Ponto de mudança

Leah pov

Eu não tenho medo de nada neste mundo,

Não há nada que você possa jogar em mim

que eu já não tenha ouvido...

Estou apenas tentando encontrar uma melodia decente,

Uma canção que eu possa cantar em minha própria companhia...

Eu nunca pensei que você fosse uma boba,

Mas, querida, olhe prá você...

Você tem de ficar em pé, ereta, carregar seu próprio peso,

Estas lágrimas não vão a lugar algum, baby...

Não dava pra ficar mais constrangida do que aquilo. Todas as garotas me viram sair correndo para o banheiro e antes disso aquele cheiro horrível já tinha saturado o ar a nossa volta. Quanto tempo fazia? Meses, talvez até um ano completo que eu não tinha que passar por aquilo. Eu era um beco sem saída em termos de genética, jamais poderia gerar herdeiros a minha condição de transmorfa. A natureza havia sido sábia o bastante para tirar de mim o ciclo fértil, evitando assim que eu pudesse ser atacada por qualquer um dos rapazes quando estivesse na forma animal. Era uma parte que não dava pra controlar, se eu exalasse aquele cheiro todo mês seria fatal.

Mas havia voltado. Olhei o sangue escorrer abundante entre minhas pernas, me causando cólicas realmente desagradáveis. Depois de tanto tempo, por que aquilo havia voltado? Eu estava tendo algum descontrole hormonal? Talvez eu devesse procurar um médico, mas dificilmente ele entenderia o resultado bizarro dos meus exames. O doutor sanguessuga saberia tanto quanto os outros, mas ele poderia pelo menos procurar mais a fundo já que sabia o que eu era. Alguma das outras já havia passado por isso ou era só eu, a garota anormal?

Acho que devo ter ficado um bom tempo no banheiro procurando algum absorvente remanescente. Encontrei só um e quando coloquei ouvi batidas na porta do banheiro. Talvez Seth tivesse chegado em casa e quisesse usar o banheiro. As batidas se tornaram mais urgentes.

Leah, você está bem? - era a voz de Leona que perguntava do outro lado – Precisa de alguma coisa?

Não! Estou bem! - respondi urgente – Tire Áquila daqui, por favor. - eu supliquei – Já é embaraçoso o bastante sem ele por perto.

Pelo amor de Deus, garota! Ele está mais do que habituado a isso. Não tem porque ficar trancada ai. - Leona continuou e eu sabia que ela estava tentando não rir da minha cara. Como Áqui podia passar por aquilo sempre? Transmorfas não tem esse tipo de problema! Ou tem? - Tem certeza de que não quer nenhuma ajuda? Remédios não costumam funcionar, mas posso trazer uma bolsa de água quente.

Já estou saindo. - eu disse sem graça – Leo, se importa se eu perguntar a você algumas coisas? - eu abri a porta do banheiro e ela estava parada ali, escorada na parede. Ela fez sinal positivo com a cabeça e eu a puxei até meu quarto. Nos sentamos na minha minúscula cama de solteira uma de frente pra outra enquanto eu tentava pensar numa maneira não embaraçosa de falar sobre aquele assunto. Tomei folego, mas antes que eu pudesse dizer qualquer coisa ela ergueu a mão.

Imagino que seja importante e constrangedor, então antes que diga algo preciso fazer uma coisa. - ela disse totalmente segura – SAIAM TODOS DAQUI, BANDO DE BISBILHOTEIROS! E VOCÊ TAMBÉM PAN, LEVE ÁQUI COM VOCÊ! - ela recuperou o fôlego enquanto eu tentava recuperar minha audição! Ouvi os passos delas saindo da casa e alguns resmungos menos audíveis. Leona riu satisfeita. - Pode perguntar agora.

Bem...O que quis dizer com "ele está habituado a isso"? - eu perguntei totalmente sem graça. Ela me encarou confusa.

Ele vive com cinco mulheres então acho que isso é bem obvio, não? - senti a pontada de sarcasmo na voz dela, como se aquilo fosse a coisa mais evidente do mundo, coisa da qual eu não tinha certeza.

Vocês...Menstruam? - eu perguntei em dúvida e Leona explodiu numa gargalhada sonora. Vi ela perder o fôlego de tanto rir enquanto eu ficava constrangida. Odeio que riam de mim! Depois de um tempo ela parou, acho que entendeu que o assunto era sério.

Bem...o ciclo é diferente dos de uma humana, mas sim, temos menstruação regular. - Leona respondeu tentando recuperar a dignidade.

De quantos dias? - perguntei curiosa e ela corou de leve.

Aproximadamente vinte dias, o que é uma merda completa. - Leona respondeu mal humorada – Isso me obriga a ter cuidado redobrado caso eu esteja... saindo com alguém.

E as outras? - insisti no assunto e Leona ainda parecia assustada com minha obstinação.

