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°o Perverse Beat o°

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Capítulo 3

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Para a alegria de Inuyasha, o novo ônibus de turnê tinha seis beliches com cortinas em vez de quatro, e os colchões eram pelo menos trinta centímetros mais largo. Êxtase para alguém obscenamente alto, e obrigado a dormir em um compartimento concebido para uma criança de tamanho médio. Sendo perfeitos cavalheiros — Sim, claro — os caras deixaram Kagome escolher seu beliche primeiro. Ela selecionou o mais próximo do banheiro onde Seshoumaru costumava dormir no velho ônibus, a cama de baixo. Ash imediatamente reivindicou o beliche sobre o dela, que tinha sido de Inuyasha.

"Dessa forma eu ficarei em cima de Kagome noite após noite após noite," disse Ash. Ele mordeu o lábio e se inclinou em direção a ela, mas não a tocou. Suas pálpebras tremeram, lábios entreabertos, e ela cambaleou em direção a ele. Sob o feitiço de Ash. Filho da puta. O cara tinha a estranha habilidade de saber como seduzir qualquer um. Exceto Miroku. Ele esteve tentando entrar nas calças de seu guitarrista durante anos. Pelo o que Inuyasha sabia, ele nunca conseguiu.

Kagome corou e riu como a maioria das mulheres fazia quando Ash lhes dava a menor atenção. Se Inuyasha houvesse dito exatamente a mesma coisa para ela, ela provavelmente teria lhe dado um soco nos dentes por ser um porco.

Inuyasha pegou o beliche do outro lado do corredor de Kagome. Porque ele estava cansado de dormir em um beliche superior, não porque ele continuava repetindo sua pequena lição mais e mais em sua mente. E não porque esses pensamentos estavam fazendo seu pênis formigar de excitação. E, definitivamente, não porque ele podia ter um vislumbre dela enquanto ela dormia. Hum, sim.

Shippo jogou sua mochila no beliche acima de Inuyasha.

"Eu finalmente vou ter minha própria cama," disse ele. No passado, ele tinha que tomar qualquer beliche que passasse a ser desocupado, que mudava dependendo de qual membro da banda tinha reivindicado a cama queen-size no quarto para uma noite especial.

Seshoumaru escolheu a cama de baixo do outro lado do banheiro, deixando o beliche acima dele para Miroku, quando ele acontecesse de aparecer.

"Será que esse ônibus têm um quarto?" perguntou Ash. Ele deslizou a alça da blusa de Kagome por cima do ombro com um dedo. Mais uma vez, com o rubor e risadinhas da parte dela. Mas seus mamilos não estavam duros. Não como quando Inuyasha tinha massageado suas costas. E ela não estava ensinando Ash quaisquer lições. Pelo menos, ainda não.

"É claro que tem um quarto," disse Seshoumaru. Ele abriu a porta no final do corredor. "Mas agora que cada um de nós tem a própria cama, não temos de lutar por ele."

Inuyasha voltou sua atenção para Shippo, que tinha uma expressão totalmente irritante de empatia em sua rosto com barba cerrada. Shippo olhou de Ash a Kagome e depois revirou os olhos para Inuyasha. Então Shippo tinha descoberto que Inuyasha estava querendo Kagome. Idiota. Inuyasha imaginava que não era muito difícil de descobrir, mas era bastante fácil de resolver. Se ela quisesse Ash, o que importaria para ele? Ash poderia tê-la.

O grupo inspecionou o quarto, que era um pouco menor do que o último em seu ônibus anterior. Este ainda tinha uma cama queen-size, mas não havia espaço para uma cômoda. Inuyasha empurrou Shippo no ombro e sorriu. Ele apontou para o teto.

"Não tem gancho para seus jogos de bondage, Tripé. Como você vai fazer isso agora?"

"Vou guardar para quando eu chegar em casa. O calabouço de Yura deve ser estar pronto no momento em que terminar esta etapa da turnê." Shippo enrubesceu, como estava acostumado a fazer sempre que o assunto derivava para algo sexual ou romântico. Considerando-se a tara pesada que o cara gostava, sua vergonha era meio estranha.

Inuyasha ficou feliz ao descobrir que embora o quarto fosse menor, o banheiro era maior. Você realmente podia virar sem deslocar o cotovelo na parede. O resto era semelhante ao seu antigo ônibus, exceto as cores eram diferentes por toda parte. Os bancos de jantar, sofá e bancos de motorista tinham estofamento de couro preto em vez de creme. O tapete era vermelho em vez de bege. Bancadas em granito preto. Brilhante, painéis pretos. Eletrodomésticos pretos. As cortinas que escondiam os beliches eram vermelhas. A roupa de cama? Vermelha. A moldura em torno dos beliches? Preta.

