento e riu. Levantou e se pôs a caminhar cambaleante para fora do quarto. Já deveria ser por volta das duas da manhã, a mansão estava escura, a bebida também não ajudava e seus extintos de youkai muito menos. Ele saiu esbarrando em tudo. Parou em frente à porta do quarto, olhou para os lados e riu de novo. Abriu a porta. Fechou com um estrondo e arregalou os olhos pensando que ela tinha ouvido, mas se enganou, pois ela continuava imóvel deitada na cama de lado, com uma camisola de pano amarela. Ele também havia reparado na camisola e sorriu ainda mais malicioso. Continuou a sua caminhada cambaleante até a cama. Ele a puxou brutamente e a agarrou. Ela ainda estava tonta, pensou que era um sonho. Mas a dor que ele ocasionava em seu braço a fez despertar.
- Se... Sesshoumaru... SESSHOUMARU? – ela gritou.
- Cala a boca idiota!
- Vo... Você... – ela tentava inutilmente desviar da boca rápida do youkai. – Está bêbado? – Ele continuava tentando beijá-la, ela o empurrava, mas era inútil, ele era forte demais. – Me solta seu tarado! – ela começava a ficar nervosa.
- Se o meu pai pode, eu também posso não é? – ele abriu ainda mais o sorriso. Ela se encantou com aquele sorriso, que a fez sair da defensiva. Ele partiu novamente para cima dela, sendo ainda mais ousado e passando a mão pela suas pernas. Ela arregalou os olhos e deu um tapa no rosto do youkai. Ele parou pela ousadia da garota. Olhou com ira para ela, mas logo depois abriu um sorriso malicioso. – É assim que você gosta Rin? Não sabia que uma garotinha gostava assim. – ele a pegou com mais força e conseguiu beijá-la. Ela a principio se espantou, mas logo depois cedeu e retribuiu ao beijo. Seu primeiro beijo. Com a pessoa que amava. Bêbado. "Bêbado? Ah! IDIOTA!". Ela parou o beijo e deu uma mordida no lábio inferior do youkai.
- Ah! MERDA! – ele gritou levando a mão à boca.
- Se você 'tá achando que eu sou uma qualquer, vai achando meu filho... Porque aqui você não vai conseguir NADA! – ela falava com a voz descontrolada.
- Ah é?! Mas como você é espertinha ein! ... Só dá em cima do meu pai pra ele te dar boa vida. Palmas pra você. – ele provocava com a voz enrolada pela embriaguez.
- Mas o que? Você acha que... Que eu...
- Deixa de se fingir de santa garota ou você pensou que ninguém ia perceber?
- Mas... Ah! Quer saber seu nojento... SAI AGORA DO MEU QUARTO! EU NÃO PRECISO TE DAR EXPLICAÇÃO ALGUMA!
- MAS QUE GRITARIA É ESSA MENINA? – uma voz vinha do lado de fora do quarto. Sesshoumaru deu um pulo da cama e agarrou Rin, tampando a sua boca com as mãos. Ela mordeu a mão do youkai que a soltou imediatamente fazendo cara de indignado. Ele correu para o banheiro. A porta do quarto se abriu e Izayoi entrou.
- Você está louca menina? – perguntou a mulher irritada, acendendo a luz.
- Não... Não senhora... É que...
- Estava sonhando por acaso?
- ISSO MESMO! – ela falou empolgada e depois se conteve. – É que eu sou sonâmbula. – completou rindo sem graça.
- Ah! Eu não acredito como não acordou o Sesshoumaru nem os outros! – exclamou a mulher irritada. – E trate de dormir. Era só o que me faltava... – Izayoi saiu irritada e resmungando. Bateu a porta. Sesshoumaru ouviu e saiu do banheiro, rindo.
- Não me entregou foi? – perguntou com um sorriso debochado.
- Deveria me agradecer seu cachaceiro! – exclamou com raiva virando de costas e cruzando os braços.
- Ah! O problema é que você gosta de mim. – ele andou na direção dela. A pegou pelo braço e a virou, colando-a ao seu corpo. – Aproveita... É a sua grande oportunidade, eu não vou fazer isso de novo. – ele tentou beijá-la novamente.
- Me solta! – e o empurrou. – Saia do meu quarto e nunca mais me procure. – ela se continha ao máximo para não gritar.