Cada uma tem seu próprio ciclo, é influenciado pelo animal em que se transformam, mas em geral o tempo é o mesmo. Vinte dias, mais ou menos. - Leona respondeu como se fosse uma médica ou coisa do gênero, se bem que eu acredito que a palavra certa seria veterinária. - Por que o interesse nisso, Leah? - aquilo me desarmou.

Porque... - respirei fundo – Porque dês de que me transformei a primeira vez eu não tive sangramentos. - respondi meio sem jeito. Leona ficou muda por um tempo, como se estivesse processando uma informação muito complicada, analisando tudo quanto fosse possível.

Lobos...Loba...alfas... - ela sussurrava palavras desconexas que me deixavam curiosa – Pode ser...Fascinante! Se for isso é provavelmente a maior prova de que nosso lado animal influencia nossas vidas muito mais do que no resultado de uma descarga de adrenalina! É FABULOSO! - ela exclamou.

O que é fabuloso? - eu não vou mentir, tanto entusiasmo estava me assustando.

Você passou dias longe dos alfas, não passou? - Leona me perguntou como uma bala de revolver.

Sim. - respondi confusa.

O tempo que passou longe deve ter feito as taxas de hormônio caírem assustadoramente! - ela disse – Isso levou você a recuperar seu ciclo! Droga, porque não posso escrever um livro sobre isso?! - ela resmungou para si.

Não estou entendendo nada. - respondi.

Bem, é basicamente o seguinte. Uma matilha de lobos é toda estruturada em torno de um macho e uma fêmea alfa. Este casal inibe hormonalmente os demais membros do bando para que não acasalem entre si, mas quando um lobo deseja sair da matilha e sai ele recupera sua capacidade fértil e busca por uma companheira, deste modo eles se tornam os novos alfas da matilha. - Leona disse de um fôlego só e eu precisei de um tempo pra assimilar aquilo – A minha teoria é que todos os membros do seu bando são estereis até arrumarem uma companheira/namorada/amante/ você entendeu!

Então eu era estéril... - comecei – E agora não sou mais? - Leona sorriu como se tivesse ganhado na loteria ou coisa assim.

Eu acredito que você se tornou uma loba solitária no momento que decidiu abandonar as matilhas e ir pra Vegas. - ela disse – Ter feito isso e passado mais de uma semana longe de um alfa que tem "a mesma espécie" que você devem ter diminuído as taxas do hormônio no seu sangue naturalmente. - ela estava empolgada – E isso te torna uma futura alfa em potencial.

Alfa em potencial? - arqueei uma sobrancelha – Como isso ocorreria?

Teria que encontrar um parceiro e acasalar, então formariam sua própria matilha. - ela sorriu de orelha a orelha – Devo lembrá-la de que nosso Áqui é um exemplar único em termos de charme, inteligência e habilidade sexual, o que o torna um excelente candidato. - eu engasguei com a saliva quando ela disse aquilo.

Eu não estou pretendendo formar uma matilha, obrigada. - respondi depois do susto – E agora, o que eu faço?

Um conselho? - ela perguntou e eu concordei com a cabeça – Mantenha-se longe dos machos da sua "espécie" e não se transforme enquanto estiver com esse cheiro impregnado em você. Eles não seriam capazes de resistir ao feromônio e muito menos respeitariam você.

E quanto a Áquila? - perguntei temerosa.

Ele é civilizado. - Leona garantiu – Se o quiser longe ele pode ficar em Forks ou Port Angelis e ficar de olho em você lá de cima. - ela apontou para o teto, mas eu captei a mensagem. Ficar longe dele...Só o pensamento já era perturbador. Leona olhou para o relógio em cima da minha mesinha de cabeceira e deu um sobressalto. - Uou! Olha a hora! Jacob nos convidou ao penhasco para ouvir algumas lendas e falar com o conselho. Hora do intercambio cultural! - ela piscou para mim – Tenho que ir, as meninas devem estar me esperando.

Acha que posso ir até lá também? Eles devem estar preocupados comigo. - perguntei desconfiada.

Bem, serão quatro felinas e um bicudo pra fazer a segurança da "donzela indefesa". - ela falou rindo – É, acho que você vai ficar bem se não se transformar lá e Áquila tem uma queda pelo papel de "salvador de donzelas". Eu vou indo tomar um banho, nos vemos mais tarde. - Leona se levantou da cama num salto e foi até a porta com seu andar languido e sinuoso de felina.

Leona saiu me deixando sozinha em casa. Decidi tomar um banho pra me livrar das dores e me sentir mais descente quando fosse encarar toda matilha e refletir sobre aquela nova realidade diante de mim. Entrei no chuveiro e senti a água quente contra minha pele expostas, aliviando a cólica. Havia uma perspectiva nova para minha vida, ainda que fosse só uma teoria. Segundo Leona eu era perfeitamente capaz de ter filhos. A discussão com Sam serviu para me mostrar que neste novo quadro ele não passava de um velho conhecido que agora eu cumprimentava indiferente e mandava lembranças a sua esposa. Neste mundo novo eu poderia encontrar alguém, um cara legal pra sair algumas vezes, namorar, casar e se não desse certo nos separaríamos, não sem dor, mas depois de um tempo ficaríamos bem. Sem imprintings para justificar nossas escolhas, só o curso normal das coisas.

