- Sasuke, para onde estamos indo? – ela perguntou pela terceira vez, e ele mais uma vez não lhe respondeu.
O Uchiha manobrava o corvette pelas ruas de Konoha sem se importar com os dois passageiros no banco de trás do carro.
- Essa porcaria de carro, não corre mais do que isso. – reclamou batendo no volante.
- Se não reparou, isso não é nenhuma Ferrari.
Dando de ombros, ele seguiu pela estrada que levava ao subúrbio da cidade. Assustada com o rumo que ele estava seguindo, a promotora o fitou. Mas ele, não parecia ligar para a expressão espantada da mulher e continuou seguindo cada vez mais para a área onde ficavam alguns velhos prédios aglomerados.
- Sasuke, essa é a área dos Fukada.
- Hn.
- Eles querem-me m... – não terminou de dizer por causa do filho.
- Eu sei.
Parando a algumas quadras de distância, eles seguiram rápido e a pé até um edifício de cor verde musgo, Sasuke ordenou que eles correm-se para parte dos fundos.
Puxando a escada de emergência, subiram até o apartamento no quarto andar. Batendo no vidro da janela, o profissional esperou por uma resposta, mas logo se irritou ao ver que esse não respondia.
- Droga! – praguejou.
Retirando a arma da jaqueta, Sasuke bateu com ela no vidro fazendo este logo se espatifar.
- Entrem.
No pequeno apartamento, roupas e embalagens de comida congelada estavam espalhadas pelo chão, tornando difícil achar um lugar para pisar.
- De quem é essa casa, Sasuke?
- De um conhecido. – limitou-se a responder.
Indo até o sofá, apanhou uma almofada e retirou de seu interior um saco plástico, e não conseguiu evitar um sorriso, ao imaginar a expressão de Suigetsu quando descobrisse que ele pegara seu dinheiro.
Jogando-se no sofá, disse:
- Leve o garoto para o quarto.
Concordando com um leve aceno de cabeça, Sakura passou a mão nos cabelos do filho e o conduziu para o quarto de Suigetsu.
- Não se preocupe querido amanhã tudo já estará resolvido.
- Mas, porque você veio com ele mãe? Ele queria te bater.
Sorrindo de leve, Sakura beijou o menino na face e o cobriu com o lençol.
- Um dia eu te explico amor.
Dando mas um beijo no rosto de Yuuki, Sakura fez menção de sair, mas, ele segurou sua mão.
- Eu não quero ficar sozinho.
- Não se preocupe meu bem. Eu estarei na sala, qualquer coisa é só me chamar.
Retornando para sala, encontrou Sasuke revirando os armários.
- Creio que precisamos conversar, não é?
- Exatamente! – falou, jogando para ela um saquinho de batatas.
- Bem, eu não sei por onde começar. – disse, sem jeito.
- Experimente do começo.
Sentando na poltrona em frente a ele, Sakura o observou entretido em abrir um saco de batatas, seu rosto não demonstrando nenhuma emoção. Nem ao menos parecia que ela havia falado a meia-hora atrás que ele tinha um filho.
- Pode começar Sakura. – a despertou dos pensamentos. – Como isso aconteceu?
- Creio que como aconteceu você já sabe.
- Porque não me disse nada?
- Eu não sabia onde você estava você me abandonou sem mais nem menos e duas semanas depois eu descobri que estava grávida. O que esperava? Que eu colocasse anúncios nos jornais, procurasse Uchiha Sasuke!
Dando de ombros, ele colocou uma batata chips na boca e falou:
- Como eu posso saber se você não está mentindo? Que eu saiba você já foi casada e seu marido possui características semelhantes a minha. – falou frio.
Irritada, ela atirou o saco que segurava no chão e aproximou-se ameaçadoramente dele.
- Olhe aqui Uchiha Sasuke, eu não preciso mentir para você. Afinal para que eu mentiria? Meu ex-marido e um pintor renomado e você não passa de uma droga de um assassino de aluguel. Para que eu iria mentir que Yuuki e seu filho?
- Talvez para salvar sua vida.
- Eu não acredito! Passa os anos e você continua o mesmo baka arrogante! Eu não estava dando à mínima se você ou aqueles idiotas iriam me matar. A única coisa que eu queria era salvar a vida do meu filho, nada mais. – passou as mãos pelo cabelo, nervosa – sabe uma coisa, muito obrigada por ter ajudado. Agora eu já passo resolver tudo sozinha.
