Era Edward.
Minha respiração engatou enquanto ele se esfregava em mim.
_Você é minha hoje, boneca. Volte para e mesa, finja que vai embora e me espere aqui.
Do mesmo jeito que aparecera do nada ele se fora, no momento em que o frio da noite me atingiu novamente aquilo me assustou profundamente. Eu não estava pronta para pensar exatamente o que estava acontecendo essa noite, assim como não estava pronta para perder a chance de ter meus miolos fodidos por aquele homem.
Respirei fundo algumas vezes, tentando me acalmar e fui fazer exatamente o que Edward mandara. Com uma expressão ensaiada fui até a mesa e arrumei uma desculpa para ir embora, fui para em direção a porta da frente e em último momento caminhei em direção a varanda, me escondi sob as sombras a espera de Edward e de não morrer de frio.
O restaurante todo parecia um castelo e sua varanda no térreo dava acesso a um jardim, meus pés doíam um pouco, então me aventurei entre as plantas e sentei no banco mais encoberto e distante.
Alguns minutos passaram até que vi alguém saindo do restaurante, seu rosto estava encoberto pelo excesso de luz, já que o jardim era pouco iluminado. Mas seu andar me dizia exatamente quem era.
Aquele homem veio andando em minha direção, com seu andar confiante e nitidamente me procurando. Levantei do banco e agora que ele estava na pouca luz pude ver seu sorriso confiante.
Quando ele estava a poucos centímetros de mim, ele veio com tudo, quase como um animal e eu estaria mentindo se não dissesse que correspondi. Edward me puxou para seus braços e me beijou com tal fervor que minhas pernas falharam. Seu beijo era animalesco e esmagava meus lábios, suas mãos estavam em minhas coxas, puxando elas para seu corpo, para tentar nos manter colados.
Minhas pernas já eram geleia e eu nem ao menos tinha efetivamente tocado qualquer pedaço de pele além do seu rosto. Forcei uma distância entre nós e ele me olhou confuso, peguei sua mão e nos guiei para o banco que estava sentada, o empurrei gentilmente sentado e sentei em seu colo, beijei-o com tal ardor que meus lábios doíam.
Edward gemeu e eu movi meus quadris em sua ereção, aquilo pareceu deixa-lo louco e ele segurou minhas coxas com tanta força que eu tinha certeza de que ficaria com a marca dos seus dedos em mim.
Sabia muito bem que ele podia sentir que eu não usava calcinha, do mesmo jeito que eu sentia que ele estava tão duro que era incômodo.
Dessa vez foi Edward quem me afastou.
_Aqui não boneca. – Ele sorriu levemente e me deu um selinho carinhoso, enquanto esfregava meus lábios com o polegar.
Edward me guiou para seu carro, que devo admitir que nem sabia qual era, apenas sabia que era prata, abriu a porta para mim e ele começou a dirigir para algum lugar. No momento em que entramos na estrada, não consegui evitar comparar, Caius diria com calma e lentamente, enquanto que Edward era tão rápido que me dava vertigem, descobri então que seu carro era algum modelo esportivo pela velocidade de atingimos. Ele deve ter visto que eu estava ficando meio verde, pois sua mão passou a desenhar círculos calmantes em meus joelhos e ele virou para mim com um olhar de desculpas.
_Estou com pressa hoje boneca, não consigo sentir seu cheiro nem um segundo mais sem estar em você.
Assenti com a cabeça e continuei a olhar para frente, apenas ansiosa que a noite começasse logo. Em poucos minutos estávamos em uma região afastada do centro da cidade, onde ele guiou o carro até chegarmos a um suntuoso condomínio de luxo.
Depois de mais alguns minutos, após passarmos por uma parte extremamente afastada e arborizada, finalmente chegamos a garagem de uma casa, não posso dizer exatamente como é a parte da frente da mesma, pois chegamos pelos fundos da propriedade, a única coisa que sei é que após uma extensa estrada cercada por mata fechada estávamos parados em frente a um portão de garagem de um tom de marrom escuro.