Agora eu poderia ter uma pessoa especial na minha vida, uma que tivesse os meus olhos, ou meu cabelo, possivelmente meu gênio terrível, mas que seria só minha e me chamaria de "mamãe" enquanto corria pela casa. Quanto mais eu pensava na infinidade das minhas possibilidades, mais eu as restringia. Pensar no futuro era fácil, mas eu simplesmente não conseguia fantasiar minha vida com um estranho como "companheiro". Sempre que eu tentava sentia uma voz indefinida gritar dentro de mim, alertando para o fato de que o posto estava ocupado. Então minha mente substituía a imagem de um estranho sem rosto, pelo rosto sorridente de olhos perigosos. Áquila se encaixava ali, como se o lugar fosse feito para ele.

Sai do banho e me troquei ainda dentro do banheiro. Sai de lá seguindo em direção a cozinha. Ia comer alguma coisa, mesmo sabendo que no penhasco haveria pelo menos duas vacas mortas para alimentar as duas matilhas de La Push e o bando de Leona. Quando cheguei a porta da sala eu o vi sentado no sofá, observando o nada com uma expressão preocupada e grave. Não poderia culpá-lo se ele não me quisesse mais. Eu não combinava com ele, eu mal o conhecia, mas era tão bom ser cuidada e tratada como uma mulher de verdade. Provavelmente ele podia ter a mulher que quisesse sem esforço e eu estava muito a quem daquilo que ele merecia ter, mas ele era descente de mais para me deixar sem uma explicação. Eu era a garota caótica, com um ex-namorado ciumento e quem possivelmente nem era capaz de ter filhos. Áquila merecia algum tipo de princesa, linda e amorosa, com que pudesse ter filhos adoráveis e um lar feliz. Nada disso parecia se encaixar comigo, mas eu não conseguia pensar em nada que eu desejasse mais do que dar a ele tudo isso.

Você tem que se recompor,

Você ficou presa a um momento e

agora não consegue sair dele.

Não diga que mais tarde ficará melhor,

Agora você está presa a um momento e

não consegue sair dele...

Eu não renunciarei às cores que você tráz,

As noites que você preenchia com fogos de artifício,

Elas te abandonaram sem nada.

Então ele me olhou nos olhos. A bola de ferro chamada Sam já não existia dês da minha primeira noite com Áquila. Nada nem ninguém na reserva parecia importante o bastante para me manter ali, vivendo uma vida sem sentido algum. A matilha era uma lembrança vaga de algo que eu devia fazer, um compromisso, mas não havia voz de alfa, não havia ordem. Sentia que minha alma já não estava ligada ao meu corpo como antes, a única coisa que a mantinha no lugar eram os olhos dele sobre mim, dizendo para que tudo permanecesse onde estava. Cada pedaço de mim era aquecido por uma chama invisível e estava sequioso para entregar a ele tudo aquilo que pudesse ser oferecido no meu ser. Ele me lançou um sorriso leve e minha vontade foi me agarrar a ele para nunca mais me sentir só. Minha vida tinha ganhado um significado.

Você está bem? - ele me perguntou desconfiado – Leona me disse para escoltar você até o penhasco, se você quiser.

Ela é muito atenciosa. - eu murmurei – Estou bem sim, obrigada. Me desculpe por tudo o que aconteceu hoje, aquilo com Sam foi...Eu não devia ter perdido o controle.

Não tem que dizer isso, Lee. - Áquila se levantou e logo estava diante de mim, segurando minhas mãos – Não há motivo para pedir desculpas.

Agora vai ter que encontrá-lo no penhasco...Vai ser tão... - eu nem sabia o que dizer, estava envergonhada de mais pra saber o que pensar da situação.

Vai ser maravilhoso ir até lá com você. - ele disse junto do meu ouvido. Eu estremeci ao sentir os lábios dele contra a minha pele – Poder mostrar para o mundo que você é a MINHA Leah e nada pode mudar isso.

Como consegue ter tanta certeza de um "nós" quando eu não posso te dar certeza do que eu sou? - eu perguntei me agarrando a ele, como se ele pudesse escapar.

Eu só sinto, Lee. Um laço ata minha vida a sua e este laço tem guiado meus passos a anos, como se estivesse traçando o caminho até você. Me perdoe, menina. - a voz dele era um afago.

Perdoar o que? - eu disse sentindo meus olhos encherem de lágrimas.

