Capítulo IV
Após a terrível ida a Harpenden com Alice, a única coisa que Bella queria era ficar trancada em sua casa. E foi exatamente isto o que fez. Sem importar-se com os preparativos da festa de bodas da amiga, permitiu-se passar todo o sábado exilada em sua casa, tocando o velho violão que fora de sua mãe. As horas praticamente se arrastaram, mas quando finalmente o relógio marcava as nove da noite, Bella resolveu tomar um bom banho e ir direto para a cama.
Tinha acabado de vestido a velha camiseta que costumava usar para dormir, quando ouviu a campainha tocando. De imediato receou abrir a porta, pois afinal, todos na pequena cidade sabiam que ela estava sozinha. Mas por fim, decidiu descer e ver quem era. Para seu total desespero, quando finalmente abriu a maldita porta, deu de cara com ninguém mais ninguém menos que Edward!
Mais que inferno! Por que diabos ele tinha que estar tão elegante usando seus jeans de marca e uma camisa de linho, enquanto que ela vestia apenas uma camiseta velha que mal lhe escondiam as cochas e um par de meias? Sem falar de seus cabelos que provavelmente estavam revoltos... Aquela certamente não seria uma visita amistosa!
-Não vai me convidar pra entrar? – Perguntou por fim, ao ver que ela ficara parada o encarando na porta.
-Claro... – Respondeu enquanto abria espaço para ele entra e em seguida tornava a fechar a porta – E então, no que posso ajudar?
-Oh, obrigado por me convidar a sentar! – Retrucou Edward irônico enquanto se encaminhava ao sofá e deixava o corpo desabar sobre este. Sem ter outra escolha, Isabella o imitou e sentou ao seu lado, sentindo uma estranha pulsação por estarem tão próximos e sozinhos.
-E então, por que veio aqui após nossa discussão de ontem à noite?
-Pensei que você gostaria de conversar com um velho amigo. Mas pelo que estou vendo, de amigos não temos mais nada não é?
-Não é bem assim Edward... – Disse tentando se redimir da forma fria que o vinha tratando. Afinal, tudo não passara de um terrível mal entendido – Ontem você me pegou em um dia ruim, sem falar que a forma como nos reencontramos não foi nada convencional!
-Tem razão! – Disse sorrindo ao lembrar-se da cena no banheiro. Aquilo fez o coração de Bella saltar, pois adorava vê-lo tão descontraído – Mas o motivo que me trouxe até aqui foi exatamente este. Vim te pedir desculpas pelo que te disse ontem.
-Sim, você realmente foi muito grosso comigo ao ter falado aquelas palavras horríveis.
-Isto é verdade... Sei que você não me deve satisfação alguma e que a amizade que mantínhamos ficou em um passado distante, mas entenda Bella, que mesmo você tendo apagado todos aqueles anos que passamos juntos, eu jamais esquecerei como era bom te ter ao meu lado.
-Acredite em mim, também senti sua falta Edward! – Admitiu Bella a muito custo.
-Então por que me evitou durante todos esses anos?
-Por que não queria voltar a pisar em Redbounr! Aliais, Elizabeth me disse que você tinha recebido uma boa proposta pra trabalhar em St. Albans, mas que Tanya não queria deixar Cambridge... É verdade?
-Sim, é. – Ele não pôde evitar suspirar em sinal de desanimo, o que o deixou com uma terrível aparência cansada – Me ofereceram um cargo consideravelmente melhor e o dobro do que venho ganhando no meu atual emprego. Sem falar que St. Albans fica há poucos minutos daqui, e eu poderia morar com a mamãe para tomar conta dela. Mas Tanya não se da muito bem com Elizabeth.
-Deu pra notar isso ontem no almoço. E falando nisto, onde está a sua quase esposa? – Ele deu um triste sorriso antes de responder.
-Voltou pra Cambridge sem mim!
-O que?
-É exatamente o que você ouviu. Nós já vínhamos brigando ultimamente por que ela achava que eu não a dava o devido valor e que colocava minha mãe e trabalho acima de tudo. Mas a coisa ficou pior depois que te reencontrei. Acredita que ela sempre teve ciúmes de você?
-De mim? – Isabella se exasperou com a revelação – Por deus, como é que a "miss perfeição" pode ter ciúmes justamente de mim?