Em todos os lugares que Inuyasha olhava: vermelho e preto.

"Hum, Seshoumaru?" Inuyasha coçou atrás da orelha. "Você fez essa coisa por encomenda nas cores do Zuìrén?"

"É! Foi ideia de Jerry. Legal, não?"

Esta paleta de cores de pesadelo tinham sido ideia de seu empresário? Conhecendo Jerry, ele provavelmente estava usando em alguma campanha publicitária.

"Eu acho..." Inuyasha balançou a cabeça.

"Eu gosto," disse Kagome. "Parece elegante, ainda metal."

"Exatamente!" Seshoumaru sorriu de forma tão abrangente que ambas suas covinhas apareceram. Seu sorriso bobo desapareceu em uma carranca quando seus olhos encontraram os de Inuyasha.

"Metal," disse ele em um rosnado baixo.

A diversão de Inuyasha morreu quando Ash se inclinou no espaço pessoal de Kagome novamente. Suas bochechas ficaram rosa, e ela mexia com as pulseiras em seu pulso. Talvez se Inuyasha dissesse a ela que a achava absolutamente adorável, ela lhe ensinaria uma lição. Ele poderia ter outra. Ou um ou dois milhões.

"Que diabos?" Disse Miroku perto da entrada do ônibus. Ele esfregou a mão no seu rosto enquanto olhava a decoração do novo ônibus.

"Miroku." Ash foi pelo corredor, abraçando e batendo nas costas de Miroku antes que Inuyasha pudesse piscar.

Inuyasha pegou a expressão confusa de Kagome antes de ela conseguir escondê-la com um sorriso amigável. Ela seguiu Ash para ser apresentada a Miroku. Ash estava fazendo um milhão de perguntas por minuto a seu amigo, deixando Kagome para ficar sem jeito à espera de sua abertura.

Agora que Miroku estava aqui, talvez Inuyasha tivesse a chance de chamar sua atenção novamente. Ash não tinha tempo para uma garota quando seu melhor amigo, Miroku, estava ao alcance.

"Você se divertiu em Aruba?" perguntou Ash. Miroku tinha finalmente tido tempo para ter uma verdadeira lua de mel com sua esposa de cinco meses.

"Claro. Eu estava com Sango," disse ele, como se isso explicasse tudo. "Por que nosso logotipo está pintado enorme do lado de fora da porra do ônibus?"

"Porque o nosso logotipo é incrível," disse Ash, iniciando uma batida de punho com Miroku.

Miroku bateu as juntas com as de Ash, mas ainda parecia menos do que entusiasmado com o trabalho de pintura do novo ônibus. "Nós vamos ter um comboio de groupies nos seguindo em todos os lugares que formos."

"Assim, os roadies podem vender camisetas quando pararmos nas áreas de repouso." Seshoumaru encolheu os ombros.

"E podemos leiloar a utilização dos lábios de Ash para o dinheiro da cerveja," acrescentou Inuyasha.

Os olhos de Ash se arregalaram. "Uh, não. E se alguma pirada ganhar?"

"Então eu vou te segurar até que ela receba pelo o que pagou," disse Inuyasha.

"Em uma área de descanso, eu estaria mais preocupada que algum caminhoneiro solitário ganhasse," disse Kagome.

Inuyasha riu.

"Ou um político sexualmente frustrado."

Kagome caiu na gargalhada.

"Ou um palhaço de circo demente."

"Ou um fugitivo."

"Você dois terminaram?" Disse Ash, cruzando os braços sobre o peito.

"Quem é esta?" Perguntou Miroku, balançando a cabeça na direção de Kagome.

"Nossa engenheira de som temporária," explicou Seshoumaru.

O queixo de Miroku caiu.

"Nossa nova engenheira é uma garota?"

"Obrigado por notar." Kagome sorriu e estendeu a mão em sua direção.

Miroku balançou-a lentamente, prendendo-a com aqueles intensos olhos castanhos dele. Quando ela corou e baixou os olhos, sacudiu a cabeça como se quisesse limpá-lo de teias de aranha. Ele largou a mão dela e, em seguida, voltou sua atenção para Seshoumaru.

"Como fomos acabar com ela como nossa engenheira? Eu pensei que Kouga fosse substituir Souta." Ele olhou de um colega para o outro, parecendo totalmente perplexo.

