Capítulo IV – Oi, diálogo, fim do relacionamento

Capítulo IV – Oi, diálogo, fim do relacionamento.

Era segunda-feira, 06h01min, Elysia acabara de acordar, foi ao banheiro lavar o rosto, trocar de roupa e fazer as marias-chiquinhas. Foi para a cozinha e viu Alphonse e Edward fazendo o café.

- Bom dia. – Disse sonolenta, sentando-se em uma cadeira.

- Bom dia – Responderam os dois em coro.

- Dormiu bem Elysia? – Perguntou Alphonse.

- Não... – Respondeu. – Fiquei pensando em como fazer a peça à noite toda, vou ter que pedir ajuda da Mei e do Ling.

- Não fique tão preocupada assim. – Disse Alphonse rindo da cara de sono da amiga que acabara de se debruçar sobre a mesa. – É só um Festival Cultural.

- Fala isso porque nunca passou pelo inconveniente de nunca fazer parte de uma peça de teatro, você nunca foi deixado de lado. – Virou o rosto, encarando a parede com cara de brava.

- É só uma peça. – Disseram os dois.

- Não é só uma peça é a minha chance de brilhar. – Disse Elysia, com o olhar de super star. – É a minha chance de mostrar que eu tenho talento e me destacar dos meros mortais!

- Temos uma louca aqui. – Murmurou Edward para Alphonse.

- É. – Respondeu no mesmo tom.

Winry, Sciezska e Russel acordaram por volta das 06h15min. Arrumaram-se e foram para a Universidade Hikari, que não era muito longe dali. Chegaram 07h00min, aproveitaram os 30 minutos para conversar com alguns professores influentes, como, Hikari no Honheimheim que dava aula de filosofia, Olívia Mila Armstrong que dava aula de educação física, Izumi Curtis que dava aula de química, Elizabeth Hawkeye, ou Riza para os alunos, que dava aula de direito e nas horas vagas de franco-atirador, Dante que dava aula de letras e literatura nas horas vagas e Roy Mustang que dava aula de mecânica.

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- Dante-sensei? – Procurava Elysia na sala dos professores, encontrou uma mulher que aparentava estar em seus trinta e poucos anos, com um vestido cor vinho e um agasalho no tom verde-musgo e com um corte de cabelo bem juvenil. Ela estava lendo um dos clássicos de Shakespeare. – Tem um minutinho?

- Claro. – Respondeu gentilmente fechando o livro e indo falar com a aluna.

Elysia explicou a situação e pediu a ajuda da professora em questão de fazer as falas e a estória, a professora concordou em ajudar e achou uma idéia ótima fazerem uma peça de teatro, mas não iria fazer as falas e nem a estória, recomendou a professora de física: Osakabe Itoko, pois ela fazia muitas redações e ganhou muitos concursos de redação, porém ela quis ser professora de física porque se identifica muito com a física. (N/A: Pense como quiser, a intenção era só um nome qualquer, mas se quiser imaginar a professora de física de School Rumble, que é a prima de consideração do Harima, pode imaginar, eu só estava precisando de um enredo descente. XD) Ela achou que motivaria os alunos a gostarem de literatura e contos.

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- Sensei? – Procurava Edward, no laboratório de química. Encontrou a professora, enquanto lia alguns livros e corrigia algumas provas. – Sensei, essa seria a minha... Prova?

- Não, a sua já está corrigida. – Respondeu. – Parabéns, você tirou nota máxima, era isso que eu esperava do meu afilhado prodígio. – Disse em lágrimas.

- Obrigado. – Disse com uma gota atrás da cabeça.

Edward explicou a mesma coisa, só que fez chantagem emocional, dizendo que ela foi uma madrinha ausente na vida dele e coisas do tipo, mas no fim ela disse que ia ajudá-lo, afinal, é muito bom ter peças de teatro na universidade, o último grupo de teatro desapareceu há muito tempo atrás e que se não forem organizados aconteceria a mesma coisa, também disse que se ele não fosse o papel principal ela ia deixar de ser madrinha ou coisa do tipo, ela fez Paku-Paku e não se entende muito disso. (Mexer só os lábios, tipo leitura labial).

E não foi diferente com os outros professores, exceto pelo fato de que Russel teve que ouvir um discurso inacabável de seu professor de filosofia, que ficou grato, que espera muito do grupo de teatro o e pápápá.

No intervalo, Elysia foi falar com Mei e Alphonse com Ling. Decidiram quem escreveria a tal peça: Osakabe Itoko, "supervisora" da escola e professora de física, "presidente" do clube de física quântica e "vice-presidente" do clube de literatura.