- Ah! Vamos... Eu sou mais novo que o meu pai! Tenho mais disposição. Vem! – e a pegou novamente. Ela o empurrou de novo socando o seu peitoral.
- A sua sorte é que eu tenho respeito ao Oyakata-kun e não quero dar desgosto pra ele, se não... Eu ia agora mesmo entregar você a ele e a sua mãe. Mas agora... – e o pegou pelacamisa. – Você vai embora daqui. E na próxima vez eu vou estar equipada com um vaso bem grande pra dar na sua cabeça tá ouvindo? – e o carregou até a porta. – Dá um fora! – e o empurrou pelo corredor, fazendo com que ele esbarrasse na mesinha do corredor, derrubando-a. Ele foi rápido e colocou a mesa no lugar, ela bateu e trancou a porta.
- Sesshoumaru o que faz aqui? – Izayoi apareceu no corredor, se assustara com o barulho da mesinha.
- É... Eu...
- Acordou com o escândalo daquela menina não foi?
- Isso mesmo! Ela... Ela me acordou e eu vim mandar ela calar a boca. E é isso que eu vou fazer. – e encenou que ia em direção ao quarto de Rin.
- Não meu filho! Eu já cuidei disso. – ela o segurou pelo braço, fazendo com que ele virasse. – Você bebeu demais não foi? – ele a olhou de cara feia. – Não... Tudo bem, não vou falar nada. Vamos para o seu quarto. – e indicou a porta do mesmo. Ele entrou e ela o seguiu. Entraram e ela o acompanhou até a cama. – Vamos filho, você precisa descansar. Ela não vai mais lhe incomodar. Até amanhã. – e lhe deu um beijo na bochecha. Ela caminhou até a cômoda e pegou a outra garrafa de uísque que havia ali e iria sair.
- Deixe isso ai! – Izayoi se espantou com a exclamação e colocou rapidamente a garrafa no lugar.
- Mas Sesshoumaru... – ele a olhava, irritado. – Tudo bem... Tudo bem... – ela suspirou fundo. – Pelo menos durma meu filho. E para que você fique ainda melhor eu reforço a minha promessa de que irei tirar a Rin dessa casa.
- NÃO! – ele praticamente gritou. – Quer dizer... Não se preocupe com isso, pode deixá-la, decidi que não vou mais ligar pra ela. Ela pode ficar. – ele tentou fazer cara de inocente. Izayoi sorriu pela atitude 'caridosa' do filho.
- Mesmo assim eu irei tirá-la daqui!
- Mas... – ele tentou continuar.
- Tchau querido. – deu-lhe outro beijo no rosto e saiu. "É obvio que ela pode ficar. A garotinha não é de se jogar fora. Vai ser uma bela diversão." E sorriu malicioso.
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- Rin! Rin-chan!
- É a voz do Oyakata-kun... Cadê ele? – ela olhava por toda a extensão do jardim, olhou para cima e o viu na janela. – Ah! Oyakata-kun, bom dia! – ela o cumprimentou radiante, falando alto e acenando.
- Bom dia Rin! – ele retribuiu no mesmo tom. – Rin... Gostaria de sair comigo?
- Sair?! Pra onde? – ela perguntou empolgada.
- Para comprarmos algumas coisas.
- Mas a Sango já comprou um monte de coisas pra mim!
- Ué... Compraremos mais!
- Tudo bem... Mas só vou se você me levar no cemitério para eu rezar pelo meu tio. – ela disse esperançosa.
- Claro que sim. – ele sorriu. – Então vá se arrumar. – ela consentiu com a cabeça e saiu correndo em direção a porta principal.
- Mas que escândalo é esse Oyakata? Acabará acordando o Sesshoumaru.
- Estava falando com a Rin. – ele parou e olhou para Izayoi, ela estava bonita, vestia um conjunto violeta de blazer e saia o sapato preto de salto agulha, valorizava suas pernas. - E o Inuyasha e a Sango? Não se preocupa com eles? – provocou o youkai.
- A Sango foi para a escola e o Inuyasha para faculdade... Você sabe disso.
- É... E 'o vida boa' dorme não é mesmo? E você quer silêncio para que ele descanse da bebedeira de ontem?
- Não é só por isso Oyakata. Eu acho horrível isso, falar gritando para todos ouvirem. Isso é falta de classe.
- É eu sei...
- Não me diga que fez de propósito?
- Sim... E agradeça por eu não tomar medidas mais drásticas. Pois eu sei que a culpa é tanto minha quanto sua por Sesshoumaru ter chegado ao ponto que chegou.