Edward pegou o controle do portão eletrônico e apertou, sem nem ao menos manter qualquer contato visual comigo, mesmo já sendo bem tarde e a mata ser extremamente fechada, eu conseguia ver que existiam luzes acesas aqui e ali, em lugares estratégicos.
Quando o portão estava completamente aberto, vi que na garagem tinham pelo menos mais quatro carros estacionados, que eu nem ao menos preocupei-me em ficar analisando, o que realmente me importava estava sentado ao meu lado guiando o carro.
O carro parou, as portas se abriram, fui guiada por um corredor extenso até uma cozinha ampla e com paredes de vidro, a cozinha era extremamente luxuosa e nitidamente nova, tudo ali brilhava como se nunca tivesse sido usado, existiam algumas portas que deveriam ser destinadas à despensa e aposto que uma adega, mas não era meu papel perguntar.
A casa era tão silenciosa e tão embrenhada no mato, que se não fosse Edward eu apostaria que estava em um filme de terror. Ouvi barulho de chaves, como se Edward as tivesse guardando, alguns passos e finalmente meu corpo foi coberto em um abraço apertado.
_Entretida com a vista? – Edward perguntou rindo em meu ouvido, enquanto afastava meu cabelo e gentilmente, se é que isso é possível, se esfregava em mim.
Tudo além daquelas janelas de vidro era mata fechada, enquanto suponho que não era realmente a parte da frente da casa e por mais curiosa que eu estivesse ficando sobre isso, eu não ligava realmente.
Virei em seus braços e sussurrei: − Tenho algo melhor em mente.
Quando dei por mim eu já estava com as pernas presas ao redor da cintura de Edward, enquanto sua boca comia a minha e andávamos cegamente pela casa. Sei que subíamos um lance de escada, por que cada degrau era uma lembrança contínua de sua ereção batendo em meu centro.
Minhas costas bateram contra algo de madeira com um desenho, supus ser uma porta, não tive muito tempo de olhar, afinal meu vestido já estava perdido em algum lugar da casa e os botões da camisa de Edward estavam sendo uma perda de tempo.
As mãos dele viajando pelo meu corpo estavam sendo uma tortura, mas o alívio chegou quando senti o colchão macio contra minhas costas. Eu estava quase completamente nua, a não ser pelo sutiã transparente que cobria meus seios, enquanto que Edward estava apenas com parte da camisa aberta.
_Isso está injusto. – Fiz um beicinho enquanto tentava puxar seu corpo para o meu com as pernas, sem muito sucesso.
Ele riu enquanto terminava de tirar suas roupas, ficando apenas com uma cueca box preta. Seu riso morreu no momento em que suas roupas estavam fora e seu corpo estava sobre o meu, seus beijos eram ávidos e suas mãos me apertavam em todos os lugares.
Sua boca começou a descer e sua língua percorria meu pescoço, enquanto suas mãos brincavam com o fecho do sutiã. Edward começou a mordiscar meu pescoço e puxar meu cabelo, era nítido que esse homem era ávido por controle e eu não lhe negaria isso ou qualquer coisa. Sua boca desceu mais e seus dentes arranhavam minha pele, seguindo o desenho do tecido que me cobria. Por todo lugar que sua boca passava, um rastro de fogo era deixado e eu estava cada vez mais louca de tesão e precisava dele com mais necessidade.
_Edward. – Eu não conseguia fazer nada além de gemer seu nome e tentar puxá-lo ainda mais para mim.
Quando finalmente ele abriu o fecho do sutiã e começou a dar atenção aos meus seios, eu achei que fosse gozar imediatamente. Ele sugava um dos meus seios com tanta vontade e apertava o outro com tanta paixão que em menos de um minuto eu estava gozando, sem que ao menos ele me tocasse mais intimamente.
Edward continuou entretido com os meus seios mesmo durante meu gozo, quando eu voltei daquele lugar maravilhoso estava completamente necessitada de que ele me fodesse.
_Edward?
