Ola amigas!!!
Estou de volta com mais um capitulo. Estou realmente muito cansada, meu final de semana foi a coisa mais corrida e longa do mundo, logo só estarei postando as reviwes dessa fic. As reviews de "O segredo de Kagome Higurashi" ficarei devendo.
MUITO IMPORTANTE!!!: TERÃO 4 EXPLICAÇÕES NO FINAL DO CAPITULO, LEIAM PARA ENTENDER ALGUNS DIALOGOS DO CAPITULO 8!
Chega de papo e vamos a fic. Boa leitura
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Inuyasha e sua turma não me pertencem, são de Rumiko Takahashi
Essa história também não me pertence, é de Pedro Bandeira
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7 — Só, com o inimigo
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— Alô...
— Senhorita Ilusão?
— Ah, é você, Inuyasha...
— Puxa, que voz mais desanimada! Acho que eu merecia um pouco mais de entusiasmo por ter ficado a manhã inteira procurando minha ilusão. Onde você se escondeu?
— Acho que você não tem nada com isso, Inuyasha.
— Isso é o que se pode chamar de um fora. Só que eu sou surdo à palavra não. Eu insisto até ouvir o sim que eu quero ouvir.
— Olhe, eu perdôo a sua insistência se...
— Não quero que você perdoe. Quero que você a aceite!
— Desculpe, Inuyasha, é que hoje eu não...
— Como fazer para dobrar você, Kagome?
— Você já sabe o meu nome?
— Sei muito mais. Sei que você está triste e sei também que você está com a tristeza errada.
— Como sabe disso?
— Certas coisas não se precisa saber. Basta sentir.
— Pois você sente errado. E não tem nada que se meter comigo. Me deixe, tá legal? Me esqueça!
— Eu nunca vou esquecer daquela noite, naquele jardim...
— Tchau, Inuyasha.
O fone já estava longe do ouvido de Kagome, pronto para ser violentamente desligado, e a menina não pôde ouvir a última frase de Inuyasha:
— Eu quero você, menina malcriada!
O0o0o0o0o0o
— Como é? Será que a feiosa, que a gorducha, vai aprender a lição?
A menina encontrou o inimigo especialmente cruel. A rachadura partia-lhe o rosto em dois, deformava-o, agravando e justificando a crueldade.
— Então você acha que Kouga ia olhar para você com olhos diferentes daqueles
com que se olha a priminha gorducha e de óculos? Priminha...
Kagome estava sem defesa. Dizer o quê? Defender-se como, se, naquele momento, tudo o que ela desejava era nunca ter nascido?
— A grande escritora! A grande poeta que cria versos de amor para ajudar a rival a roubar-lhe o namorado! Burra... Trouxa... Vamos! Diga que ama Kouga. Diga-o com as palavras mais fortes, use os termos mais sinceros, arrebente a alma no papel! Quanto melhor você fizer, mais Kouga vai ficar apaixonado... por Ayame!
Sobre a pequena mesa de trabalho, lá estava mais uma carta. Mais um ofertório da própria vida de Kagome para Kouga. Ela se punha em suas mãos, mas seria Ayame que Kouga iria abraçar.
Ao lado da carta, uma pilha dos seus livros preferidos. Paul Valéry, Vinícius, Ferreira Gullar, Garcia Lorca, Pablo Neruda... Quantos amores já haviam sido conquistados com as palavras daqueles poetas? Será que eles também sentiam o mesmo desespero que ela? O mesmo ciúme? A mesma vontade de morrer?
Impossível sentir tanto ciúme e tanto desespero por tantos amores desconhecidos. O seu caso era diferente. Só havia um namorado a conquistar. E ela o estava conquistando... para outra!
Despiu-se lentamente. Abriu o chuveiro e deixou que a água morna corresse farta por todo o corpo, na esperança talvez de lavá-lo por dentro, limpando aquela tristeza tão imensa.
Enxugou-se em frente do inimigo, sem vergonha do que ele pudesse dizer. Amanhã, no cinema, Kouga estaria lendo a carta, apaixonando-se ainda mais por Ayame, distanciando cada vez mais a esperança de, um dia, prestar maior atenção a Kagome. Kagome, a priminha gorducha, a amiga feiosa, a escritora de óculos, o cupido de espinha no nariz.
Aproximou-se do inimigo rachado, disposta a eliminar pelo menos a espinha. Mas ela não fora muito grande e já havia secado. Tateou o rosto em busca de outra. Era tão feio assim aquele rosto? Tão repulsivo que um garoto como Kouga não podia encontrar nada nele que o atraísse? E aquele corpo? Estava mesmo gordo? Não tinha aquelas curvas, aquelas saboneteiras, aquela penugem sensível à carícia em sentido contrário, como dizia Vinicius de Moraes? Não seriam atraentes aqueles pequeninos seios que muito bem poderiam ter servido de fôrma para taças de champanhe?