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- Ah! Como eu gosto desses vestidos. – comentou passando a mão no vestido laranja de seda e mangas curtas que usava, ele batia acima dos joelhos.
- São lindos... – confirmou Kaede. – mas ande logo menina ou vai se atrasar.
- ENTÃO VAMOS! – ela gritou empolgada e correu pelo corredor.
- Xiiiu!
- O que foi Kaede? – perguntou a menina confusa, parando em frente ao quarto de Sesshoumaru.
- Assim você irá acordar alguém!
- Ah Kaede! E por acaso ainda tem gente dormindo nesta casa?
- Sim. O Sesshoumaru-sama.
- AH! E EU 'TÔ POUCO ME LIXANDO PRA ELE! – ela gritou colada a porta de Sesshoumaru e desatou a correr. Kaede a seguiu rapidamente.
A porta se abriu bruscamente.
- MAS QUE MERDA É ESSA? NÃO SE PODE MAIS DORMIR NESTA CASA? – gritava um irado Sesshoumaru parado do lado de fora do quarto, trajando apenas uma samba canção vermelha. Izayoi apareceu correndo, assustada com a gritaria.
- Mas já acordou meu filho?
- Me acordaram. – falou arrogante.
- Ah! Deve ter sido aquela menina e antes o seu pai falando com ela pela janela.
- A essa hora da madrugada?
- Mas já são 9 horas da manhã meu filho. – informou Izayoi confirmando em seu relógio de pulso.
- Ah! Mas eu deveria ter ficado no meu apartamento. Maldita hora que eu vim para essa casa! – reclamava praticamente gritando com Izayoi. – Você sabe que eu ODEIO que interrompam meu sono! – e bateu a porta na cara de Izayoi.
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- Oi Tiozinho. – cumprimentou ela tristemente olhando para a lápide a qual estava gravada: Myuga Nakjima. – Ai que saudade! Você já deve saber de tudo que eu 'tô passando não é? – ela olhou carinhosamente para a lápide e levou a mão até o nome deseu tio para tirar a poeira que havia ali. – Até parece que você vai me responder né? – e riu pelo nariz, passando a outra mão pelos olhos, a vontade de chorar era impossível de não vir. – Ah, mas eu rezo todos os dias para que o senhor esteja em um lugar muito melhor do que aqui 'tá? Que o senhor esteja feliz e confortável. – ela sorriu para a lápide, mas adquirindo em seguida um semblante triste. – Me proteja tá? Jura que protege? Não deixa o Sesshoumaru ser tão ruim comigo assim! Por favor. – ela não conseguia mais se conter, pois as lágrimas viam sem sua permissão. – Ele não é boa coisa eu sei... Mas eu gosto dele... – ela sorriu enxugando as lágrimas. – Tanta coisa pra dizer e 'tô eu aqui falando do safado do Sesshoumaru. – ela olhou para o lado e viu o Oyakata parado um pouco longe, ele sorriu para ela.
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- Cadê o tio Oyakata? – ela sentava elegantemente na mesa do jardim dos fundos.
- Adivinha Kagura... Ele foi sair com a protegida dele. – Izayoi falava debochada, acompanhando a sobrinha no movimento.
- O titio está dando muita corda pra essa molambenta.
- Eu sei... Eu sei... Deve haver algum motivo para isso.
- É a mesma coisa que penso tia.
- Eu preciso tirar essa garota daqui, mas não faço ideia de como! – Izayoi estava aflita.
- Eu tenho uma ideia. – ela confessou sorrindo, Izayoi olhou-a esperançosa.
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O som viajava pela mansão. Ele passava devagar pelo hall com uma xícara de café nas mãos. Ele resolveu ir até a sala atender.
- Alô?!
- Até que enfim atendeu esse telefone Sesshoumaru.
- Ka... Kagome... Mas o que... – Sesshoumaru estava atordoado.
- Oh, meu amor... Eu não consigo para de pensar em você... Eu sinto tanto a sua falta. Você deve estar achando que eu estou com outro... Mas para que se preocupar?! Eu sei que você ainda me ama. – Sesshoumaru estava vermelho de raiva, a cada palavra que ele ouvia seu ódio aumentava. Ele arrancou o telefone da tomada e tacou na parede.
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- Então... O que acha tia Izayoi?