"Eu tenho uma licenciatura em engenharia de áudio," Kagome assegurou. "Eu me formei em junho."

"Tipo em junho deste ano?" A voz de Miroku rachou no final.

Ash agarrou o braço de Miroku para ganhar a atenção dele.

"Ela é irmã caçula de Souta," ele sussurrou pelo canto de sua boca. "Ele confia nela com seus segredos comerciais. Ninguém mais. Apenas ela."

Kagome baixou os olhos.

"Sim, ele me deu instruções completas sobre como criar e gerir todo o show." Inuyasha não sabia por que ela parecia tão deprimida com isso. Souta era um mágico em coordenar um show ao vivo. Os engenheiros de áudio de outras bandas teriam pago muito dinheiro para aprender seus métodos, especialmente por sua mistura perfeita de um ritmo e guitarra em um solo de duelo.

"Mas a nossa lista de musicas está mudando para acomodar o novo single," Miroku lembrou. "Território totalmente desconhecido para nós. Introdução de piano. Solo de baixo. Um dueto de vocal." Aquilo francamente deixava Inuyasha um pouco enjoado. Ele estaria cantando ao vivo e, ao mesmo tempo, mantendo a faixa de bateria insanamente rápida de seu mais novo single, "Sever."

Kagome animou com a menção de uma nova canção, os olhos azuis faiscando de excitação.

"Eu vou fazê-lo soar incrível!" Ela colocou um punho no ar. "Apenas veja."

Inuyasha sorriu com o entusiasmo. Absolutamente adorável. Mas não metal. Tipo, em nada.

"Souta precisa trabalhar a nova mistura, não uma aluna recém-graduada. Ummmm," disse Miroku. "Qual o seu nome, senhorita?"

"Kags," ela forneceu.

"Kags, eu preciso ter uma pequena reunião com a minha banda." Ele passou a mão para eles. "Nos dê licença por um minuto?" Ele olhou incisivamente por cima do ombro em direção à saída.

O lábio inferior de Kagome tremeu. Por um segundo, Inuyasha pensou que ela ia começar a chorar, e então ela endireitou sua espinha. Ela assentiu com a cabeça bruscamente.

"Claro."

Ela encaminhou-se para a saída. O primeiro instinto de Inuyasha era de segui-la e ter certeza que ela estava bem. Miroku tinha sido muito duro com ela. Inuyasha percebeu que era principalmente o choque de saber que o seu som complicado estaria à mercê de algum amador. Mestre Shunran esperava perfeição em seu som ao vivo, assim como os fãs do Zuìrén. Mas ele não deveria ter dito essas coisas na frente de Kagome. Ela olhou por cima do ombro com anseio e, em seguida, agarrou o corrimão para começar a descer os degraus. Inuyasha não podia suportar ver alguém tão cheia de vida parecer tão oprimida.

"Ei, Kags," Inuyasha chamou.

Ela olhou por cima do ombro, com as sobrancelhas levantadas em questão.

"Você poderia me fazer um grande favor?"

Ela sorriu maliciosamente e seu coração pulou uma batida.

"Depende."

"Um, você pode mover o meu carro para o armazenamento? Menomaru pode mostrar-lhe onde estacioná-lo."

Ela sorriu e acenou com a cabeça ansiosamente. Inuyasha jogou suas chaves e ela pegou. Ela embalou-as contra o peito e pulou para descer as escadas com um salto em seu andar. Inuyasha sorriu. Ele apenas rezava para que seu carro teimoso ligasse para ela.

"Uh oh," disse Seshoumaru em seu típico, rosnado barítono baixo.

"Houston, temos uma investida," disse Ash. Ele colocou suas mãos ao redor da boca e fez barulho de rádio chiando. "Cabeça nas nuvens confirmada. Câmbio."

Inuyasha voltou sua atenção para seus companheiros de banda que estavam olhando para ele com sorrisos largos.

"O quê?" Perguntou Inuyasha.

"Alguém tem uma quedinha," disse Seshoumaru.

"Não."

"Cara, você a deixou conduzir o seu carro," disse Ash. "Você não deixa qualquer um dirigir seu carro."

"Dirigir é um termo relativo, no caso daquele pedaço de merda." Seshoumaru riu.

"Foda-se, Seshoumaru," Inuyasha resmungou.

Seshoumaru apenas riu mais ainda.

Inuyasha balançou a cabeça.

"Não é por isso que eu a deixei dirigi-lo. Eu não gosto, gosto dela."

Shippo se engasgou com uma risada. Inuyasha enviou-lhe um olhar de advertência. Ninguém precisava saber que ele já tinha trancado lábios com Kagome. E sim, ele gostou, gostou.

