- O que faz aqui, Ranhoso?
- Eu é que te pergunto Potter – ele cuspiu – o que você fez à Lily?
A garota começou a chorar mais ainda, cambaleou alguns passou para longe de Snape e caiu ,desmaiada, no chão.
Cheguei mais rápido ate ela que o seboso – que ficou alguns segundos imóvel olhando a menina caída – eu tinha que tirar ela do chão. Peguei-a no colo e deixando o rapaz que já havia recuperado os sentidos para trás.
Eu não acreditava no quão leve a garota era, parecia que ela não comia a dias. O que não era possível pois eu a vi no café da manha. Mas pensando bem, ela não estava la no almoço...
- Madame Pomfrey – eu disse quando cheguei com a Evans na enfermaria – ela desmaiou. Deve estar exausta.
- Oh – ela arfou – o que houve?
- E-Eu não sei. Ela estava... hm, chorando bastante sabe. Quando eu vi, ela estava caindo...
- Ela deve descansar, querido. Ponha ela nesta maca, sim? Pode voltar a sua casa, obrigada.
- Eu gostaria de ficar, se a senhora não se importar.
- E o Sr. Potter tem alguma ligação à essa garota?
- Ela é minha namorada – menti.
- Ah, sendo assim não vejo problema em acompanha-la. Eu preciso pegar algumas mandrágoras com a Professora Sprout, será que o senhor poderia tomar conta da Srta. Evans por algum tempo?
- Claro – sorri e me sentei numa cadeira ao lado da ruiva.
Fiquei ali por alguns minutos, afundado em meus pensamentos.
O que será que aconteceu com ela? Porque ela chorava tanto? Porque ela desmaiou? Porque ela estava tão irritada comigo? – Ta, ela esta sempre irritada comigo.
- Potter? – ela me chamou e eu vi seus lindos olhos verdes-esmeralda olhando pra mim – o que...
- Você desmaiou – expliquei – e eu te trouxe ate a enfermaria.
Ela me olhou por alguns segundos antes de responder, sua voz agora era tremula.
- Quer dizer... que tudo aquilo realmente aconteceu? – ela se sentou na maca para me olhar melhor.
- Olha Evans – tentei me explicar – não sei o que eu te fiz pra você ficar chateada, mais eu...
- Você? Por favor, Potter. Você acha que tudo nesse mundo gira em torno de você? – ela deixou uma lagrima escapar.
Eu não disse nada, apenas esperei ela continuar.
- Meu.. meu pai morreu – ela disse com a voz macia, mas que carregava uma tristeza imensa.
- O que? – eu não podia ter escutado direito
- Comensais da Morte. Entraram na minha casa atrás de mim, é claro. Minha mãe e a Petúnia estavam cuidando os preparativos pro casamento dela e meu pai estava sozinho em casa – ela não conseguia continuar.
- Eu sinto muito – eu disse sincero.
- Você poderia... guardar segredo? – ela perguntou corando um pouco.
- Claro, ruiva. Não conto pra ninguém.
- Srta. Evans, já se sente melhor? – a enfermeira perguntou.
- Sim senhora – Lily sorriu aquele sorriso de encantar qualquer um. Ela sempre era doce e gentil com todos. Todos menos eu.
- Que bom. A Srta. Está dispensada. E Potter, o senhor devia leva-la para comer alguma coisa, sua namorada precisa se recompor.
- Claro, madame Pomfrey – eu disse o mais natural possível.
- Namorada? – Lily perguntou baixinho enquanto saiamos da enfermaria.
- Eu tinha que arranjar uma desculpa pra ficar ai com você, ruiva.
Ela revirou os olhos e eu já estava esperando pela bronca, mais ela não disse nada.
- Então – continuei – vamos para a cozinha?
- Não, eu vou me deitar se você não se importa. Já passam das 10 e se alguém nos pega de pé a uma hora dessas estamos encrencados.
- Certeza que não quer comer nada?- insisti.
- Sim Potter, tenho certeza. Boa noite. E obrigada.
- Que isso, ruiva. Não precisa agradecer – eu sorri e segui para o meu dormitório.
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Ponto de vista de Sirius Black.
Eu e Remo nos despedimos do Pontas e seguimos para o jantar.
- Você tem visto o Pedrinho, Aluado? Não o vejo desde o café ...
- Na verdade não. Ah, quem se importa? Ele deve ter passado o dia na cozinha. Isso é bem a cara dele, sabe.
- Ele não foi às aulas – insisti.
- Fica calmo, cara. Um monte de gente faltou hoje.
- É, um monte de gente da sonserina faltou hoje.
- Qual é a tua, Almofadinhas? Desde quando você se importa tanto com o que o Rabicho faz ou deixa de fazer?
- Não sei – confessei – eu estou com um mal pressentimento em relação à esse gorducho.
Remo riu e continuamos nosso caminho ate o Salão Principal. Quando sentamos na mesa da grifinoria, vi que Pedro estava em seu lugar, e eu não esperei para atacar.
- Onde é que você esteve? – perguntei.
- Na cozinha – ele disse imediatamente. Ele estava bem nervoso.
Remo me olhou com uma cara de " eu te disse " e se sentou ao lado de Marlene.
- Ah cala a boca, Aluado.
- Mas eu não disse nada! – ele se defendeu, um sorriso se formou eu seus lábios – onde você vai, Rabicho? – ele perguntou para o menino que já estava saindo da mesa.
- Você não vai voltar para a cozinha, não é?
- Tenho que falar com um professor. Vejo vocês mais tarde.
E ele saiu da sala, com um pouco de pressa. Resolvi deixar isso pra lá, e me sentei também para comer.
- Olá Remo – Marlene notou nossa presença pela primeira vez – ola Black.
- Porque ele é 'Remo' e eu tenho que ser 'Black'? – perguntei incrédulo.
- Oi Lene – Aluado respondeu amigável.
- Você não deveria estar monitorando? – ela se dirigiu a Remo, ignorando a minha pergunta.
- Hoje não. Hoje é a vez da Lily.
- Ah, por isso que eu não vi ela ainda. Bom, eu já vou indo, nos vemos depois, meninos. – ela disse antes de sair.
Eu e o Aluado terminamos o jantar e subimos para o salão comunal. Esperamos até tarde por nosso amigo Pontas, que não apareceu até 10h.
- A noite foi boa? – eu disse malicioso assim que ele entrou pelo retrato.
- Cala a boca seu pulguento.
- Ta estressadinho, ta Pontas? Que foi, a menina não queria nada?
- Eu nem fiquei com ela, Sirius. Depois eu falo disso.
- Iiih, virou veado de vez? – eu sorri
- É cervo – ele me corrigiu como de costume – e eu já disse que não vou falar nada aqui.
Depois que subimos para o nosso dormitório e Tiago nos contou sobre ter sido pego pela Evans e ter de leva-la a enfermaria, nós acabamos dormindo, eu estava feliz por ser sexta feira.