- É uma ótima ideia, eu vou agora mesmo falar com ele. É o único que pode me ajudar. – Izayoi levantou decidida e se pôs a caminhar para dentro da mansão.
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- Maldita! Maldita! Maldita! – ele estava morrendo de raiva. Até que foi tirado de sua ira ao ouvir a porta se abrir.
- Posso entrar Sesshoumaru?
- Você já entrou Kagura. – falou frio caminhando até a cama e sentando de costas para ela.
- Ah, mas que frieza meu amor. – ela se pôs a caminhar rebolativa até Sesshoumaru. O abraçou por trás e começou a beijar sua nuca. Ele revirou os olhos, impaciente e levantou bruscamente.
- Hum... Está de mau humor, querido?
- Estou.
- Mas eu lhe acalmo. – ela levantou da cama e o seguiu. Pegou em seu braço e o virou. Levantando um pouco os pés juntou os seus lábios ao dele. Ele apenas lhe deu um selinho e virou o rosto. – O que foi? Esqueceu o que houve entre nós dois? – e lhe deu outro selinho. – Estava tão bêbado assim?
- Não, não estava. – a pegou pelo braço e a empurrou para o lado.
- Eu sei meu amor. Foi um desejo mutuo. – e insistiu em abraçá-lo. Passou a mão pelo seu peitoral e se pos a beijá-lo, ele revirou os olhos novamente. – Você gostou. – e lhe beijou o peitoral. – Eu gostei. – e beijou novamente, recostando, logo em seguida, a sua cabeça em seu peitoral. – Acho que teremos que ir pensando em casamento querido.
- Casar? – agora ele lhe empurrou com mais força, ela estava passando dos limites. – Dá um tempo Kagura. Eu acho que não é para tanto. – ele falava frio e arrogante.
- Eu acho que é sim... Teremos que esperar meu amor, para saber se você terá que se casar comigo ou não. – ela sorria maliciosa.
- O que você está insinuando?– perguntou intrigado.
- Quem sabe... Depois do que aconteceu entre nós dois... Eu posso estar... Grávida meu amor.
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- Izayoi-sama?! O que faz aqui tão cedo? – ele perguntou ao ver Izayoi entrar decidida em sua saleta.
- Hitsumu-sama, preciso ter uma conversa muito séria com o senhor.
- Sim, diga.
- Eu quero que tire a Rin de minha casa imediatamente. – ela falou autoritária.
To be continued...
Coment's da Autora
Sesshoumaru de volta a mansão Taisho com pretensões bem maliciosas. (6) hehe'
Kagura e Izayoi com um plano para tirar Rin-chan da mansão... Será que Hitsumu irá ajudar?
Gravidez... ruun... Será?!
Aguardem o próximo capítulo! o/
×x×x×x×x×x×x×x×x×x×x×x×x××x×x×x×x×x×x×x×x×x×x×x×x××x×x
Respondendo aos Reviews
.anny Kiryuu ': a Rin é realmente muito bobinha coitada :~
Mas nesse capitulo ela não tá sendo tão bobinha assim né?! ... Deu umas boas porradas no Sesshoumaru o/\O *força Rin-chan* oiueiuoeueo'
"omg ' Sesshy mêe
faaz eu seer
o seu brinquedinhoo de luxoo *O*"
[MIJEI] (2) oieuoioueoiueoiueuoi'
Curta o capítulo gata... E comenta ta?! *-*
×x×x×x×x×x×x×x×x×x×x×x×x××x×x×x×x×x×x×x×x×x×x×x×x××x×x
LuuH-Chan: com certeza ela vai sofrer muito ainda na mão do povo daquela mansão...
Vai chorar muito ainda coitada :~
Violento e bêbado?! ... vc anda não viu nadaaa MUAHAHAHA'
Nunca viu Maria do Bairro? :O
MENTIRA! ... tô passada! ... Fiquei rosa chiclete com isso [/táparei] ioueiuoeoiueiu'
Espero o seu coment's :D
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Inoue-kun: BEM VINDA!
Cada vez mais eu fico feliz quando vejo uma leitora nova no pedaço! o/
Ela é muito desastrada né?! Você tmbm é?! Então bem vinda ao clube :D IOUEUOIEOUIE'
O Miroku? Vai demorar m pouquinho pra ele aparecer... mas vai...
E a sua sugestão ta anotada amore o/\O
Obrigada pelo seu comentário e comenta maiiiis :D
