N/A: Olá gente, QUE SAUDADEEEEE!
Primeiro de tudo: Feliz dia das mães!
Preciso falar que a minha vontade é de falar 50 linhas? (mas prometo tentar usar no máximo 5). Lembro que disse que ia ter o extra da lua-de-mel, mas honestamente perdi a vontade de escrevê-lo, então para colocar um ponto final nos extras de CdM, resolvi terminar com um sobre a Amy e também uma espiadinha mínima do que aconteceu depois do prólogo.
PS: Já aviso que não entendo nada de gravidez e quem me auxiliou foi o google. Entendam qualquer coisa que não faz sentido como licença poética.
Obrigada Honey Pie por betar isso aqui.
Celebridade do Mês Extra
Amy
Dizer que o dia fora corrido seria pouco. Durante algumas horas da manhã, fiquei me perguntando onde que estava com a cabeça quando resolvi que era capaz de organizar o aniversário de Amy sozinha. Estava quase cedendo e dizendo a Edward que ele tinha razão, que eu deveria ter contratado alguém para fazer todo o serviço, mas Alice chegou praticamente no mesmo momento em que eu subia as escadas, pronta para ouvir um "eu te avisei" do meu marido.
Colocamos as decorações na área externa, organizamos os lugares onde as crianças brincariam e penduramos os posters que Amy tanto insistiu que fossem espalhados pela festa. Ela estava fascinada por uma boy band chamada One Way, em especial por um tal Henry, um dos integrantes do grupo. Edward odiava a banda, mas acho que boa parte do ódio era pelo fato de Amy ficar babando o dia inteiro em cima dos garotos. Certa vez eles tiveram uma briga feia por que Edward insinuou que um dos meninos jogava no mesmo time que Jake.
- É sério mesmo que meu jardim está coberto de fotos desses moleques? – Edward reclamou enquanto Alice e eu dávamos os toques finais.
- Sim. A festa vai começar em 40 minutos, mudar a decoração agora não é uma opção. – falei dando um beijo em meu marido. – Ela vai amar.
- Mãe! – Amy gritava de dentro de casa.
- Calma aí, Carrapatinha! – Edward respondeu.
- Pai, não me chama assim quando meus amigos chegarem! Sério, eu vou morrer de vergonha! – ela gritou e eu sentia sua voz se aproximando. Edward bufou, não estava nada contente com a chegada da filha na pré-adolescência.
- Posso entrar? – ela questionou batendo na porta.
- Não, nós estamos pelados. – Edward respondeu.
- Eca, pai! Deixa de ser mentiroso, eu consigo ver vocês, a área externa é toda de vidro!
- Então pra que perguntou se podia entrar? – implicou com ela.
- Affe... – Amy rolou os olhos enquanto entrava.
- Tal mãe, tal filha... – Edward murmurou.
- AHHHH! – Amy gritou quando entrou no local, tocando o rosto dos integrantes da banda nos posters que estavam espalhados pelas paredes.
Amy andava um pouco histérica. Eu desconfiava que ela estava prestes a "virar mocinha", como havia dito a Edward. Isso deixou ele um pouco mais desesperado do que eu imaginava.
- Pronta para sua festa de 11 anos? – Alice questionou.
- SIM! – gritou mais uma vez.
Era difícil acreditar que a minha menininha já estava desse tamanho, que já se interessava por meninos... O tempo passa rápido demais.
- Parece que foi ontem que ela nasceu. – Edward comentou como se estivesse lendo meus pensamentos.
- Sim. Minha primeira gravidez. Que loucura...
A descoberta – 5 semanas
Tudo começou com a minha intolerância ao cheiro de peixe. Zaza brincou que eu estava começando a desenvolver um trauma com o animal que nem Edward quando pequeno, mas depois questionou se não poderia ser um sinal de gravidez. Como resposta, eu ri, mas depois fiz as contas. Ah, meu Deus.
Lembrei-me que Sophie vinha nos visitar para tratar de alguns assuntos com Edward pessoalmente e pedi que passasse na farmácia e comprasse um teste de gravidez. Ela pareceu um pouco surpresa, mas não fez nenhum comentário a mais.
- Zaza, me promete uma coisa?
- Eu não vou falar nada com Esme, prometo. – respondeu já sabendo muito bem o que eu iria pedir.
- Por favor. Eu ainda nem sei...
- Isso é algo que eu não me meteria. – disse sorrindo e me dando um beijo na bochecha. – Mas você acha que está grávida?
- Não sei. Talvez. Eu vou falar com Edward, quando Sophie chegar, pode pedir pra ela ir ao nosso quarto?
- Sem problemas.
Subi as escadas sentindo borboletas dançando no meu estômago. Como iria contar isso para Edward?
- Amor? – chamei tocando seu ombro para tentar acordá-lo. Sem sucesso. – Edward... Edward... Cachorro...CACHORRO.
- Sono, Carrapata. Vem pra cá. – resmungou me puxando pra frente dele e afundando sua cabeça em meu pescoço.
- Acho que eu estou grávida. – soltei. Merda, não era muito bem assim que eu estava planejando contar quando subi as escadas.
- O quê? – questionou meio alarmado, mas depois riu. – Você quase me pegou Carrapata, hoje é primeiro de abril.
- Eu juro que eu não estou brincando.
- Não adianta. – ele riu.
- Sophie está trazendo o teste de gravidez de farmácia, queria que você estivesse junto comigo.
- Você está falando sério? – questionou, mas desta fez completamente desperto. Olhou para minha barriga por alguns segundos, parecendo querer ver alguma evidência de que talvez tivesse alguma criança lá dentro.
- Sim. – olhei nos olhos dele.
