Capítulo 4

A perseguição de Harry já durava cerca de dez minutos. Nunca tinha perdido aqueles dois de vista. Sabia-se lá o que aquela ruiva faria com o seu Draco caso ele tirasse a vista de cima dela. Por isso, ele continuo a segui-los, sendo cuidadoso para que nenhum deles desconfiasse que estavam a ser seguidos. Houve um momento em que o casal tinha parado há frente de uma montra e o moreno, aproveitara para se aproximar mais um pouco e escutar a conversa.

- Mas aquele colar é mais bonito, não achas? - perguntava a ruiva enquanto apontava para um colar de diamantes.

- Como queres que saiba? - perguntou Draco.

- Não me digas que agora os homens, além de não terem sentido de oportunidade também não tem bom gosto? - perguntou a ruiva.

Draco olhou para a amiga e sorriu, sarcasticamente.

- Engraçadinha. - retorquiu ele. Claro que ele entendera o comentário da amiga. Quando ela dissera que os homens não tinham sentido de oportunidade ela referira-se ao que acontecera entre Draco e Harry na noite passada. Enquanto passeavam tinham falado sobre isso e, na opinião da ruiva, Draco devia ter aproveitado a oportunidade e devia ter beijado Harry de uma maneira que o moreno não esquecesse tão depressa o sabor dos lábios de Draco.

- Eu tenho razão e tu sabes disso. - disse a ruiva - Mas agora, voltando ao assunto, o colar é lindo, não é?

Draco olhou para a peça em questão e acabou por concordar com a amiga.

- É, sim. - respondeu ele - Realmente bonito.

Então, Alyson colocou os seus braços em volta do pescoço de Draco, aproximou o seu corpo ao do amigo e levantou a perna, assumindo uma posição de completo abandono.

- Seria uma ótima prenda de Natal. - começou a rapariga.

Draco ao compreender onde a amiga queria chegar, colocou as suas mãos na cintura da rapariga e disse:

- Sei.

- Tu bem que me podias oferecer uma coisa assim, não?

- Eu não sou o teu pai, ou sou? - perguntou Draco.

- Oh, vá lá Draco. - implorou a rapariga.

- Se te portares bem, sou capaz de o comprar para ti. - disse Draco, cedendo.

A rapariga sorriu e deu um grande beijo na bochecha de Draco, provocando um ciúme enorme em Harry.

Os dois atravessaram a rua e quando Harry ia atravessá-la também, uma senhora o parou para conversar animadamente. Sem tirar os olhos de suas vítimas, respondia qualquer pergunta que lhe era feita sobre como seus pais estavam. Quando Draco virou uma esquina, o moreno sentiu seu coração começar a bater mais acelerado e se despediu da mulher de qualquer jeito, quase sendo atropelado por um caminhão de lixo quando passou a rua sem tirar os olhos da esquina.

Correu trombando nas pessoas e derrubou uma ou outra sacola. Quando virou a esquina e parou observando toda a rua que naquele horário estava quase que vazia. Por sorte, havia um carro parado próximo a si e pode se esconder atrás para que ninguém não o vissem ali caso olhassem para trás.

Eles viraram outra esquina e Harry rapidamente saiu de seu esconderijo indo atrás deles reparando que aquela parte da cidade não havia, quando ainda morava ali.

"Mas para onde é que esta ruiva o está a levar?" perguntava-se Harry.

Os dois amigos andaram mais uns quarteirões até que chegaram a um parque que Harry não conhecia.

- Eu lembro-me que havia um lago por aqui algures. - comentou Draco.

- Nós vamos ver um lago? - perguntou Alyson.

- Este é especial. - respondeu Draco.