Serei inconveniente, chato, corro o risco de acabar vendo você com outro, mas eu não consigo mais deixar você e nem quero. Eu não ligo se você não sente o mesmo por mim, tudo o que eu quero e preciso é de você, feliz. - ele falava com tanta devoção, com tanta verdade que eu não conseguia nem mesmo responder a ele. Tudo em mim era dele, sem que ele jamais tivesse pedido. - Lee...

O que? - perguntei num fio de voz.

Sei que é cedo, mas não precisa me responder agora, pode responder quando estiver pronta. - ele sussurrou ao meu ouvido e todo meu corpo tremeu de espectativa. - Casa comigo? - um turbilhão de pensamentos passou pela minha cabeça e eu senti que podia cair de joelhos diante dele, ali mesmo.

Áqui... - ele me silenciou com um dedo.

Vou esperar até que esteja pronta e vou entender se disser não, mas independente da resposta, eu não vou deixar você, nunca. - ele beijou minhas mãos e afagou meu rosto. Meus olhos contemplavam a beleza dele, maravilhados com cada detalhe de um rosto perfeito. - Vamos, eles já devem estar esperando por nós. - Áquila não me deixou responder, respeitando um tempo do qual eu não precisava.

Eu ainda estou enfeitiçado pela luz que você me trouxe,

Eu ouço através dos seus ouvidos

E através dos seus olhos eu posso ver...

E você é uma boba assim ao se atormentar como faz,

Eu sei que é duro, e você nunca consegue o bastante

Daquilo que você realmente não precisa nesse momento...

Seguimos de carro até o topo do penhasco onde o conselho se reunia. Billy estava lá, no posto de destaque do circulo, ladeado por Sam e minha mãe. Quando cheguei todos os olhos caíram sobre mim, alguns acusadores, outros curiosos, outros satisfeitos e somente um, o da minha mãe, parecia dividido entre dor e alegria. Sam conteve um rosnado ao me ver junto de Áquila. Jacob estava ao lado do meu ex, segurando Nessie no colo e fazendo pose de "homem mais feliz do mundo". Ele me daria uma bronca em breve, mas naquele momento ele estava feliz em me ver. Leona e as meninas já estavam lá e guardaram lugares para nós junto a fogueira.

Havia algo de estranho no ar, como se eu estivesse perdendo alguma coisa. Foi quando eu olhei atentamente para Jay, que estava sentada ao lado de Colin, nosso membro mais jovem. Não sabia dizer quem estava mais corado, ela ou ele. Trocavam olhares furtivos de veneração enquanto seguravam discretamente a mão um do outro. Opa, eu sabia o que estava acontecendo e se as outras soubessem não ficariam muito satisfeitas. MERDA! Os pirralhos tiveram um imprinting!

Eu e Áqui passamos por todos sem falar nada e ignorando os olhares em nossas costas. Nos sentamos junto as felinas e Áquila me aninhou entre seus braços. Vi do outro lado do circulo Emily ser puxada por Sam para ficarem abraçados, como eu e Áqui estávamos. Foi uma ridícula demonstração de infantilidade da parte dele. O ar mudou, o fogo ficou mais alto e Billy começou a contar com sua voz majestosa aquelas lendas que eu já estava careca de saber e vivenciar.

Ninguém dizia nada, apenas ouviam atentos a tudo o que Billy narrava aos visitantes. Leona parecia refletir sobre cada virgula do discurso, Pan tomava nota e Chee parecia estar num cinema já que parecia reagir a cada mudança no tom da história. Áquila ouvia a tudo com grande interesse, mas não me soltou por nem um minuto. Jay estava ocupada de mais com sua veneração por Colin para ouvir qualquer coisa.

Billy acrescentou às lendas alguns eventos recentes, como a briga entre os "dois chefes lobos", a aliança com os frios e por ultimo, o que fez Jacob sorrir de orelha a orelha, o dia em que vampiros e lobos firmaram a trégua definitiva baseada no amor incondicional de duas almas gêmeas. Um lobo e uma meio vampira. Jacob e Nessie se tornaram uma lenda no momento em que se encontraram. Ao final de tudo, Billy abriu espaço as perguntas que as "convidadas" quisessem fazer. Cheetah foi a primeira a erguer a mão.

Senhor Black, o que é este imprinting ao qual se referiu? Não creio que tenha entendido muito bem. - Billy e os outros caíram na gargalhada e Chee ficou realmente sem graça. Leona rosnou em resposta.

Desculpe por isso, não estava rindo de vocês, criança. - ele disse rapidamente – Mas basta olhar para a sua amiguinha ali e verá o que eu estou falando. - ele apontou para Jay e Colin, que nem notaram que haviam se tornado o centro das atenções. - É como nós encontramos nossas companheiras. Não dá pra evitar, acontece quando se vêem pela primeira vez e então nada mais pode separá-los. Suponho que acontece para passarmos os genes de lobo a diante e para aprimorá-lo. - Billy completou com um sorriso. Leona ponderou sobre aquilo.

Um tipo de seleção natural? - Leo perguntou.