- Ok, vamos esperar para fazer o teste. – disse com calma.
- Eu estou nervosa. – confessei mexendo na fronha do travesseiro.
- Calma. Vai ver você só está com gazes e está pensando que é gravidez.
- Eu nunca fiquei uma semana sem menstruar por causa de gazes.
- Uma semana?
- Achei que era pra eu menstruar essa semana, mas na verdade era pra ter menstruado semana passada. Tem tanta coisa na minha cabeça esses dias por causa da cirurgia de Sue... – comecei a contar, mas alguém bateu na porta e pedi que entrasse.
- O negócio que você pediu. – Sophie me entregou uma sacola.
- Você veio rápido.
- Estava praticamente aqui quando você me ligou. Vou dar um momento para vocês e a gente se encontra lá embaixo daqui a pouco para conversar sobre como vai ser esse mês, ok, Edward?
- Claro. – ele respondeu se sentando na cama.
- Já volto. – disse indo em direção ao banheiro.
- Você não disse que queria que fizéssemos isso juntos? – ele questionou me seguindo.
- Sim, mas a parte de fazer xixi nisso aqui, acho que posso fazer sozinha.
- Não precisa de um pouco do xixi do pai também não? Desculpa, é que agora eu quem estou nervoso então estou tentando descontrair o clima.
- Espera aí.
Abri o pacote e segui as instruções como mandava na caixa. Depois chamei Edward e coloquei o exame em cima da bancada. Um minuto depois nós estávamos encarando o pedaço de plástico.
- O símbolo de mais quer dizer positivo, né? - ele indagou.
- Você está honestamente me fazendo essa pergunta, Cachorro?
- Desculpa, agora eu estou mais nervoso ainda. Você não está pregando uma peça em mim, está Carrapata?
- Definitivamente não.
- Calma, pode ser que o Emmett esteja planejando isso… É a cara dele querer fazer isso com a gente.
- Eu acabei de fazer xixi nisso, Edward! Sophie que comprou na farmácia!
- Tem certeza?
- Eu não vou responder essa pergunta.
- Ok… - disse fazendo uma longa pausa e então, finalmente falou - Caramba, Carrapata.
- Eu sei… O que você está pensando? – perguntei nervosa.
- Seus peitos vão ficar maiores ainda. Eu vou ter que compartilhar as meninas.
- Cachorro! Sério que é isso que você está pensando?
- Desculpa. - ele riu e colocou os braços em volta de mim. – Tem um bebê aqui.
- Eu sei. Não faço ideia de como isso aconteceu, mas sim… nós vamos ser pais.
- Ah, eu faço um pouco de ideia de como aconteceu sim.
Emoção - 9 semanas
Edward estava me observando e passando a mão pela minha barriga. Acho que cochilei a tarde inteira, pois nem vi quando ele chegou. Seu novo CD foi lançado no mês passado e a divulgação estava a todo gás. Aguardamos o dia que ele teria um tempo livre para podermos fazer a primeira ultrassom do bebê. Queria que ele ficasse mais tempo do meu lado, mas sabia que não era algo que poderia exigir.
- Há quando tempo você está aqui? – perguntei.
- Uma hora, mais ou menos. Daqui a pouco você tem que levantar para podermos ir a consulta.
- Eu tenho me sentido tão cansada. – bocejei puxando ele mais pra perto de mim.
- Ainda não dá para ver que sua barriga está crescendo.
- Mas os meus seios já estão maiores. – comentei.
- Isso eu certamente percebi. – ele riu.
- A gente vai saber qual o tamanho do bebê daqui a pouco. Quero ouvir o coraçãozinho dele. – comentei animada.
- Você acha que é menino ou menina?
- Ainda não sei. Sabe que não parei para pensar nisso?
- Eu acho que é menina. – ele deu seu palpite.
- Hmmm... Se for menina, certamente vai dar trabalho ao papai.
- Nem me fala! – ele riu. – A vida é muito louca. Quem diria que uma reportagem daria nisso tudo, né? Meu charme é incrível.
- Seu charme? – gargalhei.
- Sim. – ele piscou.
- Na verdade eu acho que você que caiu pelo meu charme primeiro, Cachorro. Eu lembro de você todo nervoso já no primeiro dia, me olhando esquisito, falando um monte de besteiras sem parar...
- Era esquisito? Estava tentando fazer uma coisa mais sexy. Não funcionou?
- Bom, estou esperando um filho seu, acho que essa pergunta não precisa de resposta. Vai ver eu gosto de esquisitos...
- Que bom. – sorriu e encostou seus lábios aos meus.
- E ok, você tem seu charme...
- Eu sei... – me deu uma piscadela e começou a rir quando rolei os olhos. – Vamos? Felix já deve estar esperando a gente lá embaixo.
Durante o caminho para a clínica onde faria o exame, percebemos que um paparazzo estava nos seguindo e, por mais que Felix tentasse fazer vários outros caminhos alternativos, o fotógrafo não nos dava folga.
- Eles vão suspeitar que você está grávida. Os boatos vão começar. – Edward me avisou. Acho que estava pedindo permissão para seguirmos adiante, mesmo sem realmente dizer isso.
- Ok. Só não vamos admitir nada agora, ok? Tem como a gente entrar sem falar diretamente com eles? – questionei.
- Acredito que sim, vou dar um jeito com os seguranças da clínica. – Felix informou.
Mesmo depois de todos esses anos, ainda era difícil me adaptar com o fato de que existiam pessoas que saiam atrás de uma foto minha com o meu marido fazendo coisas mundanas. Já havia me acostumado a ler besteira nas revistas, mas essa situação de ter sempre alguém atrás de nós nunca me deixou confortável.