-Ela sempre invejou nossa relação. Desde o colégio! Acho que Tanya tinha medo de que você acabasse me tirando dela!
-Tem razão, isto seria uma terrível humilhação: Perder o namorado pra garota mais destrambelhada da cidade certamente é algo de dar nos nervos. – Ele ia responder alguma coisa, mas antes que pudesse falar, Isabella sentiu seu celular tocando, e logo identificou o numero no visor do aparelho – Desculpe, tenho que atender, é meu chefe!
-Vá em frente, não deixe o "sedutor" Jacob esperando. – Ela fingiu não notar a ironia na voz dele, e foi até a janela, para poder falar com um pouco mais de privacidade.
-Alô?
-Bella, aqui é o Jacob!
-Fala Jack. Tudo bem?
-Tudo... Só to ligando pra dizer que as partituras que você me entregou ontem antes das gravações começarem estão ótimas!
-Serio? Obrigada.
-Agora só temos que encontrar uma melodia mais adequada. Pensei em colocar uns acordes de violino sabe, pra ficar uma coisa mais gótica. O que você acha?
-Acho que ficaria legal. Poderíamos fazer algo que remetesse mais ao punk metal, já que o gótico não é bem o estilo de vocês...
-Perfeito! Olha, eu estou com um passe VIP pros bastidores do show de amanhã em Liverpool... Você gostaria de ir? Posso te dar uma carona se quiser.
-Seria maravilho, mas ainda estou em Redbounr... Acho que provavelmente só voltarei pra Londres amanhã de tarde e estarei muito cansada pra ir ao show...
-Que droga! Então você fica me devendo falou gatinha?
-Ok. Prometo que no próximo eu vou.
-Irei cobrar. Bem, vou te deixar descansar então. Até mais.
-Até! – Ela desliga o aparelho e volta a se sentar ao lado de Edward que parecia reprová-la – Desculpe te fazer esperar, mas estava aguardando esta ligação há alguns dias.
-Tudo bem, só acho que o seu trabalho é de dar inveja. Seria impossível meu chefe me convidar para ir a um show.
-Se seu chefe fosse o vocalista de uma banda de rock, isto não seria tão bizarro assim!
-Talvez... Mas acho melhor eu ir pra casa... – Disse Edward levantando-se de repente.
-Espera! Não quer falar mais sobre o que houve entre você e a Tanya?
-Por que eu faria isto?
-Bem, vocês terminaram um relacionamento de quase sete anos... Qualquer um no seu lugar encheria a cara até cair no chão. – Ele pareceu pensar por um instante, e de repente, acabou por dar um largo sorriso.
-Tenho uma garrafa de vinho lá em casa! Quer dividir comigo?
-Acho que está não é uma boa ideia... – Ponderou Bella levantando-se de forma insegura – Sabe como fico quando bebo!
-Você costumava ser mais corajosa "pequena B"! Não me lembro deste seu lado covarde. Qual é, estou solteiro pela primeira vez em sete anos, e você se recusa a afogar as magoas junto comigo? É isto que um verdadeiro amigo faz?
-Ok, mas tomarei apenas uma taça... – Decide ela enquanto o acompanha até aporta. Mas antes de saírem, Isabella lembra-se de que vestia apenas um blusão velho que mal lhe cobria as pernas – Acho melhor eu colocar algo mais descente! Sua mãe não gostará nada de me ver andando assim pela sua casa!
-Bobagem! – Retruca ele puxando-a para fora e trancando a porta logo em seguida – Elizabeth não verá você, pois vamos pular a janela de meu quarto, assim como fazíamos quando crianças!
-Nós não temos mais dez anos Edward! E até onde eu me lembre, não estou tentando me esconder de meu pai bêbado!
-Sim, eu sei... – Argumenta ele enquanto a guiava até o jardim da casa vizinha e parando bem abaixo de uma janela – Mas eu estou fugindo de um relacionamento que não deu certo. E você tem que me ajudar, assim como eu te ajudava quando deixava que você dormisse em meu quarto para se esconder de seu pai!
Aquilo o fez voltar no tempo e se lembrar daqueles tristes momentos em que sua melhor amiga jogava pequenas pedrinhas no parapeito de sua janela para que ele a deixasse entrar. Desde que o pai de Isabella começara a abusar da bebida, a menina procurava abrigo na casa dos Cullen, e Edward jamais a negara ajuda, mesmo sabendo que ficaria de castigo se Elizabeth descobrisse que a menina Swan tinha passado a noite em seu quarto.