Antes que ela fizesse menção de sair da sala, o profissional disse:
- Partiremos hoje mesmo, então descanse um pouco.
- Sasuke...
- Vá dormir Sakura. – ele encerrou o assunto.
Sem alternativas, a promotora desejou boa-noite e rumou para o quarto onde o filho dormia. Aconchegando Yuuki nos braços, Sakura remexeu-se várias vezes na cama em busca do sono, mas este resolveu não aparecer. Desistindo, ela velou o sono de Yuuki.
Enquanto isso, na sala Sasuke, relembrava do dia em que resolverá partir deixando para trás o namoro com Sakura e amizade com Uzumaki Naruto.
- O que faz aqui Sasuke? - o homem perguntou ao abrir a porta de casa.
-Hn.
- Posso saber ao que devo a honra de ilustre visita?
- Sua ironia me impressiona Suigetsu.
Jogando a mochila no canto, o homem dirigiu-se até a cozinha pegou uma garrafa da água e ficou encostado no balcão.
- Mas posso saber o que faz aqui? Não me diga que você veio esconder o corpo aqui!
- Suigetsu...
- Aqui não Sasuke, nem pensar – o interrompeu – Se quiser jogue em algum lago ... Sei lá, mas no meu apartamento não... Não quero me envolver...
- Cala a boca Suigetsu! – se irritou – Ela está deitada no seu quarto... Com o meu filho.
O homem se engasgou com a água e esbugalhou os olhos diante do que ele dissera.
- Como assim seu filho?
- Isso não lhe interessa.
- Não me interessa? Você traz uma promotora para minha casa... Traz o seu filho e diz que não me interessa? Por acaso você sabe que os Fukada também estão atrás dela?
- Sei, quando eu estava lá eles apareceram. – disse simplesmente.
- E você fala nessa calma? Agora eles irão atrás de você também.
Sasuke deu de ombros e se espreguiçou no sofá.
- Você também deve saber que a Akatsuki também virá atrás de você. O que irá fazer quando Pein cobrar os resultados?
- Não sei – confessou – mas se o menino for realmente meu filho as coisas se complicaram.
- Por quê? Quantos anos esse garoto tem? Você nem ao menos conviveu com ele... Por que agora está com todo esse sentimentalismo?
O Uchiha, não respondeu apenas levantou-se do sofá e jogou o saco de batatas em cima da mesinha.
- Creio que eles já descasaram. Preciso arranjar um lugar para deixá-los.
- O que?
Sem ao menos se importar com a expressão confusa do amigo, Sasuke seguiu para o quarto onde avistou Sakura com Yuuki nos braços.
- O que houve Sasuke?
- Precisamos ir.
- Agora?
Abrindo os armários de Suigetsu, Sasuke apanhou uma camisa e uma bermuda e as jogou para Sakura.
- Vista e vamos.
- O que? Quer que eu vista isso?
- Está bem lavado não se preocupe. – Suigetsu falou do batente da porta.
Assustada ela agarrou-se ao filho.
- Esse é Suigetsu, dono desse apartamento. Ou melhor, lixo.
- Vai se ferrar Sasuke!
- Eu não posso me vestir com vocês dois aqui. – falou tímida.
- Por que não? Eu não me incomodo – Suigetsu exibiu um sorriso malicioso- Ah, e não é nada que o Sasuke não tenha visto.
Corada, ela não conseguiu nem ao menos retrucar, mas não foi preciso já que o Uchiha puxou Suigetsu pela gola da camisa para fora do quarto.
A sós no quarto com o filho, Sakura analisou por alguns segundos a roupa que Sasuke lhe entregara. Uma camisa com a estampa de uma banda de rock e uma bermuda florida, estilo surfista.
- Como está a mamãe, querido? – disse abrindo os braços e dando uma volta para que ele pudesse analisá-la melhor.
- A senhora está parecendo um menino – riu, e esfregou os olhos devido ao sono ainda.
Prendendo os cabelos em um coque, ela também riu e abraçou o filho. Mas logo voltou a ficar séria.
- Querido, isso não vai durar por muito tempo. Amanhã já estará tudo resolvido, ok.
Ele concordou com um aceno de cabeça e deixou que a mãe o conduzisse para a sala onde Sasuke a esperava.
- Humm... Minha roupa ficou bem melhor em você do que em mim. – a fitou de cima a baixo. – Talvez seja por eu não ter seios.
Diante do comentário malicioso, Sasuke deu um tapa na nuca de Suigetsu. Que apenas riu.
- Ciúmes, Uchiha?