Conseguimos entrar na clínica e ficar em um estacionamento privado, mas o fotógrafo subiu em um muro e ficou batendo fotos de quando saíamos do carro. Era óbvio que daqui algumas horas essas fotos já estariam na internet e muitas pessoas ficariam especulando se o famoso cantor Edward Cullen estaria prestes a ter um filho. Aquilo me incomodava, queria que fosse uma coisa só nossa, mas também tinha plena noção de que era inevitável.
- Você está bem? – Edward questionou enquanto entrávamos.
- Sim, só ansiosa para ouvir o coração do bebê, quero saber se está tudo bem. Só isso que me importa hoje.
- Vai dar tudo certo, Carrapata. – ele disse dando um beijo em minha cabeça.
Ao entrarmos na clínica, vi a bochecha da recepcionista corar ao olhar para Edward. Engraçado que mesmo sendo uma clínica popular entre as celebridades, meu marido ainda conseguia causar esse tipo de reação em algumas pessoas que estavam acostumadas com os famosos. Talvez pelo fato da consulta estar sobre o nome de Isabella Cullen, ela não tenha ligado meu sobrenome ao homem com o qual me casei.
- Senhora Isabella? – a recepcionista me chamou. – Preciso que preencha esta ficha e logo em seguida irei chamá-la para a consulta com a Dr. Peret, ok?
- Preenche para mim? – entreguei o formulário para Edward com um sorriso no rosto.
- Ok, mas você vai ter que me ajudar aqui. – informou apertando o botão da caneta para começar a escrever. – Você está tendo prisão de ventre?
- Tá perguntando isso aí? – questionei olhando o papel. Realmente perguntava isso. E várias outras coisas que eu não queria que Edward visse a resposta. – Ok, me dá aqui que eu respondo.
- Você está com vergonha, Carrapata? – ele gargalhou.
- Claro que não. – menti.
- Amor, eu sei quando você vai cagar, você sempre aperta o negócio que solta cheirinho gostoso.– ele disse e eu apertei a perna dele. Talvez com um pouco mais de força do que eu imaginava.
- Fica quieto. – pedi olhando para os lados, com medo que alguém pudesse escutar esse tipo de informação pessoal.
- Você arrancou uma pelinha da minha perna! – disse esfregando o lugar onde minhas unhas estavam. - Se tiver alguma caixinha de comportamento agressivo você pode marcar, viu?
- Desculpa, foi sem querer... mais ou menos. – falei enquanto me concentrava em responder as perguntas.
Após preencher tudo que era necessário, não tardou para a médica me chamar. Ela me pesou e mediu minha pressão, em seguida observou a folha que preenchi e me esclareceu sobre algumas coisas que eu estava sentindo.
Ela me deitou para fazer a ultrassom e meu coração estava acelerado. Tenho certeza que Edward também compartilhava do meu nervosismo, pois suas mãos estavam suadas e sei que ele estava se controlando para não abrir a boca e falar um monte de besteiras.
Quando a médica apontou para o bebê, meus olhos começaram a encher d`água. Ele era real e estava bem ali. Pequenino, frágil...meu e de Edward. Os pelos de meu braço ficaram arrepiados ao ouvir o som frenético de seu coraçãozinho. Virei o rosto para observar Edward e ele parecia fascinado pela imagem.
- Tudo perfeito. – a médica assegurou. – Você está com 9 semanas e o bebê com aproximadamente 5cm.
- Ele é tão pequenininho. - Edward falou sem tirar os olhos da imagem.
- Sim, mas cresce rápido. Você vai ver a diferença na próxima vez!
Ele assentiu e não despregou os olhos do monitor até o momento que a imagem se desfez.
A seca e a sede - 13 semanas
Eu não sei por quê fiquei surpresa. Sinceramente, eu já estava esperando por esse momento há muito tempo, mas quando Alice entrou pela casa com duas sacolas de roupas infantis, eu não consegui esconder meu choque. A gente ainda nem fazia ideia se era menino ou menina.
- Eu juro que se você trouxer mais coisa para essa criança, não vou te contar o sexo do bebê quando eu descobrir.
- Isso é uma coisa muito cruel de se falar para mim, Bella. Aliás, eu, se fosse você, já teria feito o exame de sangue para descobrir o sexo.
- Não quero, prefiro ver na ultrassonografia. Já expliquei isso, acho mais emocionante.
- Esses dias eu li na All Right que um amigo próximo da família assegurou que era um menino. – Alice contou com ar de riso. Achava o máximo a criatividade das revistas hoje em dia.
- Nossa, deve ser próximo mesmo, tão próximo que tem contato direto com o bebê. – rolei os olhos. – Até o bebê nascer vai sair tanta coisa por aí. Isso porque a gente ainda nem assumiu formalmente que eu estou esperando um bebê.
- Por sinal, quando vocês vão falar sobre isso com a mídia? Ou não vão falar.
- Eu quis esperar um pouco porque estava com medo de acontecer alguma coisa, mas daqui a pouco minha barriga vai começar a realmente aparecer...
- Ela já está aparecendo. E eu tenho quase certeza de que quando você for parir, seus peitos vão tá batendo no seu queixo.
- Obrigada pela sua gentileza, Alice.
- Apenas fatos. – deus os ombros. – Tem gente que acha gravidez uma coisa muito excitante, Jasper já me contou que tem vários pornôs com grávida que fazem sucesso.
- Você tá querendo me oferecer uma oferta de trabalho ou algo do gênero?
- Eca, Bella! Não sei nem porque eu estou falando disso com você, na verdade. Toda vez que eu falo sacanagem contigo esqueço que depois você vai utilizar tudo com o meu irmão.