No inicio, a cama de solteiro dele acomodava seus pequenos corpos perfeitamente. Mas com o passar dos anos e a chegada da adolescência, ficava cada vez mais difícil dividirem o estreito leito. Claro que ele a via apenas como uma amiga, mas as camisetas que ela usava para dormir já não cobriam mais o corpo da jovem garota. Edward ainda podia lembra-se da terrível tortura que era ter que dormir ao lado de sua melhor amiga quando os traiçoeiros hormônios da puberdade começavam a perturbá-lo.
Quem seria capaz de dizer que por baixo de todas aquelas roupas desleixadas e atitudes rudes, existia uma garota sensível e delicada que adorava expressar seus sentimentos na forma de letras de músicas? E foi assim que ele decidiu protegê-la de garotos que queriam apenas aproveitar-se de sua inocência. Afinal, Isabella já havia sofrido demais com a morte da mãe e do irmão, sem falar do pai alcoólatra. Não havia ninguém para cuidar dela, e por isto Edward tomou a vaga de seu protetor.
Mas como defendê-la dele mesmo? Estava ficando cada vez mais difícil dormir ao lado de Bella sem tocá-la... E ele não estava disposto a colocar a longa amizade em risco por causa de hormônios fora do controle! Isabella só podia contar com Edward, e não seria justo se aproveitar da pobre garota que já sofrera tanto. Por isto, tomou uma decisão: passaria a descarregar todo o seu desejo em outras garotas. E com isto, começou a sua jornada de namorador. Geralmente, eram tórridos casos, sem levar nada a serio. Até que conheceu Tanya Denali e pôs tudo a perder.
-E então, você vem ou não? – Pergunta a ela vendo a indecisão em seus olhos. Isabella pareceu ponderar por alguns segundos, até que finalmente respirou fundo e respondeu.
-Certo... Mas você vai na frente! – Com um sorriso vitorioso, Edward começa a escalar a calha velha da parede e a se apoiar nos detalhes de afrescos que ornamentavam a fachada. Em poucos segundos, ele chegara à janela e rapidamente passou por esta.
-Agora é sua vez! – Sussurrou ele já dentro do quarto – É só fazer como quando éramos crianças! – Ela nada responde, e apenas acena com a cabeça antes de começar a escalada.
As pernas de Isabella ficaram totalmente expostas quando ela começou a subir pela calha, o que fez Edward lembrar-se da visão que teve do corpo da amiga nu, quando ela tomava banho em seu banheiro no dia em que se reencontraram. Fazendo um último esforço, ela alcançou finalmente a janela, e passou para dentro do quarto dele, soltando uma exclamação de surpresa.
-Nossa... O seu quarto continua o mesmo! – Passando a vista pelo cômodo, automaticamente pôde reconhecer os antigos pôsteres que estavam fixados nas paredes. Alguns eram iguais aos que ela tinha em seu próprio quarto. Mas o que mais lhe chamou a atenção, foi a velha estante de CDs que sempre invejara quando adolescente.
-Pois é... Mamãe não mexeu em nada desde que fui pra faculdade. Você ainda quer tomar o vinho? – Perguntou descontraído enquanto mexia em uma mala e tirava uma garrafa de dentro desta.
-Sim, eu quero. – De forma deliberada, ele arrancou a rolha e começou a beber grandes goles do liquido diretamente do gargalho, antes de passar a garrafa para que ela fizesse o mesmo.
-E então, não quer me dizer como é trabalhar para a "fury of wolfes"? – Perguntou enquanto sentava-se no beiral da cama de solteiro.
-Não é tão importante quanto se parece. Apenas me reúno de quinze em quinze dias com eles para discutir as próximas letras. Geralmente é fácil de lidar com o Embry e com o Quil, mas o Jacob é bastante exigente e difícil de se agradar.
-O famoso Jacob Black! Lembro-me de ter lido algo onde ele dizia que não se deitava com mulheres virgens. Achei bastante excêntrico.