Possivelmente. - Billy respondeu – Acreditávamos ser algo raro, mas com tantos lobos por aqui, acho que está aberta a temporada de imprintings na reserva e com tantas fêmeas por perto, não me surpreende que a baixinha ali tenha sido pega.

Ninguém resiste a um lobo! - ouvi um dos garotos gritar debochado enquanto os outros uivavam de tanto rir.

Melhor as garotinhas ficarem espertas! - Paul berrou enquanto agarrava Rachel com forta e rosnava de brincadeira para ela – Tem muito lobo mal solto na floresta.

Eu só espero que o garoto ai não sofra muito quando Jay voltar pra casa conosco. - Pan falou e imediatamente todos se viraram para ela.

Ela não pode ir! - uma cinco vozes falaram ao mesmo tempo.

Como não?! - Leona rugiu.

É impossível separá-los agora! - Billy disse e eu notei que cada um dos lobos agarrava sua companheira de uma maneira protetora, como se a fala de Pan fosse afastar para o outro lado do mundo. Foi com surpresa que eu senti Áquila fazer o mesmo. - Por enquanto ainda é muito cedo para um compromisso sério, mas um dia eles vão se casar. Jay agora é parte da nossa família, ela deve ficar.

Correção, senhor Black! - Leona falou com uma voz tão imponente quanto – Ela é parte da MINHA família e sendo menor de idade sou eu quem decide o que ela pode ou não fazer.

Sugiro que pense melhor, estará impondo um grande sofrimento aos dois se fizer isso. - Billy concluiu. - Pense que ela estará ao lado da pessoa que foi feita para ela, que nada neste mundo pode fazê-la mais feliz. Obviamente você deseja a felicidade de sua amiguinha, não é mesmo senhorita Leona?

É claro. - Leona respondeu a contra gosto – Falaremos a respeito depois.

A conversa continuou noite a dentro e eu sentia os olhos da minha mãe me encarando fixamente, esperando por respostas sobre minha fuga, minha briga com Sam e principalmente sobre Áquila. Ele ainda me abraçava casualmente, as vezes roçava o nariz contra minha pele e beijava minha nuca, mas era tão natural que eu mal notava o que ele estava fazendo. Lembrei da proposta e de tudo o que eu deveria dizer. Sem pensar em nada além dele, segurei sua mão e murmurei uma resposta.

Eu aceito. - ele então se desvinculou totalmente da conversa e me encarou nos olhos com um brilho espetacular.

Aceita o que? - ele parecia incrédulo de mais então eu o beijei da maneira mais louca que eu conseguia pensar. Depois de nos afastarmos e termos escandalizado todos em volta da fogueira eu finalmente tive fôlego pra responder.

Eu aceito me casar com você. - sussurrei a respostas, mas todos os transmorfos ali tinham ouvidos bons o bastante para ouvir aquilo. Não sei porque, mas acho que ouvi o queixo do Sam cair no chão. Áquila me beijou novamente, daquele jeito que fazia minha cabeça rodar e tudo o que eu mais queria era estar com ele.

Você tem que se recompor,

Você ficou presa a um momento e não consegue sair dele.

Oh, amor, olhe prá você agora:

Você está presa a um momento e

não consegue sair dele...

Eu estava inconsciente, meio adormecido,

A água é tépida até que você descobre o quanto é profunda.

Eu não estava pulando... para mim, foi uma queda,

É um longo caminho prá baixo, até o nada mesmo...

A roda ao redor da fogueira se dissipou, mas ninguém foi embora realmente. Estavam todos ali, observando a mim e meu...Noivo! Jacob me encarava meio surpreso, mas não havia questionamento ou reprovação ali, ele só estava preocupado. Quil e os outros estavam meio assustados com o que tinham ouvido, mas haviam três rostos que causariam problemas.

Billy estava me olhando com aquela cara de "você não vai fazer isso, mocinha!". Ele ainda era o chefe do conselho e isso tornava as coisas complicadas, eu não podia simplesmente dar as costas ao meu povo, ao sangue que corria em minhas veias e nas dele também. Sam estava com o rosto vermelho de raiva e incredulidade, no mínimo revoltado por eu não ser mais uma subalterna para ele dar ordens. O mais doloroso era o rosto da minha mãe. Parecia me questionar se eu a estava abandonando também, se eu ia deixá-la para sempre e desrespeitar a memória do meu pai ao ignorar totalmente o bom senso e as tradições da tribo. Nunca antes um membro da matilha havia abandonado seu dever, fugido de sua tribo e rompido em definitivo com todas as pessoas que dependiam de nossa proteção. Mas não era justo que eu fosse condenada a sofrer, não era justo perder a minha melhor chance de ser alguém de novo.