- Mais ou menos...a gente não faz sexo há tipo 2 meses. É um recorde do seu irmão, honestamente. – comentei.
Edward estava fazendo a divulgação do novo CD e a gente se via uma ou duas vezes por semana. Antes, quando ficávamos alguns dias sem nos ver, ele ia chegar em casa cheio de desejo e ficaríamos algumas boas horas presos no quarto ou em qualquer lugar que nos desse na telha, mas agora, parecia que as coisas haviam mudado e como eu me sentia insegura, tinha medo de perguntar a ele se o problema eram as mudanças do meu corpo. Ele comentou que havia notado que meus seios ficaram maiores e por isso eu talvez tenha passado a usar blusas mais decotadas quando ele está em casa, mas sempre que as coisas começavam a esquentar um pouco mais, ele inventava alguma coisa para fugir.
- Sério? Ele deve tá com medo de cutucar a criança com o pau. Sério, isso é a cara do Edward.
- Você acha?
- Eu conheço meus irmãos, Bella. Edward é do tipo que tem medo de cutucar a criança. Emmett é do tipo que acha que vai cutucar a criança e a cada vez que faz isso mentalmente pensa "Oi, é o papai". – disse séria.
- Isso foi bem doentio.
- Eu sei, mas meus irmãos são assim. – deu os ombros novamente.
- Daqui a pouco ele vai chegar em casa, vou conversar com ele.
- Que conversar o quê, Bella. Vai pro quarto e fica pelada em cima da cama. – bufou. Só faltou me chamar de amadora. Às vezes eu ficava dividida entre querer saber o que Jasper podia tê-la ensinado e o pavor de descobrir.
Informei a ela que as coisas não se resolviam assim, mas admito que quando faltava mais ou menos 10 minutos para Edward chegar, fui pro quarto e fiquei pelada em cima da cama. Depois fiquei apavorada pensando que ele poderia chegar com Sophie e coloquei a calcinha e o sutiã. Passaram mais 5 minutos e eu liguei o foda-se, fiquei pelada de novo. Problema de quem entrasse no quarto, não estava nem um pouco preocupada. Mentira, estava apavorada por dentro.
- Ca... puta que pariu. – Edward estava parado boquiaberto na porta.
- Saudades? – questionei esticando as costas e colocando os peitos pra frente. Eu tinha que usar minhas armas.
- Jesus... – ele suspirou.
- Estou esperando... – murmurei. Já estava me sentindo idiota e se ele não saísse da porta naquele momento, eu ia vestir minhas roupas e provavelmente começar a chorar.
- Calma. – pediu fechando a porta. Em seguida caminhou vagarosamente até a ponta da cama. – Preciso fazer 3 perguntas antes.
- Você não vai cutucar a criança com o pau, Cachorro! – falei frustrada pela espera.
- Quem disse que eu ia perguntar isso?
- Errei? – questionei com uma sobrancelha arqueada.
- Psiu, fica quieta que eu tenho 2 perguntas pra fazer ainda. – disse chegando mais perto ainda e tirando o casaco. – Seus peitos estão doloridos? Se eu mordiscar ou apertar, eles vão doer?
- Só um pouco doloridos. – salivei um pouco enquanto ele tirava a camisa e chutava o tênis para longe. – Mas acho que eu não me importo.
- Ok. Só mais uma pergunta. – ele abaixou a calça levando a cueca junto e tirou as meias. Seu pênis já estava semiereto. Ele colocou uma mão em volta e começou a se acariciar vagarosamente, para cima e para baixo. – Você está pronta?
Menina - 17 semanas
- O que houve? Eu te contei um monte de novidades e agora você tá assim, cabisbaixa. Foi alguma coisa que eu falei? – Jake questionou.
- Estou com saudades do Edward. – confessei. – Ele começou a turnê há duas semanas e eu não aguento mais só falar com ele por telefone.
- Ele não volta amanhã?
- Sim, mas eu queria estar com ele todos os dias. A gente teve que remarcar a ultra pra saber o sexo do bebê para hoje de tarde. Era para ele ter voltado para casa ontem, mas só vai chegar hoje de manhã porque teve um problema com o voo, sei lá que merda que aconteceu. – falei mal humorada.
- Não fica assim, Bells. Daqui a pouco a turnê termina e ele vai poder ficar em casa com vocês. – tentou me confortar.
- É... – concordei meio chorosa. Faltava muito para a turnê terminar. Da última vez Edward tinha ficado 1 ano e meio viajando por aí. O que acontece é que naquela época eu tinha mais ânimo para ficar viajando com ele.
- Ei, bebê. – Jake se agachou na minha frente e começou a falar com a minha barriga. – Sua mãe é dramática, né? Espero que isso você não herde dela. Se você for menino, tem que puxar seu pai todinho, vai arrasar corações. E se for menina, tudo bem, pode sair igualzinha sua mãe porque a danada é linda, mas nada de ter essa veia dramática.
- Bobo. – ri. – Jake, você quer ser o padrinho do bebê?
- Eu? – indagou surpreso.
- Claro.
- Tem certeza? Edward não vai querer que o irmão seja?
- A gente já conversou sobre isso. Ele disse que ficaria muito feliz se você aceitasse o convite.
- Nossa... É claro que eu aceito. – falou me dando um abraço. Ele parecia realmente estar tocado com o pedido.
- Não vai chorar. – brinquei.
- Não prometo nada. – riu.
- Não é todo dia que eu chego em casa e vejo um homem agachado entre as pernas da minha esposa. – Edward disse entrando na sala e brincando com Jake.
- Meu amor, nem coberta de nutella. E olha que eu amo nutella. – Jacob comentou deixando meu marido totalmente sem graça. Ninguém mandou querer dar uma de engraçadinho.