- Hn... Não diga bobagens. – virando-se para Sakura disse. – Vamos!
- Sim.
Segurando o filho pelas mãos, a promotora agradeceu com um leve aceno de cabeça pela rápida hospedagem e seguiu, atrás de Sasuke.
- Desgraçado! – Suigetsu, esbravejou ao ver que a chaves do carro, não estava mais na mesa. – O safado pegou a Lulu.
Na garagem do prédio, Sasuke girava as chaves do carro rindo internamente ao imaginar a expressão de Suigetsu quando soubesse que sua preciosa Lulu fora pega sem permissão.
- Para onde vamos agora, Sasuke?
- Hn.
Ordenando que entrasse no carro, Sasuke seguiu para fora da periferia de Konoha. Evitando que a promotora fizesse mais perguntas. O profissional ligou o rádio e procurou por alguma música boa, mas em todas as estações só tocava música romântica ou sobre dava dicas de relacionamento.
Bufando, ele desistiu e retornou a desligar o rádio, e voltou a se concentrar em dirigir o carro pelas ruas desertas.
- A Gasolina está acabando. O idiota do Suigetsu não encheu o tanque. – falou ao ver que o ponteiro da gasolina estava baixando. – Vamos ter que dar uma parada.
Seguiu pelas ruas em busca de algum posto de gasolina ainda aberto, vez ou outra observava do espelho do carro, Yuuki aconchegado nos braços da mãe.
- Esperem um pouco. – falou saindo do carro.
Ajeitando a arma no bolso, Sasuke dirigiu-se até o posto de conveniência e resolveu comprar algumas coisas para comerem. Talvez o menino estivesse com fome.
Assim que voltou, pagou o frentista e avistou um carro parar ao lado de Lulu. Mas não deu muita importância.
- Você não roubou, não é?
- Sakura, eu sou assassino de aluguel. Não ladrão.
- Para quem estar no mundo do crime, matando pessoas, roubar e somente uma brincadeira.
- Falou a senhorita lei.
- Baka. – resmungou.
Dando de ombros ao xingamento dela, Sasuke jogou uma barra de chocolates e um pacote de pipoca para o menino.
- Ei, é ela Yahiko! – gritou o homem no outro carro ao avistar Sakura.
Sasuke olhou para o carro parado ao lado deles. Eram do grupo Fukada. Não havia erro.
- Saiam do carro! – o homem gritou.
Sakura abraçou mais o filho com medo da ação do Uchiha. Mas esse girou a chave e acelerou para fora do posto não dando chance aos homens de fazerem alguma coisa.
- Depressa! – Sakura falou.
- Lulu não está acostumada a correr tanto assim. Essa porcaria esta acostumada a correr só cento e vinte quilômetros por hora.
- Lulu?
- É o nome que o Suigetsu batizou o carro.
- Ele deu um nome para o carro?
-Vamos dizer que é o único relacionamento duradouro dele.
Sakura não pode continuar a perguntar, já que Sasuke manobrou o carro em alta velocidade por uma rua ao som de tiros logo atrás deles.
- E... Eles te querem morta.
- Já percebi. – disse assustada.
Sasuke cortou duas faixas e virou abruptamente á direita. Percorreu alguns quarteirões e tornou a virar á direita.
- Consegui despistá-los. – disse ao perceber que os homens não os perseguiam mais
- Obrigado, Kami-sama! – a promotora agradeceu ao constatar que ela e o filho ainda estavam vivos.
Sasuke apenas respirou profundamente e encostou a cabeça no volante do carro. Recuperando o fôlego, disse:
- Vamos passar a noite nesse motel.
- O que?
- Se não for aqui, será no cemitério abandonado. Você decide. – disse exibindo um leve sorriso.
- Tudo bem.
O motel de baixíssima qualidade ficava escondido em uma rua, que aparentava ser pouco movimentada. Ali com certeza eles poderiam passar o restante da madrugada a salvo.
Pagando a recepcionista, o profissional pegou as chaves do quarto e seguiu por um corredor escuro de onde brotavam ervas daninhas das rachaduras e as paredes eram manchadas de mofo.
- Duvido que alguém fique excitado aqui. – Sasuke comentou.
- Não diga essas coisas na frente do meu filho.
- Dizer o que? Excitado?Sakura ele já e bem grandinho, não deve mais acreditar em cegonhas. Não é moleque?
- Hunf. – Yuuki virou as costas para Sasuke. – Eu não falo com você baka.
- Baka? Eu vou te mostrar o que é baka. – falou puxando o menino pela gola da camisa.