Eu me levantei encarando-os nos olhos. Minha mãe veio na frente, seguida de perto por Sam enquanto Billy se mantinha distante em sua cadeira de rodas. Eu vi lágrimas nos olhos da minha mãe, acho que Áquila sentiu que eu estava vacilando e segurou minha mão com cuidado. Eu não queria fazer aquilo com ela, não depois de tudo que ela já havia sofrido por minha causa quando abandonei meu dever pela primeira vez e me juntei ao bando de Jacob. Eu também não queria que minha mãe pensasse que eu a estava abandonando porque eu não estava. Ela me encarou como se esperasse alguma coisa, uma negativa da minha parte. E daí que Sam estava quase babando de raiva, eu não estava ligando pra ele ou pra qualquer pessoa, só me importava que minha mãe entendesse, todo resto eu poderia ignorar.

Oi mãe. - eu disse tentando manter minha voz firme. Minha mãe balançou a cabeça e eu vi as lágrimas caindo.

Por que está fazendo isso comigo, Leah? - ela perguntou com voz embargada e Sam colocou sua mão no ombro dela – Você quer acabar com sua mãe, é isso?

Mãe, não é assim. Não quero acabar nem com a senhora nem com ninguém. - respondi.

Então o que você está querendo? - dessa vez foi Sam quem falou cheio de ressentimento – Primeiro você foge de sua casa, ignorando o que sua mãe sentiria e os deveres que tem para com a nossa gente. Então você chega aqui, servindo de diversão pra esse estranho, trazendo com você um bando que poderia ser um perigo para todos nós e agora isso! Você está louca, Leah? Perdeu o juízo?

Sam, eu te aviso quando a conversa chegar no canil. Se não percebeu o assunto aqui é com a minha mãe. - minha mãe reforçou o que eu disse erguendo sua mão direita para que Sam se cala-se, coisa que ele fez. - Mãe, por favor, você melhor do que ninguém sabe o que eu passei.

Eu sei, mas acha que isso justifica tudo isso? - ela perguntou ainda chorando – Você fugiu de casa, Leah! Tem noção de tudo o que eu pensei que poderia ter acontecido com você? Achei que tinha perdido minha filha pra sempre!

Mãe, lobos não morrem tão fácil. - eu respondi azeda e minha mãe me fuzilou com os olhos.

Acha que é fácil enxergar você como parte dessa matilha? Você parece tão mais frágil que eles, tão desprotegida. Eu não ia suportar se algo tivesse acontecido com você! - minha mãe choramingou.

Eu estou bem, mãe. Eu só precisava me desligar um pouco de tudo isso! Jacob fez a mesma coisa antes de Bella casar então por que raios eu tinha que ficar aqui e ser a pessoa mais infeliz do mundo? - dessa vez eu não medi palavras, simplesmente soltei a bomba. - Eu sinto muito que tenham cancelado o casamento por causa disso, não era a minha intenção atrapalhar a felicidade de ninguém. Emily não merece isso e mesmo que eu odeie admitir, nem você Sam. - eu disse enquanto sentia um peso tremendo saindo das minhas costas – Eu só não queria ser obrigada a ficar e fingir que eu estava bem e feliz com tudo isso, porque eu não estava! Aliás, tudo o que eu mais queria era uma bala disparada contra a minha cabeça, faria um estrago bom e com sorte eu não teria que me lembrar de como eu me sentia. - notei que todos haviam prendido a respiração por um tempo, alguns abaixaram a cabeça constrangidos. Só minha mãe se manteve firme como uma rocha.

E você chegar com esse rapaz aqui, aceitar uma proposta de casamento de alguém que você não conhece, tudo isso faz parte desse processo de superação, ou você está se vingando de todos nós? - aquilo doeu mais que um tapa na cara e Áquila não merecia ouvir aquilo, mas ele estava firme ao meu lado – Me dê uma justificativa pra entender o que se passa na sua cabeça!

EU AMO ÁQUILA! - eu rugi como Leona, confessei a plenos pulmões a verdade mais simples e absoluta da minha vida. Aquilo que fazia meu mundo girar num eixo central, o próprio eixo da minha existência.

Está sendo absurda, Leah! - foi a resposta da minha mãe – Não pode amar uma pessoa que conheceu a dois dias, isso não é amor!

Pra quem viver entre tantas pessoas que foram vítimas de um imprinting e ainda aceitou tão bem que um cara partisse o meu coração com essa desculpa isso é no mínimo hipocrisia. - admito, essa foi mesmo pra machucar.

É diferente, Leah! - minha mãe não chorava mais, estava ferida, mortificada com a minha frieza calculada.

Eu não teria tanta certeza, mãe. - respondi.

Você não pode ter um imprinting e sabe o porque. - minha mãe não permitiu que sua voz passasse de um sussurro.

Sei o que? - perguntei debochada – Que eu sou estéril e por isso o imprinting é impossível pra mim? Porque eu não posso passar os genes adiante?! Eu tenho uma novidade pra você, pra TODOS vocês! Há sim uma boa possibilidade de que eu possa ter filhos! O único motivo que me impedia eram Sam e Jacob! - todos se remexeram em seus lugares e o burburinho foi geral. Sam me encarava incrédulo e Jacob perguntava "o que foi que eu fiz?" .