- E ai, cara? – esticou a mão para cumprimentar Jake, mas meu amigo foi logo o dando um abraço. Às vezes acho que ele fazia de propósito.
- Obrigado. Bells acabou de me convidar para ser padrinho do bebê. Honestamente não poderia ficar mais feliz. Muito obrigado.
- Que isso. A gente que vai agradecer quando você vier aqui ajudar a trocar algumas fraldas.
- Ai meu Deus, posso voltar atrás? Brincadeira!
- Eu também quero um abraço. – resmunguei. Jake veio em minha direção. – Não seu, do meu marido!
- Grossa.. – murmurou Jake saindo de perto de mim. - Só não vou embora porque a Zaza já me contou o que tem para o almoço.
Jacob ficou com a gente até o horário que tínhamos que ir para a clínica fazer o exame de ultrassom. Era hoje que descobriríamos o sexo do bebê e estava morrendo de ansiedade. Quando Edward voltava a ficar do meu lado, tudo parecia estar as mil maravilhas. Queria falar para ele o quanto precisava dele ao meu lado nesse momento, mas quando me casei com ele, sabia que essas coisas poderiam acontecer. Ele estava cumprindo com seu trabalho, eu não poderia me meter nisso.
- Vamos lá, Isabella. – a médica falou enquanto movia o aparelho pela minha barriga. – 17 semanas. Você consegue ver? Aqui é a cabeça, as mãozinhas, a barriga, as perninhas. Tudo ótimo! Querem saber o sexo?
- Sim. – falei e Edward apenas assentiu.
- É uma menina.
- Você acertou. – comentei sorrindo olhando para Edward. Os olhos dele estavam cheios de lágrimas e involuntariamente os meus se encheram também.
- Você pode se trocar, Isabella. Espero vocês na minha sala. – a Dra. Perret saiu e nos deixou a sós.
- Tá tudo bem? – questionei.
- Sim. – ele sorriu. – Mais uma menina para eu amar. Estou apenas emocionado, desculpe.
- Eu te amo. – falei apertando a mão dele.
- Eu também amo vocês.
Solidão - 23 semanas
- Esse livro tem tantos nomes que eu não faço nem ideia por onde começar. – bufei jogando o livro que havia ganhado de Esme em cima da mesa da cozinha.
- Você não tem nenhum nome em mente? – Zaza indagou sentando-se ao meu lado.
- Não. Eu nunca fui dessas meninas que fica fantasiando com o nome dos filhos que vai ter. Ter filho era uma coisa tão distante na minha mente, Zaza.
- E isso é ruim? Você me parece muito feliz.
- É incrível. – falei passando a mão por minha proeminente barriga. – Eu acho que não imaginava que estava tão pronta para ser mãe até descobrir minha gravidez.
- Não tem nenhum nome que tenha importância para você? – questionou.
- Nada me vem a mente. Tem um nome ou outro que eu acho até interessante, mas não sei. Edward também sugeriu alguns, mas não teve nenhum pelo que eu tenha ficado louca, que tenha sentido que aquele era o nome que minha filha deveria levar para o resto da vida.
- Hmmm... – levantou-se e foi até o fogão.
- Que houve?
- Nada, ué.
- Você fez "hmmm", o que está me escondendo vovó?
- Nada, menina!
- Você tem um nome!
- Claro que tenho. Me chamo Zafrina, eu hein, mas que ideia!
- Ok, ok. Você não quer me contar, entendi.
Levantei e ia caminhando para as escadas quando Zaza pediu que eu voltasse.
- Não queria falar porque não queria que soasse como se não considerasse Esme como uma filha. – justificou. - Se eu tivesse uma filha biológica, eu a chamaria de Amy. – contou. – Desde novinha eu sempre gostei desse nome, era o nome da minha boneca favorita e depois que cresci ficava me imaginando com uma filha linda chamada Amy.
- Amy... – falei em voz alta cogitando o nome.
- Simples e doce.
- Sim. – sorri passando a mão na barriga. – Eu gosto de como ele soa. Você me daria a honra?
- Sério? – questionou surpresa. – Você quer usar esse nome?
- É lindo e significa algo além da descrição que provavelmente tem nesse livro. – falei apontando para o livro que ainda descansava na mesa.
- É claro que você pode usar o nome, menina! Ter uma bisneta chamada Amy também me parece uma beleza! – brincou.
- Vou ver o que Edward pensa... – falei pegando o celular para ligar para ele.
Neste momento ele estava em New Orleans, onde faria um show pela noite. Resolvi subir para o quarto, pois caso Edward não concordasse com o nome, gostaria de me preparar para contar a Zaza.
- Amor?
- Carrapata? – questionou.
- Só pode ser, né? Tem outra mulher que te chama de amor?
- Minha mãe, mas normalmente é no diminutivo.
- Hmmm. – resmunguei com desconfiança.
- Sério, Carrapata? Ciúmes?
- Quem falou que eu estou com ciúmes?
- Te conheço. Se você respirar diferente eu já sei que tem alguma coisa no ar. Pode ficar tranquila que eu só tenho olhos para você.
- Eu sei. – sorri. Por mais que tivessem dias que a insegurança batesse, eu sabia que Edward jamais mentiria sobre seus sentimentos para mim. Eu me sentia amada todos os dias.
- Como tá minha outra menina?
- Bem. Aliás, foi por causa disso que eu liguei. Acho que ela já tem um nome. Quer dizer, se você concordar.
- Qual?
- Amy.
- Amy... – repetiu como se estivesse assimilando a palavra, da mesma forma como eu fiz. – Eu gosto.