"Vem, Kouga, tomar do meu champanhe... Vem me buscar inteirinha, Kouga...'"
Naquele momento, talvez Ayame estivesse pensando no mesmo rapaz com a mesma intensidade. Kagome sentiu como se estivesse traindo a amiga, ambas partilhando o mesmo leito com o mesmo sonho, a mesma paixão, a mesma entrega.
Ah, aquele beijo, naquele jardim... Teria sido a escuridão a benfeitora que transformara sua feiúra em fascinação e permitira que, por um instante, Kouga se sentisse atraído por ela?
Aquele beijo.. , a pele cheirosa daquele peito de sonho em seus lábios... a correntinha a roçar-lhe o rosto... o hálito acariciante se aproximando... os lábios quentes procurando a umidade dos seus...
Ah, bendita penumbra que lhe permitiria, ao menos uma vez, a ventura de abandonar-se naqueles braços adorados!
Depois, porém, com a mesma penumbra, no laboratório, tudo tinha sido diferente. Só houvera decepção, dor, catástrofe.
"Ah, Kouga amado, por que não me tomou novamente, como sua boneca, naquele
laboratório gelado, no meio das formas mumificadas, do formol, no meio dos ácidos e das fórmulas, das cobras e das aranhas? Da Linamarina? No meio da Linamarina, do pó branco dos sonhos destruídos, das garotas presas em frascos, da Lina e da Marina, da LinaKagome, da Kagomemarina, da Linaranha, Marinaranha, aranhaKagome, cobraKouga, aranha e cobra... Ai, cobra e aranha, aranha e cobra, a aranha quer a cobra, a cobra busca a aranha, a aranha se debate na gaiola de vidro, vai quebrar-se o vidro, já vem vindo a cobra, vem, Kouga, me abraça, me
enlaça, me arregaça, me enleia, tateia, procura, me aperta, me pega, me toma, te amo, sou sua, estou nua, te quero, te pego, te levo comigo, me leva contigo, me faz viver, me faz feliz, me faz mulher! Ah, Kougaaaa... Ahhh..."
8 — A paixão e o tormento
— Ai, menina, como estou nervosa! Será que ele vem mesmo?
— Chegamos muito cedo, Ayame. É claro que ele vem.
Em frente do cinema, Kagome sorria, tentando acalmar a ansiedade da amiga.
— Ainda faltam dez minutos...
— O meu cabelo está bom? Você acha que esta blusa combina?
— Você está linda, Ayame. Agora pare de bancar a criancinha.
— Ah, Kagome, você devia ter visto a cara do Kouga quando ele leu o poema...
— É? Ele disse alguma coisa?
— Não. Ele não disse uma palavra. Sorriu, e foi como...
— E foi como se o sorriso improvisasse uma resposta de amor...
— Hum? Acho que foi isso mesmo. Ele é inteligente até calado!
No meio da pequena multidão que atravessava a avenida, Kagome reconheceu alguém.
— Tchau, Ayame, aí vem Kouga. Se você ficar nervosa, sem saber o que dizer, entregue esta carta para ele.
— Outra carta? Mas a letra não é...
— Não se preocupe. Eu sei imitar a sua letra.
— Ah, Kagome, você é demais! Nem sei como agra...
— Então não agradeça. Tchau, Ayame.
0o0o0o0o0o
Nem olhou para trás. Não agüentaria testemunhar o encontro. Beijinhos, palavras vazias, sorrisinhos, mãos dadas...
Quando entrou na livraria, porém, tinha um ar despreocupado como se no cinema, quase vizinho, não tivesse deixado um pedaço de si mesma. Kagome procurou as estantes do fundo, que sempre têm menos gente e menos luz. Ao acaso, uma edição luxuosa: Fernando Pessoa.
A Isabel(1) é fingidora,
finge tão completamente
que chega a fingir que é amor
o amor que deveras sente...
Lia com um sorriso vago, como se lê uma velha anedota. Outro fingimento. Não era ela a rainha dos fingidores? Fingia tão completamente naqueles versos e cartas que Kouga acreditaria naquele amor. E ficaria cada vez mais apaixonado... por Ayame.
"Fingir não é difícil, quando se finge que se finge. É só usar alguns exageros, alguns
símbolos..."
"Símbolos? Estou farto de símbolos...(...)
Que o sol seja um símbolo, está bem...
Que a lua seja um símbolo, está bem...
Que a terra seja um símbolo, está bem...(...)