"Ela apenas parecia..." Inuyasha procurou a palavra certa para explicar por que ele tinha quebrado sua regra de ninguém-dirige-meu-carro. "... Triste."

"Se você gosta dela, e eu não estou dizendo que você gosta, mas se você acha que pode gostar, então não a deixe pisar em você como as outras," Ash aconselhou.

"Eu não gosto dela," ele insistiu. "Além disso, ela tem uma queda por você, Ash."

"É mesmo?" Ash sorriu. "Eu acho que vou ter que usar isso em sua maior vantagem."

"O que você quer dizer?"

O sorriso de Ash aumentou.

"Você vai ver."

"Eu não convoquei uma reunião para discutir a vida amorosa inexistente de Inuyasha," interrompeu Miroku. "Como é que vocês apenas a contratam sem me consultar?"

"Você estava inacessível," disse Seshoumaru.

"Isso é besteira, Seshoumaru. Você poderia ter me chamado. Esta não é uma decisão trivial que você faz sem pensar. Você já viu o trabalho dela?"

Seshoumaru cruzou os braços sobre o peito largo.

"Bem, não exatamente, mas Souta a recomendou. Isso faz com que ela seja boa para mim."

"É claro que Souta recomendou. Ela é sua irmã."

"Então o que você sugere que façamos?" Perguntou Seshoumaru.

"Encontrar alguém que sabe o que diabos está fazendo. Que tal isso?"

"Eu acho que devemos dar a ela uma chance antes de demiti-la," disse Shippo.

Todo mundo hesitou, ainda não acostumados a Shippo falar sua opinião. Não é que eles não o respeitassem. Eles só não esperavam que ele se expressasse tão facilmente. A mulher de Shippo tinha de alguma forma, conseguido romper o muro impenetrável que ele tinha se escondido atrás assim que se tornou um membro da banda. Yura devia considerar um trabalho secreto em desenvolvimento de armas militares ou algo assim. Se ela pudesse romper as defesas de Shippo, ela poderia romper qualquer coisa.

"Eu concordo," disse Inuyasha. "Eu acho que Kags vai se sair bem. Souta não iria jogá-la de um penhasco sem um cinto de segurança."

"Kouga sabe sobre isso?" Perguntou Miroku.

Merda. Nossa, olha o novo tapete. Muito legal. Inuyasha notou as manchas pretas no vermelho pela primeira vez, enquanto olhava para ele, para evitar o olhar acusatório de Miroku.

"Vou levar isso como um não." Miroku suspirou. "Vocês sabem que Kouga quer a posição de engenheiro de som. Como engenheiro de monitor, ele tem tempo de serviço."

"Eu concordo, exceto que Souta está voltando," disse Seshoumaru. "Nós não vamos dar o trabalho de Souta para Kouga. Devemos isso a Souta. É apenas temporário, até que ele volte."

Miroku passou a mão sobre o rosto.

"Você sabe que eu espero que você esteja certo, cara, mas vamos encarar os fatos. Souta está paralisado. Qual é a probabilidade de que ele retorne?"

"Ele pode mover-se agora," disse Shippo. "Nós o vimos há poucos dias. Ele estava se movendo. Não estava, pessoal?"

Ash assentiu levemente.

"É. Um pouco." Ash olhou para suas mãos e flexionou os punhos apertados antes de levantar a cabeça para olhar para Miroku. "Temos de dar-lhe mais tempo para se recuperar antes de fazer qualquer coisa precipitada."

"Então, nós vamos dar uma chance a Kagome então?" Inuyasha solicitou.

"Eu tenho um mau pressentimento sobre isso," disse Miroku.

"Eu tenho um mau pressentimento sobre o seu rosto, mas ainda o deixo ficar por aqui," disse Inuyasha.

Miroku cruzou os braços sobre o peito, e depois de um longo momento de tensão, assentiu.

"Tudo bem. Nós vamos dar-lhe a oportunidade. Eu só espero que eu não vá estar dizendo, 'eu avisei' em três dias. "

Inuyasha sorriu.

"Ótimo, eu vou contar a ela."

"Não, eu vou contar a ela," disse Ash e correu escada abaixo.

Inuyasha correu atrás dele.


Avisos: Isso é uma adaptação de livro, sem créditos ou fins lucrativos.

O nome do livro e de quem o escreveu será revelado ao final da postagem do livro.

Nomes, algumas palavras e até algumas cenas foram editadas, uma delas foi cortada.

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