Alphonse e Mei foram para o clube de literatura, onde a professora estava. Ela era uma mulher muito bonita, cabelos compridos e negros, com um leve tom lilás. Os olhos eram negros e grandes, escondidos em um par de lentes, usava óculos mesmo que não precise. Ela acha que fica melhor assim; nem parecia uma japonesa, tinha uma charmosa pinta logo abaixo dos lábios. Estava com uma blusa decotada e com um casaco branco, dizem que os alunos só aparecem lá para olhar e dar boas vindas ao o Vale dos Deuses do que para ler. (Peitos.) Mas isso é só um boato, nada mais.

- O que vocês querem? – Disse a professora, enquanto lia atentamente um livro, na capa estava escrito: "Como fazer com que os alunos se interessem pela leitura forçadamente". – Tudo bem a garotinha ali vier, pois estamos fazendo coleta de livros infantis, mas acho estranho o garoto pervertido vim como vê, o Vale dos Deuses está fechado.

Com certeza ela era bonita, mas tinha uma língua um tanto afiada, pois detestava quando os alunos ficavam na sua sala perturbando sua leitura.

- O que ela disse sobre a "garotinha" Al? – Perguntou Mei, murmurando um: "Vou socar você até Netuno, sua professora de quinta!".

- Eu não sou pervertido... – Choramingava Alphonse, no canto da sala.

- O que querem? – Perguntou.

- Bom, iremos fazer um teatro. Temos tudo organizado, mas não temos quem que possa fazer a estória. Falamos com os professores e eles indicaram você, falaram que você era uma ótima escritora e tudo mais. – Disse Mei, tomando uma água, se controlando pra não fazer uma demonstração de Kungfu ali naquela sala.

- Bem... – Disse tirando os óculos o coçando os olhos com as costas da mão esquerda. – Eu posso até tentar, mas, por que não usam uma estória pronta?

- Queremos algo mais original. – Disse Alphonse.

- Melhor algo já criado do que passar por esse sufoco. – Retrucou a professora.

- "Chata." – Pensaram Mei e Alphonse.

- Mas não é verdade? – Disse. – Bom, mas como vi que vocês são gentis e que me fizeram lembrar de muitas coisas do passado, vou ajudar vocês. – Sorriu a professora. Ela era bonita séria, mas quando sorria verdadeiramente ficava mais bonita ainda.

O que resto do dia foi uma coisa bem tranqüila, os moradores da República Yume voltaram para sua casa. Foi assim até que Sciezska dar uma bronca no Russel, parecia que os dois estavam no quintal, fazendo uma limpeza, na verdade tirando os fungos, acabando com a savana que tava virando aquele quintal.

- Sciezska. – Disse Russel, que estava deitado na rede, com um pedaço de mato na boca.

- O que foi?

- Eu tenho muitas dúvidas sabe? – Disse.

- Sobre o quê? – Indagou, parando de passar a máquina de grama e a guardando.

- Por exemplo, eu queria saber se esse pedaço de mato que eu estou na boca é venenoso, porque minha boca ta ficando dormente e eu não sinto meu rosto...

- Então tira isso da boca, seu idiota! – Sciezska arrancou o pedaço de mato e acertou um soco na cara do rapaz.

Os que moravam ali começaram a rir da situação descontroladamente enquanto comiam os miojos que fizeram. Como isso podia ser tão idiota a ponto de ser engraçado?

- BWAHAHAHAHA! – Ria descontroladamente Elysia. – E aí? Consegue falar lagartixa? Ou a boquinha ta dormente ainda?

- Gala boga dodoro! (Tradução: Cala a boca, Totoro!) – Disse Russel.

Terminaram de comer os miojos que haviam feito e foram todos para seus devidos quartos para fazerem suas tarefas, uma hora depois, no que seria 8h30min, Sciezska e o resto das garotas se reuniram na sala.

- Hei! Elysia pega um Yakult pra mim? – Indagou Edward, enquanto afinava seu violão.

- Não. – Disse Elysia sentando no sofá.

- Por quê? – Perguntou Edward emburrado.

- Se observar bem o relógio verá que o ponteiro menor está no oito e o maior no seis; logo você entende que são 8h30min. – Disse Elysia, pausadamente e com clareza.

- E o que isso significa? – Disse Edward, fazendo cara de quem não entendeu.

- Que é hora da novela. – Disseram as garotas em coro, com copos de suco na mão enquanto Sciezska ligava a televisão e colocava no canal certo.