-E é. – Responde ela dando mais três grandes goles na garrafa antes de passá-la para Edward e sentar-se ao seu lado na cama. Por alguma razão, havia um estranho brilho nos olhos dela enquanto falava do tal Jacob – Às vezes ele passa dos limites, mas é gente boa. Nunca faltou com respeito para comigo e sempre me defende dos outros membros da banda.
-Era eu quem costumava te defender... Lembra? Você sempre vinha até aqui e eu te abrigava como um bom amigo.
-E nem quero saber o que Elizabeth acharia do fato de termos dormido juntos a maior parte de nossas vidas! – Comentou ela com um riso frouxo. O vinho já devia esta fazendo efeito, pois se sentia mais leve – Duvido que agora caibamos os dois nesta cama!
-Quer apostar? – E após o desafio, Edward puxou a coberta para o lado e deitou-se na beirada do coxão, para que ela assumisse seu lugar ao lado dele. Isabella relutou um pouco, mas por fim, acabou deitando-se também, e comprovando que estava errada, pois mesmo espremidos, os dois conseguiriam dormir naquela velha cama de solteiro.
-É, você ganhou! – Admitiu ela com outro sorriso débil – E então, o que vai querer como premio?
-Posso escolher qualquer coisa? – Perguntou ele com um estranho brilho nos olhos verdes como esmeraldas.
-Acho que sim... Afinal, era esta a regra não? O vencedor do desafio podia ter o que quisesse, com tanto que o referido prêmio estivesse ao alcance do perdedor. E então Edward Cullen? O que você mais quer agora?
Aquela pergunta era fácil de responder! O que ele mais queria, era experimentar o gosto daqueles lábios carnudos e rosados novamente. Sua pele alva parecia ainda mais pálida em contraste com os negros cabelos que se espalhavam ao redor do travesseiro. Aquela tentação era de mais para ele, principalmente pelo fato de que Edward não queria resistir!
-O que foi? – Perguntou ao notar que ele mantinha-se calado – Não tenho nada que você queira...?
Mas ela não pôde terminar a pergunta, pois teve seus lábios tomados pela fúria de um beijo que a muito vinha sendo reprimido! Aquilo a pegou de surpresa, mas logo Isabella começou a reagir ao sentir a língua sedenta de Edward a invadindo. Só que aquilo não estava certo, pois sabia que ele estava apenas usando-a para esquecer o que acontecera com Tanya. Automaticamente, enrijeceu-se e tentou desvencilhar-se, mas logo sentiu o braço musculoso dele a segurando mais firme contra si.
-Pensei que pudesse ter o que quisesse! – Disse Edward enquanto lhe mordiscava o pescoço fazendo-a arrepiar-se.
-Mas isto não está certo... – Sua voz saiu tão rouca, que ela mal conseguiu a reconhecer.
-Somos adultos agora! – Argumentou enquanto deslizava a mão em sua coxa desnuda – Não há nada de errado no que estamos fazendo! – Isabella pretendia protestar novamente, mas teve sua boca calada com um novo beijo bem mais voluptuoso que o último.
-Oh... Assim não consigo pensar!
-Mas essa é a intenção! – E a única coisa que conseguiu sair de seus lábios, foi um gritinho de choque quando um movimento aleatório fez com que Edward ficasse por cima de seu corpo, e afastava suas pernas para posicionar-se entre elas.
Foi então que ele começou a introduzir as mãos por baixo da velha camiseta que ela usava, o que fez com que Bella arqueasse o corpo ao sentir seu toque por sobre o ventre desnudo. Em questão de segundos, as hábeis mãos de Edward a despiram, deixando-a apenas de calcinha!
-Você não era assim antigamente! – Disse ele antes de abocanhar um de seus mamilos já rígido sugando-o e saboreando-o, enquanto massageava o outro com a mão posta em concha.
-Eu sou o que sempre fui! Você é que nunca me viu nua antes... – Retrucou ela entre um gemido de prazer.
-Pois me arrependerei até o último dia por ter desperdiçado tantas oportunidades! – Ele a estava levando aos seus limites, e de forma instintiva, Isabella ergueu o quadril, e ao mover-se contra ele, sentiu sua ereção contra o próprio ventre, excitando-se ainda mais – Vá com calma querida... Não queremos apressar as coisas!