Mas que símbolo é, não o sol, não a lua, não a terra, (... )
Mas (... ) a costureira que pára vagamente à esquina
Onde se demorava outrora com o namorado que a deixou? (... )
Símbolos? Não quero símbolos...
Queria —
Que o namorado voltasse para a costureira ".
A pouca luz que lhe iluminava a página diminuiu, coberta por alguém às suas costas.
— Renovando as ilusões, senhorita Ilusão?
Inuyasha! Sempre Inuyasha, em todas as horas em que Kagome queria ficar só.
— Fernando Pessoa... — leu o rapaz nas mãos de Kagome. — Gosta de Fernando Pessoa? E da pessoa do Inuyasha(2), você gosta?
Kagome suspirou.
— Poderia gostar mais, se a pessoa do Inuyasha fosse menos insistente e soubesse escolher melhor a hora de aparecer...
— Acho que quem escolheu foi você. Eu trabalho de tarde nesta livraria.
— Oh, é mesmo? Eu não sabia...
— Tem muita coisa que você não sabe, Kagome.
— E que certamente você gostaria de me ensinar, não é?
— Você não encontraria professor mais dedicado...
— Por quê, Inuyasha? O que você quer?
— Você, Kagome.
— O que você vê em mim? Uma gorducha, de óculos, feiosa e sem graça, que ninguém tira para dançar?
— Não. Isso é o que você vê. O que eu vejo é uma garota adorável, que se esconde nos jardins para não correr o risco de alguém tirá-la para dançar...
— O que é que você entende, Inuyasha? O que é que você sabe?
— Sei, por exemplo, que Inuyasha e Kagome foram dois imperadores japoneses que se amaram muito e até ajudaram a descobrir a América...(3?)
— Pois saiba que eu não sou da realeza, não toco Sangen e não quero descobrir coisa nenhuma. De mim, da verdadeira Kagome, você não sabe nada! (4)
— Aquilo que eu não sei, nem posso saber que não sei. Por que você não me conta? Vamos sair um pouco? Que tal uma volta?
— Mas você não está trabalhando?
— Tenho direito a uma folga. Depois, minha mãe é a dona da livraria...
O0o0o0o0o0o0o
Tinha sido bom encontrar o chatinho do Inuyasha. O rapaz ajudou-a a passar aquelas duas horas. Poderia vir a ser um bom amigo. Desde que parasse de chamá-la "senhorita Ilusão", é claro. Com aquele passeio, depois que Kagome pegou Ayame no cinema, tinha até no que pensar enquanto fechava os ouvidos para não ouvir as descrições da amiga.
— Nem deu para ver com quem era o filme, menina! Imagine que o Kouga...
Inuyasha, na verdade, tinha sido menos chato, menos cínico. Mas Kagome só enxergava Kouga quando olhava para Inuyasha, só ouvia Kouga quando tentava escutar a voz de Inuyasha.
—...me deu até vontade de rir! Mas, num momento, eu estava nas nuvens, porque Kouga...
"Por quê, Kouga?'', em pensamento, Kagome interrompeu a descrição de Ayame.
"Por que a Ayame, Kouga? Por que não eu, a Kagome? Por que não eu, que escrevi o amor que Ayame sente por você? Você acreditou, Kouga? Então por que não pôde ler este mesmo amor nos meus olhos?"
—...eu nem sabia o que fazer, Kagome. Mas, pelo jeito, ele sabia pelos dois e estava louco pra me ensinar...
"Eu também queria aprender, Kouga. Eu também queria ensinar, Kouga. Juntos,
ninguém saberia mais de amor do que nós dois... Eu aprendi muito com aquele beijo, com aquela noite, com aquele jardim, com seus lábios, com seu corpo, com seu calor, com seu cheiro...mas,.."
—...bem, eu não queria deixar, mas foi aí que ele...
— Cala a boca, Ayame!
O0o0o0o0o0o0
— Cala a boca!
— Oh, oh! Mais uma cartinha? Quantas já escreveu para Kouga? Cinco? Dez?
— Cala a boca!
O inimigo rachado ria-se sério, como se fizesse de cada escárnio uma bofetada. Esbofeteada, surrada por ela mesma, Kagome punha no papel todo o tormento e toda a paixão que a perseguiam, que aumentavam a cada dia e a cada carta que renovava o namoro de Ayame e Kouga. O mesmo papel que, mais uma vez, seria entregue pela amiga ao seu querido. E que serviria para aumentar a paixão de um lado e o tormento de outro.
Ah, tormento que eu não posso confessar...
O que eu escrevo é a verdade, eu não minto,
eu declaro tudo aquilo que eu sinto,
e é a outra que teus lábios vão beijar...