Edward continuou a afinar seu violão com uma gota enorme, observando o comportamento delas diante daquela estória.

- "Como elas conseguem gostar de uma coisa como esta?" – Pensara Edward. Vendo aquelas garotas loucas quase morrendo quando apareceu o galã da novela. – "Pfuit, eu sou melhor que esse cara aí".

- BORA! BORA! É NOIS NO MEIO DEEEEESSE OVO! A GENTE VAI SE VÊ! NA GROOBO... – Berravam os garotos que vinham correndo pra sala assistir o jogo de futebol. – Err... Hoje é dia do jogo.

- E agora é a hora da novela. – Responderam sem tirar os olhos da televisão.

- E VOCÊ CONCORDA EDWARD?! NÃO SENTE NADA PELO TÃO AMADO FUTEBOL?! – Berraram Alphonse e Russel.

- Nunca senti nada pelo futebol. Ver homens suando e gritando não é meu estilo. Só estou afinando meu violão. – Disse afinando o violão.

- Mas ver novela é né? – Disse Russel bufando de raiva. – Não sabia que escaladores de formigueiro gostavam de ver novela!

Na mesma hora Edward arrebentou todas as cordas do violão ao ouvir aquilo. Deus! Ele jogou o violão na cabeça de Russel.

- QUEM É O ESCALADOR DE FORMIGUEIRO QUE FAZ BICOS COMO PINTOR DE RODA-PÉ?! – Disse Edward batendo o violão na cabeça de Russel.

- CALEM A BOCA! – Gritou Winry, fazendo a sala ficar silenciosa. – Obrigada.

Os garotos foram para seus devidos quartos e foram dormir, perguntariam amanhã para alguém quem ganhou o jogo. Simples. As garotas foram dormir depois de lavarem a louça e tudo mais. Nada mais aconteceu. Rapidamente se passou uma semana, por volta das 06h01min uma garota levantava, coçando os olhos com as costas das mãos.

- Finalmente! Sexta-feira! (N/A: Lembrando que se passou rapidamente uma semana, organizaram tudo certinho, barraquinhas lá teatro ali, Osakabe-sensei havia terminado o roteiro e todos ensaiaram com afinco. Pediram para que não se usasse muitas palavras complicadas para decorar melhor, tinham pouco tempo já que tinham que organizar as barraquinhas nas salas.). – Falou animadamente a garota. – Ai ai! Todos decoraram a maior parte das falas, só fazer a massa de alguns bolos, chá e o resto a gente compra, mal posso esperar para vestir uniforme de empregada! Vai ser tão divertido. – Dissera feliz, arrumando sua cama e tirando o pijama azul com estampa cheia de Totoros.

- Elysia! Arrume-se logo, a gente tem que ir mais cedo! – Gritava Winry, ao longe.

- Pena que não vou ter o papel principal, né, Totoro-san? – Murmura a garota falando com seu Totoro de pelúcia enquanto colocava uma saia que ia quase até o joelho e uma blusa com mangas azuis e curtas, com um Totoro desenhado, já estava fazendo suas marias-chiquinhas quando uma loira neurótica começava a berrar na porta do seu quarto.

- Elysia! Não faz hora djôw! – Gritava novamente Winry.

- Já to indo. – Dizia pegando seus materiais e indo direto pro banheiro lavar o rosto e escovar os dentes.

Os garotos estavam com muita pressa, tanto é que nem deixaram a pobre Elysia tomar café. Ela teve que até pegar um pão de caril (Pão de Caril: um pão temperado) para comer no caminho. Edward parecia que estava com alergia a gente. Estava totalmente isolado, como se tivesse pensando em algo, todos estavam acostumados o Edward "carrancudo" de sempre, mas ele nunca foi de se isolar tanto.

- Al, o que houve com o Ed? – Perguntou Sciezska, que tentava roubar uma mordida do pão de Elysia.

- Não faço idéia. – Mentiu. Sabia muito bem que o motivo era certa loira.

Flash Back on:

- Al... – Murmurou o garoto que estava deitado em sua cama, iniciando um assunto com o irmão mais novo.

- O que foi nii-san?

- Eu tenho a impressão de que a Winry só se aproxima de mim pra me usar. – Disse olhando e esticando a mão, como se quisesse alcançar o teto. – Desde que eu tentei ser mais extrovertido para expressar mais meus sentimentos, parece que ela aproveita essa oportunidade pra me usar e depois guardar para me usar de novo e assim sucessivamente...