Do que está falando, Leah? - foi a vez de Sam perguntar. Alguém tossiu atrás de mim, pedindo atenção. Leona estava de pé, ao lado de Áquila. Todos a encararam e ela deu um passo a frente. Sam conteve um rosnado.

Acho que posso explicar melhor que ela. - Leona disse solene – Sou bióloga de formação e passei anos analisando o quão influenciados pelo lado animal nós somos. Enquanto leoa, sou muito mais dependente de um bando do que as outras e esta também é uma característica dos lobos. O que difere leões e lobos é a estrutura do grupo. No caso dos leões, a população do bando é composta majoritariamente por fêmeas, tendo um macho dominante como líder. Com os lobos o grupo é bem homogêneo. - Leona parecia uma narradora do Discovery Channel – Pra evitar disputas internas na matilha, causada pela necessidade de procriação, os lobos desenvolveram um tipo de hormônio neutralizador que é secretado pelo casal alfa, isso torna os demais lobos estéreis enquanto eles forem parte daquela matilha.

Está sugerindo que isso também acontece no nosso bando? - Sam perguntou desconfiado.

Seria extremamente plausível, mas no caso acho que o processo sofreu uma ligeira alteração. - Leona disse satisfeita – Como o risco de disputa estava relacionado a uma única fêmea, seria muito mais prático neutralizar apenas um membro da matilha do que ela inteira. A outra hipótese é que no momento em que um de vocês encontra a parceira ideal por meio do imprinting rompem com a obrigação primordial com a matilha e se tornam férteis. Estou mais inclinada a primeira suposição, me parece um elemento crucial para a seleção natural no grupo.

E o que a leva a esta conclusão? - minha mãe perguntou e eu vi um sorriso tomar conta do rosto de Leona.

Bastou Leah passar alguns dias longe de um alfa e ela recuperou seu ciclo, ou vocês não sentiram a mudança no cheiro? - ok, aquilo era tremendamente constrangedor. Áquila passou o braço ao meu redor de uma maneira protetora, que dizia a todos "não se animem, eu cheguei primeiro". - Quando um lobo recupera a fertilidade, ele sai do bando para criar uma matilha própria, onde ele ou ela será o novo alfa.

Isso quer dizer? - Sam e Jacob perguntaram desconfiados. Leona sorriu sadicamente.

Quer dizer que vocês terão concorrência num futuro próximo. Leah pode se tornar a alfa de uma matilha própria. - ela respondeu triunfante.

Ela não precisaria de um parceiro lobo para isso? - foi Billy quem perguntou.

Não acredito. Basta que o parceiro seja capaz de transmitir os genes, qualquer transmorfo serviria. - senti meu rosto esquentar com aquilo. Será que Áquila estava satisfeito com essa idéia? Filhos? - Isso seria muito bom em termos genéticos. Todos aqui são parentes em algum nível e a consangüinidade tende a enfraquecer a espécie. Filho gerados com "estranhos" podem promover o aprimoramento do nosso dom, seremos mais fortes. Jacob ter sofrido um imprinting com Nessie é a prova cabal disso. Depois de tanto tempo isolado, o sangue de vocês deve circular e se fortalecer.

Então Leah pode ter um imprinting? - aquela era a primeira vez que eu ouvia a voz de Áquila naquela conversa louca e parecia que ele estava temeroso.

É perfeitamente possível, Áqui. - Leona disse solidária – Não posso garantir que amanhã ou depois ela vá olhar pra outro homem e de repente perceber que não pode mais viver ser ele, só podemos esperar que demore muito pra acontecer, ou não aconteça. A propósito, estou muito feliz por vocês.

Vão mesmo levar essa maluquice a diante? - minha mãe questionou – Acha que isso é algo razoável a se fazer ainda mais se tudo o que a senhorita Leona diz for verdade? Você corre o risco de faze-lo sofrer exatamente como aconteceu com você, sabe disso. - aquilo me abalou tanto quanto abalou a ele. Sam nos encarava com um ar de superioridade ridículo. Eu não disse nada, não precisei, Áquila tomou minha frente.

Senhora Clearwater, eu sei que é tudo inusitado de mais para aceitar. Eu entendo pouco sobre as lendas de vocês e o que entendem por imprinting, mas eu duvido que qualquer fenômeno possa explicar o que eu sinto por sua filha. - Áquila falava com tanta firmeza que eu não conseguia para de ouvi-lo, tudo em mim sentia a verdade das palavras dele. - Eu não estou disposto a abrir mão dela na primeira dificuldade, ou como parece ser o caso, a possibilidade de uma dificuldade. Se um dia ela tiver um imprinting, então neste dia minha vida terá perdido a razão e eu darei um jeito de acabar com ela. Até que este dia chegue, somente Leah tem poder de decidir se deseja ou não me ter ao lado dela.