Sei que quanto mais verdade tem no escrito,
mais distante eu te ponho dos meus braços,
pois desenho o paralelo de dois traços
que na certa vão perder-se no infinito.
Estes versos feitos pra te emocionar
justificam todo o amor que tens por ela
e as carícias que esses dois amantes trocam.
E eu te excito, sem que venhas a notar
que esses lábios que tu beijas são os dela,
mas são minhas as palavras que te tocam...
— Não! Onde estou com a cabeça? Não posso entregar isto! Kouga não pode saber que... Nunca! Eu prometi. Preciso escrever outra carta. Outra carta... Ah, Kouga, eu morro...
— Kagome! Telefone pra você!
Mais uma vez o grito histérico da mãe. Mais uma vez seria Inuyasha. Ela já estava se acostumando a ele.
— Alô...
— Alô, priminha? É você?
— Kouga...
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(1) – Nesse caso o poema de Fernando pessoa o nome do personagem é Isabel, nome da protagonista original dessa fic pela qual substitui por Kagome, decidi manter o nome Isabel para não mudar a obra do autor.
(2) – O nome original de Inuyahsa nesse livro é Fernando, logo o trocadilho que se segue é "Gosta de Fernando Pessoa?(escritor) E da pessoa do Fernando(Inuyasha), você gosta? Só para entenderem a resposta de Kagome e o trocadilho.
(3) - — Sei, por exemplo, que Inuyasha e Kagome foram dois imperadores japoneses que se amaram muito e até ajudaram a descobrir a América...(3?)
O original é " Sei, por exemplo, que Fernando e Isabel foram dois reis espanhóis que se amaram muito e até ajudaram a descobrir a América." Sei que ficou sem sentido o final, mais não achei nada que o japão tenha descoberto somente conquistado, logo deixei assim mesmo. E precisei inventar para o sentido dos nomes, já que nada a ver Kagome e Inuyasha pra reis espanhóis O.o
(4) - — Pois saiba que eu não sou da realeza, não toco Sangen e não quero descobrir coisa nenhuma. De mim, da verdadeira Kagome, você não sabe nada! (4)
O original é " Pois saiba que eu não sou espanhola, não toco castanhola e não quero descobrir coisa nenhuma. De mim, da verdadeira Isabel, você não sabe nada!" Teve que ser mudado para melhor sentido da resposta. Sangen é um instrumento típico japonês, é só por no Google que se acha uma foto dele.
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Respostas às Reviews:
Gabi: Bom amiga, eu não posso falar nada se foi ele ou não que a beijou... iria estragar o andamento da história. Mais eu também fiquei com peninha dela. Tomara que ela consiga sobreviver XD. Beijos
~*~
Aya-chan: Sim eu juro, fiquei realmene feliz XD. É ela ta sofrendo, e bom, cenas InuXKagome terão algumas, mais nada de muito revelador, talvez só pela parte dele, mais ela ainda ta sofrendo pelo Kouga. Te espero no próximo capitulo. Beijos.
~*~
Andréia Heringer: Sim, quando vc tem uma amiga de verdade vc faz essas coisas mesmo. Só que pra ela não é tão normal assim, ela esta sofrendo de verdade mentindo. Vamos ver até onde ela agüenta né? Que bom que esta adorando, espero te ver no próximo capitulo então XD. Beijos.
~*~
Liz-chan S2: Que ótimo que esta acompanhando mais uma adaptação! Fico muito feliz XD. Sério que vc se identifica? Com que partes exatamente? Beijos.
~*~
Cosette: Briga com seu espelho amiga, ameace-o joga-lo fora, aposto que em um instante ele começa a cooperar com você ashudhushushd. Ela esta mesmo super apaixonada, esta cega até, será que ela vai abrir os olhos? Eu ainda tiro 8, 9 ou 10 na facul lol, gosto mesmo de escrever e minha profs me ama XD. Beijos.
~*~
Shirlaine: Que bom que gostou da história assim. Fico feliz XD. Beijos.
~*~
Nandinha82: Já disse que não me importo se vc se atrasa, vc manda review e isso pra mim já é maravilhoso XD. É eu não vou falar nada sobre o Inu, pois irei acabar estragando alguma coisa da história. Eu tenho certeza que não agüentaria isso, já mal agüento ver meu ex com outra, imagine um atual! Não ia rolar. Tomara que ele te surpreenda, pois ele terá um papel muito importante nessa fic. Beijos.
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Bom é isso ai, não tenho muito mais o que falar, já vou correndo preparar mais um capitulo da outra fic. Espero que estejam gostando dessa.
Beijos
Ja ne
Lory Higurashi.