Alphonse ouvia silenciosamente o desabafo do irmão. Nos seus 18 anos de vida, seu irmão nunca desabafou com ele, sempre o protegia e o ajudava, era hora de retribuir o favor pelo menos ouvindo o que ele tem engasgado há tanto tempo.

- Sinto-me tão usado... Tão usado... – Murmurava baixinho e tristonho.

Flash Back off:

- Seja lá o que for eu espero que ele não fique assim pra sempre, não combina com ele. – Disse Elysia, com sua voz um pouco abafada, por causa do pedaço grande de pão que havia colocado na boca.

- ELY-CHAN! WIN! – Berrava certo ser que se aproximava do grupo.

- En...vy?! – Olharam todos surpresos, menos Winry e Elysia.

- Envy! – Gritaram as garotas o abraçando. – Quanto tempo!

Mataram as saudades do amigo ali mesmo, mas quando lembram que o tempo não para e que seus compromissos tenham um horário para ser cumprido, logo se assustaram. Foram correndo para a Universidade e foram cada um para sua sala ter a aula. Encontraram-se novamente no intervalo.

- Al, o que houve com o Edward? – Perguntou Winry, tomando seu suco.

- Não tenho idéia. Mas seria bom se você conversasse com ele, Win. – Falou.

- Ele está me evitando ultimamente... – Comentou a loira.

Vendo que Edward se aproximava, mudaram rapidamente de assunto, aproveitaram que Envy estava ali. No colegial, Alphonse, Edward, Elysia e Winry detestavam-no por ele ser arrogante demais e se achar, mas logo que Envy foi mudando, todos começaram a conversar com ele e viram que ele não era má pessoa, mas Edward nunca foi com a cara dele, nem antes e nem agora. (N/A: Isso é uma fanfic! Uma fanfic!).

- Por que ficou tanto tempo sumido, Envy? – Indagou Alphonse, em tom preocupado.

- Ele sofreu um acidente enquanto andava de bicicleta. Bateu com tudo em uma pilha de tijolos, então esses tijolos caíram todos em cima dele. Demorou quase uma semana para alguém ver que o Envy estava ali. Daí então, um senhor muito gentil chamou uma ambulância para socorrer o Envy.

- Nossa... – Disseram todos impressionados.

- Ele quebrou alguma coisa? – Indagou Sciezska.

- Eu quebrei uma costela e meu braço esquerdo. – Disse Envy. – Fora que eu me machuquei bastante. – Disse apontando para alguns arranhões no rosto e para o braço cheio de hematomas.

O intervalo por fim acabou. Todos foram para suas devidas salas. Como Envy era novato na universidade (N/A: Nota-se que ele ficou internado e faltou nos meses anteriores) ele ia fazer química, e como era mais ou menos da idade do Edward, os dois acabaram ficando na mesma turma.

- "Mais isso agora?!" – Edward berrara mentalmente, amaldiçoou profundamente Envy por deixar seus dias cada vez mais infernais.

- Então, eu vou entregar as provas. – Disse a professora Izumi, entregando as provas.

- Oi, Edward-chibi-kun. – Disse Envy, sorrindo sarcasticamente. – Parabéns, você tirou dez. Você continua um nerd, né?

- E você continua parecendo uma palmeira. – Disse guardando a prova no meio de um livro. – Por que você não vai ficar na rodinha das garotas? Você faria um baita sucesso.

- Nah! Aquelas garotas fúteis e vazias são tão... Previsíveis. – Disse encarando algumas garotas da sala.

Por um momento Edward suou frio e olhando ele com uma cara de "Suspeito! Muito suspeito!".

- Calma, não sou gay. – Disse Envy para o alívio de Edward. – Minha mira já está em uma garota há alguns anos. É uma loirinha bonitinha e inteligente.

Edward ignorou o que ele disse, afinal, existem muitas garotas loiras na cidade.

- Ah é? Quem é? – Perguntou sem vontade.

- Win... ry... –chan. – Disse pausadamente.

A vontade de Edward era de virar ele do avesso, mas se conteve, quebrando um lápis. O barulho ressoou pela sala silenciosa.

- "Idiota... O que eu faço pra disfarçar agora?!" – Se perguntava mentalmente.

- O que houve? – Perguntou a professora.

- E... Eu... Eu estava testando este novo modelo de lápis, sensei. – Disse guardando o lápis quebrado e pegando outro. – É muito resistente, tive que usar meu espírito de batalha pra quebrá-lo.

- "Minhas suspeitas estavam corretas, vou ajudar esse idiota". – Pensou Envy, esboçando um sorriso de satisfação.

Fim do quarto capítulo.