Subitamente, Harry lembrou-se do sitio onde estavam. Demorara algum tempo a reconhecê-lo, pois tinha sido modificado, mas ao ouvir Draco a falar sobre um lago ele lembrou-se logo. Estavam numa parte afastada da cidade, num parque onde existia um lago que durante o inverno congelava por completo. Harry lembrou-se de quando ele e Draco eram crianças e saiam ás escondidas de casa apenas para irem patinar naquele lago. Era um lugar especial para eles os dois e agora Draco levava aquela falsa ruiva (sim, porque aquele cabelo só podia ser pintado) para um dos sítios especiais. Quem Draco pensava que era para profanar de tal maneira aquele espaço? E depois ficava a dar discursos moralistas para cima dos outros.

Como fora burro…

Depois de ver a maneira como a ruiva se comportava junto de Draco estava mais que explicado que o loiro tinha namorada. E depois ponha-se a beijar outras pessoas. Traidor! Cafajeste! Cachorro! Pulha!

Harry estava tão compenetrado em seus pensamentos assassinando a ruiva da forma mais dolorida que pode imaginar e torturando o loiro com um monte de penas, uma vez que não conseguia pensar em machucá-lo e começou a atravessar a rua sem perceber que o sinal ficara verde e que um carro já avançava rapidamente em sua direção.

Assim que ouviu um grito de uma mulher que estava na calçada, olhou na direção do grito e finalmente ouviu a buzina alto do carro que freava e fechou os olhos esperando pelo impacto que não demorou a acontecer.

"Merda", ele pensou sentindo o carro se chocar contra seu corpo que saiu voando fazendo um arco em direção ao chão.

Assim que seu corpo se chocou contra o chão de cimento, sentiu o ar que respirava deixarem seus pulmões sairem e uma dor em todos os pedaçinhos de seu corpo. Sentia seu coração descompassado e o cheio forte de borracha queimado invadir chegar até ele o impedindo de conseguir respirar por alguns instantes.

Gemeu de dor quando tentou se mover daquela posição desconfortável e abriu os olhos reparando que várias cabeças embaçadas por não estar de óculos o observava, algumas gritando alta e algumas no celular.

Sentiu o mundo a sua voltar começar a rodar.

Talvez estivesse imaginando, mas podia jurar que escutara a voz do seu loiro soar mais perto pedindo para todo mundo se afastar e dar espaço para que pudesse respirar se ajoelhando ao seu lado com uma cara de assombro, preoucpação e medo. Também poderia ser um fruto de sua imaginação, mas ao sentir o toque daquela mão pálida e tão cuidado em seu rosto e o perfume que era acostumado a sentir todos o tempo que passara com ele nos seus dias de amizade, tinha certeza que era ele ao seu lado prestando os primeiro socorros.

Tentou sorrir para o outro e o tocar ao escutar algo parecido com o seu nome, mas tudo o que conseguiu foi soltar um gemido de dor e sua vista começou a ficar turva e mais embaçada. Não conseguia encontrar forças para lutar contra aquela escuridão ou mesmo entender o que é que falavam próximos a ele, mas tentava manter-se ali desejando com todo o seu coração ter mais um tempo com seu loiro para poder se desculpar direito de toda a burrada que havia feito e de todo sofrimento que havia causado.

Também queria ter uma chance de explicar-se, de entender tudo o que havia acontecido a noite passada; queria mais tempo com seu amigo, poder compensar todas as horas pedidas, todas as risadas não feitas, todos os momentos juntos. Precisava disso para ficar em paz, mas sentia suas últimas forças indo embora com a mesma rapidez com que queria que tudo ficasse bom, que voltasse ao normal.

Novamente tentou mover seu braço, mecher alguma parte de seu corpo, mas apenas esse pequeno teste havia esgotado todas as suas energias de uma vez só.

"Você não vai se livrar de mim tão fácil, sua ruiva intrometida. Draco é meu!", Harry pensou antes de tudo se tornar escuridão a sua volta e não conseguir escutar mais nada ao seu redor.

_ HD _

Aquele canalha! Quem é que no seu perfeito juízo se mete á frente de um carro? Harry só podia ser louco… Ou masoquista.