Mas ela não tinha paciência! Queria senti-lo e tocá-lo assim como ele estava fazendo. E quando finalmente Edward largou seu seio para voltar a beijar seus lábios, ela não perdera tempo, e rapidamente puxou-lhe a camisa e a jogou deliberadamente no chão. Isabella reteve a respiração ao fitar aquele peitoral rígido e definido, arqueando o corpo ainda mais para colar os seios ao tronco viril dele.
-Você realmente cresceu "pequena B"! – Disse Edward com voz aveludada – E virou uma mulher... Do tipo que enlouquece qualquer homem! – Ao ouvir isto, ela colou novamente o quadril ao dele, e Edward começou a se movimentar ritmicamente, estimulando-a de um jeito que deveria ser ilegal.
-Mas eu não quero qualquer homem... Quero você! – Aquilo o fez perder a cabeça de vez, e rapidamente, livrou-se dos jeans e da cueca, o que a fez estremecer ao fitar seu membro já enrijecido.
Bella não pôde mais conter-se e agindo novamente por instinto, passou a mão pelos cabelos macios da nuca dele e puxou-lhe a cabeça para que seus lábios se encontrassem. Seu corpo se submetia à pressão ardente de seu sexo firme e ela podia senti-lo rosando de forma lenta por sobre o tecido fino da calcinha. Ela queria tocá-lo, e de forma inexperiente, deslizou as tremulas mãos pelo abdome esculpido de Edward. Rapidamente ele percebeu a indecisão dela, e por isto, lhe segurou os pulsos e a incentivou a explorar seu corpo viril.
-Isso querida... Assim. – Falou ao sentir as mãos dela descendo cada vez mais, até que finalmente chegara em seu sexo o envolvendo e massageado – Oh... Isto Bells, faça exatamente assim!
Sabendo que não suportaria aquelas caricias por mais tempo, Edward lhe tirou a calcinha e a segurou pelos ombros, fitando seus negros olhos enquanto deslizava a cabeça de seu membro na entrada da intimidade úmida dela.
-Pelos céus, pare de me torturar! – Ordenou Bella antes de beijá-lo com intensidade. E junto com aquela suplica, ele a penetrou de uma única vez, o que fez com que ela soltasse um gemido insuportável de dor.
-O que houve?
-Nada... Não pare! – Ordenou ao ver a confusão que emanava nos olhos enegrecidos de desejo. Mas mesmo que Edward quisesse, não conseguiria parar, pois já estava tomado novamente pelo desejo. No inicio, ele tentou manter um ritmo lento, para que ela pudesse adaptar-se ao seu corpo. Mas logo Bella começou a movimentar-se junto a ele, o que o fez aumentar a força e a profundidade das estancadas.
O ritmo foi ficando cada vez mais frenético e intenso e cada investida lhes trazia uma onda intensa de prazer, até não poderem mais conter-se.
-Oh mais rápido Edward... – Pediu Isabella e ele não tardara em obedecê-la. Quando finalmente pôde senti-la contraindo-se contra seu membro, ele percebera que ela chegava ao clímax, e não pôde evitar acompanhá-la despejando dentro dela seu derradeiro fluido de satisfação.
-Eu estou um pouco confuso aqui... – Disse Edward finalmente ao recuperar o fôlego e aconchegando-a em seu tronco.
-Em relação a que? – Perguntou Bella em um fio de voz sentindo-se exausta.
-Em relação a isto... – Respondeu ele enquanto deslizava os dedos na parte de dentro da coxa dela e constatava que estavam sujos de sangue.
-Oh... Não vamos falar nisto agora sim?
-Tudo bem. Eu só achei que você não fosse mais virgem! – Disse Edward ao abraçá-la mais forte.
-Mas eu já não o sou! Você se encarregou disto agora a pouco lembra? – Isabella deu um riso débil após fazer aquela piada sem graça.
-Sim, eu me encarreguei disto... Mas por que você...
-Da pra calar a boca e dormir? – Praguejou ela enquanto o dava um rápido beijo nos lábios – Sempre ouvi falar que fossem as mulheres que tivessem o péssimo habito de falar após fazer amor.
-Como queira querida!
E desta forma, deixou-se adormecer ao lado dela, sentindo-se completo de uma forma que não sentia há muitos anos!
E então, o que acharam dessa?
Ah, fiquei muito feliz com todos as reviews ^^ Agradeço a EllieJ, Liliane, Lolitasss, Haru e anon!
Espero que tenham gostado deste capítulo...
;*