Você não sabe com o que está se metendo, rapaz. - minha mãe disse desanimada.

Posso não saber, mas tudo em mim diz que é o certo. - ele estendeu a mão a minha mãe – Eu sou Ângelo D'Áquila, o homem que ama sua filha e vai levá-la ao altar na primeira oportunidade. - eu perdi a fala e minha mãe olhou desconfiada para a mão dele, mas acabou aceitando.

Precisa ter a aprovação do conselho, se está querendo levar minha filha para longe. - minha mãe tentou soar ameaçadora – E eu sou parte do conselho.

Mãe, eu fugi pra Vegas sem autorização e fugirei de novo pra me casar numa capela drive-thrue se continuar agindo assim. - então ela parou de se conter e me abraçou forte. Meu coração amoleceu.

Pare com isso! - ela fez muxoxo – Eu já estou perdendo a minha menininha pra um italiano que eu nem conheço direito, me dê um desconto, filha.

Mãe, você não está me perdendo. E ainda vai ter o Seth. - eu disse rindo. A cara de Sam não era das melhores, mas todo resto da bando parecia no mínimo conformado.

Bem, então acho que podem se preparar pra contar ao garoto a novidade, porque ele está chegando daqui a alguns minutos. - Jacob falou enquanto Nessie se aconchegava em seus braços para dormir. Pude ouvir os passos apressados de Seth nas pedras que cobriam o chão até o penhasco.

Eu chamaria de piada de mal gosto o que aconteceu de pois. Minha mãe chamaria de castigo. A verdade é que foi tudo muito irônico e rendeu ao bando muitas risadas.

Você tem que se recompor,

Você ficou presa a um momento e

não consegue sair dele.

Não diga que mais tarde ficará melhor,

Agora você está presa a um momento e

não consegue sair dele...

E se a noite se exceder

E se o dia não durar,

E se nosso caminho titubear

Ao longo da passagem pedregosa...

Leona pov

Lindo, lindo, lindo. Eu ia acabar morrendo com tanta glicose no ar, acho que até já estava pré diabética! Áquila se apresentou com o nome completo dele! Tem noção do que é isso? Nem eu sabia que ele se chamava Ângelo!

Pitis a parte, eu estava feliz por eles mesmo, fora que a cara que Sam Uley fez quando eles anunciaram foi IMPAGÁVEL! E eu estou falando de padrões que só a uma milionária conhece! Valia alguns muitos diamantes africanos e outras tantas tanzanitas. Queria ver a cara do irmão da Leah também, se fosse como os outros já valeria boas risadas e uma excelente visão. É um fato, esta reserva sabe mesmo produzir o que há de melhor em termos de machos...apetitosos.

Ouvi quando ele chegou, mas não me virei de imediato. Ouvi os outros cumprimentarem o recém chegado. Ele resmungou pra caramba quando viu Leah, acho que ia falar alguma coisa antes que a mãe interferisse e fizesse a gentileza de me apontar como líder do bando de felinas. Foi quando eu me virei para olhá-lo no rosto...

O rosto que parecia estar gravado em algum lugar da minha memória antes mesmo que ela existisse. Os olhos negros e intensos que me cercavam e prendiam de todas as maneiras possíveis. A pele rubra e suave como seda, com um cheiro que impregnou tudo ao meu redor. O desenho de cara músculo era como uma obra prima de Michelângelo!

Quem era aquele deus pagão? Quem era aquela criatura que caminhava entre nós quando devia ser a própria matéria das lendas? Quem eu era diante dele? O que havia em minha vida, em minha identidade, tudo pareceu desaparecer naquele instante. Eu vivi uma vida inteira para ter este momento único. Meu bando, meus amigos, minha fortuna, meu passado, tudo virou pó e eu agora era apenas uma mulher que nasceu para ser dele.

E se a noite se exceder,

E se o dia não durar,

E se o teu caminho titubear

Ao longo desta passagem pedregosa,

É apenas um momento,

Este tempo passará...

Nota da Autora: Olha ai galera! Eu disse que tinha uma explicação muito boa pro final do ultimo capitulo. Quanto a parada dos lobos alfa inibirem a fertilidade dos outros e talz, isso é verdade mesmo. Wikkipedia disse XD. Eu tive que botar todo meu parco conhecimento em biologia pra fora nesse capítulo, sorte minha ter sido boa aluna no ensino médio XD. Pra quem não entendeu PN do que a Leona passou nesse final é só botar o Tico e o Teco pra funcionarem. Começa com "im" termina com "printing"! Yeah! Eu disse que esta fic era dos Clearwater! E a Jay se deu bem XDDDDDDDD. Música do U2, Stuck in a moment you can't get out.

Estou dedicando este caps a todo mundo que comentou na fic e em especial a minha priminha Mariane, que acompanhou o nascimento dela. Considere isso meu presente de aniversário pra vc, baixinha da minha vida que me deixa de cabelos brancos.

Bjux

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