Draco aproveitava o seu dia, a passear com Alyson e depois, quando estavam prestes a aproximar-se do lago, ouviram um grito e o som de uma buzina. Quando ambos se viraram, Draco apenas viu o corpo de Harry a ser projetado e a cair no asfalto.

- Harry! - exclamou e a seguir começou a correr em direção ao moreno.

Várias pessoas estavam à volta do moreno e quando Draco se aproximou começou a afastá-las e a gritar para saírem da frente dele. Assim que chegou perto o suficiente do outro ele ajoelhou-se e começou a observar os ferimentos enquanto falava com o moreno.

- Harry! Consegues ouvir-me?- Draco tentava manter Harry consciente enquanto prestava os primeiros socorros. No entanto, Harry parecia estar a perder-se no seu subconsciente. Foi por isso que o loiro segurou o rosto de Harry e virou-o na direção do seu.

- Harry! Olha para mim. Não te atrevas a deixar-me! Harry…

No entanto, não valia à pena. Harry tinha perdido a consciência.

No meio do desespero Draco não tinha notado as tentativas de Harry para tocá-lo ou sorrir para ele. Todo o que se passava na cabeça do loiro era como tratar das feridas que o acidente tinha causado. Felizmente não tinha nenhuma contusão cerebral, mas devia ter algumas costelas partidas e umas feridas nos braços e nas pernas, já que o sangue tinha ensopado algumas partes desses membros.

- Draco, a ambulância já está a caminho. - disse Alyson que apareceu, naquele momento.

- Obrigada Aly. - disse Draco, no entanto, não tirou os seus olhos de cima da figura inconsciente de Harry.

O loiro não o deixou nem por um segundo que fosse. Acompanhou Harry na ambulância e já no hospital foi ele que se ofereceu para tratar do moreno. Inicialmente, os médicos ficaram um pouco receosos, mas quando Draco disse que estudava medicina eles deixaram, no entanto, o loiro teria de ter um supervisor.

_ HD _

Abriu os olhos.

O corpo doía-lhe por completo. Mas o que tinha acontecido? Onde estava?

Foi então que Harry lembrou-se. Tinha tido um acidente. Devia estar, portanto, num hospital. Bem, isso explicava a dor, o cheiro a desinfetante e medicamentos e o teto branco.

O som e a ardência de uma ligadura a ser arrancada do seu corpo foram sentidos. Gemeu de dor.

- Harry? - perguntou Draco, olhando para cima, para o rosto de Harry.

- Draco? - Harry falou inseguro virando sua cabeça para onde escutara a voz do loiro - Eu...

- Seu idiota! - interrompeu Draco - Qual foi a tua ideia? Queres suicidar-te?

- Desculpe... - Harry se encolheu um pouco devido a raiva do outro – Não queria atrapalhar seu dia com sua namoradinha com meu descuido.

Draco levantou a sobrancelha, duvidoso da saúde metal do outro. Mas que namorada?

- Namorada? Que namorada?

- Aquela ruiva agarrada ao seu braço. - Harry falou tentando se sentar na cama, mas sem sucesso. - Pensa que não vi os seus olhares?

- A Alyson?- perguntou Draco. O loiro começava a duvidar se Harry não tinha, com a queda, sofrido uma contusão no cérebro.

- Como é que vou saber o nome daquela... Daquela lá - Harry respondeu quase irritado - Você não me contou nada dela ontem.

- O que havia para contar sobre ela?- perguntou Draco- A Aly é uma amiga.

- Amiga, sei. - Harry emburrado virou o rosto para a porta e depois olhou para o loiro novamente. - Quando é que vou poder sair daqui?

- Pensa o que quiseres. A Alyson é uma amiga.- disse Draco, num tom frio- E vais sair daqui quando eu o disser.

A seguir, ele pegou num frasco e num pedaço de algodão. Embebeu o algodão com o liquido do frasco e passou, em seguida, por uma ferida que Harry tinha na coxa.