- Sim. Era o nome que Zaza daria para sua filha caso um dia tivesse a oportunidade.
- Gostei mais ainda. Nossa Amy.
- Quando você chegar minha barriga estará maior ainda. – comentei. Desta vez ele ficaria distante de mim por quase 3 semanas. Aquilo estava me deixando totalmente para baixo.
- Irei enchê-la de beijos. Você e a barriga, apenas para deixar bem claro. – ele riu.
- Eu estou com saudades. Quero você aqui do meu lado. – confessei. – Eu tenho sentido tanto a sua falta, Edward. Tem dias que isso me consome.
- Eu também sinto, Carrapata. Queria te carregar para tudo quanto é canto.
- Tenho me sentido tão sozinha... – admiti, por mais que tivesse me prometido que não comentaria sobre isso com ele. Não podia cobrar sua presença. Eu aceitei embarcar nisso com ele, eu sabia as consequências da vida de famoso.
- Ei, não fica assim, Carrapata. – ele tentou me tranquilizar, mas o efeito foi contrário. Eu comecei a chorar. Que vergonha. – Meu amor, você sabe que eu estaria aí agora se eu não tivesse que trabalhar. Você sabe disso, não sabe?
- Sim... – respondi tentando limpar as lágrimas. – Só que às vezes isso não parece ser o suficiente.
- Eu vou tentar deixar algumas horas livres e pego um voo para te ver nem que seja por 2 horas, ok? Vou conversar com Sophie, ver se conseguimos desmarcar algumas coisas. Darei meu jeito.
- Não. É o seu trabalho. Eu estou sendo carente, apenas isso. Coisas da gravidez...
- Eu não quero que você sinta como se estivesse fazendo isso sozinha, Carrapata. Eu estou com você nessa.
- Eu sei. Eu...deixa para lá.
- Para de chorar, amor. – disse com uma voz doce.
- Não consigo.
- Onde você está?
- No nosso quarto.
- Então deita na cama.
- Não estou no clima para fazer sexo por telefone, Edward.
- Deixa de ser safada, não ia fazer nada disso! Deita na nossa cama. – instruiu. – Agora pega o travesseiro, aquele bem fofo. Pegou?
- Sim.
- Me coloca no alto falante bem pertinho do seu ouvido.
- Pronto.
- Agora finge que eu sou o travesseiro e me abraça bem forte.
- O travesseiro não parece com você.
- Por que meu corpo é todo durinho?
- Não. Porque ele não tentou passar a mão no meu peito.
- Que isso, Isabella! Até parece que eu sou esse tipo de pessoa... – disse com sarcasmo. – Já tá abraçadinha?
- Sim.
- Então fecha os olhos e relaxa. Eu te amo.
Eu ia responder, mas ele começou a cantar para mim. Era de se imaginar que, por ser cantor, Edward sempre fazia isso comigo. Mas normalmente quando ele cantava, não era especificamente para mim. Talvez para me mostrar uma canção, para saber minha opinião sobre uma coisa ou outra, às vezes até cantava alguma música comigo, mas eram poucas as vezes que ele cantava diretamente para mim. A voz dele me arrepiava, me tranquilizava.
Agarrei o travesseiro mais forte e me deixei ser guiada pelos versos de amor.
Desejo - 30 semanas
Nessie estava olhando para Edward com cara de assustada. Parecia não entender nada do que estava acontecendo e aquilo me dava uma vontade enorme de rir.
- Você está ouvindo o papai, Amy? Bate aqui, garota! – ele falava e nossa filha começava a mexer na minha barriga. Eu estava gargalhando, aquilo era demais.
- Será que ela vai ter os seus olhos? – questionei.
- Tem que ter seu cabelo. Seu sorriso lindo. – falou passando a mão na minha barriga e abrindo um sorriso tão grande, que definitivamente desejei que o sorriso que ela herdasse, fosse o dele.
- Fico imaginando como vai ser o jeitinho dela. Queria tanto ela nos meus braços já. – suspirei passando a mão pela barriga enquanto Edward a enchia de beijos.
- Vem Nessie! – Edward chamou e a cachorra subiu na cama. Em seguida, pra minha surpresa, ela começou a lamber minha barriga com sua língua áspera me fazendo rir um pouco mais.
- Preciso levantar pra fazer xixi! – falei tentando levantar rápido, mas a minha barriga estava impedindo um pouco na minha agilidade.
- Toda hora, hein?! – Edward brincou.
- Ela adora brincar com a minha bexiga. – respondi. – Cachoooorro...
- Acabou o papel?
- Não...tô com vontade de sorvete.
- Me diz que é o que tem no congelador.
- Sim. Mas coloca marshmallow e também calda de chocolate. E se der, joga um pouquinho de penut butter em cima.
- Jesus...
- Não me julga!
- Ok, ok. Tô indo.
Fiquei brincando com Nessie enquanto ele não chegava, mas depois de 15 minutos, comecei a ficar preocupada. Não é possível que ele levasse esse tempo todo para colocar as coisas que eu pedi num potinho. Estava prestes e levantar da cama e ir atrás dele, quando meu marido entrou pelo quarto.
- Você não vai acreditar! – falou como se algo muito chocante tivesse acontecido. Temi pelo pior.
- Não tem sorvete?
- Não, Carrapata!
- Ufa! Não tem penut butter?
- Caraca, Bella! Tá aqui sua sobremesa. – falou me entregando o potinho com tudo que eu havia pedido.
- Ué, o que foi então?
- Acabei de ver Carmem e Felix se pegando. Se pegando! Tipo língua com língua. Acho que vi até ele com a mão na bunda dela, mas talvez eu esteja exagerando um pouco a cena na minha mente.