Ele levantou a cabeça dos meus seios, com os olhos escuros e apaixonados, enquanto suas mãos ainda continuavam a ministra-los e me deixar ainda mais louca.
_Por favor... – Me vi implorando, mesmo sem saber exatamente o que estava implorando.
Edward me lançou um sorriso preguiçoso e apertou o bico do meu seio, puxando levemente. Então sua mão passou a explorar outras partes do meu corpo, ainda mais baixas, quando ele encontrou minha coxa e começou a belisca-la enquanto mordiscava meu lábio.
Quanto mais alto eu gemia mais sua mão subia por minha coxa me fazendo gemer, fechei os olhos quando ele me penetrou com dois dedos, me fazendo ir a loucura.
_Era isso que você queria? – Ele perguntou com a voz rouca e os olhos negros de puro desejo, enquanto seus dedos moviam-se perigosamente lento dentro de mim.
Minha mente estava completamente fora de lugar, eu não conseguia nada além de gemer. Tentei rebolar em sua mão, mas ele freou meus movimentos, com um olhar reprovador. Ele continuou a mover-se perigosamente lento e eu ficava cada mais frustrada.
_A próxima vez que você gozar, eu vou estar tão profundamente enterrado em você, que sua boceta apertada vai me fazer ver estrelas. – Edward sussurrou em meu ouvido, lambendo a parte de traz da minha orelha e puxando meus cabelos com ainda mais força.
Só em ouvir sua voz rouca em meu ouvido, eu estava quase gozando de novo, quando Edward parou de se mover dentro de mim e se afastou completamente. Eu realmente ia gritar de frustração quando o vi engatinhando para o criado mudo, tive a impressão de que ele ia pegar um preservativo. No momento em que ele o tinha em mãos, me olhou sugestivamente e eu não precisava de uma deixa melhor.
Abri o preservativo e quando Edward estava livre de sua última peça de roupa, comecei a acaricia-lo tão lento quanto ele fez comigo. Edward me olhou bastante irritado, tirou o preservativo da minha mão, vestiu-o e me jogou na cama, prendendo meus pulsos na cabeceira da cama com uma de suas mãos.
Eu estava tão molhada por essa noite exasperante e prazerosa, que em um único impulso Edward estava dentro de mim, mas seu tamanho ainda era bem desconfortável a princípio. Quando um grito cortou minha garganta, Edward parou completamente seus movimentos e começou a beijar e lamber meu pescoço quase carinhosamente.
Quando a necessidade superou a surpresa e a leve fisgada de dor, rebolei indicando que éramos pra continuar. Edward me penetrava lentamente, quase como se curtisse me deixar louca, sua velocidade aumentava um pouco para em seguida ele voltar lenta e profundamente.
Ficamos nessa tortura por pouco tempo, afinal, nem ele estava aguentando mais. Em algum momento ele começou a ir rápido do jeito que queríamos.
_Tão apertada... – Edward resmungava coisas sem sentido enquanto chupava meu pescoço e ombro. – Goza pra mim.
Edward estava me deixando louca, nunca tinha imaginado que falar sujo na cama era uma coisa tão gostosa e prazerosa. No momento em que falou isso, sua mão engatinhou pelo meu corpo, chegando ao meu clitóris e me fazendo gozar mais uma vez.
Gozei com tanta força que fiquei perdida em mim mesma por algum tempo, quando voltei a mim Edward estava dando seus últimos impulsos. Quando gozou seu rosto foi tão perfeito que eu simplesmente não queria sair daquela cama mais.
Edward caiu em mim e ficamos algum tempo tentando acalmar nossas respirações e nos recuperar do que acontecera, ele ainda não tinha saído de mim e eu me sentia completamente preenchida. Passei a mão em seus cabelos, arranhando levemente sua nuca, enquanto seu rosto descansava em meu seio.
Ele levantou a cabeça e sorriu para mim, um sorriso lento, preguiçoso e torto.
_Tenho uma banheira incrível. Vamos tomar um banho enquanto me recomponho. – Edward disse saindo da cama e me puxando para seus braços, beijando levemente meus lábios.