- Augh! - Harry gemeu de dor ao sentir o algodão em seu machucado - Por que fez isso seu idiota?

- O que arde cura.- respondeu Draco, ainda com o seu tom frio e só por vingança pressionou o algodão com um pouco mais de força antes de tira-lo e por em cima da ferida uma nova ligadura.

Harry olhou para o loiro indignado. Ele não era assim... Não conseguia entender porque o outro estava sendo tão frio com ele. O que ele havia feito de errado? O que havia falado de tão errado? Não podia ser porque havia duvidado da amizade dele com aquela lambisgóia. Ele havia visto os dois juntos por mais tempo do que queria e estava mais do que na cara que aquilo lá não era amizade.

E mesmo que fosse apenas amizade, era ele quem deveria estar sorrindo com Draco e não ela. Ele deveria ser o melhor amigo de Draco e não ela. Ele deveria fazer Draco sorrir e não ela. Ele deveria ficar ao lado de Draco e não ele...

- Quero falar com o meu médico! - Harry falou assim que o loiro terminou o curativo. - Quero sair logo daqui!

- Infelizmente, ele não está e eu já disse que apenas sairás daqui quando eu disser. - disse Draco - E agora serias muito prestável se pudesses deixar-me tirar-te a camisola.

- Mas...

- Harry, não tentes discutir comigo! - exclamou Draco. Estava cansado daquilo - Preciso tratar das feridas que tens nos braços e de ver como estão as tuas costelas.

- Eu quero ir embora! - Harry falou a contra gosta deixando que o outro o tratasse - Não quero passar o natal nesse hospital. Não é natal ainda, é? - Questionou preocupado.

Draco suspirou e puxou a camisola de Harry para que pudesse arrancar as ligaduras dos braços do moreno e tratar as feridas.

- Por favor, estiveste apenas duas horas inconsciente. - disse ele.

- Como é que eu poderia saber? - Perguntou fazendo careta sobre a ardência de seu machucado ao sentir o algodão sobre ele - Eu poderia ter ficado inconsciente por vários dias...

- Mas não ficaste. - disse Draco - Então, para de fazer drama.

- Como você é chato. - Harry falou e mostrou a língua para o loiro virando o rosto para o outro lado.

- Criança. - disse Draco e continuou o tratamento das feridas do braço.

Naquele momento, bateram á porta.

- Entre. - disse Draco.

A porta abriu-se e Alyson entrou e sorriu para Draco.

- Cheguei. - disse ela e a seguir, aproximou-se de Draco e depositou um beijo na bochecha do amigo.

Harry nesse momento fez uma careta de desgosto, não gostando nada da intimidade daqueles dois. Ela não tinha esse direito. Não! Nem um pouquinho.

- Já era sem tempo. - disse Draco - Trouxeste o que eu te pedi?

- Trouxe sim. - respondeu a rapariga e tirou um pequeno pote da sua mala. Draco pegou nele e foi até a uma mesa onde estavam ligaduras, pensos e afins.

- Obrigada.- disse o loiro.

- De nada. - disse Alyson e voltou-se para Harry - Olá. Eu sou a Alyson, amiga do Draco.

- Oi. – Harry respondeu de mau humor. Detestava hospitais, detestava aquela mulher; combinação perfeita. – Sou o melhor amigo de Draco. Quando você vai embora?

- Harry!- exclamou Draco- Desculpa Aly. Ele hoje está num dia não.

Alyson, no entanto, sorriu.

- Ora, eu sei que és o melhor amigo do Draco. Ninguém te consegue tirar essa posição. Já muitos tentaram, mas é impossível. - disse ela - Eu já me vou embora. Espera só um pouco.

Harry murmurou alguma coisa do tipo "Como se eu tivesse escolhas" e depois olhou para o loiro e mostrando todos os seus dentes em um enorme sorriso.

- Sério? – perguntou animado – É verdade o que essa ai disse sobre ninguém tirar essa posição de mim?