- Me leva lá! – pedi me levantando na mesma hora.
Nós descemos as escadas e fomos para a cozinha no escuro. Se ficássemos parados do lado da bancada da cozinha, dava para ver Carmen e Felix no jardim. Edward não estava mentindo, estava rolando uma mão na bundinha.
- O que vocês estão fazendo aí? – Zaza questionou.
Estava me sentindo mal. Fiquei pensando no que a vovó pensaria de mim, uma mulher grávida, essa hora da noite fofocando a vida dos empregados da casa.
- Felix e Carmen estão se pegando no jardim. – Edward comentou.
- Ela é casada! – Zaza falou chocada. – Saiam da frente, deixa eu ver que eu sou mais baixa que vocês!
Eu amo minha família.
Família - 37 semanas
Podia ser um dia como qualquer outro, mas quando caminhei para a cozinha e senti uma água escorrendo pelas minhas pernas, percebi que hoje tudo ia ser diferente.
- Zaza! – gritei! – Zaza, vem cá!
A vovó chegou correndo e preocupada, quando viu minha calça moletom molhada, não teve dúvidas do que havia acontecido.
- Vou chamar Felix e nós vamos para o hospital. – ela falou. – Fica tranquila que eu sei onde estão as coisas da maternidade.
- Eu quero o Edward. – murmurei.
- Fica calma, meu bem. – ela disse indo até o local onde ficavam as roupas de passar. Ela voltou com uma calça e uma calcinha na mão. - A gente liga para ele a caminho da maternidade.
- Eu não quero ter minha filha sem meu marido do meu lado! – resmunguei enquanto ela me ajudava a me trocar. Me sentia uma criança.
- Bella, eu vou pegar as coisas da maternidade lá em cima. Você fica aí quieta que Felix vai vir para te acompanhar até o carro, ok?
- Ok.
Felix veio logo em seguida e me deu a mão, me levando até o carro. Eu não precisava que ele me desse a mão, conseguia caminhar sozinha, mas fiquei contente pelo suporte.
- A senhora está bem?
- Sim.
- Vamos. – Zaza disse assim que entrou no carro. – Já mandei uma mensagem para sua sogra avisando que sua bolsa estourou e que estamos indo para o hospital. Ela disse que daqui a pouco estará a caminho. Imagino que você mesma queira ligar para Edward.
Ela me deu o celular e liguei para meu marido imediatamente. De repente, me deu uma vontade de chorar tão grande. Por que ele não poderia estar do meu lado?
- O que houve, Carrapata?
- Edward, vem para casa.
- O que aconteceu, Bella?
- Minha bolsa estourou. Eu tô indo para o hospital. Vem para cá, eu não quero fazer isso sem você. – falei e comecei a chorar.
- Você tá sentindo dor?
- Vem logo, Edward.
- Eu vou tentar ir o mais rápido que eu conseguir, ok? Vou falar com Sophie e ver o que dá para fazer. Seja forte, meu amor.
- Não demora, tá? Você promete?
- Eu vou fazer o possível. Eu te amo.
- Também. – falei desligando o celular e encostando a cabeça no ombro de Zaza.
- Vai dar tudo certo, menina. Fica calma, pensa na sua bebê.
Nós chegamos no hospital e eu tentei manter o foco, mas era difícil. A enfermeira me informou que minha médica foi avisada e que iam monitorar minhas contrações.
Amy estava vindo antes do tempo. Edward iria tirar um mês de folga do trabalho semana que vem, mas ela decidiu que queria nascer hoje. Meu marido estava em Miami fazendo um show, levaria no mínimo 5 horas até que ele chegasse aqui. Eu só podia rezar para que ficasse tudo ok e que Amy, que estava tão ansiosa para nascer, pudesse aguentar mais um pouquinho e esperar pelo papai.
Me levaram para um quarto e, como Zaza falou, Esme não demorou a chegar no hospital acompanhada de Carlisle. Elas me tranquilizaram, me deram a mão quando a primeira contração veio com tudo. Limparam minhas lágrimas quando eu caía no choro e ligavam para Edward quando eu pedia. Ele já estava em um avião a caminho de Los Angeles e agora não havia nada que pudesse ser feito para ele chegar mais rápido, apenas aguardar.
- Bella, fica calma. Suas contrações ainda não estão regulares, você vai ver que ainda vai dar tempo de Edward chegar e sobrará tempo. – Esme falou.
- A gente está aqui com você. Não fica com medo, ok? – Zaza falou passando a mão pela minha testa.
- Você não está sozinha. Confia na gente. – Esme sorriu e eu me senti um pouco melhor. – Pode deixar que quando Edward chegar eu vou dar uma bronca nele.
- A gente não tinha como prever que ela ia nascer agora. Eu ainda estou com 37 semanas e meia. Tô com medo de dar algo errado com ela, quero que ela esteja bem.
- Quer que eu chame a doutora? – Zaza perguntou. – Ela pode te falar melhor sobre o que tá acontecendo com a bebê.
Eu assenti e a doutora Peret veio me ver mais uma vez. Ela me garantiu que minha bebê já estava pronta para vir ao mundo e que eu não devia temer. Me falou que obviamente existem riscos, mas Amy não nasceria prematura.
O tempo entre minhas contrações estavam cada vez menores e a dor acabou me distraindo. Estava gritando de dor quando meu marido entrou pela porta.
- Você está bem? – ele questionou e eu comecei a chorar, porque aparentemente era só isso que eu conseguia fazer. Seja de dor, de desespero ou de felicidade.
Esme estava certa. Levaram mais 2 horas para que minhas contrações ficassem regulares, com intervalos curtos. Quando a médica informou que minha dilatação já havia atingido 10 centímetros e Amy estava pronta para nascer.