- Sasuke, larga meu filho! – ordenou retirando as mãos dele de Yuuki. – Pare de agir feito criança, você tem vinte e quatros anos e está brigando com um garoto de nove. E, Yuuki eu não te dei esse tipo de educação.
O quarto onde ficaram hospedados era intitulado de Vênus, mas de beleza não tinha nada. Apenas uma cama fora de moda e redonda, coberta por um lençol vermelho, uma TV e algumas fitas e revistas pornô.
- Yuuki, não deite ai. Isso pode ter germes.
- Mas eu estou com sono mãe.
- Mas...
- Deixa o pirralho dormir Sakura. – a interrompeu.
- Pirralho é sua a avó. – chutou a canela de Sasuke.
- Yuuki! – a promotora esbravejou mais o menino não se importou e continuou a rir.
Irritado, Sasuke retirou a arma da jaqueta e apontou para o filho.
- Rir agora, peste!
- Sasuke, abaixa essa arma.
- Por quê? Essa não é minha missão? – falou com a arma ainda apontada para o garoto.
- Por favor.
Ele se mostrou irredutível e continuou a mirar no menino, com a face não mostrando nenhuma emoção.
Entrando, na frente do filho. Sakura mandou que ele fosse para o banheiro.
- Se você ousar apontar essa arma para meu filho de novo eu juro que farei com que seja condenado á pena de morte. Jogarei tantos processos em você que até suas próximas gerações iram responde-los em tribunal. – falou quando se viu a sós com o Uchiha.
- E, mesmo? Que eu saiba Konoha não tem pena de morte?
- Mais eu sei que você deve carregar processos de outros países, e algum desses com certeza têm pena de morte.
- Então o que acha de eu matá-la agora? – apontou a arma para sua cabeça.
- O que está esperando, vai em frente. Aperte o gatilho. – ergueu o queixo em desafio.
Por um momento, Sasuke se viu totalmente confuso. Onde estava a menina que alguns anos atrás estaria chorando e demonstrando sua fragilidade. Agora em sua frente estava uma mulher que em nada parecia com sua Haruno Sakura, sua namorada de infância.
- O que aconteceu com você, Sakura?
- Quando se é mãe, você perde um pouco de fragilidade para defender os filhos. Mas vamos, Sasuke. Atira. O que irá perder com isso? Você só tem a ganhar com minha morte, não é.
Aproximando-se perigosamente dela, o Uchiha encostou a arma em sua testa e a fitou profundamente esperando por alguma demonstração de fraqueza. Mas foi um erro se aproximar tanto . O aroma doce novamente invadiu suas narinas e ele se viu entorpecido.
- Se não for fazer nada, me deixe em paz.
Despertando do transe, ele retirou a arma da cabeça dela e retornou a guardá-la no bolso da jaqueta. Passando as mãos no cabelo disse:
- Eu vou sair um pouco... Deixe a porta trancada e não atenda ninguém. Já volto.
Antes que ela pudesse perguntar para onde iria, Sasuke saiu do quarto deixando-a sozinha com o filho.
Precisava respirar ar puro e beber alguma coisa, pois não conseguia acreditar que ela ainda possuísse o cheiro de flores que o encantava. Não podia se deixar envolver pela "encomenda"
- Estou ferrado!
OoOoOoOoOoO
S2 Lana-chan S2: Obrigado pelo comentário. Ah mais eu não escrevo também assim não. Ainda preciso me aperfeiçoar bastante.
Brouillard: Não precisa se desculpar não Eu fugi do tema de Konoha, pois não consigo descrever muiito lutas e etc. E não tenho boa imaginação para descrever golpes e etc. Ah eu coloquei a Sakura nessa fic como uma mulher forte, pois acho que não ia combinar muito ela promotora e chorona XD Mas também eu confesso que não gostava muito do jeito chorona dela no anime. Mais obrigada pela Review, Dora.
Bruna Lopes: XD eu deixe escapar essa pista, mas ainda vai ter muita confusão agora que ele descobriu que é pai do Yuuki. E, obrigada pelo comentário.
luciaalmeida: Mas eu também estava pensando nessa possibilidade de ele se disfarça de segurança, mas ela o reconheceria. Afinal Sasuke-kun não é uma pessoa que possa se esquecer tão fácil XD Mas agora que vai começar a confusão, já que se ele protegê-la, será ele a morrer. Obrigada pela review
Beijinhos para todos que estiverem lendo, e obrigada pelas reviews.