Naquele momento Draco voltou para junto do moreno e passou com um pequeno pano uma loção do pote que Alyson tinha trazido.

- O que se passa, Alyson? - perguntou o loiro, ignorando Harry.

- A Marie ligou. - informou ela - Queria saber se eles podem contar contigo na festa de Natal deste ano.

- Tu vais? - perguntou Draco.

- Claro que vou. - respondeu Alyson, sorrindo - Achas que perco alguma oportunidade para provocar o Jason?

- Vocês dois, são piores que eu sei lá o que. - disse Draco, abanando a cabeça.

Alyson sorriu ainda mais amplamente.

- Então vais?

- Por mais que o teu pequeno plano de provocar o Jason seja bastante atrativo eu acho que este ano vou declinar o convite. - respondeu Draco e acrescentou ao ver que Alyson ia protestar - E não quero saber de nada que tenhas a dizer. A decisão é minha.

A rapariga cruzou os braços e apenas disse:

- Está bem, então. Eu vou fazer compras de Natal, então.

Draco olhou para a amiga e aproximando-se dela deu-lhe um beijo na bochecha.

- Desculpa.

- Não faz mal. - disse Alyson - Eu vou embora então. As melhoras, Harry.

- Obrigado, - Harry falou esperançoso olhando para a ruiva indo embora – Sua ida já me deixa muito bem.

Depois que a ruiva saiu da sala sem ouvir a última frase dita por ele, Harry voltou seu olhar novamente para o loiro que lançava um olhar irritado para ele. Deu ombros, pois sabia que ele havia ouvido a última parte de sua frase, mas não ligou. Agora queria Draco só para si e isso o deixava muito animado.

- O que é que vai fazer para o natal já que recusou o tal convite? - Perguntou curioso, sem se importar com aquele olhar sob si. – Podíamos passar junto o que acha?

Draco abriu a boca para responder, mas o moreno o interrompeu falando novamente:

- Poderíamos jantar em casa. Eu não vou ficar aqui muito tempo mesmo e a senhora Clotildes ia comprar alguma coisa para hoje à noite. Podíamos ir lá em casa e preparar. O que você acha? – continuou a falar sem dar espaços para o outro – Deve dar tempo de comprar algumas garrafas de vinho bom, não? Você podia me contar mais sobre você. Sobre esse novo Draco Malfoy que não conhecia. Não parece, mas você mudou um pouco. Está mais...

- Estou mais o que?- perguntou Draco- E o que tu queres é sair daqui. Mas podes ter a certeza que esse joguinho não vai resultar.

De seguida, Draco arrancou as ligaduras que estavam no tronco de Harry e começou a espalhar, com a sua mão, a mesma loção do pote na pele macia de Harry.

- Claro que eu quero sair daqui. - Harry falou desesperado - Você sabe que eu não gosto de hospitais e muito menos ficar internado. Eu posso contar o que você mudou se você me tirar daqui. Não quero ficar!

- Isso é chantagem, Harry.- disse Draco- Eu não te posso dar alta se não estiveres bem.

- Mas eu estou bem. - Falou levantando seu corpo, sentindo uma forte dor em seu peito fazendo de tudo para não mostrar essa dor para o loiro sem sucesso. - Tá bom, eu não estou tão bem assim. Mas você podia cuidar de mim lá em casa, não? - Questionou esperançoso - Você está cuidando de mim aqui, podia muito bem continuar assim lá em casa. Prometo que não faço tanta birra! - Harry olhava com seus olhos de cachorro perdido.

Draco olhou para Harry e sorriu. Podia ele lá resistir aquele olhar? Não tinha alternativa. Foi então que ele inclinou-se e beijou a bochecha de Harry e a seguir saiu do quarto.

_ HD _

Nota dos Autores:

Olá, tudo bem com vocês?

Esperamos que tenham gostado desse capítulo. A coisa para que esta caminhando para alguma coisa mais... "Emocionante", não acham? Kkkkkkk

Até a próxima,

Beijos

Kimberly e Yann