Eu gritei, chorei um pouco mais e senti uma dor que nunca havia sentido na vida, mas quando ouvi o forte choro dela era como se tudo tivesse parado. Ela estava ali, tão pequenininha. Edward cortou o cordão umbilical e a médica me entregou ela. Beijei sua cabeça e olhei para Edward tentando saber se ele também estava sentindo aquilo que eu sentia, um amor tão louco que eu não conseguia nem explicar. Lá estava o olhar de fascinação novamente.
- Ela é tão pequena. – ele falou tocando as costas dela com as pontas dos dedos.
- Eu te amo, Amy. – disse perto do ouvido dela.
- E eu amo vocês duas. – Edward falou logo em seguida.
- Bella? Carrapata? – Edward me chamou.
- Oi, desculpa.. me distraí pensando.
- Os convidados estão chegando. Jake já está aqui.
- Dindo! – Amy gritou dando um abraço em Jake.
- E ai, garota? Trouxe seu presente. - falou entregando uma caixa com boneca para Amy.
- Obrigada... – ela agradeceu, mas não conseguiu disfarçar a cara de decepção ao ver que era uma boneca.
- Que foi? Não gostou? Ué, eu tinha te dado duas bonecas quando você era pequena que você não desgrudava...como era mesmo que você as chamava?
- Lu e Milly... – ela falou baixinho com medo que algum dos amigos que já estavam lá escutassem. – É que agora eu sou grande, dindo.
- Amy, sem fazer desfeita, que coisa feia. – sacodi a cabeça e me aproximei de Jake dando um abraço. – Cadê o Daniel?
- Ah, Dans vem daqui a pouco. Foi buscar a Ray na casa da mãe dele. Menina, nossa viagem foi incrível, depois te conto detalhes, mas só falo que se eu pudesse engravidar Ray já estaria com grandes chances de ter mais alguns irmãozinhos. – ele disse no meu ouvido me fazendo gargalhar. – Ei, Amy, volta aqui. O dindo tava zoando com você. Toma.
Dizer que Jake era exagerado, era pouco. Ele deu um cordão com um pingente de brilhantes escrito 1W, sigla da banda One Way. Preciso falar que Amy gritou?
Me virei para procurar Edward, mas não foi preciso. Ele estava parado do meu lado com Ryan, nosso terceiro e último filho. Ele estava com os cabelos ruivos cheios de nós e a boca coberta de baba e coisas marrons.
- Pelo amor de Deus, me fala que ele comeu chocolate. – falei estendendo os braços para pegar meu filho.
- Não...
- Então me fala que isso não é bosta da Lily...ou dele...ou de ninguém.
- Eca, Carrapata. Claro que não. É terra. Ele tava comendo o jardim – explicou.
- Edward, eu falei para você ficar de olho nele. Esse garoto é atentado!
- Rawwwwrrrrrr, mamãe! – Ryan imitou um leão. Ele é adorável demais, esse safado!
- Eu estava de olho nele, mas fui ajudar a Zaza a descer as escadas e pedi para o Josh ficar de olho nele. Aí ele, espetinho como é, deixou o irmão comer terra porque se distraiu brincando com o avião de controle remoto. Deixa que eu vou lavar a cara desse sem vergonha.
- Sou sem vergonha, não! Eu sou muito evegonhado! – Ryan disse e começou a rir. Esse ia me dar um trabalho...igualzinho ao pai.
- A gente já volta.
A festa seguiu e assim como a família, outros convidados foram chegando. Tive que dar atenção a todo mundo e ao mesmo tempo me virar para que tudo ocorresse de maneira perfeita. Quando foi a hora de cantar o parabéns, não só Amy, como todos no local, ficaram chocados quando Henry, do One Way, veio carregando o bolo. Olhei na mesma hora para o meu marido e ele deu os ombros e sorriu.
Amy saiu correndo e ao invés de abraçar o garoto, pulou no colo do pai. Ele ficou chocado e visivelmente emocionado. Amy deu um beijo na bochecha dele e disse algo em seu ouvido, que fez com que ele respondesse "eu também, Carrapatinha". Em seguida ela correu até Henry e o abraçou.
- Você é o ídolo número 1 dela. – comentei e ele sorriu todo bobo.
Na hora de cortar o bolo, ela dividiu o primeiro pedaço e deu uma parte para mim e outra para Edward. Juntamos a família toda para uma foto. Esme, Carlisle, Zaza, Alice, Jasper, Emmet, Rose e sua prole, Brighton, Mary, Ann e Cathy, Edward, meus meninos Josh e Ryan, Amy e eu.
- Henry! Vem também! – Amy gritou o chamando.
- Ele não faz parte da família. – Edward murmurou.
- Ainda não, mas do que depender da nossa filha... – comentei.
Na mesma hora que falei aquilo, ri alto e Edward olhou bravo para mim. O flash disparou e tenho certeza que aquela foto ficou impagável.
N/A: Muito obrigada a todos que comentaram, indicaram, recomendaram, falaram, surtaram, etc. com CdM, vocês foram meu incentivo para escrever esse extra. Foi um prazer estar com o Cachorro e a Carrapata em mente mais uma vez. Desculpa o tempo que levou para ter isso pronto. Quis incluir sutilmente algumas pessoas que apoiaram muito CdM quando comecei a postar e sempre me divertiam pela sua loucura pela fic.
Obrigada mais uma vez a todos. Espero que esse último capítulo relacionado a fic tenha agradado e matado um pouco da saudade daqueles que ainda nutrem sentimentos pela fic hahaha.
Ah, talvez tenha um agrado pra quem deixar comentário.
Beijos e até!
